quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Para dupla, acesso é ainda mais especial


PARA DUPLA, ACESSO É AINDA MAIS ESPECIAL

Um filme deve ter passado na cabeça do atual elenco do Santa Cruz ontem, imediatamente após a conquista do tão aguardado acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. Nas do meia/lateral Renatinho e do goleiro Tiago Cardoso, no entanto, as imagens certamente foram reproduzidas de forma mais intensa. Os jogadores são os únicos que tiveram o dissabor de atuar pela equipe na Série D em 2011, ano em que o clube coral amargou sua terceira participação consecutiva na Quarta Divisão do futebol nacional. Permaneceram no time nas temporadas seguintes, lutaram por três acessos e celebram o fato de terem seus trabalhos coroados com o retorno do tricolor pernambucano à elite em 2016.
“Como diz a palavra de Deus, o fim é sempre melhor que o começo”, comentou o arqueiro coral.
Para Renatinho, ver o Santa na elite do futebol brasileiro 10 anos depois de o time sofrer ntrês rebaixamentos consecutivos (de 2006 a 2008) tem um sabor que nem mesmo o “Paredão”, como o goleiro coral é conhecido, pode saber. O meia/lateral é o único, dentre os jogadoresda equipe atual, formado nas categorias de base do tricolor que conviveu com todo o pesadelo das séries inferiores. Promovido ao time profissional em 2010, o canhoto tem uma história dentro das quatro linhas que, em muitos momentos, se confunde com a do próprio Santa Cruz.
Na equipe que conquistou o acesso, Renatinho não é titular absoluto, mas sempre pôde se gabar de ser um dos hom,ens de confiança do técnico Marcelo Martelotte. Apesar de nem sempre ter começado as partidas de frente, o prata da casa inevitavelmente aparecia como uma das primeiras opções do treinador coral.
Tiago Cardoso, por sua vez, chegou ao Santa em 2011, vindo do Monte Azul-SP. Sua contratação, coincidentemente, marcou o começo da recuperação tricolor. Naquele ano, a Cobra Coral voi vice-campeã da Série D, subindo para a C. Também conquistou o título pernambucano, assim como nos dois anos subsequentes. Apenas em 2013, já ostentando a condição de ídolo tricolor, o goleiro conquistou o título da Série C, e, consequentemente, ascender à Série B em 2014.
“Não é me exaltando, mas a gente precisa traçar planos. Colocando Deus em primeiro lugar, quando a gente entre em uma competição, é para conseguir os objetivos. Lógico que passo a passo. Tivemos grupos maravilhosos, como esse que temos hoje. Sempre pensando em algo maior. Cheguei no Santa a gente não tinha nem Série, tivemos de batalhar no Estadual para conseguir. Graças a Deus chegamos a um momento completamente diferente. Conseguir um acesso à Série A é o sonho de todo jogador”, comentou.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 22/11/2015

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