quarta-feira, 29 de junho de 2016

Rápida adaptação


Fotografia de Antônio Melcop

RÁPIDA ADAPTAÇÃO

William Tavares

Após dois anos atuando no futebol mexicano, o volante Derley voltou ao Brasil. Mais especificamente para Pernambuco, estado que conhece muito bem. Foi aqui que o jogador ganhou mais visibilidade na carreira, atuando pelo Náutico de 2008 a 2010, em 2011 e 2013. Desta vez, porém, o atleta vestirá a camisa do Santa Cruz, para a disputa da Série A do Campeonato Brasileiro. E nesse retorno ao País, o marcador está confiante de que não terá problema de readaptação.
"Estou muito feliz de estar no Santa. Um clube que já conheço e tenho boa relação com todos. Conheço a força da torcida. É um prazer de vestir camisa. Espero estar em campo logo para ajudar", afirmou. “A readaptação vai ser rápida, tenho certeza. Sei o que preciso fazer aqui", destacou o jogador, em entrevista ao site oficial do Santa.
Além de ajudar o Tricolor na marcação, Derley espera ser importante também no setor ofensivo. "Buscarei fazer o melhor sempre. Quero fazer a torcida do Santa Cruz feliz e, se for com gols, melhor ainda", cravou.
Além de Derley, o Santa Cruz reforçou a cabeça de área com a contratação de Jadson, ex-Atlético/PR. O atleta, inclusive, deve chegar ao Recife nesta terça (28).

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 28/6/2016

domingo, 26 de junho de 2016

Poema de William E Henley


POEMA DE WILLIAM E HENLEY

Fonte: Henrique Barreto

Corinthias 2 x 1 Santa Cruz


CORINTHIAS 2 x 1 SANTA CRUZ

Yuri de Lira

O Santa Cruz pode entrar neste domingo pela primeira vez no Z4 da Série A do Brasileiro. O Tricolor ficou nesta iminência ao ser abatido pelo Corinthians na noite deste sábado, no Itaquerão. Perdeu por 2 a 1 e amarga agora a sexta derrota nos últimos sete jogos, configurando-se ainda como o clube com pior sequência até aqui no campeonato. Sem ganhar desde 1981 do Timão em São Paulo, a equipe coral mira a recuperação na próxima quinta-feira, ao receber a Ponte Preta, no Arruda.
Antes dos dez minutos, o Corinthians já levava perigo à barra do Santa três vezes. Duas em investidas pelos lados: uma no direito, outra no esquerdo. A última delas pelo meio, quando Uendel balançou as redes, mas em posição irregular. Sorte do Tricolor, que voltava a ter marcação pouco compactada (um erro recorrente nas duas rodadas anteriores). A equipe coral viu o Timão construir as suas jogadas posteriores principalmente em cima do lateral direito Vitor, por onde saíram os dois gols dos mandantes no primeiro tempo.
Das poucas vezes que atacou, o sistema ofensivo do Santa se apresentou igualmente falho. Com um Corinthians não tão efetivo na recomposição durante os 46 minutos da etapa inicial foram cinco chegadas pontuais ao ataque. Dois chutes sem direção de Daniel Costa e Grafite, uma bola não finalizada por Arthur na cara de Cássio, um arremate à distância de João Paulo e uma cabeçada para fora também de Grafite. Esta última a mais clara de todas e já quando os pernambucanos perdiam por 2 a 0.
O golpe veio aos 26. Em mais uma investida na direita do time pernambucano, Uendel cruzou para Luciano na grande área. Sozinho, fez 1 a 0. Assim que saiu o gol, Milton Mendes chamou o reserva de Vitor, Mário Sérgio, para aquecer. Sinal da insatisfação do técnico com Vitor no setor. A substituição não foi concretizada (só ocorreu após o intervalo) e pelo mesmo lado acabou se originando o segundo do Timão. Romero ampliou ao ganhar dividida com Allan Vieira, aos 36.
As esperanças corais chegaram a se renovar aos sete do segundo tempo. Balbuena recuou para Cássio na pequena área, o goleiro errou o domínio na frente de Arthur, que tocou para Grafite diminuir com o gol escancarado. O jogo ficou favorável aos visitantes. Com mais confiança, o Tricolor melhorou.
A etapa final Santa foi bem melhor que a primeira - a oscilação entre um tempo e outro, aliás, tem sido uma tônica do time recifense na competição. O crescimento técnico, no entanto, foi insuficiente para se chegar ao segundo gol. Quando Wallyson, livre de marcação e frente a frente com o goleiro, teve a chance de empatar, cabeceou para fora. Keno ainda tentou colocar uma bola no canto de Cássio. Faltou-lhe sorte.

FICHA DO JOGO

CORINTHIAS: Cássio; Fagner, Pedro Henrique, Balbuena e Uendel; Bruno Henrique, Rodriguinho (Willians), Romero (Guilherme), Marquinhos Gabriel e Giovanni Augusto (Lucca); Luciano. Técnico: Cristóvão Borges.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vitor (Mário Sérgio), Neris, Danny Morais e Allan Vieira; Uillian Correia, João Paulo (Lelê), Daniel Costa (Wallyson), Arthur e Keno; Grafite. Técnico: Milton Mendes

Local: Arena Corinthians (São Paulo). Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ). Assistentes: Luiz Cláudio Regazone (RJ) e Thiago Henrique Neto Farinha (RJ). Gols: Luciano (26’ do 1T Corinthians), Romero (36’ do 1T, Corinthians) e Grafite (7’ do 2T, Grafite). Cartões amarelo: Uendel, Romero e Luciano (Corinthians); Lelê (Santa Cruz).Público: 25.760. Renda: R$ 1.384.000,00.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 25/6/2016

sábado, 25 de junho de 2016

A diferença


A DIFERENÇA

Zeca, o filósofo da Boa Vista

O futebol é um esporte competitivo. Mas no capitalismo selvagem globalizado contemporâneo, tornou-se uma questão de investimento, administração, fluxo de capital, parcerias e visão de futuro.
No último jogo do Santinha contra o Palmeiras, vislumbramos uma disparidade não apenas dentro de campo, mas fora: enquanto a folha do mais querido gira em torno de 950 mil, a do Palmeira gravita em torno de 11,5 milhões. Esse abismo financeiro se soma a questões como escolha correta do elenco e do técnico, diretoria afinada com a equipe técnica, entrosamento do time, apoio da torcida e motivação.
Não que o retorno de Grafite, Keno e Néris não tenham sido bem vindos. Mas essa distância no montante salarial também reflete quando a questão é montar um elenco competitivo e que possa fazer substituições em situações emergenciais."

Fonte: Esequias Pierre

Presença marcante


PRESENÇA MARCANTE

Caio Wallerstein

Pelo São Paulo, em 2004 e 2005, Grafite disputou clássicos contra os maiores clubes da capital paulista. Contra dois deles, porém, nunca havia marcado um gol: Palmeiras e Corinthians. Apesar da derrota contra o Verdão, semana passada, ele marcou e encerrou a seca. Agora, contra o Alvinegro, ele acredita que chegou a hora de quebrar mais um jejum na carreira. Ainda por cima, de se redimir após os gols perdidos contra o Flamengo. Desta vez, porém, ele espera que o gol venha com uma vitória coral.
"Coincidentemente, nos dois anos em que estive no São Paulo, não consegui marcar gols no Corinthians. Mas é sempre gratificante estar jogando um Campeonato Brasileiro e jogar contra o Corinthians lá na Arena nova. Vai ser um jogo bom, legal de se jogar e importante. Espero voltar a marcar, não para mim mesmo, mas para ajudar a nossa equipe, pois precisamos de um bom resultado em São Paulo", avaliou o atacante, artilheiro da competição, com sete gols, ao lado de Bruno Rangel, da Chapecoense.
Para conseguir marcar o primeiro gol sobre o Corinthians, Grafite precisará superar a má pontaria que o afligiu contra o Flamengo. Na partida, ele teve duas chances flagrantes, mas desperdiçou. "Contra o Palmeiras eu também não havia marcado com a camisa do São Paulo, e na semana passada, mesmo sem a gente conseguir vencer, eu marquei. Vamos ver se contra o Corinthians agora eu consigo estar em uma noite melhor do que quarta-feira nas finalizações e marcar os gols para ajudar a nossa equipe", acrescentou.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 23/6/2016

Obstáculos no caminho tricolor


OBSTÁCULOS NO CAMINHO TRICOLOR

William Tavares

Para evitar o sobe e desce na tabela de classificação da Série A do Campeonato Brasileiro e fazer com que a trajetória na competição seja apenas ascendente daqui por diante, o Santa Cruz precisa quebrar alguns tabus. Primeiro, o Tricolor necessita de um triunfo fora de casa. Nos quatro jogos que fez como visitante até o momento, a equipe empatou duas vezes e perdeu outras duas. Não bastasse essa dificuldade, os pernambucanos ainda terão que ultrapassar outro obstáculo: o jejum de 35 anos sem vencer o Timão fora de casa.
A última vitória do Santa diante do Corinthians, atuando em São Paulo, aconteceu no dia 12 de março de 1981, no Pacaembu, em jogo válido pela segunda fase do Brasileirão da época. Dadá Maravilha, Hamilton Rocha, Baiano e Carlos Roberto marcaram para o Tricolor. Zenon fez o único gol dos paulistas.
De lá para cá, foram mais sete jogos, com seis vitórias do Corinthians e um empate. O último jogo entre as equipes, em São Paulo, foi na Série A de 2006. O Timão derrotou o Santa Cruz por 1x0, gol do volante Marcelo Mattos. O jogador, inclusive, foi expulso no final. Outro que deixou o gramado mais cedo foi o zagueiro coral Sidrailson.
Para o confronto de amanhã, o técnico Milton Mendes terá o retorno de dois jogadores importantes que ficaram fora da partida passada, contra o Flamengo. O zagueiro Neris e o meia Uilian voltam ao time titular após cumprirem suspensão automática - o primeiro ficou fora por conta do terceiro cartão amarelo recebido no jogo contra o Palmeiras, enquanto o segundo foi expulso na partida diante do Verdão. Em contrapartida, o Santa não poderá contar com o lateral-esquerdo Tiago Costa, que sentiu dores na coxa após a derrota por 1x0 diante do Flamengo e não viajou com a delegação para São Paulo.
Milton Mendes comemora a volta dos dois titulares. Neris firmou-se no time desde sua chegada, tornando-se um dos principais jogadores do sistema defensivo, enquanto Uillian chegou a dois meses, vestiu a camisa de titular e não saiu mais da equipe, constituindo-se numa peça que forma a base do meio de campo, tanto na marcação quanto na saída de bola com rapidez para o ataque. Com ele, o desempenho da equipe cresce em velocidade de jogo e precisão nos passes.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 24/6/2016

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Santa Cruz 0 x 1 Flamengo RJ


Fotografia de Anderson Stevens / Folha PE

SANTA CRUZ 0 x 1 SANTA CRUZ

Paulo Henrique Tavares

O até então equilibrado histórico de confrontos entre Santa Cruz e Flamengo, em duelos de Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro (de sete vitórias para cada lado), teve o seu desempate. Pior para os tricolores, que foram derrotados, nesta quarta-feira (22), no estádio do Arruda, pelo placar de 1x0. Sem seu goleador Grafite inspirado, os corais fizeram um jogo de pouco poder de reação. Com o resultado, os campeões do Nordeste caíram para a 14ª colocação, com 11 pontos. O próximo confronto será contra o Corinthians, às 21h de sábado, em São Paulo.
As alterações especuladas antes do jogo foram confirmadas pelo técnico Milton Mendes. Allan Vieira entrou na zaga, Leandrinho assumiu a cabeça de área e Daniel Costa foi o responsável pela criação de jogadas no meio de campo. De certa forma, a formação defensiva da equipe acabou prejudicada. Além de ter um lateral-esquerdo improvisado na zaga, duas peças do meio de campo não fizeram sua parte no combate aos atletas do Flamengo.
O início de jogo do Santa Cruz foi até animador. Em sequência, ótimas oportunidades surgiram nos pés de Keno e Grafite. A finalização, no entanto, deixou a desejar. Os adversários cariocas criaram poucas chances de gol. Apesar do domínio no meio de campo, não era muito comum vê-los dentro da área tricolor. A carta na manga surgiu em um chute de fora da área. Aos 14 minutos, William Arão foi feliz ao arriscar a jogada e venceu o goleiro Tiago Cardoso.
Após a vantagem no placar, o Flamengo preferiu assumir uma postura de pouca exposição defensiva. Assim, os espaços dados nas laterais de campo, costumeiramente aproveitadas pela velocidade de Keno, ficaram cada vez mais escassas. O jogo, então, ficou muito preso no meio de campo. O resultado de 1x0 foi mantido para o segundo tempo, mas o técnico Milton Mendes não demorou a modificar a sua equipe na volta do intervalo.
Daniel Costa teve apenas mais seis minutos em campo, antes de ser substituído por Lelê, então dono da condição de titular. A mudança contribuiu pouco para uma melhora tricolor no jogo. O Flamengo, por sua vez, pouco assustou a meta de Tiago Cardoso. No geral, o jogo caiu muito no segundo tempo. Ainda houve tempo para Grafite perder uma ótima oportunidade na reta final do segundo tempo, após bom lançamento de Wallyson.

FICHA DE JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vitor, Allan Vieira, Danny Morais e Tiago Costa (Roberto); Leandrinho (Wallyson), João Paulo, Daniel Costa (Lelê), Keno e Arthur; Grafite. Técnico: Milton Mendes.

FLAMENGO: Alex Muralha; Rodinei, Réver, Rafael Vaz e Jorge; Márcio Araújo, Willian Arão, Alan Patrick (Mancuello) e Everton (Fernandinho); Marcelo Cirino e Felipe Vizeu (Cuellar). Técnico Zé Ricardo.

Local: Estádio do Arruda, no Recife. Horário: 21h. Árbitro: Wágner Reway (MT). Assistentes:Eduardo Gonçalves da Cruz (Fifa-MS) e Fábio Rodrigo Rubinho (MT). Gols: Willian Arão (aos 14 do 1ºT). Cartões amarelos: Lelê (Santa Cruz). Público e renda: Não divulgados.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 22/6/2016

domingo, 19 de junho de 2016

Palmeira 3 x 1 Santa Cruz


Fotografia de César Greco / Ag. Palmeiras

PALMEIRAS 3 x 1 SANTA CRUZ

Thiago Wagner

Mesmo contando com o time ideal à disposição, o Santa Cruz não conseguiu segurar o poder ofensivo do Palmeiras, neste sábado, na Allianz Parque, pela nona rodada do Brasileirão. O Tricolor ficou muito atrás no primeiro tempo e, mesmo tentando uma reação no segundo, não conseguiu impedir a derrota por 3×1. Dudu, duas vezes, e Jean marcaram para os alviverdes, enquanto os corais marcaram com Grafite, artilheiro do Brasileirão com sete gols ao lado de Bruno Rangel, da Chapecoense.
Com a derrota, o Santa Cruz permanece com 11 pontos. Só que os pernambucanos podem sair da décima posição a depender dos outros resultados do fim de semana. Já o Palmeiras assume a liderança provisória com 19 e seca o Internacional, que encara o Figueirense, fora de casa, neste domingo. Na próxima rodada, o Tricolor recebe o Flamengo, no Arruda, enquanto o Palmeiras encara o América-MG, também em casa.

Tricolor pagou por ficar atrás

O resultado negativo dos corais pode ser explicado pelo primeiro tempo que a equipe fez em São Paulo. Com uma postura que priorizou basicamente a defesa, o Santa Cruz foi bastante pressionado na primeira etapa pelo Palmeiras, que não deu brechas para o Tricolor. É verdade que os corais tiveram alguns contra-ataques, mas foram oportunidades raras para uma equipe que encontrou muitas dificuldades para superar a forte marcação palmeirense, que obrigava os tricolores a ficarem com todos os seus jogadores na defesa em muitos momentos.
Sendo assim, não foi surpresa que o placar dos primeiros 45 minutos tenha sido de 2×0 para os paulistas. A equipe alviverde teve muito mais posse de bola e mereceu até sair com uma vantagem maior.
O gol de Grafite logo no início do segundo tempo até deu uma esperança para o Santa Cruz. Não só pela diminuição da vantagem do Palmeiras, mas pela postura mais ofensiva dos visitantes. Mesmo sem mexer nas peças do time, o técnico Milton Mendes conseguiu fazer sua equipe agredir e equilibrar mais a partida, provando que o Tricolor poderia ter adotado essa estratégia já no começo do jogo.
Mas o Palmeiras não está disputando a liderança do Brasileirão por acaso. Mesmo encarando mais dificuldades no gramado, conseguiu chegar ao terceiro gol, com Dudu. Ainda sofreu com a pressão coral nos minutos finais da partida, mas aí entrou o goleiro Fernando Prass, que salvou o clube paulista em duas oportunidades. Pior para os tricolores, que saíram com a derrota.

FICHA DO JOGO

PALMEIRAS: Fernando Prass; Jean, Edu Dracena, Vitor Hugo e Egídio; Tchê Tchê, Moisés (Thiago Santos) e Cleiton Xavier (Cristaldo); Roger Guedes, Gabriel Jesus e Dudu (Fabrício). Técnico: Cuca.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vítor (Mário Sérgio), Neris, Danny Morais e Tiago Costa; Uillian Correia, João Paulo (Wallyson) e Lelê (Daniel Costa); Arthur, Grafite e Keno. Técnico: Milton Mendes.

Local: Allianz Parques, em São Paulo (SP). Árbitro: Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (GO). Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva (GO) e Cristhian Passos Sorence (GO). Gols: Dudu (P) aos 28 e Jean (P) aos 47 minutos do primeiro tempo; Grafite (SC) aos 5 e Dudu (P) aos 19 do segundo. Amarelos: Roger Guedes (P), Néris (P) e João Paulo (SC). Vermelho: Uillian Correia (SC) – dois amarelos. Público: 34.162. Renda: R$ 2.167.071,76.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 17/6/2016

sexta-feira, 17 de junho de 2016

As devidas explicações


AS DEVIDAS EXPLICAÇÕES

Yuri de Lira

Keno afirmou que não sabia de nada sobre uma renovação que foi oficializada pelo Santa Cruz e chegou a tratar a notícia como um “boato”. Grafite externa em palavras que vai seguir no Tricolor, mas só assinou um pré-contrato até agora. No entanto, o presidente do clube, Alírio Moraes, assegura que a dupla continuará mesmo no Arruda. Para ratificarem a permanência no time coral, ambos só precisam agora assinar os chamados “contratos federativos”, documentos que são homologados na CBF.
Alírio Moraes preferiu não repercutir as declarações de Keno nesta quinta-feira. Só salientou que a extensão do contrato até dezembro de 2018 e compra de 60% dos direitos econômicos do jogador (os outros 40% pertencem ao São José-RS) estão devidamente resolvidas. O que falta “apenas” é a assinatura de documentos que fixam os valores de salários e que são arquivados na CBF. Pendência que, segundo o presidente, será solucionada no início da próxima semana.
“Não posso responder por Keno. O que eu acho que ele quis dizer é que não assinou ainda o contrato federativo, que é o que vai para a CBF. De fato, temos o contrato particular assinado por São José, Santa Cruz e Keno e estamos colhendo na segunda-feira o contrato federativo”, declarou o presidente.
Apesar de o primeiro contrato ter caráter “particular”, sendo inválido pelo rigor da Lei Desportiva, submete Keno automaticamente a estender o seu vínculo com o clube. “O contrato assinado é o contrato definitivo de cessão de 60% para o Santa Cruz pelo São José. Keno assina este documento como anuente e se obriga a renovar oportunamente a relação para 2018”, explicou, juridicamente, o mandatário.
O caso de Grafite é bem semelhante ao de Keno, O camisa 23, que encerraria vínculo no próximo dia 31 de julho, também já teve a sua permanência oficializada pelo Tricolor até dezembro de 2017. Anúncio feito em 1° de junho a partir da assinatura de um pré-contrato. “A diferença é que Grafite já do Santa, enquanto Keno estava emprestado. Ou seja, Grafite assinou um documento direto com o Santa, renovando para o fim de 2017. Falta oficializar junto à CBF”, pontuou o presidente. Essa oficialização, que garantirá definitivamente o centroavante no Arruda até o fim da temporada seguinte, também será feita no começo da próxima semana.


Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 16/6/2016

Santa renova com a Penalty


SANTA RENOVA COM A PENALTY

Artur Morais

Após muito suspense e expectativa sobre quem seria o novo fornecedor material esportivo do Santa Cruz, não ocorreu nenhuma novidade. A equipe do Arruda renovou com a Penalty até o final de 2018. A empresa já tem contrato com clube pernambucano desde 2010.
Em abril, o Tricolor fechou um pré-acordo com a empresa canadense Dry Word. Houve empolgação porque prometeram injetar R$ 7 milhões em três anos de contrato no clube e a contratação de três jogadores midiáticos para a Série A. Além disso, cogitou romper o contrato com a Penalty, onde fornece ao clube desde 2010. Mas a diretoria percebeu a dificuldade de fornecimento de materiais para outras equipes brasileiras e dois meses depois rompeu com os canadenses.
O clube também conversou com a Topper e a Umbro, mas não fechou porque as propostas eram pouco vantajosas. Com isso, sobrou a renovação com a Penalty.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 16/6/2016

Keno renovou ou não?


Fotografia de Diego Nigro / JC Imagem

KENO RENOVOU OU NÃO?

Diego Toscano
O Santa Cruz anunciou a compra dos direitos federativos de Keno, mas o atacante nega a renovação. Nesta quinta (16), no embarque da equipe para São Paulo, onde enfrenta o Palmeiras, no próximo sábado (18), pela oitava rodada da Série A, o jogador negou que tenha fechado com o Tricolor do Arruda até o final de 2018, e afirmou que ficou chateado com o vazamento da suposta extensão de vínculo.
"Vazou na imprensa, mas eu não renovei ainda. Fico chateado porque as coisas acontecem e a gente não sabe de nada. Deixo isso para os meus empresários e os diretores do Santa Cruz. Se estou aqui, é porque eles abriram a porta para mim. Mas não vou falar de uma coisa que não fiz. Eu não renovei até 2018", explicou o atacante.
O atacante, porém, não fechou as portas para uma possível renovação com o clube. "Vamos deixar para frente e ver as coisas que vão acontecer. Tenho que focar no trabalho no Santa Cruz. Tenho contrato até o final do ano e as coisas vão acontecer naturalmente", ressaltou Keno, que negou que tenha recebido propostas de outros clube. "Esse negócio de proposta é boato. Não apareceu nada. Tenho que focar no Santa."

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 16/6/2016

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Jornada 1969 já começou no Arruda


JORNADA 1969 JÁ COMEÇOU NO ARRUDA

Os profissionais do Santa Cruz reiniciaram os treinamentos, após o período de férias, com um rápido bate-bola, esta manhã no Arruda. O técnico Gradim fez rápida preleção aos atletas, dando-lhes boas vindas e conclamando a todos para que este ano sejam renovados o espírito de união e força de vontade, demonstrados em 1968.
Dona Armênia, esposa do técnico, por outro lado, seguiu esta manhã para a Guanabara, de retorno da rápida visita à nossa capital. Gradim enviou, por intermédio da mesma, instruções para que seu filho entre em entendimentos com o Fluminense, procurando saber as possibilidades da vinda do goleiro Vitório para o Santa Cruz.
Gradim estabeleceu seu plano de trabalho para o presente ano, ficando com o dia totalmente tomado. Pela manhã estará cuidando dos profissionais e aspirantes, enquanto que à tarde será dedicada à preparação dos juvenis. Sem se descuidar do quadro principal, o técnico está incumbido de dedicar uma atenção especial aos juvenis, para que deles continuem a surgir os craques indispensáveis ao sustentáculo do clube.
Dentro dos seus planos, pretende também solicitar da diretoria eleita uma melhor atenção à torcida do tricolor. O técnico ficou entusiasmado com o euforismo da massa que invadiu o Estádio da Ilha do Retiro por ocasião de uma vitória do Santa, parecendo mais a comemoração do título.
- Debaixo de um temporal a torcida esteve sempre ao nosso lado e depois de invadir o gramado, no final do jogo, tive uma pequena amostra do que acontecerá se o Santa Cruz chegar à conquista do campeonato. Acredito que com a diretoria sempre ao lado da torcida, explicando e mostrando o que está sendo feito, maior ainda será o apoio da mesma.
Frisa ainda que os torcedores corais, logo no início do seu trabalho, no ano passado, andaram exigindo a substituição desse ou daquele jogador, sem serem atendidos. Aos poucos – continua – foram compreendendo as reais condições do clube e eu passei a ser cumprimentado por todos, tornando-se comum ouvir: “Seu Gradim, nós estamos gostando do seu trabalho. Assim é que se faz”. Com motivações mais ativas o Santa Cruz vai ter em suas mãos o maior poder; representado na força total da sua torcida.
O técnico irá, gradativamente, intensificando a duração dos treinamentos da equipe, tendo em vista a aproximação do Torneio Início e, consequentemente o início do campeonato. É favorável, se possível, à realização de um amistoso antes do dia vinte e seis, para testar melhor as condições dos seus atletas.

Fonte: Diario da Noite, Recife, 09/01/1969

Santa Cruz 1 x 0 Figueirense


Fotografia de André Nery / JC Imagem

SANTA CRUZ 1 x 0 FIGUEIRENSE

Davi Saboya

Uma vitória que valeu pelos três pontos. O Santa Cruz não mostrou um bom futebol, mas consegui vencer por 1×0 o Figueirense, nesta quarta-feira (15), no Arruda, em partida válida pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. O gol da vitória foi marcado pelo meia Lelê. O goleiro Gatito Fernández foi expulso ainda na metade do primeiro tempo. O que não mudou a vida do Tricolor.
Mesmo com um jogador a mais, o Santa Cruz teve bastante dificuldade para ampliar o placar e ainda viu o adversário ter chances perigosas de empatar a partida. Os três pontos foram fundamentais para a equipe coral que conseguiu quebrar a sequência negativa de quatro jogos sem vencer na competição. O próximo jogo do Tricolor é contra o Palmeiras, sábado, às 16h, em São Paulo.

O JOGO

Santa Cruz e Figueirense começaram a partida com muita marcação e pouca criação dos dois lados. O Tricolor até tentou a pressão inicial, mas não teve sucesso. A primeira chance de perigo foi do adversário. A zaga coral vacilou, se Vitor não intercepta, Bady iria completar o passe de Dudu e abrir o placar.
O ataque do Santa Cruz até mostrava muita vontade, mas faltava qualidade no último passe. Os atacantes conseguiam rondar a grande área de Gatito Fernandes só que não completavam os lances e aparentavam bastante ansiedade na hora da conclusão. Os visitantes apenas assustavam quando a defesa tricolor falhava. Aos 20, Ferrugem roubou a bola de Uillian Correu, passou para Dudu, que dentro da grande área mandou por cima.
Três minutos depois, um milagre. Bady saiu na cara de Tiago Cardoso, tirou do goleiro, mas Neris conseguiu interceptar o lance quando a bola estava em cima da linha. Só que como diria o ditado: “Quem não faz, leva”. Aos 25, Uillian Correia passou para Grafite que deixou Lelê livre para invadir a grande área e abrir o placar.
No primeiro ataque que conseguiu encaixar, o Santa Cruz teve sucesso. Já o Figueirense sentiu o golpe após sofrer o gol. Os jogadores catarinenses ficaram bastante nervosos. Tanto que o goleiro Gatito Fernandes foi expulso após levar dois cartões amarelos. Já o Santa Cruz administrou o resultado.
Na etapa final, o Tricolor começou com tranquilidade e esperou o adversário ceder espaços. Enquanto o Figueirense, mesmo com menos um jogador, tentava o empate, o Santa Cruz apostava nos contra-ataques. Logo aos 5, João Paulo apareceu livre na entrada da grande área e bateu no canto para boa defesa do goleiro Thiago Rodrigues. Pouco tempo depois, Vitor chutou cruzado com a canhota e o arqueiro catarinense atrapalhou a equipe coral de ampliar o placar.
Mesmo com um jogador a menos, o Figueirense não estava entregue na partida. Em um vacilo da defesa coral, Werley escorou de cabeça e Guilherme Queiroz, livre na pequena área, quase que empata. O Santa Cruz administrava a partida com uma maior posse de bola, mas com a saída do atacante Grafite faltava objetividade ao ataque que apesar do grande volume não conseguia criar jogadas perigosas.
Durante os últimos minutos, o Santa Cruz até que tentou aumentar a vantagem no placar, mas não teve jeito. O máximo que conseguiu levar perigo ao adversário foi com chutes de fora da área. Restou ao Tricolor se defender para não sofrer o empate do Figueirense que tentou até o final do jogo o empate.

FICHA TÉCNICA

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vitor, Neris, Danny Morais, Tiago Costa; Uillian Correira, João Paulo, Lelê (Leandrinho); Arthur (Léo Moura), Wallyson e Grafite (Fernando Gabriel). Técnico: Milton Mendes.

FIGUEIRENSE: Gatito Fernández; Jefferson, Werley, Bruno Alves, Marquinhos Pedroso; Elicarlos, Ferrugem, Bady; Dodô (Lins), Dudu (Thiago Rodrigues) e Ermel (Guilherme Queiroz). Técnico: Vinicius Eutrópio.

Local: Arruda, Recife (PE). Árbitro: Marcelo Aparecido de Souza (SP). Assistentes:Anderson José de Moraes Coelho e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (ambos de SP). Cartões amarelos: Neris, Tiago Costa e Fernando Gabriel (Santa Cruz). Marquinhos Pedroso, Dudu, Gatito Fernández (Figueirense). Cartão vermelho: Gatito Fernanández (Figueirense). Gol: Lelê aos 25′ do 1ºT. Público: 10.019 torcedores. Renda:R$128.510.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 15/6/2016

terça-feira, 14 de junho de 2016

Com mais dificuldade para finalizar e desarmar


COM MAIS DIFICULDADE PARA FINALIZAR E DESARMAR

Wladmir Paulino

O número ainda bom, mas ajuda a dar uma luz sobre os motivos que jogaram o Santa Cruz no atual jejum de gols e vitórias no Brasileirão. A relação finalização/gol, quase dobrou em relação ao índice da quarta rodada. O Tricolor precisava chutar 2,5 vezes para conseguir um gol. Hoje, esse número é de 4,36. Ainda é um bom número, mas é um indicativo de que algo precisa ser melhorado.
Lá atrás, na hora de defender também é preciso observar com cuidado um aspecto fundamental para evitar que os adversários cheguem com perigo próximos de Tiago Cardoso: o desarme. Nos últimos jogos na época das vacas gordas – contra Cruzeiro e Chapecoense – o Santa desarmou corretamente, 22 e 23 vezes, respectivamente.
Contra Sport, Atlético Paranaense e Santos esse número desabou. Diante do rival local foi de apenas cinco. Contra os paranenses, 11. No domingo, aumentou mais um, indo para 12, mas muito abaixo do que já fez.
Esses últimos jogos foram cruciais para o Tricolor despencar no ranking do Brasileiro nesse fundamento. O time é apenas o 18º que melhor desarma na competição, com um total de 101. É óbvio que apenas um índice não explica tudo, mas o Internacional, atual líder da competição é o segundo melhor ‘ladrão’, com 141, apenas três a menos que o Cruzeiro.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 14/6/2016

Keno fica!


KENO FICA!

Santa Cruz compra 60% dos direitos econômicos de Keno, que segue no Arruda até o fim de 2018
Atacante enfim assinou contrato, oficializando a renovação com o Tricolor e espantando o fantasma de sondagens que podiam tirá-lo do clube.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

"Lobo Mau" vai para o Arruda


O treinador Palmeira

“LOBO MAU” VAI PARA O ARRUDA

O Santa Cruz, trabalhando em silêncio, já contratou os serviços de Palmeira, ex-treinador do Sport, que ocupará as funções de gerente dos interesses profissionais do clube. A Gradim, foram prometidas todas as condições, dentro do aproveitamento da chamada prata da casa, para que o clube entre fervendo em 69. De início, o técnico pediu um goleiro e um atacante. Vitório, do Fluminense, e Mirobaldo, do Confiança, serão os primeiros a ser sondados por Palmeira. Um conselho de Gradim foi visto com bastante simpatia: “É preciso ver os dois lados dos jogadores: o técnico e o moral”.

O técnico Gradim estava jantando com dona Armênia, sua esposa, e ao mesmo tempo assistia sua novela preferida na TV, quando, de repente, Armando Coentro e Rodolfo Aguiar bateram à porta do seu apartamento. O convite foi rápido: - “Gradim precisamos de sua presença agora mesmo numa reunião informal”.
O trio entrou no automóvel e poucos minutos depois estava se juntando ao restante do grupo. O local foi a sala 601 do Edifício Almare-Anexo. A grande surpresa foi a presença de Palmeira, ex-técnico do Sport, que de imediato foi apresentado a Gradim. O “Lobo Mau” estava para ser contratado para o cargo de gerente dos interesses profissionais do Santa, e Gradim opinaria se havia alguma restrição. Não houve e depois seguiram-se várias perguntas ao treinador, entre elas o que ele desejava para o Santa ser campeão este ano.
O técnico tricolor foi bastante claro, de início, explicando que estaria de acordo com tudo, alertando no entanto, que no seu trabalho não admitiria interferência. Negib Correia Lima, à frente do grupo, onde também figuravam Mariano Carneiro da Cunha, Alfredo Ramos, Vanildo Coelho, Rodolfo Aguiar, Júlio Romangueira e Armando Coentro, fez ver a Gradim que a missão de Palmeira no clube era simplesmente administrativa e sua tarefa de contratação de jogadores não seria executada sem o seu conhecimento me parecer favorável.
A reunião estava prevista para as 15h30m de ontem e a presença de Gradim era solicitada através de um bilhete de Negib Correia Lima. Como o técnico estava com seu carro na oficina, somente às 19h foi que tomou conhecimento da mesma. Às 20h era iniciada a reunião informal,que se prolongou até às 21h.
Uma longa exposição foi feita, levando ao conhecimento do técnico das metas a serem cumpridas no ano de 69. As indagações partiam de ambos os lados, procurando esclarecer as necessidades para o clube voltar a conquistar a hegemonia do futebol pernambucano, proporcionando alegrias a sua enorme torcida.
- Gradim, você pode acumular as funções, tomando conta dos juvenis?
- Terei imenso prazer, continuando desta forma também, atendendo ao pedido do sr. Luiz Inácio.
Um psicólogo para o clube foi oferecido. De início, Gradim foi contrário, mas, cientificado de que se tratava de um médico tricolor – Marcos Valença, não fez mais objeção. Um preparador físico também foi ofertado, mas aí houve mesmo reação do técnico, que prefere trabalhar sozinho, ocupando todo o seu tempo disponível, tendo apenas a ajuda de Amauri Santos.
Para reforçar a equipe, atendendo às solicitações, o técnico indicou o nome do goleiro Vitório, do Fluminense carioca, e Mirobaldo, atacante do Confiança. Palmeira dentro das normas que ficaram praticamente delineadas, deverá seguir dentro de alguns dias com destino a Sergipe, indo depois para a Bahia e São Paulo.
Gradim, ainda na ocasião, fez ver a necessidade de contratar homens de meio-de-campo, explicando porém que seu ideal era formá-lo com Noberto e Salim, caso haja disponibilidade de outras peças para o ataque. Os dirigentes prometeram completa reformulação do Departamento Médico do clube, fazendo ver, com euforismo, a necessidade de partir-se cedo para dar todas as condições de sair da fase triste de insucessos que caminha célere para os dez anos.
Armando Coentro informou que já estão assegurados até agora os 110 conselheiros, todos selecionados, em busca de “formar uma verdadeira máquina administrativa, sempre unida e procurando colocar o clube no verdadeiro lugar”. Para sexta-feira, está anunciada uma reunião extraordinária na sede do clube, quando será efetuada uma radical transformação nos estatutos do Santa Cruz.
Gradim e Palmeira foram apresentados e cada qual ficou ciente das suas funções, sem interferências. Armando Coentro, Negib Correia Lima, Rodolfo Aguiar e Alfredo Ramos são vistos entre outros, na reunião em que ficou delineada a arrancada do Santa em busca do título 69. Reforços e condições outras serão colocadas à disposição de Gradim.

Fonte: Diario da Noite, Recife, 09/01/1969

Santa Cruz 0 x 2 Santos


Fotografia de Diego Nigro / JC Imagem

SANTA CRUZ 0 x 2 SANTOS

Vladmir Paulino

O Santa Cruz perdeu para o Santos por 2×0 e perdeu uma ótima chance de recuperar-se no Campeonato Brasileiro. Pior ainda, o fiasco aumentou o jejum de gols para três partidas e desabou a equipe para o 14º lugar na competição. Na próxima quarta-feira (15), o Tricolor recebe o Figueirense, em casa, com a responsabilidade de voltar a somar pontos para não ficar muito perto da zona de rebaixamento.
O meio de campo descaracterizado pela suspensão de Uillian Correia e contusão de Keno – forçou o deslocamento de Lelê para o setor ofensivo – foi fatal para os tricolores no primeiro tempo. Ao mesmo tempo em que comprometeu a criação também deixou o Santos com mais posse de bola do que normalmente o Tricolor permite aos seus adversários. Embora o time visitante estivesse até mais desfalcado que os pernambucanos, manteve a bola muito perto de Tiago Cardoso.
E foi por isso que saiu o gol. O Peixe passou quase cem por cento dos 48 minutos rodando a bola de um lado para o outro perto da área e, aos 45, Joel ajeitou para Zeca soltar uma bomba de fora da área e fazer 1×0. Os corais, quando desarmavam tinham imensa dificuldade para conectar o contra-ataque. O jogador com a bola não tinha as opções – normalmente era João Paulo -, pois Bolaño ficava muito atrás e Lelê entrava na linha dos atacantes. João Paulo tentou de longe e Arthur, na tentativa de finalizar um cruzamento bateu com o joelho nas costelas de Vanderlei. E a indigente produção ofensiva coral ficou por aí mesmo.
O técnico Milton Mendes voltou para o segundo tempo arriscando tudo. Tirou Bolaño e Bruno Moraes para acionar Leandrinho e Wallyson, respectivamente. As alterações fizeram efeito mas o prazo de validade foi curto demais. Começou com Arthur tirando tinta da trave direita e terminou com uma lambança de Wallyson e Lelê. O primeiro entrou na área e tentou driblar o goleiro. Lelê vinha tão rápido que chocou-se com a bola, que tomou o rumo da linha de fundo.
Quando o Santos bateu o tiro de meta dessa jogada marcou o segundo. Vítor Bueno arrancou pela esquerda e chutou rasteiro. Tiago Cardoso deu rebote nos pés de Joel. Ele só teve o trabalho de empurrar para o gol aberto. O segundo gol abalou bastante o Tricolor. Some-se a isso o encolhimento quase total do Santos e o que se viu foi um time cruzando bolas na área e, quando tentava entrar pelo corredor central, caindo na marcação sempre dobrada do adversário

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Léo Moura, Neris, Danny Morais e Tiago Costa; Alex Bolaño, João Paulo e Fernando Gabriel (Daniel Costa); Lelê, Bruno Moraes e Arthur. Técnico: Milton Mendes.

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia, Léo Cittadini (Serginho) e Vitor Bueno; Paulinho (Ronaldo Mendes) e Joel (Elano). Técnico: Dorival Júnior.

Local: Arruda. Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO). Assistentes: Bruno Raphael Pires e Leone Carvalho Rocha (ambos de GO). Gols: Zeca, aos 45 do primeiro tempo. Joel; aos 19 do segundo. Cartões amarelos: Wallyson, Paulinho e Zeca. Público: 16.464.

Fonte: Blog do Torcedor, Jornal do Commercio, Recife, 12/6/2016

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Destaque na Bola de Prata


Fotografia de Diego Nigro / JC Imagem

DESTAQUE NA BOLA DE PRATA

Diego Toscano

A arrancada do Santa Cruz nas primeiras rodadas da Série A colocou os tricolores no topo de um dos mais conceituados prêmios do futebol brasileiro. No Bola de Prata, que elege os melhores jogadores do Brasileiro desde 1970, nove jogadores, além do técnico Milton Mendes, estão entre os destaques da premiação, promovida pela Revista Placar.
Entre os goleiros, Tiago Cardoso é o segundo melhor, com 6,5 de média. Na zaga, Neris lidera a lista (6,25), enquanto Tiago Costa é o quinto na lateral-esquerda (6,2). Na cabeça de área, Uillian Correia é o oitavo melhor volante, com 6,17. No ataque, dois tricolores: o vice-líder Grafite (6,83) e o sexto lugar Keno (6,33). Já Milton Mendes, com 6,17, ocupa a quinta posição entre os técnicos.
Na Bola de Ouro, prêmio para o melhor do campeonato, Grafite (2º lugar) e Tiago Cardoso (7º), estão na disputa. O atacante lidera a lista dos jogadores com mais de 35 anos, que tem Léo Moura na oitava posição. Fechando as categorias, o zagueiro Neris e o meia Fernando Gabriel são destaques entre os estreantes na Série A, na segunda e décima posições, respectivamente.

Fonte: Blog do Torcedor, Jornal do Commercio, Recfe, 09/6/2016

quinta-feira, 9 de junho de 2016

1969: Santa arranca para o título


1969: SANTA ARRANCA PARA O TÍTULO

Como o que se diz é que o Santa Cruz só é campeão de dez em dez anos, os dirigentes corais passaram a levar mais a sério os problemas do clube e estão arregimentando forças para dar ao mais querido o título máximo da temporada que se aproxima. A grande tarefa é reunir todos os tricolores, e isso já está sendo feito. Nomes expressivos figuram na lista do Conselho coral, também para ocupar alguns postos de comando, havendo uma adesão nunca vista no clube do Arruda.
A reunião da diretoria do Santa Cruz, marcada para amanhã, à noite, no Arruda, está sendo considerada como o dia D, nos destinos do clube, pela importância com que se reveste. Embora não haja desacordos entre os tricolores, pois, praticamente, está definido que haverá um único candidato à presidência, o grupo de trabalho encarregado de conseguir novos conselheiros vai apresentar tudo que já existe de concreto, visando o soerguimento do clube das multidões.
Negib Correia Lima, ao lado de Armando Coentro e outros tricolores, está encabeçando o movimento renovador, na ansia de que o clube conquiste o título máximo de futebol este ano. Espera-se ultrapassar o número de conselheiros pretendidos, com os contatos a serem mantidos ainda hoje e por todo o dia de amanhã. Os ociosos, dentro do novo esquema tricolor, não vão ter vez este ano.
A decisão dos tricolores está sendo monopolizando as atenções da torcida, principalmente pela pacificação que existe entre os seus homens, sem desejos de aparecer e sempre buscando planos que venham deixar o clube numa posição de destaque no cenário esportivo do Estado. A política de economia, sem grandes contratações, anunciadas pelos outros concorrentes, deixa os corais mais esperançosos.
A permanência de Gradim à frente da equipe está assegurada e o pensamento dos tricolores é assegurar-lhe também melhores condições de trabalho. Reconhecido, unanimemente, de que não poderia ter feito mais pelo clube do que fez o ano passado, o técnico do Santa Cruz demonstra sua satisfação pelo movimento atual.
Gradim almoçou com Valdomiro Silva na granja deste e o assunto dominante foi o futebol tricolor. Confessava o técnico, na ocasião, sua confiança na equipe para a jornada de 69. Admirador incondicional do poder jovem, salientou que o atual plantel sob sua direção lhe proporcionou bastante alegria e que durante sua carreira jamais encontrara rapazes tão dedicados e com vontade de vencer.
A presidência tricolor deverá ficar mesmo com Aristófanes, em candidatura única, como até agora está decidido. O comando do Conselho Deliberativo ficará a cargo de Alfredo Ramos, ambos com apoio irrestrito dos demais dirigentes. Aristófanes, no entanto, ainda está tentando conseguir outro desportista que apresente melhores condições de dirigir os destinos do clube, mas, por outro lado, está comprometido de ficar com o alto posto, caso não apareça mais ninguém.
Considera muito árdua a missão de dirigir um clube, mas está disposto a dar o máximo dos seus esforços, caso fique definitivamente decidida sua candidatura. Pretendia o desportista ficar somente com a Comissão Patrimonial, acelerando em 69 as obras de construção do estádio, no entanto, acumulará as duas funções, numa autentica prova de fogo à sua capacidade administrativa.
O grupo que está congregando só antigos e tradicionais tricolores, esquecidos há anos, espera e convida todos os interessados nos destinos do clube a comparecerem a reunião de amanhã, à noite, na sede do Arruda. Os nomes dos 120 conselheiros poderão ser conhecidos naquela ocasião, esperando-se inclusive aumentar-se esse número, atingindo até 160, cada um cooperando com uma taxa miníma de trinta cruzeiros novos mensais.

Fonte: Diario da Noite, Recife, 07/01/1969

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Um novo Santa vem aí?


UM NOVO SANTA VEM AÍ?

Yuri de Lira

Quando chegou no Santa Cruz, no fim de março, Milton Mendes não trouxe reforços ao clube. Muito também porque a janela de transferências para a Copa do Nordeste já estava trancada. Mas agora o técnico vem dando a sua cara para o time pernambucano. Já trouxe seis jogadores para o Arruda. Além disso, o zagueiro Leonardo já acertou as contas com a diretoria e deixou o Tricolor. O atleta, que teve o seu desligamento confirmado oficialmente ontem, não deve ser o único a sair. Mais saídas e chegadas vão acontecer e o antes intacto elenco passará por reformas.
Até então, o lateral esquerdo Roberto, o volante Alex Bolaño, o meia Fernando Gabriel, o atacante Everaldo e o lateral direito Mário Sérgio foram trazidos por Mendes. Esse último apresentado oficialmente ontem, diga-se. O experiente meia Marcinho segue treinando no Arruda para também assinar contrato (mas só caso alcance uma condição física suficiente para jogar). As prioridades do treinador e da direção agora são defensores. Wanderson, do Atlético-PR, é um zagueiro cotado. Negócios com bom custo-benefício e que possam render atletas para outros setores também deverão ser estudados. A exemplo do atacante Marion, que pertence ao Atlético-MG, e está em negociação com os corais.
Milton Mendes já havia sinalizado a possibilidade de um “rodízio” entre os titulares para evitar desgaste e contusões nos jogadores. Então, a fim de aumentar o seu leque de opções quando o elenco precisará de fato rodar, não se furta em destacar a necessidade de contratações. “Nós precisamos reforçar. Você acha que com o plantel que nós temos hoje conseguiremos ir ao fim do campeonato bem? Nós precisamos de peças. Todos sabem disso e os jogadores estão cientes disso. O mercado está aí”, falou o técnico.
Por outro lado, treinador e diretoria não falam abertamente em saídas de peças. Não condicionam a vinda de reforços a estes desligamentos. Contudo, a cúpula coral vem estudando as dispensas de peças inutilizadas ou com mau rendimento. O comandante avisa, porém, que não quer ter um elenco muito cheio.
“Às vezes, é normal que entrem alguns jogadores. Quando existe um inchaço de plantel isso é normal. Isso é em todos os lugares.” Essas saídas não podem ser unicamente demissões. Emprestar os preteridos ou liberar para times que tenham interesses neles é também uma maneira de diminuir encargos trabalhistas. “O América-MG veio atrás de jogadores do clube. Outras equipes estão atrás”, revelou Mendes.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 08/6/2016

Turbulência


TURBULÊNCIA

Paulo Henrique Tavares

Os bastidores do Arruda andaram turbulentos nos últimos dias. Através da Imprensa, surgiram informações de que existiam, no vestiário da equipe, problemas de relacionamento entre o técnico Milton Mendes e alguns de seus comandados, e até com membros da diretoria do clube. Nesta terça (7), o treinador tricolor reservou um tempo considerável de sua entrevista coletiva - que durou cerca de 40 minutos - para comentar os fatos, classificados como "mentirosos".
Antes do jogo do Santa Cruz com o Atlético-PR, no último sábado, a diretoria do clube emitiu uma nota oficial rejeitando a existência de qualquer turbulência em seus bastidores. Milton Mendes foi ainda mais incisivo: "Isso (os conflitos) é completamente mentira". Os problemas internos envolviam os nomes de dois personagens: o zagueiro Leonardo e o gerente de futebol Ataíde Macedo. Milton chegou a ironizar atrito com ambos.
"Não briguei com Leonardo. Chamei a atenção do Leonardo durante um treino", disse. Sobre Ataíde, Mendes afirmou nunca ter pedido a sua saída. "Nunca pedi demissão do Ataíde. Ataíde é um dos caras que mais gosto", pontuou, sob algumas risadas. Ainda em relação ao zagueiro, ontem, o treinador chegou a reafirmar o seu desligamento do clube, que aconteceu na noite da última segunda-feira. Mendes finalizou o assunto destacando que problemas de relacionamento são naturais em uma convivência, mas nada que ultrapasse os limites. "É como se fosse numa casa, com a família."

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 07/6/2016

terça-feira, 7 de junho de 2016

Jogo no Dia dos Namorados


JOGO NO DIA DOS NAMORADOS

Yuri de Lira
Se o Dia dos Namorados poderia ser uma desculpa para o torcedor não comparecer ao jogo do Santa Cruz às 19h do próximo domingo, não será mais após iniciativa da direção. O clube resolveu fazer uma promoção para os “apaixonados” tricolores no jogo contra o Santos, no Arruda. Pagando apenas R$ 15, o casal tem acesso à arquibancada superior do estádio.
Os preços destrinchados dos outros setores do Arruda para o duelo com o Peixe ainda não foram divulgados pelo Santa Cruz. O clube só tornará publico os valores nesta terça-feira pela manhã.
A partida ganhou contornos importantes para a equipe coral. Há dois jogos sem vencer e 219 minutos sem balançar as redes, o Tricolor do Arruda mira a recuperação no Campeonato Brasileiro.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 06/6/2016

A dispensa de Leonardo


Fotografia de Felipe Ribeiro / Folha PE

A DISPENSA DE LEONARDO

Paulo Henrique Tavares
A primeira dispensa da "Era Milton Mendes" deve ser confirmada nesta terça (7). O zagueiro Leonardo, contratado no início da temporada, não fará mais parte do elenco do Santa Cruz. O atleta fez 10 partidas pelo time, sendo titular em todas. Seu último jogo oficial, no entanto, foi no dia 31 de março, quando os corais enfrentaram o Ceará, e venceram por 2x1.
Leonardo teve mais chances quando o treinador tricolor era Marcelo Martelotte. Com a chegada de Milton Mendes, o jogador perdeu espaço. A defesa do Santa Cruz acabou consolidada com Neris e Danny Morais. Nos bastidores, fala-se que houve problemas internos entre o comandante e o jogador.
O último clube de Leonardo foi o Santos, em 2015. O defensor, de 30 anos, passou por outros, como São Caetano, Shaktar Donetsk/UCR, Avaí e Criciúma. A diretoria do Santa Cruz trabalha para a contratação de outro zagueiro.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 06/6/2016

Relação finalização/gol em queda


Fotografia de Diego Nigro / JC Imagem

RELAÇÃO FINALIZAÇÃO/GOL EM QUEDA

Wladmir Paulino
Por um lado, o Santa Cruz que perdeu para o Atlético Paranaense por 1×0 na Arena da Baixada foi fiel aos princípios que o fizeram largar bem no Brasileirão. Mas um deles foi negado. E foi fatal: finalização. Mais especificamente a relação finalização/gol, algo que caiu nos jogos mais recentes. Nas três últimas rodadas, os corais marcaram apenas um gol, no empate por 1×1 com a Chapecoense. Isso num total de 19 finalizações.
Até a goleada por 4×1 sobre o Cruzeiro, último jogo em que o Tricolor esteve na liderança, essa relação era a melhor da competição. Em 21 tentativas o Santa havia marcado dez gols, estabelecendo a incrível marca de duas finalizações necessárias para marcar. Essa média até foi mantida na Arena Condá mas despencou no clássico com o Sport e na Arena da Baixada.
Não que as oportunidades tenham diminuído. Foram sete contra os leoninos e outras 11 com o Furacão. O problema é que a bola não entrou. Dessas 11, apenas foram na direção do gol. O Atlético tentou 13 vezes e numa delas conseguiu vencer Tiago Cardoso. Outra prova do problema ofensivo é o atacante Grafite. Ele foi o atleta que mais errou passes na partida (8).
Nos demais fundamentos, o Tricolor manteve sua ‘cara’ em abrir mão da posse de bola para usar o contra-ataque. O time teve 43,3% da posse. Mesmo assim, o mapa de calor mostra que o time de Paulo Autuori não conseguiu pressionar, pois concentrou seu jogo na região de meio de campo. Outro indicativo disso é o ranking dos melhores passadores. O quarteto defensivo paranaense e o volante Deivid lideraram o fundamento.

Fonte: Blog do Torcedor, Jornal do Commercio, Recife, 05/6/2016

segunda-feira, 6 de junho de 2016

1969: - O homem é Aristófanes


1969: - O HOMEM É ARISTÓFANES

O dirigente Valdomiro Silva, do Santa Cruz, acredita que a candidatura de Aristófanes de Andrade à presidência do clube é a solução mais viável para os tricolores. O nome do atual presidente da comissão patrimonial é visto com simpatia por grande parte dos santacruzenses, principalmente pelo papel que vem desempenhando na construção do Estádio do Arruda.

A grande meta do sr. Luiz Ignácio Pessoa de Melo, que deveria ser atingida este ano, era dar melhores condições de vida aos jogadores do Santa Cruz, segundo revelou Valdomiro Silva que privava da amizade do desportista, recentemente falecido.
Cita o atual dirigente que pretende cooperar e conclama os demais companheiros e torcida para se unirem em torno desse empreendimento, que seria uma homenagem justa àquele que em vida sempre amou o clube das três cores.
Ainda tristonho com o passamento do companheiro, Valdomiro conta que somente a presença de Luiz Ignácio era uma segurança para os destinos do clube, pois ele prestigiava e era a favor do aproveitamento do atleta da casa. O Departamento de Amadores também sofreu um enorme abalo com o seu desaparecimento.
As eleições do próximo dia dez continuam na ordem do dia entre os tricolores e o nome mais indicado para suceder a José Albuquerque é o do sr. Aristófanes de Andrade, que acumularia assim dois cargos: o de presidente executivo e presidente da comissão patrimonial.
Alguns tricolores pensam em conseguir um outro candidato, para evitar o acúmulo de trabalho para Aristófanes, temendo-se que haja prejuízo com uma possível solução de continuidade.
Valdomiro não sabe ainda se poderá colaborar, com trabalho, na próxima gestão, porque a ampliação de sua indústria, segundo ele, deverá tomar todo e qualquer tempo disponível. Afirma, todavia, que o certo mesmo é sua colaboração financeira, da mesma forma que vem efetuando há alguns anos.
- “Agora, mais do que nunca, é preciso união entre os tricolores. Pessoas inteligentes e com tempo disponível devem ocupar os postos-chaves do clube, para uma ajuda concreta ao executivo”.
Aristófanes, por outro lado, vai aos poucos concluindo seus planos, que deverá por em execução, caso venha assumir a presidência do clube. Pensa em reformular o quadro de Conselheiros, angariando promessas firmadas de trabalhar em benefício do clube. Aqueles que faltarem a três reuniões consecutivas, sem motivo justo, serão automaticamente eliminados, dando vez aos que de fato desejam colaborar.
É ainda Valdomiro, que depois de apoiar sem restrições o nome de Aristófanes, lembra o nome de Fernando Neves para ser convocado. A dedicação e inteligência daquele desportista, no setor de amadorismo do clube, deve ser aproveitada no setor de futebol, acrescenta. O nome de Ferando é visto com simpatia pelos outros tricolores, sendo provável o seu aproveitamento numa das vice-presidências que se tentará criar na nova gestão.
O técnico Gradim, por outro lado, está traçando planos, a fim de trazer sua família para o Recife. Dona Eugênia, sua esposa, atualmente nesta cidade, representa mais um incentivo ao trabalho fecundo que Gradim vem desenvolvendo no clube das multidões. Está praticamente acertada a permanência da família de Gradim, com rês dos seus filhos, no Recife, por doze meses.

Fonte: Diario de Noite, Recife, 03/01/1969

domingo, 5 de junho de 2016

Atlético Paranaense 1 x 0 Santa Cruz


ATLÉTICO PARANAENSE 1 x 0 SANTA CRUZ

Wladmir Paulino

O Santa Cruz foi fiel ao seu estilo em deixar a bola com o adversário e buscar a eficácia nos contra-ataques. Mas a segunda parte do plano não funcionou e o time do Arruda sofreu sua segunda derrota no Brasileirão ao cair por 1×0 diante do Atlético Paranaense, na Arena da Baixada, em Curitiba, pela sexta rodada. Os corais voltam a jogar em casa no próximo domingo (12). O adversário será o Santos.
As saídas de Arthur e, principalmente, Keno, provocaram efeitos diferentes no nos setores defensivo e ofensivo do Santa Cruz. Sem a bola, para se defender, os corais não apresentaram queda. Tanto Everaldo quanto Wallyson recuavam para fechar a linha de meio com Uillian, João Paulo e Lelê. O problema aparecia quando o Tricolor retomava a bola. Cadê a velocidade para chegar lá na frente em condições para Grafite finalizar?
Uillian Correia e João Paulo tomavam a bola, Lelê partia para o ataque mas seus companheiros das pontas não acompanhavam. O Atlético usava muito a bola longa e facilitava a vida do Santa. Esboçava algum perigo nas tabelas rápidas pelo meio. Mas só levou perigo mesmo num rebote que Vinícius aproveitou e chutou raspando a trave direita aos 31 minutos. O Santa começou a mostrar mais serviço ofensivo nos dez minutos finais quando Léo Moura saiu da toca e deu mais amplitude à organização ofensiva coral. Everaldo e Tiago Costa pararam em Weverton. Já Vinícius assustou Tiago Cardoso novamente, e do mesmo jeito, aproveitando rebote.
O segundo tempo começou como terminara o primeiro: os dois times mais dispostos a atacar e dando espaço para os contra-ataques. Depois de cinco minutos com mais erros do que acertos, Uillian Correia encontrou Everaldo lá no lado esquerdo. Ele entrou na árae mas perdeu a passada da bola e na hora de chutar mandou por cima. O Furacão deu o troco com gol. Aos 13, o time da casa tentou por todos os lados até Deivid pegar o rebote da entrada da área e acertar o ângulo direito de Tiago Cardoso. Não dava mais tempo para esperar e Milton Mendes teve que acionar seus ponteiros titulares. Keno e Arthur entraram nos lugares de Everaldo e Wallyson.
Coincidência ou não, Grafite nunca ficou tão perto do gol na partida quanto aconteceu aos 20 minutos. Keno cruzou rasteiro e o artilheiro coral emendou rasteiro, para fora. Mas o preço de ser afoito era deixar o adversário contra-atacar. Aliás, como aconteceu no clássico com o Sport. O Atlético-PR teve espaço entre as linhas de defesa e mio do Santa e numa delas André Lima deixou Nikão cara a cara com Tiago Cardoso. O paredão coral foi preciso na hora de esticar o braço direito e evitar o gol aos 29 minutos.
Aos 38, o técnico tricolor foi para o tudo ou nada, adotando o sistema retrô (4-2-4) com a entrada de Bruno Moraes no lugar de João Paulo. Mas o Atlético encolheu-se e limitou-se a espanar bolas e garantir o resultado.

FICHA DO JOGO

ATLÉTICO-PR: Weverton; Léo, Thiago Heleno, Wanderson e Sidcley; Otávio, Deivid e Vinícius; Ewandro (Giovany), Nikão (Marcos Guilherme) e Walter (Anderé Lima). Técnico: Paulo Autuori.

Santa Cruz: Tiago Cardoso; Léo Moura, Néris, Danny Moraes e Tiago Costa; Uillian Correia, João Paulo (Bruno Moraes) e Wallyson (Arthur); Lelê, Everaldo (Keno) e Grafite. Técnico: Milton Mendes.

Local: Arena da Baixada, Curitiba (PR). Árbitro: Wagner Reway (MT). Auxiliares: Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Fábio Rodrigo Rubinho (MT). Gol: Deivid, aos seis do segundo tempo. Cartão amarelo: Danny Moraes.

Fonte: Blog do Torcedor, Jornal do Commercio, Recife, 04/6/2016
  

sábado, 4 de junho de 2016

Que venha o Vasco!


QUE VENHA O VASCO!

Yuri de Lira

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou no início da noite desta sexta-feira a data e horário dos jogos do Santa Cruz contra o Vasco da Gama, pela terceira fase da Copa do Brasil. A partida de ida é em São Januário, no Rio de Janeiro, e está agendada para as 21h45 de 13 de julho - uma quarta-feira. Exatamente uma semana depois, o Tricolor recebe o Cruzmaltino na mesma hora, mas no estádio do Arruda.
Por ter chegado à terceira fase do torneio, o Santa já garantiu R$ 1,56 milhão em cotas. Se passar e chegar às oitavas de final, receberá mais R$ 840 mil. Irá igualar também a sua melhor campanha no torneio.
Chegou sete vezes na história entre os 16 melhores da competição, a última em 2010. Mas caso o Santa Cruz seja eliminado para o Vasco, estará automaticamente classificado de forma inédita para esta edição da Copa Sul-Americana.

Os jogos:
13/07
Vasco x Santa Cruz
São Janurário, 21h45

20/07
Santa Cruz x Vasco
Arruda, 21h45

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 03/6/2016

Nossos números na Série A 2016


Fotografia de Flávio Japa / Folha PE

NOSSOS NÚMEROS NA SÉRIE A 2016

William Tavares
Atual sétimo colocado da Série A do Campeonato Brasileiro, com oito pontos, o Santa Cruz ostenta alguns dados pouco empolgantes na competição. Embora tenha o melhor ataque do torneio, ao lado do Palmeiras, com 11 gols, a equipe é a campeã de cartões amarelos recebidos, além de ser uma das mais faltosas da competição. Em compensação, o Tricolor ainda não cometeu nenhum pênalti, mas seus jogadores já foram derrubados na área em três oportunidades.

Confira alguns números do Santa Cruz nas cinco primeiras rodadas do Brasileirão.

Passes certos: 1.135 (18º clube que mais acertou) - Jogador que mais acerta: Uilian Correia (130)
Finalizações certas: 16 (19º clube que mais acertou) - Jogador que mais acerta: Grafite (6)
Gols marcados: 11 (1º ao lado do Palmeiras) - Artilheiro: Grafite (6)
Gols sofridos: 6 (11º clube que mais sofreu)
Assistências: (7) - Maior passador: Keno (3)
Cruzamentos certos: 16 (19º clube que mais acertou) - Quem mais acertou: Keno (4)
Desarmes certos: 78 (16º clube que mais acertou) - Uilian Correia (13)
Faltas cometidas: 91 (4º clube que mais cometeu) - Grafite (16)
Faltas recebidas: 80 (7º clube que mais recebeu) - Keno (10)
Cartões amarelos: 21 (1º clube que mais recebeu) - Tiago Costa (3)
Cartões vermelhos: 1 (7º clube que mais recebeu) - Roberto
Pênaltis recebidos: 3 (2º clube que mais recebeu) - Quem mais sofreu: Grafite (2)
Pênaltis cometidos: Nenhum
Escanteios: 19 (17º)
Impedimentos: 11 (6º) - Quem mais ficou impedido: Grafite (7)

Fonte: Folha de Pernambucvo, Recife, 03/6/2016

Para apagar a má impressão


Fotografia de Diego Nigro / JC Imagem

PARA APAGAR A MÁ IMPRESSÃO

Thiago Wagner
Vencer o Atlético-PR, neste sábado, às 16h, na Arena da Baixada, é importante para o Santa Cruz não só em termos de classificação no Brasileirão. Os corais precisam da vitória também para apagar a má impressão deixada no clássico contra o Sport, na última quarta-feira, no Arruda. No duelo com o Leão, os tricolores jogaram muito mal e perderam de 1×0. Logo, nada melhor do que ganhar fora de casa para desfazer a imagem deixada no último jogo. Isso ainda faria o Santa subir um pouco na tabela. Atualmente, o Tricolor é o sétimo com oito pontos. O adversário está na vice-lanterna com quatro.

Mudanças na equipe do Santa Cruz
Para esta partida, o técnico Milton Mendes vai fazer algumas mudanças em relação ao time que perdeu o clássico. Saem Alemão e Roberto, este suspenso pela expulsão contra o Sport, e entram Néris e Tiago Costa respectivamente. Já o restante da equipe deve ser a mesma. Assim, o Santa Cruz deve ir com a seguinte escalação: Tiago Cardoso; Léo Moura, Néris, Danny Moraes e Tiago Costa; Uillian Correia, João Paulo e Wallyson; Keno, Arthur e Grafite. O treinador, porém, não confirmou esse time. Prefere esperar alguns exames físicos para saber se pode contar com todos como planeja.
“Não temos ainda definido. Vamos fazer exames com Keno e Arthur. Temos sequências de jogos e sentiu-se um pouco. Vamos esperar exames amanhã”, disse o comandante tricolor.
Grafite como esperança de gols
Com seis gols na Série A, o atacante Grafite é a principal esperança de gols do Santa Cruz. A expectativa é que ele esteja em dia de artilheiro para a vitória sair. Além disso, fica a torcida dos corais para que ele se isole na artilharia da competição. Atualmente, ele divide a ponta com Bruno Rangel, da Chapecoense.

Adversário em má fase
O Atlético-PR vem em baixa na temporada. Só venceu uma no Brasileirão e está na zona de rebaixamento. Por isso, só a vitória interessa neste sábado. Como todo time em má fase, o Furacão busca reforços para reagir no campeonato. Enquanto isso não ocorre, vai trabalhando com o que tem à disposição.

Fonte: Blog do Torcedor, Jornal do Commercio, Recife, 03/6/2016

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Santa Cruz 0 x 1 Sport


Fotografia de Diego Nigro / JC Imagem

SANTA CRUZ 0 x 1 SPORT

Thiago Wagner
Talvez nem o rubro-negro mais otimista esperava que o anúncio do atacante Edmilson seria o responsável pelo fim do jejum de oito jogos sem vencer do Sport na temporada. Criticado com direito a campanha da torcida para que não fosse contratado, o jogador foi o herói da vitória rubro-negra no Clássico das Multidões desta quarta-feira, no Arruda, pelo Brasileirão. Dos pés dele, saiu o único gol do duelo contra o Santa Cruz, que perdeu não só o jogo como a sequência invicta na temporada – eram 18 jogos sem perder. Um enredo que só um clássico com mais de cem anos pode render.
Com o primeiro êxito na competição, o Sport vai para quatro pontos. O Leão, contudo, não saiu da zona de rebaixamento – é o 18º. O Santa, por outro lado, sai do G4 – é o quinto com sete. Na rodada seguinte, os pernambucanos duelam com os atléticos. Os rubro-negros recebem o mineiro, enquanto que os corais visitam o paranaense.

Situações trocadas
Se alguém chegasse nesta quarta-feira sem saber as situações das duas equipes juraria que o Sport era o time que estava no G4 e o Santa Cruz brigando contra o rebaixamento. Isso porque o jogo foi todo do Leão, que só não venceu por uma placar maior devido às falhas dos seus jogadores – Serginho, Éverton Felipe e Diego Souza perderam oportunidades claras de matar o jogo. Ainda teve bola na trave de Gabriel Xavier, no segundo tempo. O favoritismo coral nem chegou perto de se desenhar após o apito inicial.
Além do maior ímpeto ofensivo, os leoninos também demonstram maior atenção defensiva. Tanto que Magrão mal tocou na bola, a não ser para repor a bola. Mérito para o meio de campo da equipe do Sport, que marcou muito forte, ocupando bem os espaços. Nem parecia o time que dava seguidos espaços para os adversários nos jogos anteriores. Claro que o gol no começo do confronto ajudou e muito para o Leão fazer o seu jogo com maior tranquilidade.
Por outro lado, o Santa Cruz foi apático em campo. Aquela pegada que levou o Tricolor ao G4 da Série A foi inexistente. Os corais deram muitos espaços para os rubro-negros, principalmente para Diego Souza, que reinou no gramado. Na metade final do segundo tempo, o time de Milton Mendes se desorganizou ainda mais por conta das mexidas do treinador, que sacou vários defensores para colocar atacantes. A ousadia de Mendes, contudo, não surtiu efeito prático já que não houve nem pressão na reta final. A expulsão de Roberto também dificultou a vida dos donos da casa.

FICHA TÉCNICA

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Léo Moura (Bruno Moraes), Alemão (Fernando Gabriel), Danny Morais, Roberto; Uillian Correia, João Paulo, Wallyson (Lelê); Arthur, Keno e Grafite. Técnico: Milton Mendes.

SPORT: Magrão; Samuel Xavier (Ronaldo), Matheus Ferraz, Durval e Renê; Serginho, Rithely e Diego Souza; Éverton Felipe, Gabriel Xavier (Rodrigo Mancha) e Edmilson (Lenis). Técnico: Oswaldo de Oliveira.

Local: Estádio do Arruda, Recife (PE). Árbitro: Raphael Claus (SP).Assistentes: Clovis Amaral da Silva e Cleberson do Nascimento Leite (Ambos de PE). Gol:Edmilson (S) aos 8 minutos do primeiro tempo. Amarelos: Uillian Correia (SC), Alemão (SC), Diego Souza (S), Léo Moura (SC), Serginho (S), João Paulo (SC) e Arthur (SC). Vermelho:Roberto (dois amarelos). Público – 16.951. Renda – R$ 290.070.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 01/6/2016