quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Martelotte quer torcida jogando com o time


MARTELOTTE QUER TORCIDA JOGANDO COM O TIME

Paulo Henrique Tavares

A derrota do Santa Cruz para o Paysandu, na última terça-feira, foi assistida por 10.552. Falando em torcida tricolor, o número pode ser considerado abaixo das expectativas – é bem verdade. E após o resultado negativo, o técnico Marcelo Martelotte resolveu criticar, além do vazio nas arquibancadas, a postura dos torcedores durante os 90 minutos de jogo. “A torcida do Santa Cruz que eu conheço não depende de resultado para comparecer”, disse. Entre as equipes da Série B, no entanto, o cenário é equivalente ao protagonizado no estádio do Arruda. Os corais, inclusive, estão na terceira posição do ranking de público.
Martelotte foi além: “A torcida que eu conheço é a que lotava estádio na Série D e acho estranho a gente achar que o torcedor não vai vir por conta de um tropeço. Ganhamos oito seguidas e ele não veio. Está na hora de começar a decidir o campeonato. E lógico que a presença dele é importante. Isso sempre fez a diferença na história do Santa”. A resposta foi motivada pelo fato de o próximo jogo do Tricolor ser mais uma vez no Arruda, sábado, contra o Luverdense/MT.
A média de torcedores do Santa Cruz nesta Série B do Campeonato Brasileiro é de 14.419. Com relação à ocupação do estádio, levando em consideração todos os 12 jogos já disputados pelo clube na competição, o número é de apenas 22%. Na Segundona, no entanto, os corais só são deixados pra trás por Ceará (média de 15.945) e Bahia (média de 15.121). Em Pernambuco, os números tricolores ainda são suficientes para desbancar os rivais Sport (12.845) e Náutico (5.221). Mas a ocupação do estádio dos rubro-negros é maior, com 35%, contra 11% dos alvirrubros.
“Saímos perdendo de 1×0, mas já viramos jogos em outras oportunidades. Voltamos (do intervalo) com atitude para virar o jogo. E o torcedor em nenhum momento se inflamou, em nenhum momento passou a jogar junto com o time”, disse Marcelo Martelotte, em relação à passividade dos tricolores. “A crítica a um jogador ou outro foi a tônica. Teve vaias a Lúcio, a Vitor, a Diogo Campos, que estava estreando, a Aquino quando entrou. A impressão que passa desse sentimento do torcedor é que ninguém serve no time, que ganhou por acaso alguns jogos, subiu na tabela por acaso”, completou. Atuando em casa, o Santa Cruz conquistou nove vitórias, um empate e duas derrotas.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 10/9/2015

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