domingo, 30 de agosto de 2015

Paraná 3 x 2 Santa Cruz


PARANÁ 3 x 2 SANTA CRUZ

Cinco gols, expulsão, virada no placar e jogador estreante fazendo o primeiro gol da carreira. Não necessariamente nessa ordem. Paraná e Santa Cruz protagonizaram um jogo agitado. No final, pesou o fator casa. Os pernambucanos tiveram um “apagão” no início do segundo tempo e quando tentaram reagir, perderam sua principal arma ofensiva. Melhor para os paranaenses, que venceram o confronto por 3×2, no Durival Britto. Com o resultado, o Paraná ficou na 14ª posição, com 26 pontos. O Santa Cruz está em oitavo, com 31.
Com as mãos para o alto, apontando para o céu em forma de agradecimento e com um semblante que não escondia a emoção. Essa cena com certeza ficará marcada na mente do jovem Marcílio, de 20 anos. Formado nas categorias de base do Santa Cruz, o jogador ganhou a oportunidade de estrear no time principal diante do Paraná, neste sábado (29). E começou com o pé direito. Sete minutos foi o tempo que o atleta precisou para marcar seu primeiro gol como profissional na carreira. Méritos também para Lelê, o “garçom” que construiu toda a jogada pelo lado esquerdo e entregou na medida para que Marcílio abrisse o placar no Durival Britto. Poderia ser o gol da vitória. Mas o que veio em seguida frustrou os planos da equipe pernambucana de conquistar o segundo triunfo fora de casa na competição.
A jogada do gol foi a primeira e única de perigo que o Santa conseguiu construir no primeiro tempo. Tirando as tentativas individuais de Lelê pelo lado esquerdo, o time coral passou a primeira etapa mais se defendendo do que atacando. O sonhado contra-ataque preciso para ampliar o marcador não veio. Tiago Cardoso fez duas grandes defesas em chutes de Henrique e Rafael Carioca. Aos 37, porém, não houve como evitar que os mandantes empatassem. Novamente a dupla do Paraná entrou em ação. Rafael cruzou pela esquerda e Henrique se antecipou aos zagueiros para deixar tudo igual.
No intervalo, o técnico Marcelo Martelotte tirou o atacante Anderson Aquino e colocou Luisinho. Mudanças de peças, mas não de atitude. Logo no primeiro minuto do segundo tempo o Paraná engatou um contra-ataque letal. Carlão entrou na área e bateu colocado, sem chances para Tiago Cardoso. Antes mesmo dos pernambucanos absorverem o baque, os mandantes fizeram mais um. Novamente Carlão. O atacante recebeu ótimo lançamento e mostrou frieza cara a cara com o goleiro coral para fazer 3×1.
Martelotte fez mais duas substituições: sacou Marcílio e acionou Pedro Castro, além de tirar o lateral-esquerdo Marlon e colocar Diego Sacoman. Mas foi a entrada de Luisinho o grande acerto do técnico. O atacante tabelou bonito com João Paulo até achar Lelê livre na área. O meia recebeu, driblou o goleiro e diminuiu a desvantagem coral na partida.
Quando o Tricolor se preparava para fazer o “abafa” nos minutos finais, o atacante Grafite tratou de esfriar a reação. Após sofrer falta de Castán, o atacante pisou no zagueiro do Paraná e recebeu o cartão vermelho. Ainda assim o Santa foi valente e pressionou o Paraná, mas o placar final não foi alterado.

FICHA DO JOGO

PARANÁ: Felipe Alves; Ricardinho, Luiz Felipe, Luciano Castán e Rafael Carioca (Anderson); Fernandes, Rafael Costa e Danielzinho; Henrique, Guga (Gustavo Sauer) e Carlão. Técnico: Fernando Diniz.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vitor, Danny Morais, Neris e Marlon (Diego Sacoman); Moradei, Marcílio (Pedro Castro), Lelê e João Paulo; Anderson Aquino (Luisinho) e Grafite. Técnico: Marcelo Martelotte.

Local: Vila Capanema (Paraná/PR). Árbitro: Wagner Reway (MT). Assistentes: Paulo César Silva Faria e Marcelo Grando (ambos do MT). Gols: Marcílio (aos 7 do 1º tempo), Henrique (aos 37 do 1º tempo), Carlão (ao 1º e aos 8 do 2º tempo), Lelê (aos 19 do 2º tempo). Cartões amarelos: Anderson Aquino, Neris (S); Luciano, Rafael Costa, Rafael Carioca (P). Cartão vermelho: Grafite. Público: 4.725 torcedores. Renda: R$ 62.990,00.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 29/8/2015

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A estreia de Marcílio


A ESTREIA DE MARCÍLIO

Yuri de Lira

Somente 20 anos de idade. Promovido da base só no começo desta semana. Meio-campo de origem. Apesar da inexperiência de Marcílio na carreira e na função de volante, onde nunca atuou, o prata da casa será mesmo escalado na cabeça de área do Santa Cruz - conforme confirmou o técnico Marcelo Martelotte nesta quinta-feira. O treinador coral rasgou elogios ao mais novo integrante do grupo coral. Confia que ele possa se sair bem na partida de sábado, diante do Paraná, em Curitiba. Mas, ao mesmo tempo, faz questão de blindá-lo. Chama a responsabilidade para si caso algo dê errado na estreia do atleta como profissional.
Martelotte observa Marcílio desde a sua primeira passagem pelo Arruda, em 2013, quando subiu do sub-17 para o sub-20. Enxergou nele características de um meio-campo moderno. "Ele não joga nessa função de volante, mas, desde que eu o vi treinando pela primeira vez, percebi um bom passe, um bom porte físico e velocidade. Hoje, a gente procura isso. Achei que ele daria um bom segundo volante. É lógico que ainda precisa adaptação para marcar, mas para isso vai ter todo o apoio de todos, de jogadores experientes do lado dele. Tenho certeza que ele vai conseguir se sair bem", falou o técnico, destemido em promover a estreia do prata da casa.
"Estou tranquilo. Marcílio é um jogador que tem personalidade. Se for analisar os riscos que você tem quando traz um jogador da base para o profissional, nunca vai trazer ninguém. Vai sempre trabalhar em cima de um elenco já definido. É natural essa primeira oportunidade, sabendo que é normal uma evolução na sequência. Ele já mostrou condições de vestir a camisa do Santa Cruz."
Se Marcílio não apresentar um bom desempenho diante do Paraná, Martelotte, de antemão, já faz questão de isentar o atleta de culpa. "Mesmo que ele tenha alguma dificuldade, vamos ter paciência. A responsabilidade não é dele, é minha, que estou escalando", declarou.

Fonte: Diario de PE, Recife, 27/8/2015

Santa definido contra o Paraná


Fotografia de Peu Ricardo

SANTA DEFINIDO CONTRA O PARANÁ

Sem mistério. O técnico Marcelo Martelotte definiu a equipe titular do Santa Cruz que enfrentará o Paraná, no próximo sábado (29), no estádio Durival de Britto, pela 21° rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A novidade será a estreia do prata da casa Marcílio, de apenas 20 anos. O jovem atleta atuará ao lado do experiente Moradei na cabeça de área coral.
“Trabalhamos o time durante a semana muito em cima das mudanças que tivemos de fazer. Moradei e Danny tem mais experiência e estão prontos para participar. Sobre Marcílio, nós vimos qualidade nos treinos do sub-20. Já tínhamos pedido antes que ele fosse integrado ao grupo e creio que ele pode fazer essa função que o destacamos”, disse Martelotte.
Portanto, o time do Santa Cruz diante do Tricolor paranaense será: Tiago Cardoso; Vitor, Neris, Danny Morais e Marlon; Moradei, Marcilio, João Paulo e Lelê, Anderson Aquino; Grafite.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 27/8/2015

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

50 anos do Estádio do Arruda


50 ANOS DO ESTÁDIO DO ARRUDA

Cassio Zirpoli

O Arruda começou a ser erguido há 50 anos. O Santa já ocupava o terreno na Avenida Beberibe havia duas décadas, mas somente em 1965 o alçapão de madeira deu lugar às primeiras arquibancadas de concreto. Sem pressa, com a ajuda do povão, de tijolo e cimento à mão de obra. E assim continuou até 1971, quando o governador do estado, Eraldo Gueiros, liberou um empréstimo de US$ 850 mil, numa parceria entre Bandepe e Campina Grande S/A, para concluir a obra projetada por Reginaldo Esteves. Pelé testemunhou o financiamento.
O objetivo era colocar o Recife na Copa da Independência de 1972, com a participação de 20 países. Sport e Náutico também tentaram o investimento, mas uma comissão apontou o Arruda, já em andamento, como o projeto mais viável. Lá, ocorreram sete jogos do torneio em homenagem aos 150 anos da independência do Brasil. Antes, a festa de inauguração, em 4 de julho de 1972, com 64 mil pessoas no empate sem gols entre Santa Cruz e Flamengo.
O estádio José do Rêgo Maciel seria ampliado novamente em 1980, através de um novo empréstimo do Bandepe, também feito aos rivais. Com o anel superior, a capacidade subiu para 85 mil pessoas na reabertura em 1982. Na época, se chegou a especular até 110 mil lugares! Só não havia dúvida quanto à magnitude do quarto maior estádio particular do mundo. Daí, o apelido “Colosso do Arruda”.
No post, raras fotos coloridas da construção e ampliação do Mundão. Confira as imagens em uma resolução maior: 1965, 1972, 1980 e 2010.
Quanto ao futuro do estádio, um novo desenho já foi feito, com a Arena Coral.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 24/8/2015

Diogo Campos, o novo reforço


DIOGO CAMPOS, O NOVO REFORÇO

Apresentado oficialmente nesta segunda (24), o atacante Diogo Campos, de 24 anos, é o mais novo reforço do Santa Cruz para a sequência do segundo turno da Série B do Campeonato Brasileiro. Indicação direta do técnico Marcelo Martelotte, o jogador elogiou o grupo coral e destacou que espera ficar apto fisicamente em breve para lutar por uma posição no ataque.
“Eu já tinha trabalho com o professor Marcelo no Atlético/GO e joguei o Paulista pelo Botafogo/SP, para depois voltar ao Atlético. Quando recebi a proposta do Santa Cruz eu não pensei duas vezes. Já tinha jogado contra e sabia da força da torcida e do clube”, afirmou o atacante.
A concorrência no ataque do Santa é forte. Além do artilheiro da Segundona, Anderson Aquino, o time conta com o experiente Grafite. Diogo, contudo, preferiu lembrar também outros atletas do setor que também merecem destaque. “Tem o Lelê, o Luisinho que está bem…mas eu venho pra ajudar. Independente se vou começar jogando ou não, quero fazer o meu melhor para ajudar a equipe do Santa”.
Com várias opções de jogadores que podem atuar pelo centro (Luisinho, Aquino, Grafite), Diogo espera ganhar um espaço por conta de outra característica. “Tenho muita velocidade e jogo pelos lados. O professor Martelotte me conhece bem. A competição é longa e todos terão oportunidades. Quando chegar a minha estarei preparado. Estava treinando em separado e estou a no máximo uma semana de atuar”, pontuou.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 24/8/2015

domingo, 23 de agosto de 2015

Um pouco de Jacozinho


UM POUCO DE JACOZINHO

Rogério Micheletti

Quem se lembra de Jacozinho? Um jogador desconhecido do público do sul e sudeste e que jogou, misteriosamente, no jogo festivo do Flamengo contra um combinado formado por amigos de Zico, na volta do Galinho ao Rubro-Negro, em 1985.
Nascido na cidade de Gararu (SE), Givaldo Santos Vasconcelos, o popular Jacozinho, jamais pensou que um dia fosse ofuscar a festa de Zico, o maior jogador de todos os tempos do time carioca.
"Até hoje eu não sei como eu fui parar lá no Maracanã. Um empresário de nome Ronaldo me ligou para fazer o convite. Eu tive de pagar a passagem do meu bolso e fui para o Rio. Nem sabia que ia jogar", conta Jacozinho, que hoje vive em Vitória (ES) e trabalha em núcleo de futebol, como técnico da equipe juniores do Cachoeiro e como professor de Educação Física da Faculdade Batista.
O ex-atacante do CSA (AL) conta que foi um momento mágico da sua vida ter participado do amistoso, principalmente pelo gol que fez. "Eu recebi o passe do Maradona, driblei o Cantarelle (goleiro do Flamengo) e marquei. Foi um dia de herói, apesar do Zico ter ficado um pouco chateado. Ele disse depois que eu não era amigo dele e havia outros jogadores que poderiam ter participado daquela partida", conta Jacozinho.
A fama meteórica de Jacozinho rendeu até uma homenagem feita por Fernando Collor de Mello, na época governador de Alagoas. "Nunca pensei que aquilo fosse acontecer. Até o Collor, que depois foi eleito presidente, me homenageou. O povo pedia para o Evaristo de Macedo (que era o técnico) me dar uma chance na seleção brasileira. Parecia até o Romário", brinca o ex-atacante, que também defendeu Vasco (SE), Sergipe (SE), Jequié (BA), Galícia (BA), Lêonico (BA), Corinthians de Presidente Prudente (SP) e Santa Cruz. "Cheguei a fazer testes no Santos Futebol Clube em 1983, mas não fiquei na Vila", comenta.

Fonte: Terceiro Tempo

"Não imaginava esse começo", diz Grafite


Fotografia de Flávio Japa / Folha PE

"NÃO IMAGINAVA ESSE COMEÇO", DIZ GRAFITE

Três gols em quatro jogos. Responsável direto pelas últimas três vitórias do Santa Cruz na Série B do Campeonato Brasileiro. O começo do atacante Grafite é realmente animador no clube. Tanto é que o próprio jogador confessou que não esperava uma readaptação tão direta e com frutos tão rápidos no Tricolor.
“É realmente surpreendente fazer três gols em quatro jogos. Nem o mais otimista dos tricolores e nem eu mesmo imaginava um começo tão produtivo. Agradeço aos meus companheiros. Sem eles não teria marcado esses gols. As coisas estão acontecendo naturalmente. Não estou com aquela pressão de ter que ser o homem gol. Eu, o Lelê e o Aquino dividimos essa responsabilidade”, afirmou o atacante.
Novamente o jogador conseguiu atuar durante os 90 minutos, mas a sinceridade falou mais alto para Grafite e o atleta confirmou que dificilmente conseguirá atuar durante todo um duelo nas próximas rodadas. “Eu me senti melhor nesse jogo e tenho mais uma semana para me condicionar. Setembro será um mês mais longo com jogos terça e sábado e vou precisar de mais superação. Talvez tenham jogos que eu não possa aguentar os 90 minutos”, frisou.
A vitória diante do Macaé aproximou o Santa do G4 da Série B, mas a situação dos tricolores poderia ser bem melhor. Grafite lembra qual o “calo” do clube na Segundona 2015. ”O único detalhe que falta para o Santa estar entre os quatro é ganhar fora. O começo do campeonato foi determinante para não estarmos no G4. Com a chegada do Martelotte houve uma evolução grande e vamos focar nesse detalhe agora”, completou.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 22/8/2015

sábado, 22 de agosto de 2015

Martelotte gostou da defesa


Fotografia de Jedson Nobre / Folha PE

MARTELOTTE GOSTOU DA DEFESA

Perder Bileu aos 21 minutos. Ter que mudar a formação ainda na primeira etapa. Um adversário que se fechava bem e não dava tanto espaço. Para vencer o Macaé por 1×0, no Arruda, pela Série B do Campeonato Brasileiro, o Santa Cruz precisou de paciência, esforço e da qualidade do seu principal atacante. Não foi fácil, mas lá estava Grafite para mudar a história do jogo. De bico, o camisa 23 garantiu a vitória coral e aproximou o time do G4 da Segundona. Na partida, o técnico Marcelo Martelotte elogiou a dupla de ataque coral, mas também destacou o esforço do sistema defensivo do time. Veja os principais trechos da entrevista.

Jogo

A gente teve um início dentro do que tínhamos trabalhado em termos de marcação e posicionamento. Por termos uma proposta mais avançada, o time se expôs mais e tivemos dificuldades. A perda do Bileu também complicou porque tivemos que colocar depois o Bruninho, que nao tinha característica para fazer a mesma função. Tivemos que adiantar o Vítor e o Bruninho ficou mais na marcação do Pipico. Finalizamos menos do que gostaríamos, mas praticamente não demos chance ao adversário. Foi um primeiro tempo truncado. Tivemos espaço pelo lado esquerdo, mas não aproveitamos e fomos para o intervalo no 0×0, sem desespero e nenhuma pressão no sentido de fazer grandes mudanças. No segundo tempo fizemos o gol e ainda tivemos mais contra-ataques, mas não aproveitamos. Vencemos por um placar magro, mas foi importante.

Marlon (Jogador deixou o campo com câimbras)

Fico chateado pela questão dele fazer um bom jogo, uma boa partida. Ele apareceu mais ofensivamente e a gente sabe que existe um componente emocional que precisamos conversar com ele. Vamos falar com o Marlon para que ele consiga equilibrar mais o desgaste e jogar os 90 minutos.

Luisinho e disputa por vaga no ataque

Não existe essa preocupação com relação a definir quem é titular ou reserva. Estamos valorizando o grupo. Lógico que todos querem jogar, mas todos se sentem valorizados no grupo. Quem entra e participa de uma vitoria é valorizado. Independente se vai começar a partida ou entrar no intervalo, tenho ficado satisfeito com o Luisinho. E também estou com o Grafite e o Aquino, que teve bola na trave e gol anulado. Ele estava hoje mais próximo do Grafite e fez com que as chances aparecessem mais.

Defesa e desfalques

Nosso time teve uma boa postura para se defender. Apesar do Alemão e do Neris terem terminado o jogo desgastados, o time teve uma postura boa. Eu perco o Alemão (suspensão), mas tem o Danny Morais voltando. A melhora do nosso aproveitamento defensivo não vem de hoje. Diminuimos muito os gols sofridos. Vi matérias associando isso ao Tiago Cardoso, mas isso é por conta de todo um trabalho defensivo. Nossa média agora é inferior a um gol por jogo. Isso ajuda para conquistar as vitórias.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 21/8/2015

Santa Cruz 1 x 0 Macaé


Fotografia de Flávio Japa Folha PE

SANTA CRUZ 1 x 0 MACAÉ

Foi desnecessariamente sofrido. Diante de uma adversário modesto, o Macaé/RJ, que não vencia na Série B havia sete jogos, a torcida do Santa Cruz esperava mais facilidade. Nao foi isso que aconteceu, contudo. Em um jogo tecnicamente fraco e mais equilibrado do que o previsto, disputado nesta sexta-feira, no Arruda, a Cobra Coral teve de “suar sangue” para conseguir a vitória. O ídolo Grafite, com gol de bico, resolveu: 1 x 0 para o Tricolor.
Com o resultado, o Santa Cruz sobe uma posição na tabela (sétimo) e fica a dois pontos do G4, o grupo dos quatro que sobem à primeira divisão. Mas essa condição pode ser enganosa: todos os rivais do Tricolor pela promoção à elite jogam no sábado.

O JOGO

Talvez desmotivado pela fraca presença de público, o Santa Cruz não começou o jogo com a intensidade típica dos mandantes. Pelo contrário. Ao longo de todo o primeiro tempo, a falha do Tricolor foi a lentidão.
A equipe de Marcelo Martelotte até teve posse de bola, mas, na maior parte do tempo, não soube o que fazer com ela. Trocou passes estéreis e teve dificuldades para penetrar na zaga adversária. Só teve dois lances de perigo: um com Bileu, aos cinco minutos, e outro com Anderson Aquino, que acertou o travessão, aos 46.
Ainda foi incomodado pelo Macaé em algumas ocasiões, como no giro de Jones, aos 40, que acertou o poste esquerdo do goleiro Tiago Cardoso.
Na volta para o segundo tempo, Martelotte fez uma alteração que mudou o panorama do jogo. Tirou o volante Wellington Cezar e colocou o ponta Luisinho. A ousadia deu certo, o Santa passou a controlar o jogo e criar situações de gol.
Aos oito, Anderson Aquino marcou gol em rebote do goleiro, mas estava em posição de impedimento. Aos nove, o atacante acertou a trave do goleiro Rafael.
Na marca dos 14 minutos, porém, não teve jeito. Luisinho lançou para Grafite, que dominou e, de bico, tirou do goleiro. Gol do Santa. Gol do artilheiro.
Os cerca de 30 minutos que faltavam ainda tiveram uma dose extra de emoção. O lateral-esquerdo Marlon sentiu câimbras e teve de ser substituído por Lúcio. Pouco depois, o zagueiro Alemão passou pelo mesmo problema, mas não pôde sair. A Cobra Coral já havia feito três substituições (além das duas mencionadas, Bileu saiu, machucado, para a entrada de Bruninho). Mesmo com essas dificuldades, o Tricolor se segurou, correu alguns riscos, é verdade, mas ficou com a vitória.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vitor, Alemão, Neris e Marlon (Lúcio); Wellington Cezar (Luisinho), Bileu (Bruninho), João Paulo, Anderson Aquino e Lelê; Grafite. Técnico: Marcelo Martelotte.

MACAÉ/RJ: Rafael; Henrique, Brinner, Renato Santos (Anselmo) e Diego; Alisson, Thiago Cardoso, Wagner Carioca (Juninho) e Fernando Neto (Aloísio); Pipico e Jones. Técnico: Josué Teixeira.

Local: Estádio do Arruda (Recife/PE). Árbitro: Marcelo Aparecido R. de Souza (SP). Assistentes: Anderson José de Moraes Coelho (SP) e Jean Márcio dos Santos (RN). Gols: Grafite (aos 14 do 1T) para o Santa. Cartões amarelos: Wellington Cezar, Alemão, Bruninho (Santa Cruz); Renato Santos, Alisson, Pipico e Juninho (Macaé). Público: 10.270. Renda: R$ 124.945,00.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 21/8/2015

terça-feira, 18 de agosto de 2015

A volta de Alemão


A VOLTA DE ALEMÃO

Yuri de Lira

Aproveitando-se da suspensão de Danny Morais, Alemão vai voltar a jogar a pelo Santa Cruz. Recém-recuperado de um afundamento na rosto sofrido em 4 de julho, contra o Bragantino, em Bragança Paulista, o jogador havia ficado no banco de reservas nas últimas quatro partidas da Série B, mas agora vai precisar provar que a lesão não é mais problema. Não será fácil. Como é zagueiro e, portanto, utiliza bastante a cabeça nos jogos, revela certo receio em voltar a machucar o rosto.
"É complicado. Para tirar este receio, tem que ir acostumando", disse Alemão, que vai, contudo, tentar não deixar o medo atrapalhar o seu rendimento. "Como eu estava usando a máscara durante os treinamentos, isso ajudou bastante a perder esse medo. Estou ainda fazendo sempre trabalhos com bola aérea."
Outro fator que preocupa Alemão é a natural falta de ritmo de jogo depois de mais de um mês sem atuar uma partida oficial. Antes, de quebra, só havia participado de quatro rodadas na Segundona por causa de uma lesão muscular na coxa direita sofrida na final do Estadual.
Embora tenha atuado apenas uma vez com Neris, Alemão, porém, minimiza a falta de entrosamento com o colega. Prefere lembrar que na única vez que formou dupla com companheiro o Santa Cruz acabou não sendo vazado, terminando empatado sem gols num confronto com o Boa Esporte - ainda em 12 de junho. "Eu e Neris já jogamos junto contra o Boa. A questão mesmo (que preocupa) é o ritmo de jogo. Estava numa sequência boa no Pernambucano, mas acabei me machucando na final. Depois voltei e tive lesão na face."

Fonte: Diario de PE, Recife, 17/8/2015

Futuro incerto


Fotografia de Flávio Japa / Folha PE 

FUTURO INCERTO

O título acima pode parecer um juízo de valor, mas as declarações do meia João Paulo não deixam enganar: continuar ou não no Santa Cruz em 2016 está sim atrelado ao desempenho do Tricolor na Série B do Campeonato Brasileiro e obviamente, ao acesso à Série A. Caso a equipe coral consiga voltar à Primeira Divisão após nove anos, a tendência é que o meia permanece no Arruda. Caso contrário, seu destino será um mistério.
“Isso (ficar no Santa) passa muito pela nossa campanha. Almejo jogar uma Série A e, se conseguirmos, ficaria melhor continuar no clube”, apontou o meia.
Mas essa nem é a primeira das definições que devem acontecer na carreira do jogador. O Internacional, clube detentor dos seus direitos federativos, não estendeu o vínculo do atleta, com prazo para expirar no final de outubro. Depois da data, o atleta ficará sem contrato, embora continue jogando pelo Santa até o final da temporada por conta do empréstimo feito entre o Colorado e o Tricolor.
Nesse intervalo de tempo, o meia João Paulo está livre para assinar contrato com qualquer clube a custo zero, já que a Fifa permite que um jogador acerte com uma equipe quando seu vínculo vai terminar em menos de seis meses com seu atual clube. Eleito craque do Campeonato Pernambucano 2015 e um dos titulares absolutos no Santa, era de esperar que o jogador já tivesse sido procurado pelo Tricolor ou pelo Colorado para assinar uma renovação. Não é o que ele diz.
“Nenhuma das partes me procurou para renovar. Para 2016 minha vida é uma incógnita. Não sei do meu futuro, mas sinceramente isso não me preocupa”, revelou o jogador, sem antes não esconder que um definição sobre sua carreira seria benéfica para seu lado pessoal. “O que me incomoda é que o jogador prefere ter um contrato longo para ter mais estabilidade para ele e sua família”, explicou.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 17/8/2015

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Martellote aprova números do primeiro turno


MARTELOTTE APROVA NÚMEROS DO PRIMEIRO TURNO

Yuri de Lira

Mesmo fora do G4 da Série B do Brasileiro, o técnico Marcelo Martelotte fez um balanço positivo do desempenho do Santa Cruz no chamado “primeiro turno” da competição. O treinador, como não poderia ser diferente, espera mais na segunda metade do campeonato, voltando a vencer partidas longe de casa. Mas, para o treinador, o acesso está diretamente ligado ao aproveitamento nos jogos no Arruda - onde a equipe segue 100% no seu comando.
Martelotte mantém a ética. Não culpabiliza o antecessor Ricardinho, que treinou o Santa Cruz até a sétima rodada da Segundona e levou o clube à zona de rebaixamento, pelo insucesso na chegada ao G4 no fechamento do turno. Prefere destacar o trabalho que realizou para tirar o Tricolor das últimas posições e levá-lo à condição de postulante a subir de divisão.
“O nosso primeiro turno me agradou. Analisando todas as circunstâncias, principalmente o que a gente teve de início quando chegou no clube, era muito difícil ter esse aproveitamento em 12 rodadas”, disse o técnico. “Esse é o aproveitamento que a gente pretende manter”, emendou.
O treinador espera também seguir imbatível no José do Rêgo Maciel. Chave do sucesso, segundo ele, para o acesso. "Vencendo os seus jogos em casa, você sempre tem condições de se recuperar, de repente, de uma derrota fora e dá a chance de estamos sempre brigando pelas primeiras posições. É isso que vamos buscar contra o Macaé, na sexta, no Arruda.”

O desempenho do Santa cruz no primeiro turno

19 jogos/8 vitórias/4 empates/7 derrotas/28 pontos/48,1% de aproveitamento

O desempenho de Martelotte

12 jogos/7 vitórias/2 empates/3 derrotas/23 pontos/63,8% de aproveitamento

Martelotte no Arruda

6 jogos/6 vitórias/100% de aproveitamento

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 16/8/2015

Luisinho lamenta erros do início


Fotografia de Jedson Nobre / Folha PE

LUISINHO LAMENTA ERROS DO INÍCIO

Com apenas oito minutos do primeiro tempo, o Santa Cruz já perdia por 2×0 para o Vitória, no Barradão. Os erros no início do confronto foram cruciais para impedir que o Tricolor pudesse sair com um resultado positivo da Bahia, na última rodada do primeiro turno da Série B. Para o atacante Luisinho, o Santa só acordou na segunda etapa. Mas aí já era tarde demais.
“Se tivéssemos jogado o tempo inteiro como jogamos no segundo tempo, poderíamos ter vencido o jogo. Mas começamos a partida de forma apática e, contra um time que briga pelo acesso. Não podemos vacilar. Erramos e tomamos dois gols”, lamentou o atacante.
Apesar do resultado, o saldo individual do jogo para Luisinho não foi tão negativo. O jogador marcou o gol de honra do Tricolor e mostrou que está na briga pelo ataque coral. “Nenhum jogador que ser reserva, mas respeito o Martelotte. Ele é um grande treinador e deixo a opção de entrar de frente ou não para ele”, pontuou.
Para o próximo jogo, contra o Macaé, no Arruda, o Santa não terá a presença do zagueiro Danny Morais, que tomou o terceiro cartão amarelo. Alemão deve ser o substituto.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, PE, 15/8/2015

sábado, 15 de agosto de 2015

Vitória-BA 2 x 1 Santa Cruz


VITÓRIA-BA 2 x 1 SANTA CRUZ

Rômulo Alcoforado

O Santa Cruz perdeu o jogo para o Vitória, ontem, no Barradão, em apenas oito minutos. Foi esse tempo que o Leão da Barra fazer dois gols na Cobra Coral, com Escudero e Elton, e encaminhar a vitória que se concretizaria no fim do confronto. O Tricolor ainda diminuiu, com Luisinho, no segundo tempo, mas não foi o suficiente para se recuperar do péssimo início. A vitória, 2 x 1, foi do Rubro-Negro, que fecha o primeiro turno como líder da Série B. O time do Arruda, por outro lado, terá de secar Paysandu/PA e Bragantino para não deixar o sétimo lugar.
Não deu nem para esquentar. Logo aos quatro minutos, Rhayner foi lançado no lado direito da área. Neris não conseguiu acompanhá-lo e deu carrinho. A imprudência custou caro. O zagueiro tricolor acertou o atacante adversário, tomou o amarelo e cometeu um pênalti discutível. Escudero converteu e colocou o Vitória na frente. 1 x 0.
O placar não demorou muito a ser alterado. Foi a vez do outro zagueiro falhar. Em cruzamento na área, Danny Morais não subiu bem. O centroavante Elton foi mais esperto que ele e ampliou. Com apenas oito minutos, já estava 2 x 0 para o time baiano.
O time de Vagner Mancini farejou o cheiro de sangue, mas não se atraveu a buscar o resultado definitivo. Limitou-se a tocar bola e tentar administrar a vantagem. No primeiro tempo, a Cobra Coral aceitou o jogo do oponente. Grafite não jogou bem e pela primeira vez passou em branco. Os companheiros João Paulo, Anderson Aquino e Lelê também foram mal. Por isso, o Tricolor só criou uma chance, desperdiçada aos 34.
Mas, na segunda etapa, o time melhorou. Martelotte percebeu que a defesa do Vitória jogava adiantada e colocou Luisinho no lugar de Vitor para tentar aproveitar os espaços às costas do zagueiro. O volante Bruninho foi para a lateral-direita – enquanto o jogador que entrou foi atuar como ponta.
Aos quatro minutos, o atleta foi lançado em profundidade e sairia na frente do goleiro Gatito Fernandez. O bandeira, em péssima noite, assinalou impedimento inexistente. Aos 10, depois de muito errar, o Tricolor finalmente achou o gol. Lelê recebeu na esquerda e cruzou na medida. Luisinho apareceu por trás da defesa do Vitória e diminuiu. 2 x 1.
A reação, porém, parou por aí. Martelotte ainda tentou, colocou Daniel Costa, mas o Santa criou muito pouco a partir dali. Teve mais volume do que chances reais. Quando articulou situações, os atacantes desperdiçaram. Ou foi parado por impedimentos inexistentes marcados pelo trio de arbitragem. Não era, definitivamente, dia do Tricolor.

FICHA DO JOGO

VITÓRIA-BA: Gatito Fernandez; Diogo Mateus, Guilherme Mattis, Ramon e Diego Renan; Marcelo Mattos, Flávio, Pereira, David e Escudero; Rhayner (Marcelo) e Elton. Técnico: Vagner Mancini.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vitor (Luisinho), Danny Morais, Neris e Marlon; Wellington Cezar, Bruninho (Moradei), Lelê, João Paulo e Anderson Aquino; Grafite (Daniel Costa). Técnico: Marcelo Martelotte.

Local: Barradão (Salvador/BA). Árbitro: Luis Teixeira Rocha (RS) Assistentes: Elio Nepomuecno de Andrade Júnior e Eric Nunes Costa (ambos do RS). Gols: Escudero (aos 5 do 1ºT) e Elton (aos 7 do 1ºT) para o Vitória; Luisinho (aos 10 do 2ºT) para o Santa.Cartões amarelos: Escudero, Gatito Fernandez e Diogo Mateus (Vitória); Luisinho, Danny Morais, Bruninho, João Paulo e Grafite (Santa Cruz). Público: 15.739. Renda: R$ 349.854,00.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 14/8/2015

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Santa Cruz 2 x 1 Mogi Mirim


Fotografia de Flávio Japa / Folha PE

SANTA CRUZ 2 x 1 MOGI MIRIM

Rômulo Alcoforado

É difícil combater a acomodação quando a tabela mostra que o próximo jogo é dentro de casa , contra o vice-lanterna. A torcida dá a vitória como favas contadas – e os jogadores, até inconscientemente, passam a aceitar essa ideia. Talvez isso explique a atuação apenas mediana do Santa Cruz, ontem, no Arruda, diante do Mogi Mirim, penúltimo colocado da Série B. Mas, embora não tenha brilhado, o time fez o suficiente para conquistar uma vitória magra, 2 x 1, somar três pontos importantes e continuar em ascensão na Segundona. Melhor: com gol de Grafite e Anderson Aquino. Agora, a uma rodada do fim do primeiro turno, o Tricolor está na sétima posição, com 28 pontos. A apenas três pontos do G4.
O time de Marcelo Martelotte começou o jogo sonolento. Parecia imaginar que venceria quando quisesse. O futebol tratou de mostrar que não seria assim: logo aos 13 minutos, Geovane aproveitou rebote de Tiago Cardoso e bobeira da defesa para abir o placar: 1 x 0 para o Mogi, Arruda mudo.
Não demorou muito, contudo, para que a Cobra Coral reagisse. Da forma que o torcedor mais gosta: com Grafite. O Camisa 23, mais uma vez de cabeça, marcou o primeiro gol do Santa no jogo, o segundo dele em dois jogos na Série B. Eram 19 minutos de jogo.
Aceso pelo gol, o Tricolor continuou em cima. Aos 27, Danny Morais tentou de cabeça. Não marcou. No minuto seguinte, Lelê fez jogada estranha, perdeu a bola, mas foi valente, recuperou a posse e, dentro da área, foi derrubado. Pênalti que Anderson Aquino converteu. Além de colocar o Santa na frente, o atacante voltou a se isolar na artilharia da competição, agora com 10 gols.
Aos 34, Grafite teve a chance de marcar após receber ótimo passe de Lelê. O veterano, porém,se complicou com a bola e desperdiçou chance cristalina. O primeiro tempo acabou com o Tricolor na frente: 2 x 1.
Na volta para a segunda etapa, não houve mudanças de jogadores. Mas de atitude. O Sapão melhorou. A Cobra Coral se retraiu em seu próprio campo. Muito por conta da fraca atuação de seus meias: João Paulo, Lelê e Aquino, apesar do gol, não foram bem. Nem na marcação, nem no apoio. Lúcio, mais uma vez, não agradou. O resultado é que o adversário passou a assustar.
Foram duas chances consecutivas para a equipe do interior paulista. Uma com o atacante Serginho, outra com o lateral Luan. A primeira vai para fora, a segunda para em Tiago Cardoso.
Entendendo que o Santa precisava melhorar, Martelotte mexeu. Tirou Lúcio e colocou Marlon para estancar o sangramento do lado esquerdo. Substituiu Aquino por Luisinho para ter mais força no contra-golpe. Funcionou só parcialmente: a Cobra Coral não melhorou muito na defesa, mas passou a oferecer perigo nas estocadas.
Apesar disso, o segundo tempo passou em campo. Prevaleceu o resultado da primeira etapa. E a vitória, dura, desnecessariamente suada, foi do Santa Cruz.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vitor (Moradei), Neris, Danny Morais e Lúcio (Marlon); Wellington Cezar, Bileu, Lelê, João Paulo e Anderson Aquino (Luisinho); Grafite. Técnico: Marcelo Martelotte.

MOGI MIRIM: Mauro; Edson Ratinho, Fábio Sanches, Paulão e Luan (Michel); Magal, Franco e Leo Bartholo (Gustavo); Geovane (Junior Juazeiro), Serginho e Rivaldinho. Técnico: Sérgio Guedes.

Local: Arruda (Recife/PE). Árbitro: Andrey da Silva (PA). Assistentes: Eronildo Freitas da Silva e Hélcio Araújo Neves (ambos do PA). Gols: Grafite (aos 19 do 1T) e Anderson Aquino (aos 29 do 1T) para o Santa; Geovane (aos 13 do 1T) para o Mogi Mirim. Cartões amarelos: Mauro, Leo Bartholo, Paulão e Geovane (Mogi) Grafite (Santa Cruz).

Fonte: Foha de PE, Blog de Primeira, Recife, 11/8/2015

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Ainda fora de forma


AINDA FORA DE FORMA

Alexandre Barbosa

Grafite passou 71 minutos em campo na sua estreia pelo Santa Cruz, na vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo. Foi substituído no segundo tempo, já sem condições físicas de permanecer em campo. A volta aos gramados foi dura. O próprio jogador admitiu que, após o gol, sentiu as "pernas pesarem". A situação física do atacante é uma das preocupações do técnico Marcelo Martelotte. Por isso, o jogador será avaliado. O próximo jogo, contra o Mogi Mirim, no Arruda, já acontece nesta terça-feira. O intervalo é muito pequeno.
É claro que Grafite ainda está aquém da sua melhor forma física. Fazer uma previsão de quando o atacante poderá atuar os 90 minutos - contra o Botafogo ele foi substituído aos 26 minutos do segundo tempo - é algo com que Martelotte pouco se preocupa. Na verdade, ele atenta para a recuperação do jogador. "Mais importante do que pensar em jogar 90 minutos é ver a recuperação dele após os jogos. Nós vamos avaliar bem a recuperação, para ver quais são as condições de jogar. E não me preocupa o fato de ainda não poder jogar 90 minutos", analisou.
Grafite também é cauteloso ao falar sobre os próximos jogos. Mas garantiu que, apesar do cansaço normal, terminou a partida com o Botafogo se sentindo bem e até melhor do que imaginava. A diferença no estilo do futebol brasileiro foi algo ressaltado pelo atacante. "Estou me sentindo bem. Não estou tão cansado como esperava estar. Senti um pouco o ritmo. Aqui no Brasil é rápido, não estava acostumado mais com esse ritmo. Depois do gol, a perna estava meio pesada, a cabeça pensava em fazer uma coisa e a perna não correspondia", comentou.
O elenco do Santa Cruz se reapresentou neste domingo de manhã, no Arruda. A possibilidade de Grafite enfrentar o Mogi Mirim na terça-feira será avaliada, diante das condições físicas do atacante.

Fonte: Diario de PE, Recife, 09/8/2015

Ingressos à venda


Fotografia de Peu Ricardo / Folha PE

INGRESSOS À VENDA

Após a importante vitória por 1×0 diante do Botafogo, no último sábado (8), no Arruda, o Santa Cruz volta a campo nesta terça (11), contra o Mogi Mirim, também em casa, pela Série B do Campeonato Brasileiro. Os ingressos para o confronto já estão à venda nas bilheterias do estádio José do Rego Maciel. A equipe coral conquistou, no último fim de semana, o feito de ter o maior público da Segundona em 2015, com 44.485 torcedores.

Confira os valores abaixo:

Arquibancada inferior: R$ 30
Meia-entrada e sócio: R$ 15
Arquibancada superior: R$ 10

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 10/8/2015

Chegando pra somar


CHEGANDO PRA SOMAR

Autor do gol da vitória sobre o Botafogo, por 1x0, em sua estreia, e cheio de moral com a torcida, Grafite rechaçou o status de estrela do Santa Cruz nesta Série B do Brasileiro. “Não cheguei para ser a solução, mas para ajudar. Claro que, pelo currículo, a torcida espera mais de mim. Porém, ninguém vence sozinho. A união é fundamental para um grupo que tem o objetivo de subir. Tem que ter clima de família. Independentemente da conta bancária, temos que trabalhar em prol do Santa Cruz”, frisou o goleador, que recebeu uma bela assistência do meia João Paulo.
Grafite já se colocou à disposição para, se for preciso, atuar o jogo todo contra o vice-lanterna Mogi Mirim (com 15 pontos), na terça-feira, pela 18ª rodada. Se vencer o Santa (8º lugar, com 25) pode subir para a 5ª posição, se Sampaio Corrêa e Náutico (ambos com 28) perderem e o Paysandu (com 27), no máximo, empatar. “Condições reais de atuar, em alto nível, os 90 minutos, hoje, não tenho. Não adianta só pensar em mim, mas sim no grupo todo. Se o treinador precisar, vou para o sacrifício.”
O atacante confessou ter vivido uma tarde inesquecível no último sábado. “O momento do gol foi maravilhoso, depois vi os celulares ligados nas arquibancadas, algo que não via na Europa nem no Oriente Médio. Foi um dia inesquecível na minha carreira. Espero que a torcida continue comparecendo e nos apoiando.”

MISSÃO CUMPRIDA

Se havia alguém preocupado com toda a euforia que cercava a estreia de Grafite, no último sábado, esse alguém era Marcelo Martelotte. Por diversas vezes, durante a semana, o treinador alertou que o jogo contra o Botafogo, antes de ser uma festa pela estreia do ídolo, era um jogo da Série B e que valia muito para as pretensões do tricolor na competição.
Com o gol e a vitória, o sentimento é de que a missão foi cumprida. “A preocupação era pertinente. O ambiente que foi criado para esse jogo era festivo, com a estreia do Grafite, contra um time grande como o Botafogo e um confronto direto. Conversamos muito com os jogadores, que estavam cientes da responsabilidade que tínhamos, independentemente do número de ingressos vendidos. A partir do momento que a bola rolasse, acabava a festa. Cumprimos nossa função”, afirmou.
Mesmo a apenas 5 pontos do G-4, não existe pressão para o Santa entrar imediatamente no seleto rol. É uma situação que deve acontecer naturalmente, segundo Martelotte. “Temos que pensar nos nossos jogos, nos nossos confrontos. Não temos como prever a rodada, nem projetar quando vamos entrar no G-4. Sem olhar muito para a classificação, precisamos somar os pontos para que a gente vire o turno bem, entre os oito primeiros. Temos um grupo forte e qualificado que pode, mais na frente, brigar pelo G-4”, ressaltou.

Fonte: JC Online, 09/8/2015

domingo, 9 de agosto de 2015

Santa Cruz 1 x 0 Botafogo-RJ


Fotografia de Peu Ricardo / Folha PE

SANTA CRUZ 1 x 0 BOTAFOGO-RJ

Rômulo Alcoforado

Quando Grafite se despediu do Arruda, 13 anos atrás, o estádio estava lotado para a semifinal da Série B de 2002. Diante do Criciúma, porém, a força da torcida não adiantou. O Santa Cruz perdeu, foi derrotado também na volta, acabou eliminado da competição e deu adeus ao sonho do acesso. Neste sábado, o atacante entrou em campo disposto a corrigir esse erro histórico. Conseguiu. No reencontro com a massa coral, casa novamente cheia (mais de 44 mil), o Camisa 23 decidiu, marcou o gol da vitória sobre o Botafogo/RJ e justificou a idolatria dos corais. A festa, programada com tanta antecedência pela diretoria, foi completa. Fora e dentro de campo. Antes e depois do duelo. 1 x 0 para o Santa, gol do artilheiro. Explosão de alegria nas arquibancadas.
Com o resultado, o Santa pulou da 12ª para a 8ª posição da Série B. Fica a cinco pontos de distância do G4, o grupo dos quatro mais bem classificados – que se classificam para a Primeira Divisão de 2016. O próximo jogo do time é terça-feira, 19h. A ocasião é boa para se aproximar ainda mais da ponta: dentro de casa, diante do Mogi Mirim/SP, vice-lanterna do torneio.
O Tricolor começou o jogo mais aceso do que inspirado. Motivado pela forte presença da torcida, o time de Martelotte se dedicou, fechou espaços, tentou marcar o adversário em seu campo de defesa. No primeiro lance de jogo, a dúvida: Grafite recebeu de costas, se enrolou com a bola e tropeçou. Não parecia que seria seu dia – o que mais tarde se provou falso. Mas, até marcar o gol, não estava bem. Sentia a falta de ritmo de jogo e de melhor condicionamento, embora demonstrasse – quando podia – a qualidade técnica superior que tem. O chapéu no zagueiro do Botafogo, seguido de passe de trivela, aos 13, provou isso.
Aos poucos, o Santa chegava. Teve três chances. Na primeira, aos três, Danny Morais cabeceou para fora. Na segunda, aos 11, Anderson Aquino pegou mal na bola. Na terceira, aos 13, Lelê teve boa condição de chutar, mas bateu fraquinho. Jefferson segurou com facilidade. O Botafogo, com três atacantes, tentou adiantar a marcação e causou alguma dificuldade na saída de bola tricolor. A melhor oportunidade da etapa, porém, foi coral: aos 37, Bileu apareceu como homem surpresa na área do Botafogo, chutou forte e só não comemorou porque o Camisa Um do Fogão fez milagre e demonstrou porque é titular da Seleção Brasileira.
Na volta para o segundo tempo, de modo até certo ponto surpreendente, Martelotte não mexeu. Esperava-se que Grafite não jogasse mais do que 45 minutos. A ousadia do comandante se provou acertada. Com cinco minutos de jogo, João Paulo cruzou da direita para o segundo pau. O ídolo se posicionou bem, atrás do zagueiro, que não alcançou. Sozinho, o centroavante testou firme e fez as arquibancadas do Arruda explodirem. Grafite voltou. E voltou decidindo. Um a zero, Tricolor na frente do time mais tradicional da Série B.
À frente no placar, o Santa não precisava mais perseguir o gol com tanta dedicação. Bastava esperar o adversário e dar o bote fatal. Até para dar mais estrutura a essa estratégia, Martelotte colocou jogadores mais descansados. Aos 25, por exemplo, Grafite foi substituído – muito aplaudido – por Luisinho. Também sacou Lúcio e pôs Marlon. E, por último, trocou Vitor por Moradei e mandou Bileu para a lateral-direita.
Ricardo Gomes, do Botafogo, fez o movimento contrário. Começou a colocar atacantes e meias em campo. Sassá, ex-Náutico, entrou, Lulinha e Daniel Carvalho também. A Cobra Coral, porém, conseguiu segurar o ímpeto adversário. Só correu um risco real, aos 37, quando permitiu que o centroavante Navarro cabeceasse sozinho na pequena área. Mas o jogador carioca não conseguiu empatar o jogo. A vitória, a festa e a alegria foram corais.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vitor (Moradei), Danny Morais, Neris e Marlon (Lúcio); Wellington Cezar, Bileu, Lelê, João Paulo e Anderson Aquino; Grafite (Luisinho). Técnico: Marcelo Martelotte.

BOTAFOGO/RJ: Jefferson; Luis Ricardo, Diego Giaretta, Renan Fonseca e Thiago Carleto; Serginho, William Arão e Diego Jardel; Neilton (Sassá), Octávio (Lulinha) e Navarro. Técnico: Ricardo Gomes.

Local: Arruda. Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra (SP). Assistentes: Vicente Romano Neto e Carlos Augusto Nogueira Junior (ambos de SP). Gol: Grafite (aos 5 do 2T) para o Santa Cruz. Cartões amarelos: Danny Morais, Luisinho e Anderson Aquino (Santa Cruz); Serginho, Thiago Carleto (Botafogo). Público: 44.485. Renda: 1.008.815,00.


Fonte: Folha de Pernambuco, Blog de Primeira, Recife, 08/8/2015

sábado, 8 de agosto de 2015

A volta de Grafite


A VOLTA DE GRAFITE

Yuri de Lira

Nervosismo no primeiro de todos os jogos (08/08/2001) - Vindo da Matonense-SP e sem ter passado por qualquer categoria de base, Grafite estreou pelo Santa na terceira rodada da Série A de 2001, no Arruda. Cansou de perder gols diante do Internacional. O técnico Ferdinando Teixeira chegou a substituí-lo pelo zagueiro Janduir. O Tricolor perdeu aquele jogo por 2 a 1. "Minhas pernas tremiam", revelou em sua apresentação neste ano.
Com Grafite prestes a escrever novos capítulos da sua história no Santa Cruz, a tarde deste sábado vai começar com festa no Arruda. Às 16h30, num estádio lotado para vê-lo atuar contra o Botafogo, o atacante reestreia pelo clube e precisa fazer com que o dia termine igualmente festivo. Que este sábado seja mais um dos seus momentos marcantes no Tricolor. Não pode decepcionar um público que criou expectativas e confia que ele seja determinante para a equipe na sequência da Série B.
Grafite viveu altos e baixos nas suas outras duas passagens pelo Santa. Chegou em 2001 para a disputa da Primeira Divisão como um mero desconhecido - e de futebol contestável. Acabou sendo rebaixado à Segundona e foi vendido ao Grêmio. Mais maduro, retornou no fim do ano seguinte, por empréstimo, e só aí tornou-se ídolo. Mas não conseguiu títulos, tampouco o acesso de volta à elite.
Agora passados 13 anos desde que deixou o Tricolor pela última vez, o retrospecto dele parece não importar. A relação do jogador com o clube é intrínseca. Visceral. O status de ídolo permanece incólume. A idolatria aumentou no tempo que o jogador ficou longe de Pernambuco, quando Grafite alcançou o ápice na carreira. Por si só, o reforço foi capaz empolgar os torcedores para a partida de hoje, mesmo diante de uma competição morna que faz o time.
O Arruda estará cheio como há tempos não se via em campeonatos brasileiros. No ano passado, a campanha irregular e jogos importantes disputados na Arena Pernambuco acarretaram num distanciamento da torcida do estádio tricolor. Só na Série C de 2013 que se registrou pela última vez empolgação semelhante em nacionais.
Escudo da equipe de Martelotte, Grafite tem já a missão de tirar o peso da responsabilidade dos companheiros e dividir tarefas. Sem esquecer o seu principal papel: o de fazer gols. E não esconde a sua ansiedade. “É uma emoção diferente. Mesmo tendo jogado na Seleção Brasileira, na Europa, no Oriente Médio, mas aqui no Santa Cruz está tudo sendo como se fosse a primeira vez. Dá até certo medo não retribuir esse carinho.”

ADVERSÁRIO
Candidato à estraga prazer, o Botafogo está em curva descendente. Empatou os três últimos jogos no campeonato e só
 se manteve entre os primeiros graças à "gordura" que conseguiu no início da competição e à combinação de resultados dos concorrentes. O time carioca também está custando para balançar as redes. Nas suas sete derradeiras partidas - incluindo uma pela Copa do Brasil - fez apenas dois gols.

Fonte: Diario de PE, Recife, 07/8/2015

Entre a festa e a responsabilidade


Fotografia de Flávio Japa / Folha PE

ENTRE A FESTA E A RESPONSABILIDADE

Festa? Só para a torcida. Os jogadores do Santa Cruz e o técnico Marcelo Martelotte enfatizaram muito durante a semana a necessidade da equipe não perder o foco da partida por conta da atmosfera criada para a estreia do atacante Grafite, diante do Botafogo, sábado (8), no Arruda. O mais importante continuará sendo a conquista dos três pontos.
“Para gente não tem nada de festivo. É um jogo importante porque conseguimos uma reação no meio da competição e, para que a gente se aproxime dos nossos objetivos, a gente precisa dessa vitória. Enfrentaremos o líder do campeonato, até o momento a melhor equipe da Série B. Mesmo após esses três empates, a gente entende que o Botafogo é o favorito ao acesso. A própria estreia de Grafite é encarada com muita responsabilidade dentro do grupo”, afirmou o treinador.
Para encaixar o atacante Grafite no time titular, Marcelo Martelotte teve que mexer na formação tática da equipe, principalmente na do atacante Anderson Aquino. “A gente sabe que a característica do Aquino é diferente da de Luisinho e a de Grafite é diferente da de Aquino. A preocupação maior é em termos de marcação, que foi o ponto forte dessa nossa conversa. Ofensivamente, vejo que a gente continua com uma equipe muito forte, com uma característica interessante. O Vitor joga na posição dele, Grafite também. Aquino talvez tenha sido a maior mudança em relação ao que vinha fazendo, mas sem tirar a característica, pontuou.
O Botafogo, ainda que líder, diminuiu sua vantagem para os demais times da Segundona após alguns tropeços. Mesmo assim, o treinador coral salienta que o Fogão não deverá jogar fechado no Arruda, esperando apenas os contra-ataques.
“Nos últimos seis jogos eles continuaram como líderes do campeonato. Tiveram uma semana inteira para trabalha e devem ter alguma mudança no sentido de posicionamento, de postura tática. Mas o Botafogo, por ser uma equipe grande, por ter a responsabilidade do acesso, deve vir ao Recife para jogar”, explicou.
O Santa vai a campo com: Tiago Cardoso; Vítor, Danny Morais, Neris, Marlon; Wellington Cézar, Bileu, Lelê, João Paulo, Anderson Aquino; Grafite.

TORCIDA

Com mais de 35 mil ingressos vendidos, Martelotte salientou a necessidade da torcida apoiar a equipe não só no confronto contra o Botafogo, mas também nos próximos desafios da competição. “Sabemos o quanto é importante o torcedor aqui. Nossa maior responsabilidade é que eles não venham apenas para esse primeiro jogo e sim para os demais. Isso é fundamental para que a gente possa alcançar o que a gente quer dentro do campeonato. O que eu espero é que a gente consiga conquistar o interesse do torcedor no restante da competição. O adversário sente quando isso acontece”.


Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 07/8/2015

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Mancuso no Arruda


MANCUSO NO ARRUDA

Yuri de Lira

Da multidão que vai tomar o Arruda na reestreia de Grafite pelo Santa Cruz, haverá um torcedor ilustre. Vindo direto da Argentina, Mancuso, que acumula uma passagem pelo time em 1999, desembarca neste sábado no Aeroporto dos Guararapes, no Recife, para assistir ao confronto com o Botafogo no mesmo dia. A pedido do departamento de marketing coral, o ex-volante, que já gravou um vídeo promocional para a partida, não se furtou em aceitar o convite. À época que esteve no clube, ele acabou sendo a maior contratação da história do Tricolor.
Vale lembrar que a estreia do argentino pelo Santa lotou o José do Rêgo Maciel e sacudiu o futebol pernambucano. Num clássico contra o Sport, válido pelo Campeonato Pernambucano, 78.391 pessoas marcaram presença no Arruda. O volante ainda turbinou o programa de sócios coral, que chegou a 27 mil associados em dia (pagando mensalidade de R$ 5). Processo semelhante ao que ocorre com Grafite.
Contratado numa parceira do Santa com a Parmalat, Alejandro Mancuso chegou para jogar no Arruda aos 29 anos, depois de trajetória sólida em clubes como Independiente, Boca Juniors e nos brasileiros Palmeiras e Flamengo. Assim como Grafite, convocado a Copa de 2010 para defender o Brasil, Mancuso atuou pela seleção do seu país no Mundial de 1994. Em 2010, aliás, ele também esteve presente na competição, mas como assistente do técnico Diego Maradona na Alvicleste.

Fonte: Diario de PE, Recife, 06/8/2015

Recorde de público


RECORDE DE PÚBLICO

O Santa Cruz está muito próximo de conseguir o maior público da Série B do Campeonato Brasileiro 2015. De acordo com a assessoria de imprensa do clube, 37.200 ingressos já foram vendidos para o jogo do Tricolor contra o Botafogo, sábado (8), no Arruda, pela décima sétima rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.
Até o momento, o maior público da Segundona foi justamente em um jogo envolvendo o alvinegro carioca. A partida entre Ceará x Botafogo teve um público de 37.692 torcedores. Vale destacar que o jogo em que o Santa colocou mais tricolores no Arruda foi contra o Bahia, com 12.270 pessoas.
A partida deve alavancar a média de público geral do Santa na competição, que até a 16ª rodada da Série B é de apenas 7.594 torcedores, ocupando a sexta posição no ranking de clubes que mais levaram pessoas aos estádios na competição.


Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 06/8/2015

Pra quebrar o tabu


Fotografia de Fernando da Hora / JC Imagem

PRA QUEBRAR O TABU

Felipe Amorim

No próximo sábado, depois de 13 anos, Grafite fará sua reestreia com a camisa do Santa Cruz. Diante do Botafogo, pela 17ª rodada da Série B, num Arruda que deverá estar lotado, o atacante, que treinou novamente como titular ontem ao lado de Anderson Aquino, tentará fazer aquilo que ainda não conseguiu nos seus debutes pelo Tricolor: vencer. Nas duas vezes anteriores, em 2001 e 2002, os resultados foram duas derrotas, ambas por 2x1.
A estreia de Grafite com a camisa coral foi, coincidentemente, no dia 8/8, conforme lembrou o pesquisador e historiador Carlos Celso Cordeiro. É a mesma data do confronto diante do Fogão. Só que em 2001, em partida válida pela Série A do Campeonato Brasileiro, o adversário foi o Internacional.

AS DUAS ESTREIAS

No mesmo Arruda do sábado, aos 27 minutos do primeiro tempo, o meia Luizinho Vieira abriu o placar numa bela cobrança de falta. Grafite só veio entrar no decorrer da partida, no lugar do zagueiro Janduir. No segundo tempo, Carlinhos entrou na área pela direita, passou pelo marcador e chutou rasteiro para empatar a partida. A virada colorada saiu no fim do jogo, após cruzamento da esquerda. Depois de a bola acertar o travessão numa cabeçada, Luiz Cláudio aproveitou o rebote e selou a derrota coral.
Depois de ser negociado com o Grêmio, ele voltou ao Arruda em 2002, emprestado pelos gaúchos. O primeiro jogo foi contra o Fortaleza, no dia 5/10, pela fase de ida da Série B, no Estádio Presidente Vargas. Após 0x0 no primeiro tempo, o Fortaleza abriu o placar com Juninho, que, num contra-ataque, recebeu nas costas da defesa, entrou na área sem marcação e chutou forte no canto direito do goleiro. O empate veio com Grafite. Após cobrança de falta da área, a bola bateu no travessão e voltou para o atacante cabecear para o fundo das redes. No fim do jogo, Vinicius selou a vitória dos cearenses de pênalti.

PARA SER DIFERENTE

Para ter um desfecho diferente e, com isso, ajudar o Santa Cruz a retomar a subida da classificação da Série B, o atacante Grafite, além de ter aprimorado bem a parte física, mostrado estar com a pontaria afiada nos treinamentos e estar bem mais experiente, ele revelou como vem fazendo para a ansiedade não se tornar algo prejudicial. “Procuro ter calma nesses dias, com pensamento positivo, até porque no futebol tudo pode acontecer. É até bom sentir esse frio na barriga porque você entrar mais precavido, sem toda aquela autoconfiança que pode atrapalhar. Por isso venho mantendo a tranquilidade e a cabeça no lugar para poder fazer uma boa reestreia”, afirmou.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 06/8/2015

domingo, 2 de agosto de 2015

Oeste 1 x 0 Santa Cruz


OESTE 1 x 0 SANTA CRUZ

Gustavo Lucchesi

Foi uma tarde de pouca inspiração de Santa Cruz e Oeste. Em jogo realizado neste sábado, no Estádio José Liberatti, o time coral criou duas grandes chances nos 90 minutos, mas desperdiçou ambas. Como castigo, no final do segundo tempo veio o gol da vitória dos mandantes, num lindo chute de Rafael Martins. Com a derrota, a Cobra Coral caiu para a décima posição, sendo ultrapassado pelo próprio Oeste, que soma 23 pontos, um a mais que os pernambucanos. O Tricolor volta a campo no próximo sábado, contra o Botafogo, no Arruda, num jogo bastante esperado, já que será a estreia do ídolo Grafite.
Embalado pela maiúscula vitória contra o Bahia, na última terça-feira, o Santa Cruz tentava aproveitar o embalo para conquistar mais três pontos e assim conseguir encostar nos quatro primeiros colocados. E nos primeiro minutos, tudo levou a crer que isso aconteceria sem problemas. Logo aos seis minutos, em lindo cruzamento de Marlon, João Paulo subiu sozinho e acertou o travessão, com o goleiro Jéferson já batido no lance.
Mas o ímpeto coral parou por aí. Mesmo conseguindo controlar o jogo, os pernambucanos não tinham êxito na criação das jogadas. O trio ofensivo responsável pela vitória diante dos baianos não estava numa tarde inspirada, com Lelê perdido, Luisinho bem marcado e Anderson Aquino sem ser municiado.
A partir dos 20 minutos, o Oeste passou a gostar mais do jogo. Tecnicamente inferior, os anfitriões se superavam na vontade. Aos 26, Mazinho recebeu dentro da área, mas a zaga travou na hora certa. Quatro minutos depois, em cruzamento despretensioso, Tiago Cardoso falhou e soltou para o meio da área. A bola parou nos pés de Fernandinho, que chutou e Neris salvou.
Com uma chance para cada na primeira etapa, esperava-se mais no segundo tempo. O Tricolor retornou com Vitor, que fez a sua estreia, no lugar de Wellington Cezar, com Bileu sendo puxado para a sua posição de origem, como volante. Mas, pouco ou quase nada mudou. Os visitantes até subiram a marcação e tentaram fazer uma blitz no Rubrão, mas não surtiu efeito.
A primeira grande chance veio apenas aos 23, quando o goleiro Jéferson cometeu a infração do recuo de bola. Na batida, João Paulo carimbou a barreira. Aos 31, a melhor oportunidade do jogo. Luisinho desceu pela direita, driblou o marcador e saiu de frente para o arqueiro, mas chutou nas pernas do mesmo. Mas os deuses da bola reservavam um castigo para o Santa Cruz. E ele veio em forma de gol. Aos 36, Rafael Martins recebeu na intermediária e mandou uma bomba, sem chance para Tiago Cardoso. Um golaço que decretou a derrota coral.

FICHA DO JOGO

OESTE: Jeferson; Paulo Henrique, Halisson, Ligger e Fernandinho; Leandro Mello, Renato Xavier, Patrik Silva (Paulo Henrique) e Mazinho; Wangler (Rafael Martins) e Junior Negão (Rodriguinho). Técnico: Roberto Cavalo.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Bileu, Danny Morais, Neris e Marlon; Moradei, Wellington Cezar (Vitor), Lelê (Renatinho), Luisinho e João Paulo; Anderson Aquino (Bruno Moraes). Técnico: Marcelo Martelotte.

Local: Estádio José Liberatti (Osasco/SP). Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA). Assistentes: José Raimundo Dias da Hora e Marcos Welb Rocha de Amorim (ambos de BA). Gol: Rafael Martins (aos seis do 1ºT). Cartões amarelos: Leandro Mello e Halisson (Oeste). Wellington Cezar (Santa). Público e renda: não divulgados.

Fonte: Folha de Pernambuco, Blog de Primeira, Recife, 01/8/2015

sábado, 1 de agosto de 2015

Mais sócios


MAIS SÓCIOS

Yuri de Lira

O número de sócios do Santa Cruz segue aumentando depois da contratação do ídolo Grafite. Nesta sexta-feira, último dia do mês de julho, o clube divulgou ao Superesportes um novo balanço. Agora, registra-se um aumento de 76% no quadro em relação ao início de junho - quando o atacante ainda não havia sido anunciado como reforço. Até o dia da estreia do atleta - agendada para 8 de agosto, contra o Botafogo, no Arruda - o Tricolor espera chegar à marca de 10 mil. Hoje com 7.643 associados precisaria de mais 2.357.
Há exatamente uma semana, o Santa havia registrado uma melhora de 65% nos sócios - 482 pessoas a menos que agora. O último aumento registrado é mais significativo se comparado a pouco antes da confirmação de Grafite, quando havia apenas 4.332 pessoas em dia com o clube. O responsável pela campanha de sócios do Tricolor, Dênis Victor, segue festejando o crescimento. Ao mesmo tempo, porém, espera chegar à marca de 10 mil até a estreia do atleta. "As coisas estão acontecendo dentro do previsto, mas queremos chegar aos 10 mil", declarou. Se chegar à meta, os corais, ressalte-se, iriam conseguir um aumento de 130%.

CAMPANHA
Para tanto, depois dos 30 outdoors espalhados pelo Recife e de propagandas na televisão e no rádio, Santa Cruz lançou mais uma ação para vender ingressos para o jogo atrair sócios. Neste sábado, às 10h, os torcedores que levarem o seu carro ao Arruda ganharão adesivos da campanha da estreia de Grafite para colar nos vidros traseiros do automóvel. Os brindes, no entanto, tem número limitado para distribuição.

OS NÚMEROS DOS SÓCIOS

4.332 - Sócios em junho
5.505 - Sócios no começo de julho
7.161 - Sócios em 24 de julho
7.643 - Sócios em 31 de julho

76% de aumento em relação a antes de Grafite

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 31/7/2015

Anderson Aquino celebra boa fase


Fotografia de Flávio Japa / Folha PE

ANDERSON AQUINO CELEBRA BOA FASERômulo Alcoforado

Houve algum momento nos quase dois anos fora dos gramados em que Anderson Aquino chegou a duvidar de sua própria capacidade de atuar após as cirurgias que o afastaram do futebol. Hoje, no Santa Cruz, esse período de incertezas parece distante. O atacante está completamente recuperado fisicamente e vive ótima fase técnica: artilheiro isolado da Série B, com nove gols, Aquino projeta grandes objetivos e sonha alto.
Tanto quanto à quantidade de gols marcados, o jogador celebra a sequência de jogos que está realizando com sucesso e sem lesões. “É um momento parecido com o que tive no Coritiba, em 2011 e 2012. Tive um aproveitamento semelhante ao daqui. Estou muito feliz, as coisas vêm dando certo, me sinto cada vez mais confiante. Já estou numa sequência de 16 jogos seguidos, a tendência é sempre estar melhorando, vou aprimorar a parte física para manter o nível e evoluir”, disse.
Manter o nível, claro, significa continuar jogando bem e – principalmente – marcando gols. O atacante tricolor não esconde que deseja acabar a Série B como goleador máximo da competição. Não é egoísmo, porém. Ele sabe que, fazendo bem seu papel, ajuda automaticamente o Santa a subir para a elite do futebol brasileiro. “Estou satisfeito com o meu desempenho pessoal e o coletivo, já conquistei o título pernambucano. Sempre estive na briga pela artilharia no Campeonato Paranaense e fui duas vezes vice-artilheiro da Copa do Brasil, bati na trave. É um objetivo pessoal que estou correndo atrás para poder alcançar e me tornar artilheiro de uma competição nacional. Mas, claro, o principal é o time conseguir o acesso”, afirmou.
O bom momento do artilheiro, porém, encontra um obstáculo. A partir do sábado (8), diante do Botafogo/RJ, o camisa nove terá um concorrente de peso: Grafite. Ídolo da torcida, maior salário do elenco e com status de estrela, é difícil imaginar que o jogador será reserva. Caso o técnico Marcelo Martelotte não abra mão do esquema com apenas um atacante de referência, Aquino terá de ser deslocado. Ou sairá do time. Ao menos no início. Ele falou sobre essa possibilidade. “Marcelo vai ter que quebrar a cabeça. Ele já tem um esquema que gosta de atuar. Mas vai ser bom para ele, já que são jogadores de qualidade. O treinador vai ver a melhor forma para manter o ritmo, a pegada, creio que o esquema não vai ser mudado e sim algumas peças. Durante os treinos ele vai nos mostrar como vai ser o esquema de jogo, não importa se vou jogar de centroavante ou não, quero estar no time titular ajudando os meus companheiros”, opinou.


Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 31/7/2015

O estilo Martelotte


Fotografia de Guga Matos / JC Imagem

O ESTILO MARTELOTTE

Felipe Amorim

É fato que a chegada do técnico Marcelo Martelotte foi fundamental para a melhora do Santa Cruz na Série B do Campeonato Brasileiro. De 18º colocado com seu antecessor, Ricardinho, o time tricolor pulou para nono no seu comando e não para de subir na tabela. Desde a sua apresentação, o treinador afirmou que procuraria devolver a confiança àquele elenco desacreditado. Não só cumpriu a promessa como foi além. Um dos seus trunfos é fazer bom uso do elenco em mãos e isso tem sido fundamental para a melhora da equipe.
Em apenas oito jogos realizados até o momento, Martelotte utilizou um total de 22 atletas (ver infográfico). A equipe nunca foi repetida, é verdade, mas isso não tem sido um problema para o treinador. “Não me incomodo em não repetir a equipe”, afirmou, após a vitória contra o Bahia, na última terça-feira.
O aproveitamento prova que Martelotte vem agindo certo. Em oito partidas, ele venceu cinco, empatou duas e perdeu apenas uma - no clássico contra o Náutico, numa tarde que nada deu certo. Em casa está 100%, com quatro vitórias. No geral, o aproveitamento é de 70,8%, muito superior ao do líder Botafogo - hoje em 64,4%.
Para os atletas, o segredo do sucesso passa muito pela forma com que o treinador vem conseguindo trabalhar com o elenco. Além de conseguir utilizar quase que todo o grupo, o treinador conseguiu resgatar atletas que antes não vinham tendo seu potencial explorado. Hoje, se Martelotte tem um atleta de fora pelo motivo que for, a peça de reposição entra e tem correspondido à altura.
“Marcelo tem conseguido explorar bem o elenco. Nesse jogo contra o Bahia mesmo ele fez duas mudanças na escalação, colocando atletas mais descansados para manter a força física e conseguimos a vitória. Ele está de parabéns por saber tirar o máximo do nosso elenco. Só assim vamos conseguir chegar ao acesso”, afirmou Anderson Aquino, peça fundamental no esquema montado por Martelotte.
Com Ricardinho, o atacante atuava com um companheiro na frente e era municiado por dois meias. Depois, passou a atuar mais centralizado com a ajuda de dois pontas abertos pelos lados e um meia armando as jogadas no meio. Coincidentemente, seu aproveitamento melhorou. No esquema anterior, em sete jogos, Aquino havia feito apenas dois gols. Agora, em oito partidas, já balançou as redes sete vezes. “Ele vem repetindo muito bem esse esquema com dois jogadores abertos. Marcelo tem o grupo nas mãos e por isso está conseguindo fazer essas mudanças sem deixar o nível da equipe cair”, completou o artilheiro da Série B com nove tentos.
Outro atleta que melhorou de rendimento foi Renatinho, agora atuando na meia, como gosta. Fazendo a função de meia, ele, assim como Aquino, esteve presente nos oito jogos com Martelotte e vem se destacando sempre que entra, seja como titular ou no decorrer das partidas.
“Martelotte tem passado muita tranquilidade ao nosso grupo. Ele sempre fala que não existe titular e por isso todo mundo tem entrado bem. A maneira que ele tem usado os jogadores está sendo boa para nós. Isso tem agradado a todos”, afirmou o meia Lelê.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 31/7/2015