sábado, 31 de outubro de 2015

Fumanchu e a melhor campanha do Santa Cruz no Brasileirão


FUMANCHU E A MELHOR CAMPANHA DO SANTA CRUZ NO BRASILEIRÃO

Yuri de Lira

Em 1975 o Santa Cruz alcançava o seu ápice em nível nacional. O Tricolor era a sensação do País. Disputando o Brasileirão com outros 41 clubes, os corais conseguiram chegar às semifinais da competição. O ataque daquele time era infernal para os adversários. Nunes, o Cabelo de Fogo, Pio e Fumanchu. O trio ajudou o Mais Querido a fazer o que nenhuma equipe do Nordeste havia feito até então: conseguir um quarto lugar em um Campeonato Brasileiro - sem contar as edições da Taça Brasil. Apesar da boa campanha, pairou por muito tempo um sentimento de frustração no Arruda. Segundo relatos da época, o Santa foi sumariamente prejudicado na partida que decidiu um dos finalistas do certame. Jorge Luiz da Silva, o Fumanchu, lembra o que aconteceu naquele 7 de dezembro de 1975. O ex-jogador aproveitou ainda para falar do Santa, da vontade de ter disputado a Copa do Mundo da Argentina e revelou o que anda fazendo atualmente.
O estádio José do Rêgo Maciel estava cheio. O adversário era o Cruzeiro. O Santa Cruz abriu 1 a 0, em um pênalti cobrado pelo próprio Fumanchu. Os mineiros empataram ainda na primeira etapa. A vantagem do empate era coral. Mas do outro lado também estava um dos maiores esquadrões do futebol brasileiro nos anos 70. A Raposa tinha craques do quilate de Raul Plassmann, Nelinho, Piazza, Palhinha e Joãozinho. Eles viraram o jogo para 2 a 1. O mesmo Fumanchu deixou tudo igual aos 28 minutos, mas os celestes ganharam, de forma dramática, no último minuto. Aos 45 do segundo tempo, Palhinha, que estaria em posição de impedimento, foi quem deu a vitória aos time de BH: 3 a 2. O Arruda caia em pranto. Em seguida, o Cruzeiro acabou perdendo o título para o Internacional, mas, no ano seguinte, ganhou nada mais nada menos que a Taça Libertadores da América.

NOSTALGIA E DECEPÇÃO APÓS 37 ANOS

Fumanchu recorda aquele fatídico duelo no Arruda com um misto de nostalgia e decepção. "Não merecíamos sair derrotados. O nosso time era melhor. Os jornais de todo o Brasil comentavam sobre a gente", afirma. "No final do jogo, o Palhinha fez um gol completamente impedido. Tudo mundo viu, menos o juiz", lamenta.
Hoje, aos 59 anos, o ex-ponta mora no sul do Espírito Santo, em Castelo - cidade onde nasceu. Não deixou o futebol. Pelo menos em parte. Trabalha como apresentador e comentarista esportivo de uma rádio local. Chegou a fazer um curso de treinador, mas preferiu não exercer a função. "É muita instabilidade na profissão. É difícil trabalhar assim", justifica.

SAUDADE DA BOLA

Fumanchu pendurou as chuteiras em 1985, quando atuava no Deportivo Guabirá, time de segundo escalão da Bolívia. "Quando vi aonde eu fui parar, decidi me aposentar", brinca. "Mas ainda hoje eu sinto muito falta de jogar profissionalmente. Do convívio, da emoção de entrar em campo, sobretudo dos meus tempos no Arruda", ressalta.
TRICOLOR DE CORAÇÃO

Fumanchu diz que não esqueceu o Santa Cruz. Acompanha o clube coral mesmo a quilômetros de distância."Procuro saber de tudo. Sou muito grato ao Santa Cruz. Depois que passei pelo Arruda, consegui dar uma guinada na minha carreira como atleta. Foi uma fase inesquecível, atuando ao lado de jogadores como Givanildo (Oliveira), Levir (Culpi), Lula (Pereira), Ramón e Nunes", fala. O Cabelo de Fogo, por sinal, mantém uma estreita amizade com Fumanchu até hoje. "Jogamos juntos também no Flamengo e desde então não perdemos contato. Nunes mora no Rio de Janeiro, é aqui pertinho. Vez ou outra a gente se visita", revela.

DE VENDEDOR DE PIRULITO A ÍDOLO DO FUTEBOL

O ex-jogador não se arrepende de nada que fez nos tempos que jogou bola. Não era para menos. É dono de uma carreira irretocável. De vendedor de pirulitos em Castelo, que logo lhe rendeu o apelido de Pito na infância, Fumanchu chegou a defender clubes como Flamengo, Vasco da Gama, Fluminense e América do México, além de uma passagem pelo Sport, em 1973. "Me orgulho de ter feito uma carreira tão bonita. Olho para trás e posso dizer que faria tudo da mesma maneira", diz.

QUASE NA COPA DE 1978

No entanto, Fumanchu carrega uma decepção. Alega que era para ter sido convocado para a Copa do Mundo de 1978, na Argentina. "Foi uma tremenda injustiça que fizeram comigo. Estava em um momento bom no Santa Cruz. Todos já me davam como certo na Seleção Brasileira, mas o (técnico) Cláudio Coutinho preferiu gente como Dirceu, Gil e Tarcísio. Depois o Coutinho me levou para o Flamengo, mas nunca entrei em detalhes disso com ele. A decepção eu levo só para mim", sentencia. "Às vezes discriminam jogadores que atuam no Nordeste", completa.

FICHA DE SANTA CRUZ X CRUZEIRO (07/12/1975)

SANTA CRUZ: Jair; Carlos Alberto Barbosa, Lula, Levir Culpi e Pedrinho; Givanildo, Carlos Alberto e Alfredo (Volnei); Fumanchu, Ramón e Pio. Técnico: Paulo Emílio.

CRUZEIRO: Raul Plassmann; Nelinho, Morais, Darci Menezes e Vanderlei; Piazza, Zé Carlos e Eduardo Amorim (Isidoro); Roberto Batata, Palhinha e Joãozinho. Técnico: Zezé Moreira.

Local: Arruda. Árbitro: Romualdo Arppi Filho (SP). Gols: Fumanchu aos 32 e Zé Carlos aos 43 do 1º; Palhinha aos 2, Fumanchu (pênalti) aos 28 e Palhinha aos 45 minutos do 2º tempo. Cartões Amarelos: Pedrinho e Carlos Alberto Rodrigues, Vanderlei e Palhinha. Público: 38.118 torcedores.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 09/11/2012

Alemão comemora melhora da defesa


ALEMÃO COMEMORA MELHORA DA DEFESA

Yuri de Lira

O Santa Cruz acabou não sofrendo gols nos dois últimos jogos. O desempenho defensivo nas partidas contra Atlético-GO (0 a 0) e Criciúma (2 a 0) foi sinal de uma melhora no setor, que havia sofrido seis só nos dois confrontos anteriores a estes - diante do CRB (3 a 2) e Náutico (1 a 3). Embora o Tricolor ainda seja o 14ª time mais vazado da Série B, Alemão celebra as recentes atuações da retaguarda coral. Espera que seja repetida no duelo do próximo sábado, contra o Bahia, e projeta uma vitória na Arena Fonte Nova.
Segundo o zagueiro, nos dois derradeiros jogos, o Santa Cruz conseguiu realizar uma marcação mais agrupada. "O nosso time é ofensivo do jeito que estamos jogando. Às vezes, estava sobrecarregando lá atrás. Às vezes, a gente estava marcando até no meio-campo. Quando você pega um atacante rápido, é complicado para a gente que joga ali. Queira ou não queira, nós (zagueiros) somos mais lentos que os atacantes. Nesses dois últimos jogos, tivemos uma compactação melhor e não demos espaço para os adversários. Isso foi fundamental."
Para o confronto com o Bahia, Alemão se mostra crente em um triunfo. Tratando a partida como fundamental para as pretensões do acesso por se tratar de um confronto direito na briga pelo G4, diz que o Santa Cruz não pode se acuar em Salvador. "Acho que o campeonato está nivelado. Você vê grandes equipes tropeçando dentro de casa. Então, não podemos ter medo. Com certeza, vai ser um jogo difícil, complicado, com estádio cheio, mas a nossa equipe tem jogadores experientes, que já passaram por essa situação. Vamos fazer um grande jogo e, quem sabe, trazer uma grande vitória", declarou.

ATENÇÃO COM KIEZA

Atacante do Bahia, Kieza é vice-artilheiro da Série B, com 12 gols. É segundo maior artilheiro do ano no Brasil, com 29 - oito a menos que o líder Ricardo Oliveira, do Santos. Alemão pede cuidado com o atleta, que, inclusive, conhece bastante. "Joguei contra ele uma vez, em 2011. Eu estava no Salgueiro e ele no Náutico. Em 2012, estive com ele no Náutico. É um grande jogador", falou. "É um cara que fica dentro da área, mas não é lento. Cai pelas beiradas e tem uma impulsão muito grande. Quanto mais perto tiver dele, mais dificuldades ele vai ter", acrescentou.

Fonte: Diario de PE, Recife, 30/10/2015

Grafite de volta aos treinos


GRAFITE DE VOLTA AOS TREINOS

Entre os atletas do Santa Cruz que subiram ao gramado nesta sexta (30), no Arruda, lá estava um certo centroavante que não participava de atividades com bola desde o dia 6 de setembro, na partida contra o CRB, pela Série B do Campeonato Brasileiro. Após 23 dias de recuperação da lesão na panturrilha esquerda, o atacante Grafite realizou seu primeiro treino com bola.
O retorno do atacante aconteceu um pouco antes da data prevista pelo Departamento Físico do clube, antes agendado para a próxima segunda-feira (2). O atacante trabalhou com os demais companheiros de elenco em um treino alemão e deve ficar à disposição do técnico Marcelo Martelotte para o jogo contra o Bahia, no dia 7 de novembro, na Arena Fonte Nova.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 30/10/2015

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Raspa raspa tricolor



RASPA RASPA TRICOLOR

Clóvis Campêlo

Em um domingos desses de outubro, esse rapaz vendia raspa-raspa no calçadão da praia da Boa Viagem, perto do Parque Dona Lindu.
A grandeza de um clube como o Santa Cruz, clube do povo e da massa, com certeza, é feita por pessoas assim, simples e dedicadas à sua paixão. É assim que se forma a grande família coral.

Recife, outubro 2015

Martelotte sinaliza a volta de Grafite


MARTELOTTE SINALIZA A VOLTA DE GRAFITE

Yuri de Lira

Com dez dias de intervalo até o jogo contra o Bahia, aumentam-se as chances de Grafite voltar a ficar à disposição do técnico Marcelo Martelotte. Na transição do departamento médico para o físico após lesão na panturrilha, que o tirou das três últimas partidas do Santa Cruz, o camisa 23 deve iniciar entre os titulares no compromisso do próximo sábado, na Arena Fonte Nova. Embora faça questão de mostrar confiança no reserva Bruno Moraes, o treinador coral indicou que o ídolo retornará a posição.
Apesar do abismo técnico em relação a Grafite, Bruno Moraes não deixou a desejar em termos de gols quando precisou substituir o titular agora e ao longo da Série B. Em todas as quatro vezes que foi acionado na equipe de cima, balançou as redes - inclusive na última terça, diante do Criciúma. Já tem cinco gols no campeonato e ganhou elogios de Martelotte. “O Bruno entrou bem sempre que foi chamado.”
O status de Grafite, contudo, é mais forte. “O Grafite também vinha muito bem e, infelizmente, perdemos ele em um momento ruim. A gente sabe o peso que tem o Grafite. Comentávamos a falta que ele fez nesses jogos que não vencemos (CRB, Náutico e Atlético-GO) e vamos aguardar um pouco mais com relação à recuperação dele, mas acredito muito que ele vai ter, em 10 dias, totais condições de jogo e provavelmente será aproveitado”, declarou Martelotte.

Fonte: Diario de PE, Recife, 28/10/2015

Martelotte elogia evolução de Raniel


MARTELOTTE ELOGIA EVOLUÇÃO DE RANIEL

Desde que voltou a atuar pelo Santa Cruz após cumprir por completo o tempo de suspensão imposto pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o meia Raniel tem progredido fisicamente e tecnicamente na equipe. Diante do Criciúma, na rodada passada, o atleta foi acionado pela terceira vez no decorrer de um jogo – as outras duas haviam sido contra o Náutico e o Atlético/GO. Dando maior movimentação no meio-campo, o jogador foi coroado com um dos gols da vitória por 2×0 contra o Tigre, arrancando elogios do técnico Marcelo Martelotte.
“Ele tem poder de decisão e já vimos isso nas atuações que ele teve antes. Ele já tinha entrado bem lá em Goiânia e provou que tem qualidade. É mais um jogador que a gente pode contar na reta final”, apontou o treinador.
Contente, porém precavido, o comandante se esquivou de comentar uma possibilidade de colocar Raniel como titular no duelo seguinte, no dia 7 de novembro, contra o Bahia, na Arena Fonte Nova, mas deixou nas entrelinhas que o jogador deve continuar sendo utilizado com regularidade no Tricolor.
“É difícil que ele entre no mesmo ritmo dos demais, porque você tem que pensar que ele está voltando de um tempo inativo. Mas isso (ritmo) ele vai ganhando com as oportunidades que aparecerem”, destacou.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 28/10/2015

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Santa Cruz 2 x 0 Criciúma


SANTA CRUZ 2 x 0 CRICIÚMA

Não foi um primor de partida, mas nem mesmo as oscilações e as diversas chances desperdiçadas impediram o Santa Cruz de voltar a vencer na Série B do Campeonato Brasileiro após três jogos de jejum. Com gols de Bruno Moraes e Raniel, o Tricolor derrotou o Criciúma por 2×0 no Arruda, mantendo vivo o sonho do acesso à Série A. Com o resultado, a equipe subiu para a quinta colocação, com 52 pontos, dois a menos que o Bahia, quarto colocado e primeiro integrante do G4 da competição.
Após testar Anderson Aquino e Marlon no time titular contra o Atlético/GO, na rodada passada, o técnico Marcelo Martelotte “voltou às raízes” e recolocou Bruno Moraes ao lado de Luisinho no ataque, além de voltar com Allan Vieira na lateral esquerda. Logo nos primeiros minutos, foi o Criciúma quem saiu disposto a complicar a vida dos mandantes. Bem postada, a marcação do Santa conseguiu impedir que os meias conseguissem municiar o ataque.
Depois de um início truncado, o Tricolor foi aos poucos equilibrando as ações ofensivas. E não demorou muito para que a equipe transformasse esse crescimento em gol. Aos 14, em boa jogada pelo lado esquerdo, Luisinho avançou livre e achou Bruno Moraes na área. Livre de marcação, o centroavante só teve o trabalho de tocar na bola para empurrar para o fundo do gol. O aproveitamento do atacante como titular pelo Santa segue invejável: contando com esse duelo contra o Tigre, foram quatro jogos entrando de frente e cinco tentos anotados – dois contra o Boa Esporte, um contra o América/MG e o diante do Náutico.
Dependente da criatividade de Natan, o Criciúma descobriu o ponto fraco coral na partida: o lado esquerdo. Jogando nas costas de Allan Vieira, Ezequiel tirava o sono do defensor. Aos 29, o Tigre teve a primeira boa chance de gol. Bruno Lopes apareceu bem pela direita, mas o cruzamento acabou saindo fraco e a zaga cortou fácil. Minutos depois, Dudu levantou na medida para o mesmo Bruno testar bonito para a defesa do goleiro Tiago Cardoso. Ainda assim, o Santa mostrou que o setor de marcação estava bem, desarmando 22 jogadas contra apenas quatro dos visitantes.
Os minutos finais da primeira etapa foram de dar sono. O nível técnico, que já não era dos melhores, caiu ainda mais. Para o Santa, que tinha a vantagem no placar, ficou de bom tamanho levar 1×0 para o intervalo e assegurar, momentaneamente, a quinta colocação da Segundona.
A letargia do primeiro tempo deu lugar aos contra-ataques e bons lances de perigo no segundo tempo. Em sete minutos, o Santa Cruz criou mais do que nos primeiros 45. Bruno Moraes recebeu ótimo lançamento de Wellington Cézar, matou no peito e finalizou forte. O grito de gol quase ecoou no Arruda, mas bola passou próxima do ângulo de Luís e foi para fora. Mas quem perdeu a melhor chance da partida foi Alemão. Após cruzamento de Daniel Costa, o zagueiro completou quase dentro do gol. A bola acertou em cheio o travessão.
Aparentando cansaço, o atacante Luisinho foi o primeiro a ser sacado por Martelotte para a entrada do meia Raniel. No lado catarinense, pelo mesmo motivo, o técnico Roberto Cavalo tirou Natan para colocar Roger Guedes. O camisa 10, inclusive, deixou o gramado do Arruda vaiado por uma parte da torcida coral e aplaudido por outra.
Aos 29, o Santa afastou qualquer risco de zebra no Arruda. João Paulo cobrou falta na medida e Raniel cabeceou no contrapé do goleiro, marcando o primeiro gol dele na Segundona. Um tento muito comemorado pelo meia, após os recentes problemas que teve com a Justiça por ter sido pego no exame antidoping devido o uso de cocaína. No final, o “time de guerreiros” venceu mais uma batalha na guerra para alcançar o G4.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vitor (Moradei), Alemão, Danny Morais e Allan Vieira; Wellington, João Paulo, Daniel Costa (Bileu), Lelê e Luisinho (Raniel); Bruno Moraes. Técnico: Marcelo Martelotte.

CRICIÚMA: Luiz; Ezequiel, Wanderson, Ianson e Cristiano (Jefferson); Barreto, Dudu, Douglas e Natan (Roger); Bruno Lopes e Hugo (Maurinho). Técnico: Roberto Cavalo.

Local: Arruda (Recife-PE). Horário: 20h30 (horário do Recife). Árbitro: Léo Simão Holanda (CE).
Assistentes: Armando Lopes de Sousa (CE) e Naílton Júnior de Sousa Oliveira (CE). Gols: Bruno Moraes (aos 14 do 1ºT) e Raniel (aos 28 do 2ºT). Cartões amarelos: Roger, Bruno, Jefferson, Luis, Barreto (C). Público: 6.879 torcedores. Renda: R$ 72.815,00.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 27/10/2015

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Corpo de Henágio será velado no Arruda


CORPO DE HENÁGIO SERÁ VELADO NO ARRUDA

Emanuel Leite Jr

Amigos, ex-companheiros de time e torcedores vão poder se despedir de Henágio na noite desta segunda-feira (26), na sede do Santa Cruz, no Arruda. O corpo do ex-atacante, que faleceu na madrugada de hoje, em sua residência, vai estar velado no auditório do clube - onde foi tri-supercampeão em 1983 - entre as 19h e 21h. Da sede tricolor, o corpo segue para Sergipe, terra natal do ex-jogador, onde um irmão e uma irmã o aguardam para que se proceda o sepultamento.
Henágio Figueiredo dos Santos tinha 53 anos. Com passagens marcantes por Santa Cruz, Sport e Flamengo, marcou história no futebol pernambucano na década de 1980. O corpo do craque sergipano foi encontrado sem vida na casa onde ele residia, próxima ao Estádio do Arruda, onde ele brilhou com a camisa tricolor e trabalhava atualmente nas categorias de base.
Quem já se encontrava na sede coral para prestar sua última homenagem e se despedir do ex-companheiro e amigo era o também ex-atacante e ídolo tricolor, Ramón. O artilheiro do Brasileirão de 1973 atuou ao lado de Henágio no início da campanha do tri-supercampenato pernambucano de 1983. “Voltei veterano, aos 33 anos, e ele estava começando, com 23”, recorda. “Tinha uma qualidade diferenciada, técnica apurada. Ainda marquei alguns gols graças aos passes dele”, acrescenta.
Ramón lamentou profundamente a perda do amigo. “Sempre muito humilde. Uma pessoa legal demais. Até hoje, parecia uma criança, pela simplicidade e inocência”, refere. O ex-companheiro de ataque revelou que pretendia conversar com Henágio, para que ele tivesse mais atenção com a saúde. “Queria alertar para que ele se cuidasse mais. Infelizmente, não deu tempo”, lamenta.
A personalidade amigável de Henágio é ressaltada por Cláudio Romão. Preparador físico do sub-20 do Santa Cruz, Romão trabalhou com o craque nas categorias de base do clube. “Pessoa boa, de coração bom. Um grande profissional e amigo”, descreveu.

Fonte: Diario de PE, Recife, 26/10/2015

Ex-companheiros lamentam a morte de Henágio


EX-COMPANHEIROS LAMENTAM A MORTE DE HENÁGIO

Ídolo do Santa Cruz, o ex-meia Henágio, que faleceu nesta segunda-feira (26) de causa ainda não confirmada, recebeu várias homenagens durante o dia. Companheiros de clube da década de 80 lamentaram a morte do jogador, que atualmente trabalhava nas categorias de base do Tricolor do Arruda.
Em uma rede social, Ricardo Rocha prestou a sua homenagem. “Um grande jogador, grande amigo e grande companheiro de time. Vá em paz, Amigo! Que Deus conforte toda a sua família e nós, seus eternos fãs”, postou o zagueiro também trisupercampeão de Pernambuco, em 1983.
O volante Zé do Carmo, outro integrante daquele histórico time coral, relembrou a passagem de Henágio pelo Flamengo. “Ele era pra ter sido o grande sucessor de Zico. Fazia grandes jogadas, era excelente jogador. E um cara que gostava da vida e sabia aproveitá-la muito bem”, comentou.
Amigo do ex-jogador desde os tempos de Santa Cruz, Luiz Neto esteve com Henágio no último sábado e ficou surpreso ao receber a notícia do falecimento. “Ele jogou uma pelada no sábado, passou mal e foi para um UPA. Só que ele foi liberado em seguida. Na segunda-feira, um amigo foi visitá-lo e encontrou o corpo. Nos pegou de surpresa, todo mundo sentiu muito. Era um grande irmão e amigo. Perda grande, não só para mim como para todos que conviveram com ele”, afirmou.


Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 26/10/2015

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

A morte de Henágio


Fotografia de Maurício Coutinho / Revista Placar

A MORTE DE HENÁGIO

O sergipano Henágio Figueiredo dos Santos, ex-jogador e ídolo do Santa Cruz na década de 80, foi encontrado morto por familiares na manhã desta sexta-feira em sua casa, no bairro do Arruda, Zona Norte do Recife.
O ex-jogador que estava com 53 anos, atualmente trabalhava nas categorias de base do Santa, e também compunha a comissão téxnica do clube. Suspeita-se que ele tenha sido vítima de problemas cardíacos. Foto: Reprodução / Jamil Gomes
Henágio fez seu nome na historia do futebol pernambucano na década de 80 pelo Santa Cruz, onde conquistou os estaduais de 83 e 87. Passou entre outros clubes como o Sport, Sergipe e Flamengo, onde participou do polêmico título nacional de 87. Ainda não há informações sobre o enterro do ex-jogador.


Fonte: Site do Rádio Jornal do Commercio

domingo, 25 de outubro de 2015

Atlético-GO 0 x 0 Santa Cruz


ATLÉTICO-GO 0 x 0 SANTA CRUZ

Artur Morais

Com um caminhão de chances perdidas no 2º tempo, o Santa Cruz empatou sem gols para o Atlético/GO, neste sábado (4), no Estádio Serra Dourada, pela 32ª rodada da Série B. Com o resultado, o Tricolor subiu para 6ª posição e ficou a cinco pontos do G4. Na próxima rodada, os pernambucanos enfrentam o Criciúma, na próxima terça-feira (27), às 21h30, no Arruda.
Na primeira etapa, o Santa Cruz teve mais posse de bola e tomou a iniciativa de jogo. Porém, errava muitos passes e não conseguia criar jogadas de perigo porque pecava no último passe. Procurava chegar ao ataque nas bolas aéreas para Anderson Aquino e saía em velocidade. A equipe mandante oferecia a bola ao Tricolor e tentava sair nos contra-ataques. Sua principal arma era a bola aérea e os chutes de fora da área.
O 2º tempo começou com o Atlético/GO melhor. Explorava os contra-ataques e chegando com muito perigo nas bolas aéreas. Aos sete minutos, Júnior Viçosa disparou pela direita e cruzou. Anderson Leite, sozinho na marca do pênalti, cabeceou à direita. O Tricolor criou algumas jogadas de ataque, mas a finalização era falha e pecava no último passe. A chegada mais perigosa ocorreu aos nove. Daniel Costa levantou da esquerda e Luisinho chegou atrasado.
A equipe goiana partia para o ataque e deixa espaço para os contra-ataques do adversário. O time do Arruda criava mais jogadas de ataque, mas deixou a desejar na finalização. Com as entradas de Bruno Moraes e Raniel, os comandados por Marcelo Martelotte melhoraram na velocidade, mas as chances desperdiçadas eram grandes. As jogadas pelo alto não funcionava e por terra muito menos. O Atlético/GO passou a ser pressionado pelos visitantes e pouco ameaçava. No último lance do jogo, Willie soltou a bomba e Tiago Cardoso fez grande defesa, evitando a derrota Tricolor.

FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO-GO: Márcio, Éder (Bruno Moura), Marcus Winícius, Samuel e Eron; Pedro Bambu, Anderson Leite e Jorginho (Giancarlo); Arthur, Willie e Júnior Viçosa (Junlinho). Técnico: Gilberto Pereira.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vítor, Alemão, Danny Morais e Marlon; Wellington, João Paulo, Daniel Costa (Raniel), Lelê (Bruninho) e Luisinho; Anderson Aquino (Bruno Moraes). Técnico: Marcelo Martelotte.

Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia/GO. Árbitro: Daniel Nobre Bins (RS). Assistentes: Jorge Eduardo Bernardi e Elio Nepomuceno de Andrade Junior (ambos do RS). Cartões amarelos: Eron, Pedro Bambu (Atlético/GO).

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira. Recife, 24/10/2015

sábado, 24 de outubro de 2015

As dificuldades


AS DIFICULDADES

Yuri de Lira

Antes de ter sido contratado pelo Santa Cruz, em 13 de junho, o técnico Marcelo Martelotte comandava o Atlético-GO na Série B do Brasileiro. Depois de ter já reencontrado o ex-clube no duelo pelo primeiro turno, no Arruda, onde venceu por 3 a 0, o treinador tem um novo compromisso diante dos goianos neste sábado. Desta vez, porém, no Serra Dourada e com o Dragão acumulando uma série invicta na competição. O treinador do Santa Cruz não hesitou em pontuar as dificuldades de encarar o rubro-negro de Goiás em território inimigo.
Embora ainda distante do G4 (e do Z4 também), o Atlético-GO não perde há nove rodadas. Nesse recorte, foram seis empates - cinco deles seguidos desde a última derrota - e três vitórias. O derradeiro revés foi ainda em 1º de setembro, quando saiu derrotado por 4 a 0 do Botafogo, no Engenhão. Martelotte elogia a equipe do técnico Gilberto Pereira e crê que fatores externos como as dimenesões do estádio e o clima seco na região central do Brasil também podem complicar a vida dos corais.
"São situações um pouco diferentes do que a gente está acostumado a enfrentar. O Serra Dourada é realmente um campo muito grande, pesado para todo mundo. Não só para nós, mas também pra adversário, sendo que o adversário está mais acostumado a lidar com esse tipo de situação. O calor, que nos até enfrentamos aqui (no Recife) também, mas lá em muito seco", declarou Martelotte. "Além de um adversário que vem crescendo no campeonato, o Atlético vem tendo bons resultados e jogando de uma maneira mais consistente. Então, tudo tem que ser levado em conta para que a gente tenha os cuidados necessários", completou.

Fonte: Diario de PE, Recife, 23/10/2015

A hora da reabilitação


A HORA DA REABILITAÇÃO

William Tavares

Sem Grafite e sem G4. Em pouco mais de uma semana, o Santa Cruz foi afetado por uma série de adversidades na luta pelo acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. Primeiro, perdeu o principal nome no ataque por conta de uma lesão na panturrilha esquerda. Depois, foi derrotado dentro de casa por um rival local e direto na briga para subir de divisão, deixando a zona de classificação à elite do futebol nacional. Para passar por cima de todos esses percalços, o primeiro passo precisa ser dado hoje, a partir das 16h30, contra o Atlético/GO, no Serra Dourada, pela 32ª rodada do torneio.
A equipe que entrará em campo contra os goianos será bem diferente do que perdeu por 3×1 para o Náutico, no último Clássico das Emoções. O técnico Marcelo Martelotte confirmou três novidades, com mudanças nas laterais, no meio e no ataque. Ainda se recuperando de lesão, Grafite será substituído por Anderson Aquino, que não começa como uma partida como titular há 10 rodadas. No meio, Daniel Costa volta ao time após cumprir suspensão, tomando a vaga de Renatinho.
O maior reforço, porém veio ontem à tarde. O Santa no último dia possível a prorrogação de contrato de empréstimo do meia João Paulo até o final da Segundona. Com isso, o atleta poderá entrar em campo contra os goianos. Durante a semana, Martelotte chegou a testar Bruninho na vaga do meia, com o marcador atuando ao lado de Wellington Cézar na cabeça de área. A última novidade é na lateral esquerda, com a saída de Allan Vieira para a entrada de Marlon. “Optamos por fazer algumas alterações por conta da característica do jogo. Conheço bem o adversário e sei das nossas necessidades”, revelou o técnico.
No histórico de confrontos entre as equipes, o Santa Cruz tem levado a melhor diante do Atlético/GO nos últimos encontros. Desde 2010 a equipe coral não perde dos goianos. De lá para cá, o Tricolor venceu duas vezes no Arruda (2×0 e 3×0) e uma no Serra Dourada (3×2). Sabe o que isso significa para Martelotte?
“Não traz vantagem para gente esse retrospecto. Estatísticas passadas não funcionam. O Atlético passa por um momento positivo e isso sim tem um peso. Estão em ascensão, apesar de ainda estarem longe dos times que estão na zona de classificação. Analisando as últimas rodadas, o Atlético é uma das melhores equipes atualmente e isso precisa ser levado em consideração”, pontuou. O Dragão é o 12º colocado, com 42 pontos, enquanto o Tricolor está em sétimo, com 48.
ATLÉTICO/GO

Há nove jogos sem perder na Série B, o Atlético/GO está a sete pontos de distância do quinto colocado e primeiro integrante da “portaria” do G4. Antes de pensar em roubar a vaga de um dos clubes que atualmente integram a zona de classificação à elite do futebol nacional, o Dragão precisaria desbancar as equipes que estão acima dele como CRB, Bragantino, Sampaio Corrêa, Luverdense, Santa Cruz, Náutico e Paysandu. Para o jogo contra o Santa, o time terá os retornos do zagueiro Samuel e do volante Feijão, que cumpriram suspensão automática na última rodada.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 24/10/2015

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Carlos Alberto Barbosa


CARLOS ALBERTO BARBOSA

Jogou no Santa Cruz de 1974 a 1980. Efetuou 299 jogos com a camisa coral, marcando 5 gols. Foi campeão pernambucano de futebol em 1976, 1978 e 1979.
Carlos Alberto Barbosa era conhecido pela velocidade, visão de jogo e precisão nos cruzamentos, sem se descuidar da parte defensiva. Ainda atleta coral, foi convocado pela seleção brasileira em 1979.
Faleceu em 1982, após sofrer uma parada cardíaca quando defendia o Sport em jogo contra o XV de Jaú, pelo Brasileiro.

Fonte: Diário de PE, Superesportes (Santa Cruz, seleção dos 100 anos)

Mudanças


MUDANÇAS

Yuri de Lira

Marcelo Martelotte esboçou pela primeira vez na semana o time que pode entrar em campo contra o Atlético-Go, no próximo sábado, no Serra Dourada. Foram quatro mudanças em relação à equipe que perdeu o Clássico das Emoções. Ainda esperando regularização na CBF depois de renovação, João Paulo ficou de fora das atividades. Conforme se esperava, Daniel Costa, que volta de suspensão, retomou o lugar que foi ocupado por Renatinho na meia. Por fim, Marlon e Anderson Aquino também acabaram ganhando oportunidade entre os 11 nos trabalhos desta quarta-feira.
Depois de ter atuado como zagueiro há duas rodadas, diante do CRB, em Maceió, Marlon substituiu Allan Vieira e retornou à lateral esquerda. Sem figurar entre os titulares desde 29 de agosto, quando atuou diante do Paraná, em Curitiba, Aquino, por sua vez, ocupou o posto de Bruno Moraes no comando de ataque do Tricolor. Ainda artilheiro do Santa Cruz na Série B - com dez gols feitos - ele foi acionado no segundo tempo da partida com o Náutico e chegou a colocar uma bola na trave.
Aguardando a divulgação do seu nome no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, João Paulo fez apenas trabalhos à parte com os não-relacionados e só foi acionado na segunda parte do treino nos titulares. Para se prevenir de uma possível não regularização, Martelotte preferiu montar o time com o volante Bruninho e evitar surpresas caso o meia fique legalmente disponível para jogar. Sendo assim, o treinador abdicaria do esquema com apenas um cabeça de área.
A equipe montada nesta tarde, portanto, foi a seguinte: Tiago Cardoso; Vitor, Alemão, Danny Morais e Marlon; Wellington, Bruninho, Daniel Costa, Lelê e Luisinho; Anderson Aquino.

Fonte: Diario de PE, Recife, 21/10/2015

Jogo a jogo


JOGO A JOGO

Nas diversas projeções matemáticas feitas para tentar delimitar uma quantidade de pontos suficientes para conseguir o acesso à Série A, muitas apontam que com 63 pontos um time estaria assegurado no G4 da Série B do Campeonato Brasileiro. No caso do Santa Cruz, isso significaria somar mais 15 pontos em 21 em disputa – o Tricolor está com 48 pontos, na sétima posição.
Com a experiência de ter vestido a camisa coral nos últimos dois acessos, Tiago Cardoso salientou que a equipe não pode se ater aos cálculos matemáticos sem antes conquistar o primeiro dos objetivos: vencer o Atlético/GO, sábado, no Serra Dourada.
“Não adianta pensar nos 15 pontos (5 vitórias) e esquecer do Atlético/GO. Vencendo, vamos entrar na briga e depois vamos pensar ponto a ponto, vitoria a vitoria. Esses 15 podem diminuir para 13, 12…. O próximo jogo será fundamental para nos colocar na briga”, relatou.
Mais do que voltar a vencer após dois tropeços contra CRB e Náutico, Tiago Cardoso quer o Tricolor recuperando o ânimo antigo, para que os resultados positivos possam voltar a acontecer.
“Não podemos perder o ânimo. Nossa equipe tem uma maturidade boa e os jogadores creem no acesso. Esse ano tivemos uma sequencia de vitorias maior que a do ano passado e isso foi fundamental para entrar no G4. Infelizmente não estamos mais, só que o campeonato está bem embolado e outra vitória nos coloca na briga.Precisamos ter foco para continuar na luta pelo G4”, sentenciou.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 21/10/2015

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Recuperação


RECUPERAÇÃO

A derrota para o Náutico, no último sábado, doeu. Seria um passo muito importante para o Santa Cruz na busca pelo acesso. Mas o tempo de lamentar passou. O assunto foi encerrado nesta segunda-feira à tarde, na reunião de reapresentação do grupo, no Arruda. A partir de agora, o foco é total no próximo desafio, contra o Atlético Goianiense. A motivação é grande. Nas palavras do atacante Bruno Moraes, a equipe goiana é quem vai "pagar o pato".
O Santa Cruz precisa da recuperação, afinal, vem de duas derrotas seguidas. Isso, numa reta final de Série B, pode ser o fim da linha para um time. Mas os jogadores prometem que não vão deixar a briga pelo acesso. "O Atlético é que vai ter que pagar o pato. Temos que voltar com foco total. Esse é o pensamento. Jogamos seis pontos fora com essas duas derrotas. Agora, temos que voltar a mil", afirmou Bruno Moraes.
Não importa se o desafio será fora de casa. Não importa o adversário. Os tricolores garantem que não vão desviar o foco do G4. "A gente não pode ficar analisando adversário. Temos que jogar o campeonato. Claro que perder um clássico tem um peso diferente, mas para a gente não pode influenciar. Temos que olhar para frente e o importante é estar no G4 após o último jogo", contou Daniel Moraes.
Embora tenha admitido o abatimento pela derrota no clássico, Bruno diz que o jogo com o Náutico tem que se deixado para trás e superado. "O astral é que ninguém está feliz. Ninguém gosta de perder. Temos que ser profissionais e esquecer o passado. Não podemos fazer mais nada em relação ao jogo com o Náutico. O que podemos fazer, agora, é contra o Atlético", analisou o atacante.

Fonte: Diario de PE, Recife, 19/10/2015

Retornos e desfalques


RETORNOS E DESFALQUES

O técnico Marcelo Martelotte terá uma semana livre para preparar o Santa Cruz até o jogo, sábado, contra o Atlético/GO, no estádio Serra Dourada. Um reforço importante para o encontro será a volta do meia Daniel Costa. Ele foi desfalque na derrota para o Náutico, após ter cumprido suspensão automática por expulsão. A expectativa é que o atleta retorne no posto ocupado por Renatinho, meia titular no Clássico das Emoções.
Uma volta que não poderá ser providenciada pelo treinador é o atacante Grafite. Pelo menos, é o que garante o departamento médico do Santa Cruz. De fora da partida do último sábado, por causa de uma lesão na panturrilha esquerda, o camisa 23 deve ficar a disposição apenas no duelo contra o Criciúma, no dia 27 de outubro, no estádio do Arruda. A transição, no entanto, deve ser iniciada ainda esta semana.
Bruno Moraes, que iniciou no seu lugar diante do Timbu e fez o gol de pênalti, disputaria a vaga de titular contra o Atlético/GO com Anderson Aquino.
Entre os atletas de defesa, o zagueiro Neris iniciou a transição do departamento médico para o físico, ontem. Outro atleta do setor que está na iminência do retorno é Diego Sacomam. O jogador teve um problema na cartilagem do joelho direito.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 19/10/2015

domingo, 18 de outubro de 2015

Duque, um treinador de sucesso


DUQUE, UM TREINADOR DE SUCESSO

Davi Ferreira, mais conhecido como Duque, nascido em Belo Horizonte, no dia 15 de maio de 1926, é um ex-treinador e ex-futebolista brasileiro, que atuava como zagueiro.
Foi jogador de futebol nos anos 1940 e anos 1950, jogando no Vasco da Gama, Fluminense e Canto do Rio, onde encerrou a carreira.
Tornou-se técnico nos anos 1960 e conquistou nada menos do que quatro dos seis títulos do hexacampeonato pernambucano do Náutico, em 1964, 1966, 1967 e 1968. Ainda conquistou os títulos pernambucanos de 1970 e 1971, pelo Santa Cruz, e o de 1975, pelo Sport.
Em suas duas passagens pelo Corinthians, quase conseguiu o título perseguido durante mais de vinte anos. Na primeira, em 1972, levou o time as semifinais do Campeonato Brasileiro. Na segunda, entre 1976 e 1977, treinava a equipe na tarde da invasão do Maracanã, contra o Fluminense (1 a 1, em 5 de dezembro de 1976), em que o Corinthians ganhou nos pênaltis o direito de ir à final contra o Internacional. Duque acabou sendo vice-campeão.
Folclórico, tinha fama de macumbeiro, despediu-se do clube durante a campanha do título paulista de 1977. Foi também campeão carioca em 1973, pelo Fluminense.

Fonte: Wikipédia

Santa Cruz 1 x 3 Náutico


SANTA CRUZ 1 x 3 NÁUTICO

William Tavares

O Santa Cruz jogava em casa, vinha com a alcunha de melhor mandante da Série B do Campeonato Brasileiro e estava mais bem colocado na tabela de classificação. Era o favorito. O Náutico, pior visitante da Segundona, entrava sob a desconfiança de um time que não vivia sua melhor fase. Mas tudo isso ficou no papel. Em campo, foi o Timbu quem se impôs no Arruda. Na base dos contra-ataques e com um Hiltinho em noite atípica de artilheiro, a equipe alvirrubra venceu o Santa por 3×1. O sonho do acesso ainda existe para ambos os clubes, mas quem saiu com esperança renovada neste sábado foi o Náutico.
No duelo dos mistérios, foi o Náutico quem saiu na frente no Clássico das Emoções. Enquanto o Santa manteve o esperado time titular, com Bruno Moraes na vaga de Grafite, o Timbu surpreendeu. Dakson e Jefferson Nem treinaram entre os titulares durante a semana, mas foi Fillipe Soutto e Daniel Morais os nomes que começaram jogando.
Embora houvesse ansiedade na construção das jogadas, os dois times iniciaram partindo com propostas ofensivas. O Santa foi quem chegou com mais perigo. Primeiro em um chute de fora da área de Renatinho, espalmado por Júlio César. Depois foi Allan Vieira quem passou livre pela esquerda e cruzou forte. Luisinho esticou a perna, mas a bola foi para fora. No Náutico, as investidas eram pelo lado direito, com Hiltinho. Sobrava velocidade, faltava capricho.
Mais organizado na partida, o Santa foi se soltando aos poucos. Principalmente quando Lelê e João Paulo passaram a participar mais do jogo. Aos 29, Allan tentou o cruzamento, a bola resvalou na mão de Ronaldo Alves e o árbitro Leandro Vuaden marcou a penalidade. O substituto de Grafite, Bruno Moraes, chamou a responsabilidade e pediu a bola. Na cobrança, sobrou tranquilidade para abrir o placar no Arruda.
O Santa estava melhor no jogo, mas clássico, como diz o velho jargão do futebol, é “decidido nos detalhes”. Bastou um vacilo na marcação coral para o Timbu mostrar que estava vivo na partida. Valeu o esforço de Daniel Morais como pivô, que brigou pela bola e deixou para Gaston Filgueira entrar livre na esquerda e, de forma consciente, encontrar Bergson na área para empatar o jogo. Depois do gol, houve um tumulto generalizado entre os torcedores do Náutico, precisando da intervenção da Polícia Militar.
Lembra da citação anterior sobre Hiltinho? Da que faltava capricho na hora de concluir as jogadas? Pois bem, bastou o primeiro minuto do segundo tempo para o meia fazer o torcedor alvirrubro esquecer os erros de outrora. Em um vacilo colossal da zaga do Santa, o Náutico armou um contra-ataque letal. Hiltinho teve tempo de avançar, limpar a marcação e, apesar da conclusão não ser das melhores, conseguiu empurrar a bola para o fundo do gol.
A partir daí, o Santa Cruz perdeu totalmente o controle da partida. Sobravam espaços para o Náutico armar os contra-ataques. Em um deles, Fillipe Soutto lançou na medida para Hiltinho. O meia teve tempo de dominar, cortar o zagueiro e tocar de leve para o gol. A bola ainda tocou na trave antes de entrar. Dois cortes, dois chutes e dois gols: a noite era de Hiltinho.
Lançamentos errados, chutes sem direção e uma chuva de erros que irritavam os tricolores. O nervosismo parecia enraizado nos atletas corais, aumentando a cada passar de minuto no cronômetro. O Tricolor só melhorou um pouco mais com a entrada de Aquino. Aos 27, o artilheiro coral na Série B acertou uma pancada que explodiu no travessão. Mas nada que mudasse a história da partida. Assim como no 1º turno, o dono do Clássico das Emoções vestiu vermelho e branco.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vítor, Danny Morais, Alemão e Allan Vieira (Marlon); Wellington Cézar, João Paulo, Renatinho (Raniel) e Lelê; Luisinho (Anderson Aquino) e Bruno Moraes. Técnico: Marcelo Martelotte.

NÁUTICO: Julio Cesar; Niel, Ronaldo Alves, Fabiano Eller e Gaston; João Ananias, Caucaia e Soutto; Hiltinho (Jefferson Nem), Bergson (Gil Mineiro) e D. Morais (Marino). Técnico: Gilmar dal Pozzo.

Local: Arruda (Recife/PE). Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS). Assistentes: Marcelo Bertanha Barison e Carlos Henrique Selbach (ambos do RS). Gols: Bruno Moraes (aos 30 do 1ºT), Bergson (aos 39 do 1ºT) e Hiltinho (ao 1 do 2º T e aos 10 do 2º T). Cartões amarelos: Luisinho, Wellington, João Paulo (S); João Ananias, Bergson e Jefferson Nem (N).

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 17/10/2015

sábado, 17 de outubro de 2015

Givanildo


GIVANILDO

Mesmo no século XXI, Givanildo seria considerado um “volante moderno”. Ao mesmo tempo em que era um marcador implacável, também saía jogando com passes sempre rápidos e precisos. Além disso, ainda apoiava o ataque e era bom cobrador de faltas. Apesar de jogar na ligação da defesa para o ataque, marcou 35 gols com a camisa tricolor e jogou 13 partidas pela Seleção Brasileira. Possui dois recordes no clube: foi campeão estadual oito vezes e, com 599 apresentações, é o jogador que mais vezes jogou pelo Santa.

Fonte: Site Oficial do Santa Cruz Futebol Clube

Grafite joga?


GRAFITE JOGA?

Yuri de Lira

Grafite reapareceu no gramado do Arruda na manhã desta sexta-feira. Quando os repórteres e jornalistas foram liberados para entrar no Arruda, ao se encerrar o treino secreto, o atacante estava de chuteiras, como se tivera treinado com bola anteriormente. Mas, às vistas da imprensa, apenas conversou em particular com os preparadores físicos Jaílton Cintra e Joélson Corrêa. O seu nome, inclusive, consta numa lista de pré-relacionados do Clássico das Emoções deste sábado, que vazou na internet.
A atuação de Grafite na partida ficou na dependência do departamento médico coral, que havia sinalizado a possibilidade de liberá-lo clinicamente da lesão na panturrilha esquerda, sofrida na rodada passada, até momentos antes do confronto com o Náutico, no Arruda. Aparentemente, pelo menos, o jogador se mostrou melhor, caminhando sem mancar.
Caso não reúna mesmo condições de jogar, Grafite deve ceder a sua vaga no time tricolor ao também centroavante Bruno Moraes, que acabou sendo acionado pelo técnico Marcelo Martelotte na equipe de cima do Santa Cruz durante todos os dias que o titular ficou vetado.

Fonte: Diario de PE, Recife, 17/10/2015

Jogo decisivo


JOGO DECISIVO

Fernando Barros e William Tavares

Melhor mandante x Pior visitante. Terceiro melhor ataque contra a sexta melhor defesa. Para um, o verbo do momento é “permanecer”. Para outro, “ascender” é a palavra-chave. O quarto e último Clássico das Emoções de 2015 é, de longe, o mais importante da temporada. Colocará frente a frente equipes que alternaram bons e maus momentos no ano. Quando um estava bem, o outro caminhava mal. Enquanto o Santa Cruz comemorava o título Estadual, o Náutico lamentava um primeiro semestre pífio no Campeonato Pernambucano e na Copa do Nordeste. Depois, foi a vez de o Timbu sorrir com o início arrasador na Segundona, enquanto o Mais Querido, na zona de rebaixamento, temia mais uma queda no currículo. Agora, é o Tricolor quem está mais próximo do acesso, vendo o rival reunir as forças finais para tentar a última arrancada rumo ao G4. Opostos que vão se atrair hoje, às 16h30, no Arruda.
No Arruda, um nome monopolizou o noticiário coral: Grafite. Com uma lesão na panturrilha esquerda, o atacante passou a semana inteira sem participar dos treinos. Mesmo assim, o Departamento Médico não vetou sua presença na partida. Ontem, o atleta subiu aos gramados, mas apenas para acompanhar um rachão com os demais jogadores do elenco.
“Preparamos a equipe para jogar sem Grafite, mas ele pode entrar caso se recupere até momentos antes do jogo”, afirmou o técnico. “Só vamos definir o time amanhã (hoje), uma hora antes da partida”. Ate lá, o mistério no ataque continua. Luisinho tem vaga assegurada e, se Grafite não tiver condições de jogo, Bruno Moraes começará entre os titulares.
Nas demais posições, poucas mudanças. Na zaga, Alemão volta a compor o sistema defensivo ao lado de Danny Morais. Sem contar com Daniel Costa, suspenso, Martelotte colocará Renatinho, ao lado de João Paulo e Lelê. Wellington Cézar continua como o primeiro homem de marcação. O Tricolor é o quarto colocado da Série B, com 48 pontos.
Se no Santa Cruz o único mistério gira em torno da presença de Grafite, no Náutico o quadro é diferente. Isso porque o técnico Gilmar dal Pozzo fez de tudo para esconder a escalação. O comandante alvirrubro fechou os últimos três treinos do Timbu. Além disso, não confirmou o time que vai mandar a campo. Mesmo assim, informações sobre a equipe que armou ao longo da semana vazaram. E, pelo que deu a entender, o treinador não deve mexer na formação que vem treinando desde o meio da semana,
Basicamente, há duas surpresas para o Clássico das Emoções: o volante Niel – que vai atuar na lateral-direita, e o atacante Jefferson Nem. Ambos são pratas da casa e tinham poucas oportunidades, mas ganharam moral com a chegada de dal Pozzo. “Jefferson (Nem) está treinando muito bem, pedindo passagem. E Niel eu comecei a prepará-lo como lateral-direito. Ele chega bem na linha de fundo, tem bom passe, ultrapassagem e tem uma condição física muito boa”, avaliou o treinador, a respeito dos garotos que vão tentar surpreender no Clássico das Emoções.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vítor, Alemão, Danny Morais e Allan Vieira; Wellington Cézar, João Paulo, Renatinho e Lelê; Luisinho e Bruno Moraes (Grafite). Técnico: Marcelo Martelotte.

NÁUTICO: Júlio César; Niel, Ronaldo Alves, Fabiano Eller e Gastón; João Ananias, Jackson Caucaia e Dakson; Hiltinho, Jefferson Nem e Bergson. Técnico: Gilmar dal Pozzo.

Local: Arruda (Recife/PE). Horário: 16h30. Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS). Assistentes: Marcelo Bertanha Barison e Carlos Henrique Selbach (ambos do RS). Ingressos: R$ 50 (arquibancada inferior), R$ 25 (sócios) e R$ 30 (meia-entrada). Transmissão: Globo, Premiere FC, Rede TV.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 17/10/2015

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Para saldar os compromissos salariais


PARA SALDAR OS COMPROMISSOS SALARIAIS

William Tavares

Ao entrar no G4 da Série B do Campeonato Brasileiro, o Santa Cruz atingiu seu objetivo primário na competição. O segundo, lógico, é continuar inabalável no grupo de acesso à Série A e comemorar o retorno à elite do futebol nacional em 2016. No campo, os jogadores têm feito seu papel. Fora dele, quem se organiza é a diretoria. Convivendo com problemas de salários atrasados, o Santa sabe que o maior “combustível” para que os atletas continuem empenhados no gramado é o dinheiro.
O maior exemplo para o Santa Cruz de como dificuldades financeiras atrapalham um clube na luta pelo acesso é o próprio Santa, só que do ano passado. O bolso dos atletas estava vazio justamente na reta final da Série B 2014, atingindo diretamente o “fôlego” dos atletas em campo. Para não repetir o mesmo erro, o vice-presidente do clube, Constantino Júnior, manda o recado.
“Conversamos com as lideranças do grupo e mostramos que estamos cumprindo o cronograma. Sabemos que alguns clubes deixaram de subir por falta de dinheiro e nessa hora é importante que os jogadores estejam em uma situação financeira boa. Sabemos que isso pesa e estamos nos esforçando para levantar os recursos necessários. Até o clássico vamos melhorar a situação”, afirmou o vice-presidente.
“Acho que ano passado podíamos ter chegado mais longe, mas também não podemos nos arrepender porque fizemos o melhor. Demos o nosso máximo buscando recursos, mas que isso sirva de lição para que esse fôlego financeiro não falte. Quando o negócio está certo, a bola bate na trave e entra. Quando não, bate na trave e sai”, completou. A diretoria do Santa Cruz não revela, mas as informações de bastidores apontam que o clube deve um mês de salário aos jogadores, além de algumas premiações.

BICHO

Constantino também destacou que o Santa não vai aumentar o “bicho” pago aos jogadores em caso de vitória em jogos importantes por conta da partida do sábado ser um clássico local.
“O bicho que vamos pagar é o mesmo que pagamos contra o Bahia, contra o Botafogo…contra adversários importantes. O Náutico é um time de tradição, o confronto é um clássico, mas não vamos mudar. Ano passado tínhamos duas categorias de jogos: os mais importantes e os que tinham um valor menor. Esse ano fizemos um pacote para que cada partida tenha o mesmo peso. Também temos uma boa premiação para o acesso. Eles (jogadores) vão jogar pensando na premiação do jogo, que está entre os três maiores bichos da Série B, e também pela premiação do acesso”, explicou.

REDUÇÃO


Segundo Constantino, um dos culpados pelos problemas financeiros do Santa é a menor quantia que o clube recebe de patrocínio, em comparação ao que o Tricolor obtinha nos últimos anos. O dirigente ainda fez um apelo aos torcedores, pedindo maior presença de público nas próximas partidas do Santa Cruz no Arruda.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 11/10/2015

domingo, 11 de outubro de 2015

Nunes no Santa Cruz


NUNES NO SANTA CRUZ

Marcos Velloso

Nascido em Feira de Santana (BA), Nunes, o Cabelo de Fogo, começou a fazer gols no Fluminense baiano. Aos 14 anos, se mudou para o Rio de Janeiro e ingressou no juvenil do Flamengo, mas, ao estourar a idade de juniores, foi descartado pelos diregentes rubro-negros. No Confiança de Aracaju, o atacante se profissionalizou e o Santa, atento, logo contratou o jogador que viria a ser um dos grandes goleadores do Tricolor e o de maior projeção na história do clube em termos de Seleção Brasileira.
A estréia aconteceu num clássico das multidões, no finalzinho do Pernambucano-75, em jogo válido pelo 3° Turno. No memorável Brasileiro-75, no qual o Santa foi semifinalista, a melhor campanha de um time pernambucano na competição e a primeira vez que um nordestino chegava a tal fase, Nunes, ainda um jovem de 21 anos, teve participação discreta na campanha, marcando dois gols. A concorrência com Ramon, artilheiro do Brasileiro-73, era desleal. Ao lado de Fumanchu, Ramon foi o goleador do Santa com oito gols. O primeiro e único título do Cabelo Fogo pelo Santa seria o bissuper, em 76.Naquele ano, as três torcidas estavam empolgadas, porque, além do Santa(4° colocado), Sport(11°) e Náutico(13°) tiveram boa participação no campeonato nacional de 75. O rubro-negro, de Dario, artilheiro do certame com 30 gols, levou o primeiro turno; o Santa, sem Ramon e Fumanchu negociados, faturou o segundo e o Náutico surpreendentemente ganhou o último turno. Antes de chegar no supercampeonato, porém, grandes goleadas, como a de 11x0 frente ao Íbis, com 7 gols de Volnei, e especialmente os 5x0 no Sport, onde Nunes marcou aos 45 segundos, justificando o apelido de "atacante invisível", marcaram a campanha do Santa. Na decisão entre os três grandes, Santa e Náutico venceram o Sport, por "apenas" 2x0 e 1x0 respectivamente. No jogo mais aguardado do campeonato, o Tricolor fez de novo 2x0 num Arruda abarrotado. Cerca de 62.711 pessoas compareceram ao Colosso, isso porque na época só existia o anel inferior e a polícia proibiu a entrada de mais torcedores. Nunes marcou o gol que abriu caminho para a vitória e nas palavras de Waldemar Carabina, técnico do Náutico, "foi um gol incrível, não havia condições dele fazer". Mesmo isolado, lutando contra dois zagueiros (Sidclei e Geraílton) num momento de pressão do timbu, ele deixou sua marca, embora nem fosse necessário, pois o Santa jogava pelo empate. Jadir, prata-da-casa, fechou o caixão. Um fato curioso é que essa conquista foi a primeira de Ênio Andrade como técnico de futebol. Nunes, por sua vez, não poupou nas promessas: viajou até Salvador para pagar promessa ao Senhor do Bonfim e depois partiu rumo a Aracaju a fim de "quitar a dívida" com Santo Antônio, enquanto os outros jogadores mantiveram a tradição de ir ao morro da Conceição, no Recife mesmo. Ao fim do campeonato, Nunes, mesmo ausente de alguns jogos devido a uma contusão, contabilizou 14 gols em 28 jogos.
Após o Bissuper, grandes campanhas do Santa em Brasileiros marcaram a passagem de Nunes. Em todas elas, chegando muito próximo de alcançar a fase semifinal. A performance mais fraca (11°) do tricolor enqüanto Nunes esteve no Arruda aconteceu justamente quando todos estavam eufóricos com a conquista de mais um título estadual. No Brasileiro-76, tudo transcorria bem, o Mais Querido caminhava a passos largos em direção às semifinais, mas na última fase de grupos, o Santa não ficou entre os dois melhores que se classificavam para tal fase. No decorrer do campeonato, a ausência de Givanildo -vendido ao Corinthians -era sentida, e uma goleada sofrida contra o Inter, que viria a ser bicampeão, abalou o grupo. Nunes marcou 9 gols, mas também abriu espaço para Betinho fazer os mesmos 9 gols e ser artiheiro da equipe. Para o Brasileiro-77, o Cabelo de Fogo foi relacionado pela CBD entre aqueles que não poderiam ser vendidos para o Exterior.
Em mais um Brasileirão, a torcida confiava novamente em uma grande campanha, apesar do fracasso do time(3°) no Pernambucano-77, que teve Nunes como artilheiro, bem a frente dos demais. Na primeira fase do certame nacional, um grupo de 10 times, em que cinco passavam, com o Santa terminando em terceiro, atrás de Palmeiras e São Paulo. Destaque para as goleadas frente a Treze (6x0) e CRB (5x1), onde Nunes anotou cinco gols somando os dois jogos. Na fase seguinte, nova classificação, dessa vez em segundo lugar numa chave com cinco clubes. Chega então a última etapa de grupos, de onde só o campeão continuaria, com destino às semifinais. Além do Santa Cruz, Palmeiras, América-RJ, Desportiva-ES, Remo e Operário-MS compunham o grupo, no qual o alviverde paulista era considerado franco favorito. Eis que então, na penúltima rodada, o Palmeiras, atual líder, recebe o Santa no Pacaembu com mais de 62 mil pessoas, e vê sua chance de passar à semifinal praticamente acabar. Com um jogador a menos desde o primeiro tempo, Nunes foi expulso, mas antes já tinha marcado seu golzinho, o Santa não tomou conhecimento do Palmeiras de Jorge Mendonça e fez 3x1 com mais dois de Fumanchu, que voltara ao Santa junto com Givanildo. Enqüanto isso, no Rio, o Operário vencia o América-RJ e se transformava no principal concorrente à vaga. Na última rodada, os dois jogavam em casa, Santa x Remo e Operário x Palmeiras, o Mais Querido tinha vantagem, 8 pontos contra 7, mas, naquela época, vitória com diferença igual ou maior de dois gols valia três pontos. Jogando sem Nunes, suspenso, o Santa vencia por 2x0, resultado que lhe garantia a classificação, enqüanto que o Operário também ganhava pelo mesmo placar. No entanto, relembrando 75, quando o Santa sofreu um gol no "apagar das luzes" e viu a final do campeonato escapar entre os dedos, um gol de Mesquita, a favor do Remo, aos 43 minutos do 2° tempo, fez com que os dois terminassem empatados em pontos, com o Operário levando vantagem no saldo, dois a mais. Um fato triste, mas que não apaga mais uma campanha memorável, projetando Nunes de vez no cenário nacional. Na Bola de Prata da Placar, Lula (quarto-zagueiro), Givanildo (médio-volante) e Fumanchu (ponta-direita) ficaram em segundo, sexto e quarto, nas suas respectivas posições, além de Nunes ter sido o terceiro como centroavante.
Por fim, o Brasileiro-78, disputado no primeiro semestre, onde o Santa estabeleceu uma marca imbatível até hoje. Foram 27 jogos seguidos sem perder. A primeira derrota só veio acontecer nas quartas-de-final, para o Inter de Porto Alegre, eliminando o clube pernambucano, que ficou na quinta posição. Nunes esteve em campo em apenas 12 oportunidades, por causa da Seleção, deixando sua marca 11 vezes. Média de quase um gol por partida. Ao lado dele, Fumanchu e Joãozinho, advindo do mesmo Confiança do Cabelo de Fogo, formaram uma das melhores linha de frente de toda história do clube das multidões.
Com o fim do Brasileiro, no dia 30/08, Nunes, que foi comprado por 320 mil cruzeiros após os tricolores vencerem a concorrência de Vasco e Náutico, foi vendido junto com Luiz Fumanchu ao Fluminense por 11 milhões de cruzeiros. Assim, acabava a relação do Santa Cruz e um dos artilheiros que mais deixou saudades na torcida e que mais tarde brilharia no clube mais popular do país.

Fonte: Blog Ídolos do Santa

Campeão de faltas


Wellington Cézar

CAMPEÃO DE FALTAS

Líder no quesito de número de faltas cometidas e de cartões vermelhos. Clube com o atleta que mais cometeu infrações na Série B do Campeonato Brasileiro. Terceiro time que mais tomou cartões amarelos na competição. Esse é o Santa Cruz. O setor de marcação da equipe não costuma dar muita folga aos adversários e a consequência disso são os dados acima. Para o bem e para o mal, o excesso de ímpeto nas jogadas tem carregado consigo alguns problemas recorrentes de suspensão na equipe.
Para sair em defesa dos zagueiros e volantes, quem entrou em ação foi o atacante Luisinho. “A função deles é dar esse bote mais forte, até por conta da força física dos nossos volantes. Sabemos que algumas vezes a arbitragem acaba tratando essas faltas como algo anormal”, afirmou Luisinho. O jogador, contudo, não escondeu que esses dados preocupam e que esse tema já foi discutido internamente no clube. “Nós estamos conversando para que eles (marcadores) fiquem mais calmos. Isso já foi colocado pela Comissão Técnica na cabeça dos jogadores para que nada fora do normal aconteça”, revelou o atacante.
Com 91 faltas cometidas , Wellington Cézar é quem mais parou as jogadas nesta Série B. A vice-liderança geral do quesito é do lateral-esquerdo Gastón Filgueira, com 62 faltas. Com relação aos cartões, a estatística também não é das melhores. Ao lado do Ceará, o Tricolor é a equipe que mais tomou cartões vermelhos no torneio. Foram oito ao todo. Bruninho, Diego Sacoman e Grafite foram expulsos duas vezes cada. Alemão e Daniel Costa foram os outros que deixaram o gramado mais cedo por conta de faltas duras.
O número de amarelos também é alto: 88. Os pernambucanos só ficam atrás do Ceará (89) e do Vitória (96). Danny Morais é o atleta mais “amarelado” do elenco, com 10 cartões. Alemão vem em segundo, com oito, seguido por Bruninho e João Paulo, ambos com sete cada.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 10/10/2015

sábado, 10 de outubro de 2015

Erb


ERB

De acordo com o site Terceiro Tempo, Erb Rocha do Nascimento, tem três filhas e mora hoje em Valinhos (SP), onde tem uma rede de distribuição de queijos, manteiga e iogurte pelo interior.
Nascido no dia 9 de janeiro de 1949, em Maceió (AL), o ex-meia começou a carreira em times de várzea no bairro da Pajuçara.
"Ele costumava defender o Ypiranga da Praça Rex. Eu enfrentei algumas vezes o Erb, que já era um grande jogador", conta Onilgo Souza Sobrinho, conhecido de Erb na capital alagoana.
A carreira profissional teve início no CRB em 1969. No mesmo ano, o alvirrubro tornou-se campeão estadual e Erb se transferiu para o Santa Cruz, onde jogou de 1969 a 1975, participando de toda a campanha do pentacampeonato.
Depois, jogou no Guarani de Campinas (1975-1976), Palmeiras (1976-1977) e Comercial de Campo Grande (1978-1981), onde encerrou a carreira.

Atraso salarial irá atrapalhar?


ATRASO SALARIAL IRÁ ATRAPALHAR?

Yuri de Lira

Os jogadores do Santa Cruz garantem foco total na caminhada rumo ao acesso à Serie A. Garantem também que os salários atrasados não vão prejudicar o desempenho do time nos oito jogos restantes na competição. Segundo o próprio vice-presidente do clube, Constantino Júnior, que segue na busca por recursos para diminuir o passivo com os atletas, as dívidas com o grupo chegaram a atrapalhar o rendimento da equipe na Segundona de 2014.
Para Lelê, porém, o dirigente não precisará ter esta preocupação neste ano. "Acredito que a gente tem que esquecer esse lado aí de salários atrasados. Estão atrasados, mas isso não tem influenciado em nada. A diretoria tem conversado com a gente para resolver o mais rápido possível. Nós, jogadores, estamos fechados e focados no nosso objetivo. Acredito que a gente tem que deixar tudo isso do lado de fora", falou o meia-atacante.
Alemão, que estava no plantel da temporada passada o e entendeu que o grupo arrefeceu naturalmente com os bolsos vazios, endossa o discurso do colega. "Se a gente chegou até agora aqui nessa condição (de atraso salarial), não é agora, faltando poucos jogos para o fim do campeonato, que a gente vai amolecer. A gente tem que cobrar internamente. Ano passado foi a mesma situação e, às vezes, atrapalhou. Como cidadão comum, você também tem o direito de receber. Com contas a pagar, pode influenciar você a trabalhar menos. A cabeça não fica tão boa, mas acho que neste ano as coisas vão andar", pontuou o zagueiro.
Em entrevista exclusiva ao Superesportes, publicada no último dia 5, o técnico Marcelo Martelotte falou também que não acredita que os seus comandados amoleçam na briga para subir de divisão, apesar de entender que a falta de pagamento é uma situação delicada para se conduzir internamente. "Pelo que vivenciei até agora, os jogadores mostram estar focados no nosso objetivo. Pela proximidade do fim do campeonato, eu imagino também que seja difícil que algo interfira negativamente na campanha", afirmou.
"Por outro lado, sei que isso se torna um problema que não é fácil de administrar. A gente espera que exista uma boa vontade de todos os lados, que a diretoria também faça a parte dela e busque recursos para que essas questões sejam solucionadas e que a gente não tenha que se deparar com um problema tão difícil de ser administrado em um momento tão decisivo", emendou o treinador coral.

Fonte: Diario de PE, Recife, 09/10/2015

30 rodadas e 6 duplas de zaga


30 RODADAS E 6 DUPLAS DE ZAGA

William Tavares

Cinco jogadores, seis parcerias e uma improvisação. Mudanças por suspensão, lesão ou ordem técnica. A rotatividade no sistema defensivo do Santa Cruz não se encaixa em apenas um contexto. Em 30 rodadas da Série B do Campeonato Brasileiro, o Tricolor já contou com seis duplas diferentes de zaga. A alternância entre os titulares ficou ainda mais acentuada com a chegada do técnico Marcelo Martelotte, que no último jogo precisou colocar um lateral na posição. Ser zagueiro no Santa é saber que, independente dos problemas, as oportunidades sempre vão aparecer.
No começo da Série B, ainda sob o comando do técnico Ricardinho, o Santa Cruz teve uma de suas parcerias mais duradoras na zaga: Danny Morais e Diego Sacoman. A dupla atuou junta da primeira até a sexta rodada. O “casamento” foi desfeito no jogo seguinte, com os dois atletas vetados por conta de suspensão – Sacoman foi expulso e Danny recebeu o terceiro amarelo.
Na sétima rodada, contra o Boa Esporte, o Santa estreou sua segunda dupla de zaga na Série B, com Neris e Alemão. O segundo agradou mais e permaneceu entre os titulares nas três partidas seguintes, ao lado de Danny Morais. Contra o Bragantino, já sobre o comando do técnico Marcelo Martelotte, Alemão fraturou o osso da face e só voltou a atuar na 20ª rodada.
Sacoman e Danny atuaram juntos novamente contra o CRB, na 11ª rodada, mas o primeiro foi expulso e impediu a sequência da parceria. Aí foi a vez de Neris ganhar espaço com o treinador. Na 12ª rodada, contra o Náutico, jogou ao lado de Danny. Contra o Atlético/GO, um jogo depois, trabalhou ao lado Sacoman – único confronto até o momento com essa dupla titular na defesa. Da 14ª rodada até a 19ª, a última do primeiro turno, o Tricolor teve Neris e Danny Morais protegendo a meta de Tiago Cardoso.
No returno, foi impossível repetir por mais de dois jogos a mesma dupla de zaga. Alemão e Neris jogaram juntos na 20ª, 22ª, 24ª e 25ª rodada. Danny Morais e Diego Sacoman só formaram uma nova parceria na 27ª rodada. Alemão e Danny começaram entre os titulares na 23ª, 28ª e 29ª rodada. Neris e Danny jogaram na 21ª e na 26ª. No duelo passado, o Santa montou sua sexta dupla de zaga diferente na Segundona: Sem Alemão, suspenso, e com Neris e Sacoman se recuperando de lesão, Martelotte foi obrigado a improvisar o lateral-esquerdo Marlon no setor, ao lado de Danny Morais.
O que os jogadores corais pensam sobre essa rotatividade? Para o zagueiro Alemão, o ideal é que essa alternância fosse cada vez mais raras. “Esse tipo de situação prejudica na hora de pegar entrosamento no time, ter uma sequência maior de jogos. Mas o importante é que, quando um sai, o outro que entra tem dado conta do recado”, revelou o zagueiro.
Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 10/10/2015

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

CRB 3 x 2 Santa Cruz


CRB 3 x 2 SANTA CRUZ

O Santa Cruz foi vítima do faro de gol apurado do artilheiro da Série B do Campeonato Brasileiro. Com dois tentos marcados, chegando aos 15 na competição, Zé Carlos garantiu a vitória do CRB por 3×2 diante do Santa Cruz, no Rei Pelé. 
Foi pelo lado direito de ataque que o CRB descobriu um dos pontos de fragilidade do Santa Cruz. Levando a melhor contra os defensores, William Cordeiro apareceu livre em pelo menos duas boas oportunidades nos primeiros cinco minutos. Em uma delas, o lateral cruzou na cabeça de Zé Carlos. Com os reflexos em dia, Tiago Cardoso afastou o perigo. Aos 12 minutos, porém, o camisa 1 coral nada pode fazer. A cobrança de falta rasteira de Diego parou no fundo das redes, abrindo o placar no Rei Pelé.
O CRB tinha mais posse de bola e utilizava as costas dos laterais do Santa para pegar os visitantes desprevenidos. No Santa, os contra-ataques funcionavam praticamente da mesma forma. Aos 21, dois lances perigosos para cada lado. Primeiro, Gerson Magrão avançou pela esquerda e cruzou rasteiro. Zé Carlos desviou a bola, mas a zaga pernambucana afastou o perigo. Segundo depois, era a vez do Tricolor quase marcou. Grafite emendou uma arrancada na sequência do lance e, na cara do gol, tocou para fora.
Mas centroavante de qualidade não vacila duas vezes. O camisa 23 aproveitou um rebote de Júlio César no chute de Luisinho e deixou tudo igual, marcando seu sexto gol na Segundona e o primeiro longe do Arruda.
Com a saída de Allan e a entrada de Lúcio, o Santa voltou do intervalo mostrando que não estava confortável em trazer apenas um ponto de Maceió. A ideia era partir para cima, mas logo no início da segunda etapa a equipe perdeu Daniel Costa, expulso. Resultado: o jogo se transformou em ataque x defesa, com o CRB dominando as ações ofensivas.
Tiago Cardoso estava se transformando no herói da partida, mas quem roubou a cena no final foi o artilheiro da Série B. Primeiro, aos 25, o atacante apareceu livre para marcar o segundo gol do CRB na partida. Quatro minutos depois, novamente o centroavante balançou as redes para os alagoanos. Antes do apito final, Luisinho ainda descontou para o Santa, fechando o placar em 3×2.

FICHA DO JOGO

CRB: Júlio César; Willian Cordeiro, Diego Jussani, Gabriel e Pery; Josa (Maxwell), Somália, Bocão (Clebinho) e Cañete (Danilo); Gérson Magrão e Zé Carlos. Técnico: Mazola Júnior.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vítor, Danny Morais, Marlon e Allan Vieira (Lúcio); Wellington Cézar; João Paulo, Daniel Costa e Renatinho (Bruno Moraes) ; Luisinho e Grafite (Diogo Campos). Técnico: Marcelo Martelotte.

Local: Rei Pelé (Maceió/AL). Árbitro: Marcos André Gomes da Penha (ES). Assistentes: Vanderson Antonio Zanotti e Leonardo Mendonça (Ambos do ES). Gols: Diego (aos 12 do 1ºT), Grafite (aos 28 do 1ºT), Zé Carlos (aos 25 e aos 29 do 2ºT) e Luisinho (aos 38 do 2ºT). Cartões amarelos: João Paulo, Allan Vieira, Daniel Costa, Danny Morais (S); Diego, Pery, Zé Carlos (C). Cartão vermelho: Daniel Costa (C).

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 06/10/2015

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A necessidade de um Centro de Treinamento


A NECESSIDADE DE UM CENTRO DE TREINAMENTO

Yuri de Lira

Marcelo Martelotte chegou no Arruda para a entrevista com o Superesportes pilotando uma possante moto Harley-Davidson. Despido de qualquer esteriótipo de treinador. Em mais de meia hora de conversa com a reportagem, manteve o despojamento da sua faceta de motoqueiro, que carrega com orgulho. Sobre assuntos delicados como os salários atrasados dos jogadores, a falta de um centro de treinamento, uma possível continuidade no clube, além do “caso Raniel”, mostrou-se franco nas respostas. Principal responsável pela ascensão do Santa Cruz na Série B, o técnico ainda falou acerca da surpresa pelo rápido crescimento do time - inspirado, segundo ele, no estilo de jogo do alemão Bayern de Munique. Confira abaixo a entrevista com o comandante coral.

Quando você foi contratado, ainda na 8ª rodada, imaginava um resposta tão grande do time na Série B?
Ninguém imaginava e eu também não. O crescimento nosso é que foi nos dando novas perspectivas. Hoje, pelo que a gente fez, pelo que o time evoluiu, arrisco dizer que se o começo tivesse sido um pouco melhor poderíamos estar brigando pelo título.

Então, você descarta a possibilidade do título?
Eu acho difícil. Principalmente porque o Botafogo vem em um momento bom, com uma regularidade. Para tirar agora essa diferença de pontos, depende muito de um momento ruim do adversário. Na verdade, acho difícil para todo mundo. Entendo que o Botafogo está já bem próximo do título.

O Santa Cruz tem jogado, por vezes, com cinco homens atacando, dentro ou fora de casa. Esse estilo ofensivo é inspirado em algum outro modelo?
Eu gosto muito do Bayern (de Munique) de hoje e também do Bayern de antes de (Pep) Guardiola. Acho que esse é um modelo legal. Gosto desse tipo de jogo. A gente teve uma exemplo deste estilo de jogo também no Brasil, com o Corinthians, no começo do ano. Era um time que jogava sempre para frente. Jogava um futebol bonito e usava muito as laterais. Para este momento nosso, serviu muito de referência para mim.

O Santa ainda deve salários para os jogadores. Até que ponto as dívidas da diretoria com o grupo podem atrapalhar a caminhada rumo ao acesso?
Essa é uma pergunta difícil de responder. Pelo que vivenciei até agora, os jogadores mostram estar focados no nosso objetivo. Pela proximidade do fim do campeonato, eu imagino também que seja difícil que algo interfira negativamente na campanha. Mas, por outro lado, sei que isso se torna um problema que não é fácil de administrar. A gente espera que exista uma boa vontade de todos os lados, que a diretoria também faça a parte dela e busque recursos para que essas questões sejam solucionadas e que a gente não tenha que se deparar com um problema tão difícil de ser administrado em um momento tão decisivo.

Quando o Santa lhe contratou, imaginou um trabalho também a longo prazo. Você já recebeu alguma sondagem para permanecer em 2016, independentemente do acesso?
A gente já conversou informalmente com Tininho (Constantino Júnior, vice-presidente do clube), com Jomar (Rocha, diretor de futebol) e com o presidente (Alirio Moraes). Eles sempre enfatizam essa questão da continuidade, de um trabalho a longo prazo. Mas, no Brasil, as coisas funcionam mais pelo momento. O bom momento dá uma segurança agora para se falar em continuidade. Mas, nunca, desde quando cheguei aqui, levei adiante esse tipo de conversa porque eu não quero desviar o foco dessa competição. Acho importante o clube pensar em futuro, mas a gente tem que estar focado. Qualquer discussão sobre permanência vai acontecer só depois da Série B. Aí, como é no futebol brasileiro, vai depender muito do resultado no campeonato.

Mas é sua vontade ficar no Santa Cruz?
Sou desses técnicos que gosta de planejar. Para mim, existe essa vontade da permanência, para haja um resultado a médio e longo prazo. Mas sei que vale muito o resultado desta competição que estamos. É esperar para ver o que vai rolar no final.

Na sua primeira passagem como técnico no Arruda, em 2013, se arrepende de ter trocado o Santa Cruz pelo Sport? Acha que poderia ter continuado com o projeto?
Não me arrependo. Muita gente fala que houve interrupção de um projeto, mas saí no fim de uma competição (Campeonato Pernambucano). Não abandonei o clube no meio do campeonato. Havia um tempo para se iniciar a Série C e achei melhor sair para disputar uma Série B pelo Sport. Ter trabalhado numa Série B naquele ano acabou me dando uma experiência importante para este momento de agora. Foi um degrau a mais que subi e me deu bagagem para ter mais tranquilidade para trabalhar aqui no Santa Cruz de novo.

Até que ponto faz falta o fato de o Santa não ter um centro de treinamento pronto?
Praticamente todos os times no Brasil tem o seu CT. Hoje, é fundamental ter um lugar para ter uma estrutura de trabalho, para não desgastar o campo e para ter mais privacidade e para que funcione o dia a dia de treinamentos. O Arruda foi construído para receber jogos, então, tudo que é feito aqui é meio que improvisado. Acho que é importante fazer um sacrifício para que se construa o CT. Se você também pensa em formar jogadores, é fundamental uma estrutura. O Santa Cruz já era para estar discutindo modernizar um centro de treinamento que já existisse, mas a gente ainda está pensando no começo.

Como Raniel tem reagido a mais uma punição pelo dopping, agora da Fifa, que pode durar até fevereiro de 2016?
Ele tem reagido bem neste primeiro momento. A partir do momento que chega uma notícia como essa, existe a expectativa é que algo possa ser feito para se reverter isso. Já se contava com a volta dele, aconteceu uma nova suspensão, mas, apesar de a questão jurídica não ser a minha especialidade, temos esperança para contar com Raniel. Acho que ele continua motivado. Mas sei que, se ele só for voltar mesmo em fevereiro, é difícil que ele mantenha o foco.

Parte da torcida tem feito cobranças a Grafite. São excessivas?
O tamanho da cobrança sobre ele é proporcional ao tamanho da expectativa que se criou com sua contratação. Entendo que ele está melhor hoje que quando começou. O nível de apresentação dele tem variado, mas temos que analisar a idade (36 anos), o campeonato que estava disputando e o tempo que ficou parado antes de voltar par cá.

Por tudo que envolveu a sua volta, podemos considerar Grafite “intocável” na equipe?
Ele não é intocável. A gente tinha uma equipe que jogava com qualidade antes dele. Não faço questão que Grafite faça gols. Faço questão que a gente ganhe os jogos, mas as atuações dele, como a de todos, são analisadas jogo a jogo.

Fonte: Diario de PE, Recife, 05/10/2015