terça-feira, 3 de maio de 2016

O Campeão do Nordeste


Charge de Miguel / JC

O CAMPEÃO DO NORDESTE

Clóvis Campêlo

Há quem diga que o Santinha teve sorte no jogo em Campina Grande. Pois eu digo que apesar da maior posse de bola do Campinense, merecíamos a vitória. As chances mais claras e definidas de gols foram criadas por nós. Bastaria lembrar o gol perdido por Grafite, ainda no primeiro tempo, recebendo um passe de Artur. Aquele gol perdido poderia ter nos custado muito caro. Felizmente, não foi assim.
Mas, Grafite teve uma presença marcante dentro de campo, mostrando que mesmo aos 37 anos de idade ainda é um jogador respeitável. Aliás, se no primeiro tempo Grafite desperdiçou a oportunidade de ouro que lhe foi concedida por Artur, no lance do gol de empate teve reflexo suficiente para tirar o corpo da trajetória da bola em direção aos fundos da rede. O lance, aliás, lembrou-me o gol de Branco na Copa do Mundo de 1994, contra a Holanda, nos Estados Unidos. O fortíssimo chute do lateral brasileiro obrigou Romário a se contorcer para deixar a bola passar. Grafite simplesmente deu um passo para trás deixando a bola passar célere como um bólido e explodir no barbante do Campinense. O resto, foi a festa que todos viram.
Apesar de constar na Wikipédia que Grafite já conquistou a Taça Chico Science com a camisa coral, este ano, o título da Copa do Nordeste assume uma importância muito maior, por sua própria dimensão, de comportar os vinte maiores clubes do Nordeste no momento, e por nos colocar no Campeonato Sulamericano, certame já disputado sem muito sucesso pelos outros dois grandes clubes do Recife.
A nossa vitória no Nordestão, mostra a ascensão coral no futebol regional e brasileiro nos últimos anos. Depois de perambularmos pelos porões da Série D e C do futebol brasileiro, redescobrimos o gosto da ganhar títulos e desbancar adversários de maior receita e pretensa qualidade.
Mas não haverá tempo para festejos e celebrações. Amanhã já estaremos novamente em campo para decidirmos o Campeonato Pernambucano de 2016. Depois de uma campanha sofrível e mesmo decepcionante no hexagonal classificatório, onde chegamos à última rodada em condições de igualdade e podendo até sermos superados pelo América, espantamos a zebra, sacudimos a poeira e demos a volta por cima, eliminando nos confrontos diretos o Clube Náutico Capibaribe, equipe de melhor campanha ao longo do torneio.
Agora, chegou a hora da decisão contra o time da Ilha do Retiro. Superação e determinação passam a ser as palavras-chaves nas nossas fileiras. Nenhum tricolor de bom senso, neste momento, pensa em outra coisa que não seja a vitória e a conquista de mais um título. Aliás, neste últimos anos, é o que temos feito com frequência.
Mas, futebol não se ganha apenas com palavras. Mais uma vez, será necessário que dentro de campo comprovemos esse estigma e prossigamos com a nossa sina ascendente e vitoriosa.
Avante, Cobra Coral!

Nenhum comentário: