domingo, 23 de agosto de 2015

Um pouco de Jacozinho


UM POUCO DE JACOZINHO

Rogério Micheletti

Quem se lembra de Jacozinho? Um jogador desconhecido do público do sul e sudeste e que jogou, misteriosamente, no jogo festivo do Flamengo contra um combinado formado por amigos de Zico, na volta do Galinho ao Rubro-Negro, em 1985.
Nascido na cidade de Gararu (SE), Givaldo Santos Vasconcelos, o popular Jacozinho, jamais pensou que um dia fosse ofuscar a festa de Zico, o maior jogador de todos os tempos do time carioca.
"Até hoje eu não sei como eu fui parar lá no Maracanã. Um empresário de nome Ronaldo me ligou para fazer o convite. Eu tive de pagar a passagem do meu bolso e fui para o Rio. Nem sabia que ia jogar", conta Jacozinho, que hoje vive em Vitória (ES) e trabalha em núcleo de futebol, como técnico da equipe juniores do Cachoeiro e como professor de Educação Física da Faculdade Batista.
O ex-atacante do CSA (AL) conta que foi um momento mágico da sua vida ter participado do amistoso, principalmente pelo gol que fez. "Eu recebi o passe do Maradona, driblei o Cantarelle (goleiro do Flamengo) e marquei. Foi um dia de herói, apesar do Zico ter ficado um pouco chateado. Ele disse depois que eu não era amigo dele e havia outros jogadores que poderiam ter participado daquela partida", conta Jacozinho.
A fama meteórica de Jacozinho rendeu até uma homenagem feita por Fernando Collor de Mello, na época governador de Alagoas. "Nunca pensei que aquilo fosse acontecer. Até o Collor, que depois foi eleito presidente, me homenageou. O povo pedia para o Evaristo de Macedo (que era o técnico) me dar uma chance na seleção brasileira. Parecia até o Romário", brinca o ex-atacante, que também defendeu Vasco (SE), Sergipe (SE), Jequié (BA), Galícia (BA), Lêonico (BA), Corinthians de Presidente Prudente (SP) e Santa Cruz. "Cheguei a fazer testes no Santos Futebol Clube em 1983, mas não fiquei na Vila", comenta.

Fonte: Terceiro Tempo

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