sábado, 23 de abril de 2016

No contra-ataque


Fotografia de Flávio Japa / Folha PE

NO CONTRA-ATAQUE

William Tavares

“O feitiço virou contra o feiticeiro”. Esse é o ditado que na visão de alguns jogadores do Santa Cruz poderia ilustrar a forma como a equipe conseguiu derrotar o Náutico no Arruda, na última quarta (20), pela primeira partida da semifinal do Campeonato Pernambucano 2016. Diferente dos clássicos passados, onde o Tricolor foi vítima do contra-ataque dos rivais, desta vez a Cobra Coral foi quem usou –e bem – o artifício. E vai continuar com a mesma estratégia para o jogo da volta, domingo (24), na Arena Pernambuco.
“Temos de usar o terceiro gol (no clássico) como exemplo. Se você analisar, nos outros clássicos nós tomamos gols de contra-ataque. Foi a nossa vez de fazer isso agora. Tenho certeza de que eles (Náutico) usarão contra-ataques contra nós, porque eles vão precisar ir para cima, propor o jogo”, alertou o volante Uilian Correia
O marcador acredita ainda que o Tricolor não pode alterar seu plano de jogo no confronto da volta. “Independente da postura do Náutico, a gente não pode mudar a nossa. Temos um padrão, uma identidade que criamos, marcando forte. Será um jogo na casa deles e a torcida vai comparecer como a nossa também vai. Temos uma vantagem, mas no futebol sabemos que se você brincar, a bola pune. Vamos entrar como se o jogo tivesse 0x0, com os pés no chão para não sermos surpreendidos”, pontuou.
Próximo de conseguir uma vaga na decisão do Estadual e já garantido na finalíssima da Copa do Nordeste, o jogador mostrou ambição. “Vamos buscar os dois títulos. Quando cheguei aqui falei que queria escrever meu nome na história do Santa Cruz. Cada jogador deve pensar dessa forma. Só tem espaço no futebol para vencedor. Infelizmente você só é reconhecido quando ganha”, completou.

MILTON

É um discurso padrão: todos os jogadores do Santa Cruz fazem questão de colocar na conta do técnico Milton Mendes parte importante do sucesso da equipe nesta reta decisiva do primeiro semestre. “Não somente eu, mas o grupo está evoluindo a cada treino evoluindo muito. Com a chegada do nosso treinador, jogadores que não vinham jogando agora estão. Ele é um cara que não deixa ninguém entrar na zona de conforto. É bom você ter um treinador assim porque aí você não relaxa nunca. Cada jogador é importante no Santa”, frisou.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 22/4/2015

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