segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Londrina 1 x 1 Santa Cruz


LONDRINA 1 x 1 SANTA CRUZ

Mário Fontes

Já fora do Z4, o Santa Cruz tinha um foco bem definido: se afastar de vez dele. A missão quase foi cumprida. O time tricolor ficou no empate por 1x1 sobre o Londrina fora de casa, na noite desta sexta-feira, pode voltar à zona da degola ainda esta rodada.
A partida começou aberta, com o time da casa tendo mais posse de bola. O Santa, por sua vez, buscava o contra-ataque, principalmente do lado esquerdo, com Bruno Paulo.
Os goleiros praticamente não trabalharam até os 35 minutos, quando veio o primeiro grande momento tricolor no jogo. Thiago Primão driblou dois em contra-ataque e arriscou de fora da área, obrigando o goleiro Cesar a praticar grande defesa.
O armador do Santa era o melhor da equipe em campo. Com bons passes, tentava achar os pontas ou até Grafite, em um momento de descuido da defesa. Entretanto, os esforços pernambucanos não foram suficientes para mexer no marcador. O primeiro tempo terminou sem gols no Estádio do Café. Com o time coral demonstrando um bom futebol, a expectativa era de um resultado positivo no Paraná.
Na segunda etapa, a equipe da casa tentou ir para cima, fazendo duas alterações ofensivas. Com maior posse de bola, o Tubarão era também pouco eficiente no ataque. Melhor para os visitantes, que ainda tentavam um gol no contra-golpe. Aos 11, uma boa chance para os corais. Primão, o melhor do Santa no jogo, fez boa jogada e deixou Grafite na cara do gol. O artilheiro do Arruda errou o tempo de bola e não conseguiu abrir o placar. 

Oito minutos depois, em outra falha da zaga do Londrina, o Santa Cruz aproveitou a chance marcou. Nininho tocou na frente, Quaresma cortou errado e Wellington Cezar, na entrada da área, chutou rasteiro no canto esquerdo do goleiro Cesar, sem chances. Foi o primeiro da carreira do volante com a camisa do clube coral.
A resposta dos donos da casa veio na bola parada. Após cobrança de escanteio que passou por toda a zaga do Santa, a bola bateu em Ricardinho, empatando o jogo. Com a entrada de Natan e de Barbio, o ataque ganhou gás e pressionou o Londrina.
Entretanto, os esforços do Tricolor e do Tubarão foram em vão, e a partida terminou em 1x1. Resultado nada bom para as duas equipes.
Na próxima rodada, o Santa Cruz receberá o Ceará, na terça-feira (26) no Estádio do Arruda. Já o Londrina viaja até São Paulo para encarar o Oeste, no mesmo dia, na Arena Barueri.

FICHA DE JOGO

LONDRINA: Cesar; Reginaldo, Dirceu, Edson Silva e Quaresma (Ayrton); Germano, Jardel, Safira e Celsinho (Ricardinho); Artur e Carlos Henrique (Wilian Henrique). Técnico: Claudio Tencati.

SANTA CRUZ: Júlio César; Nininho, Anderson Salles, Sandro e Tiago Costa; Wellington Cézar, João Ananias e Thiago Primão (Natan); André Luís (William Barbio), Grafite (Ricardo Bueno) e Bruno Paulo. Técnico: Marcelo Martelotte.

Local: Estádio do Café, em Londrina/PR. Horário: 21h30. Árbitro: Thiago Duarte Peixoto (SP). Assistentes: Herman Brumel Vani e Vitor Carmona Metestaine (ambos de SP). Cartões amarelos: Germano, Ricardinho (Londrina). Cartões vermelhos: Gols: Wellington Cezar (Santa Cruz, 19’ST), Ricardinho (29’ST).


Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 22/9/2017

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

A volta de Natan


A VOLTA DE NATAN

Rafael Brasileiro

Natan já viveu de tudo um pouco no Santa Cruz. Foi tricampeão pernambucano e conquistou acessos. Momentos de alegria que ainda fazem o atleta estampar um sorriso no rosto quando ele toca no assunto. Por outro lado já sofreu com eliminações e críticas por não ter durabilidade em campo. O meia retorna ao clube justamente em um momento que é necessário superar um dos piores momentos recentes do Tricolor do Arruda. Pelo discurso, a confiança está alta em uma mudança de cenário. 
O retorno para o clube que o revelou ficou ainda mais fácil porque Natan se sentiu acolhido tanto pela torcida como pelo atual elenco coral, que ele foi só elogios. “Me senti acolhido. Sou muito querido pela torcida e fui muito bem recebido. Temos muitos jogadores vencedores e acredito que ninguém esquece de jogar futebol. Tivemos uma atuação praticamente impecável e acredito que vamos conseguir entrar em uma nova fase.”
Por confiar tanto no que viu nos vestiários, Natan foi questionado se é possível sonhar com algo mais do que apenas a fuga do rebaixamento. O meia foi sincero e afirmou que acredita ser bastante complicado falar em acesso. “Temos que focar em uma coisa de cada vez. O primeiro passo é sair de uma zona desconfortável. Depois, a sequência do campeonato é que dirá. Matematicamente ainda dá, mas sabemos que é difícil”, analisou.
Para voltar ao Arruda nessa fuga do Z4, o meia revelou que teve o incentivo de um velho companheiro. O lateral-esquerdo Renatinho, grande amigo desde a época da base, disse que ele deveria voltar para o clube e foi um dos primeiros a lhe parabenizar pelo retorno ao Arruda. “Renatinho me procurou e meu empresário já tinha entrado em contato com o Santa. Ele deu força. Não sei se ele chegou a ligar para o pessoal daqui, mas falou que eu deveria voltar e ajudar o clube”, comentou.
Quem também queria o seu retorno era o técnico Marcelo Martelotte. Com poucas opções no mercado, Martelotte aprovou o retorno do atleta, mas os dois ainda não tiveram tempo de conversar com mais tranquilidade. “Não conversei com o Martelotte ainda, mas trabalhei com ele 2013. Foi um dos treinadores que mais me dei bem e foi um dos que tive maior sequência de jogos. Gosto muito do trabalho dele.”
 
Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 21/9/2017
 

Mudar para melhorar





Fotografia de Anderson Stevens / Folha de PE


MUDAR PARA MELHORAR

Daniel Lima

Martelotte chegou ao Arruda cheio de desafios para a terceira passagem como técnico. O mais novo deles é melhorar o aproveitamento do Santa Cruz fora de casa no Campeonato Brasileiro da Série B. Em 24 rodadas disputadas, acumula o quarto pior desempenho como visitante. Só não fica atrás de ABC/RN, Luverdense e Náutico - todos eles concorrentes diretos contra o rebaixamento -, respectivamente. A última vez que a Cobra Coral triunfou longe de seus redutos foi no dia 13 de junho, quando bateu o Ceará/CE por 3x1, na 7ª rodada.
Os números são decepcionantes. Em 12 jogos, duas vitórias, três empates e sete derrotas. Ou seja, um aproveitamento de apenas 25%. Contra o Londrina/PR, amanhã, no estádio do Café, o Santa tentará quebrar um longo jejum fora de casa, que já dura mais de três meses. Além da missão de dar fim à seca, o objetivo é conquistar a segunda vitória consecutiva para se afastar da zona de rebaixamento.
No primeiro turno do Brasileiro, os tricolores foram atropelados pelo Tubarão. Na ocasião, o revés pelo placar de 3x1, no estádio do Arruda, custou o emprego do técnico Vinícius Eutrópio. Com o adversário preso na garganta e em clima de "revanche", o meia Thiago Primão quer dar o troco.
“Estou engasgado pela nossa derrota em casa, mas o Londrina teve méritos naquela vitória. Sei da qualidade do adversário e vamos cientes de que não vai ser um jogo fácil. O nosso objetivo é vencer a partida”, declarou o jogador.
Com o sistema defensivo sem tomar gols há dois jogos, o lateral-direito Nininho ressaltou o quanto é importante não ter as redes balançadas nas partidas. Para ele, é um passo fundamental para alcançar as vitórias. “Se a gente não tomar gols, não perdemos os jogos. Estamos trabalhando para segurar lá trás e também contamos com a ajuda do pessoal que joga na frente para vencermos”, destacou o prata da casa.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 21/9/2017

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Santa Cruz 3 x 0 Goiás

 Fotografia de Anderson Stevens / Folha de PE
 
SANTA CRUZ 3 x 0 GOIÁS

A agonia tricolor, enfim, acabou. Para completar a festa, em grande estilo. Na noite desta sexta-feira (15), no Arruda, o Santa Cruz mostrou poder de recuperação e fez 3x0 no Goiás, com um gol de João Paulo e dois de Bruno Paulo. O resultado deixou a Cobra Coral com 27 pontos. O que significa que, provisoriamente, a equipe está fora da zona de rebaixamento, na 15ª posição da Série B.
A redenção tricolor começou a se desenhar logo nos primeiros minutos. Após um rápido susto na defesa, graças a um chute de Carlos Eduardo, os corais se reaprumaram e mostraram eficiência na frente. André Luís levantou bola na área adversária e João Paulo, cabeceou de forma precisa. A bola ainda quicou no chão e acabou traindo o goleiro Marcelo Rangel: 1x0.
E não faltaram chances de aumentar o placar. André Luís arrancou pelo meio e quase marca, mas parou no goleiro. Logo depois, Thiago Primão teve grande oportunidade, ao receber na frente. No entanto, a finalização foi para fora. O Goiás não estava morto. Tiago Luís levou perigo em cobrança de falta, para fora. E Andrezinho exigiu grande defesa de Júlio César, em cabeçada.
No início da segunda etapa, dois sustos para os donos da casa. Carlos Eduardo marcou, mas gol foi anulado por impedimento. Pouco depois, Tiago Luís perdeu gol feito. A partir daí, o Goiás partiu para cima, mas acabou se abrindo na defesa. E pagou um alto preço pela mudança de postura no jogo. Melhor para o Tricolor, que passou a criar inúmeros lances claros de gol.
Em uma cobrança de escanteio, Grafite testou a bola com força, mas ela parou no travesão. Em outro escanteio, Wellington Cézar quase marca. Pouco depois, Ricardo Bueno perdeu duas chances incríveis no mesmo lance. Na primeira vez, bateu de primeira, Rangel pegou, mas a bola foi no travessão. No rebote, o centroavante emendou e isolou a bola.
O segundo gol era questão de tempo. Aos 39 minutos, Bruno Paulo recebeu perto da área, mostrou calma e finalizou com força, fazendo o segundo. Três minutos depois, o mesmo Bruno Paulo ficou com a bola rente à linha de fundo, deu uma caneta em Andrezinho, passou por Pedro Bambu e bateu com força, sem ângulo, marcando um golaço e fechando a conta.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Julio Cesar; Nininho, Anderson Salles, Sandro e Tiago Costa; João Ananias, Derley (Wellington Cézar) e Thiago Primão; André Luís (Bruno Paulo), Grafite (Ricardo Bueno) e João Paulo. Técnico: Marcelo Martelotte.

GOIÁS: Marcelo Rangel; Pedro Bambu, Matheus Ferraz, Alex Alves e Carlinhos (Michael); Victor Bolt (Elyeser), Ramires (Aylon), Léo Sena e Andrezinho; Tiago Luís e Carlos Eduardo. Técnico: Sílvio Criciúma.

Local: Arruda. Árbitro: Daniel Nobre Bins (RS). Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Elio Nepomuceno de Andrade Junior (RS). Gols: João Paulo, aos 2 minutos do 1ºT; Bruno Paulo, aos 39 e 42 minutos do 2ºT. Cartões amarelos: Tiago Costa, João Paulo e Nininho (SC); Aylon (G).
Renda: R$ 21.840,00. Público: 5.206.


Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 15/9/2017
 

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Mancuso no Santa Cruz



MANCUSO NO SANTA CRUZ

Lucas Liausu

"Como estão aqueles loucos?", perguntou Mancuso. A torcida tricolor foi o que mais marcou o argentino em sua histórica passagem pelo Santa Cruz, 15 anos atrás. No último domingo, o ex-volante recebeu a reportagem do GloboEsporte.com/pe, em Natal, onde disputou um amistoso de masters entre Brasil e Argentina, na Arena das Dunas, e relembrou com saudosismo do período que permaneceu no Recife, em 1999.
Na época com 29 anos, ele desembarcou na capital pernambucana após encerrar o vínculo com o Badajoz, da Espanha. A negociação, intermediada pelo então presidente tricolor, Jonas Alvarenga, tinha como primeiro objetivo aumentar o número de sócios do clube. O dirigente chegou a chamar o projeto de "Barcelona do Nordeste".
Mancuso não esquece da estreia em um jogo oficial com a camisa tricolor: mais de 80 mil torcedores viram Santa Cruz e Sport empatarem em 1 a 1, no Arruda, pelo Campeonato Pernambuco. Desde o trajeto do ônibus até o estádio, a multidão mexeu com quem já não esperava mais surpresas àquela altura da carreira, depois de defender seleção argentina e clubes como Boca Juniors, Flamengo e Palmeiras.
- Quando cheguei no Santa Cruz, vi que era uma loucura. Joguei no Boca Juniors, no Flamengo, no Palmeiras e na seleção argentina, mas a torcida do Santa Cruz é a melhor que eu já tive na minha carreira. Foi incrível. Lembro bem da minha estreia contra o Sport. Eram 80 mil pessoas no Arruda. Quando a gente chegou no estádio eu fiquei impressionado. Depois de passar pelo Boca Juniors e de jogar com o Flamengo no Maracanã, eu achava que não teria outra emoção no futebol. Achei que tinha acabado, mas quando cheguei lá vi aquela loucura. E adorei.
 Além do Santa Cruz, Mancuso tem boas lembranças do Recife. Mesmo sem ter pisado na cidade nenhuma vez desde que saiu do Tricolor, ainda tem na ponta da língua os principais pontos turísticos.
- Fui muito feliz no Recife. Eu morava na beira-mar. Era muito bom. A minha família também gostava muito. Além disso, os torcedores de Sport e Náutico me respeitavam. Sempre que saía na rua eles me pediam para mudar para o time deles. Fui um jogador de muita raça e isso acaba deixando os rivais irritados, mas no Recife não aconteceu. Todo mundo me respeitava.


CONSELHOS DE RIVALDO PARA ACERTAR COM O SANTA

Ao ser procurado por um empresário brasileiro com a proposta do Santa Cruz, o volante precisou recorrer aos amigos para começar a negociar.
- Eu estava jogando na Espanha e quando voltei para Buenos Aires um empresário brasileiro me procurou e falou do Santa Cruz. Confesso que na hora eu não conhecia, mas depois comecei a perguntar a pessoas que eu conhecia e jogadores que eu tinha jogado no Palmeiras e no Flamengo.

 E o principal responsável pela ida de Mancuso para o Arruda acabou sendo o meia Rivaldo. Revelado pelo Santa, ele estava jogando pelo Barcelona em 1999, mas foi companheiro de Mancuso três anos antes no Palmeiras.
- Perguntei ao Rivaldo o que ele achava e as referências foram muito boas. Acabei fechando e fui muito feliz. A primeira coisa que ele me falou foi que o futebol talvez não fosse o do Rio de Janeiro e o de São Paulo, mas disse que a torcida era muito boa e que eu gostaria. No final deu tudo certo e eu fui muito feliz.


 SAÍDA DE AMIGÁVEL, APESAR DOS SALÁRIOS ATRASADOS

A passagem pelo Arruda, a princípio, deveria durar pelo menos um ano. No entanto, foi abreviada por conta de um problema que, 15 anos depois, continua a tirar o sono dos tricolores. Sem receber salários, o jogador começou a reclamar da situação via imprensa e acabou sendo afastado do elenco. Logo depois, acertou a saída. Mancuso defendeu o Santa Cruz de fevereiro a setembro de 1999. Foi vice-campeão pernambucano, no ano do primeiro tetra do Sport. Chegou a disputar parte da Série B, mas saiu antes da reação que culminou no acesso coral à Primeira Divisão.

- Cheguei a ficar três ou quatro meses sem receber salários. Aguentei até onde podia. Eu jogava com muita vontade de honrar aquela camisa e acabava superando a necessidade de receber o salário. A minha preocupação não era essa. Acho que se o dirigente fala que não está pagando, até podemos resolver, mas quando ninguém fala, você continua treinando, a pressão de jogar num time de massa aumenta e aí fica muito complicado.

QUEDA PARA A SÉRIE D NÃO TEM EXPLICAÇÃO

Depois da saída de Mancuso, o Santa Cruz passou seis anos entre a Primeira e a Segunda Divisão, até que em 2007, o Tricolor despencou em queda livre até parar na Série D. O histórico negativo impressionou o jogador, que não consegue entender os motivos para um declínio tão brusco.
- É difícil de acreditar. Eu sempre procuro saber sobre o Santa Cruz e falo para os meus colegas que para mim é um time que deve estar na Primeira Divisão. Com a torcida que tem e aquele estádio lindo, basta montar um time com pegada firme e um bom pé que chega. O Santa Cruz tem que estar numa posição tipo o Sport. Por que o Sport é muito mais do que o Santa? O que tem a mais? Apenas se organizou.


Fonte: Globo Esporte, em 25/11/2014

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Nem é bom lembrar...


NEM É BOM LEMBRAR...

Após perder a emocionante final do Campeonato Pernambucano de 2006 para o Sport, o Santa Cruz começou a experimentar uma crise que parecia não ter volta. Após uma desastrosa campanha no Campeonato Brasileiro 2006, sendo último colocado na maioria das rodadas, terminou rebaixado para a Série B novamente.
Cansados da série de gestões consideradas como medíocres para o clube, os tricolores votaram em massa no então vice-presidente licenciado do clube, Edson Nogueira, garantindo a primeira vitória de uma chapa de oposição na história do clube. Entretanto, a situação só piorou. Em 2007 as coisas pioraram mais ainda. O time foi mal no Campeonato Pernambucano de 2007 com uma fraca 6ª colocação e foi eliminado na primeira fase da Copa do Brasil para o Ulbra-RO, perdendo inclusive no Estádio do Arruda. Na Série B de 2007, o clube realizou uma campanha também fraca que o tragou para o segundo rebaixamento seguido, dessa vez para a Terceira Divisão do Brasileiro de 2008, descenso que foi sacramentado com uma derrota de 2 a 0 para o Criciúma, em Santa Catarina.
Em 2008, o clube ainda tentou se reorganizar para voltar a brilhar, mas ainda não alcançou um bom planejamento. Novamente foi vítima de vários reveses, como a eliminação da Copa do Brasil de novo na primeira fase, a disputa do denominado "Hexagonal da Morte" do Campeonato Pernambucano, que teve que disputar para se livrar do rebaixamento estadual e a perda de seus melhores jogadores, como Carlinhos Paraíba e Thiago Capixaba.
Teve uma campanha abaixo da média na Série C, classificando-se quase que por sorte para a segunda fase. Em 24 de agosto, empatou com o Campinense quando poderia ter vencido e amargou estar "pendurado no precipício", precisando de uma combinação difícil de resultados para escapar do terceiro rebaixamento nacional consecutivo. Porém as chances extremamente remotas de não-rebaixamento foram enterradas com a vitória de 5 a 1 do Caxias sobre o Brasil, que preencheu a última vaga dos times desclassificados da segunda fase da Série C e matematicamente rebaixou o Tricolor.
O Santa Cruz conseguiu, portanto, um feito inédito na história do futebol brasileiro: ser rebaixado por três anos consecutivos. O time pernambucano, que estava na Primeira Divisão em 2006, jogou a Segundona em 2007 e a Terceirona em 2008. Com uma campanha ruim, não conseguiu ficar entre os 20 que disputaram a Série C de 2009.
Algumas semanas depois do último jogo do time na Série C, um consenso entre as maiores autoridades do clube levou à nomeação de Fernando Bezerra Coelho como candidato único à presidência do biênio 2009-2010. Nos dias subsequentes à sua eleição, várias empresas manifestaram disposição de patrocinar a reestruturação do Santa Cruz. Dentre as medidas estão: Criação de um fundo de Investimento (Santa Cruz S.A) onde a previsão é de 1,5 Milhões mensais; Reestruturação do Arruda, onde todo o gramado foi trocado através da Green Life (Empresa que colocou o gramado no Estádio Olímpico João Havelange (Engenhão), além de todos os banheiros (Pamesa) e instalações elétricas (Philips) que foram reformados. Outra mudança foi o novo visual do estádio com nova pintura que lembra as escamas de uma cobra. Foi adquirido, também, o "Expresso Coral" (apelido escolhido pelos torcedores para o ônibus de luxo incorporado ao patrimônio do clube).
Com a intenção de aproximar mais do seu clube o torcedor coral, foi realizada uma votação através de SMS, para o Torcedor Coral escolher o novo padrão de jogo. Como também, será criada uma nova campanha de sócios, que antes mesmo de ser lançada, atingiu a marca histórica de quase 300% em um único mês, em relação à gestão anterior.
O Santa Cruz disputou em 2009 a recém-criada Série D e foi eliminado na 1ª fase. O clube classificou-se novamente para a Série D pela sua colocação no Campeonato Pernambucano de 2010.

Fonte: Wikipédia

terça-feira, 12 de setembro de 2017

O dia em que conheci Grafite, o homem da camisa 23


O DIA EM QUE CONHECI GRAFITE, O HOMEM DA CAMISA 23


Pedro Costa



Amigos e amigas corais,
O Santa Cruz tinha acabado de ser campeão do Nordeste e se preparava para a Série A de 2016, quando dei de cara com Grafite. Imediatamente, minha cabeça de zagueiro de pelada caiu em pane ao tentar imaginar uma disputa de bola, mano a mano, com o homem da camisa 23. Forte, alto e com a elegância de um Corcel Negro, Edinaldo Batista Libânio parece indomável à primeira vista.
A sensação logo vai embora quando o sorriso branco e a fala mansa aparecem. Sua humildade tem a grandeza proporcional ao que conquistou na carreira. Título mundial pelo São Paulo, convocação para a Copa do Mundo, campeão da Bundelisga... Currículo de sobra para ser lembrado como um grande jogador. No entanto, Grafite acaba de subir ao panteão que excede o que é feito nos gramados. Território de poucos. Principalmente nos dias de hoje.
Mesmo rejeitando o rótulo de salvador da pátria, ao assinar o contrato com salário de principiante e perdoando as dívidas, Grafite livrou o Santa Cruz do pior. Com o clube quebrado financeiramente, invadido pela torcida organizada e na beira da zona de rebaixamento, só se falava em uma crise que parecia sem fim. O fantasma da Série C estava à espreita. Só esperando o vacilo para atacar novamente.
Graças ao efeito Grafa, o ambiente mudou. O Arruda certamente estará cheio para ver seu ídolo santificado. Qual outro jogador do clube teria cacife para vender tantas camisas com seu número e dar uma noite de autógrafos? Que outro atleta no elenco seria capaz de trazer patrocínios vinculados ao peso do seu nome? Fora, é claro, o ganho em qualidade técnica que está em falta no time e anda tirando o sono de todo tricolor. Tchau e bença para Jaime. Até nunca mais, Alex Travassos.
Acabou o caô!
Sem pinta de repórter, nem microfone de emissora famosa, pedi para gravar um vídeo do celular na saída do treino físico. Grafite me atendeu como se eu fora um Tino Marcos. Trocamos uma ideia sobre os planos do Santinha para a Série A. Alírio, empolgado com os títulos, havia prometido brigar pela Libertadores. Grafite experiente e sereno, falou que ficaria muito feliz em apenas manter o clube na Primeira Divisão. Que precisávamos nos estruturar primeiro antes de mirar vôos mais altos. O tempo provou que ele estava certo.
Mostrei uma camisa tricolor de 2001, com o número 7 às costas, o mesmo que Grafite usava antes de ser consagrado pelo mundo com a 23. O Negão se emocionou e lembrou do início no Recife, ainda garoto. Das dificuldades e de como venceu na vida. Assinou com a mensagem: "Ao amigo Pedro, um abraço do Grafite 7/23". E agradeceu.
Eu que agradeço, Grafa. A nação tricolor que agradece demais. Obrigado por voltar para casa e acreditar sempre nesse clube.
A torcida está junta novamente.
Que venham dias melhores e muitos gols com beijo na aliança e o dedo apontando para os céus.
Grafite voltou por amor e para ser eternizado. 


Fonte: Arrudiando, 16/8/2017

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Bita no Santa Cruz


BITA NO SANTA CRUZ

Clóvis Campêlo

Engana-se quem pensa que o lateral direito Gena foi onze vezes seguida campeão pernambucano de futebol profissional atuando pelo Náutico e pelo Santa Cruz, nos anos 60 e 70. Recentemente, em uma rede de televisão do Recife, o própria Gena desmentiu essa história, esclarecendo que, nesse ínterim, durante dois anos atuou fora do futebol pernambucano.
No entanto, quem quase atingiu esse patamar foi o atacante Bita, conforme verificamos no texto abaixo transcrito, obtido no site do programa Terceiro Tempo. Segundo a informação abaixo, Bita foi campeão pernambucano ininterrupto durante dez anos, ajudando o Santinha na campanha do penta e só não conquistando esse título junto conosco por conta dos problemas graves de contusão nos dois joelhos. Naquela época em que ainda não havia a artroscopia, operar os joelhos, para um jogador profissional de futebol,  era como antecipar o final da carreira.
Na fotografia acima, vemos Bita formando no ataque coral em 1972, entre os craques Fernando Santana e Luciano Veloso.

"Sílvio Lasso Lassalvia, o Bita, ex-centroavante do Náutico de Recife, Santa Cruz-PE e do Nacional (URU), faleceu em 27 de outubro de 1992, em Recife - onde nasceu em 11 de agosto de 1942. Tinha portanto, apenas 50 anos.
Conhecido como "Garoto de Ouro" e "Homem do Rifle", Bita foi um artilheiro técnico e raçudo, fazendo história no futebol pernambucano.
Foi campeão de Pernambuco com o Náutico em 63, 64, 65, 66, 67 e 68. Pelo rival Santa, conquistou os estaduais de 69, 70, 71 e 72.
Sagrou-se artilheiro máximo dos campeonatos de 64 (24 gols), 65 (22) e 66 (20).
Com lesões nos dois joelhos, com apenas dez anos de carreira profissional, Bita teve de abandonar o futebol, quando já atuava pelo rival Santa Cruz.
Sem nenhuma expulsão ao longo do período em que jogou futebol, Bita recebeu o Troféu Belfort Duarte, honraria destinada aos jogadores disciplinados.

Após deixar os gramados, Bita trabalhou como vendedor de medicamentos e assessor de uma empresa no Recife".

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Henágio, o craque boêmio



HENÁGIO, O CRAQUE BOÊMIO

Marcelo Rozenberg

 
Henágio Figueiredo dos Santos, o ex-meia Henágio, também conhecido como "O Craque Boêmio", nasceu em Aracaju em 10 de dezembro de 1961. Morreu no dia 26 de outubro de 2015, aos 53 anos, de causa não determinada.
Começou nos juniores do Sergipe em 1978, após flertar com o atletismo e ter bom desempenho no revezamento 4 x 100 metros nas competições escolares.
Habilidoso, passou entre outros clubes por Santa Cruz, Sport, Sergipe e Flamengo. Tornou-se um dos maiores jogadores da história do Tricolor do Arruda, fazendo parte do tri-super Campeonato Pernambucano de 1983. Em duas passagens pelo Santa (a primeira de 1983 a 1985, a segunda de 1991 a 1993), o sergipano nascido em Aracaju marcou 34 gols em 195 partidas. Henágio chegou a passar pelo Flamengo, onde chegou com a "simples" tarefa de fazer sombra a Zico. Segundo o Almanaque do Flamengo, de Roberto Assaf e Clóvis Martins, disputou 28 jogos pelo Mengão com 15 vitórias, seis empates, sete derrotas e quatro gols marcados. Nos últimos oito anos anteriores à sua morte, o ex-jogador trabalhava nas categorias de base do Santa Cruz. No dia 1° de novembro de 2015, o seguinte texto em homenagem a Henágio foi publicado pela jornalista Fernanda Pereira Neves, na Folha de S.Paulo.


"Um sergipano ídolo do futebol pernambucano

Henágio Figueiredo dos Santos não começou nem terminou sua carreira vestindo a camisa do Santa Cruz. Mas foi com o clube pernambucano e sua torcida que criou os laços mais fortes de sua carreira de jogador de futebol.
Nascido em Aracaju (SE), chegou ao Santa Cruz, na capital pernambucana, com 18 anos, permanecendo apenas dois no clube. O pouco tempo, porém, foi suficiente para deixá-lo conhecido, principalmente após o trisupercampeonato do time.
Começou sozinho, buscando as oportunidades. O futebol era tudo pra ele. Acho que é por isso que jogava tão bem", diz a irmã Helenita.
Foram vários clubes depois do Santa Cruz, tendo sido apontado como um possível substituto de Zico na época em que chegou ao Flamengo, nos anos de 1980.
Henágio fez uma nova passagem pelo time do Santa Cruz no início da década de 1990, antes de se transferir para a Europa. Se aposentou pouco depois de voltar ao Brasil, período em que defendia o Vitória, da Bahia.
Sempre descontraído e apaixonado por festas, acabou com a fama de boêmio.
Com a aposentadoria, morou por um tempo em Aracaju, perto da família, mas não conseguiu ficar muito tempo longe do futebol. Nos últimos anos, voltou para Recife e para o time do Santa Cruz, onde treinava equipes de base.
Morreu no dia 26, aos 52 anos, em decorrência de um infarto do miocárdio. Deixa dois filhos, um neto, cinco irmãos e vários sobrinhos
."


Fonte: Terceiro Tempo

quinta-feira, 22 de junho de 2017

América-MG 1 x 0 Santa Cruz


AMÉRICA-MG 1 x 0 SANTA CRUZ

Paulo Henrique Tavares

O Santa Cruz tentou segurar o ímpeto ofensivo do adversário por praticamente todo o jogo. O empate era um resultado que servia, afinal a equipe atuava no estádio Independência, diante do América/MG, que não vive grande fase na Série B do Campeonato Brasileiro. Mas na reta final do segundo tempo, o gol do Coelho aconteceu, em ótima jogada individual do atacante Matheuzinho. O resultado desta terça-feira fez os corais saírem do G4 da competição e caírem para a sexta colocação, permanecendo com os 13 pontos ganhos.
Houve uma falsa impressão quando o Santa Cruz iniciou o duelo contra o América/MG apresentando maior posse de bola e boa presença ofensiva. Parecia que o fato de jogar fora de casa não seria um peso para os corais. Tal engano foi comprovado com pouco tempo de bola rolando no primeiro tempo. Isso porque o Coelho foi tomando conta da etapa inicial de partida. Ao final dos primeiros 45 minutos, os mandantes mineiros eram levemente superiores no domínio da bola. Mas no quesito finalizações, o Tricolor saiu perdendo de goleada: oito (sendo três a gol) contra apenas um chute para fora dos pernambucanos.
Os principais lances de perigo do jogo contaram com a decisiva participação de Júlio César. Aos 24 minutos, Renan Oliveira chutou da entrada da área e o goleiro Tricolor salvou o Santa Cruz em bela defesa. Um minuto depois, Luan arriscou de muito longe, sem tanta força e a bola passa perto. Júlio ainda precisou dar um pequeno toque na bola para afastar o perigo. Apesar da pressão do Coelho, o primeiro tempo terminou no 0x0. Após o intervalo, o Santa Cruz apostou em uma postura mais agressiva.
Apagado no jogo, Halef Pitbull foi substituído por Augusto. Com maior mobilidade ofensiva, que ainda contava com Bruno Paulo e André Luís, o Santa Cruz passou a ser perigoso no contra-ataque. A melhora Tricolor inibiu mais a pressão adversária na partida. Mesmo assim, o América/MG chegou ao seu tão tentado gol. Aos 33 minutos, Matheuzinho, que acabará de entrar no jogo, em seu primeiro lance individual, deixou três para trás e chutou muito forte para fazer 1x0 e dar a vitória ao Coelho.

FICHA DE JOGO

AMÉRICA-MG: Ricardo, Christian, Rafael Lima, Messias e Pará (Willian); Ernandes, Zé Ricardo e Renan Oliveira (Matheuzinho); Hugo Cabral, Luan (Mike) e Bill. Técnico: Enderson Moreira.

SANTA CRUZ: Julio Cesar; Nininho (Kelvy), Jaime, Bruno Silva e Roberto. Elicarlos, Primão e Léo Lima; André Luís (João Paulo), Bruno Paulo e Pitbull (Augusto). Técnico: Adriano Teixeira.

Local: Estádio Independência (Belo Horizonte). Árbitro: Dyorgines Jose Padovani de Andrade (ES).
Assistentes: Edson Glicerio dos Santos e Katiuscia Berger Mendonça (Ambos ES). Gols: Matheuzinho (aos 33 do 2°T). Cartões amarelos: Kill, Renato Justi (América/MG). Público e renda: Não divulgados.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 20/6/2017

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Santa Cruz 0 x 0 Internacional - RS


Fotografia de Paullo Almeida / Folhape

SANTA CRUZ 0 x 0 INTERNACIONAL - RS

Daniel Lima

Nada de gols no Arruda, que recebeu mais de 25 mil pessoas. Em duelo com raras oportunidades de gol, Santa Cruz e Internacional ficaram no 0 a 0, na tarde deste sábado (17), pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. Com o empate, os tricolores seguem no G4 da competição. O próximo compromisso dos corais será contra o América/MG, na terça-feira (20), às 19h15, na Arena Independência.
Primeiro tempo morno e fraco tecnicamente. Com dificuldade para criar as jogadas, Santa e Inter insistiram nas bolas alçadas na área, mas as tentativas não surtiram efeito. O gramado também não ajudava, porém os tricolores tiveram mais volume de jogo, chegaram duas vezes perigosamente, com os atacantes Bruno Paulo e Halef Pitbull, e acabaram parando no goleiro Danilo Fernandes, que salvou os gaúchos. Com poucas chances para ambos os lados, o placar da etapa inicial não saiu do 0 a 0.
O ritmo continuou lento no segundo tempo. Com a ausência do argentino D’Alessandro, o Internacional perdeu a criatividade no meio de campo e a saída foi explorar os contra-ataques. Mesmo atuando dentro de casa, o Santa Cruz não conseguiu pressionar o adversário pela falta de ímpeto ofensivo. A situação ficou mais difícil ainda por conta das condições do campo, que estava pesado e desgastado devido às chuvas. O empate sem gols persistiu até o apito final do árbitro.

Ficha do jogo

SANTA CRUZ: Júlio César; Nininho, Bruno Silva, Jaime e Roberto; Elicarlos, Thiago Primão e Léo Lima (Augusto); Bruno Paulo, Halef Pitbull e André Luís (Kelvy). Técnico: Adriano Teixeira (interino).

INTERNACIONAL-RS: Danilo Fernandes; Junio, Danilo Silva, Ernando (Léo Ortiz) e Carlinhos; Rodrigo Dourado, Edenílson, Uendel; Eduardo Sasha (Juan), Marcelo Cirino e Nico López (Diego). Técnico: Guto Ferreira.

Local: Arruda, no Recife (Pernambuco). Árbitro: Rodrigo Alonso Ferreira (SC). Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP). Cartões amarelos: Nininho (Santa Cruz); Ernando e Léo Ortiz (Internacional). Público: 25.356.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 17/6/2017

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Bom aproveitamento


Fotografia de Flávio Japa / Folhape

BOM APROVEITAMENTO

Daniel Lima

A vitória do Santa Cruz em plena Arena Castelão, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, surpreendeu por alguns fatores. Um deles foi o time ter conseguido buscar uma virada gigante na casa do Ceará, ao sair perdendo pelo placar de 1 a 0 e o revertendo para 3 a 1 no segundo tempo. O outro ponto é que o técnico interino Adriano Teixeira bateu o experiente Givanildo Oliveira, com quem trabalhou de 2005 a 2006 quando o auxiliar técnico era zagueiro do clube coral. Em 2005, eles foram campeões pernambucanos e conquistaram o acesso à Série A.
Adriano Teixeira tem uma longa história no Arruda. Como zagueiro, jogou no Santa de 2005 a 2007. Nesse último ano, quando o clube acabou sendo rebaixado para a Série C, foi jogador e treinador ao mesmo tempo nas duas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro da Série B (derrotas de 2 a 0 para o Criciúma-SC e de 3 a 2 para o Coritiba-PR).
Em 2014, o profissional retornou ao Santa Cruz para ser auxiliar técnico, função que exerce até hoje. Naquele ano, entre a saída de Sérgio Guedes e a chegada de Oliveira Canindé, ficou como técnico interino na partida contra o Icasa-CE (que terminou empatada em 1 a 1), pela Série B.
No ano de 2016, Teixeira comandou o time interinamente duas vezes. Após a demissão de Marcelo Martelotte, foram dois jogos seguidos à beira do campo: no empate em 0 a 0 contra o América, pelo Campeonato Pernambucano, e na vitória por 2 a 1 em cima do Ceará/CE, pela Copa do Nordeste.
Na época de Milton Mendes, Adriano ficou como interino mais duas vezes: no triunfo do Santa sobre o Vitória da Conquista-BA, por 2 a 0, pelo jogo de ida da 2ª fase Copa do Brasil (na ocasião, o treinador coral nem viajou e mandou um time reserva), e na vitória de 2 a 1 sobre o Campinense-PB pela primeira partida da final da Copa do Nordeste (Mendes cumpria suspensão por ter sido expulso).
O auxiliar técnico ainda assumiu interinamente o time na Série A do ano passado. No intermédio da saída de Milton e chegada do novo treinador, conseguiu um empate em 2 a 2 com o Vitória, no Barradão. Depois, com a demissão de Doriva, dirigiu a equipe nas últimas seis rodadas do Brasileiro contra Internacional, América-MG, Coritiba-PR, Atlético-MG, Grêmio e São Paulo, respectivamente.
Ao todo, como técnico interino, Adriano Teixeira tem 15 jogos no comando. São seis vitórias, cinco empates e quatro derrotas.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 14/6/2017

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Ceará 1 x 3 Santa Cruz


CEARÁ 1 x 3 SANTA CRUZ

Paulo Henrique Tavares

Era o primeiro jogo Coral já sem o comando do técnico Vinícius Eutrópio. O adversário era difícil, o Ceará; e fora de casa, na Arena Castelão, em Fortaleza. Mas a vitória foi conquistada, nesta terça-feira. De virada, com gols de Léo Lima, Bruno Paulo e Ricardo Bueno, o Santa Cruz passou pelo Vovô, pelo placar de 3x1. O resultado deixou o Tricolor no G4 da Série B do Campeonato Brasileiro, com 12 pontos. O próximo confronto será contra o Internacional, sábado, no Arruda.
Demorou para o Santa Cruz entrar no jogo. Em praticamente meia-hora de partida, apenas o Ceará dava as cartas na Arena Castelão. A posse de bola, vez ou outra, atingia picos de 70% em favor do Vovô. Tamanha pressão resultou em gol aos 27 minutos. Romário bateu escanteio, Valdo escora para o meio da área e Pedro Ken empurrou para o gol. A partir deste momento, a presença coral no campo ofensivo foi maior. Mais precavido, o Ceará passou a apostar em contra-ataques. E levou perigo a meta do goleiro Júlio César, autor de boas defesas durante todo o jogo.
A tônica do final do primeiro tempo foi mantida após o intervalo da partida. De tanto insistir, o gol coral aconteceu. Aos 16 minutos, André Luís fez jogada individual e a bola sobra para Léo Lima. Com categoria, o meia deu um toquezinho por cima de Éverson e deixou tudo igual. Aos 25 minutos, o gol da vitória. Thiago Primão achou Bruno Paulo, e o atacante chutou forte. Virada. Antes do final, ainda houve tempo para a confirmação do resultado positivo. Aos 35, Augusto cruzou e Ricardo Bueno só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes.

FICHA DE JOGO

CEARÁ: Everson; Tiago Cametá, Rafael Pereira, Valdo e Romário; Raul, Richardson (Felipe Menezes), Pedro Ken (Pio) e Rafael Carioca (Arthur); Roberto e Magno Alves. Técnico: Givanildo Oliveira.

SANTA CRUZ: Júlio César; Nininho, Eduardo Brito, Jaime e Roberto; Gino (Thiago Primão), Elicarlos, Léo Lima (Augusto); Bruno Paulo (Wellington Cézar), André Luís e Ricardo Bueno. Técnico: Adriano Teixeira.

Local: Arena Castelão (Fortaleza). Horário: 21h30. Árbitro: Wanderson Alves de Sousa (MG). Assistentes: Sidmar dos Santos Meurer e Felipe Alan Costa de Oliveira (Ambos de MG). Gols: Pedro Ken (aos 27 do 1°T); Léo Lima (aos 16 do 2°T); Bruno Paulo (aos 25 do 2°T); Ricardo Bueno (aos 35 do 2°T). Cartões amarelos: Raul (Ceará); Bruno Paulo, Elicarlos (Santa Cruz)
Público e renda: Não divulgados.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 13/6/2017

terça-feira, 13 de junho de 2017

Obras no Centro de Treinamento avançam


OBRAS NO CENTRO DE TREINAMENTO AVANÇAM

Daniel Lima

Um sonho que está perto de virar realidade. As obras do Centro de Treinamento do Santa Cruz estão avançado. O primeiro campo segue sendo construído e 75% da drenagem já foi concluída. De acordo com a Comissão Patrimonial do clube, a previsão para a inauguração de um dos três campos é até o mês de agosto deste ano.
Ainda no ano passado, no mês de dezembro, os trabalhos foram iniciados no CT. Em fevereiro de 2017, foi concluída a primeira obra no terreno - processo de limpeza e de terraplanagem -, com custo de R$ 55 mil, segundo o ex-presidente e conselheiro João Caixero. A construtora J. Carvalho esteve à frente do projeto. O passo seguinte foi o organizar os materiais (tijolos, postes e marcadores) para a construção do primeiro campo.
Em março de 2012, na gestão do presidente Antônio Luiz Neto, o Santa Cruz adquiriu um terreno de 10 hectares com parte da verba da venda do atacante Gilberto ao Internacional. O projeto, de 6000m² de área construída, do CT é um dos mais modernos do Brasil e prevê a construção de três campos oficiais, vestiários, academia, sala de imprensa, um hotel, 23 suítes para atletas profissionais, 32 para atletas da base, além de estrutura completa de serviços e lazer para a comissão técnica e atletas. O Ninho das Cobras fica localizado na Estrada da Mumbeca, no bairro da Guabiraba.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 12/6/2017

segunda-feira, 12 de junho de 2017

A queda de Vinícius Eutrópio


Fotografia de Arthur Mota

A QUEDA DE VINÍCIUS EUTRÓPIO

Daniel Lima

Vinícius Eutrópio não é mais o técnico do Santa Cruz para a sequência do Brasileiro da Série B. O treinador não resistiu à pressão da torcida após a derrota para o Londrina-PR por 3 a 1, no Arruda, na última sexta-feira, e sua saída foi oficializada pela direção do clube no fim da tarde deste sábado. Agora, após o desligamento, a diretoria coral corre contra o tempo para anunciar um novo comandante
A passagem de Eutrópio no Arruda durou quase seis meses. Deixou o comando com um aproveitamento de 57,29%. Ao todo, obteve 16 vitórias, sete empates e nove derrotas em 32 partidas oficiais disputadas na temporada. Apesar dos números positivos, o Santa vinha apresentando atuações abaixo do esperado e o futebol do time estava longe de convencer. Por conta desses fatores, o técnico era o principal alvo de críticas da torcida coral, que chegou a fazer uma campanha nas redes sociais pedindo a demissão do profissional.
Além das duas derrotas seguidas no Campeonato Brasileiro da Série B, o técnico Vinícius Eutrópio acumulou três eliminações, sendo duas delas nas semifinais da Copa do Nordeste e do Campeonato Pernambucano, respectivamente. Ainda por cima, caiu nas oitavas de final da Copa do Brasil, única fase disputada pelo Santa Cruz.
Mesmo aceitando os questionamentos dos torcedores, Eutrópio sempre defendeu o seu trabalho à frente do time. Chegou a dizer que o clube era um “case de sucesso”, mas só fracassou na temporada. Ele foi o grande responsável pelo processo de remontagem do elenco coral, que passou por uma grande reformulação este ano.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 10/6/2017

Santa Cruz 1 x 3 Londrina


Fotografia de Anderson Stevens / Folhape

SANTA CRUZ 1 x 3 LONDRINA

Paulo Henrique Tavares

Fazia parte do planejamento do Santa Cruz aproveitar ao máximo o fator casa nesta Série B do Campeonato Brasileiro. Diante de um Londrina, na parte de baixo da tabela, este pensamento deveria ser seguido a risca pelos corais, nesta sexta-feira (09), no estádio do Arruda. Mas um jogo de poucos acertos foi protagonizado pelos tricolores e o resultado acabou sendo uma derrota por goleada: 3x1. Os gols do jogo foram marcados por Germano e Arthur, duas vezes. João Paulo descontou antes do final. Com o revés, os pernambucanos acabaram caindo para a quinta colocação na tabela de classificação, permanecendo com nove pontos, em seis jogos disputados.
O motivo que levou o Santa Cruz a descer para os vestiários, após o primeiro tempo, amargando uma desvantagem de 1x0 para a equipe do Londrina, tem de ser atribuído a apenas a própria equipe coral. O início de jogo Tricolor chegou a ser animador. Nos dez primeiros minutos, a pressão dos mandantes pernambucanos era visível. Apenas o Santa Cruz finalizava, e era o dono da bola. A sensação que ficou era a de que a construção positiva do placar era apenas questão de tempo. Mas, ao mesmo tempo que os gols não eram anotados, a acomodação do time foi ganhando corpo. Este fato abriu aos visitantes paranaenses a possibilidade de acreditar na vitória.
A aposta do Londrina estava totalmente depositada nos contra-ataques. Ao Santa Cruz coube apenas alguns lampejos de pressão durante a primeira etapa da partida. Elas, inclusive, construídas por erros individuais dos próprios adversários. Chances claras de gol, no entanto, foram escassas. Por outro lado, o Tubarão chegou a ficar próximo de abrir o marcador aos 40 minutos da etapa inicial. Marcinho cobrou escanteio e Silvio mandou de cabeça para o chão. A bola acabou indo no travessão, e foi afastada pela zaga coral. Quatro minutos depois, uma nova chance criada virou realidade aos visitantes. Após Celsinho receber na área e tocar para o meio, a bola bateu no braço do zagueiro Anderson Salles. O árbitro marca pênalti. Na cobrança, Germano fez 1x0.
O Santa Cruz voltou para o segundo tempo com uma postura diferente. O resultado negativo incomodava. E a pressão inicial aconteceu. Mas o Londrina não abdicou de seu futebol voltado para o contra-ataque. O segundo gol, então, foi construído. Aos seis minutos, em velocidade, Jonatas Belusso aproveitou escorregão de Anderson Salles, arrancou e tocou para Artur. O atacante invadiu a área, passou por Júlio César e mandou para as redes. Aos 36 minutos, o pesadelo foi maior. Arthur acertou um belo chute de fora da área e decretou a derrota tricolor. O Santa Cruz ainda chegou a diminuir o marcador, aos 39, com João Paulo. Mas já não havia mais tempo para reação.

Ficha do jogo

SANTA CRUZ: Julio Cesar; Gino, Anderson Salles, Bruno Silva e Roberto; David, Wellington Cézar (Augusto), Thiago Primão, André Luís (João Paulo) e Bruno Paulo (Léo Lima); Ricardo Bueno. Técnico: Vinícius Eutrópio.

LONDRINA: Cesar; Lucas Ramon, Silvio, Matheus e Ayrton; Jardel, Germano, Celsinho (Carlos Henrique) e Marcinho (Bidía); Arthur e Jonatas Belusso. Técnico: Claudio Tencali
Local: Estádio do Arruda, no Recife

Árbitro: Jean Pierre Goncalves Lima (RS). Assistentes: Lucio Beiersdorf Flor e Leirson Peng Martins (Ambos do RS). Gols: Germano (aos 46 do 1ºT); Arthur (aos 6 e aos 34 do 2ºT); João Paulo (aos 39 do 2ºT). Cartões amarelos: Matheus, Cesar (Londrina). Público: 5.045. Renda: Não divulgado.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 10/6/2017

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Goiás 2 x 1 Santa Cruz


GOIÁS 2 x 1 SANTA CRUZ

Paulo Henrique Tavares

Havia uma expectativa de o Santa Cruz conseguir a segunda vitória da equipe, fora de casa, na Série B do Campeonato Brasileiro. Isso justifica a forma ofensiva como os corais encararam o Goiás, nesta terça-feira, no estádio Serra Dourada. A derrota, no entanto, acabou acontecendo. Com dois gols de Carlos Eduardo, os Esmeraldinos bateram os Tricolores pelo placar de 2x1. O resultado deixou os pernambucanos ainda no G4 da competição, na quarta colocação, com nove pontos ganhos.
Seria inevitável que o Goiás aproveitasse os primeiros minutos de jogo para pressionar o Santa Cruz. A necessidade pela primeira vitória na competição exigia tal postura. E os mandantes não se fizeram de rogados. Em um intervalo de tempo de cinco minutos, dois lances exigiram trabalho do goleiro Júlio César. Apesar da pressão inicial, os corais até chegaram a apresentar uma maior posse de bola. Mesmo assim, o primeiro gol foi anotado pelos Esmeraldinos. Aos 11 minutos, Tony cruzou para Carlos Eduardo, que sobe mais do que o zagueiro Bruno Silva, e venceu o arqueiro tricolor. 1x0.
O primeiro tempo foi bastante aberto entre os adversários. Oportunidades de gols acabaram acontecendo para ambas às equipes. Ao todo, três finalizações perigosas do Goiás contra duas do Santa Cruz. Até que o último chute a gol para empatar o quesito serviu também para igualar o marcador. Após Roberto invadir a área e ser derrubado por Carlos Eduardo, a arbitragem marcou pênalti. Na cobrança, aos 45 do primeiro tempo, Anderson Salles cobrou sem chances para Marcelo Rangel.
Após o intervalo, a pegada ofensiva de Goiás e Santa Cruz foram mantidas. Ao contrário do primeiro tempo, foi o Tricolor quem iniciou assustando a defesa Esmeraldina. Aos cinco, Elicarlos pegou uma bola de primeira, na entrada da área, e Tony salvou. Eutrópio, então, resolveu mexer na equipe, e mandou a campo Bruno Paulo. Os corais melhoraram ofensivamente, mas quem chegou ao segundo gol foi o Goiás. Aos 27, Carlos Eduardo aproveitou cruzamento na área, apareceu livre na pequena área e decretou a derrota tricolor.

FICHA DE JOGO

GOIÁS: Marcelo Rangel: Tony (Elyeser), Everton Sena, Alex Alves e Carlinhos; Pedro Bambu, Victor Bolt, Léo Sena (Michael) e Tiago Luís; Carlos Eduardo e Aylon (Léo Gamalho). Técnico: Sílvio Criciúma.

SANTA CRUZ: Julio Cesar; Nininho, Bruno Silva, Salles e Roberto; David (Halef Pitbull), Elicarlos e Primão (Gino); Everton Santos, André Luis (Bruno Paulo) e Ricardo Bueno. Técnico: Vinícius Eutrópio.

Local: Estádio Serra Dourada, em Goiás. Horário: às 20h30. Arbitro: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP). Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Fabio Rogerio Baesteiro (Ambos de SP). Gols: Carlos Eduardo (aos 11 do 1°T e aos 27 do 2°T); Anderson Salles (aos 45 do 1°T).
Cartões amarelos: David (Santa Cruz); Pedro Bambu (Goiás). Público e renda: Não divulgados.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 06/6/2017

terça-feira, 6 de junho de 2017

Largada histórica


LARGADA HISTÓRICA

Yuri de Lira

O Santa Cruz nunca começou uma Série B, nos atuais moldes, tão bem como agora. Vice-líder, visa manter este rendimento a partir das 20h30 desta terça-feira, contra o Goiás, no Serra Dourada. Montado para subir de divisão, o adversário figura no outro extremo da tabela, imerso na zona de rebaixamento. Para além de consolidar o momento positivo do campeonato, o Tricolor pode começar a abrir vantagem de pontos em relação a um oponente ainda cotado - na visão dos próprios corais - para a briga pelo G4.
A campanha do Santa em quatro rodadas elevou a confiança do elenco. Afinal, desde 2006, quando a Segundona passou a ser disputada em pontos corridos e com 20 clubes, a Cobral Coral não tinha uma largada tão positiva. O treinador Vinícius Eutrópio sabe desse dado. Diz que a manutenção dos últimos desempenhos se tornou uma motivação a mais para o grupo.
"Partimos de estaca zero no início do ano e ascensão vem continuamente. A esperança é nos fortalecer e manter os resultados", disse Eutrópio. O técnico festeja a fase do time após três vitórias e só uma derrota no Brasileiro. Mas considera o poderio de um Goiás que ainda não se encontrou na competição e acredita em um jogo equilibrado nesta noite.
"O Goiás tem tradição, tem um elenco forte. Quando se inicia a partida, a gente esquece (as campanhas)", ponderou o comandante. A equipe goiana ainda não ganhou no Serra Dourada nesta Série B. Nada que diminua o alerta de Eutrópio. "Jogar fora é obviamente mais difícil. Eles conhecem o campo e jogar em casa é sempre muito bom."
O retrospecto do Santa Cruz não deixa de animá-lo, porém. "O nosso momento é melhor, bem melhor. É um momento de confiança, em que a nossa equipe está se desenvolvendo melhor. Isso nos dá uma segurança, uma esperança de ir lá e buscar uma vitória", declarou.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 06/6/2017

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Grafite, o último rei do Arruda


Fotografia de Gabriel Campêlo

GRAFITE, O ÚLTIMO REI DO ARRUDA

Clóvis Campêlo

Como aconteceu com outros grandes jogadores que já passaram pelo Arruda, Grafite também deixou o seu nome gravado na história do Santa Cruz, Aliás, não só o seu nome, como também a sua imagem estampada nas paredes das arquibancadas corais, onde está desenhado como o último Rei do Arruda. Acompanhe a trajetória desse grande jogador e artilheiro e veja como ele foi importante no ressurgimento do Santinha na elite do futebol brasileiro..
Seu nome verdadeiro é Edinaldo Batista Libânio. Nasceu na cidade de Jundiaí, em São Paulo, no dia 2 de abril de 1979, no Ano Internacional da Criança.
Começou a sua carreira futebolística na Sociedade Esportiva Matonense, clube da cidade de Matão, que disputa as divisões inferiores do futebol paulista, fundado em 24 de maio de 1976, apenas três anos antes do nascimento do craque.
Em seguida, foi para Araraquara, defender a Ferroviária daquela cidade, clube mais antigo e tradicional do futebol paulista, criado em 1950. De Araraquara para o Recife, foi um pulo. Em 2001, chegava pela primeira vez às Repúblicas Independentes do Arruda para iniciar uma relação com o Santinha que se estenderia até os dias de hoje.
No Arruda, entre 2001 e 2002, disputou 22 jogos pela Cobra Coral, marcando apenas cinco gols, mas chamando a atenção pelas boas atuações e por sua frieza diante dos goleiros adversários na hora de finalizar.
Do Santa Cruz foi para o Grêmio Portalegrense, em 2002, onde disputou nove partidas sem marcar nenhum gol. Em 2003, foi contratado pelo Anyang Cheetaas, da Coreia do Sul, de onde, no segundo semestre veio para o Goiás, destacando-se no Campeonato Brasileiro daquele ano, marcando 12 gols em 20 jogos.
Em 2004, embalado pela boa fase no Goiás, foi para o São Paulo Futebol Clube, onde formou no ataque titular ao lado de Luís Fabiano, marcando 27 gols em 73 jogos. No São Paulo, em 2005, mesmo passando um bom tempo machucado, ajudou o clube e se tornar Campeão Brasileiro naquele ano, e Campeão Mundial de Clubes, participando dos jogos da semifinal e da final. Em função das suas boas atuações pelo tricolor paulista, foi convocado por Carlos Alberto Parreira para a Seleção Brasileira de Futebol, onde disputou quatro jogos, assinalando um gol contra a Guatemala, no jogo que marcou a despedida de Romário da seleção.
Em 2006, ganhou o mundo indo atuar na França, pelo Les Mans, onde em 51 jogos marcou 16 gols. Em 2007, foi o Wolfsburg, da Alemanha, onde em quatro anos e 131 jogos disputados, foi autor de 76 gols. Pelo clube alemão, conquistou, em 2009, o inédito título do Campeonato Alemão, sendo ainda o artilheiro da competição com 28 gols marcados e batendo o recorde de 53 gols de Gerd Müller e Uli Hoeneb, marcando 54 gols numa mesma temporada. Era a glória e a consagração definitiva do grande artilheiro na Europa.
Antes de voltar ao Santa Cruz, em 2015, ainda atuou pelo Al-Ahli Club, de Dubai, onde marcou 66 gols em 85 jogos, entre 2001 e 2014, e pelo Al-Sadd Sports Club, do Qatar, em 2015, onde jogou nove partidas, marcando um gol.
De volta ao Santa Cruz, foi recebido em grande estilo no Estádio do Arruda, onde chegou de helicóptero para delírio da torcida coral. Estreou contra o Botafogo carioca, no Campeonato Brasileiro da Série B, marcando de cabeça o gol da vitória e terminando a competição como vice-campeão, o que levou de volta o Santinha à Série A do Campeonato Brasileiro, em 2016.
Nesse mesmo ano, foi campeão da Copa do Nordeste e do Certame Estadual, realizando o sonho de conquistar títulos com a camisa coral, o que não havia acontecido antes. Ao todo, entre 2015 e 2016, participou de 71 jogos com a camisa coral e marcou gols, numa passagem brilhante e vitoriosa.
Ao sair do clube, em dezembro de 2016, rumo ao Atlético Paranaense, deixou nas redes sociais a seguinte mensagem de despedida:
"Queria agradecer a todos os jogadores, técnicos, diretores e especialmente funcionários, que são a base do nosso sucesso no dia a dia, por este um ano e meio de convívio, irmandade e lutas, porque sabemos que o dia a dia no Santa não é fácil. A saída não está sendo do jeito que imaginávamos que seria um dia, mas foi amigável, sem mágoas ou rancor de minha parte e vi que por parte do nosso 'Querido Presidente' Alírio Moraes também, em comum acordo decidimos que era melhor eu sair, sabemos das dificuldades que o clube vive administrativamente, vai ser melhor para ambos!"

Estádio do Arruda, 45 anos



ESTÁDIO DO ARRUDA, 45 ANOS

Em 4 de junho de 1972, era inaugurado a maior praça esportiva de Pernambuco, ORGULHO DA NAÇÃO TRICOLOR!

Santa Cruz 2 x 1 ABC


Fotografia de Arthur Mota / Folhape

SANTA CRUZ 2 x 1 ABC

Mário Fontes

Foi difícil, mas o Santa Cruz voltou a encontrar o caminho das vitórias. O time coral venceu o ABC por 2x1 no Estádio do Arruda, neste sábado (3), pela Série B. André Luís e Roberto marcaram os gols da equipe da casa.
O Tricolor começou melhor na partida, gerando boas chances perto do gol dos potiguares. Porém, o time possuía pouca efetividade, passando quase metade da primeira etapa sem levar perigo ao gol de Édson.
A dificuldade no setor ofensivo acabou deixando os visitantes mais à vontade no jogo, o que se refletiu nas defesas do goleiro Júlio César, do Santa. O arqueiro coral evitou a abertura do placar por diversas vezes ainda na primeira etapa.
Do lado pernambucano, algumas boas chances apareceram com as bolas paradas de Anderson Salles. As investidas do time da casa não surtiam tanto efeito, mas um lado do campo pareceu ser a saída para desequilibrar o confronto.
Aos 36 minutos, pela esquerda, Roberto recebeu a bola, cortou para o meio e chutou de fora da área, da meia lua. O lateral-esquerdo conseguiu acertar o canto do gol de Édson, e abriu o placar no Arruda.
Mas as comemorações não demoraram muito. Dois minutos depois, Bocão cruzou para a área e Adriano Pardal completou de cabeça, sem chances para Júlio César.
O primeiro tempo estava quase em seu final quando Jardel derrubou o atacante André Luís fora da área. O árbitro Cleisson Veloso Pereira assinalou pênalti para o Santa Cruz. O zagueiro-artilheiro Anderson Salles foi para a cobrança, mas acertou o travessão. Com isso, a primeira etapa acabou em 1x1.
Na volta do intervalo, o ABC chegou a jogar alguns minutos com um a menos em campo, por problemas nas alterações. Quando o jogo voltou a ter 11x11, o Santa Cruz apareceu para desempatar.
André Luís pegou rebote do chute de Ricardo Bueno na área, driblou dois e encheu o pé para desempatar o duelo. Com vantagem no marcador, o time da casa continuou a pressão. O ABC parecia tão perdido quanto a ordem do número de suas camisas. O time de Natal chegou apenas aos 27 minutos, com Echeverría, que soltou uma bomba para a defesa de Júlio César.
O Santa, por sua fez, protagonizou um festival de gols perdidos. Mais incisivo na partida, os tricolores cansaram de perder chances diante de um ABC acuado. Porém, as falhas não fizeram diferença, e o jogo terminou em 2x1.
O resultado deixou os tricolores na 2ª posição, com nove pontos. Já o ABC caiu para a 14ª colocação, permanecendo com cinco pontos conquistados.
Na próxima rodada, na terça-feira (06) o Santa Cruz encara o Goiás fora de casa, no Serra Dourada, às 20h30. Já o ABC recebe o líder Paysandu no Frasqueirão, no mesmo dia.

FICHA DE JOGO

SANTA CRUZ: Júlio César; Gino, Anderson Salles, Bruno Silva, Roberto (Eduardo Brito); David, Elicarlos, Thiago Primão (João Paulo), André Luís (Bruno Paulo) e Everton Santos; Ricardo Bueno. Técnico Vinícius Eutrópio.

ABC: Edson; Jonathan Bocão (Levy), Léo Fortunato, Cleiton e Eltinho; Felipe Guedes, Jardel, Gegê, Adriano Pardal (Echeverría), Nando e Dalberto (Tulio Renan). Técnico: Geninho.

Local: Estádio do Arruda, no Recife. Horário: 16h30. Árbitro: Cleisson Veloso Pereira (MG). Assistentes: Marconi Helbert Vieira e Luiz Antonio Barbosa (Ambos de MG). Cartões amarelos: Jonathan Bocão, Adriano Pardal, Levy (ABC/RN). Cartões vermelhos: Felipe Guedes (ABC/RN)
Gols: Roberto (Santa Cruz, 36’), André Luís (Santa Cruz, 4’ST) / Adriano Pardal (ABC/RN, 38’). Público: 4.834. Renda: R$ 41.620,00.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 03/6/2017

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Pioneirismo


PIONEIRISMO

Daniel Lima

O caos financeiro no segundo semestre do ano passado ainda prejudica o Santa Cruz. Nesta quinta-feira (1), o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) puniu o clube com a perda de três pontos no Campeonato Brasileiro da Série A de 2016 e ainda por cima aplicou uma multa de R$ 30 mil. A denúncia foi feita pela Federação Nacional dos Atletas Nacionais de Futebol (FENAPAF), alegando os quatro meses de salários atrasados no último ano.
O Santa foi o primeiro clube do futebol brasileiro a receber essa punição. Isso porque o Fair Play trabalhista entrou em vigor nos Regulamentos Específicos das Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em 2015.
Em fevereiro deste ano, o STJD arquivou o processo, mas a procuradoria recorreu e o clube acabou sendo julgado. Foi punido, porém ainda conseguiu diminuir o valor da multa, que caiu de R$ 100 mil para R$ 30 mil. Dos males, o menor é que o Santa Cruz não perdeu pontos no Brasileiro da Série B deste ano. A pena é apenas para a Série A e, sendo assim, os tricolores passaram a ficar com 28 pontos na classificação da Primeira Divisão do ano passado.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 01/6/2017

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Atlético-PR 2 x 0 Santa Cruz


ATLÉTICO-PE 2 x 0 SANTA CRUZ

Paulo Henrique Tavares

O sonho do Santa Cruz em chegar pela primeira vez na história a uma quartas de final da Copa do Brasil foi encerrado, nesta quarta-feira, na Arena da Baixada. As limitações técnicas dos corais, que não pode contar com os reforços recém- contratados, ficaram evidentes diante de um adversário que atravessa um momento coletivo pouco produtivo. Sendo assim, o 2x0 foi construído pelo Furacão, que não precisou apresentar um futebol muito superior. Os gols do jogo foram anotados por Nikão e Lucho González.
Fazia parte do planejamento do Santa Cruz, para conquistar a classificação às quartas de final da Copa do Brasil, conseguir balançar as redes do Atlético/PR nos primeiros minutos do jogo. Afinal, até um empate com gols interessaria aos Tricolores, por conta do resultado do primeiro jogo (0x0). Mas as pretensões corais caíram por terra logo aos cinco minutos do primeiro tempo. Na base do toque de bola, o Furacão chegou com perigo pela esquerda e Nikão recebeu passe, centralizado na área. Ele manda o chute rasteiro e certeiro para o gol, e abriu o marcador.
Este cenário travou o Santa Cruz no jogo. Sair para tentar o empate, e arriscar sofrer um novo gol, ou se defender, e jogar por uma bola? Durante boa parte do primeiro tempo, os corais até chegaram a ter uma posse de bola superior ao Atlético/PR. Mas o número de finalizações comprova que a segunda opção foi a escolhida com o desenrolar da etapa inicial: apenas duas. Já o Furacão tentou fazer valer o fato de jogar em casa, e até foi mais perigoso. Mas as chances reais de gols foram escassas.
No segundo tempo, a postura coral foi diferente. E o lance protagonizado pelo Santa Cruz logo aos sete minutos serve para ilustrar. André Luis aproveitou um buraco na marcação e entrou na área. Ele chutou com força, e a bola explodiu na trave direita de Weverton. O momento serviu como resposta ao cabeceio de Grafite, momentos antes, que obrigou Júlio César defender com o pé em puro reflexo. A partida, de fato, foi mais aberta na etapa final.
A postura ofensiva das duas equipes daria algum resultado. E ele aconteceu a favor do Atlético/PR, aos 23 do segundo tempo. Depois de chute de Douglas Coutinho, a bola bateu na zaga e sobrou para Lucho chegar pelo meio e bater direto para o gol. 2x0 e fim de sonho para os corais.

FICHA DE JOGO

ATLÉTICO-PR: Weverton; Jonathan, Wanderson, Thiago Heleno e Sidcley (Nicolas); Otávio, Rossetto, Lucho, Nikão e Pablo (Douglas Coutinho); Grafite (Eduardo da Silva). Técnico: Eduardo Baptista.

SANTA CRUZ: Júlio César; Nininho, Anderson Salles, Bruno Silva, Tiago Costa (Roberto); Elicarlos, David, Willim Barbio (Léo Costa), André Luis e Everton Santos; Pitbull (Facundo Parra). Técnico: Vinícius Eutrópio.

Local: Arena da Baixada, em Curitiba. Horário: 19h30. Árbitro: Elmo Alves Resenha Cunha (GO).
Assistentes: Cristhian Passos Sorence e Leone Carvalho Rocha (Ambos de GO). Gols: Nikão (aos 5 do 1°T); Lucho Gonzalez (aos 23 do 2°T). Cartões amarelos: Douglas Coutinho, Eduardo da Silva (Atlético/PR); Nininho (Santa Cruz). Público e renda: Não divulgados.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 01/6/2017. 

terça-feira, 30 de maio de 2017

A contratação de Augusto


A CONTRATAÇÃO DE AUGUSTO

Daniel Lima

Agora é oficial. Depois de Bruno Paulo, o Santa Cruz confirmou na noite desta segunda-feira (29) a contratação do atacante Augusto, ex-Campinense. O vice-presidente Constantino Júnior oficializou a vinda do jogador, que é o sexto reforço, sendo todos eles para o setor ofensivo da equipe, visando a sequência do Campeonato Brasileiro da Série B. Já no Recife, ele deve ser integrado ao elenco coral nesta terça-feira (30).
Artilheiro do Campinense, com 13 gols em 21 jogos, Augusto foi comprado pelo Santa, que adquiriu 100% do passe do atleta, e fechou contrato por três anos com o clube. Nesta segunda-feira (29), o vice-presidente coral foi até Campina Grande para acertar os últimos detalhes e o atacante rescindiu o seu contrato – tinha validade até outubro deste ano – com o time paraibano.
O fato que chama a atenção é que o Trio de Ferro do estado foi ao mercado em busca de Augusto. Ele chegou a ser monitorado por Santa Cruz e Sport há dois meses e o Náutico tentou contratá-lo recentemente. O atacante, de 26 anos, acumula passagens por Flamengo-PI, Santa Rita-AL, Guarani de Juazeiro-CE e Parnahyba-PI.
Até o momento, seis contratações para a Série B: os meias Kelvy, João Paulo e Léo Lima e os atacantes Bruno Paulo, Ricardo Bueno e Augusto. Como tantos reforços para o setor ofensivo, o clube mira agora peças para o sistema defensivo da equipe: um zagueiro, um lateral direito e um volante.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 29/5/2017

Morre Paraíba, ídolo do Santa em 1957


Zé do Carmo e Paraíba, no Estádio do Arruda, em 1983

MORRE PARAÍBA, ÍDOLO DO SANTA EM 1957

Um dos grandes responsáveis pelo primeiro supercampeonato conquistado pelo Santa Cruz faleceu ontem, Sebastião Tomaz de Aquino, eternizado com o apelido de "Paraíba, o Canhão do Arruda", chegou ao fim no Hospital Santa Terezinha, onde estava internado há mais de um mês. O ex-jogador tinha 86 anos e estava com infecção generalizada e um grave problema renal. Ele será enterrado hoje, no Cemitério de Santo Amaro. Paraíba nasceu na cidade de Ingá, na Paraíba. Chegou ao Santa com 18 anos e jogou no clube por cinco anos, com 105 gols. Quando deixou o Recife foi defender o São Paulo. Ainda jogou em Portugal, pelo Salgueiros, antes de voltar para o Santa e conquistar o Estadual de 1957.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 30/5/2017

terça-feira, 25 de abril de 2017

Salgueiro 2 x 0 Santa Cruz


SALGUEIRO 2 x 0 SANTA CRUZ

Camila Uchôa

Em clima de decisão, Santa Cruz e Salgueiro se enfrentaram na noite deste sábado (22), no Estádio Cornélio de Barros, pelo jogo de volta das semifinais do Campeonato Pernambucano 2017. Fazendo valer o mando de campo, o Carcará não tomou conhecimento da vantagem dos adversários e garantiu a vitória por 2x0 e a classificação para a final do Estadual.
Motivado pela vantagem conquistada na partida de ida, o time coral foi confiante para o interior do Estado. A primeira finalização do Santa veio nos pés de Everton Santos, que recebeu na área e chutou por cima do gol de Mondragon. O Salgueiro também começou bem no ataque e quase abriu o placar aos três minutos do primeiro tempo. Em jogada individual, Valdeir mandou um foguete de fora da área, mas parou na defesa do goleiro Júlio Cesar. Aos cinco minutos, o meia repetiu o feito e chutou forte, a bola passou perto da trave.
Após boas jogadas ofensivas nos primeiros minutos de jogo, os times diminuiram a intensidade e apesar de arriscarem algumas finalizações, nenhuma foi convertida em gol. Aos 13 minutos, Tiago Costa mandou para Halef Pitbull, que recebeu na área e ficou sem opções para tocar. O Salgueiro, por sua vez, chegou mais duas vezes com perigo, no chute de Willian Lira e na cabeçada de Toty após cobrança de escanteio de Moreilândia, mas não conseguiu balançar a rede coral.
Aos 26 do primeiro tempo, Thomás cometeu falta dura em Daniel e foi advertido com cartão amarelo. Passando mais da metade do primeiro tempo, o tricolor do sertão esboçou reação e conseguiu três escanteios seguidos assustando a defesa do time pernambucano.
Aos 36 no melhor lance do Santa na partida, Pitbull tocou para Everton Santos, que chutou cruzado e mandou para fora. Aos 44, resposta do Carcará. Daniel levantou a bola, Willian Lira cabeceou e quase deixou o dele. Julio César defendeu. Com muitas jogadas isoladas e pouca velocidade em campo, os times foram para o intervalo empatados em 0x0.
Na volta para o segundo tempo, o técnico Vinícius Eutrópio trocou o meia Pereira pelo volante Elicarlos. Sem mudanças, o Salgueiro voltou pressionando o Santa. Aos 8 minutos, Valdeir cobrou falta perigosa, mas a bola bateu na barreira. Aos 16, mais um cartão amarelo para a equipe coral. Vitor derrubou Álvaro e levou amarelo. Aos 20 minutos, Jean Carlos entrou no lugar de Marcos Tamandaré. Logo na sequência, em escanteio de Moreilândia, Rodolfo Potiguar chutou forte e marcou o primeiro gol da partida anotando 1x0 para o Carcará.
Aos 22, Léo Costa entrou no lugar de Federico Gino, mas não deu tempo de reação. O Salgueiro seguiu com pressão para cima da Cobra Coral. Jean Carlos, que entrou no lugar de Marcos Tamandaré, aproveitou cobrança de falta de Moreilândia e balançou as redes ampliando o placar para a festa da torcida salgueirense.
Com o triunfo dentro de casa, o Salgueiro vai à segunda final na história e espera o adversário, que sairá na partida deste domingo (23), entre Sport e Náutico, às 16h, na Arena de Pernambuco. Além da classificação, o Carcará garantiu vaga na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil 2018.

FICHA DE JOGO

SALGUEIRO: Mondragon; Tamandaré (Jean Carlos), Ranieri, Luiz Eduardo e Daniel; Rodolfo Potiguar (Vitor Caicó), Moreilândia, Toty e Valdeir; Álvaro e Willian Lira. Técnico: Evandro Guimarães.

SANTA CRUZ: Júlio César; Vítor, Anderson Salles, Bruno Silva e Tiago Costa; David, Gino (Léo Costa) e Pereira (Elicarlos); Éverton Santos (Júlio César), Halef Pitbull e Thomás. Técnico: Vinícius Eutrópio.

Local: Estádio Cornélio de Barros, em Salgueiro. Árbitro: José Woshington. Assistentes: Clóvis Amaral e Marlon Rafael. Gols: Rodolfo Potiguar (aos 21 do 2ºT), Jean Carlos (aos 25 do 2ºT).
Cartões amarelos: Thomás, David, Vítor, Bruno Silva, Tiago Costa (Santa Cruz). 

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 22/4/2017