domingo, 29 de maio de 2016

Chapecoense 1 x 1 Santa Cruz


Fotografia de Márcio Cunha / Estadão Conteúdo

CHAPECOENSE 1 x 1 SANTA CRUZ

Davi Saboya
Desta vez o Santa Cruz não foi eficiente. Segurou a Chapecoense por boa parte dos 90 minutos, mas no único vacilo sofreu o empate e acabou a quarta rodada do Campeonato Brasileiro da Série A com o placar de 1×1 na Arena Condá. Os gols da partida foram marcados por Arthur e Tiago Costa (contra). Por outro lado, a equipe coral continua invicta.
Com o resultado, o Tricolor dorme neste sábado (28) na liderança do Brasileirão e vai secar o Grêmio, Internacional e Palmeiras no complemento da rodada. O próximo jogo da equipe coral na competição é o clássico contra o Sport, nesta quarta-feira, às 21h, no Arruda.

O JOGO

A partida começou com as duas equipes mostrando bastante dificuldade na construção das jogadas ofensivas. Como não estava conseguindo penetrar na defesa do Santa Cruz com a bola no chão durante o início do duelo, a Chapecoense utilizou o seu ponto forte: a bola aérea. Aos 10, depois da cobrança de escanteio, Kempes mandou de cabeça e a bola passou perto da meta do goleiro Tiago Cardoso. Foi o primeiro lance perigoso dos donos da casa.
Durante os primeiros 20 minutos, a Chapecoense realizou a tradicional pressão do mandante em cima do visitante e só que conseguiu levar perigo nas jogadas de bola parada. Já o Santa Cruz esboçava investidas com o atacante Kenon pelo lado esquerdo, mas sempre errava no último passe. Apesar de não ter conseguido assustar a equipe catarinense, a defesa do Tricolor suportou os ataques sofridos.
Durante todo o primeiro tempo, Keno foi a válvula de escape do time coral. Quando o Santa Cruz tinha a posse de bola, o camisa onze era lançado, mas não conseguiu completar as jogadas. Só que Keno não desistiu e o Tricolor manteve a sua característica: eficiência. O atacante não precisou usar a sua velocidade. Aos 37, ele levantou a bola na cabeça do pequenino Arthur que subiu mais alto que a defesa adversária e mandou para o fundo da rede. Foi o primeiro ataque do Tricolor na partida.
Na etapa final, o Santa Cruz manteve o mesmo estilo do primeiro tempo. Esperou a Chapecoense atacar para sair no contra-ataque. E logo aos 6, a segunda finalização coral. João Paulo lançou Wallyson pelo lado direito. Ele se livrou do marcador, invadiu a área, e bateu em cima do goleiro Danilo. Só quatro minutos depois, o time catarinense conseguiu assustar pela primeira vez na partida o Tricolor com a bola no chão. Silvinho saiu fazendo fila pelo lado esquerdo, invadiu a área e bateu na rede pelo lado de fora.
Por baixo estava difícil. Então a Chapecoense seguia tentando por cima. Cleber Santana cobrou a falta na cabeça de Josimar que desviou e a bola tirou tinta do travessão. Durante todo o segundo tempo, os donos da casa pressionaram o Santa Cruz. Até o atacante Grafite estava no campo defensivo apoiando na marcação.
Por mais que o Tricolor tenha conseguido segurar a vitória durante boa parte da partida, no único vacilo, sofreu o empate. Aos 38, Tiago Costa tentou afastar o cruzamento de cabeça e mandou contra o próprio gol. Os catarinenses ainda tentaram a virada, mas não tiveram sucesso. Já os pernambucanos terminaram o confronto bastante desgastados fisicamente e não conseguiram buscar a reação.

FICHA TÉCNICA

CHAPECOENSE: Danilo; Cláudio Winck (Gimenez), Willian Thiego, Marcelo, Dener; Gil, Josimar (Hyoran), Cleber Santana; Lucas Gomes, Silvinho e Kempes (Bruno Rangel). Técnico: Guto Ferreira.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Léo Moura (Everaldo), Alemão, Danny Morais, Tiago Costa; Uillian Correia, João Paulo, Wallyson (Alex Bolaños); Arthur, Keno (Allan Vieira) e Grafite. Técnico: Milton Mendes.

Local: Arena Condá, Chapecó (SC). Árbitro: Rafael Traci (PR). Assistentes: Pedro Martinelli Christino e André Luiz Severo (ambos do Paraná). Cartões amarelos: Cleber Santana (Chapecoense) Keno, Wallyson, Tiago Costa e Grafite (Santa Cruz). Gols: Arthur aos 37 do 1ºT e Tiago Costa, contra, aos 38′ do 2ºT. Público: 4.734 torcedores.Renda: 52.050 reais.

Fonte Jornal do Commercio, Recife, 28/5/2016

sábado, 28 de maio de 2016

Com um pequeno orçamento


Fotografia de Anderson Stevens / Folha PE

COM UM PEQUENO ORÇAMENTO

De quase falido na década passada a líder do Campeonato Brasileiro deste ano. Nem mesmo os torcedores mais otimistas do Santa Cruz imaginavam um cenário tão positivo dentro de campo para o clube que disputou a Série D do Nacional há cinco anos. Se muitos estão surpreendidos com a campanha da equipe pernambucana, o presidente do clube, Alírio Moraes de Melo, não.
No começo de seu mandato, em março de 2015, o dirigente fez questão de expôr a público suas metas: boa colocação no Estadual daquele ano e acesso à série A do Brasileiro. Em 2016, faturar o título inédito da Copa do Nordeste e o Campeonato Pernambucano.
As promessas ousadas lhe renderam o apelido de "Delírio" entre os torcedores, mas nada que mexesse com seu brio ou que pudesse desanimar a tentativa de fazer com que o Santa Cruz figurasse novamente entre os grandes do futebol brasileiro. "A brincadeira do delírio até nos estimulou para que seguíssemos além de onde as pessoas, os críticos, enxergavam", afirmou Alírio à Folha de S.Paulo.
Com uma receita de R$ 15 milhõe, muito distante dos R$ 363 milhões do Cruzeiro, clube com maior receita em 2015, venceu o título do Pernambucano e conseguiu acesso para a segunda divisão do campeonato nacional com a vice-liderança do torneio. Já 2016 começou de forma perfeita: campeão pela primeira vez da Copa do Nordeste, o bicampeonato do Estadual e a liderança por duas rodadas seguidas no Brasileiro.
Com o retorno à elite do futebol, o caixa consecutivamente aumentou. A perspectiva do clube é que o orçamento desse ano seja de aproximadamente R$ 40 milhões, entre cotas de TV, bilheteria, programa de sócios e patrocinadores. O valor ainda é irrisório perto dos grandes clubes brasileiros. O Corinthians, por exemplo, recebeu só de direitos de TV R$ 141 milhões. A diferença é reconhecida pelo dirigente, que mantém a cautela em relação ao momento vivido.
"A liderança atual não nos ilude, pois sabemos das dificuldades naturais do campeonato e temos consciência também das nossas limitações financeiras frente aos grandes clubes do futebol nacional. A questão financeira é ainda o grande adversário a ser vencido". De acordo com o presidente, quando ele assumiu a gestão do Santa Cruz o clube "apresentava um passivo superior a R$ 100 milhões, sendo R$ 50 milhões na Justiça do trabalho, R$ 35 milhões de passivo tributário, incluindo INSS e FGTS, e R$ 15 milhões na justiça comum".
"Hoje, passados um ano e meio de gestão, estamos com os débitos parcelados na Justiça do Trabalho e, no caso do passivo tributário, incluídos no regime especial de pagamento do Profut. As parcelas do Profut são pagas com as liberações do Timemania conforme previsão legal. Com relação aos valores da Justiça Comum estamos trabalhando caso a caso, ora discutindo aquilo que entendemos ser direito do clube, ora parcelando aquilo que entendemos ser devido. Nossa expectativa é que nos próximos seis anos baixe muito o estoque de débitos", disse.

PASSADO OBSCURO

O passado recente do clube, porém, não foi nada animador. De 2005 até 2011, o clube viveu os piores momentos de sua história. Foram três rebaixamentos consecutivos e o fundo do poço quando teve que jogar a série D, a última divisão do futebol brasileiro, por três anos seguidos –2009, 2010 e 2011. O acesso, em 2011, contou muito com a força das arquibandas. Considerada a torcida do povo, os torcedores empurraram o time na campanha e tiveram a maior média de público do Brasil naquele ano: 36.916 torcedores por partida. A marca deixou para trás o Corinthians, campeão da série A, que levou 29.424 torcedores em média na disputa da competição.
Após passar por situações delicadas, o clube se reergueu. Segundo Alírio, o principal projeto foi resgatar a auto-estima e recuperar a imagem de time vencedor. "Na infância fui muito aos jogos do Santa com meu avô materno, Alberi Rio Lima, que jogou no Santa nos anos 30. Lembro dele contando histórias do Santa Cruz do passado, quando o time era chamado de 'Terror do Nordeste'. Pois bem, no início da gestão resgatamos esse slogan e procuramos implementar uma política de relacionamento com a torcida", explicou.
Mesmo com a presença do atacante Grafite, artilheiro do Campeonato Brasileiro e uma das sensações do torneio, os torcedores não comparecem em peso no Arruda. A média do Santa neste ano é de 12.920 torcedores.

DERROTA

Junto com as promessas feitas no início do mandato, Alírio também prometeu um centro de treinamento. O projeto, porém, ainda não saiu do papel. Com isso, o time treina no próprio estádio do Arruda, o que por vezes deixa o gramado em péssimas condições para os jogos.

PRÓXIMOS PASSOS

Com sete pontos na tabela de classificação e a liderança garantida na terceira rodada, o Santa Cruz volta a campo neste sábado (28) diante da Chapecoense, em Santa Catarina, pelo quarto jogo do Campeonato Brasileiro. Brincadeiras como o "Leicester do Sertão" –em referência ao improvável campeão inglês da última temporada– já surgem nas redes sociais, mas o presidente desta vez prefere não "delirar" e sabe bem o que quer na competição mais difícil do país. "As perspectivas são as mesmas: de se fazer uma excelente campanha no Campeonato da Série A com o Santa estando sempre entre os 10 primeiros colocados", cravou. "Em verdade, nossos pés nunca saíram do chão", finalizou.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 27/5/2016

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Parceiros exaltam Grafite


PARCEIROS EXALTAM GRAFITE

Brenno Costa

Nove dos dez gols do Santa Cruz na Série A foram marcados pelo trio ofensivo da equipe coral. Keno, Arthur e, principalmente, Grafite mostram um sintonia poucas vezes vista no Arruda nos últimos anos. Juntos, eles fazem o time ser sensação e líder do Brasileiro. Mas, por trás do sucesso nos números, existe uma noção de coletividade junto com a certeza de que o camisa 23 é, definitivamente, um atleta acima da média.
Com dois gols em cada uma das três partidas da competição, um fato inédito na Série A dos pontos corridos, Grafite é ídolo máximo da torcida e também o espelho para os demais companheiros de ataque.
“Eu me espelho muito nele. Um jogador de 37 anos e correr o que ele está correndo. É merecedor de tudo isso. Ele não está fazendo gol em vão. Treina bastante. A gente tem que correr para ele que uma hora ele vai fazer o gol”, garante Keno, que balançou as redes duas vezes neste Brasileirão.
Arthur, que fecha a trinca ofensiva coral caindo pela ponta direita, é outro que também tem grande admiração pelo atacante de 37 anos com currículo de Copa do Mundo e conquista de Campeonato Alemão como artilheiro e melhor jogador na temporada 2008/09 pelo Wolfsburg.
“Grafite é um grande jogador. Está vivendo um grande momento. É muito importante para o nosso grupo pela experiência que tem. A gente que é mais novo tem aprendido muito com ele. Ele tem procurado passar para a gente o que viveu lá fora e já ganhou para a gente conquistar nossos objetivos. Temos pegado bem isso. Ele é merecedor do que está vivendo”, declara Arthur, que marcou o primeiro gol na Série A diante do Cruzeiro, na última quarta-feira.


Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 27/5/2016

Milton Mendes defende Grafite na Seleção


Fotografia de Anderson Stevens

MILTON MENDES DEFENDE GRAFITE NA SELEÇÃO

Mário Fontes

Após a grande atuação de sua equipe diante do Cruzeiro, vencendo por 4x1 na última quarta-feira (25), o técnico Milton Mendes elogiou o atacante Grafite na coletiva de imprensa. Com o atleta marcando novamente dois gols, o técnico do Santa Cruz defendeu a convocação do artilheiro do Brasileirão para a Seleção Brasileira.
"Com todo respeito ao Dunga, mas se eu sou treinador da Seleção Brasileira, levo o Grafite. É um jogador diferente", afirmou Milton. O elogio tem fundamento. São seis gols do artilheiro tricolor em apenas três partidas no Brasileirão. "O Grafite está vivendo uma fase impressionante, a confiança muito alta. E, como disse, ele é um jogador diferente", completou o técnico do Santa.
Depois da goleada por 4x1, sobre o Cruzeiro, não foi apenas Grafite quem ganhou elogios. O treinador ficou satisfeito com a prestação da equipe coral como um todo. "Nós temos o Grafite, mas também temos o Tiago Cardoso, o Danny Morais, o Léo Moura. Isso para falar nos mais experientes, sem contar os mais jovens", disse. "É um esforço de grupo. O nosso coletivo é muito forte", encerrou Mendes.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 26/5/2016

Charge de Ronaldo


CHARGE DE RONALDO / JC

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Líder e artilheiro


A mão do treinador


A MÃO DO TREINADOR

Brenno Costa

Milton Mendes classificou a goleada por 4 a 1 diante do Cruzeiro como um jogo de paciência. Mas não foi apenas isso. Foi um jogo também em que o próprio treinador soube sair de uma armadilha e mostrou conhecimento do próprio elenco. Diante de um rival escalado no 4-3-3 com linhas compactadas e adiantadas, o Santa Cruz teve um susto no começo da partida. Estava acuado. Mas Milton Mendes decidiu fazer diferente e tentou até acertar. Até manter o time no topo do Brasileirão.
Mesmo com o gol de Grafite aos 19 minutos do primeiro tempo, ele tirou Fernando Gabriel e promoveu a volta de João Paulo aos 25. A essa altura, o Santa Cruz tinha dificuldade para marcar e para sair jogando. A intenção era dar mais força ao time. Mas não foi suficiente. O Cruzeiro terminou o primeiro tempo ainda superior.
Na etapa final, uma nova mudança. Dessa vez, sem substituição. João Paulo voltou a ser volante e o estreante Alex Bolaño foi adiantado para o setor ofensivo. Também não deu certo. O Cruzeiro empatou no começo do segundo tempo. O Arruda ficou em silêncio. Mas, em uma mudança diferente do usual quando o Santa Cruz estava ainda mais retraído, ele tirou Bolaño e colocou Wallyson três minutos após sofrer o empate.
A jogada deu mais  que certo. Com o atacante em campo, o Tricolor do Arruda começou a ter seu jogo de volta. Voltou a encaixar a marcação e ser fatal no ataque. Assim, garantiu uma difícil vitória no Arruda. “Realmente, foi um jogo muito difícil. No primeiro tempo, fizemos um gol na escapada de Grafite. A equipe deles é muito forte. Nossos jogadores de meio tiverem muita dificuldade na marcação”, disse o treinador, que, em seguida, descreveu as suas novas mudanças.
“Optei por fazer uma substituição para ganhar mais corpo e pegada ao time. Esporadicamente, conseguimos isso porque eles estavam muito bem no primeiro tempo. Depois, no intervalo, mostramos o que estava acontecendo. Mudei a marcação. Puxei João Paulo e adiantei Bolaño para pressionar a saída. Continuou não funcionando e tomamos o gol. Depois, optei pela entrada de Wallyson e acabou dando certo. A equipe conseguiu sair mais. Os gols acabaram saindo e acabamos com o resultado de 4 a 1. No final, ficou resultado bastante volumoso, mas não diz o que foi o jogo”, avaliou.

Marca incrível
Desde que chegou ao Santa Cruz, Milton Mendes não perdeu. Foram 15 jogos à frente da equipe coral com nove vitórias e seis empates. Nesse tempo, chegou a conquistar dois títulos: o da Copa do Nordeste e do Campeonato Pernambucano. Agora, deixa o time com o melhor ataque da Série A com dez gols marcados e líder da competição com sete pontos somados.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 25/5/2016

A mudança


A MUDANÇA

Paulo Henrique Tavares

Após a goleada diante do Cruzeiro, um a um, os atletas do Santa Cruz deixaram evidente que o futebol apresentado pela equipe no primeiro tempo do jogo deixou a desejar. De fato, a posse de bola da equipe mineira chegou a beirar os 60%, além das chances criadas diante da meta de Tiago Cardoso. Apesar do mau desempenho, os tricolores desceram para os vestiários com a vantagem de 1x0. Mas a promessa para o segundo tempo foi de maior entrega.
“A gente desceu para os vestiários conscientes de que não tínhamos feito um bom primeiro tempo. Conversamos durante o intervalo, e acertamos que a postura tinha de ser outra. Conseguimos transferir esse pensamento para o jogo”, disse o lateral-esquerdo Tiago Costa. “Depois de levar o gol (de empate) mantivemos o equilíbrio, mostramos força e mudamos o placar. Agora precisamos descansar, porque iremos ter uma viagem longa e um jogo difícil em Chapecó”, completou.
Um dos responsáveis pelos gols que construíram a goleada em cima do Cruzeiro foi o atacante Arthur. O jogador também enalteceu em sua análise pós-jogo a mudança de postura da equipe para o segundo tempo. “Saio de campo feliz pelo gol e pelo resultado. A entrega de todos tem de ser levada em consideração. No primeiro tempo, não fomos bem. Mas no segundo tempo conseguimos voltar mais aceso e mais ligados para conseguir a vitória”, afirmou.
Quem voltou a figurar na equipe titular do Santa Cruz foi o meia João Paulo. O atleta estava há cinco jogos ausente, se recuperando de lesão. “No primeiro tempo demoramos um pouco para acertar a marcação. Eles estavam vindo com muita superioridade de trás. Depois que acertamos, pudemos chegar mais fortes. Nosso contra-ataque é bom e conseguimos matar o jogo”, finalizou.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 25/5/2016

Santa Cruz 4 x 1 Cruzeiro



Fotografias de Diego Nigro / JC Imagem

SANTA CRUZ 4 x 1 CRUZEIRO

Tiago Wagner
O Santa Cruz não teve mais posse de bola, chutou menos a gol e foi muito exigido na defesa contra o Cruzeiro, nesta quarta-feira, no Arruda. Mas nada disso foi suficiente para Grafite, que comandou mais uma vitória coral no Brasileirão. Com dois gols, o atacante, que é artilheiro da competição com seis gols, ajudou o Tricolor a ficar na liderança por mais uma noite no campeonato. Arthur e Keno fizeram os outros gols da vitória por 4×1 dos donos da casa. A Raposa balançou as redes uma única vez com De Arrascaeta.
Na próxima rodada o Tricolor tentará alargar a boa fase, que já dura 17 partidas, diante da Chapecoense, fora de casa, enquanto que a Raposa recebe o América-MG, em casa, querendo ainda a primeira vitória na competição.

Cruzeiro finaliza mais, porém o que vale é bola na rede
Ao contrário das partidas anteriores, o Santa Cruz não controlou as ações em campo. Mesmo jogando em casa, ficou mais recuado e esperou o Cruzeiro vir ao ataque. A aposta na defesa foi tanta que a Raposa conseguiu chegar com perigo em vários momentos do jogo. Se não fosse a zaga coral, os erros dos mineiros e principalmente o goleiro Tiago Cardoso, o resultado poderia ser ruim já ao fim do primeiro tempo.
Melhor para o Tricolor, que foi mortal nos poucos lances que teve. No primeiro deles, o único contra-ataque que teve no primeiro tempo, chegou ao 1×0 com Grafite, de pênalti. Destaque para a jogada que originou a penalidade. O camisa 23, no auge dos seus 37 anos, mostrou fôlego de menino para brigar pela bola até ser derrubado na área por Fábio.
A vantagem fez os corais ficarem ainda mais precavidos para sair ao ataque. A estratégia, porém, chegou ao momento em que não deu certo. Com mais posse de bola e chutando mais a gol, o Cruzeiro chegou ao empate. É verdade que precisou parar muito em Tiago Cardoso antes, mas quando De Arrascaeta cobrou falta com perfeição não deu para o arqueiro tricolor.
Curiosamente, após o empate o Cruzeiro recuou. Foi neste momento que Grafite voltou a aparecer para mais um gol, muito bonito diga-se de passagem. Com o placar favorável, o Santa Cruz cresceu ainda mais no gramado e chegou ao terceiro gol com Arthur. Depois disso, não tinha como a Raposa reagir mais. Ainda deu tempo para Keno ampliar a vantagem nos minutos finais. Liderança coral mais do que garantida.

FICHA TÉCNICA

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Léo Moura (Leandrinho), Neris, Danny Morais e Tiago Costa; Uillian Correia, Alex Bolaño (Wallyson) e Fernando Gabriel (João Paulo); Arthur, Keno e Grafite. Técnico: Milton Mendes.

CRUZEIRO: Fabio; Lucas (Pisano), Bruno Viana, Bruno Rodrigo e Sánchez Mino; Henrique, Bruno Ramires e Ariel Cabral (Alex); De Arrascaeta (Douglas Coutinho), Elber e Willian. Técnico: Paulo Bento.

Local: Estádio do Arruda, Recife (PE). Árbitro: Anderson Daronco (RS). Assistentes: Dibert Pedrosa Moises (RJ) e Elio Nepomuceno de Andrade Junior (RS). Gols: Grafite (SC) aos 19 minutos do primeiro tempo; De Arrascaeta (C) aos 7, Grafite (SC) aos 19, Arthur (SC) aos 31 e Keno (SC) aos 44 do segundo. Amarelos: Fábio (C), Bruno Ramires (C), Bruno Rodrigo (C), Tiago Costa (SC) e Léo Moura (SC). Público: 16.331. Renda: R$ 257.225.

Fonte: Blog do Torcedor, Jornal do Commercio, Recife, PE, 25/5/2016

domingo, 22 de maio de 2016

Fluminense 2 x 2 Santa Cruz




Fotografias de Maílson Santana / Fluminense FC

FLUMINENSE 2 x 2 SANTA CRUZ

Thiago Wagner

Se havia ainda havia algum tipo de desconfiança sobre o bom momento do Santa Cruz na temporada ela foi diminuída, ou até mesmo eliminada, após o bom futebol apresentado pelo Tricolor no empate em 2×2 com o Fluminense, neste sábado, no Rio de Janeiro, pelo Brasileirão. Organizado da defesa ao ataque, o time coral não se intimidou pelo fato de jogar fora de casa e mostrou porque está invicto há 15 jogos, agora 16. Saiu na frente e poderia até ter vencido se os cariocas não contassem com um bom leque individual. A partida só ficou manchada pelos erros da arbitragem, que não marcou impedimento em lance que originou a virada do Flu e assinalou um pênalti duvidoso para os visitantes, que empataram na cobrança. Grafite marcou os dois gols dos pernambucanos, enquanto Gustavo Scarpa e Gum fizeram os dos donos da casa.
Com a igualdade, as duas equipes chegam aos quatro pontos na classificação. Na próxima rodada, o Tricolor encara o Cruzeiro, em casa, enquanto os cariocas duelam com o Palmeiras, em São Paulo.

Corais mandaram bem no conjunto
No aspecto coletivo, podemos dizer que o Santa Cruz foi melhor em campo. Com uma defesa firme durante boa parte dos 90 minutos, o Tricolor controlou os avanços adversários e sofreu poucos sustos. Já no ataque, demonstrou que é uma equipe organizada e bem treinada pelo técnico Milton Mendes. Os corais não foram agressivos no gramado, mas souberam chegar ao gol com base na posse de bola. Tanto que abriram o placar com Grafite, após boa jogada coletiva da equipe pelo lado esquerdo.
Mas Série A não é uma competição somente de bons conjuntos. O Brasileirão é duro porque há equipes com bons valores individuais. E foi nisso que o Fluminense se baseou para chegar à virada. Não envolveu o Santa, mesmo jogando em casa, mas conseguiu virar porque tem jogadores decisivos. Assim, desempatou a partida com dois lances de bola parada. No primeiro, Gustavo Scarpa fez um belo gol de falta, enquanto que no segundo, Gum aproveitou escanteio cobrado na área para desempatar.
Após ficar em desvantagem no placar, o Santa Cruz poderia se desesperar e sair derrotado do Rio de Janeiro. Só que os jogadores tricolores souberam manter a cabeça no lugar para buscar o empate. É certo que o árbitro ajudou ao marcar um pênalti que não existiu em Grafite. Mas não há como tirar o mérito de uma equipe que manteve sua organização em campo, mesmo nos momentos difíceis.


FICHA TÉCNICA

FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Jonathan, Gum, Henrique e Wellington Silva; Pierre, Cícero e Gustavo Scarpa; Oswaldo (Marcos Júnior), Richarlison (Gérson) e Fred. Técnico: Levi Culpi.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Léo Moura (Everaldo), Neris, Danny Morais e Tiago Costa; Uillian Correia, Wellington Cézar (Bruno Moraes) e Fernando Gabriel (Wallyson); Arthur, Keno e Grafite. Técnico: Milton Mendes.

Local: estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda-RJ. Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA). Assistentes: Elicarlos Franco de Oliveira (BA) e Sidmar dos Santos Meurer (MG). Gols: Grafite (SC) aos 7, Gustavo Scarpa (F) aos 12, Gum (F) aos 15 e Grafite aos 37 minutos do segundo tempo. Amarelos: Keno (SC), Uillian Correia (SC), Néris (SC), Tiago Costa (SC), Wellington Silva (F), Wellington Cezar (SC), Henrique (F) e Jonathan (F).

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 21/5/2016

A nossa torcida















A NOSSA TORCIDA
Santa Cruz 4 x 1 Vitória-BA
Recife, 15/5/2016
Fotografias de Clóvis Campêlo

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Copa do Brasil ou Sul-Americana?


COPA DO BRASIL OU SUL-AMERICANA?

Cassio Zirpoli
Após eliminar Rio Branco e Vitória da Conquista, o Santa Cruz enfrentará o Vasco na terceira fase da Copa do Brasil. Chegou a hora de uma importante decisão: disputar ou não a Copa Sul-Americana de 2016. Ao conquistar a Lampions, o Tricolor obteve a vaga para o torneio internacional, mas com uma bizarra condição imposta pela CBF, em vigor desde 2013. Precisa ser eliminado da copa nacional até o terceiro mata-mata. Logo, está no limite.
Na Copa do Brasil, o Santa Cruz já arrecadou R$ 1,56 milhão. Em caso de nova classificação, diante do atual campeão carioca, o time pernambucano receberia mais R$ 840 mil. Fora o contexto histórico. Nas 21 participações anteriores o melhor desempenho coral foi justamente as oitavas de final, em sete oportunidades (1990, 1991, 1994, 1997, 2004, 2005 e 2010).
Por outro lado, o ganho técnico também se faz presente na outra opção, pois a Sula representaria uma inédita participação internacional. Financeiramente, renderia ao menos US$ 150 (R$ 526 mil) na primeira fase, considerando o valor da última edição – a quantia deve subir este ano. Sobre a escolha, os dois maiores rivais já passaram por situação semelhante, com o Náutico em 2013 e o Sport de 2013 a 2016. Chegou a vez do Santa.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 18/5/2016

Bolaños quer ser campeão


Fotografia de Antônio Melcop

BOLAÑOS QUER SER CAMPEÃO

Davi Saboya

Há menos de um mês no Santa Cruz, o equatoriano Bolaños traçou um objetivo alto com a camisa coral: conquistar mais um troféu para o Tricolor. O gringo, de 31 anos, tem contrato com o time até o final desta temporada com possibilidade de renovação. Ele foi apresentado, nesta quinta-feira (19) e nas suas primeiras palavras no Arruda não poupou palavras. Falou de de título e fazer história.
“O Santa Cruz é uma equipe muito grande. Chego para somar, deixar o meu nome e o do Equador em alta por aqui. Quero conquistar um título com o clube. Temos um grupo que ganhou muitas cosias nos últimos anos. Assim como todos os meus companheiros estou para somar como todos que estão aqui. Me alegra muito estar neste grupo”, afirmou Bolaños.
O equatoriano ainda revelou que o Campeonato Brasileiro é muito respeitado no seu país. Além disso, ele ressaltou que está orgulhoso de vestir a camisa tricolor. “O futebol brasileiro é muito bem visto no Equador como um futebol bastante competitivo. Creio que vim jogar em uma das melhores ligas a nível mundial. Me sinto lisonjeado de estar vestindo a camisa do Santa Cruz. Um grupo bastante humilde e que tenho certeza que chego para somar ao elenco”, finalizou.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 19/6/2016

1969: Birunga, nego bom do Arruda


1969: BIRUNGA, NEGO-BOM DO ARRUDA

Paulo Julião


Birunga, o nego-bom do Arruda, além de ser um craque de futebol, é um rapaz educado, simples e querido por todos os demais companheiros. Nenhum atleta, no Santa Cruz, é mais bem visto pela diretoria, pela direção técnica e pela própria torcida. Para ele, nada está ruim; está de acordo com todos e não se zanga com as brincadeiras que às vezes é alvo por parte dos colegas de clube.
Fiscalizando a reforma da sua casinha, que de taipa está se transformando em alvenaria, ele confessa, simplesmente, sua maior ambição: fazer um pé-de-meia. Esse pé-de-meia talvez não demora a ser concretizado, porque o meninão que joga de beque central do tricolor do Arruda tem futebol demais para consegui-lo.
A mercê de uma melhor experiência, Birunga precisa de uma mudança de clube. O Santa Cruz, atualmente, não lhe oferece condições de maior projeção, quer em função de suas poucas disponibilidades quer por desarranjos de outras peças vizinhas, sobrecarregando-lhe as funções dentro do gramado.
Um atleta radicado no Sul do País, em férias no Recife, o julgamento imparcial da imprensa, deverão, de uma hora para outra, transportar Birunga para um lugar de destaque no futebol brasileiro, longe de qualquer favor. Minuca, do Palmeiras, recentemente nos confessava: “O neguinho vai longe. Ele tem condições se atuar nas melhores equipes do Brasil. É questão apenas de uma melhor lapidação”.
O técnico Gradim não esconde sua admiração pelo atleta, fazendo as mesmas alusões quanto às suas qualidades técnicas. Afirma o técnico tricolor que sua maneira de se conduzir, cumprindo rigorosamente as obrigações de profissional, é outro fator de importância para um futuro brilhante na carreira esportiva.
Birunga é um exemplo de jogador. Nenhum treinador terá a mínima preocupação com ele, no que se diz respeito a disciplina e ao cumprimento de suas obrigações. Acredito muito no seu futebol e vejo nele condições de atuar nas equipes do Sul. O rapaz precisa, na verdade, de mais cancha, mas isto virá, como é normal, com a continuidade.
Em fins de 68, uma greve dos jogadores do Santa Cruz tomava forma, com jogadores de braços cruzados, reclamando, com justiça, a falta de pagamento dos salários. Ninguém iria à campo para treinar se não houvesse uma tomada de posição imediata da diretoria tricolor. Birunga, numa prova de fidelidade aos companheiros também se encontrava apenas de calção, aguardando uma solução. Calado, num canto e noutro, o nego bom apenas e simplesmente ouvia tudo e quando finalmente foi resolvido o impasse ele sorriu de contentamento: “Boa! Agora sim! O negócio é união. Esta é nossa casa e o nosso ganha pão. Vamos trabalhar para ganhar o Nordestão!”.
Quando os marujos do Iate Real da Rainha Elizabeth estiveram realizando um treino com um misto do Santa Cruz, os colegas de Birunga, à título de brincadeira, quiseram-no fazer de intérprete juntos aos ingleses e, ele sem se acabrunhar limitava-se a driblar e chamar os adversário de “galegos engraçados”.
Assim é o zagueiro central do Santa Cruz, retrato fiel de honestidade e dedicação ao seu trabalho. Quando veste a camisa tricolor e vai para campo disputar mais uma peleja, esquece que seu clube é pobre, que ainda não lhe pagou integralmente suas últimas luvas. Quer saber que está alipara trabalhar e que precisa estar sempre em forma, aguardando uma oportunidade melhor de conseguir seu pé-de-meia.
Antes de 68 desaparecer do calendário, Birunga compareceu ao Diario da Noite para agradecer a inclusão do seu nome na seleção do ano e desejar muitas felicidades à torcida tricolor. Somente seu futebol fez com que o escolhéssemos por unanimidade e ele ficou ciente disso, prometendo lutar muito mais este ano, em busca de glórias para o Santa Cruz.

Fonte: Diario da Noite, Recife, 05/01/1969

Adeus ao penta tricolor


ADEUS AO PENTA TRICOLOR

O técnico Paulo Emílio, que comandou o Santa Cruz no pentacampeonato estadual de 1973, morreu aos 80 anos na noite da última segunda, em São José dos Campos (SP). Em 1975, ele levou os tricolores às semifinais do Brasileirão, mas perdeu a vaga na decisão para o Cruzeiro. Paulo Emílio também teve uma passagem pelo Náutico. No Brasil, o técnico trabalhou em equipes como Vasco, Santos, Atlético-PR e Fluminense. Trabalhou ainda em Portugal, no Sporting, e no Japão, no Cerezo Osaka, que publicou uma nota de pesar em seu site oficial.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 18/5/2016

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Aproveitando a boa fase



Fotografias de Guga Matos e Diego Nigro / JC Imagem

APROVEITANDO A BOA FASE

Diego Toscano

Apelidado carinhosamente de “Kenaldinho” pela torcida tricolor, em referência ao meia Ronaldinho Gaúcho, Keno vive o melhor momento da sua carreira desde que chegou ao Santa. Com oito gols com a camisa coral, o atacante é o vice-artilheiro da equipe em 2016, atrás apenas do experiente Grafite, que tem dez. Além disso, também foi peça-chave no inédito título da Copa do Nordeste e no bicampeonato estadual.
“Nunca tive um início de temporada melhor do que esse. Estou muito feliz de poder ajudar o grupo. O Brasileirão é um campeonato muito difícil, com um jogo atrás do outro, e dá confiança saber que as coisas estão dando certo, que estamos há 15 partidas sem perder”, afirmou o atacante.
Com todas essas credencias na temporada, Keno estava impaciente no Arruda. Fundamental na invencibilidade dos tricolores em 2016, o jogador não balançava as redes adversárias há sete partidas. A seca de gols acabou no último domingo, contra o Vitória, no Arruda, pela estreia do Brasileirão. “Passei um tempo sem fazer gols, e a gente ali na frente é muito cobrado por isso. Estava um pouco ansioso para marcar”, explicou o jogador.
Mesmo com essa sequência desgastante dos tricolores, 13 jogos em 42 dias, Keno mostrou que está com um bom preparo físico. Desde que Milton Mendes chegou, o atleta só não participou de duas partidas pelo Tricolor do Arruda, ambas pela Copa do Brasil (Vitória da Conquista-BA e Rio Branco-ES) – foi poupado pela comissão técnica.
“Milton pega no pé, exige muito da nossa preparação física. O grupo está muito bem neste aspecto. Até porque, a gente também descansa bem. Soubemos jogar contra o Vitória, mesmo com o incômodo do calor, que atrapalhou as duas equipes. A gente está bem fisicamente e fizemos eles correrem atrás da gente”, ressaltou.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 17/5/2016

Lances de Santa Cruz 4x1 Vitória-BA




























LANCES DE SANTA CRUZ 4 x 1 VITÓRIA-BA
Recife, 15/5/2016
Fotografias de Gabriel Campêlo