segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Central 0 x 1 Santa Cruz


Fotografia de Marlon Costa

CENTRAL 0 x 1 SANTA CRUZ

Irce Falcão
Não teve futebol de gala. Mas a vitória por 1×0 em cima do Central, na tarde/noite deste domingo, em Caruaru, garantiu dias de mais tranquilidade para o Santa Cruz, que entrou no G4 do Estadual. O Tricolor venceu com gol de Keno, aos 20 minutos do segundo tempo, e foi aos sete pontos, assumindo o quarto lugar na tabela do hexagonal do título do Estadual. Fechar esta rodada na zona de classificação, entretanto, depende do duelo entre América x Salgueiro, que acontece nesta segunda-feira. Em caso de triunfo alviverde, o Santa voltará para a quinta posição. O Central, por sua vez, amargou o quinto revés consecutivo e segue na lanterna, sem nenhum ponto somado.
Cheio de desfalques e precisando da vitória a qualquer custo, o time de Marcelo Martelotte foi até Caruaru enfrentar um Central que também não vive bom momento. Os donos da casa chegaram a ameaçar uma greve e nem entrar em campo devido ao atraso no pagamento da gratificação pela classificação do time ao hexagonal do título. Mas a Patativa não só foi para o jogo, como deu trabalho para o Tricolor.
Assim como em partidas anteriores, o time alvinegro não fez uma apresentação ruim, mas também não conseguiu converter as chances criadas em gols, repetindo os problemas já conhecidos de finalização. No início do primeiro tempo, inclusive, as melhores jogadas foram dos donos da casa, explorando a lateral esquerda do campo. A primeira chance do Santa só apareceu aos dez minutos, quando Grafite recebeu cruzamento de Allan Vieira e chutou rasteiro para a defesa de Juninho. No rebote, Marcílio mandou por cima da meta. A partida seguiu franca, com oportunidades similares para ambos os times.
Na volta do intervalo, jogando com mais consciência e bola no chão, o Central novamente foi dono dos minutos iniciais. O cenário mudou quando, aos nove minutos, Martelotte apostou na entrada de Raniel na vaga do estreante Leandrinho. A mexida deu mais volume de jogo ao Tricolor e, aos 20 minutos, veio o resultado. Grafite recebeu de Lelê, fintou na pequena área e finalizou de pé esquerdo. Juninho espalmou e, no rebote, Keno só teve o trabalho de empurrar a bola para as redes.
O Central tentou responder em bons lances de Araújo e Índio, que chegou a marcar, mas em impedimento. Na busca pelo segundo gol para garantir o marcador, o Santa ainda criou boas oportunidades com Grafite e Allan Vieira, mas o placar terminou em 1×0.

FICHA DO JOGO

CENTRAL: Juninho; Gustavo Henrique, Vinícius Santos, Henrique e Éverton; Charles Wagner, Moisés, Daniel Paraíba (Índio) e Giso (Walasson); Araújo (Jefinho) e Candinho. Técnico: Flávio Barros.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Lucas Ramon (Everton Sena), Alemão, Leonardo e Allan Vieira; Lucas Gomes, Marcílio, Keno, Leandrinho (Raniel) e Lelê; Grafite (Bruno Moraes). Técnico: Marcelo Martelotte.

Local: Lacerdão (Caruaru/PE). Árbitro: Emerson Luiz Sobral. Assistentes: Fernanda Colombo Uliana e Cleberson Nascimento Leite. Gol: Keno (aos 20′ do 2ºT). Cartões amarelos: Moisés, Daniel Paraíba, Henrique (Central); Grafite, Alemão e Marcílio (Santa Cruz). Cartão vermelho: Henrique (Central). Público: 2.177. Renda: R$ 47.020.

Fonte: Blog de Primeira, Folha de Pernambuco, Recife, 28/02/2016

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Nunes, o cabelo de fogo






Fotografia de Clóvis Campêlo /2016

NUNES, O CABELO DE FOGO

Nas fotografias acima, ao lado de Grafite, Nunes dá o pontapé inicial do jogo Santa Cruz 3 x 1 Flamengo-RJ, realizado no Estádio do Arruda, em 24 de janeiro próximo passado.
Antes do jogo, Nunes também foi homenageado pela direção coral, inclusive com o lançamento da camisa "Cabelo de Fogo", apelido pelo qual era conhecido na época em que defendeu o Santa Cruz.
Nunes veio para o Santa Cruz em 1975 e logo se transformou em mais um ídolo coral, integrando uma equipe de altíssimo nível e repleta de craques.
A estréia aconteceu num clássico das multidões, no finalzinho do Pernambucano-75, em jogo válido pelo 3° Turno. No memorável Brasileiro-75, no qual o Santa foi semifinalista, a melhor campanha de um time pernambucano na competição e a primeira vez que um nordestino chegava a tal fase, Nunes, ainda um jovem de 21 anos, teve participação discreta na campanha, marcando dois gols. A concorrência com Ramon, artilheiro do Brasileiro-73, era desleal. Ao lado de Fumanchu, Ramon foi o goleador do Santa com oito gols. O primeiro e único título do Cabelo de Fogo pelo Santa seria o bissuper, em 76. O suficiente para colocá-lo na galeria dos grandes ídolos corais.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Santa Cruz 1 x 1 Juazeirense


Fotografia de Anderson Stevens

SANTA CRUZ 1 x 1 JUAZEIRENSE

William Tavares

Para evoluir, o Santa Cruz precisava mudar. E mudou, mas não para melhor. Diante do Juazeirense, o técnico Marcelo Martelotte escalou o time com três zagueiros. Daniel Costa foi o responsável pela armação. Vítor e Tiago Costa estavam como alas. Nenhuma alteração, contudo, funcionou. Foi preciso contar com um gol de pênalti de Grafite para, ao menos, não sair derrotado do Arruda. O empate em 1×1 com o time baiano frustrou a chance do Santa de terminar, momentaneamente, na liderança da chave. Os pernambucanos continuam em segundo, com quatro pontos. O Juazeirense está em terceiro, com dois. O complemento da rodada acontece nesta quinta (25). O Bahia receberá o Confiança, às 21h30, na Arena Fonte Nova.
O Santa entrou em campo com três mudanças com relação ao jogo contra o Sport, pelo Campeonato Pernambucano. O lateral-esquerdo Allan Vieira e o meia João Paulo foram poupados do confronto por conta de dores musculares – o camisa 10 está com um edema na coxa esquerda. No caso de Lelê, foi opção do técnico Marcelo Martelotte deixá-lo no banco de reservas. O zagueiro Leonardo, que fez sua estreia pelo clube, o lateral-esquerdo Tiago Costa e o meia Daniel Costa foram os respectivos substitutos, com o Tricolor armado no 3-6-1.
Força para o novato, reclamações para o veterano. Enquanto o zagueiro Leonardo recebia os aplausos da torcida em cada dividida, o lateral-esquerdo Tiago Costa errava tudo que tentava. E os tricolores não perdoavam. Para os demais, a dificuldade era em assimilar o novo esquema tático. Os laterais subiam pouco, os meias não aproveitavam a vantagem numérica no setor e Grafite continuava isolado no ataque. Já o Juazeirense demorou 22 minutos para criar uma chance de gol. E o aproveitamento não podia ser melhor. Deca cobrou falta e Ricardo Braz, de cabeça, abriu o placar no Arruda.
Sentindo a falta de um homem de criação (leia-se João Paulo), o Santa estava lento nos contra-ataques. Pior: Alemão e Danny Morais eram os que tentavam fazer a ligação entre defesa e ataque. Daniel Costa era peça nula pelo lado direito. Renatinho não sabia se ajudava Lucas Gomes na marcação ou se apoiava Tiago no lado esquerdo. Chance boa mesmo apenas pelo alto. Danny aproveitou cruzamento e cabeceou firme, mas Tigre fez ótima defesa.
Ciente da péssima exibição do Santa, Martelotte voltou com duas mudanças no segundo tempo. Tiago Costa e Renatinho deixaram o campo para as entradas do volante Marcílio e do atacante Keno. O velocista quase marcou um golaço, em chute fora da área defendido pelo goleiro.
Não deu com a bola rolando, mas quando ela estava parada, o Santa não perdoou. Keno foi derrubado na área e o árbitro marcou pênalti. Grafite foi para cobrança e empatou o duelo. Ninguém pode dizer que os visitantes ficaram apenas segurando o empate. Para a sorte dos tricolores, faltava qualidade aos baianos. A última aposta de Martelotte para virar o jogo foi acionar Raniel na vaga de Daniel Costa. Mas o placar permaneceu no 1×1.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Alemão, Danny Morais, Leonardo; Vitor, Lucas Gomes, Daniel Costa (Raniel), Renatinho (Keno), Wallyson e Tiago Costa (Marcílio); Grafite. Técnico: Marcelo Martelotte.

JUAZEIRENSE: Tigre; Nem (Alex), Paulo Henrique, Ricardo Braz e Deca; Capone, Diego Telles, Everlan (Patrik) e Elvis, Nino e Sassá (William). Técnico: Janilson Silva.

Local: Arruda (Recife/PE). Árbitro: Emanuel Diniz de Araujo (PB). Assistentes: Jose Maria de Lucena Netto (PB) e Kildenn Tadeu Morais de Lucena (PB). Gols: Braz (aos 22 do 1ºT), Grafite (aos 19 do 2ºT). Cartões amarelos: Élvis, Everlan, Willian, Paulo Henrique, Diego Telles e Ricardo Braz (J); Lucas Gomes, Danny Morais (S). Renda: R$ 30.820,00. Público: 3.115 torcedores.

Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 24/02/2016

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Sport 2 x 1 Santa Cruz


SPORT 2 x 1 SANTA CRUZ

Paulo Henrique Tavares

A vitória foi rubro-negra. Esta simples frase não exibe em sua estrutura todo o esforço que o Sport precisou enfrentar para bater o Santa Cruz. Mesmo mandante, em uma Ilha do Retiro fervilhante, o Leão precisou sair de uma condição desfavorável, se reconstruir durante o jogo e vencer. Com gols de Luiz Antônio e Túlio de Melo, o Leão virou pra cima dos tricolores, que haviam saído na frente com Grafite. O 2×1, deste domingo, colocou a equipe na quarta colocação do Hexagonal do Título do Campeonato Pernambucano 2016, com seis pontos. Os corais estão em quinto, com quatro pontos.
Sport e Santa Cruz entraram em campo com problemas em suas escalações iniciais. Pelo lado rubro-negro, Samuel Xavier, com um desconforto na coxa direita, teve de ser substituído pelo improvisado volante Ronaldo. No Tricolor, dois desfalques: Wellington Cézar e Dedé, ambos com uma lesão grau dois na coxa direita, foram sacados para as entradas de Lucas Gomes e Renatinho. Em uma conta simples, seria fácil imaginar que os corais saíram atrás com relação aos leoninos nestas novidades de última hora. E também não há duvidas de que este cenário interferiu na partida.
Com dois problemas em seu meio de campo, a postura do Santa Cruz deixou evidente o pedido do técnico Marcelo Martelotte em intensificar a marcação. Era normal observar duas linhas bem postadas com apenas o atacante Grafite na referência do ataque. Essa espécie de 4-5-1 emperrou o ofensivamente o Sport. Contou de forma desfavorável para o Leão a indecisão com relação ao posicionamento de seus homens de ataque. Neste Clássico das Multidões, o técnico Falcão resolveu apostar na estreia do recém-chegado Gabriel Xavier, junto com Reinaldo Lenis e Túlio de Melo. Existia uma grande distância entre o meio de campo e o ataque, e os rubro-negros se tornaram improdutivos.
Tudo que o Santa Cruz queria aconteceu nos minutos iniciais do jogo. Logo aos 8, uma desatenção da zaga do Sport fez o atacante Lelê encontrar Grafite, que não teve muito trabalho em abrir o marcador e dar vantagem aos visitantes. Durante boa parte da etapa inicial, os anfitriões rubro-negros se mostraram um adversário inofensivo. Foi uma mudança tática que fez a história do jogo acabar favorável para o Leão. Falcão resolveu trocar a posição de Reinaldo Lenis para a ponta direita, acionando Gabriel Xavier na esquerda. E as chances começaram a surgir, com boa participação de Tiago Cardoso para segurar o 1×0.
Nenhuma substituição foi protagonizada após o intervalo. Inclusive, a maior presença ofensiva do Sport permaneceu dando a tônica ao jogo. O empate, então, aconteceu. Aos 7 minutos, Reinaldo Lenis levou a bola ao fundo, na ponta direita, e cruzou para a área. Antes de encontrar as redes, a bola passou por todo mundo e foi finalizada por Luiz Antônio. O gol rubro-negro deixou o jogo mais aberto. As duas equipes passaram a se expor na partida, e o contra-ataque virou a arma de ambos os times. E foi em uma dessas escapadas que a vitória rubro-negra acabou construída. Aos 34 minutos, Everton Felipe cruzou para Túlio de Melo, e o centroavante foi decisivo.

FICHA DE JOGO

SPORT: Danilo Fernandes; Ronaldo, Matheus Ferraz, Durval e Renê; Rithely, Serginho (Everton Felipe), Luiz Antônio e Gabriel Xavier (Neto Moura); Reinaldo Lenis (Jonathan Goiano) e Túlio de Melo. Técnico: Paulo Roberto Falcão.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vítor, Alemão, Danny Morais e Allan Vieira; Lucas Gomes, Renatinho e João Paulo; Wallyson (Raniel), Lelê (Bruno Moraes) e Grafite. Técnico: Marcelo Martelotte.

Local: Estádio da Ilha do Retiro (Recife). Árbitro: Sebastião Rufino Filho. Assistentes: Clóvis Amaral da Silva e Elan Vieira. Gols: Grafite (aos 8 do 1ºT); Luiz Antônio (aos 7 do 2ºT); Túlio de Melo (aos 34 do 2ºT). Cartões amarelos: Grafite, Lucas Gomes (Santa Cruz); Gabriel Xavier (Sport). Público: 14609. Renda: R$ 321.034,00.

Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 21/02/2016

domingo, 21 de fevereiro de 2016

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Boas lembranças contra o Sport


Fotografia de Peu Ricardo

BOAS LEMBRANÇAS CONTRA O SPORT

William Tavares

Fazer boas atuações diante do Sport é quase uma especialidade do goleiro Tiago Cardoso. Quando o confronto é contra o Leão, o camisa 1 do Santa Cruz costuma ser decisivo. O tricampeonato Pernambucano (2011-2013) é uma prova disso. Muito do rótulo de ídolo se deve, indiretamente, ao rival. E no Clássico das Multidões deste domingo, na Ilha do Retiro, Tiago espera ser decisivo novamente. Para ajudar o Santa a sair com os três e aumentar o acervo de bons momentos que diverte um integrante em especial da família Cardoso.
“Os três títulos que tive aqui ficaram marcados. Meu filho até hoje coloca os vídeos (dos clássicos) para assistir. Essa semana mesmo ele me pediu para botar novamente. Fica difícil esquecer. Mas precisamos olhar para frente. São equipes diferentes e será um novo jogo. Vamos trabalhar para sair com a vitória”, afirmou o goleiro.
Com a experiência de ter disputados vários clássicos na carreira, Tiago mostrou que não teme a cobrança da torcida. “É preciso estar pronto quando se é exigido. Já tenho esse legado que a torcida passou, mas não fico pensando nisso. Cada jogo é uma história diferente. Espero que eu possa me sair bem e o grupo também, até porque o conjunto precisa prevalecer para que gente consiga o resultado”, explicou.
Um dos cuidados que o goleiro citou como primordial no Clássico das Multidões é a bola aérea do Sport. Cinco dos seis gols marcados pelo Leão na temporada foram de cabeça. “Sabemos que eles vão buscar esse tipo de jogada. Nossa equipe tem levado poucos gols dessa forma e vamos entrar concentrados na partida. Não podemos prever o que vai acontecer, mas vamos trabalhar para sairmos bem não só na bola aérea, mas com ela no chão também”, citou.
Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 19/02/2016

Edy Carlos e Canibal






EDY CARLOS e CANIBAL

Interpretam o Hino de Pernambuco no Estádio do Arruda, em 24/01/2016, antes do jogo Santa Cruz 3 x 1 Flamengo-RJ.

Fotografias de Clóvis Campêlo

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Confiança 0 x 2 Santa Cruz


CONFIANÇA 0 x 2 SANTA CRUZ

William Tavares

Primeiro jogo sem tomar gol na temporada, com direito até a um zagueiro balançando as redes adversárias. Marcação mais equilibrada e ataque, embora ainda desperdiçando algumas chances, deixando sua marca com Grafite. Pelo segundo tempo que fez diante do Confiança, no Batistão, o Santa Cruz mostrou um pouco da “evolução jogo a jogo” destacada pelo técnico Marcelo Martelotte. Com a vitória por 2×0, o Tricolor assumiu momentaneamente a liderança do Grupo C da Copa do Nordeste, com três pontos, e chega mais confiante para o Clássico das Multidões do domingo, contra o Sport, pelo Hexagonal do Título do Campeonato Pernambucano 2016.
Erros de passe e muita afobação no meio-campo. Esse foi o retrato dos dois times no início da partida. E olha que não dava para culpar o gramado do Batistão, que estava em boas condições. Confiança e Santa Cruz estavam com tanta sincronia que as melhores chances de cada clube aconteciam de forma seguida. Quando o Tricolor perdia uma oportunidade clara de gol, os sergipanos respondiam da mesma forma. Primeiro foi com Lelê. O meia recebeu um bom passe, ajeitou e na hora de finalizar…decepcionou. Um minuto depois, os mandantes desperdiçaram a chance de abrir o placar com Izaldo, após cruzamento de Wallace Pernambucano.
Aos 34 minutos, um lance inacreditável. Wallyson saiu na cara de Rafael e tocou para o gol. A zaga cortou quase em cima da linha e a bola ainda acertou a trave. O que aconteceu no minuto seguinte? Resposta do time proletário. Caíque arriscou de longe e Tiago Cardoso quase “entregou”. Sorte sua que a bola resvalou no ombro. O camisa 1 coral atuou desde os 10 minutos com uma faixa e uma touca protegendo um corte na cabeça após choque com zagueiro Alemão.
Aos oito do segundo tempo, a sorte sorriu ao Santa. Dedé chutou fraco, mas o suficiente para o goleiro Rafael espalmar para frente. Grafite aproveitou o rebote e fez 1×0. Para completar a festa, Alemão cabeceou firme para ampliar o marcador e definir a primeira vitória do Santa na Copa do Nordeste.

FICHA DO JOGO

CONFIANÇA: Rafael Sandes, Caíque, Valdo, Eron e Izaldo; Elielton, Hamilton, Everton (Diego) e Wallace Pernambucano (Bibi); Flávio (Danillo Bala) e Leandro Kível. Técnico: Betinho.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vítor, Danny Morais, Alemão e Allan Vieira; Wellington Cézar (Everton Sena), Dedé (Renatinho), João Paulo, Lelê e Wallyson (Raniel). Grafite. Técnico:
Marcelo Martelotte.

Local: Batistão (Aracaju/SE). Árbitro: Clizaldo França (PB). Assistentes: Luis Filipe Gonçalves Correa (PB) e Oberto da Silva Santos (PB). Gols: Grafite (aos 8 do 2ºT), Alemão (aos 14 do 2ºT). Cartões amarelos: Allan Vieira, Lelê (S); Hamilton (C). Renda: R$ 51.368,00. Público: 3.747.

Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 17/02/2016

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Santa Cruz 0 x 1 Bahia


SANTA CRUZ 0 x 1 BAHIA

Clauber Santana

O início de temporada para o Santa Cruz tem sido ruim. Além dos resultados ruins, o futebol apresentado também não é dos melhores. Na estreia da Copa do Nordeste, contra o Bahia, no Arruda, esperava-se um desempenho diferente do Campeonato Pernambucano. Mas, apesar de mostrar uma certa evolução, o Tricolor pernambucano segue tropeçando em 2016. Neste domingo (14), embora tenha lutado muito, perdeu por 1×0 e largou atrás no Grupo C da competição regional. O gol dos baianos foi marcado Juninho, na etapa inicial, num bonito chute de fora da área. Após a derrota, a Cobra Coral vai buscar a recuperação na próxima quarta-feira, diante do Confiança, no Batistão, em Aracaju, às 21h30. Enquanto o Bahia recebe o Juazeirense, na Arena Fonte Nova.
Não adiantou o Santa Cruz ter mais posse de bola e criar inúmeras chances no primeiro tempo. Quem desceu para os vestiários na vantagem foi o Bahia. Em uma das poucas vezes que chegou ao ataque, abriu o placar. Aos 20, Juninho avançou com liberdade e arrematou de fora da área. Tiago Cardoso ainda se jogou no canto direito, mas não evitou o gol dos visitantes. O Tricolor pernambucano buscou o empate de todas as formas. No entanto, parou sempre no goleiro Marcelo Lomba, o destaque com pelo menos três grandes defesas. Para complicar mais a situação coral, Grafite, que estava bem em campo, sofreu um corte no supercílio e foi substituído por Bruno Moraes. Só não ficou pior para os donos da casa porque Hernane Brocador saiu na cara de Tiago Cardoso, porém, chutou para fora.
A Cobra Coral precisava pressionar o adversário no segundo tempo para igualar o marcador. Contudo, em nenhum momento chegou a sufocar o Bahia. Foi mais constante no ataque, é bem verdade, mas de forma pouco organizada. O Santa Cruz chegou a balançar as redes, porém, o bandeirinha marcou impedimento. Wallyson cobrou a falta, Alemão, em posição irregular, desviou para o gol, que foi anulado. Marcelo Martelotte acionou os jogadores mais ofensivos que estavam no banco de reservas: Raniel, Keno e Bruno Moraes. Mas não houve jeito de conseguir o empate. No último lance do confronto, João Paulo cobrou escanteio e Alemão subiu mais do que a defesa para cabecear. A bola tocou na trave esquerda e foi para fora. Encerrando de vez as chances de qualquer alteração no placar.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vítor, Alemão, Danny Morais e Allan Vieira; Wellington Cézar, Dedé (Raniel) e João Paulo; Lelê (Keno), Wallyson e Grafite (Bruno Moraes). Técnico: Marcelo Martelotte.

BAHIA: Marcelo Lomba; Hayner, Éder, Gustavo (Robson) e João Paulo (Yuri); Feijão, Danilo Pires e Juninho; Luisinho, Hernane Brocador e Edigar Júnio (Zé Roberto). Técnico: Doriva.

Local: Arruda (Recife/PE). Árbitro: Charles Hebert Cavalcante Ferreira (AL). Assistentes: Esdras Mariano de Lima (AL) Albuquerque e Maxwell Rocha da Silva (AL). Gol: Juninho (aos 20 do 1ºT).
Cartões amarelos: Wellington Cézar e Vitor (Santa Cruz); Gustavo, Zé Roberto, João Paulo, Hayner e Hernane Brocador (Bahia). Público: 10.492. Renda: R$ 180.225,00.

Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 14/02/2016

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Santa Cruz 4 x 2 América-PE



SANTA CRUZ 4 x 2 AMÉRICA-PE

William Tavares

A vitória do Santa Cruz por 4×2 diante do América, no Arruda, não traduz o que foi o jogo válido pela terceira rodada do Hexagonal do Título do Campeonato Pernambucano 2016. O Tricolor foi o dono da partida durante os 90 minutos e poderia ter saído com uma goleada. Falhas defensivas e um aproveitamento baixo nas finalizações, porém, quase tiraram o primeiro triunfo do clube na competição. Com o resultado, o Santa chegou aos quatro pontos e assumiu a vice-liderança do Estadual, com quatro pontos. O América é o quarto, com três pontos.
Visando o jogo contra o Bahia, pela Copa do Nordeste, o técnico Marcelo Martelotte poupou cinco titulares: Vítor, Alemão, Daniel Costa (único relacionado), Raniel e Grafite. Os substitutos, respectivamente, foram Lucas Ramon, Neris, Dedé, Wallyson e Arthur. Os efeitos da mudança foram imediatos. Mais marcação no meio e mobilidade nas laterais. O Tricolor sufocava os visitantes. Aos 19, o América sucumbiu à pressão. Lelê deu passe preciso para Wallyson, que soltou uma bomba sem chances para Delone.
Com a facilidade de um jogo-treino, mas a seriedade de um duelo valendo os três pontos, o Santa não diminuiu o ritmo. A supremacia em campo era tanta que o técnico Charles Muniz arriscou: tirou o lateral-direito Da Silva e colocou Carlinhos Bala. No Santa, Arthur deixou o gramado com dores no joelho direito. Bruno Moraes foi o escolhido para substituí-lo. No primeiro toque na bola, o “general” do Arruda deixou sua marca, após cruzamento de Allan Vieira.
Excesso de confiança. Talvez isso explique o fato de a zaga do Santa não impedir que o baixinho Thiago Laranjeira subisse livre para testar firme no gol de Tiago Cardoso, diminuindo o placar no Arruda.
O início da segunda etapa foi idêntico ao da primeira. Sem alterações, o Santa voltou pressionando o América . Aos sete minutos, João Paulo recebeu de Wallyson e tocou na saída do goleiro para aumentar a vantagem. Os mandantes, porém, voltaram a repetir os mesmos erros de atenção na defesa. E um velho conhecido dos tricolores não perdoou. Cesinha dominou errado e a bola sobrou para Carlinhos Bala soltar o pé para fazer o segundo gol do Periquito.
No final do jogo, ainda deu tempo de dois jogadores tomarem cartão vermelho: Keno, pelo Santa, e Danyel, pelo América. Eles não viram o meia Daniel Costa, que entrou na vaga de Lelê, desperdiçar uma cobrança de pênalti que parou nas mãos de Delone. Nos acréscimos, Allan Vieira marcou o quarto gol e fechou a conta, decretando a primeira vitória do Santa no Pernambucano.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Lucas Ramon, Danny Morais, Neris e Allan Vieira; Wellington Cézar, Dedé e João Paulo; Wallyson (Keno), Lelê (Daniel Costa) e Arthur (Bruno Moraes). Técnico: Marcelo Martelotte.

AMÈRICA-PE: América: Delone; Da Silva (Carlinhos Bala), Danilo Cirqueira, Yuri e Ricardinho; Glauber (Carioca), Danyel, Tiago Laranjeira e Alex Gaibu; Ewerton Bala e Netto (Cesinha). Técnico: Charles Muniz.

Local: Arruda (Recife/PE). Árbitro: Gilberto Rodrigues Castro Junior. Assistentes: Ricardo Bezerra Chianca e Charles Rosas Pires. Gols: Wallyson (aos 19 do 1ºT), Bruno Moraes (aos 38 do 1ºT), Thiago Laranjeira (aos 42 do 1ºT), João Paulo (aos 7 do 2ºT), Carlinhos Bala (aos 23 do 2ºT) e Allan Vieira (aos 47 do 2ºT). Cartões amarelos: Wellington Cézar, Wallyson e João Paulo (S); Danyel, Glauber, Delone, Yuri e Alex Gaibu (A). Cartão vermelho: Danyel (A), Keno (S). Renda: R$ 49.240,00. Público: 5.511 pessoas.

Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 10/02/2016

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Raniel: "Vou me firmar este ano!"


RANIEL: "VOU ME FIRMAR ESTE ANO!"

Pedro Galindo

"Tive problemas, mas já é passado". Com o semblante sereno de quem tenta mostrar que está em pleno processo de amadurecimento, Raniel mira o futuro com a certeza de que as dificuldades extra-campo ficaram para trás. Principal joia do elenco do Santa Cruz, o jovem de 19 anos fez, contra o Salgueiro, uma partida daquelas que dá razão a todos aqueles que creem no seu potencial. Com arrancadas letais e dribles humilhantes sobre os adversários, ele se credenciou ainda mais a uma vaga no time titular tricolor - objetivo que, ele garante, vai alcançar nesta temporada, para apagar o 2015 que o deixou marcado como garoto problemático.
"Estava esperando essa oportunidade faz tempo. Agora, quero tocar minha vida para frente, jogar e, se Deus quiser, vou me firmar este ano", disse o meia, em coletiva após o empate contra o Carcará. Pouco depois, foi o técnico Marcelo Martelotte que veio elogiar a atuação de seu pupilo. "Ele jogou muito bem hoje, gostei da atuação dele - dentro da característica dele, o que é mais importante. É um jogador jovem e tem muito a evoluir", afirmou o comandante, antes de enfatizar. "Muito. Hoje, por exemplo, fez um grande jogo, partindo para cima, decidindo as jogadas, usando sua característica de arrancada", avaliou.
Mas definir a real posição de Raniel não é tão fácil quanto parece. Foi o que revelou o próprio treinador coral, que disse enxergar o jogador mais como um atacante. "Ele ainda tem uma dificuldade no passe. A gente vê a diferença, por exemplo, do passe de Wallyson, que é um jogador que tem mais essa qualidade do que ele. É aquela bola que sai um pouco mais forte, porque a característica dele é mais a jogada individual do que passar a bola. Até entendo, é jovem ainda, existe toda uma evolução pela frente mas, nesse momento, ele é mais atacante do que meia", cravou.
Martelotte desenvolveu o raciocínio. "Um meia precisa saber passar a bola, colocar os companheiros na cara do gol e não é essa a característica dele", definiu. Ainda assim, ele voltou a ressaltar o bom desempenho de Raniel na partida contra o Salgueiro, apesar do resultado de empate que não deixou a torcida satisfeita. "Dentro da característica dele, ele fez uma boa partida, muito melhor do que a da segunda-feira (a derrota para o Náutico), e foi importante essa evolução dele do jogo passado para esse", encerrou.

Fonte: Diario de PE, Recife, 05/02/2016

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Dos frevos de Capiba ao manguebeat de Chico Science


DOS FREVOS DE CAPIBA AO MANGUE BEAT DE CHICO SCIENCE

Cassio Zirpoli

Os blocos Cobra Fumando, no Arruda, e Minha Cobra, em Olinda, arrastam milhares de tricolores, com características únicas no frevo. Em um século de história, o Santinha teve dois dos maiores compositores do envolvente ritmo pernambucano. Nelson Ferreira (1902-1976) e Lourenço da Fonseca Barbosa, o Capiba (1904-1997). O primeiro foi um gênio nos frevos-de-rua, extraindo a animação dos metai, mas sem perder a linha como autor. Em 1957, homenageou o primeiro supercampeonato, com um frevo-canção, gravado posteriormente pelo alvirrubro Claudionor Germano. “Vamos cantar com toda emoção / Um, dois, três, quatro, cinco, seis / Saudando a faixa de supercampeão / A que fez jus / O mais querido Santa Cruz / Foram três as vitórias colossais”.
Capiba, com 200 músicas no repertório, dos mais variados temas, não deixou por menos. Conselheiro coral, compôs em 1948 a marcha “O Mais Querido”. Como o clube não levantou a taça, guardou a letra. Hoje decorada em cada canto do Mundão, a canção só foi lançada em 1957. “Santa Cruz, Santa Cruz , junta mais essa vitória…”. O compositor só mexeu no último verso, adicionando o “super”. Irmão de Capiba, Marambá criou “Cobral Coral” em 1959, na voz de Rubens Cristino. “Quando aparece num gramado / O Santa Cruz dando xaxado / O adversário vai cair / Disso não pode fugir / Deixa a fumaça subir”.
Muito antes, Sebastião Rosendo compôs o mais famoso frevo-canção do clube, “Santa Cruz de Corpo e Alma” de 1942, atendendo um pedido de Aristófanes de Andrade, renomado tricolor. Ainda que não tenha uma letra específica para o clube, o carnaval foi revigorado mais recentemente com as inúmeras músicas do tricolor Chico Science, através do manguebeat, uma soma de ritmos com total imersão no carnaval. Não por acaso, Chico, que faria 50 anos em 2016, foi o homenageado no bloco a Minha Cobra, juntando todos os sons.
De corpo e alma ao papa-taças, as canções que apaixonam nas orquestras.

Os blocos

Cobra Fumando (Recife, Arruda/desde 1992, com desfile na segunda-feira)
Triloucura (Bezerros/2004, segunda-feira)
Minha Cobra (Olinda, Sítio Histórico/2006, segunda-feira)
A Cobra Vai Subir (Afogados da Ingazeira/2008, terça-feira)
Paixão Coral (Pesqueira/2009, segunda-feira)
Minha Cobra nas Virgens (Surubum/2009, domingo pós-carnaval)
Naza Coral (Nazaré da Mata/2011, domingo)
Tricolor na Folia (Timbaúba, segunda-feira)
Veneno Coral (Bom Jardim, domingo)
Furacão Coral (Ribeirão, domingo)
Santamares (Palmares)

As músicas


Santa Cruz de Corpo e Alma (Sebastião Rosendo, 1942)

Eu sou Santa Cruz
De corpo e alma
E serei sempre de coração
Pois a cobrinha quando entra no gramado
Eu fico todo arrepiado e torço com satisfação (2x)
Sai,sai Timbu
Deixa de prosa,
O seu Leão
Periquito cuidado com lotação
Que matou pássaro preto
Tricolor é tradição

O mais querido (Capiba, 1957)

Santa Cruz, Santa Cruz
Junta mais essa vitória
Santa Cruz, Santa Cruz
Ao te passado de glória
És o querido do povo
O terror do Nordeste
No gramado
Tuas vitórias de hoje
Nos lembram vitórias
Do passado
Clube querido da multidão
Tu és o supercampeão.

Papa-Taças (João Valença e Raul Valença (década 1970)

Quem é que quando joga
A poeira se levanta
É o Santa, é o Santa
Escreve pelo chão
Faz miséria e não se dobra
É a cobra, é a cobra
É sem favor o maioral
O tricolor, a cobrinha coral
O mais querido timão das massas
Por apelido o papa-taças

Se tu és tricolor (Capiba, 1990)
Se tu és tricolor
Que Deus te abençoe
Se não és tricolor
Que Deus te perdoe
O Santa tem a fibra
Dos Guararapes
Por tradição
É o mais querido
E sempre será
O clube da multidão

Santa Cruz de Corpo e Alma (1942, Sebastião Rosendo)
Vulcão Tricolor (2007, Maestro Forró). O último dos frevos-de-rua dos clubes.

Fonte: Diario de PE, Recife, 05/02/2016

Carnaval coral


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Martelotte lamenta resultado


Fotografia de Flávio Japa

MARTELOTTE LAMENTA RESULTADO

William Tavares

Empatar em casa após vir de uma derrota em um clássico está longe de ser um resultado a ser comemorado. Por isso que o técnico Marcelo Martelotte não escondeu sua lamentação ao desperdiçar uma boa oportunidade de conquistar uma vitória, a primeira do Santa, no Hexagonal do Título do Campeonato Pernambucano 2016. O time bem que tentou, mas não saiu do 1×1 com o Salgueiro. Sobrou ao treinador, porém, elogiar a postura do time, algo que ele considerou bem melhor se comparado a que os atletas tiveram contra o Náutico, na estreia da competição.
“O resultado foi ruim, principalmente pelas expectativas que são criadas. Se espera que o Santa Cruz, em casa, vença. Mas a postura já foi diferente do jogo contra o Náutico, postura de time que briga e não desiste. Foi isso que nos levou às conquistas do ano passado”, revelou o treinador.
Para Martelotte, os erros do primeiro tempo acabaram impedindo que o Tricolor tivesse condições de sair do Arruda com um resultado positivo.
“Erramos muito no primeiro tempo, talvez pela ansiedade de reverter o resultado do jogo. No segundo tempo, jogamos melhor, com a bola rodando de um lado para outro no campo. Criamos mais chances e fizemos um gol, mas entendo que poderíamos ter feito mais”, finalizou.

Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 04/02/2016

Santa Cruz 1 x 1 Salgueiro


Fotografia de Anderson Stevens

SANTA CRUZ 1 x 1 SALGUEIRO

William Tavares

Até metade do segundo tempo, o Santa Cruz esteve próximo de repetir o início apático do ano passado no Campeonato Pernambucano. Uma segunda derrota, desta vez no Arruda, colocaria ainda mais pressão no técnico Marcelo Martelotte. Mas tudo isso ficou na suposição. Com um gol de Grafite, o Tricolor não saiu derrotado em casa. Mas o empate em 1×1 com o Salgueiro, pela segunda rodada do Hexagonal do Título, mostrou que ainda há muito a se melhorar no time.
O torcedor ainda se ajeitava nas arquibancadas do Arruda quando o Salgueiro, em seu primeiro ataque, abriu o placar. Aos dois minutos, a zaga do Santa Cruz cortou mal um escanteio. Cássio Ortega dominou e chutou rasteiro para fazer 1×0 para o Carcará.
O lado direito da defesa do Santa era uma avenida. Por duas vezes o Salgueiro passou como quis por trás de Vítor. Jefferson Berger e Piauí, respectivamente, desperdiçaram oportunidades frente a frente com Tiago Cardoso.
O Santa Cruz apresentou os mesmos erros do jogo passado, contra o Náutico. Daniel Costa era a figura mais apagada em campo. Apesar de displicente em alguns lances, Raniel era o mais criativo no meio campo. Entre vaias e aplausos, os jogadores do Santa deixaram o gramado na primeira etapa.
O Tricolor voltou do intervalo com duas modificações: saíram Daniel Costa e Lelê para as entradas de Dedé e Wallyson. E no primeiro minuto em campo, o atacante perdeu um gol feito, embaixo das traves.
A mudança do 4-3-2-1 para o tradicional 4-4-2 trouxe organização ao Santa, liberando João Paulo para armar ao lado de Raniel. Aos 24, Wellington Cézar deu um passe primoroso para Grafite, que tocou por cima do goleiro para empatar o jogo. O Tricolor ainda pressionou até os últimos minutos, mas não conseguiu vencer a primeira no Estadual.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vítor, Danny Morais, Alemão e Allan Vieira; Wellington Cézar, João Paulo, Daniel Costa (Dedé), Lelê (Wallyson) e Raniel (Arthur); Grafite. Técnico: Marcelo Martelotte.

SALGUEIRO: Mondragón; Marcos Tamandaré, Maurício (Luiz Eduardo), Rogério Paraíba e Daniel; Rodolfo Potiguar (Nilson), Moreilândia, Jaildo (Anderson Lessa), Cássio Ortega; Jefferson Berger e Piauí. Técnico: Sérgio China.

Local: Arruda (Recife/PE). Árbitro: Luiz Cláudio Sobral. Assistentes: Ricardo Bezerra Chianca e Charles Rosas Pires. Gols: Cássio Ortega (2 do 1ºT) e Grafite (aos 23 do 2ºT). Cartões amarelos: Lelê (Santa); Maurício, Rogério, Jefferson e Nilson (Salgueiro). Público: 6.909 torcedores. Renda: R$ 67.560,00.

Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 04/02/2016

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Náutico 2 x 0 Santa Cruz


NÁUTICO 2 X 0 SANTA CRUZ

Emanuel Leite Jr.

Os grandes jogos costumam ser decididos nos erros. Vence aquele time que comete menos equívocos. Chega ao triunfo a equipe mais eficiente. Foi assim no Clássico das Emoções desta segunda-feira à noite. Após um primeiro tempo equilibrado, em que as duas equipes denotavam a falta de padrão de jogo típica de início de temporada, a partida ganhou contornos completamente distintos na etapa final. Um erro do Santa Cruz permitiu ao Náutico se colocar à frente do marcador aos dois minutos. Em vantagem, o Timbu esperou os tricolores para, como uma cobra, dar o bote. E foi em outro equívoco coral que Bérgson encontrou o 2 a 0 que deu ao Náutico a vitória no clássico.
Um lance logo ao primeiro minuto, que poderia parecer fortuito, seria uma antevisão do que se veria ao longo da etapa inicial. A entrada dura de Lelê em Roni, seguido por um desentendimento entre eles, seria a tônica do primeiro tempo. Um confronto que, na falta de condicionamento e ritmo de jogo de ambas as equipes, sobrou a vontade e a raça, que muitas vezes descambava para o excesso. Que se refletiu no número elevado de faltas e, principalmente, de cartões amarelos: seis no total.
Distintas eram as estratégias de Náutico e Santa Cruz. Os alvirrubros priorizavam a posse de bola e tentavam progredir em campo, na base do jogo construído desde a sua defesa - Rodolpho, por exemplo, batia os tiros de meta sempre para um dos zagueiros. Enquanto os tricolores apostavam nos contra-ataques, aproveitando os espaços deixados pela falta de dinâmica na recomposição defensiva timbu, que muitas vezes tinha Elicarlos sozinho no primeiro combate de proteção à defesa.
Foi assim que o Santa Cruz, apesar de ter menos a posse da bola na etapa inicial, conseguiu chutar mais vezes ao gol alvirrubro. Porém, sem profundidade e amplitude, o tricolor apostava em chutes de fora da área, como os de Daniel Costa e Raniel.
Já o Náutico, contava com Rodrigo Souza como volante construtor para sair pelo meio e municiar os pontas, especialmente Roni, que deixava Tiago Costa em desespero sempre que ia no um para um. A melhor chance alvirrubra, não por acaso, saiu de um cruzamento da direita - de Rodrigo Souza - para Bérgson que, sozinho, cabeceou mal e praticamente recuou para Tiago Cadordo. Ao intervalo, o zero no placar fazia justiça ao que foi o primeiro tempo.

Segundo tempo
O jogo mal foi retomado e o Santa Cruz deu um presente ao Náutico. Falta mal batida no ataque deu um contra-ataque ao incisivo e veloz Roni. O atacante colocou a bola na frente e só foi parado na falta, já dentro da área: pênalti. Ronaldo Alves bateu e abriu o placar.
O gol madrugador alvirrubro provocou uma inversão de papéis. Se no primeiro tempo o Santa Cruz buscava explorar os contra-ataques, com o tricolor atrás no marcador e se lançando para a frente, era o Náutico que passava a se posicionar atrás para dar o bote e aproveitar a velocidade de Roni e Bérgson.
E foi na base das transições ofensivas rápidas, com passes verticais em profundidade, que o Náutico consolidou o seu triunfo. Bérgson, depois de desperdiçar duas grandes oportunidades de frente para Thiago Cardoso, não viria a falhar à terceira tentativa. Após erro de João Paulo no meio de campo, Thiago Santana lançou Bérgson, que teve toda a paciência para ampliar o marcador para o Timbu e dar números finais ao clássico.
FICHA DO JOGO

NÁUTICO: Rodolpho; Rafael Pereira, Ronaldo Alves, Fabiano Eller e Gastón; Elicarlos (Fernando Pires) e Rodrigo Souza; Roni, Caíque (Eduardinho) e Bérgson; Daniel Morais (Thiago Santana). Técnico: Gilmar Dal Pozzo.

SANTA CRUZTiago Cardoso; Vitor, Alemão, Danny Morais e Tiago Costa; Wellington Cézar, João Paulo e Daniel Costa (Renatinho); Lelê (Pedrinho Botelho) e Raniel (Bruno Moraes); Grafite. Técnico: Marcelo Martelotte.

Local: Arena Pernambuco (São Lourenço da Mata-PE). Árbitro: Emerson Sobral (PE). Assistentes: Fernanda Colombo (PE) e Albert Júnior (PE). Gols: Ronaldo Alves e Bérgson. Cartões amarelos: Rodrigo Souza, Bérgson e Elicarlos (Náutico); Lelê, Tiago Costa, Alemão, Danny Morais, João Paulo e Wellington Cézar (Santa Cruz). Público: 9.296. Renda: R$ 248.610,00.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 01/02/2016