sábado, 11 de abril de 2015

Paradas complicadoras


PARADAS COMPLICADORAS

Yuri de Lira

Além dos prejuízos financeiros, o Santa Cruz também paga um outro alto preço por ter ficado de fora das edições deste ano do Nordestão e da Copa do Brasil. O Tricolor vai completar mais um hiato de 15 dias (o segundo na temporada) sem entrar em campo até a confronto contra o Central, em 18 de abril, no Arruda. Embora os jogadores tenham mais tempo para treinar e sofram menos com o desgaste, a falta de partidas oficiais traz danos físicos. Os jogadores perdem ritmo de jogo.
O próprio preparador físico do Santa Cruz, George Castilhos, lamenta mais uma pausa na competição. Apesar até de o Tricolor ter um jogo-treino no próximo sábado, frente ao Porto. "Você pode treinar muito, fazer tudo que o atleta necessita. Mas o que traz a condição física ideal é o próprio jogo. Quanto mais um jogador atuar, mais condicionado ele vai estar. Posso treiná-lo muitas vezes, mas não vou nunca conseguir que ele chegue ao seu objetivo ideal", disse.
Apesar do hiato, Castilhos garante que o time caminha para o ápice físico já antes do início da Série B. Porém, não esconde que o tempo que os tricolores ficaram parados pode pesar nesta reta final do Estadual. Não diante do Central, que também está parado. Mas numa possível decisão contra Sport ou Salgueiro, equipes que vêm atuando com mais frequência que o Tricolor. "A gente sofre um pouquinho. Jogando menos, sentiremos mais dificuldades perante a esses adversários."

Fonte: DP, Recife, 10/4/2015

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