segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Chegando pra somar


CHEGANDO PRA SOMAR

Autor do gol da vitória sobre o Botafogo, por 1x0, em sua estreia, e cheio de moral com a torcida, Grafite rechaçou o status de estrela do Santa Cruz nesta Série B do Brasileiro. “Não cheguei para ser a solução, mas para ajudar. Claro que, pelo currículo, a torcida espera mais de mim. Porém, ninguém vence sozinho. A união é fundamental para um grupo que tem o objetivo de subir. Tem que ter clima de família. Independentemente da conta bancária, temos que trabalhar em prol do Santa Cruz”, frisou o goleador, que recebeu uma bela assistência do meia João Paulo.
Grafite já se colocou à disposição para, se for preciso, atuar o jogo todo contra o vice-lanterna Mogi Mirim (com 15 pontos), na terça-feira, pela 18ª rodada. Se vencer o Santa (8º lugar, com 25) pode subir para a 5ª posição, se Sampaio Corrêa e Náutico (ambos com 28) perderem e o Paysandu (com 27), no máximo, empatar. “Condições reais de atuar, em alto nível, os 90 minutos, hoje, não tenho. Não adianta só pensar em mim, mas sim no grupo todo. Se o treinador precisar, vou para o sacrifício.”
O atacante confessou ter vivido uma tarde inesquecível no último sábado. “O momento do gol foi maravilhoso, depois vi os celulares ligados nas arquibancadas, algo que não via na Europa nem no Oriente Médio. Foi um dia inesquecível na minha carreira. Espero que a torcida continue comparecendo e nos apoiando.”

MISSÃO CUMPRIDA

Se havia alguém preocupado com toda a euforia que cercava a estreia de Grafite, no último sábado, esse alguém era Marcelo Martelotte. Por diversas vezes, durante a semana, o treinador alertou que o jogo contra o Botafogo, antes de ser uma festa pela estreia do ídolo, era um jogo da Série B e que valia muito para as pretensões do tricolor na competição.
Com o gol e a vitória, o sentimento é de que a missão foi cumprida. “A preocupação era pertinente. O ambiente que foi criado para esse jogo era festivo, com a estreia do Grafite, contra um time grande como o Botafogo e um confronto direto. Conversamos muito com os jogadores, que estavam cientes da responsabilidade que tínhamos, independentemente do número de ingressos vendidos. A partir do momento que a bola rolasse, acabava a festa. Cumprimos nossa função”, afirmou.
Mesmo a apenas 5 pontos do G-4, não existe pressão para o Santa entrar imediatamente no seleto rol. É uma situação que deve acontecer naturalmente, segundo Martelotte. “Temos que pensar nos nossos jogos, nos nossos confrontos. Não temos como prever a rodada, nem projetar quando vamos entrar no G-4. Sem olhar muito para a classificação, precisamos somar os pontos para que a gente vire o turno bem, entre os oito primeiros. Temos um grupo forte e qualificado que pode, mais na frente, brigar pelo G-4”, ressaltou.


Fonte: JC Online, 09/8/2015

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