quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Santa Cruz 1 x 1 Juazeirense


Fotografia de Anderson Stevens

SANTA CRUZ 1 x 1 JUAZEIRENSE

William Tavares

Para evoluir, o Santa Cruz precisava mudar. E mudou, mas não para melhor. Diante do Juazeirense, o técnico Marcelo Martelotte escalou o time com três zagueiros. Daniel Costa foi o responsável pela armação. Vítor e Tiago Costa estavam como alas. Nenhuma alteração, contudo, funcionou. Foi preciso contar com um gol de pênalti de Grafite para, ao menos, não sair derrotado do Arruda. O empate em 1×1 com o time baiano frustrou a chance do Santa de terminar, momentaneamente, na liderança da chave. Os pernambucanos continuam em segundo, com quatro pontos. O Juazeirense está em terceiro, com dois. O complemento da rodada acontece nesta quinta (25). O Bahia receberá o Confiança, às 21h30, na Arena Fonte Nova.
O Santa entrou em campo com três mudanças com relação ao jogo contra o Sport, pelo Campeonato Pernambucano. O lateral-esquerdo Allan Vieira e o meia João Paulo foram poupados do confronto por conta de dores musculares – o camisa 10 está com um edema na coxa esquerda. No caso de Lelê, foi opção do técnico Marcelo Martelotte deixá-lo no banco de reservas. O zagueiro Leonardo, que fez sua estreia pelo clube, o lateral-esquerdo Tiago Costa e o meia Daniel Costa foram os respectivos substitutos, com o Tricolor armado no 3-6-1.
Força para o novato, reclamações para o veterano. Enquanto o zagueiro Leonardo recebia os aplausos da torcida em cada dividida, o lateral-esquerdo Tiago Costa errava tudo que tentava. E os tricolores não perdoavam. Para os demais, a dificuldade era em assimilar o novo esquema tático. Os laterais subiam pouco, os meias não aproveitavam a vantagem numérica no setor e Grafite continuava isolado no ataque. Já o Juazeirense demorou 22 minutos para criar uma chance de gol. E o aproveitamento não podia ser melhor. Deca cobrou falta e Ricardo Braz, de cabeça, abriu o placar no Arruda.
Sentindo a falta de um homem de criação (leia-se João Paulo), o Santa estava lento nos contra-ataques. Pior: Alemão e Danny Morais eram os que tentavam fazer a ligação entre defesa e ataque. Daniel Costa era peça nula pelo lado direito. Renatinho não sabia se ajudava Lucas Gomes na marcação ou se apoiava Tiago no lado esquerdo. Chance boa mesmo apenas pelo alto. Danny aproveitou cruzamento e cabeceou firme, mas Tigre fez ótima defesa.
Ciente da péssima exibição do Santa, Martelotte voltou com duas mudanças no segundo tempo. Tiago Costa e Renatinho deixaram o campo para as entradas do volante Marcílio e do atacante Keno. O velocista quase marcou um golaço, em chute fora da área defendido pelo goleiro.
Não deu com a bola rolando, mas quando ela estava parada, o Santa não perdoou. Keno foi derrubado na área e o árbitro marcou pênalti. Grafite foi para cobrança e empatou o duelo. Ninguém pode dizer que os visitantes ficaram apenas segurando o empate. Para a sorte dos tricolores, faltava qualidade aos baianos. A última aposta de Martelotte para virar o jogo foi acionar Raniel na vaga de Daniel Costa. Mas o placar permaneceu no 1×1.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Alemão, Danny Morais, Leonardo; Vitor, Lucas Gomes, Daniel Costa (Raniel), Renatinho (Keno), Wallyson e Tiago Costa (Marcílio); Grafite. Técnico: Marcelo Martelotte.

JUAZEIRENSE: Tigre; Nem (Alex), Paulo Henrique, Ricardo Braz e Deca; Capone, Diego Telles, Everlan (Patrik) e Elvis, Nino e Sassá (William). Técnico: Janilson Silva.

Local: Arruda (Recife/PE). Árbitro: Emanuel Diniz de Araujo (PB). Assistentes: Jose Maria de Lucena Netto (PB) e Kildenn Tadeu Morais de Lucena (PB). Gols: Braz (aos 22 do 1ºT), Grafite (aos 19 do 2ºT). Cartões amarelos: Élvis, Everlan, Willian, Paulo Henrique, Diego Telles e Ricardo Braz (J); Lucas Gomes, Danny Morais (S). Renda: R$ 30.820,00. Público: 3.115 torcedores.

Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 24/02/2016

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