domingo, 13 de dezembro de 2015

O problema com a TV Globo


O PROBLEMA COM A TV GLOBO

Alexandre Barbosa

O presidente do Santa Cruz Alírio Moraes esclareceu que o contrato de televisionamento com a Globo não será assinado este ano. O dirigente revelou que ouviu a proposta da emissora, no valor de R$ 16 milhões, que não agradou. Ele fez uma contraproposta, que mantém sob sigilo - fala-se que o Tricolor tenha pedido algo em torno de R$ 20 milhões - e aguarda, agora, uma resposta, que só deve ser dada somente em janeiro do próximo ano.
A conversa com a Globo aconteceu há 15 dias. Pela emissora, falou o novo diretor executivo de Esportes da emissora, Pedro Garcia, embora o antigo responsável pela área, Marcelo Campos Pinto, também tenha participado. Ambos já externaram o posicionamento de que não pretendem ceder aos clubes recém promovidos à Série A e que pedem uma verba maior que a oferecida.
Apesar disso, Alírio segue confiante nos argumentos apresentados para ter uma verba maior. Audiência, pesquisas e números de pay-per-view foram utilizados para mostrar o poder de alcance do Santa Cruz. "Houve muita especulação em cima disso, então é bom esclarecer. Tivemos uma reunião há 15 dias com a Globo, na qual foi feita uma proposta de R$ 16 milhões, que não aceitamos. Deixamos a nossa proposta e eles se comprometeram em estudar e dar uma resposta. Mas esse retorno só deve ser dado até o final de janeiro", explicou o presidente.
Alírio entende que não será uma negociação fácil, até porque o pedido do Santa Cruz por uma verba maior vai fazer com que outros clubes também façam o mesmo pleito. "Sabemos que essa decisão também envolve vontade política. Além disso, sabemos que o nosso pedido tem impacto também em terceiros. Mas utilizamos nossos argumentos e vamos aguardar", afirmou o dirigente.
Sobre a duração do contrato, o Santa Cruz acenou com a possibilidade de pedir um tempo maior que um ano - padrão oferecido pela Globo aos clubes recém promovidos -, mas já está conformado. "Esse assunto foi abordado, mas um ano também não é tão ruim", comentou.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 11/12/2015

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