sábado, 16 de abril de 2016

Inspiração no passado recente


Fotografia de Guga Matos / JC Imagens

INSPIRAÇÃO NO PASSADO RECENTE

Diego Toscano

Precisando de uma vitória simples ou empate a partir de 3x3 para avançar na Copa do Nordeste, o Santa Cruz se agarra ao passado recente para vencer o Bahia e chegar a uma inédita decisão do Nordestão. No ano passado, novembro foi fundamental para o acesso tricolor. Comum ao penúltimo mês de 2015, os três triunfos mais expressivos da Cobra Coral na Série B foram fora de casa, mesmo cenário do confronto ante os baianos, no próximo domingo (17), na Fonte Nova.
No dia 7 de novembro, o Santa começou a sua arrancada rumo a elite do futebol nacional. Na sexta posição, os tricolores venceram o próprio Bahia por 2x1, na Fonte Nova. O triunfo fez o time entrar no G-4, local que não saiu mais no campeonato. Uma semana depois, uma das melhores atuações da Cobra Coral na Série B.
Diante de um Engenhão cheio e contra o líder isolado do campeonato, o Tricolor do Arruda não tomou conhecimento do adversário e aplicou 3x0 no Botafogo. Fechando a retrospectiva da Segundona, o jogo do acesso. Contra o lanterna Mogi Mirim, uma nova vitória por três gols levou o Santa para a Série A após dez anos.
Para Grafite, a partida mais importante das três foi a contra o Bahia. “Aquele jogo foi muito especial. Eu estava voltando de contusão e não tinha condições totais de jogar. Antes do jogo, tive uma conversa com Marcelo Martelotte (ex-técnico) e falei que queria ajudar, porque sabia da importância que tinha no time. Quando pedi para sair, já não aguentava mais a panturrilha. Danny Morais já tinha empatado o jogo. Minutos depois da minha saída, Bruno Moraes virou. Foi uma partida especial pela atmosfera, com o Bahia também lutando para subir. Espero que o de domingo seja tão especial quanto aquele”, explicou o atacante.
Um dos maiores responsáveis pelo acesso coral no ano passado, João Paulo também relembrou as arrancadas fora de casa. Mas deixou um aviso: o sistema de competição do Nordestão é diferente da Segundona.
“Apesar de, no ano passado, esses jogos terem sido decisivos, o desse ano contra o Bahia tem uma diferença: é um confronto de mata-mata. Agora a gente joga por um combinação de resultados para passar. Acredito que vai ser um jogo franco, assim como foi o primeiro. São duas equipes parecidas. Se nós conseguimos jogar melhor no Arruda, também podemos ser superiores lá. Acredito na nossa força”, ressaltou.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 15/4/2016

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