terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Sem muitos gastos


SEM MUITOS GASTOS

Yuri de Lira

A diretoria do Santa Cruz promete, a partir desta segunda-feira, intensificar o processo de renovação com os seus jogadores que se destacaram na Série B e também cair de vez no mercado de contratações. Esta montagem de elenco para o primeiro semestre de 2016 não deverá ser nada fácil para o Tricolor. A própria cúpula do clube reconhece que vai deparar com enormes dificuldades para a manutenção dos seus principais atletas - agora com salários e “luvas” (valor pago para assinatura de contrato) inflacionados. Com pouco dinheiro em caixa, os primeiros reforços também não poderão ser muito caros.
Em 2016, é fato, o orçamento do Santa Cruz vai ser substancialmente maior do que teve neste ano e tende a girar em torno de R$ 50 milhões. Só para ter uma ideia, os valores relativos às cotas pela transmissão dos jogos na televisão ganharão um aumento de, pelo menos, 75%. O Tricolor ganhava R$ 3 milhões disputando a Segundona. Agora, expectativa do presidente Alírio Moraes é que receba agora algo em torno de R$ 20 milhões.
Mas, apesar das perspectivas mais otimistas na temporada seguinte, o Santa segue sem ter como fazer grandes investimentos no momento. Outros fatores que envolvem receita também estão indefinidos. O clube também não conta ainda um novo patrocinador master, tampouco tem os royalties do fornecedor (que pode, inclusive, mudar) definidos.
“Seríamos muito irresponsáveis se fôssemos contratando indiscriminadamente do goleiro ao ataque, pagando valores altos. Como eu iria pagar folha depois? Íamos entrar naquele círculo vicioso de atraso e tudo aquilo que a gente está tentando abolir de vez do Santa Cruz”, alertou Alírio. “A torcida fica muito ansiosa por novidades, é natural. Eu também ficaria. Mas temos que dar passos com muita segurança”, emenda.
A lógica é a mesma para as renovações de peças importantes. “Os jogadores, o elenco como um todo, sofreram uma natural valorização. Com essa valorização, todo mundo espera ganhar mais, muito mais, seja o jogador ou os seus empresários. A gente ganhou o direito ao acesso, mas a Série A não chegou ainda ao Santa Cruz. Vai ser preciso muita cautela nesses processos.”
Fonte: Diario de PE, Recife, 07/12/2015

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