domingo, 6 de março de 2016

Santa Cruz 0 x 0 Central


Fotografia de Anderson Stevens

SANTA CRUZ 0 x 0 CENTRAL

O torcedor do Santa Cruz está criando, a contragosto, o hábito de deixar as arquibancadas do Arruda vaiando aqueles que antes eram os responsáveis por receber aplausos. Jogar em casa tem trazido uma pressão extra ao time. Neste sábado (5), contra o Central, novamente o Santa desperdiçou muitas oportunidade de gol. Ficou no empate diante do lanterna do Hexagonal do Título do Campeonato Pernambucano 2016. Um 0x0 que, além de ameaçar a presença coral no G4 do torneio, também reforça a tese de que o clube tem se sentido mais confortável como visitante em 2016.
Muitos erros de passe e poucas chances efetivas de gol. Nos primeiros 20 minutos, Santa Cruz e Central fizeram um jogo de bate-rebate. Praticamente nenhuma jogada conseguia alcançar os atacantes. Os meias tinham dificuldade em encontrar espaço e nem mesmo o artifício dos avanços pelas laterais foi usado para diversificar a construção de jogo. Tricolor e Patativa eram previsíveis. Só não dá para dizer que era um duelo para consagrar as defesas porque Alemão e Leonardo por pouco não complicaram a vida dos mandantes.
O duelo estava equilibrado, mas era o Santa quem tinha as melhores armas. Elas, porem, não estavam funcionando. O toque caprichado de João Paulo, a velocidade de Keno, os dribles de Lelê e o poder de decisão de Grafite. Nada disso aconteceu. A Patativa era mais ousada. Giso incomodava pela esquerda e Candinho tentava aproveitar os espaços pela direita. Sobrava rapidez, faltava qualidade.
Com Candinho, o Central por pouco não foi ao intervalo com a vantagem no placar. A cobrança de falta foi forte, mas Tiago Cardoso espalmou bem. Do outro lado, Juninho também trabalhou em chute de Grafite na grande área. A resposta para um fraco futebol apresentado nos primeiros 45 minutos veio das arquibancadas: uma sonora vaia.
Com Leandrinho na vaga de Marcílio, o Santa voltou mais perigoso ao segundo tempo. Em contrapartida, ficou mais vulnerável na marcação. Candinho teve duas boas chances em menos de dez minutos para abrir o placar, ambas após contra-ataques nas costas de Wellington Cézar. Depois foi Giso quem soltou uma bomba que passou rente ao gol.
A parceria Lelê-Grafite no ataque quase se transformou em gol. Primeiro, o meia deu passe na medida e o atacante chutou em cima do goleiro. Depois, após nova assistência de Lelê, o camisa 23 testou no cantinho. A bola beijou a trave e, no rebote, Leandrinho não aproveitou. A blitz coral no ataque continuou. Wallyson cobrou falta no ângulo, mas Juninho espalmou bonito para evitar o que seria um golaço.
A insistência coral não surtiu efeito e o Tricolor deixou o gramado do Arruda mais uma vez sem vencer. Para a Patativa, foi a primeira vez no Hexagonal do Título em que o time não saiu derrotado. O Santa segue na quarta posição, com oito pontos. O Central é o último, com um.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Everton Sena, Alemão, Leonardo e Allan Vieira; Wellington Cézar, Marcílio (Leandrinho), João Paulo, Keno (Wallyson) e Lelê (Raniel); Grafite. Técnico: Marcelo Martelotte.

CENTRAL: Juninho; Gustavo Henrique, Márcio Paraíba, Vinicius Santos e Éverton (Sadrak); Charles Vágner, Moisés (Candinho), Daniel Paraíba e Giso (Indío); Araújo e Lourigol. Técnico: Flávio Barros.

Local: Arruda (Recife/PE). Árbitro: Diego Fernando Silva de Lima. Assistentes: Albino de Andrade Albert Junior e Bruno Cesar Chaves Vieira. Cartões amarelos: Giso, Vinícius, Gustavo, Charles, Daniel (C); Lelê, João Paulo (S). Renda: R$ 88.230,00. Público: 9.116 torcedores.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 05/3/2016

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