sábado, 30 de abril de 2016

Balanço financeiro em 2015



BALANÇO FINANCEIRO EM 2015

Cassio Zirpoli

Fazendo uma relação entre dinheiro e futebol, o Santa Cruz conseguiu um resultado excepcional em 2015. Basta observar a enxuta receita do clube, que disputou apenas duas competições, o Estadual e a Série B, obtendo êxito nas duas, com o título local e o acesso à elite nacional. A ausência das cotas do Nordestão e da Copa do Brasil foi sentida no balanço oficial, cuja receita operacional foi de R$ 15,1 milhões. Foi a segunda menor em cinco anos, o período contabilizado pelo blog. À frente apenas de 2012, quando o time ganhou o título pernambucano, mas não passou da primeira fase da terceirona. Agora, com uma média mensal de R$ 1,2 milhão, o Tricolor precisou ser socorrido até por empréstimos de pessoas física (R$ 2,1 mi) e jurídica (R$ 5,2 mi).
Pesou a bilheteria menor em relação aos dois anos anteriores – R$ 7 milhões em 26 partidas. Já a cota da televisão para o Brasileiro, após o desconto da FPF, foi de apenas R$ 2,7 milhões. Outro ponto importante no balanço publicado no Diário Oficial do Estado e no Diario de Pernambuco (abaixo) é o parcelamento da dívida junto ao Profut (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro). Inicialmente, R$ 15,3 milhões. Um movimento necessário, até porque o clube registrou pela segunda vez seguida um déficit milionário, aumentando o passivo.
Esse cenário minguado nas finanças – resultados no campo à parte – será completamente transformado no próximo balanço, a ser divulgado em abril do próximo ano. Isso porque a cota da Rede Globo, agora pelo Brasileirão, será dez vezes maior, assim como a presença de patrocínios mais volumosos (Dry World e MRV). Fora a arrecadação no Arruda. Assim, a receita bruta, que certamente será a maior da história coral, poderá ser até triplicada.

Receita operacional
2011 – R$ 17.185.073
2012 – R$ 13.133.535
2013 – R$ 16.955.711
2014 – R$ 16.504.362
2015 – R$ 15.110.061

Passivo
2011 – R$ 69.775.333
2012 – R$ 71.536.863
2013 – R$ 71.377.478
2014 – R$ 72.727.047
2015 – R$ 77.728.805

Superávit/déficit
2011 (+1.443.869)
2012 (-692.408)
2013 (+453.996)
2014 (-1.766.461)
2015 (-3.388.522)

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 29/4/2016

Munguzá e cafezinho


MUNGUZÁ E CAFEZINHO
É assim a torcida coral...
Recife, 17 de abril de 2016
Fotografias de Clóvis Campêlo

A força ofensiva do Santa Cruz na temporada


A FORÇA OFENSIVA DO SANTA CRUZ NA TEMPORADA

Diego Toscano
O resgate do poderio ofensivo tricolor. Desde a chegada de Milton Mendes, o ataque do Santa Cruz fez as pazes com as redes adversárias. Em oito jogos, foram 10 gols vindos de atacantes. Em menos de um mês, os cinco jogadores da posição já marcaram pelos tricolores.
O primeiro a marcar foi Wallyson. Nas quartas de final da Copa do Nordeste, contra o Ceará, o atacante marcou o tento da vitória dos pernambucanos, em pleno Castelão, e que sacramentou a equipe nas semifinais do Nordestão.
Uma semana depois, foi a vez de Keno voltar a brilhar. Vice-artilheiro da equipe na temporada, com sete gols, o jogador marcou o tento de empate contra o Sport, na última rodada do Hexagonal do Título do Campeonato Pernambucano. A igualdade garantiu a equipe no mata-mata do Estadual.
Nas semifinais do Nordestão, contra o Bahia, a boa fase de Keno se juntou a de Grafite. Juntos, os dois marcaram os três gols contra o Tricolor de Aço. Na Fonte Nova, o experiente atacante fez o gol que colocou o time em uma inédita final de Copa do Nordeste.
Grafite, por sinal, foi do inferno ao céu em pouco menos de três meses. Após passar 11 partidas sem marcar, incluindo um gol contra ante o Sport, no Estadual, o goleador renasceu no mata-mata. Logo após o Clássico das Multidões, Grafite fez três gols em quatro jogos, e foi diretamente responsável pela classificação da equipe para as finais da Copa do Nordeste e do Pernambucano.
Na primeiro jogo da semifinal do Estadual, um elemento surpresa foi fundamental para o Santa Cruz eliminar o Náutico: Arthur. Apagado em 2016, o atacante fez dois gols contra os alvirrubros no Arruda.
Fechando a lista dos goleadores, o General da tropa coral. Após um final de ano avassalador, com seis gols em oito jogos na Série B, Bruno Moraes vinham em má fase em 2016, com apenas dois tentos em 13 duelos. No primeiro embate da decisão do Nordestão, contra o Campinense, o atacante fez um gol aos 47 minutos do segundo tempo, que coloca o Santa Cruz em vantagem para o jogo da volta.
“Esses números só provam que todo mundo tem condições de ser titular ou entrar no decorrer do jogo. Time campeão tem que ser assim: todos preparados para jogar a qualquer hora”, afirmou Bruno Moraes, que não tem vaidade para marcar novamente no domingo, no estádio Amigão.
“Todos sonham em fazer esse gol, mas o que importa é o título. Que Milton Mendes possa entrar e marcar. Estamos focados em ser campeão, e não em quem vai fazer o gol”, finalizou.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 29/4/2016

Santa Cruz: do início vacilante ao voo na reta final


Fotografia de André Nery / JC Imagem

SANTA CRUZ: DO INÍCIO VACILANTE AO VOO NA RETA FINAL

Wladmir Paulino

O desempenho do Santa Cruz pode ser comparado com um automóvel que tem uma pequena sujeira na injeção eletrônica que impede seu motor desenvolver a velocidade plena. Mas quando consegue limpar torna-se inalcançável. De uma vaga conquistada aos trancos e barrancos e nos critérios de desempate à invencibilidade no mata-mata o time passou por todas as fases: favoritismo no início, sofrimento no meio e redenção no fim.
Os corais estavam no grupo C, que tinha como adversário mais duro, ao menos em tese, o Bahia. E isso se concretizou logo na primeira rodada. O goleiro Marcelo Lomba teve grande atuação, garantindo os três pontos depois do gol de Juninho. A primeira vitória veio longe de casa, contra o Confiança, com gols de Grafite e Alemão.
Parecia que o time iria engrenar. Só parecia. Na volta para casa, novo balde de água fria na torcida com um insosso empate por 1×1 com o frágil Juazeirense. Esse jogo indicaria uma tendência nessa primeira fase do Estadual, que encontraria eco no Pernambucano: o time se complicaria quando jogasse em casa. O jogo em sequência, contra o Juazeirense de novo, confirmou esse ‘problema’. O time foi a Senhor do Bomfim e venceu o mesmo adversário por 1×0.
A primeira vitória em casa só veio na penúltima rodada, com um 3×1 em cima do Confiança, com gols de Tiago Costa, Keno e Bruno Moraes. Mesmo assim, a torcida já chiava e não era pouco com o técnico Marcelo Martelotte. O Tricolor mantivera a base vice-campeã da Série B, mas o futebol ficou perdido em algum lugar do passado. O time não tinha força para atacar e dava muito espaço na hora de defender.
Isso chegou ao ápice na última rodada da primeira fase quando teria novamente o Bahia pela frente. Classificado antecipadamente e com cem por cento de aproveitamento, o Tricolor de Aço deu-se ao luxo de escalar um time repleto de garotos recém-promovidos das divisões de base. Os corais brigavam com outras quatro equipes para entrar nas quartas de final como um dos três melhores segundos colocados. Um time emperrado e experiente conseguiu perder para a meninada baiana. No retorno ao Recife, Martelotte foi demitido.

MATA-MATA

Milton Mendes, com bons trabalhos na Ferroviária de Araraquara e Atlético Paranaense, foi o escolhido. E ‘estreou’ com o pé direito. Na abertura das quartas de final contra o Ceará ele estava nas tribunas vendo o time jogar comandado por Adriano Teixeira. No intervalo, com a equipe no prejuízo por 1×0, foi ao vestiário, conversou com os jogadores, deu algumas orientações e a virada veio na segunda etapa com dois gols de Keno.
No jogo da volta o Tricolor sofreu um bombardeio do atual campeão. Teve direito a Danny Morais salvando em cima da linha e Tiago Cardoso defendendo um pênalti, feito que ele não alcançava desde o dia 6 de setembro de 2014. No final do jogo, Wallyson escapou num contra-ataque e fez 1×0. Começava ali a melhor campanha do mata-mata.
A semifinal era a chance de dar o troco ao Bahia. Mas as coisas começaram bem diferentes. O time visitante marcou a saída de bola e tocou a bola no campo ofensivo até marcar o gol aos 19 minutos com Hernane Brocador. Só aí o Santa saiu para o jogo, comandado pelo inspiradíssimo Keno. E foi dele o empate já no último minuto do primeiro tempo depois de passar por três marcadores. A virada coral veio aos 12, com direito a Grafite driblar Marcelo Lomba. Parecia que o filme das quartas de final iria se repetir. Mas só parecia. Aos 38 do segundo tempo, em sua segunda participação no jogo, Wellington Cézar meteu a mão na bola dentro da área. Luisinho foi para a cobrança e deixou tudo igual.
Com o 2×2 o Bahia poderia empatar por 0x0 e 1×1 para ir à final. A Fonte Nova viu o jogo mais tenso da competição com jogadores dos dois times trocando empurrões e cometendo faltas ríspidas. Nesse nervosismo, o zagueiro Róbson falhou numa saída de bola. Melhor para Grafite que avançou e fez 1×0 ainda na primeira etapa. Depois foi se segurar para grantir a final inédita.

DECISÃO

Depois de despachar o dono da melhor campanha, o Santa teria pela frente justamente o segundo melhor. E com um bônus. O Campinense se especializava em mandar pernambucanos de volta para casa. Só o Salgueiro perdeu três vezes para a Raposa. Nas semifinais, a vítima foi o Sport. E como todo mundo esperava o jogo foi duríssimo, ainda que nacionalmente haja um abismo entre os dois – o Santa está na Série A e o time paraibano na B.
O Campinense não se intimidou e jogou de igual para igual. Mesmo com essa dificuldade, Grafite estava lá para fazer a diferença ainda no primeiro tempo. O panorama seguiu igual no segundo e quase no mesmo lugar do gol tricolor, o time visitante empatou com Tiago Sala. Sem outra alternativa a não ser atacar, Milton Mendes mandou o time para cima deixando apenas um volante protegendo a defesa. E foi recompensado com um chute de primeira de Bruno Moraes aos 46 do segundo tempo. Era a vantagem que o Tricolor precisava para escrever um feliz capítulo final desta história.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 30/4/2016

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Léo Moura compara torcidas


LÉO MOURA COMPARA TORCIDAS

Reforço mais conhecido do Santa Cruz para esta temporada, Léo Moura tinha jogado apenas seis partidas pelo Metropolitano-SC no Campeonato Catarinense quando recebeu um inusitado convite. O clube pernambucano, que disputará a primeira partida da final da Copa do Nordeste contra o Campinense, no Estádio do Arruda, no Recife, nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), queria trazer o experiente jogador de 37 anos.
Para que a negociação desse certo, a opinião do principal jogador da equipe desde o ano passado foi fundamental.
"Foi tudo muito rápido e fui pego de surpresa. Pediram indicação do Marcelo Martelotte [então técnico] e do Grafite, foram caras que me ajudaram muito para vir e dar uma força nas retas finais do Estadual e Copa do Nordeste. Por isso aceitei, é um clube de Série A e tem uma torcida apaixonada", contou o atleta.
Léo Moura ainda busca espaço no time titular comandado por Milton Mendes. Com quatro partidas pelo clube coral, ele quer contribuir para a conquista mais importante do primeiro semestre.
"A torcida está ansiosa porque é uma final inédita para o clube. Está muito empolgada, mas precisamos deixar isso para o torcedor. Temos que ter os pés no chão e sabemos como é difícil pegar uma equipe muito competitiva. Nós temos total condição de sermos campeões", garantiu..
Para que o objetivo vire realidade, o meia aposta na boa relação entre os atletas. "A união dos jogadores é muito boa, é difícil ver uma união desta forma em um grupo", elogiou.

Fonte: PE Futebol Clubes

Santa Cruz 2 x 1 Campinense


Fotografia de Diego Nigro / JC Imagem

SANTA CRUZ 2 x 1 CAMPINENSE

Davi Saboya

Empurrado pela torcida coral que lotou o Arruda, o Santa Cruz venceu por 2×1 o Campinense, nesta quarta-feira (27), no estádio do Arruda, em partida válida pelo jogo de ida da final da Copa do Nordeste. A trilha sonora da vitória foi: “Acabou o caô, o general chegou”. O atacante Bruno Moraes entrou durante o segundo tempo e decidiu a partida para o Tricolor. Os outros gols foram marcados por Grafite e Tiago Sala.
Os dois times realizaram um confronto muito aberto, igual e com chances para os dois lados. A partida de volta acontece, domingo (1), no estádio Amigão, em Campina Grande-PB.

O JOGO

Quem deu o pontapé inicial da partida foi o ex-atacante do Santa Cruz, Ramon. Só que, logo aos 3, quem teve a primeira chance de perigo foi o Campinense. Pelo lado direito, Roger levantou a bola na grande e quase Rodrigão completa o lance. A bola sobro para o lateral-esquerdo Danilo que arriscou de fora da área e também não teve sucesso. Mas o tricolor não demorou para responder. Grafite arrancou pelo lado esquerdo e mandou uma bomba para por cima do gol.
Quando o cronômetro passava dois dez minutos e as duas equipes iniciavam a partida bastante disputado, o árbitro Arilson Bispo da Anunciação sentiu fortes dores na panturrilha esquerda. Ele foi substituído pelo quarto árbitro pernambucano, Nielson Nogueira Dias.
Após os dez minutos, o confronto esfriou e o Campinense começou a controlar a bola. Além de ter uma maior posse de bola. Com isso, o Santa Cruz encontrou grande dificuldade para furar a defesa paraibana. Somente aos 29, o Tricolor conseguiu ameaçar o adversário, mas foi crucial. Leandrinho cobrou o escanteio e o atacante Grafite subiu mais alto que a defesa adversário para abrir o placar. Mesmo tendo sofrido o gol, o rubro-negro paraibano foi para cima. Aos 34, Felipe Ramon, cara a cara com Tiago Cardoso isolou a bola.
O gol do Santa Cruz em um lance de bola foi um verdadeiro “banho de água fria” no Campinense que com a bola no pé foi melhor que os donos da casa na primeira parte da partida. Mesmo com a vantagem no marcador, o Tricolor não conseguiu encaixar boa investidas. Apenas um chute de fora da área com Keno.
O segundo tempo também começou com o Campinense tendo uma maior posse de bola. Mas, aos 6, Leandrinho cobrou o escanteio na cabeça de Gledson, que fez uma grande defesa. E o forte do Tricolor na decisão era a bola parada. Leandrinho, novamente, só que desta vez em uma cobrança de falta, levantou a bola na área e o goleiro Gledson afaston, no rebote, Leandro Sobral cabeceou contra o próprio gol. A bola bateu na trave e por pouco a bola não entra.
Não demorou muito e o Santa Cruz teve outra oportunidade. Aos 13, a defesa do Campinense errou na saída de bola, Grafite roubou a bola, passou pelo zagueiro, e Lelê entrou na jogada e bateu colocado para boa defesa de Gledson. Não demorou muito para o Santa Cruz tomar conta da etapa final. Todos as jogadas de ataque passavam pelo pé do atacante Grafite que estava em uma noite iluminada.
Só que por coincidência do destino quando Santa Cruz estava melhor na partida o Campinense também conseguiu o empate após uma cobrança de escanteio. Aos 26, Filipe Ramom cruzou e Tiago Sala subiu para empatar o confronto. Depois do empate enquanto o Tricolor foi para cima com a entrada de Bruno Moraes na vaga de Leandrinho, o técnico do Campinense, Francisco Diá colocou o volante Fernando Pires para segurar o resultado. E a alteração que deu certo foi a coral. Aos 46, pelo lado direito, Raniel cruzou e Bruno Moraes pegou de primeira para decretar a vitória do Santa Cruz no último minuto.

FICHA TÉCNICA

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vítor (Léo Moura), Neris, Danny Morais, Tiago Costa; Uillian Correia, Leandrinho (Bruno Moraes), Lelê (Raniel); Arthur, Keno e Grafite. Técnico: Adriano Teixeira (interino).

CAMPINENSE: Gledson, Negreti, Joécio, Tiago Sala, Danilo; Magno, Leandro Sobral (Chapainha), Filipe Ramon, Roger Gaúcho (Fernando Pires); Raul (Jussimar) e Rodrigão. Técnico: Francisco Diá.

Local: Arruda. Horário: 21h45. Árbitro: Arilson Bispo da Anunciação (BA). Assistentes: Elicarlos Franco de Oliveira e Adailton Jose de Jesus Silva (Ambos da BA). Gols: Grafite aos 29′ do 1ºT, Tiago Sala aos 26′ do 2ºT e Bruno Moraes aos 46′ do 2ºT. Cartões Amarelos: Uillian Correia (Santa Cruz). Negreti e Tiago Sala (Campinense). Público: 36.106 torcedores. Renda: R$607.450.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 28/4/2016

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Náutico 1 x 2 Santa Cruz



Fotografias de Bobby Fabisak / JC Imagem

NÁUTICO 1 x 2 SANTA CRUZ

Davi Saboya
O Náutico até que tentou tirar a vantagem no segundo jogo das semifinais, mas não teve jeito. O Clássico das Emoções terminou com uma vitória coral por 2×1, neste domingo (24), na Arena Pernambuco. Os gols foram marcados por Ronaldo Alves, Grafite e Lelê. Com o resultado, o Santa Cruz, que venceu o jogo de ida por 3×1, se classificou para a final do Campeonato Pernambucano pelo segundo ano seguido.
O Timbu foi para o intervalo vencendo a partida por 1×0 só que sentiu o gol tomado no início da etapa final. O Tricolor soube administrar o resultado, virar o placar e com tranquilidade garantir a vaga em busca do título Estadual. As finais acontecem nos dias 4 e 8 de maio no Arruda e Ilha do Retiro, respectivamente.

O JOGO

O Clássico das Emoções começou com muita marcação pelos dois lados. Com um minuto de jogo já teve uma falta. Só que precisando do resultado, a primeira chance foi do Náutico. Aos 6, a bola sobrou para Thiago Santana livre na pequena área, mas o atacante tentou bater de voleio e errou o chute. Pouco tempo depois, o atacante Grafite foi desarmado no meio-campo. Esquerdinha pegou a bola, tocou para Daniel Morais que invadiu a área e perdeu o tempo da bola.
O Náutico conseguiu segurar o Santa Cruz no começo da partida e não deixou o rival tricolor ter os mesmos espaços do jogo de ida. Aos 16, a melhor chance do início do jogo. Esquerdinha se livrou da marcação pelo lado direito e levantou na cabeça de Daniel Morais, que em posição irregular, mandou para fora. Não demorou muito tempo e o goleiro Tiago Cardoso levou outro susto. Thiago Santana soltou o pé de fora da área e a bola passou perto.
Só aos 23, o Santa Cruz conseguiu ameaçar a meta do goleiro Júlio César. Depois de uma boa troca de passes pelo lado esquerdo de ataque, a bola sobrou para Lelê que mandou uma bomba de longe. O Tricolor começou a se soltar e logo teve outra oportunidade. Arthur passou livre pelo lado de ataque e cruzou para Grafite. Ele tentou bater de bicicleta e quase teve sucesso. O Náutico manteve a boa postura, conseguia trocar passes no campo de ataque e criou outro lance perigoso. Ygor tocou para Esquerdinha, que protegeu e ajeitou a bola para Thiago Santana bater de primeira.
Depois de muita insistência, aos 33, o Timbu conseguiu abrir o placar com o zagueiro Ronaldo Alves. Depois do bate rebate após a cobrança do escanteio de Esquerdinha, a bola sobrou para Rodrigo Souza que pegou de bicicleta e o goleiro Tiago Cardoso fez uma bela defesa. Mas no rebote Ronaldo Alves empurrou para o fundo da rede. Apesar de ter tomado o gol, o Santa Cruz conseguiu responder rapidamente. Grafite arriscou de fora da área e acertou a trave. A equipe coral tentou empatar na etapa inicial, mas não teve sucesso.
Já o segundo tempo começou agitado. Aos 6, o time do Náutico ficou reclamando de um pênalti após a bola bater na mão do lateral-esquerdo Tiago Costa. Só que o juiz não marcou a penalidade. Leandrinho lançou para Grafite. O camisa vinte e três arrancou sozinho, driblou o goleiro Júlio César e empatou a partida. Com o gol marcado, o Tricolor se empolgou e foi para cima do Timbu. Leandrinho cobrou o escanteio na cabeça do zagueiro Danny Morais que mandou de cabeça e bola passou perto.
O Santa Cruz começou a etapa final melhor que o Náutico. No contra-ataque, a bola sobrou para Grafite, livre, bater de primeira por cima do gol alvirrubro. Depois de tomar o gol, o Timbu se desorganizou e não conseguiu mostrar o bom futebol da primeira parte do confronto. A melhor chance do Alvirrubro só veios aos 18 com o zagueiro Ronaldo Alves. Esquerdinha cobrou a falta na cabeça do zagueiro Ronaldo Alves mandar na rede pelo lado de fora.
Sobrava vontade e faltava organização ao Náutico após ter sofrido o empate. Enquanto o Santa Cruz administrava o resultado mantendo a posse de bola e buscava um espaço na defesa do Timbu. O técnico Gilmar Dal Pozzo até que tentou buscar opções para a equipe tanto que terminou com quatro atacantes em campo. Mas não teve jeito. O Timbu sentiu o gol no início da etapa final, não conseguiu pressionar o Tricolor e viu o adversário conseguir virar o confronto, aos 47, com um chute de fora da área de Lelê.

FICHA TÉCNICA

NÁUTICO: Júlio César; Joazi, Ronaldo Alves, Rafael Pereira, Gastón; Ygor, Rodrigo Souza (Rafael Coelho), Renan Oliveira (Rony), Esquerdinha (Caíque Valdívia); Thiago Santana e Daniel Morais. Técnico: Gilmar Dal Pozzo.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vítor (Léo Moura), Neris, Danny Morais, Tiago Costa; Ullian Correia, Leandrinho (Wellington Cézar), Lelê; Arthur, Keno e Grafite (Bruno Moraes). Técnico: Milton Mendes.

Horário: 16h. Local: Arena Pernambuco. Árbitro: Emerson Luiz Sobral. Assistentes: Elan Vieira de Souza e Albino de Andrade Albert Junior. Gols: Ronaldo Alves aos 33′ do 1ºT, Grafite aos 6′ do 2ºT e Lelê aos 47′ do 2ºT. Cartões Amarelos: Renan Oliveira, Henrique, Rodrigo Souza, Ygor, Thiago Santana, Rafael Coelho e Rony (Náutico). Neris, Grafite e Leandrinho (Santa Cruz). Público: 15.596 torcedores. Renda: R$ 298.940,00.
Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 24/4/2016

sábado, 23 de abril de 2016

O espírito guerreiro



No contra-ataque


Fotografia de Flávio Japa / Folha PE

NO CONTRA-ATAQUE

William Tavares

“O feitiço virou contra o feiticeiro”. Esse é o ditado que na visão de alguns jogadores do Santa Cruz poderia ilustrar a forma como a equipe conseguiu derrotar o Náutico no Arruda, na última quarta (20), pela primeira partida da semifinal do Campeonato Pernambucano 2016. Diferente dos clássicos passados, onde o Tricolor foi vítima do contra-ataque dos rivais, desta vez a Cobra Coral foi quem usou –e bem – o artifício. E vai continuar com a mesma estratégia para o jogo da volta, domingo (24), na Arena Pernambuco.
“Temos de usar o terceiro gol (no clássico) como exemplo. Se você analisar, nos outros clássicos nós tomamos gols de contra-ataque. Foi a nossa vez de fazer isso agora. Tenho certeza de que eles (Náutico) usarão contra-ataques contra nós, porque eles vão precisar ir para cima, propor o jogo”, alertou o volante Uilian Correia
O marcador acredita ainda que o Tricolor não pode alterar seu plano de jogo no confronto da volta. “Independente da postura do Náutico, a gente não pode mudar a nossa. Temos um padrão, uma identidade que criamos, marcando forte. Será um jogo na casa deles e a torcida vai comparecer como a nossa também vai. Temos uma vantagem, mas no futebol sabemos que se você brincar, a bola pune. Vamos entrar como se o jogo tivesse 0x0, com os pés no chão para não sermos surpreendidos”, pontuou.
Próximo de conseguir uma vaga na decisão do Estadual e já garantido na finalíssima da Copa do Nordeste, o jogador mostrou ambição. “Vamos buscar os dois títulos. Quando cheguei aqui falei que queria escrever meu nome na história do Santa Cruz. Cada jogador deve pensar dessa forma. Só tem espaço no futebol para vencedor. Infelizmente você só é reconhecido quando ganha”, completou.

MILTON

É um discurso padrão: todos os jogadores do Santa Cruz fazem questão de colocar na conta do técnico Milton Mendes parte importante do sucesso da equipe nesta reta decisiva do primeiro semestre. “Não somente eu, mas o grupo está evoluindo a cada treino evoluindo muito. Com a chegada do nosso treinador, jogadores que não vinham jogando agora estão. Ele é um cara que não deixa ninguém entrar na zona de conforto. É bom você ter um treinador assim porque aí você não relaxa nunca. Cada jogador é importante no Santa”, frisou.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 22/4/2015

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Freando a euforia


Fotografia de Diego Nigro / JC Imagem

FREANDO A EUFORIA

Wladmir Paulino
Enfileirando resultados expressivos no Santa Cruz, o técnico Milton Mendes dificilmente se exalta nas comemorações. Um dos seus principais jargões é que”o ruim da vitória é que não é eterna”. Segundo o treinador, o triunfo por 3×1 sobre o Náutico, nesta quarta (21), pelo jogo de ida das semifinais do Pernambucano, foi boa, mas ainda “não dá nada” aos tricolores.
“Conseguimos vencer o jogo e a equipe jogou bem. Mas, vou repetir o que digo sempre: o ruim da vitória é que não é eterna. Temos que nos recuperar porque temos um duelo muito difícil na casa do Náutico. Não teremos tranquilidade nenhuma. Vamos encarar a próxima partida de forma muito intensa. A equipe do Náutico é qualificada. Foi uma vitória boa, mas não nos dá nada”, explicou o técnico Milton Mendes.
Perguntado se o gol do Náutico tirou a “perfeição” do Santa Cruz na partida, o treinador foi sincero. “Gol faz parte do espetáculo, tanto para nós quanto para eles. Como disse, a equipe deles é qualificada, e é natural que tivessem algumas oportunidades. Foi uma noite boa, mas o perfeito não existe: temos que estar a procura da excelência”, ressaltou o comandante coral.
Além dos jogadores, outro fator positivo citado por Milton Mendes foi a torcida, que finalmente voltou a comparecer no Arruda. Nesta quarta (21), 40.140 torcedores estiveram no estádio, o recorde de público do ano em Pernambuco e o segundo maior do Brasil nos Estaduais, atrás apenas do Grenal, com mais de 44 mil pessoas.
“Temos que bater palmas também para o nosso torcedor, que fez uma festa bonita e mostrou um pouco da sua cara. Fiquei muito feliz e até me emocionei quando chamaram meu nome. Quero aproveitar essa oportunidade para mandar um beijo para cada um deles”, frisou.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 20/4/2016

Santa Cruz 3 x 1 Náutico



Fotografias de André Nery / JC Imagem

SANTA CRUZ 3 x 1 NÁUTICO

Davi Saboya

Embalado pela torcida que lotou o Arruda e em uma noite de gala do atacante Arthur, o Santa Cruz venceu o Náutico por 3×1, nesta quarta-feira (20), em partida válida pelo jogo de ida das semifinais do Campeonato Pernambucano. O Tricolor conseguiu marcar os dois primeiros gols logo no início dos dois tempos e adotou uma estratégia de explorar os erros do Alvirrubro. Já o Timbu pagou caro pelos erros defensivos e apenas no final da partida conseguiar acertar as jogadas.
As duas equipes voltam a se enfrentar no domingo (24), às 16h, na Arena Pernambuco. Vale lembrar que no Estadual não tem o critério do gol fora de cara. O que vale é o saldo de gols entre os confrontos.

O JOGO

Os primeiros dez minutos do clássico foram de muita cautela por parte das duas equipes. Só que na primeira chance da partida, aos 9 minutos, o Santa Cruz foi eficiente. Keno arrancou pela esquerda, invadiu a grande área e cruzou na cabeça do atacante Arthur que escorou para o fundo da rede. Pelo fato dos rivais jogarem com esquemas táticos semelhantes, o início do jogo não teve muitos lances perigosos. Depois que marcou o gol, o Tricolor esperou o Timbu na defesa, que tocava a bola de um lado para o outro, mas não conseguia encontrar espaços.
Após muita existência, o Alvirrubro conseguiu levar perigo a meta do Santa Cruz. Aos 28, em jogada ensaiada na cobrança de falta, Renan Oliveira tocou para Rony, sozinho, pelo lado direito, que invadiu a grande área e bateu cruzado. A bola desviou na defesa coral e por pouco não enganou o goleiro Tiago Cardoso. A resposta do Tricolor não demorou muito tempo. Também um lance de bola parada, a defesa do Náutico afastou errado a bola. Danny Morais pegou a sobra e levantou na cabeça de Grafite que por pouco não ampliou o placar.
Como marcou um gol logo no início do clássico, o Santa Cruz passou o primeiro tempo tentando explorar os erros do Timbu. Já o Náutico tentou encontrar espaços na defesa tricolor. Porém, os comandados de Milton Mendes conseguiram segurar as investidas dos jogadores alvirrubros, principalmente do atacante Rony que se movimentou bastante pelos dois lados.
O segundo tempo começou semelhante ao final da etapa inicial. Com a entrada do meia Esquerdinha na vaga de Gil Mineiro, o Náutico partiu em busca do empate. Enquanto o Santa Cruz continuou explorando os erros do rival. E novamente encontrou o caminho das redes. Após cobrança de escanteio, aos 7, João Paulo levanta na cabeça de Arthur, que subiu mais alto que a defesa alvirrubra, e ampliou o placar.
Pressionado pelo torcida do Santa Cruz, o Náutico não conseguiu levar perigo aos donos da casa após o segundo gol. Só aos 17, após cobrança de falta perigosa de Esquerdinha, é que o Timbu começou a invadir a defesa adversária. Mas sem sem sucesso nas jogadas. Até que em um contra-ataque mortal, aos 23, o Tricolor aumentou ainda mais a vantagem. Da entrada da grande área, Tiago Costa bateu de chapa no canto direito do goleiro Júlio César.
A tática do Santa Cruz na partida foi clara: explorar os erros do Timbu. E assim quase ampliou a vantagem ainda mais por duas vezes. Primeiro, novamente, em um contra-ataque, Lelê saiu na cara do goleiro alvirrubro que fez uma grande defesa. Segundo, após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Danny Morais que mandou de cabeça na trave. Apesar de ter tido uma noite quase toda eficiente, o Santa Cruz deu um vacilo no final da partida. Aos 42, Joazi arriscou de longe e diminuiu para o Náutico no terceiro Clássico das Emoções da temporada.

FICHA TÉCNICA

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vítor, Neris, Danny Morais, Tiago Costa; Uillian Correa, João Paulo, Lelê; Arthur (Bruno Moraes), Keno (Raniel) e Grafite (Wallyson). Técnico: Milton Mendes.

NÁUTICO: Júlio César; Joazi, Ronaldo Alves, Fabiano Eller, Gastón; Ygor (Eduardinho), Rodrigo Souza, Gil Mineiro (Esquerdinha), Renan Oliveira e Rony (Rafael Coelho); Thiago Santana. Técnico: Gilmar Dal Pozzo.

Local: Arruda. Horário: 21h45. Árbitro: Sebastião Rufino Filho. Assistentes: Ricardo Chianca e José Daniel Araújo.Gols: Arthur aos 9′ do 1ºT, aos 7′ do 2ºT e Tiago Costa aos 23′ do 2ºT (Santa Cruz). Joazi aos 42′ do 2ºT (Náutico).Cartões amarelos: Arthur, Uillian Correia (Santa Cruz). Renan Oliveira, Rodrigo Souza e Esquerdinha (Náutico).Público: 40.140. Renda: R$: 346.288,00.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 20/4/2016

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Bahia 0 x 1 Santa Cruz


BAHIA 0 x 1 SANTA CRUZ

Do JC Online

Assim como havia feito na Série B do ano passado, o Santa Cruz voltou a bater o Bahia em Salvador. Desta vez eliminando diretamente o rival, com a vitória neste domingo (17/4) por 1x0, garantindo vaga na final da Copa do Nordeste.
No jogo de ida, as duas equipes haviam empatado por 2x2. Agora o tricolor pernambucano enfrentará o Campinense, que eliminou o Sport na outra semifinal nos pênaltis.
Mesmo precisando vencer, o tricolor pernambucano começou a partida com muita tranquilidade. Sem se afobar com a marcação adiantada dos donos da casa. E isso foi fundamental para não sofrer pressão, segurando a bola com inteligência. Dando o bote na hora certa.
Como aos 13 minutos, quando Grafite roubou bola do zagueiro Robson, invadiu a área e, mesmo adiantando-a, ganhou dividida do goleiro Marcelo Lomba e abriu o placar. Resultado que deu mais calma ainda ao time coral. Tanto que segurou os baianos com poucos sustos.
Num deles, Tinga avançou pela direita e cruzou rasteiro. Edigar Júnio, que entrava livre, perdeu o gol.As outras chances foram em cabeçadas bem defendidas por Tiago Cardoso. Uma de Tiago Ribeiro e outra de Edigar. Ambas nas costas de Vítor. E já no final do primeiro tempo, quando o Bahia pressionava bastante, o goleiro pernambucano ficou indeciso na saída de bola e quase toma o empate. Mas recuperou-se a tempo.
A segunda etapa começou ainda mais movimentada. Com as duas equipes desperdiçando oportunidades claras em menos de 10 minutos. Primeiro o Santa, com Grafite chutando por cima, quando estava na cara do goleiro Lomba. Depois com o Bahia voltando a explorar as jogadas pela laterais, cruzando uma bola que passou por toda extensão da área, raspando as cabeças de Hernane e Edigar.
Apesar de ter melhorado a marcação, o Santa voltou a dar espaços. E o tricolor baiano foi se aproveitando. Só que pecando nas finalizações. Com Edigar e Hernane perdendo gols na pequena área, após cruzamentos perigosos.
A partir dos 30 minutos, o Bahia foi trocando marcadores por atacantes. E o Santa fazendo o contrário. Aos 35, Milton Mendes agrediu com cabeçada um auxiliar técnico de Doriva e foi expulso, deixando os momentos finais ainda mais dramáticos. Mas terminando de uma forma positiva para o time pernambucano, que soube segurar a bola no ataque. Especialmente após a expulsão de Robson.

FICHA DO JOGO

BAHIA: Marcelo Lomba; Tinga, Robson, Éder e Moisés; Paulo Roberto, Danilo Pires e Juninho; Thiago Ribeiro, Edigar Junio e Hernane. Técnico: Doriva.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vítor, Néris, Alemão e Tiago Costa; Uillian Corrêa, João Paulo e Wallyson; Arthur, Keno e Grafite. Ténico: Milton Mendes.

Local: Fonte Nova, em Salvador. Árbitro: José Ricardo Laranjeira. Assistentes: Pedro Jorge Santos de Araujo e Rondinelle dos Santos Tavares. Gol:Grafite, aos 13 minutos do 1º tempo. Renda: . Público: . Expulsões: Robson, Moisés (B) e João Paulo (S). Cartões amarelos: Juninho, Hernane, Grafite.

17/4/2016

domingo, 17 de abril de 2016

Em busca de final inédita


EM BUSCA DE FINAL INÉDITA

Yuri de Lira

Milton Mendes, Grafite, João Paulo e os demais atletas do Santa Cruz podem entrar para a história neste domingo. Às 16h, o time coral se depara pela quarta vez em menos de quatro meses com o Bahia, no jogo mais decisivo com o adversário até aqui em 2016. Na Arena Fonte Nova, a equipe pernambucana irá buscar uma inédita classificação à final de uma Copa do Nordeste. Para conseguir tal façanha, os corais necessitam voltar a ganhar na casa do adversário, algo que tem sido raro no decorrer do tempo.
A inspiração do Santa Cruz, inevitavelmente, vem da derradeira vitória na casa do rival, em 2015, quando ganhou de virada por 2 a 1, saltou para o G4 da Série B do Brasileiro e arrancou rumo ao acesso, enquanto o Bahia entrou em derrocada na competição. O meia João Paulo relembra o episódio. Diz que é possível de novo aquele espírito da 34ª rodada da Segundona. "Temos totais condições de buscar esta classificação. Provamos isso no ano passado, em um jogo bem semelhante." Mas pondera. Crê que agora os espaços para erros são ainda menores. "Tem uma diferença: é mata-mata. Ano passado, apesar da característica de jogo decisivo, agora poderia depender de combinações para avançar”, contou.
Estímulo na derradeira Série B à parte, os resultados positivos não são frequentes na Fonte Nova (apesar de empates acima de 2 a 2 levarem o clube também à classificação). Foram somente quatro vitórias desde 1953, ano que dois os tricolores começaram a se enfrentar no estádio. Para o técnico Milton Mendes, isso pouco importa. Acredita que os seus jogadores estão bem para o desafio desta tarde. Como costuma, apelou para a metáfora a fim de assegurar que Santa Cruz vai se entregar na partida. “Os nossos jogadores estão em um momento bom. Eles (do Bahia) já viram que não vamos soltar fácil essa eliminatória. Aconteça o que acontecer, vamos dar a vida em campo”, disse, enfático, o treinador.
O discurso de otimismo não significa que os corais não sofrerão para conseguir passar de fase, no entendimento do comandante. Milton Mendes voltou a cobrar dos seus comandados “equilíbrio mental”, um dos pilares do seu trabalho. “Se uma pessoa normal, que estuda, fica nervoso, tudo bloqueia... acontece. O equilíbrio é tudo.” Pede essa estabilidade sobretudo porque a equipe deve estar sob pressão numa Arena Fonte Nova bastante cheia. “Decisão é feita por detalhes. É preciso equilíbrio. Vamos jogar na Fonte Nova, num clima adverso. Mas nada é impossível”, afirmou. Segundo ele, muito longe de ser impossível, aliás. “Se eu fosse um apostador, apostaria em nós.”

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 16/4/2016

sábado, 16 de abril de 2016

Grafite divide responsabilidade por gols com Keno e gosta


GRAFITE DIVIDE RESPONSABILIDADE POR GOLS COM KENO E GOSTA

Yuri de Lira

No começo da temporada, Grafite havia ressaltado a importância de um outro jogador de renome para dividir responsabilidades com ele no Santa Cruz. Até agora, só Léo Moura chegou com essa tarefa, mas sequer é titular. Hoje, porém, não é nenhum midiático que compartilha a missão de "dividir atenções" com o camisa 23. Artilheiro do Tricolor na temporada com sete gols, dois a mais que o centroavante, Keno deixou de ser coadjuvante e virou protagonista junto do ídolo coral.
Grafite elogia o colega de posição e acha que Keno, também elogiado pelo treinador Milton Mendes, está conseguindo tirar a sobrecarga perante às cobranças da torcida. "Todos falam da minha responsabilidade no Santa Cruz, mas sei que, internamente, todos têm essa responsabilidade. Lógico que para fora o peso cai mais sobre mim, pela minha experiência, pelo meu nome. Mas a fase do Keno é excepcional e a gente tem que tirar proveito disso", disse o centroavante.
O ídolo tricolor confessou ainda que sente confiança para fazer jogadas com Keno durante os jogos e não se furta em colocá-las em prática. "Ele está vivendo um grande momento físico, técnico, tático e ajudando muito. Eu o procuro muito dentro de campo porque sei que as jogadas estão fluindo naturalmente para ele. É um jogador muito técnico, muito rápido, forte no drible e nas finalizações, que não era o seu ponto forte."

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 15/4/2016

Um Bahia mais ofensivo


Fotografia de Flávio Japa / Folhape

UM BAHIA MAIS OFENSIVO

Paulo Henrique Tavares
O Santa Cruz está ciente da pressão que irá enfrentar diante do Bahia, jogando na Arena Fonte Nova, em Salvador. É evidente que além do fator casa, a presença do torcedor baiano será um ingrediente a mais para tamanha dificuldade. Segundo o meia João Paulo, dentro de campo a postura dos adversários será ofensiva. Assim, ele espera que o Santa Cruz não desperdice as chances que criar. Até porque, gols fora de casa, nesta fase da Copa do Nordeste, contam bastante para as pretensões de qualquer visitante.
"Temos que fazer o nosso jogo. A gente sabe que o adversário tem uma vantagem, mas acredito que eles vão querer ir pra cima, até porque a torcida cobra bastante. É marcar forte e jogar com inteligência. Precisamos aproveitar as oportunidades no momento em que sairmos para o jogo", disse o meia tricolor.
João Paulo tem jogado em uma função diferente desde a chegada de Milton Mendes. Ao lado de Uillian Correia, ele é o responsável por fazer a transição da defesa ao ataque. “Já falei outras vezes que posso jogar tanto de segundo volante como na armação. Isso é natural. Não tenho problema em mudar de posição de um jogo para o outro, mas claro que é bom ter uma sequência na mesma função."
Com relação a classificação para a final, a confiança é alta do atleta. "Acho que temos totais chances de buscar a classificação fora de casa. Já provamos no ano passado e agora vamos enfrentar uma partida semelhante", finalizou.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 16/4/2016

Inspiração no passado recente


Fotografia de Guga Matos / JC Imagens

INSPIRAÇÃO NO PASSADO RECENTE

Diego Toscano

Precisando de uma vitória simples ou empate a partir de 3x3 para avançar na Copa do Nordeste, o Santa Cruz se agarra ao passado recente para vencer o Bahia e chegar a uma inédita decisão do Nordestão. No ano passado, novembro foi fundamental para o acesso tricolor. Comum ao penúltimo mês de 2015, os três triunfos mais expressivos da Cobra Coral na Série B foram fora de casa, mesmo cenário do confronto ante os baianos, no próximo domingo (17), na Fonte Nova.
No dia 7 de novembro, o Santa começou a sua arrancada rumo a elite do futebol nacional. Na sexta posição, os tricolores venceram o próprio Bahia por 2x1, na Fonte Nova. O triunfo fez o time entrar no G-4, local que não saiu mais no campeonato. Uma semana depois, uma das melhores atuações da Cobra Coral na Série B.
Diante de um Engenhão cheio e contra o líder isolado do campeonato, o Tricolor do Arruda não tomou conhecimento do adversário e aplicou 3x0 no Botafogo. Fechando a retrospectiva da Segundona, o jogo do acesso. Contra o lanterna Mogi Mirim, uma nova vitória por três gols levou o Santa para a Série A após dez anos.
Para Grafite, a partida mais importante das três foi a contra o Bahia. “Aquele jogo foi muito especial. Eu estava voltando de contusão e não tinha condições totais de jogar. Antes do jogo, tive uma conversa com Marcelo Martelotte (ex-técnico) e falei que queria ajudar, porque sabia da importância que tinha no time. Quando pedi para sair, já não aguentava mais a panturrilha. Danny Morais já tinha empatado o jogo. Minutos depois da minha saída, Bruno Moraes virou. Foi uma partida especial pela atmosfera, com o Bahia também lutando para subir. Espero que o de domingo seja tão especial quanto aquele”, explicou o atacante.
Um dos maiores responsáveis pelo acesso coral no ano passado, João Paulo também relembrou as arrancadas fora de casa. Mas deixou um aviso: o sistema de competição do Nordestão é diferente da Segundona.
“Apesar de, no ano passado, esses jogos terem sido decisivos, o desse ano contra o Bahia tem uma diferença: é um confronto de mata-mata. Agora a gente joga por um combinação de resultados para passar. Acredito que vai ser um jogo franco, assim como foi o primeiro. São duas equipes parecidas. Se nós conseguimos jogar melhor no Arruda, também podemos ser superiores lá. Acredito na nossa força”, ressaltou.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 15/4/2016

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Elogios


ELOGIOS

Yuri de Lira

Milton Mendes está longe de achar que o 2 a 2 em casa com o Bahia é um resultado desesperador. Apesar do empate, o treinador do Santa Cruz está confiante na classificação para a final da Copa do Nordeste, no próximo domingo, na Arena Fonte Nova. Muito pelo que apresentou o time coral na noite desta quarta-feira. Atuação que rendeu elogios seus aos atletas.
Na avaliação do comandante, o Santa Cruz foi superior ao Bahia. “Acho que a nossa equipe teve muito, não foram alguns, pontos positivos. Tivemos muitas oportunidades de gols.É notório que a equipe construiu, rendeu, não deu espaço para o adversário”, avaliou Mendes. “O Bahia, são os números que dizem, foi bola alçada na área, faltas… Não lembro de uma transição, superioridade numérica que tenha sido lance de perigo”, completou. Milton Mendes não desmerece o oponente “Tiveram paciência, inteligência. É uma equipe experiente.”
Ainda que ciente das qualidades do Bahia, está seguro que os seus comandados podem ganhar em Salvador. Disse que a classificação está “em aberto”, confiante. “Temos condições de chegar lá e fazer um resultado positivo.” Embora a fim ainda de melhorar o time sobretudo defensivamente, acha que um rendimento parecido ao desta quarta será capaz de colocar o Tricolor Pernambucano na decisão do Nordestão. “Se mantivermos o espírito de hoje, já estamos bem. Temos que corrigir coisas, mas o caminho é esse”, pontuou.

INVENCIBILIDADE

Com dois empates e duas vitórias até aqui no Santa Cruz e pivô de uma evolução tática do time, evita se autoexaltar e joga os holofote para os seus atletas. “Não vou me autoelogiar. Vou elogiar sempre os jogadores. Treinador dá uma orientação, um direcionamento, uma linha. Eles são os grandes protagonistas. Tudo que é de bom eles terão os lucros. Tudo que é de ruim eu vou assumir.”

Fonte: Diario de PE, Recife, 14/4/2016

Santa Cruz 2 x 2 Bahia



SANTA CRUZ 2 x 2 BAHIA

Wladmir Paulino

Num jogo em que poderia ter aproveitado melhor seu momento mais inspirado na partida, o Santa Cruz ficou no 2×2 com o Bahia, pela largada das semifinais da Copa do Nordeste, na noite desta quarta-feira (13), no Arruda. Com esse placar, os pernambucanos precisam vencer na Arena Fonte Nova, no próximo domingo (17), por qualquer placar. Empates por 0x0 e 1×1 classificam os baianos e se o 2×2 for repetido, a definição vai para os pênaltis.
O Bahia oscilava momentos de marcação na primeira linha do Santa Cruz (a defensiva) e no meio de campo, a partir de um 4-1-4-1 bem definido. Dessa forma dificultava a articulação das jogadas do Santa. Mesmo tendo uma saída de jogo mais qualificada com João Paulo e Uillian Correia, os corais não encontravam espaço entre as linhas.
Essa boa marcação transformou-se em gol aos 19 minutos, numa bola mal recuada. Allan Vieira abandonou o posto para evitar que Hernane chegasse na bola mas não conseguiu. O atacante baiano levou a melhor, avançou e rolou para Edgar Junio chutar cruzado. Tiago Cardoso defendeu parcialmente e Hernane, que acompanhou toda jogada, completou para as redes.
Depois do gol, o time visitante recuou o bloco defensivo para o seu campo, mantendo o Brocador no círculo central e os outros nove compactados à frente da área. Os coras tiveram mais a bola, rondaram a área e cruzaram bastante, mas sem finalizar com dificuldade para Marcelo Lomba. Danny Morais chegou a marcar de cabeça numa cobrança de falta mas estava impedido.
Mais uma vez foi preciso a qualidade individual de Keno para tirar o Tricolor do sufoco. Keno puxou da ponta esquerda para o meio, passou por dois adversários e acertou o canto esquerdo de Marcelo Lomba.
O Santa voltou para o segundo tempo sem deixar o Bahia pressionar. Ficou com a bola e com João Paulo mais perto dos atacantes. Em duas oportunidades, Keno e Lelê entraram em velocidade pela esquerda e foram pegos em impedimento. O gol estava maduro e saiu aos 12. João Paulo serviu Grafite, que passou por Marcelo Lomba e mandou rasteiro.
O gol da virada fez o Tricolor recuar um pouco e o Bahia correr atrás do empate. Ficou equilibrado mas como o time visitante já não se defendia com tanta gente os contra-ataques pernambucanos passaram a ter mais perigo. E o terceiro não saía por uma série de erros no passe final ou de quem tinha a responsabilidade. Arthur, por exemplo, recebeu grande cruzamento de Keno e, sozinho, completou para fora.
Daniel Costa, que entrou no lugar do dono do jogo – Keno, para quem ainda tem dúvida – bateu uma falta tirando tinta da trave esquerda, aos 32 minutos. Mas o poder de fogo do Santa caiu sem seu principal jogador. O Bahia, mais na força do que na organização, conseguiu seu gol num lance infantil de Wellington Cézar, aos 38. Depois de um cruzameto a bola ficou quicando na área e volante, que estava em campo há menos de um minuto, errou na hora de pular e, com os braços abertos, meteu a mão na bola.
O lance aconteceu debaixo das barbas do árbitro, que marcou o pênalti sem titubear. Na cobrança, Luisinho soltou uma bomba no ângulo, sem chance para Tiago Cardoso.

FICHA TÉCNICA

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vitor, Neris, Danny Morais, Allan Vieira (Tiago Costa); Uillian Correia, João Paulo, Lelê; Arthur (Wellington Cézar), Keno (Daniel Costa) e Grafite. Técnico: Milton Mendes.

BAHIA: Marcelo Lomba; Hayner, Lucas Fonseca (Róbson), Éder e João Paulo; Feijão, Danilo Pires, Juninho; Edigar Junio (Luisinho), Thiago Ribeiro e Hernane (Zé Roberto). Técnico: Doriva.

Local: Arruda. Horário: 21h45. Árbitro: Claudio Francisco Lima E Silva (SE). Assistentes: Rodrigoo Guimarães Pereira e Eric Nunes Costa, ambos de Sergipe. Gols: Hernane aos 19′ do 1ºT, Keno aos 44′ do 1ºT, Grafite aos 12′ do 2ºT e Luisinho aos 44′ do 2ºT. Cartões amarelos: Danny Morais, Tiago Costa e Lelê (Santa Cruz) e Lucas Fonseca, Robson, Feijão e Juninho (Bahia). Cartão Vermelho: Lelê (Santa Cruz). Público: 12.737 pessoas. Renda:R$ 197.615,00.

Fonte: Jornal do Commerio, Recife, 13/4/2016

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Santa Cruz 1 x 1 Sport


Fotografia de Guga Matos / JC

SANTA CRUZ 1 x 1 SPORT

Wladmir Paulino

O Santa Cruz até tomou mais a iniciativa, mas o Sport teve suas chances claras de gol no Clássico das Multidões deste domingo (10). Por isso, o empate por 1×1 terminou fazendo justiça à produção ofensiva dos dois times. Com o resultado, o time do Arruda confirmou a quarta posição no Hexagonal do Título e vai enfrentar o Náutico numa das semifinais. O Leão já tinha confirmado o terceiro lugar e seu adversário será o Salgueiro, mesmo algoz da semi do ano passado.
O Santa Cruz precisava ganhar e tentou ser mais agressivo. Não conseguiu porque o Sport adotou a estratégia de quem não tinha grandes obrigações: posicionou o time inteiro em seu campo defensivo para jogar no erro do rival. Aos dois times faltaram elementos para concretizarem suas estratégias. O Santa, mobilidade para ludibriar a marcação. Ao time da Ilha faltou a mesma compactação para dar opções de passe a quem tinha a bola.
A partir dos 20 minutos, o Santa conseguiu encontrar os espaços entre as linhas do Sport e o jogo ficou de um lado só. Aos 31, Keno arrancou pela ponta esquerda e rolou para Grafite chutar à esquerda. Dois minutos depois os dois jogadores inverteram e Grafite saiu da área para buscar a bola e ser o garçom de Keno. Ele tocou por baixo de Danilo Fernandes e pôs os corais à frente.
Depois do gol os rubro-negros tentaram acelerar o jogo mas tiveram dificuldade pelos seus meias não acompanharem o ataque. Mesmo com o longo tempo inativo, ficou com o chileno Mark González a inspiração do lado vermelho e preto. Antes do gol do Santa ele deixou Everton Felipe cara a cara com Tiago Cardoso mas o garoto mandou por cima. Já com prejuízo no placar, ele foi para o lado direito e serviu Vinícuis Araújo. Novamente de frente para o gol, a bola foi por cima.
Os leoninos voltaram para o segundo tempo com uma mudança de posicionamento. Mark González trocou a ponta esquerda pela direita com Everton Felipe. Mas o Sport ainda tinha dificuldade para criar situações de finalização pela falta de um jogador no corredor central. A bola girava pelo meio, mas quando o time partia verticalmente era sempre pelos lados do campo.
Por isso conseguiu seu gol apenas na bola parada. Tudo começou com uma falta cobrada por González que Serginho desviou e Tiago Cardoso mandou a escanteio. na cobrança desse escanteio, Luiz Antônio mandou no primeiro pau onde estava Grafite. Você não leu errado. O atacante coral estava no primeiro pau para defender mas, talvez por instinto, falta de concentração ou as duas coisas, fez o movimento de cabeça contra o próprio patrimônio e deixou tudo igual.
Com tudo igual pareceu que os dois times ficaram satisfeitos com o resultado. O técnico Milton Mendes tirou a velocidade dos tricolores ao sacar Lelê e Keno. No Sport, Thiago Gomes reforçou o meio de campo para evitar a pressão. Na ligação direta, o Santa Cruz deu dois sustos, mas ao final o empate terminou sendo justo.
FICHA TÉCNICA

SANTA CRUZ:  Tiago Cardoso; Vítor, Danny Morais, Neris e Allan Vieira; Uillian Correia, João Paulo e Lelê (Daniel Costa); Arthur (Wallyson), Grafite e Keno (Wellington Cézar). Técnico: Milton Mendes.

SPORT: Danilo Fernandes; Samuel Xavier, Durval, Oswaldo Henríquez, Christiano; Serginho, Ronaldo (Neto Moura), Luiz Antônio; Everton Felipe, Vinícius Araújo e Mark González (Fábio). Técnico: Thiago Gomes (interino).

Local: Arruda. Árbitro: Gleydson Ferreira Leite. Assistentes: Elan Vieira de Souza e Albert Junior. Gols: Keno, aos 33 do primeiro tempo. Grafite (contra), aos dez do segundo. Cartões amarelos: Keno, Ronaldo e Serginho. Público: 16.377. Renda: R$ 296.970.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 10/4/2016

domingo, 10 de abril de 2016

A estréia de Milton Mendes em clássicos


A ESTRÉIA DE MILTON MENDES EM CLÁSSICOS

Alexandre Arditti

À beira do gramado no Arruda, neste domingo (10), às 16h, pela última rodada do Hexagonal do Título do Pernambucano, estarão dois estreantes em Clássicos das Multidões. De um lado, o treinador Milton Mendes, que assumiu o Santa Cruz na semana passada e vai para a sua terceira partida à frente do time. Do outro, o assistente-técnico rubro-negro Thiago Gomes, que substitui o comandante Paulo Roberto Falcão, suspenso pela expulsão na derrota para o Salgueiro, por 1x0, na Ilha, no último dia 27.
Milton Mendes chega para a sua terceira partida com a missão de conquistar a sua terceira classificação com o Santa Cruz – nos dois jogos anteriores, contra Ceará e Rio Branco-ES, conseguiu fazer o time avançar de fase nas Copas do Nordeste e do Brasil, na ordem. Nessa tarde, precisa ao menos de um empate contra o arquirrival Sport para garantir vaga nas semifinais do Pernambucano sem depender de outros resultados.
“Vamos torcer que essa sequência de classificações continue. Estou com uma expectativa boa (de estrear em clássicos). Sou bastante otimista. Do mesmo modo, tenho pés no chão. Sei da dificuldade e da importância dessa partida. Todos estamos conscientes dos nossos direitos e deveres. Equilibrados mentalmente e emocionalmente e jogando em casa, espero que tudo dê certo”, disse Milton Mendes, 50 anos.
Ex-jogador do Vasco, Milton Mendes também é formado em educação física e realizou os principais cursos para técnico da UEFA. No Brasil, já comandou times do quilate do Paraná e Atlético-PR, além de clubes do Catar e Portugal. O técnico do Santa Cruz não esconde sua expectativa de estrear no Clássico das Multidões e de ver o Arruda lotado.
Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 10/4/2016

Clássico com gosto de decisão


CLÁSSICO COM GOSTO DE DECISÃO

Paulo Henrique Tavares e Fernando Barros

Na semana que precedeu o Clássico das Multidões, deste domingo (10), muito se falou em “motivação”. Não há dúvidas de que o sonho dos torcedores, tanto de Santa Cruz, quanto de Sport, era chegar nesta última rodada da primeira fase do Pernambucano com o dever de apenas cumprir tabela.
Quis o destino que o cenário das 16h, no estádio do Arruda, fosse de decisão. Pelo lado tricolor, inclusive, significa a sobrevivência da equipe na competição. Já os rubro-negros, já classificados, podem tirar do caminho um adversário histórico na busca pelo título estadual.
A matemática tricolor para o duelo é simples: um empate garante a quarta colocação da primeira fase do Pernambucano e, consequentemente, a vaga nas semifinais da competição.
Caso seja derrotada, a equipe terá de torcer para o América não vencer o Central, em Caruaru. “Queríamos estar em situação melhor no Pernambucano, mas estamos assim por resultados nossos. Ano passado eu passei por isso, com o time ficando fora de outras competições (Copa do Brasil e Nordestão) e realmente é muito ruim. É uma responsabilidade nossa. Nos colocamos nessa situação e precisamos sair dis­­­so”, pontuou o zagueiro Danny Morais, que deve formar a dupla defensiva com Alemão.
O jogador volta à titularidade após ser poupado do confronto contra o Rio Branco/ES, pela Copa do Brasil. Apesar de não ter atuado, ele está ciente das criticas ouvidas das arquibancadas, após o 0x0, de futebol pouco convincente. “Nós estamos enfrentando isso (críticas) desde o início do ano por conta das atuações em casa que não foram convincentes. Buscamos um equilíbrio nas partidas para, automaticamente, trazer o torcedor ao nosso lado. Mas dentro de campo também não podemos ser ditados por uma vaia ou aplauso. Trabalhamos to­­­do dia focados e isso não po­­­de tirar nossa concentração”, explicou Danny Morais.
Em termos de pontuação, o duelo desta tarde até que poderia ser menosprezado pelo Sport. Isso porque o Leão está na terceira posição do Hexagonal do Título, com 16 pontos, e, independentemente do resultado, vai permanecer na mesma colocação. Por outro lado, há motivos de sobra para os rubro-negros levarem o confronto a sério.
Primeiramente, trata-se de um clássico entre rivais locais. Ou seja, uma vitória em partidas do tipo enche os jogadores de confiança e ainda levanta o moral de qualquer torcida. Além disso, devido à complicada situação do Santa, uma vitória do Sport pode até decretar a eliminação precoce do Tricolor. Portanto, dificilmente os atletas rubro-negros vão jogar com o ‘freio de mão puxado’ diante da Cobra Coral.
“Clássicos são partidas diferentes, que têm história. A vitória é importante para o Sport, independente de estarmos classificados. Vamos buscar vencer, até mesmo para ganhar confiança para as semifinais”, justificou o zagueiro Oswaldo Henríquez, que assumiu a titularidade da defesa, no lugar do criticado Matheus Ferraz.
O atacante Vinícius Araújo possui opinião semelhante . “Eu, particularmente, quero jogar, até porque não jogamos no meio da semana. E o clássico, por si só, já motiva o jogador”, avaliou o atleta.

Fonte: Folha de PE, Recife, 10/4/2016

A responsabilidade coral


A RESPONSABILIDADE CORAL

Há um confronto que vale a liderança, envolvendo duas equipes candidatas ao título. Há um time, hoje considerado pequeno, querendo reviver os momentos de glória das décadas de 1920, 1930, 1940. Pelo menos, chegando na semifinal. Responsabilidades que nem de perto são comparadas a do Santa Cruz. Na última rodada do hexagonal do título do PE 2016, o peso maior está sobre os ombros tricolores. Contra o Sport, no Arruda, o atual campeão estadual entra em campo precisando do empate para avançar às semifinais. Evitar uma eliminação que acarretará prejuízos ao clube. Dentro e fora do campo.
A relevância maior à situação coral é perceptível na forma como os times encaram os seus compromissos. A possibilidade de conseguir ou não a meta proposta para este domingo. “Ficar de fora dos quatro melhores de Pernambuco seria o fim do mundo para o Santa Cruz”, afirmou o atacante Grafite, ídolo coral, que deve voltar ao time após dois jogos de ausência - por conta de uma lesão na coxa esquerda. Por “fim do mundo”, além da saída precoce do PE2016, entenda-se a ausência na Copa do Nordeste de 2017 - com todos os seus reflexos financeiros - e o aumento da desconfiança do torcedor num ano especial para o clube, marcado pelo retorno à Série A.
Na situação delicada do Santa Cruz, aliás, reside uma das poucas motivações do Sport para a partida. Já consolidado na terceira colocação, o Leão poderia entrar em campo disposto a eliminar o rival. Evitar um reencontro na final. Possibilidade cogitada pelo atacante coral. “Vai ser difícil, complicado. Pensando pelo lado do Sport, é viável para eles eliminar a nossa equipe agora.” Em paralelo a isso, o time rubro-negro deve considerar a possibilidade de encurtar a distância para Náutico e Salgueiro na classificação, já que os pontos somados na semifinal são considerados para definir a ordem do mando de campo da decisão.

INDIFERENTE

Além dessa vantagem de decidir em casa nos mata-matas, não há mais nada em jogo para o Sport. É por isso que o clube chega ao Clássico mais focado no confronto contra o Campinense, na Copa do Nordeste. A ordem do técnico Falcão, que não estará à beira do gramado do Arruda, é poupar jogadores. Assim, Rithely e Renê devem ficar fora, dando lugar a Ronaldo e Christianno - que também será titular na quarta-feira. Por outro lado, o chileno Mark González está relacionado e deve voltar a atuar após mais de dois meses.

LIVRE ATIRADOR

O principal objetivo do América no Campeonato Pernambucano já foi alcançado: a vaga na Série D. Com uma estrutura precária, sem local certo para treinar e estádio para mandar os jogos, era difícil imaginar que o Mequinha poderia alcançar a semifinal. E pode. Possibilidade real. As contas do Periquito envolvem duas vitórias. A mais “difícil” não depende dele. Precisa que o Sport vença o Clássico das Multidões, no Arruda.
O outro resultado necessário seria complicado não estivesse o adversário deste domingo, o Central, numa situação tão crítica. Lanterna do hexagonal, a Patativa precisou recorrer às pressas às categorias de base para conseguir montar um banco de reservas. Circunstâncias que tornam uma vitória do América, no Luiz Lacerda, um resultado plausível na tarde deste domingo.

Fonte: Diario de PE, REcife, 09/4/2016

Sem mágoas


SEM MÁGOAS

Yuri de Lira

Marcelo Martelotte deixou o Arruda duas vezes. Na primeira, em 2013, saiu do Santa Cruz para treinar o rival Sport. Desta vez, acabou sendo demitido pela diretoria tricolor após um início de 2016 pouco convincente em termos de resultados e atuações. O treinador negou estar magoado por causa da demissão, consumada ainda no terceiro mês do ano. O técnico encarou a sua saída com naturalidade. Contudo, não crê que a retomada dos bons desempenhos não será uma missão fácil para o novo comandante que assumir o clube.
Martelotte assegura que os atletas do Santa são qualificados. Mas diz que todos precisam ter outra postura em campo se não quiserem permanecer no marasmo nesta temporada. "Existe a possibilidade de o time render mais. Existe qualidade para isso no elenco. Mas os jogadores precisam mudar de atitude. Pelo que eles têm mostrado até aqui, fica bastante difícil", falou o treinador, que negou qualquer tipo de clima pesado no grupo coral. "Em relação a ambiente de trabalho, sempre foi o melhor possível", enfatizou.
A demissão não deixou Martelotte chateado com a cúpula do Santa Cruz. Entendeu a saída dele como normal no futebol. "Na verdade, a gente já está meio calejado em relação a essa situação. Não tenho mágoa. Muito pelo contrário. A gente encara com naturalidade", disse. "Sempre uma notícia dessa te surpreende, porque não existe aviso prévio no futebol. Aí sempre existe um grau de surpresa, mas da mesma maneira que existe um grau de previsibilidade", emendou.
Sem ter conseguido fazer com que o time repetisse o futebol da campanha do acesso à Série A, em 2015, o ex-técnico do Santa reconheceu o rendimento abaixo do esperado. Mas relativizou os resultados em si. "O Santa está classificado (na Copa do Nordeste) e muito próximo de se classificar no Estadual. Os jogadores que já estavam e os que chegaram foram abaixo, mas (a demissão), talvez, foi menos pelos resultados e mais pelos desempenhos."


Fonte: Diario de PE, Recife, 24/3/2016

sábado, 9 de abril de 2016

O fim do mundo


O FIM DO MUNDO

Yuri de Lira

Por si só um clássico é capaz de envolver sentimentos que extrapolam os dos jogos comuns. Em partidas desta natureza, os atletas dizem que a motivação é natural. Para o Santa Cruz x Sport do próximo domingo, no Arruda, esta motivação será ainda maior para os tricolores já que uma derrota para o rival, já sem tantas pretensões no Campeonato Pernambucano, pode levar à precoce eliminação do time coral na competição. À disposição novamente, Grafite ressalta a importância do duelo e classifica a não passagem às semifinais do Estadual como o “fim do mundo” para o Tricolor.
Se ficar no meio do caminho no Pernambucano (para isso basta perder e o América ganhar do Central, em Caruaru), o Santa Cruz ficará de fora da Copa do Nordeste de 2016, atrapalhando todo o plano de metas do presidente Alírio Moraes. Grafite entende isso. Grafite julga, então, a partida como uma final e não pensa em sair de campo com o fardo da eliminação.
"É mais uma decisão para nós como vem sendo nos últimos jogos. Já poderíamos ter encaminhado esta classificação contra o América. Não conseguimos e temos agora uma decisão contra o Sport. Vai ser difícil, complicado. Pensando pelo lado do Sport, é viável para eles eliminar a nossa equipe agora. Mas a gente tem a consciência do que podemos fazer. Ficar de fora dos quatro melhores de Pernambuco seria o fim do mundo para o Santa Cruz”, disse o camisa 23 coral.
Atuar no clássico, porém, não é certo para Grafite. Depois de ter se revezado com Wallyson no treino na função de centroavante, não sabe como será formado o ataque do Santa Cruz diante do Leão. “Acho que ele (Milton Mendes) tem ainda certa dúvida na parte ofensiva, se será dois atacantes ou pontas abertos com atacante fixo. Creio que ele vai decidir até o horário do jogo. Mas ele não deixou nenhuma pista se começa eu e Wallyson, se só eu com outro atacante.”
A dúvida se explica pelo fato de Grafite ter passado as duas últimas partidas do Santa na temporada resguardado por causa de lesão na coxa esquerda, o que teria deixado abaixo do resto da equipe no aspecto físico. “Lógico que (a inatividade) pesa um pouco até pelo tempo que o time vem treinando depois da chegada do Milton. Os outros jogadores estão em um nível físico acima do meu, mas creio que tenho condições de jogar num bom nível entre 70 e 75 minutos”, garantiu Grafite.
O atacante, portanto, assegurou que Milton Mendes ainda não deu nenhum sinal a ele aos atletas de como será formado o ataque do Tricolor no clássico. “Acho que ele tem ainda certa dúvida na parte ofensiva. Se será dois atacantes ou pontas abertos com só um atacante fixo. Creio que ele vai decidir até o horário do jogo, mas não deixou nenhuma pista.”

RETROSPECTO COM GOLS CONTRA O SPORT

Nas duas vezes que enfrentou o Sport, Grafite conseguiu balançar as redes. A primeira foi em 2001, pela Série A. Fez gol e sofreu pênalti na virada coral por 2 a 1 sobre o Leão, na Ilha. No duelo deste ano entre as equipe, perdeu, mas marcou o gol de honra do Tricolor na vitória desta vez de virada do Sport, também na Ilha. O atacante espera manter o retrospecto. Contudo, principalmente, voltar a vencer os rubro-negros. “Nas duas vezes eu consegui fazer gol e espero voltar a marcar. Até porque faz um tempo que não marco, há mais de um mês. Seria importante para ganhar confiança”, pontuou Grafite.

Fonte: Diario de PE, Recife, 08/4/2016

Um novo patrocinador master


UM NOVO PATROCINADOR MASTER

Yuri de Lira

O Santa Cruz tem enfim o seu patrocinador master para a temporada 2016. É a MRV Engenharia, cujo presidente do conselho de administração da empresa, Rubens Menin, acabou divulgando o acerto com o Tricolor em sua conta verificada no Twitter. "@mrvengenharia é a nova patrocinadora master do Santa Cruz que vai disputar série A brasileirão e Copa Brasil", postou. O clube ainda não confirmou o negócio. Apenas informou via assessoria de imprensa que está "fechando detalhes".
O Tricolor tentava um patrocinador de peso desde o início do ano passado. Segundo alegação do presidente Alírio Moraes, a "crise financeira" no país tornou as propostas pouco tentadoras. Só em setembro de 2014, dez meses após o mandatário ter assumido o clube, que o Tricolor fechou pontualmente com a farmacéutica Divcom Pharma, com um aporte abaixo do esperado, um vínculo curto só até o término da temporada e sem dar ao parceiro todos os privilégios comuns de um master. Neste ano, o Santa também insistiu em ser inserido como um dos times beneficiados pela Caixa Econômica Federal.
O último patrocínio master de fato do Santa Cruz foi com o Grupo Votorantim, que permaneceu em acordo com o clube de 2010 a 2014, divulgando os produto Cimento Poty e Votomassa na camisa. A MRV Engenharia, saliente-se, patrocinou clubes de Pernambuco pela última vez em 2012. No caso, o Sport. Também na Série A do Campeonato Brasileiro.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 08/4/2016

Santa Cruz 0 x 0 Rio Branco


SANTA CRUZ 0 x 0 RIO BRANCO

Recife, PE, 06 (AFI) - Não foi com a facilidade que esperava, mas o Santa Cruz está classificado à segunda fase da Copa do Brasil graças a um empate morno sem gols com o Rio Branco-ES na noite desta quinta-feira, em casa, no estádio Arruda, no Recife.
O time pernambucano se garante na próxima fase da competição, a 2ª, graças à vitória no jogo de ida, no Espírito Santo, por 1 a 0, na semana passada. Assim, dá pra dizer que o Tricolor jogou com o regulamento embaixo do braço, isto é, se apoiou na vitória conquistada no jogo de ida, construída com gol de Bruno Moraes aos 49 minutos da etapa final.

AMARRADO

"Jogo amarrado", no vocabulário futebolístico, remete a uma partida em que há poucos lances de gol, o ataque quase não aparece, há muitos erros de passes, e os belos lances dão lugar à grande quantidade de faltas e a jogadas sem qualquer inspiração. Foi assim, amarrado, que se apresentou o primeiro tempo no Arruda entre Santa Cruz.
Precisando da vitória pelo menos por 1 a 0, para levar a decisão da vaga para as penalidades, o Rio Branco foi quem teve mais a iniciativa, mas esbarrou nas próprias limitações técnicas, a maior delas a falta de precisão nas finalizações.
Na etapa complementar, o panorama foi semelhante ao dos 45 minutos iniciais. O que mudou foi que os visitantes, sem a nada a perder, dominaram o jogo e encurralaram o Santa Cruz dentro de sua própria casa.
Cleiton Gladiador, sozinho, perdeu na frente do goleiro Edson Kölln, logo aos seis minutos, a melhor chance das duas que teve. Na segunda, ele optou pelo preciosismo ao tentar encobrir o goleiro e jogou pra fora. Aos 15, Rodriguinho bateu falta bem perto da trave e não marcou por detalhe. Depois, o Cobra Coral conseguiu administrar bem a vantagem do primeiro jogo, mesmo sem ameaçar o adversário e fazer uma partida bem abaixo do esperado, e o 0 a 0 persistiu até o fim.

FICHA TÉCNICA

SANTA CRUZ: Edson Kolln; Everton Sena (Ítalo Borges) (Lelê), Alemão, Neris e Tiago Costa;
Wellington Cézar, Daniel Costa, Leandro Lima, Léo Moura; Raniel (Pedrinho) e Bruno Moraes
Técnico: Milton Mendes.

RIO BRANCO: Walter; Ivan, Alexandre, Santiago e Murilo (Ramon Alves); Marco Antônio, Léo Oliveira, Ramon, Rodriguinho (Émerson Balotelli) e Bruno, Cleiton Gladiador (Felipe Capixaba). Técnico: Duílio Dias

Data: 06/04/2016. Horário: 21h45. Local: Estádio Arruda - Recife (PE). Árbitro: Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (GO). Assistentes: Leone Carvalho Rocha (GO) e Adailton Fernando Menezes (GO)
Renda: 2690 pessoas. Público: R$ 25.920,00. Cartões Amarelos: Santa Cruz-PE: Ítalo Borges, Léo Moura; Rio Branco-ES: Alex Hanz, Léo Oliveira, Santiago.

Fonte: Futebol Interior, 07/4/2016

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Ceará 0 x 1 Santa Cruz


CEARÁ 0 x 1 SANTA CRUZ

João de Andrade Neto

Foi na base do sufoco, da pressão, do nervosismo. Com direito a gol salvo em cima da linha (duas vezes) e pênalti defendido por Tiago Cardoso. Mas a classificação às semifinais da Copa do Nordeste veio acima de tudo com raça. Com o Santa Cruz vencendo o Ceará por 1 a 0, em pleno Castelão. Óbvio que nem tudo são flores. Mas essa é daquelas vitórias que enchem um time de motivação. E se um dos problemas dos tricolores era falta de confiança, esse parece ter sido resolvido. No próximo mata-mata, os pernambucanos encaram o Bahia, rival da primeira fase e para o qual foi derrotado duas vezes. Mas agora, as circunstâncias são outras.
Na sua estreia, o técnico Milton Mendes não pôde contar com a sua dupla de zaga titular (Leonardo, lesionado, e Alemão, suspenso), nem com o seu principal atacante (Grafite, também machucado). Para as vagas em abertos, as soluções óbvias de Danny Morais e Neris na defesa, e Bruno Moraes como camisa nove. No entanto, essas não foram as únicas alterações promovidas pelo comandante coral, que deu nova oportunidade para Leandrinho no meio de campo e Arthur aberto pela ponta, recuando assim João Paulo.
A intenção era dar melhor qualidade na saída de bola da defesa para o ataque, já que pela necessidade do resultado era natural uma postura mais ofensiva do Ceará. Em outras palavras, a estratégia do Santa era encaixar um bom contra-ataque, jogando no erro dos time alvinegro. O que funcionou apenas em parte.
A exceção de um chute de Assisinho logo aos quatro minutos, com Danny Morais salvando em cima da linha, o Ceará pouco produziu ofensivamente, limitando-se a alçar bolas na área, quase sempre levando a pior para a defesa coral. O que levou a sua torcida a vaiar a atuação do time após o término do primeiro tempo.
Porém, se taticamente o Tricolor fazia uma boa apresentação, individualmente a equipe deixou a desejar, com os homens de frente Leandrinho, Arthur, Keno e Bruno Moraes apagados em campo. Dessa forma, a primeira etapa foi pobre em lances de perigo. Melhor para o time pernambucano, que foi para os vestiários classificado.

SEGUNDO TEMPO DRAMÁTICO

Na volta para o segundo tempo, Milton Mendes sacou Bruno Morais e colocou em campo Wallyson. Dessa vez, o intuito era o de dar maior posse de bola e movimentação na frente, algo que o “General” não fez. Aos 12, foi a vez de Leandrinho deixar a partida para a entrada de Daniel Costa para uma melhor distribuição de jogo. Porém, o Santa não conseguiu nem uma coisa, nem outra. E passou a aceitar a pressão do Ceará. E como no primeiro tempo, acabou sendo salvo em lances capitais.
Aos 15 minutos, Danny Morais foi mais rápido e, com Tiago Cardoso já batido, chegou antes de Roni empurrar para as redes, na pequena área, evitando pela segunda vez o gol alvinegro. Mas com o Ceará encurralando cada vez mais o Santa,seria preciso outro herói. Dessa vez, um velho conhecido.
Aos 24 minutos, o árbitro alagoano José Reinaldo Figueiredo marcou pênalti em uma disputa de bola entre Arthur e Roni. Mas na cobrança, Tiago Cardoso se agigantou e defendeu o chute de Rafael Costa, que nervoso seria expulso logo em seguida, por reclamação. Mesmo com um jogador a menos, o Ceará não deixou de jogar em cima do Santa, que se segurou como pôde. Na raça. E com o relógio a essa altura jogando a favor, veio o carimbo da classificação. Aos 41 minutos, Arthur achou Wallyson entrando livre. O atacante tocou na saída do goleiro Everson, levando o Santa para as semifinais.

FICHA DO JOGO

CEARÁ: Éverson, Tiago Cametá, Thiago Carvalho, Charles e Fernandinho (Zé Mário) (Roni); Baraka, Zezinho (Bill), Richardson e Serginho; Assisinho e Rafael Costa. Técnico: Cristian Souza (interino).

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso, Vítor, Danny Morais, Neris e Allan Vieira; Uillian Correia, João Paulo, Leandrinho (Daniel Costa), Arthur e Keno (Tiago Costa); Bruno Moraes (Wallyson). Técnico: Milton Mendes.

Local: Castelão. Árbitro: José Reinaldo Figueiredo Filho (AL). Assistentes: Rondinelle dos Santos e Maxwell Rocha da Silva (ambos de AL). Cartões amarelos: Charles, Bill, Richardson, Zé Mário, Zezinho (C) , Leandrinho, Arthur, Tiago Cardoso, Danny Morais (S). Expulsão: Rafael Costa (C). Gol: Wallyson (aos 41min do 1T). Público: 19.349. Renda: R$ 167.720.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 03/4/2016