segunda-feira, 25 de maio de 2015

As lições da derrota


AS LIÇÕES DA DERROTA

Nem tudo foi lamentação no Santa Cruz após a goleada de 4x1 sofrida contra o América-MG, na Arena Independência, sábado (23), em partida válida pela terceira rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Após o “apagão” do primeiro tempo que custou três gols sofridos em menos de 15 minutos, a equipe conseguiu voltar com uma postura completamente diferente na etapa seguinte e aprendeu a valiosa lição de que, na Segundona, qualquer desatenção pode decidir o resultado de um confronto.
“Para jogar a Série B é necessário estar focado e concentrado, como sempre recomenda Ricardinho”, avaliou o lateral-esquerdo Lúcio. “Ficou muito claro que, no primeiro tempo, contra o América, entramos completamente desligados. No segundo, a postura foi outra. Voltamos colocando mais a bola no chão, trabalhando as jogadas. É assim que tem que ser. Nessa competição não dá para ter vacilo, pois sempre estaremos em confronto com adversários qualificados. Precisamos usar o que aconteceu como uma lição para que o mesmo não volte a se repetir.”
A partida ante o América-MG marcou a estreia do experiente jogador – que tem passagens por Palmeiras, São Paulo e Grêmio – com a camisa do Santa Cruz. Ele entrou no lugar de Renatinho, justamente o responsável pelo setor do qual saíram os três primeiros gols da equipe mineira. “Eu preferia nem ter estreado e ter saído com a vitória ou até ter jogado mal, mas sem essa derrota. Estreia boa é aquela que acontece com vitória. Mas dei meu melhor, consegui contribuir com a equipe e, acho que, no final, o mais importante é que consegui me movimentar bem”, avaliou.
Apesar de reconhecer que o momento vivenciado pelo Santa Cruz em Minas Gerais foi dos mais difíceis, o técnico Ricardinho acredita que a qualidade da equipe não pode ser contestada. “Não dá para avaliar esse grupo negativamente por causa de 15 ou 20 minutos de um primeiro tempo em que nada deu certo. Foi um resultado ruim, sim. Fácil de explicar, mas difícil de entender. Não tivemos iniciativa de jogo, diferente de um segundo tempo em que criamos bastante, mas pecamos por não termos conseguido concluir. Até conseguimos, mas o gol (de Anderson Aquino) foi anulado injustamente. Mas também não iríamos reclamar, pois estávamos perdendo por 4x1. Serviu para não deixarmos isso acontecer mais. Pagamos o preço da nossa desatenção no primeiro tempo”, afirmou.

Fonte: JC, Recife, 24/5/2015

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