domingo, 10 de abril de 2016

A responsabilidade coral


A RESPONSABILIDADE CORAL

Há um confronto que vale a liderança, envolvendo duas equipes candidatas ao título. Há um time, hoje considerado pequeno, querendo reviver os momentos de glória das décadas de 1920, 1930, 1940. Pelo menos, chegando na semifinal. Responsabilidades que nem de perto são comparadas a do Santa Cruz. Na última rodada do hexagonal do título do PE 2016, o peso maior está sobre os ombros tricolores. Contra o Sport, no Arruda, o atual campeão estadual entra em campo precisando do empate para avançar às semifinais. Evitar uma eliminação que acarretará prejuízos ao clube. Dentro e fora do campo.
A relevância maior à situação coral é perceptível na forma como os times encaram os seus compromissos. A possibilidade de conseguir ou não a meta proposta para este domingo. “Ficar de fora dos quatro melhores de Pernambuco seria o fim do mundo para o Santa Cruz”, afirmou o atacante Grafite, ídolo coral, que deve voltar ao time após dois jogos de ausência - por conta de uma lesão na coxa esquerda. Por “fim do mundo”, além da saída precoce do PE2016, entenda-se a ausência na Copa do Nordeste de 2017 - com todos os seus reflexos financeiros - e o aumento da desconfiança do torcedor num ano especial para o clube, marcado pelo retorno à Série A.
Na situação delicada do Santa Cruz, aliás, reside uma das poucas motivações do Sport para a partida. Já consolidado na terceira colocação, o Leão poderia entrar em campo disposto a eliminar o rival. Evitar um reencontro na final. Possibilidade cogitada pelo atacante coral. “Vai ser difícil, complicado. Pensando pelo lado do Sport, é viável para eles eliminar a nossa equipe agora.” Em paralelo a isso, o time rubro-negro deve considerar a possibilidade de encurtar a distância para Náutico e Salgueiro na classificação, já que os pontos somados na semifinal são considerados para definir a ordem do mando de campo da decisão.

INDIFERENTE

Além dessa vantagem de decidir em casa nos mata-matas, não há mais nada em jogo para o Sport. É por isso que o clube chega ao Clássico mais focado no confronto contra o Campinense, na Copa do Nordeste. A ordem do técnico Falcão, que não estará à beira do gramado do Arruda, é poupar jogadores. Assim, Rithely e Renê devem ficar fora, dando lugar a Ronaldo e Christianno - que também será titular na quarta-feira. Por outro lado, o chileno Mark González está relacionado e deve voltar a atuar após mais de dois meses.

LIVRE ATIRADOR

O principal objetivo do América no Campeonato Pernambucano já foi alcançado: a vaga na Série D. Com uma estrutura precária, sem local certo para treinar e estádio para mandar os jogos, era difícil imaginar que o Mequinha poderia alcançar a semifinal. E pode. Possibilidade real. As contas do Periquito envolvem duas vitórias. A mais “difícil” não depende dele. Precisa que o Sport vença o Clássico das Multidões, no Arruda.
O outro resultado necessário seria complicado não estivesse o adversário deste domingo, o Central, numa situação tão crítica. Lanterna do hexagonal, a Patativa precisou recorrer às pressas às categorias de base para conseguir montar um banco de reservas. Circunstâncias que tornam uma vitória do América, no Luiz Lacerda, um resultado plausível na tarde deste domingo.

Fonte: Diario de PE, REcife, 09/4/2016

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