segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Para saldar os compromissos salariais


PARA SALDAR OS COMPROMISSOS SALARIAIS

William Tavares

Ao entrar no G4 da Série B do Campeonato Brasileiro, o Santa Cruz atingiu seu objetivo primário na competição. O segundo, lógico, é continuar inabalável no grupo de acesso à Série A e comemorar o retorno à elite do futebol nacional em 2016. No campo, os jogadores têm feito seu papel. Fora dele, quem se organiza é a diretoria. Convivendo com problemas de salários atrasados, o Santa sabe que o maior “combustível” para que os atletas continuem empenhados no gramado é o dinheiro.
O maior exemplo para o Santa Cruz de como dificuldades financeiras atrapalham um clube na luta pelo acesso é o próprio Santa, só que do ano passado. O bolso dos atletas estava vazio justamente na reta final da Série B 2014, atingindo diretamente o “fôlego” dos atletas em campo. Para não repetir o mesmo erro, o vice-presidente do clube, Constantino Júnior, manda o recado.
“Conversamos com as lideranças do grupo e mostramos que estamos cumprindo o cronograma. Sabemos que alguns clubes deixaram de subir por falta de dinheiro e nessa hora é importante que os jogadores estejam em uma situação financeira boa. Sabemos que isso pesa e estamos nos esforçando para levantar os recursos necessários. Até o clássico vamos melhorar a situação”, afirmou o vice-presidente.
“Acho que ano passado podíamos ter chegado mais longe, mas também não podemos nos arrepender porque fizemos o melhor. Demos o nosso máximo buscando recursos, mas que isso sirva de lição para que esse fôlego financeiro não falte. Quando o negócio está certo, a bola bate na trave e entra. Quando não, bate na trave e sai”, completou. A diretoria do Santa Cruz não revela, mas as informações de bastidores apontam que o clube deve um mês de salário aos jogadores, além de algumas premiações.

BICHO

Constantino também destacou que o Santa não vai aumentar o “bicho” pago aos jogadores em caso de vitória em jogos importantes por conta da partida do sábado ser um clássico local.
“O bicho que vamos pagar é o mesmo que pagamos contra o Bahia, contra o Botafogo…contra adversários importantes. O Náutico é um time de tradição, o confronto é um clássico, mas não vamos mudar. Ano passado tínhamos duas categorias de jogos: os mais importantes e os que tinham um valor menor. Esse ano fizemos um pacote para que cada partida tenha o mesmo peso. Também temos uma boa premiação para o acesso. Eles (jogadores) vão jogar pensando na premiação do jogo, que está entre os três maiores bichos da Série B, e também pela premiação do acesso”, explicou.

REDUÇÃO


Segundo Constantino, um dos culpados pelos problemas financeiros do Santa é a menor quantia que o clube recebe de patrocínio, em comparação ao que o Tricolor obtinha nos últimos anos. O dirigente ainda fez um apelo aos torcedores, pedindo maior presença de público nas próximas partidas do Santa Cruz no Arruda.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 11/10/2015

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