domingo, 17 de abril de 2016

Em busca de final inédita


EM BUSCA DE FINAL INÉDITA

Yuri de Lira

Milton Mendes, Grafite, João Paulo e os demais atletas do Santa Cruz podem entrar para a história neste domingo. Às 16h, o time coral se depara pela quarta vez em menos de quatro meses com o Bahia, no jogo mais decisivo com o adversário até aqui em 2016. Na Arena Fonte Nova, a equipe pernambucana irá buscar uma inédita classificação à final de uma Copa do Nordeste. Para conseguir tal façanha, os corais necessitam voltar a ganhar na casa do adversário, algo que tem sido raro no decorrer do tempo.
A inspiração do Santa Cruz, inevitavelmente, vem da derradeira vitória na casa do rival, em 2015, quando ganhou de virada por 2 a 1, saltou para o G4 da Série B do Brasileiro e arrancou rumo ao acesso, enquanto o Bahia entrou em derrocada na competição. O meia João Paulo relembra o episódio. Diz que é possível de novo aquele espírito da 34ª rodada da Segundona. "Temos totais condições de buscar esta classificação. Provamos isso no ano passado, em um jogo bem semelhante." Mas pondera. Crê que agora os espaços para erros são ainda menores. "Tem uma diferença: é mata-mata. Ano passado, apesar da característica de jogo decisivo, agora poderia depender de combinações para avançar”, contou.
Estímulo na derradeira Série B à parte, os resultados positivos não são frequentes na Fonte Nova (apesar de empates acima de 2 a 2 levarem o clube também à classificação). Foram somente quatro vitórias desde 1953, ano que dois os tricolores começaram a se enfrentar no estádio. Para o técnico Milton Mendes, isso pouco importa. Acredita que os seus jogadores estão bem para o desafio desta tarde. Como costuma, apelou para a metáfora a fim de assegurar que Santa Cruz vai se entregar na partida. “Os nossos jogadores estão em um momento bom. Eles (do Bahia) já viram que não vamos soltar fácil essa eliminatória. Aconteça o que acontecer, vamos dar a vida em campo”, disse, enfático, o treinador.
O discurso de otimismo não significa que os corais não sofrerão para conseguir passar de fase, no entendimento do comandante. Milton Mendes voltou a cobrar dos seus comandados “equilíbrio mental”, um dos pilares do seu trabalho. “Se uma pessoa normal, que estuda, fica nervoso, tudo bloqueia... acontece. O equilíbrio é tudo.” Pede essa estabilidade sobretudo porque a equipe deve estar sob pressão numa Arena Fonte Nova bastante cheia. “Decisão é feita por detalhes. É preciso equilíbrio. Vamos jogar na Fonte Nova, num clima adverso. Mas nada é impossível”, afirmou. Segundo ele, muito longe de ser impossível, aliás. “Se eu fosse um apostador, apostaria em nós.”

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 16/4/2016

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