domingo, 10 de abril de 2016

Sem mágoas


SEM MÁGOAS

Yuri de Lira

Marcelo Martelotte deixou o Arruda duas vezes. Na primeira, em 2013, saiu do Santa Cruz para treinar o rival Sport. Desta vez, acabou sendo demitido pela diretoria tricolor após um início de 2016 pouco convincente em termos de resultados e atuações. O treinador negou estar magoado por causa da demissão, consumada ainda no terceiro mês do ano. O técnico encarou a sua saída com naturalidade. Contudo, não crê que a retomada dos bons desempenhos não será uma missão fácil para o novo comandante que assumir o clube.
Martelotte assegura que os atletas do Santa são qualificados. Mas diz que todos precisam ter outra postura em campo se não quiserem permanecer no marasmo nesta temporada. "Existe a possibilidade de o time render mais. Existe qualidade para isso no elenco. Mas os jogadores precisam mudar de atitude. Pelo que eles têm mostrado até aqui, fica bastante difícil", falou o treinador, que negou qualquer tipo de clima pesado no grupo coral. "Em relação a ambiente de trabalho, sempre foi o melhor possível", enfatizou.
A demissão não deixou Martelotte chateado com a cúpula do Santa Cruz. Entendeu a saída dele como normal no futebol. "Na verdade, a gente já está meio calejado em relação a essa situação. Não tenho mágoa. Muito pelo contrário. A gente encara com naturalidade", disse. "Sempre uma notícia dessa te surpreende, porque não existe aviso prévio no futebol. Aí sempre existe um grau de surpresa, mas da mesma maneira que existe um grau de previsibilidade", emendou.
Sem ter conseguido fazer com que o time repetisse o futebol da campanha do acesso à Série A, em 2015, o ex-técnico do Santa reconheceu o rendimento abaixo do esperado. Mas relativizou os resultados em si. "O Santa está classificado (na Copa do Nordeste) e muito próximo de se classificar no Estadual. Os jogadores que já estavam e os que chegaram foram abaixo, mas (a demissão), talvez, foi menos pelos resultados e mais pelos desempenhos."


Fonte: Diario de PE, Recife, 24/3/2016

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