sábado, 25 de junho de 2016

Obstáculos no caminho tricolor


OBSTÁCULOS NO CAMINHO TRICOLOR

William Tavares

Para evitar o sobe e desce na tabela de classificação da Série A do Campeonato Brasileiro e fazer com que a trajetória na competição seja apenas ascendente daqui por diante, o Santa Cruz precisa quebrar alguns tabus. Primeiro, o Tricolor necessita de um triunfo fora de casa. Nos quatro jogos que fez como visitante até o momento, a equipe empatou duas vezes e perdeu outras duas. Não bastasse essa dificuldade, os pernambucanos ainda terão que ultrapassar outro obstáculo: o jejum de 35 anos sem vencer o Timão fora de casa.
A última vitória do Santa diante do Corinthians, atuando em São Paulo, aconteceu no dia 12 de março de 1981, no Pacaembu, em jogo válido pela segunda fase do Brasileirão da época. Dadá Maravilha, Hamilton Rocha, Baiano e Carlos Roberto marcaram para o Tricolor. Zenon fez o único gol dos paulistas.
De lá para cá, foram mais sete jogos, com seis vitórias do Corinthians e um empate. O último jogo entre as equipes, em São Paulo, foi na Série A de 2006. O Timão derrotou o Santa Cruz por 1x0, gol do volante Marcelo Mattos. O jogador, inclusive, foi expulso no final. Outro que deixou o gramado mais cedo foi o zagueiro coral Sidrailson.
Para o confronto de amanhã, o técnico Milton Mendes terá o retorno de dois jogadores importantes que ficaram fora da partida passada, contra o Flamengo. O zagueiro Neris e o meia Uilian voltam ao time titular após cumprirem suspensão automática - o primeiro ficou fora por conta do terceiro cartão amarelo recebido no jogo contra o Palmeiras, enquanto o segundo foi expulso na partida diante do Verdão. Em contrapartida, o Santa não poderá contar com o lateral-esquerdo Tiago Costa, que sentiu dores na coxa após a derrota por 1x0 diante do Flamengo e não viajou com a delegação para São Paulo.
Milton Mendes comemora a volta dos dois titulares. Neris firmou-se no time desde sua chegada, tornando-se um dos principais jogadores do sistema defensivo, enquanto Uillian chegou a dois meses, vestiu a camisa de titular e não saiu mais da equipe, constituindo-se numa peça que forma a base do meio de campo, tanto na marcação quanto na saída de bola com rapidez para o ataque. Com ele, o desempenho da equipe cresce em velocidade de jogo e precisão nos passes.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 24/6/2016

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