quinta-feira, 26 de maio de 2016

A mão do treinador


A MÃO DO TREINADOR

Brenno Costa

Milton Mendes classificou a goleada por 4 a 1 diante do Cruzeiro como um jogo de paciência. Mas não foi apenas isso. Foi um jogo também em que o próprio treinador soube sair de uma armadilha e mostrou conhecimento do próprio elenco. Diante de um rival escalado no 4-3-3 com linhas compactadas e adiantadas, o Santa Cruz teve um susto no começo da partida. Estava acuado. Mas Milton Mendes decidiu fazer diferente e tentou até acertar. Até manter o time no topo do Brasileirão.
Mesmo com o gol de Grafite aos 19 minutos do primeiro tempo, ele tirou Fernando Gabriel e promoveu a volta de João Paulo aos 25. A essa altura, o Santa Cruz tinha dificuldade para marcar e para sair jogando. A intenção era dar mais força ao time. Mas não foi suficiente. O Cruzeiro terminou o primeiro tempo ainda superior.
Na etapa final, uma nova mudança. Dessa vez, sem substituição. João Paulo voltou a ser volante e o estreante Alex Bolaño foi adiantado para o setor ofensivo. Também não deu certo. O Cruzeiro empatou no começo do segundo tempo. O Arruda ficou em silêncio. Mas, em uma mudança diferente do usual quando o Santa Cruz estava ainda mais retraído, ele tirou Bolaño e colocou Wallyson três minutos após sofrer o empate.
A jogada deu mais  que certo. Com o atacante em campo, o Tricolor do Arruda começou a ter seu jogo de volta. Voltou a encaixar a marcação e ser fatal no ataque. Assim, garantiu uma difícil vitória no Arruda. “Realmente, foi um jogo muito difícil. No primeiro tempo, fizemos um gol na escapada de Grafite. A equipe deles é muito forte. Nossos jogadores de meio tiverem muita dificuldade na marcação”, disse o treinador, que, em seguida, descreveu as suas novas mudanças.
“Optei por fazer uma substituição para ganhar mais corpo e pegada ao time. Esporadicamente, conseguimos isso porque eles estavam muito bem no primeiro tempo. Depois, no intervalo, mostramos o que estava acontecendo. Mudei a marcação. Puxei João Paulo e adiantei Bolaño para pressionar a saída. Continuou não funcionando e tomamos o gol. Depois, optei pela entrada de Wallyson e acabou dando certo. A equipe conseguiu sair mais. Os gols acabaram saindo e acabamos com o resultado de 4 a 1. No final, ficou resultado bastante volumoso, mas não diz o que foi o jogo”, avaliou.

Marca incrível
Desde que chegou ao Santa Cruz, Milton Mendes não perdeu. Foram 15 jogos à frente da equipe coral com nove vitórias e seis empates. Nesse tempo, chegou a conquistar dois títulos: o da Copa do Nordeste e do Campeonato Pernambucano. Agora, deixa o time com o melhor ataque da Série A com dez gols marcados e líder da competição com sete pontos somados.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 25/5/2016

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