quinta-feira, 31 de março de 2016

Santa Cruz 2 x 1 Ceará


Fotografia de Flávio Japa / Folhape

SANTA CRUZ 2 x 1 CEARÁ

O Santa Cruz venceu daquele jeito que só o Santa Cruz consegue: no fim, com toda dose de emoção que se possa imaginar. O atacante Keno foi o herói da quarta-feira (30) ao marcar os dois gols que decretaram a vitória por 2×1 na largada das quartas de final da Copa do Nordeste.
Com o resultado, o Tricolor pode empatar por qualquer placar no Ceará e ainda assim avançar às semifinais. O Ceará precisa vencer por 1×0 para ir à próxima fase ou vencer por dois gols de diferença a partir de 3×1. Se der 2×1 para o Vozão, a decisão vai para os pênaltis.

PRESSÃO ALTA
O intertítulo acima não se refere à situação do Santa Cruz na temporada – embora também se encaixe – mas sim à marcação do Ceará. Para quem vinha de técnico interino, o Vozão estava bem montado, adiantado seus atacantes e conseguindo dificultar a saída de bola do Santa Cruz. O próprio Tricolor também deu uma forcinha com a dificuldade quase crônica em acertar um passe e João Paulo nunca conseguindo fazer o giro para ficar de frente para os atacantes.

GOL CHEGANDO
Dono da bola, engolindo o meio coral, o Ceará foi rondando a área e Assisinho teve uma ótima chance aos 9 minutos, mas chutou em cima de Tiago Cardoso. Quando os corais deram a resposta, aos 12, Grafite deixou a bola passar e chutou o vento.
O gol amadureceu e saiu aos 22 numa falha coletiva que teve o epicentro no zagueiro Leonardo. Ele protegeu a bola para ganhar o tiro de meta, mas Richardson conseguiu dominar, passar por ele e rolar para Rafael Costa fuzilar para as redes. A partir daí, o defensor virou alvo das vaias sempre que tocava na bola.

REAÇÃO TÍMIDA
À medida que o tempo passou, o Ceará foi recuando seu bloco de marcação até se distribuir em sua metade do campo. O Santa tocou um pouco mais a bola mas só assustou mesmo num chute de Grafite que o goleiro Everson mandou a escanteio.

PROVOU DO PRÓPRIO VENENO
Na volta para o segundo tempo o Santa Cruz fez o que o Ceará fizera na etapa anterior: empurrou o adversário para o seu campo e impediu a saída de bola. A arma cearense virou-se para ele aos sete minutos. Depois de tanto errar, Grafite encontrou Wallyson na marca do pênalti. Ele ainda driblou o goleiro mas Keno vinha em velocidade e empurrou para as redes.

RETRANCA
Como o empate com gol era bom, o Ceará não quis mais se arriscar. O técnico mandou todo mundo lá para trás, tanto que Rafael Costa ficava atrás do círculo central. E por mais que os corais tivessem dois homens velozes nas pontas a marcação dobrada levava vantagem. Só nos 15 minutos finais que os cearenses conseguiram chegar mais ao ataque mas sem grandes perigos.

O HERÓI
Quando tudo caminhava para um empate amargo, Keno tirou um coelho da cartola. Invadiu a área pela direita, cortou um adversário e soltou uma bomba no ângulo. Isso tudo aos 45 minutos. Um daqueles gols para quem tem coração forte.

FICHA DO JOGO:

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vítor, Alemão, Leonardo (Danny Morais) e Allan Vieira; Wellington Cézar (Lelê), Uillian Correia e João Paulo; Wallyson (Bruno Moraes), Keno e Grafite. Técnico: Adriano Teixeira (interino).

CEARÁ: Éverson, Cametá, Charles, Thiago Carvalho, Fernandinho; Baraka, Richardson, Roni (Felipe) e Serginho (João Marcos); Assisinho e Rafael Costa (Bill). Técnico: Cristian de Souza (interino).

Local: Arruda. Árbitro: Pablo dos Santos Alves (PB).Assistentes: Tomaz Diniz de Araujo e Luis Filipe Gonçalves Correa (ambos da PB). Gols: Rafael Costa, aos 22 do primeiro. Keno, aos 7 e 45 do segundo. Cartões amarelos: Lelê, Alemão, Assisinho, Everson, Fernandinho e Richardson.

Fonte: Blog do Torcedor, Jornal do Commercio, Recife, 30/3/2016

segunda-feira, 28 de março de 2016

América-PE 0 x 0 Santa Cruz


AMÉRICA-PE 0 x 0 SANTA CRUZ

Mário Fontes

Sob o comando do interino Adriano Teixeira, esperava-se que o Santa Cruz melhorasse na partida contra o América, na Ilha do Retiro, nesta noite. Após 90 minutos, o que foi mostrado no gramado é que o panorama não mudou muito. Mesmo com novos comandantes no banco, a partida terminou empatada em 0x0. Muito pouco para uma partida que praticamente valia a vaga nas semi-finais do Campeonato Pernambucano 2016.
Em um primeiro tempo sonolento, as chances foram poucas dos dois lados. O Santa Cruz não acertava o último passe, sempre buscando Grafite no meio, partindo pelas laterais com Keno e Wallyson. João Paulo tentava armar o jogo pelo meio, mas encontrava dificuldade com a bem postada defesa do América. Já o Mequinha jogava no contra-ataque. Tendo Carlinhos Bala na frente, o clube da Estrada do Arraial apostava nos contra-ataques, mas assim como os tricolores, não fizeram o goleiro Tiago Cardoso trabalhar.
Aos 20 minutos da primeira etapa, vieram as duas melhores chances da partida. O Santa quase abriu o placar, quando Vítor cruzou pela direita e Grafite furou, cara a cara com Delone. Na sequência, novamente o lateral tricolor recebeu perto da área, e mandou novamente. Desta vez o atacante da Cobra Coral acertou o chute, mas a bola foi em cima do goleiro do América, que evitou a abertura do placar. Fora esses dois lances, apenas um chute de João Paulo aos 29 e uma falta cobrada pelo zagueiro do Mequinha, Paulo Márcio, que passou rente ao gol de Tiago Cardoso.
Logo no retorno para a segunda etapa, o América chegou com perigo com Odair Silva, que saiu cara a cara com Tiago Cardoso. O goleiro do Santa Cruz salvou e manteve o empate. O Santa também teve suas chances com Alemão e Wallyson, que chutaram perto do gol do Mequinha. A partida começou a ganhar mais velocidade, com o América mais leve, postado mais ofensivamente, e os tricolores explorando as laterais do campo.
Após as investidas tricolores, o jogo se equilibrou. O Tricolor do Arruda ainda tentou com Wallyson, mas o Periquito continuava fechado, além de contar com a falta de pontaria dos atacantes corais. As melhores chances vieram com Daniel Costa e Raniel, que pararam em Delone, seguidamente, aos 30 minutos da segunda etapa. A partir dos 35 minutos, o físico começou a pesar contra os alviverdes, tendo que se segurar em campo com as três alterações já feitas. Mesmo assim, o time esmeraldino segurou o resultado em 0x0.
Com o empate, o América permaneceu em quinto, com sete pontos, a três do Santa, que é o quarto com dez. A decisão ficará para a última rodada, quando o Mequinha enfrenta o Central em Caruaru, e os tricolores encaram o Sport no Clássico das Multidões, no Arruda. Os dois jogos serão no dia 10 de abril, às 16h.

FICHA DO JOGO

AMÉRICA-PE: Delone; Ricardinho (Dentinho), Yuri, Paulo Marcio, Danilo Cirqueira e João Victor; Danyel Nunes, Nunes (Alex Gaibú), Odair Silva, Thiago Laranjeira; Carlinhos Bala (Vitor). Técnico: Paulo Júnior.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vítor, Alemão, Leonardo e Allan Vieira; Wellington Cézar (Daniel Costa), Uillian Correia, João Paulo, Wallyson (Leandrinho) e Keno (Raniel); Grafite. Técnico: Adriano Teixeira.

Cartões Amarelos: Wellington Cézar (Santa Cruz, 21'1T), Odair Silva (América, 3'ST), João Victor (América, 26'ST), Uillian Corrêa (Santa Cruz, 28'ST), Delone (América, 47'ST). Público: 1.148. Renda: R$13.500,00.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 19/3/2016

quinta-feira, 24 de março de 2016

Bahia 1 x 0 Santa Cruz


BAHIA 1 x 0 SANTA CRUZ

Paulo Henrique Tavares

O Santa Cruz precisava apenas pontuar para conseguir sua classificação sem grandes sustos às quartas de final da Copa do Nordeste. Acabou derrotado. Na reta final da partida na Arena Fonte Nova, ontem, o atacante Zé Roberto fez o 1x0 que garantiu a vitória do Bahia. Mesmo assim, a passagem dos pernambucanos acabou credenciada com a ajuda de outros resultados. O torcedor tricolor respira aliviado, mas a má fase permanece.
Aos 38 minutos do primeiro tempo, o Bahia conseguiu levar um perigo de gol a meta do goleiro Tiago Cardoso. Bola de João Paulo Gomes para Zé Roberto, que de cabeça, não acertou em cheio a bola. O lance foi descrito para comprovar que apenas o Santa Cruz procurou o jogo, e acabou esbarrando nas próprias limitações técnicas. A necessidade das duas equipes também serve para justificar tal postura: os baianos, misto, estavam classificados; os Corais lutavam ainda pela sua sobrevivência na competição.
Nas oportunidades que teve, o Santa Cruz, no entanto, foi tímido. Chegou no início da partida aproveitando recuo mal feito de Lucas Fonseca, e por pouco Grafite aproveita. Também apostou em jogadas laterais, com muitos cruzamentos para a área baiana. Ilustra essa postura o contra-ataque puxado por Keno, que tabelou com Allan Vieira, recebeu a bola na área e finalizou mal.
Passados nove minutos após a volta do intervalo, o Santa Cruz teve em seus pés a chance mais clara do jogo. Keno fez um cruzamento perfeito para Grafite, que cabeceou sozinho buscando o lado direito de Jean. A bola triscou na trave e saiu. Quis o destino que os pernambucanos fossem cobrados, pela chance desperdiçada, no final do jogo. Aos 37, João Paulo cruzou bem, e Zé Roberto chegou com tudo para cabecear e dar a vitória ao Bahia.

FICHA DE JOGO

BAHIA: Jean; Marlon (Jefferson Silva), Dedé, Lucas Fonseca (Rodrigo) e João Paulo Gomes; Luis Fernando, Júnior Ramos e Rômulo; Zé Roberto, Geovane Itinga e Henrique (Moisés). Técnico: Doriva.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vítor, Alemão, Leonardo e Allan Vieira; Wellington Cézar, Dedé, João Paulo e Leandrinho (Raniel); Keno (Arthur) e Grafite (Bruno Moraes). Técnico: Marcelo Martelotte.

Local: Arena Fonte Nova, em Salvador. Horário: 21h45. Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento - AL. Assistentes: Rondinelle dos Santos Tavares - AL e Lennon Mccartney Farias – AL. Gols: Zé Roberto (aos 38 do 2ºT). Cartões amarelos: Dedé (Bahia); Leandrinho, Alemão (Santa Cruz)
Público e renda: Não divulgados.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 23/3/2016

segunda-feira, 21 de março de 2016

Santa Cruz 1 x 1 Náutico


Fotografia de Guga Matos

SANTA CRUZ 1 x 1 NÁUTICO

Carlyle Paes Barreto

Num clássico bem disputado, cheio de chances de gols, Santa Cruz e Náutico empataram por 1x1, neste domingo (20/3), no Arruda. Melhor para o Timbu, que se mantém líder do hexagonal do Campeonato Pernambucano.
Com o resultado, os alvirrubros somam 17 pontos, levando vantagem sobre o Salgueiro nos gols pró. Já o tricolor segue em quarto, com nove.
Depois de muito tempo, as duas equipes começaram o jogo com dois meias e dois atacantes, abrindo mão de um dos ponteiros. Com isso o duelo ficou preso no meio. Com muita marcação. Mas não truncado.
Com apenas três minutos, Gil Mineiro tomou bola de João Paulo e lançou Tiago Santana. O atacante errou a conclusão. Aos 11, foi a vez de Gil perder a primeira chance clara, livre, cabeceando para fora. Um pouco antes, Grafite se enrolou com Leo Moura e também desperdiçara oportunidade.
Depois desta sequência, o sistema de marcação foi fortalecido. Do lado coral, João Paulo mais recuado que o normal. Mesmo com dois volantes. Já o alvirrubro não liberava os laterais, apostando na velocidade dos atacantes.
Numa das raras chances do Santa, aos 22, Alan Vieira cruzou forte, a bola desviou em Ronaldo e foi na cabeça de Júlio César. Que salvou sem querer. O troco do Náutico veio cinco minutos depois. Quase letal. No mano a mano com Leonardo, Rony puxou contra-ataque e deixou Gil Mineiro livre. Mas Tiago Cardoso evitou o gol. Aos 39, o paredão tricolor voltou a salvar sua equipe, defendendo chute forte de Renan, após erro de Leonardo.
Aos 44, foi a vez de outro goleirão aparecer, quando Júlio César defendeu pênalti cobrado no canto por Grafite, depois de o atacante ser puxado infantilmente por Ronaldo Alves. Nos acréscimos, no entanto, ele saiu mal, sendo interceptado por Alemão, que desviou cruzamento de João Paulo. Abrindo o placar.
A segunda etapa começou mais solta. Com o Náutico buscando o empate e o Santa aproveitando os espaços deixados para contra-atacar. Em menos de 15 minutos, cinco oportunidades de gol. Três do timbu, com Henrique, Rafael Pereira e Tiago Santana. E duas (claras) corais, com João Paulo chutando rente à trave. Na outra, Keno tentando encobrir Júlio César.
Como os donos da casa não aproveitaram, os visitantes empataram, com Daniel Moraes aproveitando cruzamento de Gil Mineiro. E logo depois perdeu duas chances de virar. Com Ronaldo, na pequena área, e com Daniel finalizando em cima de Tiago Cardoso. Só que o alvirrubro recuou. E viu o tricolor pressionar até o final. Mesmo que de forma desordenada.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vítor (Everton Sena), Alemão, Leonardo e Alan Vieira; Lucas Gomes, Uillian Correia, João Paulo e Leo Moura (Raniel); Keno e Grafite. Técnico: Marcelo Martelotte.

NÁUTICO: Júlio César, Rafael Pereira, Ronaldo Alves, Eller e Henrique; Eduardinho, Gil Mineiro (Rafael Coelho); Rodrigo Souza e Renan; Rony (Jeferson Nem) e Tiago Santana (Daniel Moraes). Técnico: Gilmar Dal Pozzo.

Local: Arruda. Árbitro: Gilberto Castro Júnior. Assistentes: Aldir Pereira e Marlon Andrade. Gols: Alemão, aos 46 minutos do 1º tempo, e Daniel Moraes, aos 22 do 2º. Cartôes amarelos: Uillian Correia, Rafael Pereira, Ronaldo Alves, Daniel Moraes. Renda: R$ 173.115. Público: 12.010.

Fonte: Jornal do Commerio, Recife, 20/3/2016

quinta-feira, 17 de março de 2016

Rio Branco 0 x 1 Santa Cruz


Fotografia de André Nery

RIO BRANCO 0 x 1 SANTA CRUZ

Wladmir Paulino

O Santa Cruz tropeçou nos próprios pés no primeiro tempo. Embora fora de casa, o time do Arruda teve mais posse de bola e criaram uma quantidade maior de oportunidades de gol. Duas delas foram cara a cara, ambas com o atacante Bruno Moraes. Nas duas ele parou no goleiro Walter, a primeira aos 27 minutos e a segunda aos 39. O Rio Branco limitou-se a fazer o papel que normalmente é do visitante: encolheu-se em seu campo e tentou os contra-ataques.
Num deles, Felipe Capixaba completou cruzamento Ratinho e a bola passou raspando a trave de Tiago Cardoso. Os melhores momentos do time pernambucano no jogo foram os 15 minutos finais quando o Rio Branco abriu mão completamente do jogo e ficou apenas se defendendo. O goleiro Tiago Cardoso não precisou fazer nenhuma defesa difícil.
Na volta para o segundo tempo o time da casa veio sem seu jogador mais perigoso. Felipe Capixaba sentiu uma contusão e Willy voltou em seu lugar. E o novato poderia ter complicado para os corais se aproveitasse uma falha de Néris. O Santa respondeu aos oito minutos mais uma vez com Bruno Moraes. E a história se repetiu: Walter impediu mais um gol.
Poderia ser um prenúncio de algo bom na segunda etapa. Mas os erros de passe e, principalmente de finalização transbordaram da equipe tricolor. O Rio Branco, que praticamente viu os corais jogarem, quase faz o gol do castigo aos 46. Emerson arriscou de fora da área e Tiago Cardoso precisou trabalhar. E fez uma grande defesa. Aos 49 minutos, Bruno Moraes foi premiado pela insistência. Após chute de Raniel, Bruno Moraes aproveitou a sobra para fazer o gol.

FICHA DO JOGO

RIO BRANCO: Walter; Ivan, Marco Antônio, Santiago e Ratinho; Léo Oliveira, Ramon, Bruninho (Leon) (Emerson) e Cleiton; Felipe Capixaba (Willy) e Rodriguinho. Técnico: Duílio Dias.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Everton Sena, Danny Morais, Néris e Tiago Costa; Wellington Cézar, Dedé (Renatinho), João Paulo e Daniel Costa (Leandrinho); Arthur (Raniel) e Bruno Moraes. Técnico: Marcelo Martelotte.

Local: Estádio Kléber Andrade (Cariacica-ES). Árbitro: Leandro Ferreira (RJ). Assistentes: Carlos Henrique Alves e Thiago Correa (ambos do RJ). Gol: Bruno Moraes, aos 49 do segundo tempo. Cartões amarelos: Santiago, Cleiton e Wellington Cézar.

Fonte: Blog do Torcedor, Recife, 16/03/2016

segunda-feira, 14 de março de 2016

Salgueiro 3 x 0 Santa Cruz


Fotografia de Bobby Fabisak

SALGUEIRO 3 x 0 SANTA CRUZ

Waldmir Paulino
Como era de se esperar, principalmente pela temperatura elevada, o Salgueiro impôs um ritmo mais forte no início. Marcou mais adiantado e usou as triangulações pelo lado direito – sempre com Marcos Tamandaré como vértice principal. Teve volume de jogo mas finalizou numa escala menor por causa dos erros no passe final. Ao Tricolor não faltou qualidade técnica – Leandrinho e Raniel sabem o que fazem com a bola nos pés. O problema foi a bola chegar aos pés deles. A falta de uma movimentação que confundisse a marcação e desse opção de passe acabou com o jogo da equipe da capital. Os jogadores faziam apenas os deslocamentos na vertical – para a frente quando tentavam atacar e para trás quando o adversário tomava a bola. Mesmo assim Raniel ainda teve uma chance mas perdeu por tentar um drible a mais.
De tanto insistir em alçar na área, o Carcará conseguiu seu gol num lance polêmico. Nilson rifou a bola na área e John matou no peito. A bola subiu e bateu no braço de Leonardo, que também subia para afastar. Como o braço estava levantado, o árbitro José Woshington interpretou como tentativa de ampliar a área do corpo e marcou pênalti. Rodolfo Potiguar soltou uma bomba no meio do gol e fez 1×0.
Nem o prejuízo mudou a atitude do Santa Cruz. Leandrinho ainda tentava alguma coisa mas na base da individualidade era praticamente impossível. Por isso o Carcará manteve seu jogo até conseguir o segundo gol numa jogada que era ensaiada desde os primeiros minutos. Tamandaré tabelou com Cássio e foi à linha de fundo cruzar para o camisa 10. Ele mandou rasteiro e deixou a vida dos corais ainda mais complicada.
O Santa voltou para o segundo tempo com Bruno Moraes no lugar de Keno. Mas não aprendeu a lição. Aos cinco minutos, aquela linha de passe pelo lado direito que o Salgueiro enjoou de fazer no primeiro tempo deu certo na primeira dose. Tamandaré rolou para Cássio que entrou como quis na área, foi à linha de fundo e cruzou rasteiro para John empurrar para o gol completamente livre de marcação.
Imediatamente, Martelotte mudou no setor de criação. Trocou Leandrinho por Daniel Costa e Raniel por Marcílio. O time da casa mudou de postura. Encolheu-se em seu campo para segurar o jogo e, se houvesse espaço, sair no no contra-ataque. Só aí as finalizações dos corais deram o ar da graça, já que não houve nenhuma no primeiro tempo. A melhor delas num chute da entrada da área de Lucas Gomes. Mondragon mandou a escanteio.
Aos 36, Mondragon dividiu para Alemão e levou a pior. O zagueiro rolou para Bruno Moraes chutar por cima. Uma pressão muito mais pelo recuo do Salgueiro do que pelas alterações na equipe. Daniel Costa, por exemplo, só se apresentava para o jogo na hora da bola parada. Quem se destacou com mais espaço foi o volante Lucas Gomes. Foi à frente e tentou criar espaço para os atacantes.
Para colocar uma cereja amarga num bolo indigesto, Bruno Moraes deu um carrinho violento e desnecessário em Mondragon aos 46 minutos e foi expulso.

FICHA DO JOGO

SALGUEIRO: Mondragon; Marcos Tamandaré (Toty), Ranieri, Luiz Eduardo e Marlon; Rodolfo Potiguar (Moreilândia), Jaíldo, Cássio e Piauí; Nilson e John. Técnico: Sérgio China.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Everton Sena, Alemão, Leonardo e Tiago Costa; Wellington Cézar, Lucas Gomes e Leandrinho (Daniel Costa); Raniel (Marcílio), Keno (Bruno Moraes) e Arthur. Técnico: Marcelo Martelotte.

Local: Cornélio de Barros. Árbitro: José Woshington da Silva (PE). Assistentes: Marcelo Castro (PE) e Ricardo Chianca (PE). Gols: Rodolfo Potiguar, aos 31; e Cássio, aos 47 do primeiro. John, aos cinco do segundo. Cartões amarelos: Marlon, Daniel, Marcílio e Wellington Cézar. Expulsão: Bruno Moraes. Público: 4.292. Renda: R$ 15.970.

Fonte: Blog do Torcedor, Recife, 13/3/2016

quarta-feira, 9 de março de 2016

Naná Vasconcelos


Santa Cruz 3 x 1 Confiança


Fotografia de Flávio Japa

SANTA CRUZ 3 x 1 CONFIANÇA

Paulo Henrique Tavares
O resultado obtido pelo Santa Cruz diante do Confiança, nesta noite, no estádio do Arruda, pela Copa do Nordeste, deixou a sensação de alívio. O 3x1 construído pelos tricolores se deveu muito mais à limitação adversária que do méritos dos corais na partida. O resultado deu os três pontos, que até coloca os tricolores muito próximos da classificação para as quartas de final da competição, mas não terá força suficiente para espantar a má fase pela qual atravessa a equipe.
Foi difícil acreditar que uma equipe mista do lanterna Confiança, com a ausência de quatro titulares, seria capaz de exigir do Santa Cruz o seu máximo. Pior se deparar com essa situação, após um primeiro tempo onde os adversários sergipanos se mostraram uma equipe frágil, pelo desentrosamento e limitação técnica. Mas essa foi a realidade vivida pelos tricolores após o gol de empate sofrido aos oito minutos do segundo tempo. De fato, é possível até reconhecer um certo merecimento coral pela situação vivida.
Os primeiros 45 minutos do jogo foram de domínio tricolor, dono das principais ações ofensivas. E foi nesse aspecto que o grande pecado do Santa Cruz acabou cometido. Não foram poucas as chances desperdiçadas pelos homens de ataque pernambucano. Nos cinco primeiros minutos da partida, Wallyson e Arthur desperdiçaram chances claras de gol. O alívio, então, chegou aos 11 minutos, com a abertura do placar. Tiago Costa aproveitou boa trama no ataque, e foi o responsável pelo 1x0.
A superioridade do Santa Cruz evidenciou também muitas falhas da equipe. Não foram poucos os erros de passe no meio de campo e a falta de eficiência na hora das finalizações tiraram a paciência da torcida presente no Arruda. Foi então que saiu o gol de empate, com o lateral Caíque. O nervosismo se tornou o principal adversário tricolor na partida. E é até fácil arriscar que se o Confiança tivesse uma qualidade maior, o jogo seria muito mais complicado para os corais.
Entretanto, muito mais na base da força do que no jeito, o Santa Cruz conseguiu a vitória. O segundo gol coral foi marcado por Keno, aos 25 minutos, e Bruno Moraes, 27, deu números finais a partida, aos 28.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Eveton Sena, Alemão, Leonardo e Tiago Costa; Wellington Cézar, João Paulo e Leandrinho (Raniel); Wallyson (Bruno Moraes), Arthur (Daniel Costa) e Keno. Técnico: Marcelo Martelotte.

CONFIANÇA: Henrique; Caíque (Bibi), Carlinhos, Lucas Rocha (Luiz Henrique) e Pedrinho; Nei Maruim, Wallace Sergipano, João Guilherme e Raulino; Warley e Diego Ceará (Danilo Bala). Técnico: Betinho.

Local: Estádio do Arruda (Recife). Horário: 21h30. Árbitro: Italo Medeiros de Azevedo (RN). Assistentes: Flavio Gomes Barroca (PB) e Marcio Freire Lopes (RN). Gols: Tiago Costa (aos 11 do 1ºT); Caíque (aos 8 do 2ºT); Keno (aos 25 minutos do 2ºT); Bruno Moraes (aos 28 do 2ºT). Cartões amarelos: Alemão (Santa Cruz); Nei Maruim, Caíque (Confiança). Público: 7133. Renda: R$ 7.0130,00.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 08/3/2016

domingo, 6 de março de 2016

Santa Cruz 0 x 0 Central


Fotografia de Anderson Stevens

SANTA CRUZ 0 x 0 CENTRAL

O torcedor do Santa Cruz está criando, a contragosto, o hábito de deixar as arquibancadas do Arruda vaiando aqueles que antes eram os responsáveis por receber aplausos. Jogar em casa tem trazido uma pressão extra ao time. Neste sábado (5), contra o Central, novamente o Santa desperdiçou muitas oportunidade de gol. Ficou no empate diante do lanterna do Hexagonal do Título do Campeonato Pernambucano 2016. Um 0x0 que, além de ameaçar a presença coral no G4 do torneio, também reforça a tese de que o clube tem se sentido mais confortável como visitante em 2016.
Muitos erros de passe e poucas chances efetivas de gol. Nos primeiros 20 minutos, Santa Cruz e Central fizeram um jogo de bate-rebate. Praticamente nenhuma jogada conseguia alcançar os atacantes. Os meias tinham dificuldade em encontrar espaço e nem mesmo o artifício dos avanços pelas laterais foi usado para diversificar a construção de jogo. Tricolor e Patativa eram previsíveis. Só não dá para dizer que era um duelo para consagrar as defesas porque Alemão e Leonardo por pouco não complicaram a vida dos mandantes.
O duelo estava equilibrado, mas era o Santa quem tinha as melhores armas. Elas, porem, não estavam funcionando. O toque caprichado de João Paulo, a velocidade de Keno, os dribles de Lelê e o poder de decisão de Grafite. Nada disso aconteceu. A Patativa era mais ousada. Giso incomodava pela esquerda e Candinho tentava aproveitar os espaços pela direita. Sobrava rapidez, faltava qualidade.
Com Candinho, o Central por pouco não foi ao intervalo com a vantagem no placar. A cobrança de falta foi forte, mas Tiago Cardoso espalmou bem. Do outro lado, Juninho também trabalhou em chute de Grafite na grande área. A resposta para um fraco futebol apresentado nos primeiros 45 minutos veio das arquibancadas: uma sonora vaia.
Com Leandrinho na vaga de Marcílio, o Santa voltou mais perigoso ao segundo tempo. Em contrapartida, ficou mais vulnerável na marcação. Candinho teve duas boas chances em menos de dez minutos para abrir o placar, ambas após contra-ataques nas costas de Wellington Cézar. Depois foi Giso quem soltou uma bomba que passou rente ao gol.
A parceria Lelê-Grafite no ataque quase se transformou em gol. Primeiro, o meia deu passe na medida e o atacante chutou em cima do goleiro. Depois, após nova assistência de Lelê, o camisa 23 testou no cantinho. A bola beijou a trave e, no rebote, Leandrinho não aproveitou. A blitz coral no ataque continuou. Wallyson cobrou falta no ângulo, mas Juninho espalmou bonito para evitar o que seria um golaço.
A insistência coral não surtiu efeito e o Tricolor deixou o gramado do Arruda mais uma vez sem vencer. Para a Patativa, foi a primeira vez no Hexagonal do Título em que o time não saiu derrotado. O Santa segue na quarta posição, com oito pontos. O Central é o último, com um.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Everton Sena, Alemão, Leonardo e Allan Vieira; Wellington Cézar, Marcílio (Leandrinho), João Paulo, Keno (Wallyson) e Lelê (Raniel); Grafite. Técnico: Marcelo Martelotte.

CENTRAL: Juninho; Gustavo Henrique, Márcio Paraíba, Vinicius Santos e Éverton (Sadrak); Charles Vágner, Moisés (Candinho), Daniel Paraíba e Giso (Indío); Araújo e Lourigol. Técnico: Flávio Barros.

Local: Arruda (Recife/PE). Árbitro: Diego Fernando Silva de Lima. Assistentes: Albino de Andrade Albert Junior e Bruno Cesar Chaves Vieira. Cartões amarelos: Giso, Vinícius, Gustavo, Charles, Daniel (C); Lelê, João Paulo (S). Renda: R$ 88.230,00. Público: 9.116 torcedores.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 05/3/2016

quinta-feira, 3 de março de 2016

Galeria de Imagens








GALERIA DE IMAGENS
Santa Cruz 3 x 1 Flamengo-RJ
Recife, 24/01/2016
Fotografias de Clóvis Canpêlo

Juazeirense 0 x 1 Santa Cruz


JUAZEIRENSE 0 x 1 SANTA CRUZ

William Tavares

Na Copa do Nordeste, o Santa Cruz sente-se mais confortável jogando fora de seus domínios. Atuando no Arruda, o clube ainda não colecionou vitórias na competição (derrota por 1×0 para o Bahia e empate em 1×1 com a Juazeirense/BA), Mas como visitante, a história é diferente. Depois de vencer o Confiança, em Sergipe, o time conseguiu sua segunda vitória no torneio ao derrotar o Canção de Fogo por 1×0, no Pedro Amorim. A equipe terminou a rodada mantendo-se na vice-liderança do Grupo C, com sete pontos.
Na escalação, a entrada de Everton Sena na lateral direita e os retornos de Wellington Cézar e João Paulo no meio-campo já eram mudanças previstas. O que pegou de surpresa os tricolores foi a ausência de Grafite. Com CK alto, o jogador foi poupado pelo técnico Marcelo Martelotte. Bruno Moraes foi o substituto.
O gramado do estádio Pedro Amorim, em Senhor do Bonfim, não era dos melhores. Ainda assim, o Santa Cruz conseguiu acelerar o jogo pelo lado esquerdo. Keno era a válvula de escape do time no ataque. O time baiano apostava nos lançamentos de longa distância, geralmente nas costas de Sena. Em um deles, o atacante Nino dominou livre e chutou cruzado. O zagueiro Alemão salvou os pernambucanos quase em cima da linha.
Para quem não acompanhou os primeiros 45 minutos de jogo, eis um resumo rápido. O Santa Cruz investiu em muitas jogadas em profundidade pela ponta, mas faltava sempre a presença de um jogador para completar para o gol. A Juazeirense abusava dos chutões e não levava perigo ao gol de Tiago Cardoso.
A ida ao intervalo fez bem ao Santa Cruz. Na primeira jogada da etapa final, o meia Lelê encontrou o atacante Keno livre para estufar a rede da Juazeirense. Gol que corou a boa exibição que o jogador fazia até então. A vantagem no placar fez o Santa recuar. Os mandantes cresceram, mas se enrolavam na hora do passe final. A arma coral era o contra-ataque. Em um deles, Keno desviou chute de Bruno Moraes e quase ampliou o marcador. Na próxima rodada, o Santa encara o Confiança, no Arruda, torcendo para que os bons resultados fora do estado sejam repetidos desta vez em solo pernambucano.

FICHA DO JOGO

JUAZEIRENSE: Tigre; Alex, Paulo Henrique, Ricardo Braz e Deca; Capone, Patrick (Diego Teles), Everlan e Élvis (Sassá); Ebinho (Jean Carlos) e Nino. Técnico: Janilson Silva.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Everton Sena, Alemão, Leonardo e Allan Vieira; Wellington Cézar, Marcílio (Lucas Gomes), João Paulo, Lelê (Leandrinho) e Keno (Raniel); Bruno Moraes. Técnico: Marcelo Martelotte.

Local: Pedro Amorim (Senhor do Bonfim/BA). Árbitro: Antonio Dib Moraes de Sousa. Assistentes: Francisco Nurisman Machado Gaspar (PI) e Rogério de Oliveira Braga (PI). Gols: Keno (aos 4 do 2ºT). Cartões amarelos: Everlan, Paulo Henrique (J). Renda: R$ 11.600,00. Público: 1.115 torcedores.

Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 02/3/2016.