sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Atletas detonam a direção



ATLETAS DETONAM A DIREÇÃO

Daniel Lima

O Santa Cruz escapou de um vexame que poderia ser, talvez, o maior em seus 103 anos de história. Com a ameaça dos jogadores de não entrar em campo diante do Paraná, havia o risco de uma derrota por WO, no estádio do Arruda, na última terça-feira, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Mas após a reunião com a diretoria momentos antes da partida, o elenco decidiu jogar e ficou no empate sem gols.
Logo depois do confronto, os jogadores disseram que só atuaram para não prejudicar o clube, que poderia sofrer uma punição severa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) caso não houvesse jogo. 
“Quero deixar claro que entramos em campo e lutamos por causa do torcedor. Mesmo que grande parte da torcida não estivesse no estádio, jogamos representando os demais. O Santa Cruz é um clube forte nacionalmente. Por isso chegamos a conclusão de entrar em campo e jogar com dignidade. Mas que fique bem claro que não foi pela promessa da diretoria. Porque sabemos que não vai ter nada", disparou o atacante Ricardo Bueno.
O outro líder do elenco, o goleiro Julio Cesar, fez coro ao camisa 99 e destacou o profissionalismo do grupo. “Não iríamos jogar. Mas, se parássemos, o clube poderia se prejudicar muito. E em respeito ao torcedor, cada profissional aqui entrou em campo e deu o seu melhor", declarou.
 
REUNIÃO

Horas antes da partida contra o Paraná, os líderes do elenco – Julio Cesar, Derley, Ricardo Bueno e Grafite – participaram de uma reunião com o presidente Alírio Moraes e fizeram um acordo para o pagamento dos salários atrasados. A nova promessa é quitar uma folha das três atrasadas do grupo e dois meses dos seis dos funcionários.

Fonte: Folha de Pernambuco, 16/11/2017
 

Martelotte abre o jogo


MARTELLOTE ABRE O JOGO

Daniel Lima

Um dia depois de ser demitido do Santa Cruz, o técnico Marcelo Martelotte concedeu uma entrevista coletiva – realizada em um hotel no bairro do Pina, no Recife, na manhã desta quinta-feira (16) – para esclarecer a real situação e dar detalhes sobre a sua saída. Pego de surpresa com o desligamento, ele achou injusta a forma como a diretoria o tirou do cargo e até sentiu uma falta de profissionalismo por parte do clube.
Sereno, o ex-treinador coral abriu o jogo e expôs mais uma vez a dura realidade no Arruda. Reforçou que a situação é crítica e que o caos tomou conta há tempo. O profissional saiu em defesa dos jogadores do elenco e criticou a gestão. Sobre o seu futuro, Martelotte deixou em aberto, mas não descartou voltar em 2018. Porém, disse que uma negociação depende da eleição presidencial, marcada para o dia 5 de dezembro. Apesar de tantos problemas que tentou gerir em mais de dois meses de trabalho e do rebaixamento à Série C, ele tirou lições em sua terceira passagem no comando.
A reportagem da Folha de Pernambuco selecionou trechos do papo de Marcelo Martelotte com a imprensa.

SURPRESA


"Fiquei surpreso com a saída porque faltam poucos dias para o fim da participação do Santa na Série B. Eu não esperava que tomassem essa decisão nesse momento. É difícil entender os motivos da demissão. Estava preparado para cumprir (meu contrato) até o final, mas no futebol estamos acostumados com esses problemas e tipos de situações”, desabafou.

INJUSTIÇA
 

“Para um time rebaixado, era mais fácil utilizar o resultado (para demitir), algo totalmente natural no Brasil. Quando se procura outros motivos e aspectos, as coisas ficam mais difíceis. Era muito difícil não defender os jogadores por tudo que vem acontecendo. A situação da diretoria é insustentável e indefensável”, declarou.

GESTÃO
 

“Alguns aspectos dessa direção deixam a desejar. Mas se for pensar no futuro tem eleição no fim do ano. Espero que uma nova gestão toque o Santa Cruz. Com relação aos últimos três anos, faltou administração. Em 2015, conquistamos o acesso à Série A e ali tínhamos uma grande possibilidade de organizar o clube, se reestruturando e se preparando melhor. Dois anos depois, desce para a Série C e numa situação pior da que nos encontrávamos antes. Esse cenário desenha e mostra o quanto foi desastroso”, criticou.

ELENCO
 

“O grupo era excelente. Criei relações com os jogadores e sabia das dificuldades quando cheguei. A primeira coisa que falei para os atletas era que eles tinham o direito de rescindir o contrato e ir para casa. Mas quem ficasse tinha que brigar até o fim. E eles entenderam (a mensagem). Tivemos a saída de alguns (atletas) porque a situação era extrema. Quem ficou aqui lutou e se empenhou dentro de campo, até chegar ao limite. Realmente é muito triste”, lamentou.

REALIDADE
 

“Está pior que no ano passado. Não estava aqui no fim da temporada passada, mas o cenário é parecido com o atual. Não evoluímos em nada. A dificuldade é muito grande. É uma situação que entristece bastante e a gente espera que seja modificada”, revelou.

SALÁRIOS
 

“Tivemos uma resposta dos atletas mesmo com tantos problemas. No momento em que conseguimos uma certa ‘tranquilidade’, a direção não aproveitou. A gente teve uma hora de equilíbrio, inclusive só pensamos em treinos e nos jogos. Mas sabíamos que tinha uma prazo de validade e uma horta a bomba iria estourar. Tínhamos consciência dessa perspectiva e esses problemas de hoje não melhoraram em nenhum sentido”, disparou.

FUTURO
 

“Sempre aceitei conversar com diretores, até porque sempre coloco o clube acima de qualquer dirigente. Já trabalhei aqui duas vezes como atleta e três como técnico. Conheço a grande maioria dos dirigentes e a história do Santa Cruz. Não me recusaria nunca a conversar e espero que a eleição seja bem conduzida para o melhor do clube”, afirmou.

APRENDIZADO
 

“Rebaixamento ninguém põe no currículo, mas fica a experiência. Temos que tirar proveito dos insucessos também. Serviu como aprendizado apesar de o resultado não ter vindo. Vou levar alguns aspectos positivos para a sequência da minha carreira. Fica pra mim a experiência de viver uma situação de dificuldade”, encerrou.

Fonte: Folha de Pernambuco, 16/11/2017

Santa Cruz 0 x 0 Paraná

Fotografia de Paullo Almeida / Folha de PE

SANTA CRUZ 0 x 0 PARANÁ

Paulo Henrique Tavares

De um lado o Santa Cruz, um time rebaixado e com graves problemas no extracampo. Do outro, um Paraná Clube com reais chances de acesso à Série A. Naturalmente, os prognósticos para o jogo de ontem direcionavam para uma vitória dos visitantes, ontem, no estádio do Arruda, pela Série B do Campeonato Brasileiro. Em campo, não foi isso que aconteceu. Os corais, inclusive, até fizeram um bom jogo, conseguiram criar as melhores chances e chegaram ficar mais próximos da vitória. Apesar da expulsão de João Paulo na metade do segundo tempo, o placar do jogo não foi alterado, com a partida ficando no 0x0. Na próxima rodada, os tricolores visitarão o Paysandu, às 16h30 do próximo sábado.
Por conta dos salários atrasados, que já se aproximam de quatro meses, existia uma expectativa de que os atletas do Santa Cruz não entrassem em campo diante do Paraná na noite de ontem. Essa possibilidade, no entanto, foi descartada horas antes do duelo. Em campo, inicialmente, o que se viu foi um time pouco motivado. Algo natural, afinal os tricolores estavam apenas cumprindo tabela devido ao rebaixamento já decretado. Mesmo assim, durante o primeiro tempo, foi possível ver chances sendo protagonizadas tanto pelos corais quanto pelos visitantes paranaenses. As melhores oportunidades do Santa Cruz aconteceram em lances envolvendo o centroavante Ricardo Bueno, que por duas vezes finalizou frente a frente ao goleiro Richard.
O fato de ainda brigar pelo acesso à Série A deixava a impressão que o Paraná seria uma equipe mais agressiva no campo ofensivo. Algo que deixou a desejar na primeira etapa. E o mesmo não foi visto no início da segunda etapa. Pelo contrário, as melhoras chances estiveram do lado coral, que desperdiçou oportunidades com André Luiz e Augusto. De fato, o Santa Cruz se mostrava melhor no jogo. Até que, aos 26 minutos, João Paulo acabou expulso, por entrada forte no defensor do Paraná. Isso fez impedir o ímpeto coral durante a reta final do segundo tempo. Pelo outro lado, os adversários paranaenses não conseguiram penetrar na defesa coral. Sendo assim, a partida acabou no 0x0. No final, boa parte dos torcedores presentes no Arruda aplaudiu o time.

Ficha técnica
SANTA CRUZ: Julio Cesar; Bruno Silva, Anderson Salles e Sandro; Derley, Wellington Cézar, Thiago Primão (Marcílio) e João Paulo; Grafite (Augusto), Ricardo Bueno e André Luís (Natan). Técnico: Marcelo Martelotte.

PARANÁ: Richard; Cristovam, Iago Maidana, Eduardo Brock e Rayan (Igor); Gabriel Dias, Vinícius Kiss (Leandro Vilela) e Renatinho; Vítor Feijão, Robson e João Pedro (Alemão). Técnico: Matheus Costa.

Local: Estádio do Arruda (Recife/PE). Horário: 20h30 (do Recife). Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG). Assistentes: Guilherme Dias Camilo e Sidmar dos Santos Meurer (ambos de MG). Cartões amarelos: Thiago Primão, João Paulo (Santa Cruz); Vítor Feijão (Paraná). Cartão vermelho: João Paulo (Santa Cruz). Público: 2005. Renda: R$ 4.330,00.


Fonte: Folha de Pernambuco, 14/11/2017

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Os possíveis adversários de Náutico e Santa na Série C


OS POSSÍVEIS ADVERSÁRIOS DE NÁUTICO E SANTA NA SÉRIE C

Mário Fontes
Com o final da temporada chegando, acessos e descensos sendo definidos, os campeonatos nacionais de 2018 começam a ser desenhados. Com Náutico e Santa Cruz rebaixados na Série B, o grupo A, que compreende equipes do Norte e Nordeste, começa a tomar forma.
Caso o formato da competição seja mantido, além dos dois pernambucanos, há também o ABC, já matematicamente rebaixado na Série B. Entre as equipes que permaneceram na Série C 2017, o Confiança, que caiu nas quartas de final para o São Bento. Complementando, Salgueiro (5º colocado), Remo (7º colocado) e Botafogo-PB (8º colocado).
Já os que subiram, dois do nordeste e um do Norte, que deverão completar o grupo A: Globo-RN, Juazeirense e Atlético Acreano-AC.
Desta vez, com duas equipes do Norte, a distância percorrida pelos clubes pernambucanos tende a ser maior. Por exemplo, a distância para Rio Branco, no Acre, é de quase 4.600km. Pouco mais de 6h em vôo direto de avião. Um dos desafios desta Série C.
Pra o grupo B, uma possível mudança: o Cuiabá, que jogou no grupo A em 2017, poderá ser deslocado para o grupo B, devido à proximidade geográfica com o sudeste.
Completando, estão Volta Redonda, Tombense e Tupi (eliminados nas quartas), Joinville, Botafogo-SP, Ypiranga-RS e Bragantino, eliminados na primeira fase, e Luverdense (no Z4 da Série B) e Operário-PR, campeão da Série D.
Caso o último clube a ser rebaixado na Série B seja um nordestino, um novo deslocamento poderá ser feito.
 

Veja como ficaria o desenho da Série C neste momento:

Grupo A: Náutico, Santa Cruz, ABC-RN, Confiança-SE, Salgueiro-PE, Remo-PA, Botafogo-PB, Globo-RN, Juazeirense-BA, Atlético Acreano-AC.

Grupo B: Volta Redonda-RJ, Tombense-MG, Tupi-MG, Cuiabá-MT, Joinville-SC, Botafogo-SP, Ypiranga-RS, Bragantino-SP, Operário-PR, Luverdense-MT.


Fonte: Folha de Pernambuco, 13/11/2017
 

Ou paga ou para


OU PAGA OU PARA

Daniel Lima

Após reunião com a diretoria na última quinta-feira, os jogadores do Santa Cruz deram um prazo para o recebimento de parte dos salários atrasados. Com ameaça de greve geral, a reivindicação dos profissionais é o pagamento de pelo menos uma folha ao elenco e duas aos funcionários, que têm seis meses em aberto, até a próxima terça-feira (14). Como a denúncia foi feita junto ao Sindicato dos Atletas, o clube corre o risco de ser punido caso o acordo não seja cumprido.
De acordo com o atacante Grafite – considerado o porta-voz do grupo –, denunciar o clube foi o último recurso que os jogadores poderiam utilizar. Se o presidente Alírio Moraes não pagar parte dos débitos, os atletas não devem entrar em campo diante do Paraná Clube, nesta terça-feira (14), no estádio do Arruda, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.
A crise financeira foi escancarada no segundo semestre do ano passado. A situação de caos e a falta de perspectiva, além das promessas não cumpridas, desaninam os jogadores e os funcionários no dia a dia. Por conta dos sérios problemas, o ambiente no clube é pesado. Além do momento crítico, o time foi rebaixado à Série C com três rodadas de antecedência e agora só cumpre tabela no Brasileiro.
 
Fonte: Folha de Pernambuco, 13/11/2017

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A cartilha da queda


A CARTILHA DA QUEDA

Rafael Brasileiro
A derrota por 4 a 2 para o Boa Esporte, neste sábado, no estádio Nilson de Melo, decretou o rebaixamento do Santa Cruz para a Série C de 2018. A situação no Arruda era complicada há muito tempo. A zona de rebaixamento era uma realidade já no início do segundo turno. Fruto de erros consecutivos, causados por problemas financeiros e administrativos que assombram o Arruda.
O Superesportes listou algumas razões para o Tricolor do Arruda voltar à terceira divisão do futebol brasileiro. Dez anos depois da primeira à Série C, os tricolores voltam a sentir a sensação do fundo do poço se aproximar.
 

Crise financeira
 

Atrasar salários nunca foi novidade no Arruda. É um problema crônico que vem sendo superado ano a ano, mas desde 2016 se agravou. No ano que o clube teve sua maior arrecadação, o Tricolor do Arruda atrasou quatro meses de salários e isso refletiu em 2017. O clube chegou a dever os mesmos quatro meses nesta temporada ao elenco. Alguns funcionários não sabem o que é receber há seis meses. Situação que levou o time a perder três pontos na Série A de 2016 e provocar um alarme de greve em 2017.
 

Reformulação total do elenco
 

Do elenco de 2016, poucos atletas como Tiago Costa, Vitor, Roberto, Gabriel Vallés, Wellington Cézar e alguns pratas da casa ficaram no clube. Um problema que fez a direção contratar 35 atletas durante a temporada. Na contramão da administração moderna, em que contratos longos e a formação de uma base são prioridade nos clubes.
Desde 2011, quando conseguiu sair da Série C, o Santa Cruz vinha mantendo a base da equipe. Mas, após a queda da Série A, não repetiu as lições da temporadas passadas.
 

Jogadores em baixa
 

Nesta reformulação, a grande maioria dos jogadores vinha de uma temporada ruim. Isso ficou claro em pouco tempo quando nomes como Léo Costa, Everton Santos, William Barbio e David não conseguiram mostrar alguma evolução com o andar da temporada. Durante a Série B, novas apostas em nomes como Léo Lima, Bruno Paulo e João Ananias e o resultado foi o mesmo. Falta de qualidade e futebol decepcionante.
 

Erros na escolha do comando técnico
 

Givanildo Oliveira foi demitido após seis derrotas seguidas O técnico que iniciou o ano foi Vinícius Eutrópio. Ele não resistiu ao primeiro momento de crise na Série B. O treinador foi demitido após a derrota por 3 a 1 para o Londrina, no Arruda, mas isso foi apenas o reflexo de eliminações nas semifinais da Copa do Nordeste e do Campeonato Pernambucano.
A aposta foi que o auxiliar técnico Adriano Teixeira teria condições de comandar a equipe, mas não durou cinco jogos. Em seguida, veio Givanildo Oliveira, que, nos bastidores, é apontada como uma decisão do presidente Alírio Moraes. Experimento que também não deu certo e afundou o clube na zona de rebaixamento. Givanildo dirigiu o Santa em 11 jogos nesta Série B: ganhou duas, empatou três e perdeu seis seguidas.
Por fim, Marcelo Martelotte chegou como bombeiro, mas não conseguiu melhorar um elenco derrubado por um ano inteiro de maus resultados.
 

Os erros administrativos  
O mandato de Alírio Moraes no comando do Santa Cruz foi dividido exatamente ao meio. Os primeiros 18 meses foram inesquecíveis. Dois títulos pernambucanos, conquista da Copa do Nordeste e acesso à Série A. Após o bicampeonato estadual tudo mudou. Período para esquecer. O clube mergulhou em uma crise financeira sem precedentes e o presidente Alírio Moraes foi tentando resolver os problemas sozinho e se isolando cada vez mais. As pesadas críticas o deixaram ainda mais recluso e no momento ele deseja apenas sanar as dívidas para deixar o clube em uma situação mínima de administração.

Fonte: Diario de Pernambuco, 11/11/2017

Culpando os bloqueios


CULPANDO OS BLOQUEIOS

Daniel Lima

O Santa Cruz sempre viveu problemas financeiros em seus 103 anos de história. As dívidas do passado dificultam no presente. A nova crise que o clube passa veio à tona ainda no segundo semestre de 2016, marcado pelo rebaixamento da Série A para a B. Nesta temporada, o roteiro se repetiu no Arruda e terminou em outra queda um ano depois. Desta vez, caiu num buraco mais fundo: Terceira Divisão do futebol brasileiro.
Com um fim de gestão doloroso, o presidente Alírio Moraes usou um discurso idêntico ao do ano passado para dar explicações sobre o que provocou o descenso. De acordo com o mandatário, o Santa contava com cotas para sobreviver na temporada, mas a maioria delas foi bloqueada por conta de processos na Justiça do Trabalho.
“Esse ano o cenário foi de uma crise econômica de uma grande proporção. Perdemos receitas importantes para honrar os compromissos. O nosso plano financeiro (traçado) era de manter o clube operando durante o triênio, mas enfrentamos problemas significativos”, comentou.
As verbas presas comprometeram o planejamento, porém o clube conseguiu arrecadar com premiações. Na Copa do Nordeste, ganhou R$ 1,6 milhão por chegar até as semifinais. Já no Campeonato Pernambuco, cerca de R$ 950 mil, além de uma cota de R$ 1,05 milhão pela disputa das oitavas de final da Copa do Brasil.
Pela falta de recursos, os salários atrasados têm infernizado os bastidores. A situação é grave. O elenco não recebe há três meses, enquanto os funcionários estão com mais de cinco folhas em aberto. “O nosso passivo vem sendo pago, mas falta dinheiro para pagar o presente. Cada mês aparece uma penhora (leilão) do estádio e a gente não tem receita para abraçar as obrigações”, finalizou o presidente Alírio Moraes. 


Fonte: Folha de Pernambuco, 12/11/2017

Boa Esporte 4 x 2 Santa Cruz


BOA ESPORTE 4 x 2 SANTA CRUZ

Yuri Teixeira

O Santa Cruz foi a Varginha, Minas Gerais, com o objetivo de continuar respirando na Série B do Campeonato Brasileiro. Mas não foi o que aconteceu. Com Rodolfo inspirado, o Boa Esporte passou por cima da equipe coral e venceu pelo placar de 4x2, em confronto válido pela 35ª rodada. O resultado rebaixa o Tricolor à Série C, uma vez que o Guarani venceu o CRB por 2x1 no complemento da rodada, tirando as chances matemáticas dos pernambucanos permanecerem na segunda divisão.
Como de praxe, o time da casa foi para cima e não deixava os comandados de Martelotte respirar em campo. Fellipe Mateus era a válvula de escape dos mineiros e antes de ser substituído com dores na cabeça, o meia achou Rodolfo na área. O atacante foi derrubado por Wellington Cézar e o árbitro assinalou pênalti. Na cobrança, o camisa 9 deslocou Júlio César e botou os mandantes na frente. A resposta do Santa veio um minuto depois, aos 15. Ricardo Bueno aproveitou falha do goleiro Fabrício e deixou tudo igual.
O gol animou o time coral, que passou a dominar as ações do confronto. Com muita vontade, mas pouca técnica, faltava ao time pernambucano caprichar na pontaria e o castigo quase veio ao fim da primeira parte do jogo. Geandro, obrigando Júlio César a fazer grande defesa, e Paulinho, mandando a bola rente à trave, quase colocaram o Boa em vantagem no marcador.
Na volta para os últimos 45 minutos, o cenário da etapa inicial se repetia em Varginha. Martelotte voltou com Derley na vaga de Walber, na direita, mas os donos da casa, que também brigam contra a degola, tomavam conta do jogo e deixavam a Cobra Coral com dificuldades na criação. O prêmio veio aos 18.
Destaque do duelo, Rodolfo recebeu na entrada da área, girou em cima da zaga e bateu no canto esquerdo de Júlio César, fazendo 2x1. Diferentemente do acontecido no primeiro tempo, o Santa Cruz não conseguiu reagir, e cinco minutos mais tarde viu o camisa 9 mineiro anotar o terceiro, em pênalti polêmico.
Já com Grafite e Bruno Silva em campo, nas vagas de Bruno Paulo e Yuri, respectivamente, os pernambucanos, visivelmente abatidos em campo, viram Wesley anotar o dele para fazer 4x1, aos 34. Em seguida, o camisa 23 descontou para os corais, dando números finais ao embate.

FICHA TÉCNICA

BOA ESPORTE: Fabrício; Geandro, Caíque, Douglas Assis e Elivelton; Escobar, Alyson (Wesley) e Felipe Mateus (Lucas Hulk); Reis, Paulinho e Rodolfo (Júlio Santos). Técnico: Sidney Moraes.

SANTA CRUZ: Julio Cesar; Walber (Derley), Guilherme Mattis, Anderson Salles e Yuri (Bruno Silva); Wellington Cézar, Thiago Primão e João Paulo; Bruno Paulo (Grafite), Ricardo Bueno e André Luís. Técnico: Marcelo Martelotte.

Local: Estádio Munipal de Varginha (Varginha/MG). Árbitro: Paulo Roberto Alves Junior (PR). Assistentes: Bruno Boschilia e Victor Hugo Imazu dos Santos (ambos do PR). Gols: Rodolfo (aos 14’ 1T, 18’ 2T e 23’ 2T) e Wesley (34’ 2T) (BOA); Ricardo Bueno (aos 15’ 1T) e Grafite (37’ 2T) (STA)
Cartões amarelos: Escobar, Lucas Hulk (BOA); Bruno Paulo, Júlio César, Grafite, Primão e Mattis (STA). 


Fonte: Folha de Pernambuco,  11/11/2017

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Por recomendação do sindicato, atletas do Santa Cruz adiam greve para a próxima segunda


POR RECOMENDAÇÃO DO SINDICATO, ATLETAS DO SANTA CRUZ ADIAM GREVE PARA A PRÓXIMA SEGUNDA

Rafael Brasileiro

A tarde desta quinta-feira no Arruda foi movimentada , mas bem longe do campo. Os atletas se reuniram nos vestiários e decidiram não deflagrar a greve ameaçada. Pelo menos por enquanto. A decisão de não paralisar as atividades deveu-se à orientação do sindicato dos atletas, por não haver comunicação oficial ao clube. A intenção do elenco, portanto, é notificar sobre a intenção da greve e decretá-la na segunda-feira, caso não os salários (parte deles) não sejam pagos. Inclusive com a possibilidade de não enfrentar o Paraná na terça-feira
Foi um dia de muitas conversas. Foram três, mais especificamente. Na primeira, a direção, representada pelos diretores de futebol Constantino Junior e Jomar Rocha, reuniu-se com a comissão técnica fora do Arruda. Depois, foram até os vestiários e se reuniram com Grafite, Ricardo Bueno, Derley e Júlio César. Esses quatro jogadores depois conversaram com o restante do elenco, que estava propenso à paralisação.
A decisão de cruzar os braços havia sido tomada no último sábado, logo após a derrota para o Náutico, segundo o atacante Grafite, único a falar com a imprensa nesta quinta-feira. “Depois do jogo contra o Náutico houve reunião com jogadores e comissão. Eu não estava porque momentos depois do jogo fiz uma avaliação e saí antes do final. Ficou decidido que, se não pagasse uma folha dos jogadores, funcionários e comissão (antes do jogo contra o Vila Nova), nós não permaneceríamos em São Paulo (a programação do time era ficar na capital paulista e seguir para Minas). Voltaríamos para cá (Recife) e talvez não viajaríamos para enfrentar o Boa", afirmou.
Como apenas alguns jogadores receberam - funcionários e comissão não -, os a delegação voltou para o Recife. A ideia era voltar e parar, mas, diante da recomendação do sindicato, os atletas resolveram postergar a paralisação por recomendação do sindicato. "Vamos comunicar ao clube e a partir de 48h da notificação, caso não haja solução, entraremos em greve”, explicou Grafite.

Sem resposta


O Superesportes procurou, mais uma vez, a direção do clube em busca da sua versão para os fatos, mas ninguém se pronunciou de forma oficial. O presidente Alírio Moraes não atendeu as ligações. As informações são que ele foi ao Rio de Janeiro em busca de verba para tentar cumprir com as obrigações salariais do Tricolor do Arruda. 

Fonte: Diario de Pernambuco, 09/11/2017

Grafite lamenta condição desumana dos funcionários


GRAFITE LAMENTA CONDIÇÃO DESUMANA DOS FUNCIONÁRIOS

Daniel Lima

Mais uma vez sobrou para Grafite. Porta-voz do elenco, o ídolo da torcida voltou a expor a dura realidade do Santa Cruz nos bastidores. Sempre abrindo o jogo nas entrevistas coletivas, o atacante lamentou a condição de descaso dos funcionários, que vivem uma situação desumana. De acordo com informações apuradas pela Folha de Pernambuco, são 11 folhas salariais em aberto: julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro de 2016, além de junho, julho, agosto, setembro e outubro deste ano.
“A gente vê a dificuldade dos funcionários e da comissão (técnica) pela falta de dinheiro. A maioria ganha um salário mínimo. Cinco e seis meses sem receber faz muita falta. Estamos preocupados com eles. O dia a dia tem sido muito complicado", desabafou o camisa 23, reconhecendo que a situação é desesperadora no Arruda.
No ano passado, Grafite foi um dos responsáveis por ajudar os trabalhadores com verba e doações de cestas básicas. Além da liderança, o profissionalismo do veterano é um exemplo para o próprio clube. Realista, ele acha difícil que todos os débitos sejam quitados até o fim deste ano.
“Vai ser muito complicado pagar tudo. A dívida é grande com jogadores e funcionários. O fim do ano está chegando e todo mundo quer passar bem o Natal e o Ano Novo. Queremos dar presentes para os filhos e fazer uma feira maior. A verdade é que ninguém queria fazer greve, mas foi o último recurso que encontramos para se ter uma atitude”, disse.


Fonte: Folha de Pernambuco, 09/11/2017

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Santa Cruz quita um dos meses de salários atrasados, mas funcionários seguem sem receber


SANTA CRUZ QUITA UM DOS MESES DE SALÁRIOS ATRASADOS, MAS FUNCIONÁRIOS SEGUEM SEM RECEBER

Rafael Brasileiro

O elenco coral que enfrentou o Vila Nova na última terça-feira voltou para o Recife nesta quarta-feira e não treinará. Só volta aos trabalhos na quinta-feira para iniciar a preparação para encarar o Boa Esporte, no próximo sábado. Nos bastidores, encontros com a direção devem ocorrer já que a questão dos salários atrasados está longe de ser resolvida, apesar de um pagamento ter sido feito. 
Antes da partida contra o Vila Nova, um dos quatro meses de salários atrasados foi pago e a promessa do presidente Alírio Moraes, feita no último fim de semana, foi cumprida. Um pequeno alívio para um clube que vem atrasando salários há mais de um ano e tem atravessado a pior crise financeira desta gestão. Porém, os problemas não foram todos resolvidos.
Enquanto os jogadores receberam um dos meses atrasados, e querem saber qual será a previsão para os outros pagamentos serem feitos, os funcionários corais seguem sem ter seus vencimentos regularizados. Alguns estão com quatro meses atrasados, como os atletas, e outros tem casos piores e estão sem receber há seis meses. A informação foi confirmada ao Superesportes por funcionários que não quiseram se identificar.

Fonte: Diario de Pernambuco, 08/11/2017

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Pior campanha


PIOR CAMPANHA

Rafael Brasileiro

A situação do Santa Cruz na Série B é bastante complicada e isso não é segredo há um bom tempo. Com apenas uma vitória nos últimos 18 jogos, o Tricolor do Arruda tem 98,1% de chances de jogar a Série C de 2018, de acordo com o departamento de matemática da UFMG. Além de todos esses pontos negativos, a campanha de 2017 está bem encaminhada para ser pior do que a de 2007, ano em que o Tricolor caiu para a Terceira Divisão pela primeira vez. 
Com apenas nove pontos, o Santa Cruz é o lanterna do returno e precisa ter um aproveitamento de pelo menos 80% nos jogos restantes para ter chance real de se manter na segunda divisão. Com essa conta, o time alcançaria os 45 pontos e superaria a campanha do segundo turno de 2007 em um ponto. 
Há dez anos, a Cobra Coral fez 21 pontos no primeiro turno e mais 21 nos 19 jogos restantes. Aproveitamento que lhe deixou na 18ª posição da Série B daquele ano. Em 2017, o cenário é mais assustador. Foram 23 pontos na primeira leva de confrontos, e um segundo turno péssimo em todos os sentidos. Além de ter apenas 9 pontos em 14 jogos, o Santa Cruz foi a equipe que mais empatou (6), a segunda que mais perdeu (7) e tem a quarta pior defesa (18 gols sofridos).
Se as campanhas forem comparadas em relação aos pontos após a 33ª rodada, a de 2007 ainda segue na frente e mostra o quanto o Santa Cruz foi incompetente em conseguir se livrar do rebaixamento. Enquanto neste ano apenas 32 pontos foram conquistados, restando cinco partidas, em 2007, o clube coral já tinha 40 pontos, mas conquistou apenas dois pontos até o fim da competição.  
Por todos esses dados é impossível não lembrar da tragédia ocorrida em 2007. Um novo tropeço contra o Vila Nova nesta terça-feira também igualaria a sequência de dez jogos sem vencer daquele ano e que foi decisiva para a queda tricolor. Números que mostram que o caminho para a Série C está mais do que preparado se não houver um milagre nas cinco rodadas restantes. 

Fonte: Diario de Pernambuco, 06/11/2017

Ricardo Bueno lamenta mudança de postura do Santa em Goiás


RICARDO BUENO LAMENTA MUDANÇA DE POSTURA DO SANTA EM GOIÁS

Ricardo Bueno tinha tudo para comemorar ao final da noite desta terça-feira. O atacante do Santa Cruz enfim encerrou o jejum de três meses sem marcar gols. Mesmo assim, nem tudo foi alegria para o jogador. Segundo o atleta, a equipe recuou demais contra o Vila Nova/GO, o que impossibilitou um chance de vitória coral no Serra Dourada.
“Atacante tem que marcar gols. Consegui fazer esse gol e acabar com o jejum, mas acho que a gente abdicou de jogar quando empatamos o jogo. Nós recuamos muito. Dava para ter saído daqui com a vitória”, observou o atacante. Com o resultado, o Santa fica com 33 pontos, ainda longe de sair da zona de rebaixamento para a Série C.


Fonte: Folha de Pernambuco, 07/11/2017

Vila Nova - GO 1 x 1 Santa Cruz


VILA NOVA - GO 1 x 1 SANTA CRUZ

O Santa Cruz permanece vivo na Série B do Campeonato Brasileiro. Entretanto, isso está longe de ser uma boa notícia para o torcedor tricolor. Nesta noite, a Cobra Coral até que foi superior ao Vila Nova/GO, no Serra Dourada, em muitos momentos. Mesmo assim, não conseguiu superar o adversário e empatou novamente na competição: 1x1, gols de Geovane, para os mandantes, e Ricardo Bueno, para os visitantes. O resultado deixou o time pernambucano com 33 pontos, na zona de rebaixamento para a Série C, e ainda longe de se salvar da degola.
O duelo começou em ritmo lento. Por mais que atuasse em casa, e brigue pelo acesso, o Vila Nova/GO apresentava flagrante sonolência. Melhor para o Santa Cruz. Apesar de esbarrar nas próprias deficiências, o Tricolor não abriu mão de ir para cima. Até por conta da situação desesperadora que atravessa. Assim, o Tricolor teve uma boa chance com André Luís, em chute de fora da área. Luís Carlos fez boa defesa. Ricardo Bueno também testou o goleiro adversário e não obteve êxito. Pouco depois, Lourency fez gol, mas o lance foi anulado, corretamente, por impedimento.
Aos 23 minutos, novo susto para a Cobra Coral. Alan Mineiro bateu escanteio e Alemão, de cabeça, quase marcou. Foi um prenúncio. Dez minutos depois, o mesmo Alan Mineiro cobrou escanteio e Geovane cabeceou forte, fazendo 1x0. O empate quase veio com Ricardo Bueno, que cabeceou para grande defesa de Luís Carlos. Na segunda etapa, mais um gol anulado. Grafite cabeceou para as redes, mas estava em posição irregular. Pouco depois, aos 13, comemoração dos visitantes. Walber lançou Ricardo Bueno, que entrou na área e fez um golaço, batendo por cima do goleiro.
A tendência era de que o confronto ficasse mais aberto. Até porque, apesar das situações completamente distintas, ambas as equipes precisavam da vitória. E foram os donos da casa que tiveram uma grande chance. Lourency entrou na área, encobriu Júlio César e, quando ia concluir para o gol aberto, Anderson Salles evitou de forma heroica. A resposta veio quase de imediato, com Grafite, que cruzou com perigo. Bruno Paulo, porém, não conseguiu finalizar. Nos minutos finais, mesmo com os dois times mais expostos, poucos lances de emoção e um placar que refletiu bem a partida.

Ficha técnica

VILA NOVA - GO:

Luis Carlos; Maguinho, Alemão, Wesley Matos e Gáston Filgueira; Geovane, PH, Alan Mineiro (Marcelinho) e Alípio (Fagner); Wallyson (Jenison) e Lourency. Técnico: Hemerson Maria.

SANTA CRUZ: Júlio César; Walber, Guilherme Mattis, Anderson Salles e Yuri; Wellington Cézar, Thiago Primão (Lucas Gomes) e João Paulo; Bruno Paulo, André Luís e Ricardo Bueno. Técnico: Adriano Teixeira (interino).

Local: Estádio Serra Dourada (Goiânia/GO). Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (MG). Assistentes: Celso Luiz da Silva e Marcus Vinicius Gomes (ambos de MG). Gols: Geovane, aos 33 do 1ºT, e Ricardo Bueno, aos 13 do 2ºT, para o Santa Cruz. Cartões amarelos: Alemão, Geovane, Marcelinho (VN); Bruno Paulo, Thiago Primão (SC). Público: 4.496. Renda: R$ 33.985,00.


Fonte: Folha de Pernambuco, 07/11/2017

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Bronca pesada

Fotografia de Anderson Stevens / Folha de PE

BRONCA PESADA

A condição do Santa Cruz antes do último sábado já era desesperadora. O time necessitava de uma vitória no Clássico das Emoções para seguir com ânimo na inglória luta contra o rebaixamento. No entanto, a crise que assola o Tricolor prevalece. A Cobra Coral não só foi derrotada pelo Náutico, como ainda pode se complicar mais. Tudo por conta da confusão desencadeada no Arruda, que pode resultar em punições para o técnico Marcelo Martelotte e o volante Derley.
O árbitro Thiago Duarte Peixoto, pivô maior das polêmicas no Clássico das Emoções - ao não ter marcado um provável pênalti para os donos da casa no final do confronto - não poupou os tricolores na súmula pós-jogo. O juiz destacou a forma ríspida com a qual o Derley se dirigiu a ele. O meio-campista teria chamado o homem do apito de vagabundo e filho da p*. Não bastasse isso, também foi relatada a cabeçada que o volante desferiu em direção a Peixoto. 

De acordo com o juiz, o técnico Marcelo Martelotte, outro que foi expulso no confronto, ofendeu a arbitragem do Clássico das Emoções. "Esse árbitro veio aqui pra roubar a gente de novo, já tinha roubado lá em Londrina também", relata a súmula, simulando as palavras do comandante tricolor. Para completar, o clube também deve sofrer sanções, pois Thiago Duarte Peixoto registrou que uma pedra foi atirada no gramado e a porta dos vestiários da arbitragem foi arrombada por um torcedor.
Por conta dos episódios, Derley pode pegar um longo gancho de suspensão, correndo o risco de não poder mais atuar nesta temporada. Já o Santa Cruz pode perder mandos de campo e ainda ter que pagar uma multa de até R$ 100 mil. A equipe volta a campo nesta terça-feira (7) contra o Vila Nova, em Goiânia e tem possíveis desfalques para o jogo. Yuri (lateral-esquerdo), Nininho (lateral-direito) e o volante João Ananias sofrem com dores musculares e podem ser vetados.


Fonte: Folha de Pernambuco, 05/11/2017

Santa Cruz 2 x 3 Náutico

Fotografia de Paullo Almeida / Folha de PE

SANTA CRUZ 2 x 3 NÁUTICO

Daniel Lima

Vitória do Náutico no último Clássico das Emoções do ano. Os alvirrubros bateram o Santa Cruz pelo placar de 3x2, neste sábado (4), no estádio do Arruda, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.
Os pernambucanos seguem estacionados na zona de rebaixamento a cinco jogos do fim da competição. Os tricolores continuam na 18ª colocação, com 32 pontos, e os alvirrubros figuram em 19º, com 31.
 

O jogo 
Com a obrigação de fazer valer o fator casa, o Santa tomou a iniciativa e partiu para cima do Náutico. Desperdiçou boas chances com André Luís, em seguida com Bruno Paulo e com João Paulo. A equipe comandada pelo técnico Roberto Fernandes estava com sérios problemas na marcação.
Com a falta de recomposição dos atacantes Dico e Rafinha, os tricolores encontraram espaços pelas laterais do campo e conseguiram criar jogadas, mas abusaram dos erros de finalização e pagaram caro.
Os alvirrubros, que não tinham força ofensiva e sequer ameaçavam a meta do goleiro Julio Cesar, foram eficientes e saíram na frente. Aos 33 minutos, David cruzou a bola com perfeição e William, livre de marcação, cabeceou para o fundo das redes.
No prejuízo ainda antes do intervalo, o time de Marcelo Martelotte se atirou ao ataque para tentar deixar tudo igual. E conseguiu nos acréscimos. Após o atacante André Luís ser derrubado na entrada da área, o zagueiro Anderson Salles acertou uma cobrança de falta espetacular no ângulo do goleiro Jefferson, que nada pôde fazer aos 46 minutos: 1x1.
O Santa Cruz voltou a mil por hora para o segundo tempo. Logo aos três minutos, virou o jogo com o meia João Paulo, que aproveitou o cruzamento perfeito do atacante Ricardo Bueno e mandou de cabeça para o gol.
A virada deixou os corais mais soltos dentro de campo, enquanto os alvirrubros tentavam encaixar um contra-ataque para empatar o clássico. Aos 13 minutos, William foi mais esperto e escorou a bola para as redes depois de uma cobrança de escanteio.
O Timbu, embora precisasse da vitória, passou a adotar uma postura mais cautelosa. Nas arquibancadas, os poucos torcedores presentes estavam aflitos. O nervosismo aumentava a cada minuto passado. O jogo se encaminhava para o empate, mas nos acréscimos Julio Cesar derrubou William na área e o árbitro marcou pênalti. O próprio atacante foi para a cobrança , virou o confronto para o Timbu e balançou as redes pela terceira vez.
No último lance do duelo, Augusto foi puxado por Joazi dentro da área e a arbitragem mandou seguir. O lance polêmico irritou os jogadores do Santa, que intimidaram o juiz. Derley e André Luís foram expulsos e a Polícia Militar precisou entrar no campo para conter os ânimos. Assim, o Clássico das Emoções terminou 3x2 para o Náutico.

Taça Gena  

O equilíbrio marcou os oito duelos disputados entre os rivais na temporada. Ao todo, três vitórias para o Náutico, duas para o Santa e três empates. Com mais pontos no total, os alvirrubros ganharam a taça Gena em homenagem ao centenário do clássico.
Ficha do jogo 

SANTA CRUZ; Julio Cesar; Nininho, Anderson Salles, Guilherme Mattis e Yuri; Derley, João Ananias (Jeremias) e João Paulo; André Luís (Halef Pitbull), Ricardo Bueno e Bruno Paulo (Augusto). Técnico: Marcelo Martelotte.

NÁUTICO: Jefferson; David (Joazi), Breno, Aislan e Henrique Ávila; Amaral, Bruno Mota (Iago) e Diego Miranda (William Schuster); Dico, William e Rafinha. Técnico: Paulo Roberto.

Local: Estádio do Arruda. Arbitragem: Thiago Duarte Peixoto (SP). Assistentes: Rogério Pablos Zanardo e Vitor Carmona Metestaine (ambos de SP). Gols: William (aos 33 do primeiro tempo e aos 13 e 47 do segundo tempo); Anderson Salles (aos 46 do primeiro tempo) e João Paulo (aos 3 do segundo tempo). Cartões amarelos: Yuri, João Paulo (Santa Cruz). Cartões vermelhos: André Luís e Derley (Santa Cruz). Renda e público não informados.



Fonte: Folha de Pernambuco, 04/11/2017


segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Santa Cruz 0 x 0 Luverdense


Fotografia de Anderson Stevens - Folha de PE

SANTA CRUZ 0 x 0 LUVERDENSE

Daniel Lima

Nova decepção no Arruda após um empate amargo. Frustrou a torcida. Afundados na zona de rebaixamento, Santa Cruz e Luverdense não saíram do 0x0 no confronto dos desesperados, neste sábado (28), pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Com o resultado, a Cobra Coral chegou a oito jogos sem vencer (cinco empates e três derrotas) e segue estacionada na 18ª colocação, com 32 pontos, seis a menos em relação ao CRB/AL, primeiro time fora do Z4. A próxima rodada será contra o Náutico, em casa, no dia 4 de novembro.
Pressionadas pela vitória, as equipes começaram o duelo buscando jogo e trocando passes. Mandante, o Santa tentou aproveitar o apoio da torcida para tomar a iniciativa, mas os mato-grossenses deram mostras que a retranca não era a estratégia mesmo atuando fora de casa. Com dois centroavantes em campo – Grafite e Ricardo Bueno –, os tricolores não tinham criatividade para armar jogadas ofensivas e abusavam nos cruzamentos e ligações diretas. Além de uma marcação eficiente no 4-1-4-1, os visitantes conseguiram ser mais perigosos e estiveram perto de abrir o placar. Com consistência, neutralizaram os pernambucanos, mas as poucas chances de gol mantiveram o 0x0 no placar.
Martelotte foi forçado a mudar o esquema tático no intervalo. Tiago Costa sentiu um problema clínico e Bruno Silva entrou. Com a alteração, o Santa Cruz passou a atuar com três zagueiros. Com um ritmo mais acelerado pela necessidade de vencer, a equipe coral finalizou três vezes, duas delas com Ricardo Bueno e outra com João Paulo, em sete minutos. Depois de sofrer uma pressão, o Luverdense quase abriu o placar com Moacir, mas parou no goleiro Julio Cesar. Logo na sequência, Anderson Salles respondeu com uma bela cobrança de falta, que explodiu na trave do camisa 1 Diogo Silva.
O drama ficava maior a cada minuto passado. Além de correr contra o relógio, a impaciência da torcida presente nas arquibancadas deixava os jogadores nervosos dentro de campo. Além disso, o cansaço já atrapalhava. Aparentemente esgotadas fisicamente, as equipes diminuíram a intensidade, porém o embate seguia em aberto nos minutos finais. Ricardo Bueno ainda chegou a acertar o travessão nos últimos instantes e o jogo não saiu do empate sem gols.

Ficha técnica


SANTA CRUZ: Julio Cesar; Walber, Guilherme Mattis, Anderson Salles e Tiago Costa (Bruno Silva); Wellington Cézar, João Ananias e João Paulo; Bruno Paulo (Halef Pitbull), Grafite (André Luís) e Ricardo Bueno. Técnico: Marcelo Martelotte.

LUVERDENSE: Diogo Silva; Aderlan, Willian, Pablo e Paulinho; Ricardo, Moacir (Guly) e Marcos Aurélio; Rafael Ratão (Cléo Silva), Douglas Baggio (Léo Cereja) e Alfredo. Técnico: Junior Rocha.

Local: Estádio do Arruda. Horário: 16h30 (do Recife). Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR). Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Victor Hugo Imazu dos Santos (ambos do PR). Cartões amarelos: Wellington Cézar (Santa Cruz); Moacir, Aderlan, (Luverdense). Público: 10.520 pessoas; Renda: R$ 48.865,00.


Fonte: Folha de Pernambuco, 28/10/2017

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Conheça Jeremias, pernambucano sósia de João Paulo


CONHEÇA JEREMIAS, PERNAMBUCANO SÓSIA DE JOÃO PAULO


Daniel Lima

Sem alarde, o garoto Jeremias saiu da base do Santa Cruz este ano e foi integrado ao elenco profissional no mês de agosto. Antes de chegar ao Arruda, o meia estava no Altos/PI – disputou o estadual, sagrou-se campeão e ainda jogou o Brasileiro da Série D, sendo eliminado na segunda fase –, mas é formado nas categorias inferiores do Porto de Caruaru. Lá, se destacou na Copa São Paulo de 2014. Ainda jogou dois anos na base do Atlético/PR (2015-16).
Aos 20 anos, diz estar realizando um sonho após estreia surpresa, logo como titular, diante do Brasil de Pelotas, no último sábado, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Apesar de ter sido discreto na partida, sua participação foi considerada positiva ao ser escalado de última hora. Jogou 79 minutos, sendo substituído por William Barbio aos 34 do segundo tempo.
Em sua primeira entrevista no Santa, mostrou bom-humor e se apresentou para imprensa e torcida. Natural de Riacho das Almas, interior de Pernambuco, ele tem contrato com o Tricolor até o fim de 2018.
“Farei de tudo para fazer história nesse clube. Jogar no Santa Cruz é sempre uma honra. Eu sempre almejei jogar em um time grande. Quando estava no Porto, joguei contra e fiquei impressionado. Vi Caça-Rato, Dênis Marques e me perguntava se um dia chegaria aqui. Batalhei, consegui e me sinto muito feliz”, declarou.
A reportagem da Folha de Pernambuco traz os trechos principais da coletiva do jovem de 20 anos, que revelou uma parceria forte com André Luís, seu amigo desde a base do Atlético/PR e que lhe ajuda no dia a dia. Ele ainda caiu na risada ao falar da semelhança com João Paulo, meia que fez sucesso no clube em 2015 e 2016 e hoje é titular absoluto do Botafogo. Além de uma fisionomia parecida, coincidentemente também é armador.

PARCERIA
 

“Sempre concentrei (nos jogos) com André Luís. Nós jogamos juntos no Atlético/PR. Considero ele como um irmão. Quando estava no Altos-PI e disse que poderia ir para o Santa, ele me deu total apoio. Somos amigos. Espero que seja uma parceira de sucesso. Quando saio com André, os torcedores pedem para tirar fotos com ele e eu fico só olhando. Um dia chego lá.”

SÓSIA
 

“Desde que cheguei todo mundo fala que pareço com João Paulo. Já fui até chamado de João Paulo pelos torcedores antes dos treinos. Eu fico só rindo. A torcida aqui é maravilhosa.”

ESTREIA
 

“Recebi a notícia tranquilamente. Inclusive, já sabia que poderia jogar. Haviam jogadores no departamento médico e só tinha eu da posição. Fui para o jogo após um treino tático. Minha principal característica é o drible. Procuro ser rápido. Sou meia, mas também posso atuar pelos lados (do campo).”

Fonte: Folha de Pernambuco, 26/10/2017

Vamos lá, torcida coral!


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Superando três meses de salários atrasados, presidente do Santa Cruz projeta pagamento


SUPERANDO TRÊS MESES DE SALÁRIOS ATRASADOS, PRESIDENTE DO SANTA CRUZ PROJETA PAGAMENTO

Rafael Brasileiro

O Santa Cruz vive uma situação curiosa. Apesar da grave crise financeira, os jogadores não têm deixado de se dedicar à equipe e a entrega tem sido total dentro de campo. Porém, existe o temor de que o clube volte a ser punido pelos atrasos de pagamento que já chegam a três meses e meio de salários. O clube sofreu com o mesmo problema em 2016 e perdeu três pontos na Série A após ser denunciado pela Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf) e ter sido julgado pelo STJD. Uma decisão inédita e que, segundo o presidente Alírio Moraes, não deve ocorrer novamente.
"Existem vários clubes na Série B nesse estado e iremos externar esse problema com a CBF em uma reunião que faremos em breve. Na questão jurídica também há a suspensão da eficácia do fair play financeiro. Como o Supremo (Tribunal Federal) está apreciando a causa, ainda não deve haver uma punição. Isso porque também tem que haver uma provocação de um jogador e do sindicato. Uma situação chata e que queremos resolver", explicou.
Mesmo com tantas dificuldades para conseguir manter o clube, o presidente coral se mostrou mais otimista em resolver, ao menos de forma momentânea, a crise financeira. Alírio afirmou que existe a probabilidade de receber um novo aporte financeiro. "Estou esperando uma operação financeira que pode nos fazer quitar essas dívidas com o elenco e com os funcionários, mas não temos esse temor de perder pontos. O problema existe e logicamente que os jogadores querem receber. Queremos resolver para que eles só pensem no campo", acrescentou o presidente. 

Raniel
 
Nos bastidores do clube se comentava que a verba que viria para pagar as dívidas seriam oriundas da venda dos 30% dos direitos econômicos do meia Raniel, que está no Cruzeiro e foi revelado pelo Santa Cruz. O mandatário negou que o dinheiro viria nessa negociação, mas confirmou que existem propostas para que essa venda seja realizada. "Não procede essa informação. Estamos com propostas em relação a Raniel e não tem nada fechado e não seria para isso."
Um dia antes, na última terça-feira, o goleiro Julio Cesar foi questionado sobre o assunto e ao que parece, mesmo que as notícias de um possível pagamento chegue aos vestiários, isso não mudará o modo que os atletas estão se comportando. O assunto é evitado no local. “Nenhum jogador entra em campo de má vontade por conta disso. Às vezes perde o foco. Mas nosso grupo é tão bom que fizemos um pacto de não falarmos nessa situação”, esclareceu o goleiro.

Entenda por que não deve existir punição
 
No última dia 18 de setembro, ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar na Ação Direta de Inconstitucionalidade para suspender os dispositivos que condicionavam a participação dos times em campeonatos à comprovação de regularidade fiscal e trabalhista. “As restrições à autonomia desportiva, inclusive em relação a eventuais limitações ao exercício de atividade econômica e profissional das entidades de prática desportiva, devem apresentar razoabilidade e proporcionalidade, porque poderão resultar em restrições de importantes direitos constitucionalmente assegurados e no desrespeito à finalidade estatal de promoção e auxílio na área do desporto”, afirmou o ministro na liminar.
 
Fonte: Diario de Pernambuco, 25/10/2017
 

Convocação e incentivo: elenco pede presença da torcida


CONVOCAÇÃO E INCENTIVO: ELENCO PEDE PRESENÇA DA TORCIDA

Daniel Lima

O elenco do Santa Cruz clama por apoio vindo das arquibancadas nos dois duelos consecutivos no Arruda. Para tentar encher a casa, a diretoria manteve a promoção de ingressos a R$ 10 para o jogo diante do Luverdense. Apesar de entender a insatisfação dos torcedores, o goleiro Julio Cesar pede um incentivo maior dos tricolores para ajudar o time a sair da zona da degola. Para ele, o fator torcida pode fazer a diferença na luta contra a queda.
“O torcedor está chateado, até porque ninguém quer ver seu clube na situação que estamos. Nós (atletas) entendemos que futebol funciona dessa maneira. Mas precisamos da força do nosso torcedor. Ele é importante sempre. Quando ele ajuda, incentiva, o time fica muito mais forte”, convocou.
Na Série B, a média de público do Santa é de apenas 7.790 torcedores por partida. A estatística de público do clube é muito aquém do esperado. No total, 116.858 pessoas se fizeram presentes nos 15 jogos como mandante, sendo dez no Arruda e cinco na Arena PE.
Com a baixa presença dos torcedores, a direção tem feito apelos para trazer a torcida de volta na reta final e decisiva da Segundona. Nas entrevistas do dia a dia, o grupo ressalta a força da nação, considerada como 12º jogador, mas sente falta desse combustível durante os confrontos dentro de casa.

Fonte: Folha de PE, 25/10/2017

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Não importa como, mas o Santa tem que voltar a vencer


NÃO IMPORTA COMO, MAS O SANTA TEM QUE VOLTAR A VENCER

Daniel Lima

Em situação crítica na Segundona, o Santa Cruz tem um horizonte favorável para engatar uma sequência positiva e encerrar um incômodo jejum que já dura sete partidas. Com apenas uma vitória nos últimos 16 jogos, a equipe do técnico Marcelo Martelotte conta com dois confrontos diretos e seguidos em casa. A meta é ganhar os duelos independentemente do futebol apresentado para a torcida. Somar seis pontos é a obrigação no Arruda.
“Já assumimos que o mais importante agora não é o desempenho, e sim o resultado. Estamos num momento em que precisamos vencer os jogos. E os jogadores estão cientes de que necessitamos fazer nosso dever de casa nas duas próximas rodadas”, declarou o comandante coral.
Os tricolores enfrentam o Luverdense/MT, no próximo sábado (28), e o Náutico, no dia 4 de novembro. Os adversários são adversários diretos e estão na zona de rebaixamento. A sete rodadas do fim do Campeonato Brasileiro da Série B, a Cobra Coral, que segue na 18ª posição, com 31 pontos, cinco a menos em relação ao Figueirense, primeiro time fora do Z4, precisa somar metade da pontuação em disputa - 14 dos 21 restantes - para garantir a permanência matematicamente. 

Fonte: Folha de PE, Recife, 23/10/2017

domingo, 22 de outubro de 2017

Brasil 1 x 1 Santa Cruz


BRASIL 1 x 1 SANTA CRUZ

Yuri Teixeira

Um mês e seis dias. Este é o tempo que o Santa Cruz está sem vencer no Campeonato Brasileiro da Série B. Exatamente sete jogos. A última vitória foi contra o Goiás por 3x0, no Arruda. Em jogo fraco tecnicamente na tarde deste sábado (21), o tricolor ficou na igualdade com o Brasil de Pelotas, no Bento de Freitas, por 1x1 e se vê em situação complicada na briga para fugir do rebaixamento.
Com Grafite e Ricardo Bueno no comando de ataque e com Jeremias, garoto de 20 anos da base coral que fez seu primeiro jogo no profissional, com a responsabilidade de criar as jogadas, o Santa Cruz começou mal a partida e viu o Brasil de Pelotas criar a primeira boa chance logo aos cinco minutos. Em cobrança de escanteio de Elias, a bola passou por toda a área, até chegar em Evaldo que, embaixo do gol, mandou para fora.
A partir do lance, o time pernambucano equilibrou as ações, mas em jogo de muitos passes errados, eram poucas as chances de gol para os dois lados. Em uma das raras oportunidades, Ricardo Bueno puxou bom contra-ataque pelo lado direito para o tricolor e achou João Ananias na esquerda, aos 29. O volante que não atuava desde o duelo contra o Goiás dominou e bateu cruzado, abrindo o placar para o Santa.
Na segunda etapa, a equipe xavante voltou disposta a buscar o empate e chegou muitas vezes com perigo à meta defendida por Júlio César, principalmente com Marcinho. Veloz, o camisa 11 teve duas boas chances para empatar a partida. Na primeira mandou para fora e na outra, cara a cara, parou no goleiro coral.
O empate era questão de tempo. Só o time da casa jogava. Grafite deu lugar a André Luís, mas a alteração pouco surtiu efeito. Aos 26 minutos, em lance duvidoso, Juninho caiu na área, após disputa de bola com Yuri e o árbitro assinalou pênalti. Na cobrança, Marlon mandou no canto direito e deixou tudo igual.
Depois do gol sofrido, Martelotte sacou Jeremias e Ricardo Bueno do time, lançando Barbio e Pitbull ao campo de jogo. Com um novo trio ofensivo, o Santa Cruz chegou com perigo aos 41 em chute de Barbio, que obrigou Marcelo Pitol a fazer boa defesa no último lance de perigo do confronto.
Com o resultado, o tricolor vê as chances de escapar da Série C diminuírem. Faltando sete jogos, a equipe do Arruda está cinco pontos atrás do Figueirense, primeiro time fora da Z-4 e pode ver subir para sete, caso o Luverdense vença o Goiás.
O time do Mato Grosso do Sul que será o próximo adversário do Santa no campeonato. Para o confronto do próximo sábado (28), no Arruda, Martelotte não poderá contar com Derley, Yuri e Nininho. Eles tomaram o 3º amarelo contra o Brasil e são desfalques certos para o duelo.

Ficha do Jogo
BRASIL: Marcelo Pitol; Éder Sciola, Leandro Camilo, Evaldo e Marlon; João Afonso, Nem e Calyson (Rafinha); Elias (Misael), Lincom (Juninho) e Marcinho. Técnico: Clemer.

SANTA CRUZ: Júlio César; Nininho, Guilherme Mattis, Anderson Salles e Yuri; Derley, Wellington Cézar, João Ananias e Jeremias (Barbio); Ricardo Bueno (Pitbull) e Grafite (André Luís). Técnico: Marcelo Martelotte.

Local: Bento Freitas (Pelotas/RS). Árbitro: Marcos Mateus Pereira (MS). Assistentes: Leandro dos Santos Ruberdo e Daiane Caroline dos Santos (ambos do MS). Gols: João Ananias (aos 29 do 1ºT), Marlon (aos 28 do 2ºT). Cartões amarelos: João Afonso, Nem, Éder Sciola e Evaldo (BRP); Guilherme Mattis , Derley, Yuri e Nininho (STA).

Fonte: Folha de PE, Recife, 21/102017

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Tentar esquecer a crise para sobreviver


TENTAR ESQUECER A CRISE PARA SOBREVIVER

Daniel Lima

A crise no Arruda está exposta desde o segundo semestre do ano passado. O elenco do Santa Cruz não recebe salários há mais de três meses. De acordo com informações colhidas pela reportagem da Folha Pernambuco, as folhas em aberto são junho (40%), julho, agosto e setembro, que venceu no dia 15 de outubro. Mesmo vivendo um momento angustiante, o lateral Nininho garante que o grupo procura deixar de lado os problemas financeiros ao entrar em campo.
“Passamos por um dos momentos difíceis do clube. Mas a gente procura esquecer tudo isso (atrasos salariais) quando estamos atuando. Sabemos que a diretoria está correndo atrás para minimizar essas dívidas”, declarou o lateral direito coral, que demonstrou confiar no empenho da direção coral para saldar pelo menos parte dos débitos.
Nas coletivas de imprensa, o próprio técnico Marcelo Martelotte e os jogadores dizem que o ambiente é leve e de união no dia a dia. Porém, a realidade é dura e a falta de perspectiva gera, consequentemente, um incômodo. Cientes da situação sofrível fora das quatro linhas e com o clima pesado nos bastidores, os atletas tentam não perder o foco na reta final da Série B para salvar o clube do rebaixamento à Série C.
 
Fonte: Folha de PE, Recife, 19/10/2017

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Santa Cruz 2 x 2 Oeste


SANTA CRUZ 2 x 2 OESTE

Paulo Henrique Tavares

Era uma partida para garantir os três pontos. Quem quer passar ileso ao rebaixamento, ao final das 38 rodadas da Série B do Campeonato Brasileiro, não pode desperdiçar uma partida como a de ontem, no estádio do Arruda. Por todo o segundo tempo, os corais tiveram um jogador a mais, em relação ao Oeste. E, mesmo assim, apenas um ponto foi acumulado. Poderia ter sido pior, afinal os adversários paulistas chegaram a ter a vitória nas mãos, nas duas oportunidades em que teve a frente do placar. Com o empate em 2x2, os tricolores chegaram os 30 pontos e permanecem na 18ª colocação.
A necessidade pela vitória, para que a luta contra o rebaixamento permaneça possível, fez o Santa Cruz praticamente alugar o campo de defesa do Oeste, no início do jogo. Os corais terminaram o primeiro tempo com 62% de posse de bola, e 12 chutes em direção ao gol – sendo três na meta do goleiro Rodolfo. A presença ofensiva, no entanto, surtiu pouco efeito. Pior: foram os adversários paulistas que conseguiram abrir o marcador no Arruda. Fato que pesou negativamente até no desempenho tricolor, que entrou em parafuso após a desvantagem no placar.
As melhores oportunidades do Santa Cruz no jogo aconteceram em uma cobrança de falta de Anderson Salles, aos nove minutos, e aos 12, quando a zaga do Oeste falhou e a bola ficou viva na marca do pênalti. Grafite acabou caindo na disputa com Fabrício. Torcida e jogadores pediram pênalti, mas árbitro Elmo Alves Resende entendeu como lance normal. Pouco antes do gol paulista, os tricolores chegaram a balançar as redes. Aos 25 minutos, após cruzamento da direita, Grafite subiu com o braço e acertou a bola. Na sequência, Bueno concluiu para o gol, mas o jogo já estava parado.
Até que em um dos poucos ataques do Oeste no jogo, um pênalti foi marcado. William Cordeiro foi derrubado na área por João Paulo. Com frieza, o artilheiro da Série B, Mazinho, deslocou o goleiro Júlio César e só rolou para as redes. Aos 30 minutos, 1x0.
Logo na volta para o segundo tempo, uma luz apareceu para abrir o caminho do Santa Cruz em busca da vitória. Aos seis minutos, William Cordeiro segurou Bruno Paulo pela camisa e foi advertido com o cartão amarelo. Como já estava pendurado, levou o vermelho na sequência. Não demorou muito para o empate. Após ser derrubado na área, por Joilson, e a arbitragem marcar pênalti, Grafite foi para a cobrança e deu o empate ao Santa Cruz. Com a superioridade numérica, além de um ímpeto aflorado pelo gol conseguido, naturalmente a equipe se mandaria ao ataque. E ela não decepcionou.
O jogo parecia que ia se encaminhar para um ataque contra defesa, diante de tal cenário. Que nada! Aos 16 minutos, Mazinho avançou pela esquerda e, do bico da grande área, bateu firme, de curva, no cantinho esquerdo de Júlio César. Muito mais na base da força, que pela qualidade em campo, os corais conseguiram um empate salvador. Aos 34 minutos, após confusão na área, João Paulo dá de bico, com força, e coloca no cantinho esquerdo de Rodolfo. 2x2 e fim de papo no Arruda.

FICHA DE JOGO

SANTA CRUZ: Julio Cesar; Nininho, Guilherme Mattis, Salles e Yuri; Derley (André Luís), Wellington Cezar, João Paulo e Thiago Primão (Bruno Paulo); Grafite (Halef Pitbull) e Ricardo Bueno. Técnico: Marcelo Martelotte.

OESTE: Rodolfo; Daniel Borges (Guilherme Romão), Joilson, André Vinícius e William Cordeiro; W. Matias (Daniel Gigante), Fabrício, Mazinho; Raphael Luz, Gabriel Vasconcellos e Robert. Técnico: Roberto Cavalo

Local: Estádio do Arruda (Recife/PE). Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO).
Assistentes: Edson Antonio de Sousa e Hugo Savio Xavier Correa (ambos de GO). Gols: Mazinho (aos 30 do 1ºT e aos 16 do 2ºT); Grafite (aos 10 do 2ºT), João Paulo (aos 34 do 2ºT). Cartões amarelos: Thiago Primão, Bruno Paulo (Santa Cruz); William Cordeiro, Daniel Borges (Oeste). Cartão vermelho: William Cordeiro (Oeste). Público e renda: Não divulgados.


Fonte: Folha de PE, Recife, 17/10/2017

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Figueirense 2 x 1 Santa Cruz


FIGUEIRENSE 2 x 1 SANTA CRUZ


Daniel Lima

Mais do mesmo no confronto direto contra a queda. A cada rodada disputada a situação piora. Desta vez, o Santa Cruz foi derrotado pelo Figueirense por 2x1, neste sábado (14), no estádio Orlando Scarpelli, em Santa Catarina, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Com a nova derrota – a terceira seguida –, os tricolores chegaram ao quinto jogo sem vencer e seguem estacionados na 18ª colocação, com 29 pontos, cinco de diferença para o primeiro time fora do Z4. A nove jogos do fim da competição,o próximo compromisso será contra o Oeste/SP, na terça-feira (17), no estádio do Arruda.
Susto para a defesa coral antes do primeiro minuto da partida e milagre de Júlio César, que salvou o time com uma excelente defesa após desvio do atacante Zé Love, livre de marcação na pequena área. No rebote, Jorge Henrique jogou a bola para fora. Pressionados pela vitória, as equipes buscavam o ataque, mas tinham uma postura precavida e cautela na tomada de decisão. Aos 17 minutos, Grafite perdeu uma grande chance. O camisa 23 aproveitou o chutão de Anderson Salles, entrou na área em velocidade e tentou driblar o goleiro Saulo, que cresceu e tirou a bola dos pés do atacante. Força de vontade sobrava dentro de campo. Apesar da disposição, os times encontravam dificuldades para armar jogadas efetivas.
Mesmo sem tanto ímpeto ofensivo, o Figueirense explorava a bola parada do meia Marco Antônio. E tirou proveito aos 28 minutos da etapa inicial. No terceiro escanteio seguido, Zé Love pegou a sobra da disputa de bola dentro de área e só teve o trabalho de fuzilar as redes do camisa 1 tricolor, abrindo o marcador. Em desvantagem, a Cobra Coral sentiu o golpe e sequer esboçou reação. Se a situação estava ruim, piorou aos 37 minutos quando o adversário aumentou. Após erro do Santa no meio de campo, Zé Love roubou a bola, tocou para Jorge Henrique, que cruzou rasteiro e com qualidade para Renan Mota ampliar antes do fim dos primeiros 45 minutos: 2x0.
Insatisfeito com a baixa produtividade do time, o técnico Marcelo Martelotte promoveu uma mudança no intervalo. Acionou Ricardo Bueno no lugar de André Luís. Assim como no primeiro tempo, os catarinenses tomaram a iniciativa e por pouco não chegaram ao terceiro. Aos cinco minutos da etapa complementar, Zé Love deu um toque na bola sem pretensão e acabou acertando o travessão de Julio Cesar. Impaciente, o treinador coral tirou Thiago Primão e apostou em Natan. Apesar de ter uma posse de bola maior, o Santa Cruz não conseguia agredir os donos da casa, que estavam bem postados defensivamente e querendo encaixar um contra-ataque mortal para sacramentar a vitória.
O Figueira travou os pernambucanos, mas a bola parada de Anderson Salles acendeu as esperanças aos 34 minutos. O zagueiro cobrou uma falta direto para a área, a bola passou por todo mundo e foi parar direto nas redes de Saulo. O gol animou os corais, que aparentemente estavam mais inteiros para os dez minutos finais. Com o fim da partida dramático e cheio de tensão, os tricolores partiram para o abafa em busca do empate. Sufocou os alvinegros, mas descontou tarde demais e amargou mais um tropeço fora de casa, acumulando um jejum de mais de quatro meses sem ganhar como visitante.

FICHA DO JOGO


Figueirense: Saulo; Dudu (Dudu Vieira), Leandro Almeida, Henrique Trevisan e João Lucas; Zé Antônio e Pereira; Renan Mota (Joãozinho), Marco Antônio (Patrick) e Jorge Henrique; Zé Love. Técnico: Milton Cruz.

Santa Cruz: Julio Cesar; Nininho, Guilherme Mattis, Anderson Salles e Yuri; Wellington Cézar, Derley e Thiago Primão (Natan); André Luís (Ricardo Bueno), Grafite (Bruno Paulo) e João Paulo. Técnico: Marcelo Martelotte.

Local: Orlando Scarpelli (Santa Catarina/SC). Horário: 16h30. Árbitro: Savio Pereira Sampaio (DF). Assistentes: Luciano Benevides de Sousa e Leila Naiara Moreira da Cruz (ambos do DF). Gols: Zé Love (aos 28min do 1T) e Renan Mota (aos 37min do 1T); Anderson Sales (aos 34min do 2T). Cartões amarelos: Yuri, Wellington Cézar, João Paulo e Derley (Santa Cruz); Jorge Henrique, Leandro Almeida e Zé Antônio (Figueirense). Público e Renda: não divulgado.


Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 14/10/2017

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Dureza pela frente


DUREZA PELA FRENTE

Daniel Lima

Os dez últimos suspiros no Campeonato Brasileiro da Série B. A disputa afunilou e promete ser no limite. Talvez, a briga contra o rebaixamento chegue até a rodada final da competição. Pelo menos é que o se desenha até aqui. Afundado no Z4, o Santa Cruz perdeu a segunda partida seguida – desta vez para o América/MG por 1x0, no Arruda – e ficou mais distante do Luverdense/MT, 16º lugar e primeiro time fora da degola, com cinco pontos a mais em relação a Cobra Coral, que está estacionada na 18ª posição. Dos males, o maior é que a tabela é dura.
Levando em consideração a classificação momentânea, o Santa tem quatro confrontos diretos (Figueirense/SC, Luverdense/MT, Náutico e Paysandu/PA), quatro duelos contra equipes que lutam pelo acesso (Oeste/SP, Vila Nova/GO, Paraná/PR e Juventude/SC) e dois embates diante de times que figuram no meio da tabela (Brasil de Pelotas/RS e Boa Esporte/MG). No entanto, o atual panorama pode mudar com a sequência das rodadas.
Diante de uma pressão gigantesca, Martelotte evita fazer cálculos para escapar da queda à Série C. Seu pensamento é conquistar os resultados jogo a jogo, deixando de lado a matemática. “Sempre tem um número mínimo (de pontos) que garante a permanência, mas entendo que o momento não é de fazer contas. É hora de buscar os resultados e somar pontos. Precisamos vencer nossas partidas”, minimizou.
Restam 30 pontos. São cinco jogos no Arruda e o restante fora de casa. Tomando como base as estatísticas das edições recentes da Segundona, o Tricolor precisaria somar mais 16 pontos (cinco vitórias e um empate) para atingir a média de segurança. Ou seja, um pouco mais da metade da pontuação em disputa. É necessário vencer todas as partidas como mandante e buscar um empate longe do Recife para garantir matematicamente a permanência.
O próximo compromisso dos corais será contra o Figueirense/SC, que ocupa a 17ª posição, com 32 pontos, três a mais em comparação aos pernambucanos. A partida está marcada para o sábado (14), no estádio Orlando Scarpelli, em Santa Catarina, pela 29ª rodada.

Os dez jogos restantes do Santa Cruz na Série B 2017

29ª rodada – Figueirense/SC x Santa Cruz, dia 14 de outubro;
30ª rodada – Santa Cruz x Oeste/SP, dia 17 de outubro;
31ª rodada – Brasil de Pelotas/RS x Santa Cruz, dia 21 de outubro;
32ª rodada – Santa Cruz x Luverdense/MT, dia 28 de outubro;
33ª rodada – Santa Cruz x Náutico, dia 4 de novembro;
34ª rodada – Vila Nova/GO x Santa Cruz, dia 7 de novembro;
35ª rodada – Boa Esporte/MG x Santa Cruz, dia 11 de novembro;
36ª rodada – Santa Cruz x Paraná/PR, dia 14 de novembro;
37ª rodada – Paysandu/PA x Santa Cruz, 18 de novembro;
38ª rodada – Santa Cruz x Juventude/RS, dia 25 de novembro.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 09/10/2017