terça-feira, 12 de julho de 2016

O que diz a revista Placar


Ramon, artilheiro do Brasileirão de 1976

O QUE DIZ A REVISTA PLACAR

Clóvis Campêlo

No mês de junho próximo passado, a Placar fez uma edição especial da revista enfocando as equipes que estão a disputar, no presente ano, o Campeonato Brasileiro da Série A. O Santa Cruz, por estar de volta à elite do futebol brasileiro depois de dez anos de ausência, foi um dos times enfocados. São quatro páginas dedicadas ao nosso clube, assim como a todos os outros participantes, abordando assuntos que vão desde o momento atual e ao atual elenco, como dados estatísticos sobre as nossas participações em anos anteriores.
Na primeira página, uma abordagem positiva, mostrando a ascensão do time sob o comando de Milton Mendes, até as conquistas da Copa do Nordeste e do Campeonato Pernambucano de 2016. A revista mostra a vitória sobre o campeãp baiano, na primeira rodada, finaliza o texto afirmando que o “novo Santa Cruz poderá ser a grande surprea do Brasileirão 2016”. Diz ainda que hoje nós temos apenas 10.794 sócios confirmados e contrariando a afirmativa anterior nos coloca na condição de meros figurantes.
Na segunda página, mostra o esquema 4-2-3-1 como o preferido do “estudioso” treinador Milton Mendes, coloca o ataque como o ponto forte da equipe, e, curiosamente, para nós torcedores e admiradores do seu futebol, coloca o arqueiro Tiago Cardoso como o ponto fraco da equipe. Afirma: “é experiente, tem 32 anos, e é titular do santa Cruz desde 2011. Mas ainda não passa total confiança à equipe, principalmente para um campeonato tão exigente”.
Na terceira página, as fichas de alguns jogadores do elenco coral, inclusive de alguns que hoje, depois de algumas rodadas, já não se encontram mais no clube. Na verdade, durante as rodadas iniciais do Brasileirão 2016, houve uma rotatividade muito grande no nosso plantel, modificando substancialmente as características da equipe.
Finalmente, na quarta página, são colocados pela revista dados estatísticos e históricos mostrando ao longo dos anos as nossas participações na Série A, e até mesmo as passagens pelas Séries B, C e D, quando chegamos ao fundo poço do nosso futebol, e iniciamos uma recuperação inesquecível e brilhante.
Na matéria, por exemplo, descubro que Evaristo de Macedo foi o treinador que mais nos comandou e que mais disputou Brasileiros da Série A, com 78 jogos em quatro edições, nos anos de 1972, 1977, 1978 e 1979. Do mesmo modo, nos mesmos períodos, foi o técnico com um maior índice de aproveitamento, com 53,4% dos pontos disputados. Tomo conhecimento, ainda, de que Givanildo foi quem mais jogous na Série A vestindo a nossa camisa, entre 1971 e 1979, com 177 jogos disputados. Fico ainda sabendo, que Gilberto, em 1975, foi o nosso goleiro que ostentou a maior invencibilidade, passando 376 minutos sem tomar gols.
No que tange aos atacantes, Nunes, o Cabelo de Fogo, foi quem mais marcou gols para as nossa cores, com 43 gols marcados entre 1975-1978. Do mesmo modo, em 1973, o jovem Ramon foi o artilheiro do Brasileirão daquele ano, fazendo 21 gols naquela edição. O nosso ataque teve a melhor média em 1981, com 1,87. Ou seja: 28 gols marcados em 15 jogos. Nosso pior desempenho no ataque, aconteceu em 1987, com apenas 10 gols marcados em 15 jogos, estabelecendo a pequena média de 0,67.
Nesse momento de retorno à elite do futebol brasileiro, recordar estes dados e números históricos, além de interessante torna-se necessário para o entendimento e a reinvenção do futebol coral, entendendo que a manutenção do Santa Cruz nesse patamar é uma questão de justiça a um dos maiores clubes de massa do futebol brasileiro.
Que a nossa direção tenha a compreensão disso e a capacidade de optar pelas decisões administrativas e econômicas mais adequadas ao momento que estamos vivendo.

Fonte: Revista Placar nº 1415-A, junho de 2016

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