terça-feira, 7 de junho de 2016

Relação finalização/gol em queda


Fotografia de Diego Nigro / JC Imagem

RELAÇÃO FINALIZAÇÃO/GOL EM QUEDA

Wladmir Paulino
Por um lado, o Santa Cruz que perdeu para o Atlético Paranaense por 1×0 na Arena da Baixada foi fiel aos princípios que o fizeram largar bem no Brasileirão. Mas um deles foi negado. E foi fatal: finalização. Mais especificamente a relação finalização/gol, algo que caiu nos jogos mais recentes. Nas três últimas rodadas, os corais marcaram apenas um gol, no empate por 1×1 com a Chapecoense. Isso num total de 19 finalizações.
Até a goleada por 4×1 sobre o Cruzeiro, último jogo em que o Tricolor esteve na liderança, essa relação era a melhor da competição. Em 21 tentativas o Santa havia marcado dez gols, estabelecendo a incrível marca de duas finalizações necessárias para marcar. Essa média até foi mantida na Arena Condá mas despencou no clássico com o Sport e na Arena da Baixada.
Não que as oportunidades tenham diminuído. Foram sete contra os leoninos e outras 11 com o Furacão. O problema é que a bola não entrou. Dessas 11, apenas foram na direção do gol. O Atlético tentou 13 vezes e numa delas conseguiu vencer Tiago Cardoso. Outra prova do problema ofensivo é o atacante Grafite. Ele foi o atleta que mais errou passes na partida (8).
Nos demais fundamentos, o Tricolor manteve sua ‘cara’ em abrir mão da posse de bola para usar o contra-ataque. O time teve 43,3% da posse. Mesmo assim, o mapa de calor mostra que o time de Paulo Autuori não conseguiu pressionar, pois concentrou seu jogo na região de meio de campo. Outro indicativo disso é o ranking dos melhores passadores. O quarteto defensivo paranaense e o volante Deivid lideraram o fundamento.

Fonte: Blog do Torcedor, Jornal do Commercio, Recife, 05/6/2016

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