quinta-feira, 22 de junho de 2017

América-MG 1 x 0 Santa Cruz


AMÉRICA-MG 1 x 0 SANTA CRUZ

Paulo Henrique Tavares

O Santa Cruz tentou segurar o ímpeto ofensivo do adversário por praticamente todo o jogo. O empate era um resultado que servia, afinal a equipe atuava no estádio Independência, diante do América/MG, que não vive grande fase na Série B do Campeonato Brasileiro. Mas na reta final do segundo tempo, o gol do Coelho aconteceu, em ótima jogada individual do atacante Matheuzinho. O resultado desta terça-feira fez os corais saírem do G4 da competição e caírem para a sexta colocação, permanecendo com os 13 pontos ganhos.
Houve uma falsa impressão quando o Santa Cruz iniciou o duelo contra o América/MG apresentando maior posse de bola e boa presença ofensiva. Parecia que o fato de jogar fora de casa não seria um peso para os corais. Tal engano foi comprovado com pouco tempo de bola rolando no primeiro tempo. Isso porque o Coelho foi tomando conta da etapa inicial de partida. Ao final dos primeiros 45 minutos, os mandantes mineiros eram levemente superiores no domínio da bola. Mas no quesito finalizações, o Tricolor saiu perdendo de goleada: oito (sendo três a gol) contra apenas um chute para fora dos pernambucanos.
Os principais lances de perigo do jogo contaram com a decisiva participação de Júlio César. Aos 24 minutos, Renan Oliveira chutou da entrada da área e o goleiro Tricolor salvou o Santa Cruz em bela defesa. Um minuto depois, Luan arriscou de muito longe, sem tanta força e a bola passa perto. Júlio ainda precisou dar um pequeno toque na bola para afastar o perigo. Apesar da pressão do Coelho, o primeiro tempo terminou no 0x0. Após o intervalo, o Santa Cruz apostou em uma postura mais agressiva.
Apagado no jogo, Halef Pitbull foi substituído por Augusto. Com maior mobilidade ofensiva, que ainda contava com Bruno Paulo e André Luís, o Santa Cruz passou a ser perigoso no contra-ataque. A melhora Tricolor inibiu mais a pressão adversária na partida. Mesmo assim, o América/MG chegou ao seu tão tentado gol. Aos 33 minutos, Matheuzinho, que acabará de entrar no jogo, em seu primeiro lance individual, deixou três para trás e chutou muito forte para fazer 1x0 e dar a vitória ao Coelho.

FICHA DE JOGO

AMÉRICA-MG: Ricardo, Christian, Rafael Lima, Messias e Pará (Willian); Ernandes, Zé Ricardo e Renan Oliveira (Matheuzinho); Hugo Cabral, Luan (Mike) e Bill. Técnico: Enderson Moreira.

SANTA CRUZ: Julio Cesar; Nininho (Kelvy), Jaime, Bruno Silva e Roberto. Elicarlos, Primão e Léo Lima; André Luís (João Paulo), Bruno Paulo e Pitbull (Augusto). Técnico: Adriano Teixeira.

Local: Estádio Independência (Belo Horizonte). Árbitro: Dyorgines Jose Padovani de Andrade (ES).
Assistentes: Edson Glicerio dos Santos e Katiuscia Berger Mendonça (Ambos ES). Gols: Matheuzinho (aos 33 do 2°T). Cartões amarelos: Kill, Renato Justi (América/MG). Público e renda: Não divulgados.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 20/6/2017

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Santa Cruz 0 x 0 Internacional - RS


Fotografia de Paullo Almeida / Folhape

SANTA CRUZ 0 x 0 INTERNACIONAL - RS

Daniel Lima

Nada de gols no Arruda, que recebeu mais de 25 mil pessoas. Em duelo com raras oportunidades de gol, Santa Cruz e Internacional ficaram no 0 a 0, na tarde deste sábado (17), pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. Com o empate, os tricolores seguem no G4 da competição. O próximo compromisso dos corais será contra o América/MG, na terça-feira (20), às 19h15, na Arena Independência.
Primeiro tempo morno e fraco tecnicamente. Com dificuldade para criar as jogadas, Santa e Inter insistiram nas bolas alçadas na área, mas as tentativas não surtiram efeito. O gramado também não ajudava, porém os tricolores tiveram mais volume de jogo, chegaram duas vezes perigosamente, com os atacantes Bruno Paulo e Halef Pitbull, e acabaram parando no goleiro Danilo Fernandes, que salvou os gaúchos. Com poucas chances para ambos os lados, o placar da etapa inicial não saiu do 0 a 0.
O ritmo continuou lento no segundo tempo. Com a ausência do argentino D’Alessandro, o Internacional perdeu a criatividade no meio de campo e a saída foi explorar os contra-ataques. Mesmo atuando dentro de casa, o Santa Cruz não conseguiu pressionar o adversário pela falta de ímpeto ofensivo. A situação ficou mais difícil ainda por conta das condições do campo, que estava pesado e desgastado devido às chuvas. O empate sem gols persistiu até o apito final do árbitro.

Ficha do jogo

SANTA CRUZ: Júlio César; Nininho, Bruno Silva, Jaime e Roberto; Elicarlos, Thiago Primão e Léo Lima (Augusto); Bruno Paulo, Halef Pitbull e André Luís (Kelvy). Técnico: Adriano Teixeira (interino).

INTERNACIONAL-RS: Danilo Fernandes; Junio, Danilo Silva, Ernando (Léo Ortiz) e Carlinhos; Rodrigo Dourado, Edenílson, Uendel; Eduardo Sasha (Juan), Marcelo Cirino e Nico López (Diego). Técnico: Guto Ferreira.

Local: Arruda, no Recife (Pernambuco). Árbitro: Rodrigo Alonso Ferreira (SC). Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP). Cartões amarelos: Nininho (Santa Cruz); Ernando e Léo Ortiz (Internacional). Público: 25.356.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 17/6/2017

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Bom aproveitamento


Fotografia de Flávio Japa / Folhape

BOM APROVEITAMENTO

Daniel Lima

A vitória do Santa Cruz em plena Arena Castelão, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, surpreendeu por alguns fatores. Um deles foi o time ter conseguido buscar uma virada gigante na casa do Ceará, ao sair perdendo pelo placar de 1 a 0 e o revertendo para 3 a 1 no segundo tempo. O outro ponto é que o técnico interino Adriano Teixeira bateu o experiente Givanildo Oliveira, com quem trabalhou de 2005 a 2006 quando o auxiliar técnico era zagueiro do clube coral. Em 2005, eles foram campeões pernambucanos e conquistaram o acesso à Série A.
Adriano Teixeira tem uma longa história no Arruda. Como zagueiro, jogou no Santa de 2005 a 2007. Nesse último ano, quando o clube acabou sendo rebaixado para a Série C, foi jogador e treinador ao mesmo tempo nas duas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro da Série B (derrotas de 2 a 0 para o Criciúma-SC e de 3 a 2 para o Coritiba-PR).
Em 2014, o profissional retornou ao Santa Cruz para ser auxiliar técnico, função que exerce até hoje. Naquele ano, entre a saída de Sérgio Guedes e a chegada de Oliveira Canindé, ficou como técnico interino na partida contra o Icasa-CE (que terminou empatada em 1 a 1), pela Série B.
No ano de 2016, Teixeira comandou o time interinamente duas vezes. Após a demissão de Marcelo Martelotte, foram dois jogos seguidos à beira do campo: no empate em 0 a 0 contra o América, pelo Campeonato Pernambucano, e na vitória por 2 a 1 em cima do Ceará/CE, pela Copa do Nordeste.
Na época de Milton Mendes, Adriano ficou como interino mais duas vezes: no triunfo do Santa sobre o Vitória da Conquista-BA, por 2 a 0, pelo jogo de ida da 2ª fase Copa do Brasil (na ocasião, o treinador coral nem viajou e mandou um time reserva), e na vitória de 2 a 1 sobre o Campinense-PB pela primeira partida da final da Copa do Nordeste (Mendes cumpria suspensão por ter sido expulso).
O auxiliar técnico ainda assumiu interinamente o time na Série A do ano passado. No intermédio da saída de Milton e chegada do novo treinador, conseguiu um empate em 2 a 2 com o Vitória, no Barradão. Depois, com a demissão de Doriva, dirigiu a equipe nas últimas seis rodadas do Brasileiro contra Internacional, América-MG, Coritiba-PR, Atlético-MG, Grêmio e São Paulo, respectivamente.
Ao todo, como técnico interino, Adriano Teixeira tem 15 jogos no comando. São seis vitórias, cinco empates e quatro derrotas.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 14/6/2017

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Ceará 1 x 3 Santa Cruz


CEARÁ 1 x 3 SANTA CRUZ

Paulo Henrique Tavares

Era o primeiro jogo Coral já sem o comando do técnico Vinícius Eutrópio. O adversário era difícil, o Ceará; e fora de casa, na Arena Castelão, em Fortaleza. Mas a vitória foi conquistada, nesta terça-feira. De virada, com gols de Léo Lima, Bruno Paulo e Ricardo Bueno, o Santa Cruz passou pelo Vovô, pelo placar de 3x1. O resultado deixou o Tricolor no G4 da Série B do Campeonato Brasileiro, com 12 pontos. O próximo confronto será contra o Internacional, sábado, no Arruda.
Demorou para o Santa Cruz entrar no jogo. Em praticamente meia-hora de partida, apenas o Ceará dava as cartas na Arena Castelão. A posse de bola, vez ou outra, atingia picos de 70% em favor do Vovô. Tamanha pressão resultou em gol aos 27 minutos. Romário bateu escanteio, Valdo escora para o meio da área e Pedro Ken empurrou para o gol. A partir deste momento, a presença coral no campo ofensivo foi maior. Mais precavido, o Ceará passou a apostar em contra-ataques. E levou perigo a meta do goleiro Júlio César, autor de boas defesas durante todo o jogo.
A tônica do final do primeiro tempo foi mantida após o intervalo da partida. De tanto insistir, o gol coral aconteceu. Aos 16 minutos, André Luís fez jogada individual e a bola sobra para Léo Lima. Com categoria, o meia deu um toquezinho por cima de Éverson e deixou tudo igual. Aos 25 minutos, o gol da vitória. Thiago Primão achou Bruno Paulo, e o atacante chutou forte. Virada. Antes do final, ainda houve tempo para a confirmação do resultado positivo. Aos 35, Augusto cruzou e Ricardo Bueno só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes.

FICHA DE JOGO

CEARÁ: Everson; Tiago Cametá, Rafael Pereira, Valdo e Romário; Raul, Richardson (Felipe Menezes), Pedro Ken (Pio) e Rafael Carioca (Arthur); Roberto e Magno Alves. Técnico: Givanildo Oliveira.

SANTA CRUZ: Júlio César; Nininho, Eduardo Brito, Jaime e Roberto; Gino (Thiago Primão), Elicarlos, Léo Lima (Augusto); Bruno Paulo (Wellington Cézar), André Luís e Ricardo Bueno. Técnico: Adriano Teixeira.

Local: Arena Castelão (Fortaleza). Horário: 21h30. Árbitro: Wanderson Alves de Sousa (MG). Assistentes: Sidmar dos Santos Meurer e Felipe Alan Costa de Oliveira (Ambos de MG). Gols: Pedro Ken (aos 27 do 1°T); Léo Lima (aos 16 do 2°T); Bruno Paulo (aos 25 do 2°T); Ricardo Bueno (aos 35 do 2°T). Cartões amarelos: Raul (Ceará); Bruno Paulo, Elicarlos (Santa Cruz)
Público e renda: Não divulgados.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 13/6/2017

terça-feira, 13 de junho de 2017

Obras no Centro de Treinamento avançam


OBRAS NO CENTRO DE TREINAMENTO AVANÇAM

Daniel Lima

Um sonho que está perto de virar realidade. As obras do Centro de Treinamento do Santa Cruz estão avançado. O primeiro campo segue sendo construído e 75% da drenagem já foi concluída. De acordo com a Comissão Patrimonial do clube, a previsão para a inauguração de um dos três campos é até o mês de agosto deste ano.
Ainda no ano passado, no mês de dezembro, os trabalhos foram iniciados no CT. Em fevereiro de 2017, foi concluída a primeira obra no terreno - processo de limpeza e de terraplanagem -, com custo de R$ 55 mil, segundo o ex-presidente e conselheiro João Caixero. A construtora J. Carvalho esteve à frente do projeto. O passo seguinte foi o organizar os materiais (tijolos, postes e marcadores) para a construção do primeiro campo.
Em março de 2012, na gestão do presidente Antônio Luiz Neto, o Santa Cruz adquiriu um terreno de 10 hectares com parte da verba da venda do atacante Gilberto ao Internacional. O projeto, de 6000m² de área construída, do CT é um dos mais modernos do Brasil e prevê a construção de três campos oficiais, vestiários, academia, sala de imprensa, um hotel, 23 suítes para atletas profissionais, 32 para atletas da base, além de estrutura completa de serviços e lazer para a comissão técnica e atletas. O Ninho das Cobras fica localizado na Estrada da Mumbeca, no bairro da Guabiraba.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 12/6/2017

segunda-feira, 12 de junho de 2017

A queda de Vinícius Eutrópio


Fotografia de Arthur Mota

A QUEDA DE VINÍCIUS EUTRÓPIO

Daniel Lima

Vinícius Eutrópio não é mais o técnico do Santa Cruz para a sequência do Brasileiro da Série B. O treinador não resistiu à pressão da torcida após a derrota para o Londrina-PR por 3 a 1, no Arruda, na última sexta-feira, e sua saída foi oficializada pela direção do clube no fim da tarde deste sábado. Agora, após o desligamento, a diretoria coral corre contra o tempo para anunciar um novo comandante
A passagem de Eutrópio no Arruda durou quase seis meses. Deixou o comando com um aproveitamento de 57,29%. Ao todo, obteve 16 vitórias, sete empates e nove derrotas em 32 partidas oficiais disputadas na temporada. Apesar dos números positivos, o Santa vinha apresentando atuações abaixo do esperado e o futebol do time estava longe de convencer. Por conta desses fatores, o técnico era o principal alvo de críticas da torcida coral, que chegou a fazer uma campanha nas redes sociais pedindo a demissão do profissional.
Além das duas derrotas seguidas no Campeonato Brasileiro da Série B, o técnico Vinícius Eutrópio acumulou três eliminações, sendo duas delas nas semifinais da Copa do Nordeste e do Campeonato Pernambucano, respectivamente. Ainda por cima, caiu nas oitavas de final da Copa do Brasil, única fase disputada pelo Santa Cruz.
Mesmo aceitando os questionamentos dos torcedores, Eutrópio sempre defendeu o seu trabalho à frente do time. Chegou a dizer que o clube era um “case de sucesso”, mas só fracassou na temporada. Ele foi o grande responsável pelo processo de remontagem do elenco coral, que passou por uma grande reformulação este ano.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 10/6/2017

Santa Cruz 1 x 3 Londrina


Fotografia de Anderson Stevens / Folhape

SANTA CRUZ 1 x 3 LONDRINA

Paulo Henrique Tavares

Fazia parte do planejamento do Santa Cruz aproveitar ao máximo o fator casa nesta Série B do Campeonato Brasileiro. Diante de um Londrina, na parte de baixo da tabela, este pensamento deveria ser seguido a risca pelos corais, nesta sexta-feira (09), no estádio do Arruda. Mas um jogo de poucos acertos foi protagonizado pelos tricolores e o resultado acabou sendo uma derrota por goleada: 3x1. Os gols do jogo foram marcados por Germano e Arthur, duas vezes. João Paulo descontou antes do final. Com o revés, os pernambucanos acabaram caindo para a quinta colocação na tabela de classificação, permanecendo com nove pontos, em seis jogos disputados.
O motivo que levou o Santa Cruz a descer para os vestiários, após o primeiro tempo, amargando uma desvantagem de 1x0 para a equipe do Londrina, tem de ser atribuído a apenas a própria equipe coral. O início de jogo Tricolor chegou a ser animador. Nos dez primeiros minutos, a pressão dos mandantes pernambucanos era visível. Apenas o Santa Cruz finalizava, e era o dono da bola. A sensação que ficou era a de que a construção positiva do placar era apenas questão de tempo. Mas, ao mesmo tempo que os gols não eram anotados, a acomodação do time foi ganhando corpo. Este fato abriu aos visitantes paranaenses a possibilidade de acreditar na vitória.
A aposta do Londrina estava totalmente depositada nos contra-ataques. Ao Santa Cruz coube apenas alguns lampejos de pressão durante a primeira etapa da partida. Elas, inclusive, construídas por erros individuais dos próprios adversários. Chances claras de gol, no entanto, foram escassas. Por outro lado, o Tubarão chegou a ficar próximo de abrir o marcador aos 40 minutos da etapa inicial. Marcinho cobrou escanteio e Silvio mandou de cabeça para o chão. A bola acabou indo no travessão, e foi afastada pela zaga coral. Quatro minutos depois, uma nova chance criada virou realidade aos visitantes. Após Celsinho receber na área e tocar para o meio, a bola bateu no braço do zagueiro Anderson Salles. O árbitro marca pênalti. Na cobrança, Germano fez 1x0.
O Santa Cruz voltou para o segundo tempo com uma postura diferente. O resultado negativo incomodava. E a pressão inicial aconteceu. Mas o Londrina não abdicou de seu futebol voltado para o contra-ataque. O segundo gol, então, foi construído. Aos seis minutos, em velocidade, Jonatas Belusso aproveitou escorregão de Anderson Salles, arrancou e tocou para Artur. O atacante invadiu a área, passou por Júlio César e mandou para as redes. Aos 36 minutos, o pesadelo foi maior. Arthur acertou um belo chute de fora da área e decretou a derrota tricolor. O Santa Cruz ainda chegou a diminuir o marcador, aos 39, com João Paulo. Mas já não havia mais tempo para reação.

Ficha do jogo

SANTA CRUZ: Julio Cesar; Gino, Anderson Salles, Bruno Silva e Roberto; David, Wellington Cézar (Augusto), Thiago Primão, André Luís (João Paulo) e Bruno Paulo (Léo Lima); Ricardo Bueno. Técnico: Vinícius Eutrópio.

LONDRINA: Cesar; Lucas Ramon, Silvio, Matheus e Ayrton; Jardel, Germano, Celsinho (Carlos Henrique) e Marcinho (Bidía); Arthur e Jonatas Belusso. Técnico: Claudio Tencali
Local: Estádio do Arruda, no Recife

Árbitro: Jean Pierre Goncalves Lima (RS). Assistentes: Lucio Beiersdorf Flor e Leirson Peng Martins (Ambos do RS). Gols: Germano (aos 46 do 1ºT); Arthur (aos 6 e aos 34 do 2ºT); João Paulo (aos 39 do 2ºT). Cartões amarelos: Matheus, Cesar (Londrina). Público: 5.045. Renda: Não divulgado.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 10/6/2017

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Goiás 2 x 1 Santa Cruz


GOIÁS 2 x 1 SANTA CRUZ

Paulo Henrique Tavares

Havia uma expectativa de o Santa Cruz conseguir a segunda vitória da equipe, fora de casa, na Série B do Campeonato Brasileiro. Isso justifica a forma ofensiva como os corais encararam o Goiás, nesta terça-feira, no estádio Serra Dourada. A derrota, no entanto, acabou acontecendo. Com dois gols de Carlos Eduardo, os Esmeraldinos bateram os Tricolores pelo placar de 2x1. O resultado deixou os pernambucanos ainda no G4 da competição, na quarta colocação, com nove pontos ganhos.
Seria inevitável que o Goiás aproveitasse os primeiros minutos de jogo para pressionar o Santa Cruz. A necessidade pela primeira vitória na competição exigia tal postura. E os mandantes não se fizeram de rogados. Em um intervalo de tempo de cinco minutos, dois lances exigiram trabalho do goleiro Júlio César. Apesar da pressão inicial, os corais até chegaram a apresentar uma maior posse de bola. Mesmo assim, o primeiro gol foi anotado pelos Esmeraldinos. Aos 11 minutos, Tony cruzou para Carlos Eduardo, que sobe mais do que o zagueiro Bruno Silva, e venceu o arqueiro tricolor. 1x0.
O primeiro tempo foi bastante aberto entre os adversários. Oportunidades de gols acabaram acontecendo para ambas às equipes. Ao todo, três finalizações perigosas do Goiás contra duas do Santa Cruz. Até que o último chute a gol para empatar o quesito serviu também para igualar o marcador. Após Roberto invadir a área e ser derrubado por Carlos Eduardo, a arbitragem marcou pênalti. Na cobrança, aos 45 do primeiro tempo, Anderson Salles cobrou sem chances para Marcelo Rangel.
Após o intervalo, a pegada ofensiva de Goiás e Santa Cruz foram mantidas. Ao contrário do primeiro tempo, foi o Tricolor quem iniciou assustando a defesa Esmeraldina. Aos cinco, Elicarlos pegou uma bola de primeira, na entrada da área, e Tony salvou. Eutrópio, então, resolveu mexer na equipe, e mandou a campo Bruno Paulo. Os corais melhoraram ofensivamente, mas quem chegou ao segundo gol foi o Goiás. Aos 27, Carlos Eduardo aproveitou cruzamento na área, apareceu livre na pequena área e decretou a derrota tricolor.

FICHA DE JOGO

GOIÁS: Marcelo Rangel: Tony (Elyeser), Everton Sena, Alex Alves e Carlinhos; Pedro Bambu, Victor Bolt, Léo Sena (Michael) e Tiago Luís; Carlos Eduardo e Aylon (Léo Gamalho). Técnico: Sílvio Criciúma.

SANTA CRUZ: Julio Cesar; Nininho, Bruno Silva, Salles e Roberto; David (Halef Pitbull), Elicarlos e Primão (Gino); Everton Santos, André Luis (Bruno Paulo) e Ricardo Bueno. Técnico: Vinícius Eutrópio.

Local: Estádio Serra Dourada, em Goiás. Horário: às 20h30. Arbitro: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP). Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Fabio Rogerio Baesteiro (Ambos de SP). Gols: Carlos Eduardo (aos 11 do 1°T e aos 27 do 2°T); Anderson Salles (aos 45 do 1°T).
Cartões amarelos: David (Santa Cruz); Pedro Bambu (Goiás). Público e renda: Não divulgados.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 06/6/2017

terça-feira, 6 de junho de 2017

Largada histórica


LARGADA HISTÓRICA

Yuri de Lira

O Santa Cruz nunca começou uma Série B, nos atuais moldes, tão bem como agora. Vice-líder, visa manter este rendimento a partir das 20h30 desta terça-feira, contra o Goiás, no Serra Dourada. Montado para subir de divisão, o adversário figura no outro extremo da tabela, imerso na zona de rebaixamento. Para além de consolidar o momento positivo do campeonato, o Tricolor pode começar a abrir vantagem de pontos em relação a um oponente ainda cotado - na visão dos próprios corais - para a briga pelo G4.
A campanha do Santa em quatro rodadas elevou a confiança do elenco. Afinal, desde 2006, quando a Segundona passou a ser disputada em pontos corridos e com 20 clubes, a Cobral Coral não tinha uma largada tão positiva. O treinador Vinícius Eutrópio sabe desse dado. Diz que a manutenção dos últimos desempenhos se tornou uma motivação a mais para o grupo.
"Partimos de estaca zero no início do ano e ascensão vem continuamente. A esperança é nos fortalecer e manter os resultados", disse Eutrópio. O técnico festeja a fase do time após três vitórias e só uma derrota no Brasileiro. Mas considera o poderio de um Goiás que ainda não se encontrou na competição e acredita em um jogo equilibrado nesta noite.
"O Goiás tem tradição, tem um elenco forte. Quando se inicia a partida, a gente esquece (as campanhas)", ponderou o comandante. A equipe goiana ainda não ganhou no Serra Dourada nesta Série B. Nada que diminua o alerta de Eutrópio. "Jogar fora é obviamente mais difícil. Eles conhecem o campo e jogar em casa é sempre muito bom."
O retrospecto do Santa Cruz não deixa de animá-lo, porém. "O nosso momento é melhor, bem melhor. É um momento de confiança, em que a nossa equipe está se desenvolvendo melhor. Isso nos dá uma segurança, uma esperança de ir lá e buscar uma vitória", declarou.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 06/6/2017

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Grafite, o último rei do Arruda


Fotografia de Gabriel Campêlo

GRAFITE, O ÚLTIMO REI DO ARRUDA

Clóvis Campêlo

Como aconteceu com outros grandes jogadores que já passaram pelo Arruda, Grafite também deixou o seu nome gravado na história do Santa Cruz, Aliás, não só o seu nome, como também a sua imagem estampada nas paredes das arquibancadas corais, onde está desenhado como o último Rei do Arruda. Acompanhe a trajetória desse grande jogador e artilheiro e veja como ele foi importante no ressurgimento do Santinha na elite do futebol brasileiro..
Seu nome verdadeiro é Edinaldo Batista Libânio. Nasceu na cidade de Jundiaí, em São Paulo, no dia 2 de abril de 1979, no Ano Internacional da Criança.
Começou a sua carreira futebolística na Sociedade Esportiva Matonense, clube da cidade de Matão, que disputa as divisões inferiores do futebol paulista, fundado em 24 de maio de 1976, apenas três anos antes do nascimento do craque.
Em seguida, foi para Araraquara, defender a Ferroviária daquela cidade, clube mais antigo e tradicional do futebol paulista, criado em 1950. De Araraquara para o Recife, foi um pulo. Em 2001, chegava pela primeira vez às Repúblicas Independentes do Arruda para iniciar uma relação com o Santinha que se estenderia até os dias de hoje.
No Arruda, entre 2001 e 2002, disputou 22 jogos pela Cobra Coral, marcando apenas cinco gols, mas chamando a atenção pelas boas atuações e por sua frieza diante dos goleiros adversários na hora de finalizar.
Do Santa Cruz foi para o Grêmio Portalegrense, em 2002, onde disputou nove partidas sem marcar nenhum gol. Em 2003, foi contratado pelo Anyang Cheetaas, da Coreia do Sul, de onde, no segundo semestre veio para o Goiás, destacando-se no Campeonato Brasileiro daquele ano, marcando 12 gols em 20 jogos.
Em 2004, embalado pela boa fase no Goiás, foi para o São Paulo Futebol Clube, onde formou no ataque titular ao lado de Luís Fabiano, marcando 27 gols em 73 jogos. No São Paulo, em 2005, mesmo passando um bom tempo machucado, ajudou o clube e se tornar Campeão Brasileiro naquele ano, e Campeão Mundial de Clubes, participando dos jogos da semifinal e da final. Em função das suas boas atuações pelo tricolor paulista, foi convocado por Carlos Alberto Parreira para a Seleção Brasileira de Futebol, onde disputou quatro jogos, assinalando um gol contra a Guatemala, no jogo que marcou a despedida de Romário da seleção.
Em 2006, ganhou o mundo indo atuar na França, pelo Les Mans, onde em 51 jogos marcou 16 gols. Em 2007, foi o Wolfsburg, da Alemanha, onde em quatro anos e 131 jogos disputados, foi autor de 76 gols. Pelo clube alemão, conquistou, em 2009, o inédito título do Campeonato Alemão, sendo ainda o artilheiro da competição com 28 gols marcados e batendo o recorde de 53 gols de Gerd Müller e Uli Hoeneb, marcando 54 gols numa mesma temporada. Era a glória e a consagração definitiva do grande artilheiro na Europa.
Antes de voltar ao Santa Cruz, em 2015, ainda atuou pelo Al-Ahli Club, de Dubai, onde marcou 66 gols em 85 jogos, entre 2001 e 2014, e pelo Al-Sadd Sports Club, do Qatar, em 2015, onde jogou nove partidas, marcando um gol.
De volta ao Santa Cruz, foi recebido em grande estilo no Estádio do Arruda, onde chegou de helicóptero para delírio da torcida coral. Estreou contra o Botafogo carioca, no Campeonato Brasileiro da Série B, marcando de cabeça o gol da vitória e terminando a competição como vice-campeão, o que levou de volta o Santinha à Série A do Campeonato Brasileiro, em 2016.
Nesse mesmo ano, foi campeão da Copa do Nordeste e do Certame Estadual, realizando o sonho de conquistar títulos com a camisa coral, o que não havia acontecido antes. Ao todo, entre 2015 e 2016, participou de 71 jogos com a camisa coral e marcou gols, numa passagem brilhante e vitoriosa.
Ao sair do clube, em dezembro de 2016, rumo ao Atlético Paranaense, deixou nas redes sociais a seguinte mensagem de despedida:
"Queria agradecer a todos os jogadores, técnicos, diretores e especialmente funcionários, que são a base do nosso sucesso no dia a dia, por este um ano e meio de convívio, irmandade e lutas, porque sabemos que o dia a dia no Santa não é fácil. A saída não está sendo do jeito que imaginávamos que seria um dia, mas foi amigável, sem mágoas ou rancor de minha parte e vi que por parte do nosso 'Querido Presidente' Alírio Moraes também, em comum acordo decidimos que era melhor eu sair, sabemos das dificuldades que o clube vive administrativamente, vai ser melhor para ambos!"

Estádio do Arruda, 45 anos



ESTÁDIO DO ARRUDA, 45 ANOS

Em 4 de junho de 1972, era inaugurado a maior praça esportiva de Pernambuco, ORGULHO DA NAÇÃO TRICOLOR!

Santa Cruz 2 x 1 ABC


Fotografia de Arthur Mota / Folhape

SANTA CRUZ 2 x 1 ABC

Mário Fontes

Foi difícil, mas o Santa Cruz voltou a encontrar o caminho das vitórias. O time coral venceu o ABC por 2x1 no Estádio do Arruda, neste sábado (3), pela Série B. André Luís e Roberto marcaram os gols da equipe da casa.
O Tricolor começou melhor na partida, gerando boas chances perto do gol dos potiguares. Porém, o time possuía pouca efetividade, passando quase metade da primeira etapa sem levar perigo ao gol de Édson.
A dificuldade no setor ofensivo acabou deixando os visitantes mais à vontade no jogo, o que se refletiu nas defesas do goleiro Júlio César, do Santa. O arqueiro coral evitou a abertura do placar por diversas vezes ainda na primeira etapa.
Do lado pernambucano, algumas boas chances apareceram com as bolas paradas de Anderson Salles. As investidas do time da casa não surtiam tanto efeito, mas um lado do campo pareceu ser a saída para desequilibrar o confronto.
Aos 36 minutos, pela esquerda, Roberto recebeu a bola, cortou para o meio e chutou de fora da área, da meia lua. O lateral-esquerdo conseguiu acertar o canto do gol de Édson, e abriu o placar no Arruda.
Mas as comemorações não demoraram muito. Dois minutos depois, Bocão cruzou para a área e Adriano Pardal completou de cabeça, sem chances para Júlio César.
O primeiro tempo estava quase em seu final quando Jardel derrubou o atacante André Luís fora da área. O árbitro Cleisson Veloso Pereira assinalou pênalti para o Santa Cruz. O zagueiro-artilheiro Anderson Salles foi para a cobrança, mas acertou o travessão. Com isso, a primeira etapa acabou em 1x1.
Na volta do intervalo, o ABC chegou a jogar alguns minutos com um a menos em campo, por problemas nas alterações. Quando o jogo voltou a ter 11x11, o Santa Cruz apareceu para desempatar.
André Luís pegou rebote do chute de Ricardo Bueno na área, driblou dois e encheu o pé para desempatar o duelo. Com vantagem no marcador, o time da casa continuou a pressão. O ABC parecia tão perdido quanto a ordem do número de suas camisas. O time de Natal chegou apenas aos 27 minutos, com Echeverría, que soltou uma bomba para a defesa de Júlio César.
O Santa, por sua fez, protagonizou um festival de gols perdidos. Mais incisivo na partida, os tricolores cansaram de perder chances diante de um ABC acuado. Porém, as falhas não fizeram diferença, e o jogo terminou em 2x1.
O resultado deixou os tricolores na 2ª posição, com nove pontos. Já o ABC caiu para a 14ª colocação, permanecendo com cinco pontos conquistados.
Na próxima rodada, na terça-feira (06) o Santa Cruz encara o Goiás fora de casa, no Serra Dourada, às 20h30. Já o ABC recebe o líder Paysandu no Frasqueirão, no mesmo dia.

FICHA DE JOGO

SANTA CRUZ: Júlio César; Gino, Anderson Salles, Bruno Silva, Roberto (Eduardo Brito); David, Elicarlos, Thiago Primão (João Paulo), André Luís (Bruno Paulo) e Everton Santos; Ricardo Bueno. Técnico Vinícius Eutrópio.

ABC: Edson; Jonathan Bocão (Levy), Léo Fortunato, Cleiton e Eltinho; Felipe Guedes, Jardel, Gegê, Adriano Pardal (Echeverría), Nando e Dalberto (Tulio Renan). Técnico: Geninho.

Local: Estádio do Arruda, no Recife. Horário: 16h30. Árbitro: Cleisson Veloso Pereira (MG). Assistentes: Marconi Helbert Vieira e Luiz Antonio Barbosa (Ambos de MG). Cartões amarelos: Jonathan Bocão, Adriano Pardal, Levy (ABC/RN). Cartões vermelhos: Felipe Guedes (ABC/RN)
Gols: Roberto (Santa Cruz, 36’), André Luís (Santa Cruz, 4’ST) / Adriano Pardal (ABC/RN, 38’). Público: 4.834. Renda: R$ 41.620,00.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 03/6/2017

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Pioneirismo


PIONEIRISMO

Daniel Lima

O caos financeiro no segundo semestre do ano passado ainda prejudica o Santa Cruz. Nesta quinta-feira (1), o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) puniu o clube com a perda de três pontos no Campeonato Brasileiro da Série A de 2016 e ainda por cima aplicou uma multa de R$ 30 mil. A denúncia foi feita pela Federação Nacional dos Atletas Nacionais de Futebol (FENAPAF), alegando os quatro meses de salários atrasados no último ano.
O Santa foi o primeiro clube do futebol brasileiro a receber essa punição. Isso porque o Fair Play trabalhista entrou em vigor nos Regulamentos Específicos das Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em 2015.
Em fevereiro deste ano, o STJD arquivou o processo, mas a procuradoria recorreu e o clube acabou sendo julgado. Foi punido, porém ainda conseguiu diminuir o valor da multa, que caiu de R$ 100 mil para R$ 30 mil. Dos males, o menor é que o Santa Cruz não perdeu pontos no Brasileiro da Série B deste ano. A pena é apenas para a Série A e, sendo assim, os tricolores passaram a ficar com 28 pontos na classificação da Primeira Divisão do ano passado.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 01/6/2017

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Atlético-PR 2 x 0 Santa Cruz


ATLÉTICO-PE 2 x 0 SANTA CRUZ

Paulo Henrique Tavares

O sonho do Santa Cruz em chegar pela primeira vez na história a uma quartas de final da Copa do Brasil foi encerrado, nesta quarta-feira, na Arena da Baixada. As limitações técnicas dos corais, que não pode contar com os reforços recém- contratados, ficaram evidentes diante de um adversário que atravessa um momento coletivo pouco produtivo. Sendo assim, o 2x0 foi construído pelo Furacão, que não precisou apresentar um futebol muito superior. Os gols do jogo foram anotados por Nikão e Lucho González.
Fazia parte do planejamento do Santa Cruz, para conquistar a classificação às quartas de final da Copa do Brasil, conseguir balançar as redes do Atlético/PR nos primeiros minutos do jogo. Afinal, até um empate com gols interessaria aos Tricolores, por conta do resultado do primeiro jogo (0x0). Mas as pretensões corais caíram por terra logo aos cinco minutos do primeiro tempo. Na base do toque de bola, o Furacão chegou com perigo pela esquerda e Nikão recebeu passe, centralizado na área. Ele manda o chute rasteiro e certeiro para o gol, e abriu o marcador.
Este cenário travou o Santa Cruz no jogo. Sair para tentar o empate, e arriscar sofrer um novo gol, ou se defender, e jogar por uma bola? Durante boa parte do primeiro tempo, os corais até chegaram a ter uma posse de bola superior ao Atlético/PR. Mas o número de finalizações comprova que a segunda opção foi a escolhida com o desenrolar da etapa inicial: apenas duas. Já o Furacão tentou fazer valer o fato de jogar em casa, e até foi mais perigoso. Mas as chances reais de gols foram escassas.
No segundo tempo, a postura coral foi diferente. E o lance protagonizado pelo Santa Cruz logo aos sete minutos serve para ilustrar. André Luis aproveitou um buraco na marcação e entrou na área. Ele chutou com força, e a bola explodiu na trave direita de Weverton. O momento serviu como resposta ao cabeceio de Grafite, momentos antes, que obrigou Júlio César defender com o pé em puro reflexo. A partida, de fato, foi mais aberta na etapa final.
A postura ofensiva das duas equipes daria algum resultado. E ele aconteceu a favor do Atlético/PR, aos 23 do segundo tempo. Depois de chute de Douglas Coutinho, a bola bateu na zaga e sobrou para Lucho chegar pelo meio e bater direto para o gol. 2x0 e fim de sonho para os corais.

FICHA DE JOGO

ATLÉTICO-PR: Weverton; Jonathan, Wanderson, Thiago Heleno e Sidcley (Nicolas); Otávio, Rossetto, Lucho, Nikão e Pablo (Douglas Coutinho); Grafite (Eduardo da Silva). Técnico: Eduardo Baptista.

SANTA CRUZ: Júlio César; Nininho, Anderson Salles, Bruno Silva, Tiago Costa (Roberto); Elicarlos, David, Willim Barbio (Léo Costa), André Luis e Everton Santos; Pitbull (Facundo Parra). Técnico: Vinícius Eutrópio.

Local: Arena da Baixada, em Curitiba. Horário: 19h30. Árbitro: Elmo Alves Resenha Cunha (GO).
Assistentes: Cristhian Passos Sorence e Leone Carvalho Rocha (Ambos de GO). Gols: Nikão (aos 5 do 1°T); Lucho Gonzalez (aos 23 do 2°T). Cartões amarelos: Douglas Coutinho, Eduardo da Silva (Atlético/PR); Nininho (Santa Cruz). Público e renda: Não divulgados.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 01/6/2017.