domingo, 27 de dezembro de 2015

Wellington Cézar entrou no time e se garantiu


WELLINGTON CÉZAR ENTROU NO TIME E SE GARANTIU

William Tavares

Com um sorriso aberto, Wellington Cézar tenta esconder a timidez. Sem sucesso. Ainda que mais desenvolto do que nas primeiras declarações no início da carreira, o volante deixa claro que se sente muito mais à vontade nos gramados do que na sala de entrevistas. Perfil sereno que casou bem com a função que precisou exercer no Santa Cruz em 2015. “Cão de guarda” do técnico Marcelo Martelotte, Wellington foi o único jogador da base coral que terminou o ano como titular. Da chuteira apertada usada no primeiro teste até a promoção ao profissional, culminando no acesso à Série A, o jogador de 21 anos personifica o espírito batalhador que os torcedores corais tanto se identificam.
Ainda na época em que ajudava seu pai com serviços braçais pelas ruas do bairro da Várzea, no Recife, onde mora até hoje com os avós, a esposa e uma filha, o volante Wellington Cézar já sonhava em ser jogador. Faltava apenas um impulso. E ele veio através de um colega que defende as cores do rival coral. “Foi meu amigo Diego, que hoje joga no Náutico, que me chamou para fazer um teste aqui no Santa, em 2010. Eu nem chuteira tinha. Peguei uma do meu primo, que calçava 40, 41. Meu pé é 42, então ela ficou bem apertada. Tirei a palmilha, fiquei com os dedos doendo, mas o sonho de ser jogador era maior. Fui lá e passei”, contou o marcador, com a simplicidade de quem ainda não se deu conta de como aquele dia se tornou histórico em sua trajetória.
Após ser emprestado para Centro Limoeirense e Belo Jardim, Wellington ganhou a chance de integrar o elenco principal do Santa em 2015. Participou de algumas partidas sob o comando do então técnico Ricardinho. Mas foi com Marcelo Martelotte que o jogador se firmou. “Estava trabalhando e tinha perseverança que um dia teria uma oportunidade. Mas eu não esperava uma sequência grande de jogos na temporada. Acho que a ficha ainda não caiu”, contou.
Fã do volante Felipe Melo, o jovem atleta endossa o sonho de vários jovens de vestir a camisa da Seleção Brasileira, assim como o de atuar por um grande clube europeu. Só que antes desses objetivos, ele quer seguir fazendo história no Santa. “Tenho contrato até 2017 e espero agora jogar bem na Série A”, salientou.

FALTAS

Wellington Cézar foi o jogador mais faltoso da Série B deste ano, com 128 infrações. Apesar do dado negativo, o volante destacou que não se preocupa com o alto número de faltas, apontando que nunca foi maldoso em nenhum lance. Ao todo, o jogador levou oito cartões amarelos na competição. Por outro lado, o volante foi quem mais desarmou corretamente no time (92 vezes).

Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 26/12/2015

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