sábado, 8 de agosto de 2015

A volta de Grafite


A VOLTA DE GRAFITE

Yuri de Lira

Nervosismo no primeiro de todos os jogos (08/08/2001) - Vindo da Matonense-SP e sem ter passado por qualquer categoria de base, Grafite estreou pelo Santa na terceira rodada da Série A de 2001, no Arruda. Cansou de perder gols diante do Internacional. O técnico Ferdinando Teixeira chegou a substituí-lo pelo zagueiro Janduir. O Tricolor perdeu aquele jogo por 2 a 1. "Minhas pernas tremiam", revelou em sua apresentação neste ano.
Com Grafite prestes a escrever novos capítulos da sua história no Santa Cruz, a tarde deste sábado vai começar com festa no Arruda. Às 16h30, num estádio lotado para vê-lo atuar contra o Botafogo, o atacante reestreia pelo clube e precisa fazer com que o dia termine igualmente festivo. Que este sábado seja mais um dos seus momentos marcantes no Tricolor. Não pode decepcionar um público que criou expectativas e confia que ele seja determinante para a equipe na sequência da Série B.
Grafite viveu altos e baixos nas suas outras duas passagens pelo Santa. Chegou em 2001 para a disputa da Primeira Divisão como um mero desconhecido - e de futebol contestável. Acabou sendo rebaixado à Segundona e foi vendido ao Grêmio. Mais maduro, retornou no fim do ano seguinte, por empréstimo, e só aí tornou-se ídolo. Mas não conseguiu títulos, tampouco o acesso de volta à elite.
Agora passados 13 anos desde que deixou o Tricolor pela última vez, o retrospecto dele parece não importar. A relação do jogador com o clube é intrínseca. Visceral. O status de ídolo permanece incólume. A idolatria aumentou no tempo que o jogador ficou longe de Pernambuco, quando Grafite alcançou o ápice na carreira. Por si só, o reforço foi capaz empolgar os torcedores para a partida de hoje, mesmo diante de uma competição morna que faz o time.
O Arruda estará cheio como há tempos não se via em campeonatos brasileiros. No ano passado, a campanha irregular e jogos importantes disputados na Arena Pernambuco acarretaram num distanciamento da torcida do estádio tricolor. Só na Série C de 2013 que se registrou pela última vez empolgação semelhante em nacionais.
Escudo da equipe de Martelotte, Grafite tem já a missão de tirar o peso da responsabilidade dos companheiros e dividir tarefas. Sem esquecer o seu principal papel: o de fazer gols. E não esconde a sua ansiedade. “É uma emoção diferente. Mesmo tendo jogado na Seleção Brasileira, na Europa, no Oriente Médio, mas aqui no Santa Cruz está tudo sendo como se fosse a primeira vez. Dá até certo medo não retribuir esse carinho.”

ADVERSÁRIO
Candidato à estraga prazer, o Botafogo está em curva descendente. Empatou os três últimos jogos no campeonato e só
 se manteve entre os primeiros graças à "gordura" que conseguiu no início da competição e à combinação de resultados dos concorrentes. O time carioca também está custando para balançar as redes. Nas suas sete derradeiras partidas - incluindo uma pela Copa do Brasil - fez apenas dois gols.

Fonte: Diario de PE, Recife, 07/8/2015

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