segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Meu gol inesquecível


Fotografia de Peu Ricardo

MEU GOL INESQUECÍVEL

Artur Morais

O protagonista da quinta reportagem da série “Meu gol inesquecível” é um predestinado. No dia 3 de novembro de 2013, o Santa Cruz disputava o jogo da volta das quartas de final da Série C, contra o Betim, de Minas Gerais, diante de um Arruda lotado na expectativa de sair do calvário após seis anos. O atacante Flávio Caça-Rato saiu do banco de reservas para, nos minutos finais da partida, marcar o gol histórico que carimbou o passaporte Tricolor para disputa da Série B de 2014.
Mais de 60 mil pessoas presentes no José do Rêgo Maciel para acompanhar o confronto, válido pelas quartas de final, mas que valia mais que o título: o vencedor garantia vaga na Segundona. Para quem chegou ao fundo do poço como os tricolores, o duelo era “decisão de Copa do Mundo”. Na partida de ida, o Tricolor saiu em vantagem. Venceu os mineiros por 1×0 em Nova Serrana/MG, uma semana antes, gol marcado por Tiago Costa, aos 15 minutos do primeiro tempo .
No duelo da volta, o Betim precisava da vitória a todo custo para garantir o acesso. A necessidade do triunfo fez os mineiros tomarem a iniciativa do jogo. “Como eles não tinham nada a perder e precisavam do resultado mais que nós, partiram para cima e buscavam criar mais jogadas de ataque. Nós tentamos marcar um gol logo para esfriar o ímpeto deles”, relata o ex-CR7 coral.
O Santa Cruz abriu o placar aos 12 minutos da etapa final com André Dias, em cobrança de falta, e, oito minutos depois, o Betim empatou com Max. O gol que igualou o placar momentos antes de Caça-Rato entrar na vaga de Siloé.
Com a igualdade no marcador, o Betim voltou a precisar de apenas um gol para subir de divisão. A tensão no Arruda era dominante. Mas aos 42 minutos do segundo tempo o Santa Cruz botou por terra as esperanças mineiras. “Dedé puxou pela direita, André Dias vinha por dentro e eu (Caça-Rato) pela esquerda. Dedé cruzou e a bola passou por André Dias. O goleiro (Felipe Sanchez) não conseguiu cortar e a bola ainda passou por cima do lateral-direito deles. Fiquei com a sobra e acertei um peixinho no cantinho direito”, descreveu Caça.
O atacante disse que lembranças de todo o calvário passaram durante a comemoração do gol histórico. “Passou um filme na minha cabeça de tudo que o Santa Cruz passou. Todo esse tempo entre as Séries C e D, e por ter entrado na história do Tricolor”. A emoção era imensa, sobretudo pela pressão enfrentada pelos tricolores. “Tínhamos consciência de que não podíamos falhar e decepcionar a torcida”. Na comemoração do acesso, a sensação de alívio predominou. “Após aquela partida, o sentimento de dever cumprido foi bem intenso. Afinal, tínhamos tirado um peso das costas por ter colocado o Santa de volta à Série B”.
Ele sublinhou ainda que os dois principais protagonistas do acesso foram a torcida e o elenco. “Não tem o que falar da torcida. Eles são apaixonados demais pelo time e sempre nos ajudaram quando precisamos, sobretudo nos piores momentos”, ressaltou. “O grupo todo foi de fundamental importância por ter conseguido aquele êxito. Afinal, eles deram tudo de si e honraram a camisa do Santa”.

DEPOIS DO ACESSO

Após 2013, Caça-Rato seguiu no Tricolor em 2014. Em janeiro de 2015, foi contratado pelo Remo/PA, mas saiu dois meses depois e passou o ano desempregado. Em dezembro de 2015, foi para o Guarani, onde atuará em 2016.

Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 27/12/2015

domingo, 27 de dezembro de 2015

Convocando a torcida


CONVOCANDO A TORCIDA

Felipe Amorim

Com uma base do time já pronta para iniciar a próxima temporada, o Santa Cruz continua sua busca no mercado para deixar o elenco mais competitivo num ano que marcará o retorno à Série A. Para isso, no entanto, será preciso reforçar o caixa do clube, com patrocinadores e aumento da cota de televisionamento. Só que há um outro elemento fundamental para o sucesso em 2016. Para o vice-presidente Constantino Júnior, agora é o momento certo da torcida chegar junto e provar mais uma vez a sua paixão pelo Tricolor.
“Vamos entrar em uma competição onde o Internacional tem mais de 140 mil sócios, o Palmeiras tem 130 mil sócios. A gente arrecada muito pouco, isso sem falar da situação que a sua cota de tv é menor. Não estamos chorando ou afirmando que isso é fato limitador nosso, mas essa diferença (de realidade) temos que tirar com o tamanho da nossa torcida”, disse Constantino, em entrevista à Rádio Jornal.
Para o dirigente tricolor, o clube tem a necessidade de aumentar a arrecadação, mas como? Em agosto, quando o atacante Grafite fez a sua reestreia pelo Santa Cruz, o clube havia alcançado a marca de 10 mil sócios em dia, mas desde então não se houve mais falar de campanha de marketing para aumentar esse número. “Precisamos de mais sócios, de mais apostas no Timemania, ou seja, esperamos que a parte do torcedor seja feita, que ele vá ao estádio, independente da fase do clube, e pague sua mensalidade de sócio para Série A”, explicou Constantino, para emendar logo em seguida: “O Atlético Paranaense arrecada mensalmente R$ 3 milhões por mês com seus sócios. Lógico que o Santa Cruz também precisa fazer a sua parte, mas, para isso, temos que ter o respaldo do torcedor para nos ajudar a montar um time forte e competitivo para 2016”, encerrou.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 25/12/2015

Wellington Cézar entrou no time e se garantiu


WELLINGTON CÉZAR ENTROU NO TIME E SE GARANTIU

William Tavares

Com um sorriso aberto, Wellington Cézar tenta esconder a timidez. Sem sucesso. Ainda que mais desenvolto do que nas primeiras declarações no início da carreira, o volante deixa claro que se sente muito mais à vontade nos gramados do que na sala de entrevistas. Perfil sereno que casou bem com a função que precisou exercer no Santa Cruz em 2015. “Cão de guarda” do técnico Marcelo Martelotte, Wellington foi o único jogador da base coral que terminou o ano como titular. Da chuteira apertada usada no primeiro teste até a promoção ao profissional, culminando no acesso à Série A, o jogador de 21 anos personifica o espírito batalhador que os torcedores corais tanto se identificam.
Ainda na época em que ajudava seu pai com serviços braçais pelas ruas do bairro da Várzea, no Recife, onde mora até hoje com os avós, a esposa e uma filha, o volante Wellington Cézar já sonhava em ser jogador. Faltava apenas um impulso. E ele veio através de um colega que defende as cores do rival coral. “Foi meu amigo Diego, que hoje joga no Náutico, que me chamou para fazer um teste aqui no Santa, em 2010. Eu nem chuteira tinha. Peguei uma do meu primo, que calçava 40, 41. Meu pé é 42, então ela ficou bem apertada. Tirei a palmilha, fiquei com os dedos doendo, mas o sonho de ser jogador era maior. Fui lá e passei”, contou o marcador, com a simplicidade de quem ainda não se deu conta de como aquele dia se tornou histórico em sua trajetória.
Após ser emprestado para Centro Limoeirense e Belo Jardim, Wellington ganhou a chance de integrar o elenco principal do Santa em 2015. Participou de algumas partidas sob o comando do então técnico Ricardinho. Mas foi com Marcelo Martelotte que o jogador se firmou. “Estava trabalhando e tinha perseverança que um dia teria uma oportunidade. Mas eu não esperava uma sequência grande de jogos na temporada. Acho que a ficha ainda não caiu”, contou.
Fã do volante Felipe Melo, o jovem atleta endossa o sonho de vários jovens de vestir a camisa da Seleção Brasileira, assim como o de atuar por um grande clube europeu. Só que antes desses objetivos, ele quer seguir fazendo história no Santa. “Tenho contrato até 2017 e espero agora jogar bem na Série A”, salientou.

FALTAS

Wellington Cézar foi o jogador mais faltoso da Série B deste ano, com 128 infrações. Apesar do dado negativo, o volante destacou que não se preocupa com o alto número de faltas, apontando que nunca foi maldoso em nenhum lance. Ao todo, o jogador levou oito cartões amarelos na competição. Por outro lado, o volante foi quem mais desarmou corretamente no time (92 vezes).

Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 26/12/2015

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Para dupla, acesso é ainda mais especial


PARA DUPLA, ACESSO É AINDA MAIS ESPECIAL

Um filme deve ter passado na cabeça do atual elenco do Santa Cruz ontem, imediatamente após a conquista do tão aguardado acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. Nas do meia/lateral Renatinho e do goleiro Tiago Cardoso, no entanto, as imagens certamente foram reproduzidas de forma mais intensa. Os jogadores são os únicos que tiveram o dissabor de atuar pela equipe na Série D em 2011, ano em que o clube coral amargou sua terceira participação consecutiva na Quarta Divisão do futebol nacional. Permaneceram no time nas temporadas seguintes, lutaram por três acessos e celebram o fato de terem seus trabalhos coroados com o retorno do tricolor pernambucano à elite em 2016.
“Como diz a palavra de Deus, o fim é sempre melhor que o começo”, comentou o arqueiro coral.
Para Renatinho, ver o Santa na elite do futebol brasileiro 10 anos depois de o time sofrer ntrês rebaixamentos consecutivos (de 2006 a 2008) tem um sabor que nem mesmo o “Paredão”, como o goleiro coral é conhecido, pode saber. O meia/lateral é o único, dentre os jogadoresda equipe atual, formado nas categorias de base do tricolor que conviveu com todo o pesadelo das séries inferiores. Promovido ao time profissional em 2010, o canhoto tem uma história dentro das quatro linhas que, em muitos momentos, se confunde com a do próprio Santa Cruz.
Na equipe que conquistou o acesso, Renatinho não é titular absoluto, mas sempre pôde se gabar de ser um dos hom,ens de confiança do técnico Marcelo Martelotte. Apesar de nem sempre ter começado as partidas de frente, o prata da casa inevitavelmente aparecia como uma das primeiras opções do treinador coral.
Tiago Cardoso, por sua vez, chegou ao Santa em 2011, vindo do Monte Azul-SP. Sua contratação, coincidentemente, marcou o começo da recuperação tricolor. Naquele ano, a Cobra Coral voi vice-campeã da Série D, subindo para a C. Também conquistou o título pernambucano, assim como nos dois anos subsequentes. Apenas em 2013, já ostentando a condição de ídolo tricolor, o goleiro conquistou o título da Série C, e, consequentemente, ascender à Série B em 2014.
“Não é me exaltando, mas a gente precisa traçar planos. Colocando Deus em primeiro lugar, quando a gente entre em uma competição, é para conseguir os objetivos. Lógico que passo a passo. Tivemos grupos maravilhosos, como esse que temos hoje. Sempre pensando em algo maior. Cheguei no Santa a gente não tinha nem Série, tivemos de batalhar no Estadual para conseguir. Graças a Deus chegamos a um momento completamente diferente. Conseguir um acesso à Série A é o sonho de todo jogador”, comentou.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 22/11/2015

Uma volta por cima com estilo


UMA VOLTA POR CIMA COM ESTILO

Marcelo Martelotte. O nome que já estava escrito na história do Santa Cruz foi gravado com tintas pretas, brancas e vermelhas ainda mais fortes. E inéditas. Em 1993, como goleiro, levou o tricolor ao título Estadual em uma final épica contra o Náutico no Arruda. Duas décadas depois, agora como técnico, foi o grande comandante do acesso coral para a Série A do Campeonato Brasileiro. Uma prova de que, seja com as mãos ou com a cabeça, ele tem seu lugar cativo na galeria de memórias do clube. Foi o primeiro acesso conquistado na sua curta carreira de treinador, que já contabilizava o título do Pernambucano de 2013 pelo próprio Santa.
Hoje (ontem) foi a concretização de um trabalho que veio evoluindo ao longo do campeonato. Sabíamos que seria difícil esse último jogo, pelo emocional. Mas conseguimos. O campeonato é muito longo e fomos crescendo até chegarmos neste momento, quando conquistamos a quinta vitória seguida”, afirmou Marcelo, consciente do feito histórico, para ele e para o clube.
No entanto, para hoje fazer sorrir a torcida tricolor, ele teve de superar a desconfiança da mesma para quem tanto deu alegrias. Assim que foi anunciado como novo treinador do clube no dia 13 de junho deste ano no lugar de Ricardinho foi reavivado um sentimento de mágoa. Ela se originou logo após a citada conquista do Estadual de 2013, quando Martelotte trocou o time pelo grande rival Sport.
Coração ferido que logo foi acalentado. Ciente da desconfiança, o técnico sabia que teria de fazer algo novo. E foi justamente isso que fez. Conferiu ao time que estava cambaleando e sem cara um novo padrão tático bem mais ofensivo. Agressivo com três atacantes, o time passou a bater os adversários e nocautear os anteriores modestos prognósticos. Tamanha gana e garra não poderiam render outra coisa senão o antes sonhado e agora merecido acesso.
A guinada do Santa Cruz sob o comando de Martelotte foi surpreendente. O time subiu em produção, em confiança e consequentemente na tabela de classificação. Em 22 rodadas, saltou da 18ª para a 3ª colocação. O treinador pensou alto e levou o Santinha para o alto.
Até quando o reatado relacionamento do clube com Martelotte vai durar não se sabe. Se vão haver novas mágoas também não. O que parece importar para ambos é que no momento os corações novamente estão em festa nas Repúblicas Independentes do Arruda.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 22/11/2015

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Estatísticas do Santa Cruz em 2015


ESTATÍSTICAS DO SANTA CRUZ EM 2015

Confira os resultados, a classificação e outros números do Campeonato Pernambucano e do Brasileirão Série B - as duas competições do Santa Cruz na temporada 2015.

CAMPEONATO PERNAMBUCANO

Hexagonal do título
Santa Cruz 0x3 Sport - Estádio do Arruda - 31/01/15
Serra Talhada 3x0 Santa Cruz - Estádio Nildo Pereira - 08/02/15
Central 1x2 Santa Cruz - Estádio Lacerdão - 18/02/15
Santa Cruz 0x1 Salgueiro - Estádio do Arruda - 21/02/15
Náutico 1x2 Santa Cruz - Arena Pernambuco - 25/02/15
Santa Cruz 0x0 Náutico - Arena Pernambuco - 01/03/15
Salgueiro 1x0 Santa Cruz - Estádio Cornélio de Barros - 08/03/15
Santa Cruz 1x0 Central - Estádio do Arruda - 15/03/15
Santa Cruz 3x0 Serra Talhada - Estádio do Arruda - 21/03/15
Sport 1x1 Santa Cruz - Estádio Ilha do Retiro - 05/04/15

Fase final
Santa Cruz 4x0 Central - Estádio do Arruda - 18/04/15
Central 0x2 Santa Cruz - Estádio do Arruda - 26/04/15
Salgueiro 0x0 Santa Cruz - Estádio do Arruda - 29/04/15
Santa Cruz 1x0 Salgueiro - Estádio do Arruda - 03/05/15

Posição: Primeiro lugar (campeão)
Número de partidas: 14
Vitórias: 7
Empates: 3
Derrotas: 4
Gols marcados: 16
Gols sofridos: 11
Artilheiro do Santa Cruz e do Campeonato Pernambucano: Betinho (cinco gols)

CAMPEONATO BRASILEIRO SÉRIE B

Primeiro turno
Macaé 2x0 Santa Cruz - Estádio Moacyrzão - 09/05/15
Santa Cruz 4x1 Paraná - Estádio do Arruda - 15/05/15
América/MG 4x1 Santa Cruz - Estádio Independência - 23/05/15
Santa Cruz 0x1 ABC - Estádio do Arruda - 29/05/15
Paysandu 2x1 Santa Cruz - Estádio Mangueirão - 02/06/15
Luverdense 2x2 Santa Cruz - Estádio Passo das Emas - 06/06/15
Santa Cruz 0x0 Boa Esporte - Estádio do Arruda - 12/06/15
Ceará 3x3 Santa Cruz - Arena Castelão - 20/06/15
Santa Cruz 1x0 Sampaio Corrêa - Estádio do Arruda - 27/06/15
Bragantino 1x2 Santa Cruz - Estádio Nabi Abi Chedid - 04/07/15
Santa Cruz 2x1 CRB - Estádio do Arruda - 07/07/15
Náutico 2x1 Santa Cruz - Arena Pernambuco - 11/07/15
Santa Cruz 3x0 Atlético/GO - Estádio do Arruda - 18/07/15
Criciúma 0x0 Santa Cruz - Estádio Heriberto Hulse - 25/07/15
Santa Cruz 3x1 Bahia - Estádio do Arruda - 28/07/15
Oeste 1x0 Santa Cruz - Estádio José Liberatti - 01/08/15
Santa Cruz 1x0 Botafogo - Estádio do Arruda - 08/08/15
Santa Cruz 2x1 Mogi Mirim - Estádio do Arruda 11/08/15
Vitória 2x1 Santa Cruz - Estádio Barradão - 14/08/15

Segundo turno
Santa Cruz 1x0 Macaé - Estádio do Arruda - 21/08/15
Paraná 3x2 Santa Cruz - Estádio Durival Britto - 29/08/15
Santa Cruz 2x1 América/MG - Estádio do Arruda - 01/09/15
ABC 1x1 Santa Cruz - Arena das Dunas - 04/09/15
Santa Cruz 1x2 Paysandu - Estádio do Arruda - 08/09/15
Santa Cruz 2x0 Luverdense - Estádio do Arruda - 12/09/15
Boa Esporte 1x3 Santa Cruz - Estádio do Melão - 15/09/15
Santa Cruz 2x1 Ceará - Estádio do Arruda - 19/09/15
Sampaio Corrêa 0x0 Santa Cruz - Estádio Castelão - 26/09/15
Santa Cruz 3x1 Bragantino - Estádio do Arruda - 29/09/15
CRB 3x2 Santa Cruz - Estádio Rei Pelé - 06/10/15
Santa Cruz 1x3 Náutico - Estádio do Arruda - 17/10/15
Atlético/GO 0x0 Santa Cruz - Estádio Serra Dourada - 24/10/15
Santa Cruz 2x0 Criciúma - Estádio do Arruda - 27/10/15
Bahia 1x2 Santa Cruz - Arena Fonte Nova - 07/11/15
Santa Cruz 3x1 Oeste - Estádio do Arruda - 10/11/15
Botafogo 0x3 Santa Cruz - Estádio Engenhão - 14/11/15
Mogi Mirim 0x3 Santa Cruz - Estádio Novelli Júnior - 21/11/15
Santa Cruz 3x1 Vitória - Estádio do Arruda - 28/11/15

Artilheiro do Santa Cruz: Anderson Aquino (10 gols)

Posição
Vicecampeão, com 67 pontos ganhos, 38 jogos realizados, 20 vitórias, 7 empates e 11 derrotas; 63 gols marcados e 43 sofridos, com saldo de 20 gols e 58,0% de aproveitamento.
Fonte: Site Oficial do Santa Cruz Futebol Clube

Bileu fica?


BILEU FICA?

Felipe Amorim

Ainda sem ser procurado pelo Santa Cruz para iniciar as tratativas de renovação de contrato, é muito provável que o futuro de Bileu em 2016 não seja mais no Arruda. A suposição foi do empresário do volante, Igor Albuquerque.
Em entrevista ao Jornal do Commercio, Albuquerque afirmou que ninguém da diretoria coral entrou em contato com ele ou Bileu. “Até agora, ninguém do Santa Cruz nos procurou. Até tentei entrar em contato com eles, mas não retornaram as nossas ligações. Pelo visto, acredito que não querem o atleta", disse.
Questionado se Bileu haveria recebido uma proposta do Náutico, Igor Albuquerque não confirmou, tampouco negou. Ele apenas limitou-se a responder: “Bileu tem duas propostas”, completou.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 21/12/2015

Campanha de sócios


CAMPANHA DE SÓCIOS

Yuri de Lira

Apesar da conquista do último estadual, da vinda do ídolo Grafite e do retorno à Série A, o Santa Cruz vai terminar 2015 sem atingir os 20 mil associados que a própria presidência havia estipulado no início do ano. Hoje, a quantidade de sócios titulares, diga-se, é apenas pouco mais da metade disso. Para trazer mais a torcida para dentro do clube e torná-la, definitivamente, uma das principais fontes de receita na próxima temporada, o Tricolor já traça outras estratégias, que devem ser divulgadas em breve.
Responsável pelas campanhas de sócios do Santa, Dênis Victor Oliveira tem pronto um novo projeto para apresentar à diretoria durante esta semana. Só precisa do aval da cúpula coral para oficializá-lo. Sem querer adiantar muitos detalhes antes da anuência do presidente, falou aoSuperesportes que as categorias dos sócios serão agora também vinculadas aos setores do estádio do Arruda - semelhante ao que faz o rival Sport, na Ilha do Retiro. Sendo assim, os associados não ficaram só limitados à área das sociais durante os jogos do time.
“Cada parte do estádio vai ter um plano para o torcedor. Estamos no fim do planejamento e, por volta da quarta-feira, vamos ter definições caso a diretoria dê sinal verde”, falou Dênis Victor. Para o torcedor se associar ao clube em 2016, os preços também estarão mais em conta.
Dênis segue confiante na nova estratégia e pretende, inclusive, cumprir ou chegar perto da marca estabelecida por Alírio para o ano que vem, em que o clube contaria com 40 mil sócios. “Mesmo não tendo chegado ao que gente pretendia em 2015, pensamos em fechar o próximo ano com mais de 30 mil sócios, chegando bem perto dos 40 mil.” Em princípio, com o Santa ainda sem dinheiro das cotas de tv e patrocínio, reforços midiáticos como Grafite não virão para ajudar nesta batalha. “Pensamos mais por uma boa elaboração de um projeto que na chegada de um atleta”, avisou Dênis.

O crescimento do quadro em 2015

Apesar de números ainda módicos de sócios, é inegável que o clube teve um grande incremento no quadro nesta temporada. Primordialmente, devido à contratação de Grafite. No fim de junho, quando o camisa 23 foi anunciado, o Santa contava com ínfimos 4.332 sócios titulares. Hoje, são 10.406 (15.000 contando com dependentes). Houve um aumento de 140%. Crescimento, porém, insuficiente para se chegar à meta do presidente.

Atual campanha de sócio: “Sou Santa Cruz de Corpo e Alma”
Planos
R$ 15 (sem fronteira), R$ 30 (torcedor) e R$ 50 (família)

Sócios
10.406 sócios titulares (15.000 ao todo)

Meta de 2015
20 mil sócios

Percentual da meta atingido52%

27 mil sócios
Recorde de sócios do Santa Cruz, em 1999

40 mil sócios
Meta para o fim de 2016

45 mil sócios
Meta para o fim de 2017
Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 20/12/2015

A dança das renovações


A DANÇA DAS RENOVAÇÕES

Com seis jogadores do time titular garantidos para 2016, o Santa Cruz iniciará a próxima temporada mantendo mais da metade da base principal que conquistou o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. E o objetivo coral é ainda maior. Sem estipular prazos, a diretoria tenta segurar outros atletas que foram importantes na campanha de 2015. Dos titulares, ainda não foram confirmados para o ano que vem o lateral-esquerdo Allan Vieira, os zagueiros Danny Morais e Alemão, o meia Daniel Costa e o atacante Luisinho.
Segundo o vice-presidente do clube, Constantino Júnior, todos os cinco já foram procurados para renovar o contrato. “Estamos negociando com eles. Não podemos colocar um prazo para definições, mas estamos trabalhando para conseguir as renovações”, afirmou. No caso de Allan Vieira, faltariam apenas alguns detalhes com o Londrina, clube detentor dos direitos federativos do atleta, para o acerto ser concretizado.
Nesta terça (22), por exemplo, o dirigente vai se reunir com o empresário do zagueiro Alemão, Adson Gomes. Na semana passada, Gomes havia dado por encerrada as conversas após considerar a oferta coral aquém do esperado – o Tricolor ofereceu apenas 12% de aumento, enquanto ele esperava no mínimo 20%. Alguns dias depois, contudo, o empresário voltou atrás e reabriu o diálogo.
“Eu disse que as negociações estavam encerradas baseadas no valor que nos ofereceram na primeira reunião. Mas depois a diretoria entrou em contato com o Alemão e se colocou à disposição de fazer uma nova proposta. Na terça à noite o jogador estará voltando de viagem de Campina Grande e vamos conversar com o Santa”, afirmou o empresário.
Sobre Luisinho, vice-líder de assistências na Série B, o empresário do atleta, Eduardo Maluf, afirmou que a prioridade segue em manter o jogador no Arruda em 2016. “Constantino Júnior (vice-presidente) e o Alírio (presidente) são pessoas do bem e estamos trabalhando nisso (renovação)”, declarou o agente. No caso de Daniel Costa, o Tricolor fez uma nova proposta para manter o camisa 11 para 2016. Após oferecer apenas seis meses de contrato para o jogador, o clube fez uma oferta para renovar o vínculo de Daniel até o final de 2016. De acordo com Constantino, a proposta agradou o empresário do atleta, Paulo Serafim.

Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 21/12/2015

domingo, 20 de dezembro de 2015

Sebastião Virada: a estrela negra tricolor



SEBASTIÃO VIRADA: A ESTRELA NEGRA TRICOLOR

Sebastião Luiz de França, o Sebastião Virada, nasceu na cidade dos Palmares, em 03/9/1901. Era zagueiro, jogando na posição que antigamente se denominava de centro-médio. Como jogador, defendeu o Íris, o Santa Cruz em dois períodos (1925-30 e 1932-34) e o Encruzilhada (1930-32). Com a camisa coral, foi bicampeão pernambucano em 1932 e 1933.
Pela seleção pernambucana, Sebastião disputou os campeonatos brasileiros de 1929, 31 e 34, participando de quatro vitórias e três derrotas. Por Pernambuco, teve ainda a missão de marcar Artur Friedereinch, primeiro grande craque da história do futebol brasileiro e o jogador mais difícil que enfrentou, segundo o próprio Sebastião.
Exímio roubador de bolas, era considerado, às vezes, um jogador viril. Porém, era preciso na defesa, apesar da baixa estatura. Além disso, usava a inteligência na hora de distribuir "o jogo".
Segundo informação obtida através do pesquisador Carlos Celso Cordeiro, estreou pelo Santa Cruz no dia 07 de junho de 1925, em jogo contra o América, pelo Campeonato Pernambucano daquele ano, no campo da Avenida Malaquias. Placar: Santa Cruz 3 x 3 América.
Curiosidade: a bola do jogo Santa Cruz 7 x 0 Sport, ocorrido em 15 de abril de 1934, foi guardada e posteriormente doada por Sebastião Virada à sala de troféus do Mais Querido.
Em 1929, o centro-médio coral chegou a ser cogitado para a Seleção Brasileira e para uma excursão do Vasco da Gama. A Confederação Brasileira de Desportos (CBD) ameaçou convocar jogadores da Bahia e Pernambucano depois que os paulistas reivindicaram uma ajuda de custo para atuar na Seleção. Virada teve o seu nome lembrado. No fim, paulistas e confederação entraram em acordo. No mesmo ano, o zagueiro deixou de viajar à Europa com o Vasco devido à precariedade de tempo na obtenção dos documentos necessários. Antes da viagem, os vascaínos treinaram no Recife e bateram o Santa, de Sebastião, por 3 x 1. Um dirigente carioca o procurou, mas o período de permanência do navio no Recife era curto demais.
No início da década de 1970, Sebastião Virada passava por uma situação difícil: sem parentes, dinheiro, lugar para morar e no anonimato. Mas, perto do ídolo completar 70 anos de idade, o Santa Cruz aparece de novo na vida dele, oferecendo-lhe o Estádio do Arruda, ainda em obras, como moradia. O seu quarto ficava abaixo das sociais e bastava abrir a porta para assistir a qualquer partida que estivesse acontecendo. O clube ainda pagava uma ajuda de custos semanalmente ao ex-jogador.

Fonte: Blog Ídolos do Santa, de Marcos Velloso

O reencontro


Fotografia de Antônio Melcop

O REENCONTRO

"Eu avisei, falei para vocês: tem que marcar esse aí!". Esta foi uma frase dita pelo tricampeão mundial Rivelino, que defendia o Fluminense em 1975. Naquela temporada, o Santa Cruz alcançou a semifinal do Campeonato Brasileiro e tinha vários craques em seu elenco. Givanildo Oliveira, Fumanchu, Ramón, Lula Pereira... mas o pedido de Rivelino, aos colegas de equipe, visava o meio-campista Mazinho, conhecido no Tricolor como Deus de Ébano. Conhecido também por ser um atleta dono de uma qualidade técnica invejável, que o transformou em um dos melhores jogadores da história do clube.
"Você vê o Rivelino falar um negócio desses... traz uma afirmação. O Santa Cruz me marcou muito. Pela alegria, pela campanha de 1975, pela ajuda que demos para construir a história do clube. Mas também pela tristeza de ter, praticamente, encerrado minha carreira aqui, por conta de uma lesão no joelho. Estava prestes a ir para a Seleção Brasileira em um dia e, no outro, quase não conseguia andar", relembra Mazinho.
Em sua saga no Santa Cruz, Mazinho não esteve sozinho. Em 1975, o ponta-esquerda Pio era uma peça fundamental na equipe coral. Tanto na parte defensiva, como na criação de jogadas. "Eu digo que fiz poucos gols naquela campanha de 75. Uns três ou quatro. Mas só fiz gol importante. Me lembro bastante da partida contra o Palmeiras, em que ganhamos por 3x2, quando fiz um gol de falta aos 45 do segundo tempo. Contra o Internacional, no Arruda, a história foi parecida. São boas mémorias", recorda Pio.
Residentes de Araraquara/SP, Mazinho e Pio estão de volta ao Estado de Pernambuco após quase quarenta anos. Eles retornam ao Arruda para prestigiar um evento organizado por outros dois craques, Luciano Veloso e Ramón. A 15ª Festa dos Boleiros acontece neste sábado, na sede social do clube tricolor. Quem acompanha os ex-atletas nesta jornada é o também ponta-esquerda Joãozinho, que passou pelo Santa nos anos de 1977 até 1980.
Mazinho, Pio e Joãozinho tiveram a oportunidade de atuar em grandes clubes do futebol brasileiro. Alcançaram feitos invejáveis para o histórico de qualquer atleta profissional. No entanto, eles reservam para o Santa Cruz um espaço entre os times mais queridos, talvez o maior deles, em suas carreiras.
Estes três atletas, junto de tantos outros, marcaram história no Mais Querido. Os depoimentos acima são apenas trechos de uma entrevista com quase duas horas de duração, composta por declarações marcantes e emoção entre uma fala e outra. Confira, abaixo, os principais momentos desta conversa.
Mazinho Deus de Ébano, mineiro, meio-campista do Santa Cruz entre 1975 e 1977, campeão pernambucano em 76 e destaque na melhor campanha do clube no Campeonato Brasileiro, em 75. Ele passou por Santos, Grêmio, Fluminense, Bahia e outros, além do Santa Cruz.
Eles tinham medo do Santa Cruz. Os times vinham jogar aqui, no Arruda, e nós sentíamos que eles temiam nossa equipe. Praticamente não perdemos naquela campanha de 75. Tínhamos um time muito bom e realmente acreditávamos que poderíamos ser campeões. Acredito que, se tivéssemos ganho do Cruzeiro, ganharíamos também do Internacional na final.
Foram muitas partidas boas, marcantes. Foi um grande campeonato. Me lembro de um jogo com o Fluminense. Teve uma jogada que dominei a bola, coloquei nas "saias" do volante lá e saí jogando. Quando olhei para trás, o Rivelino estava dando bronca nos caras: "Eu falei, avisei para vocês: tem que marcar esse aí". O Rivelino disse isso. Imagina você ouvir isso do Rivelino... traz uma afirmação.
Aquele campeonato foi muito bom. Eu digo que, no Santa Cruz, tive grandes alegrias e uma grande tristeza. Alegria com a campanha de 1975, com a ajuda que demos para construir a história do clube. Mas também com a tristeza de ter, praticamente, encerrado minha carreira aqui, por conta de uma lesão no joelho, em um jogo com o Flamengo, no Maracanã. Estava prestes a ir para a Seleção Brasileira em um dia e, no outro, quase não conseguia andar. Também fiquei de fora da semifinal contra o Cruzeiro.
Mas o Santa Cruz me marcou e, hoje, me emociono muito com o clube. Dizem que o brasileiro não tem memória, mas o torcedor do Santa Cruz tem. E os detalhes... você encontra um torcedor e ele não só lembra de sua passagem, mas lembra dos detalhes, de cada jogada... isso mexe muito comigo. E quanto tempo faz? Quase 40 anos! Já ouvi de alguns torcedores que eles viraram tricolores por causa do nosso time, por causa de 1975, porque os pais deles contaram as histórias... não tem como descrever o sentimento diante disto.
Comparo a torcida do Santa Cruz com a do Corinthians. Em termos de fidelidade. Um clube que coloca 40, 50 mil em uma Série D... a diferença é que, para mim, a torcida do Corinthians tem uma relação de amor e ódio com o clube. A do Santa Cruz, nem tanto. Aqui esse amor é mais presente, mais constante.
Pio, paulista, ponta-esquerda do Santa Cruz entre 1974 e 1978, campeão pernambucano em 76 e destaque na melhor campanha do clube no Campeonato Brasileiro, em 75. Ele passou por Palmeiras, Ferroviária/SP e outros, além do Santa Cruz.
Sempre fui considerado como o atleta esforçado, tanto pela torcida como pelos jornais da época. E acredito que a condição física, realmente, sempre foi uma das minhas principais características. Não marcava muitos gols, mas creio que eu era importante para o time. O reconhecimento veio depois e continua até agora. E isso foi em todos os times que passei. No Palmeiras, aonde fui campeão brasileiro três vezes, foi a mesma coisa.
No Santa Cruz, eu, o Givanildo (Oliveira) e o Carlos Alberto defendíamos com muita força e não tinha ponta-direita ou ala que se criava comigo. Nos jogos em que eu não estava tão bem tecnicamente, compensava correndo o campo todo e me dedicando na marcação. Você sabe que eu também gostava de bater faltas. Esta era outra grande característica minha.
Fiz poucos gols naquela campanha de 75. Uns três ou quatro. Sempre dei mais assistências do que marquei. Mas só fiz gol importante. Me lembro bastante da partida contra o Palmeiras, em que ganhamos por 3x2, quando fiz um gol de falta aos 45 do segundo tempo. O primeiro tinha sido do Lula Pereira, depois que cobrei falta e o (Emerson) Leão espalmou. Contra o Internacional, no Arruda, a história foi parecida e também marquei o gol da vitória.
Em 1976, fui bi-super campeão, joguei as partidas finais machucado, dei duas assistências. E o Santa Cruz é o único tri-super de Pernambuco. São boas memórias. Sou do interior de São Paulo e, lá, todos torcem para dois times: o grande da capital e o time da cidade. No meu caso, tenho três times de coração. Ferroviária, Palmeiras e Santa Cruz.
Estivemos em Itu, na partida contra o Mogi Mirim, e ficamos abismados com a torcida do Santa Cruz, com a emoção dos torcedores. De repente, um tricolor nos reconheceu. Aí um saiu falando para o outro: "olha o Pio, olha o Mazinho". Tiramos um monte de fotos e, olha, é sensacional. Torcida ganha jogo e o Santa Cruz tem um torcedor que tem uma característica de abraçar o time.
Joãozinho, sergipano, ponta-esquerda do Santa Cruz entre 1977 e 1980, bicampeão pernambucano e destaque da equipe nas conquistas estaduais, em 78 e 79. Ele passou por Corinthians, Bahia, Confiança e outros, além do Santa Cruz.
O Santa Cruz é um time em que fui muito bem tratado, que fiz grandes amizades. Poder retornar aqui, após tantos anos, me deixa muito feliz. No meu time, era Fumanchu na direita, Nunes como centroavante e eu na esquerda. Estou procurando as imagens daquela época. Formamos um time que fez 100 gols no campeonato estadual, um time que teve os três artilheiros do campeonato. Respeito muito a história e a capacidade do Santa Cruz, mas, dificilmente, o clube conseguirá formar um time melhor do que aquele.
Fiz um pedido a alguns membros da diretoria e a algumas pessoas que trabalham na televisão. Eu queria ver um gol que fiz contra o Internacional. Precisávamos da vitória e o jogo estava 1x1 até praticamente os acréscimos. Fiz uma jogada pela esquerda, tirei do lateral, que era Chico Fraga. Passei por Mauro Galvão, passei pelo goleiro e fiz o gol. Foi uma das maiores emoções que senti e o Santa Cruz que me proporcionou. Precisávamos da vitória e fiz acontecer. foi uma jogada excelente, realmente. Estou atrás destas imagens para eu poder mostrar para os netos, para que eles acreditem (risos).
A torcida do Santa Cruz é de massa, formada destas áreas como Beberibe, Campina do Barreto. Realmente são torcedores bons, que gostam do clube. É até difícil entender como um clube coloca 40 mil pessoas em um estádio disputando uma Série D. Era uma injustiça ver um clube como este naquela situação. Vou reencontrar o Arruda neste sábado. Na minha época, ainda não tinha sido feita a reforma. Então estou na expectativa de ver o estádio mais uma vez.

Fonte: Site Oficial do Santa Cruz Futebol Clube

Vítor e Lelê acertam renovação


VÍTOR E LELÊ ACERTAM RENOVAÇÃO

Mais dois atletas foram confirmados para a próxima temporada nno Santa Cruz. Neste sábado (19), o Tricolor do Arruda anunciou as renovações de contrato do lateral-direito Vítor e do meio-campista Lelê. Os jogadores permanecem no time coral até o final da temporada.
“Sabemos que, no futebol, é difícil manter os principais jogadores, principalmente depois de uma grande campanha. E seguimos nesta caminhada. Estamos vendo procuradores, empresários de alguns atletas tentarem negociar pela Imprensa e nós não fazemos isso. Mantemos uma linha de tranquilidade e de trabalho para assegurar as renovações”, disse Constantino Júnior, vice-presidente do Santa.
O mandatário ainda reiterou a preocupação com o orçamento do clube e a vontade de tentar manter boa parte do elenco. “Temos a responsabilidade de não fazer sangrias em nosso orçamento, mas também temos a responsabilidade de manter a espinha dorsal de um time vitorioso. Estamos buscando isto. Então, pedimos ao torcedor que acompanhe o nosso site oficial e escute menos o que vem de fora”, complementou.
Lelê chegou ao Santa em junho deste ano, vindo do Oeste. O meia também colecionou passagens por clubes como Coritiba e Fortaleza. No Tricolor, Lelê foi peça fundamental no esquema tático proposto pelo técnico Marcelo Martelotte, atuando pelo lado esquerdo de ataque. Em 24 jogos disputados na Série B deste ano, Lelê marcou cinco gols. Vítor foi peça regular do time titular do Santa na reta final da Série B. O lateral-direito participou de 22 jogos na competição, marcando um gol na vitória coral por 2×1 diante do Ceará, na Arena Pernambuco.

Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 19/12/2015

domingo, 13 de dezembro de 2015

O problema com a TV Globo


O PROBLEMA COM A TV GLOBO

Alexandre Barbosa

O presidente do Santa Cruz Alírio Moraes esclareceu que o contrato de televisionamento com a Globo não será assinado este ano. O dirigente revelou que ouviu a proposta da emissora, no valor de R$ 16 milhões, que não agradou. Ele fez uma contraproposta, que mantém sob sigilo - fala-se que o Tricolor tenha pedido algo em torno de R$ 20 milhões - e aguarda, agora, uma resposta, que só deve ser dada somente em janeiro do próximo ano.
A conversa com a Globo aconteceu há 15 dias. Pela emissora, falou o novo diretor executivo de Esportes da emissora, Pedro Garcia, embora o antigo responsável pela área, Marcelo Campos Pinto, também tenha participado. Ambos já externaram o posicionamento de que não pretendem ceder aos clubes recém promovidos à Série A e que pedem uma verba maior que a oferecida.
Apesar disso, Alírio segue confiante nos argumentos apresentados para ter uma verba maior. Audiência, pesquisas e números de pay-per-view foram utilizados para mostrar o poder de alcance do Santa Cruz. "Houve muita especulação em cima disso, então é bom esclarecer. Tivemos uma reunião há 15 dias com a Globo, na qual foi feita uma proposta de R$ 16 milhões, que não aceitamos. Deixamos a nossa proposta e eles se comprometeram em estudar e dar uma resposta. Mas esse retorno só deve ser dado até o final de janeiro", explicou o presidente.
Alírio entende que não será uma negociação fácil, até porque o pedido do Santa Cruz por uma verba maior vai fazer com que outros clubes também façam o mesmo pleito. "Sabemos que essa decisão também envolve vontade política. Além disso, sabemos que o nosso pedido tem impacto também em terceiros. Mas utilizamos nossos argumentos e vamos aguardar", afirmou o dirigente.
Sobre a duração do contrato, o Santa Cruz acenou com a possibilidade de pedir um tempo maior que um ano - padrão oferecido pela Globo aos clubes recém promovidos -, mas já está conformado. "Esse assunto foi abordado, mas um ano também não é tão ruim", comentou.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 11/12/2015

Luisinho e outros problemas


Fotografia de Paullo Allmeida

LUISINHO E OUTROS PROBLEMAS

“Ele é praticamente carta fora do baralho. Não deve continuar no Santa Cruz em 2016”. A frase do representante do atacante Luisinho, Ytalo Pontes, é um resumo de uma situação que ganhou contornos totalmente diferentes nesta semana. Na terça passada, na primeira reunião do agente com a diretoria do clube, a impressão primária foi de que a renovação do jogador era questão de tempo. Pontes, que também cuida da carreira de Tiago Cardoso e Lelê, apontou que o encontro teve um “saldo positivo”. Mesmo termo usado pelo diretor de futebol, Jomar Rocha. Mas um fator emperrou a negociação com Luisinho. Chama-se Eduardo Maluf.
Primeiro, é preciso voltar até a última quarta. Por meio do seu site oficial, o Santa Cruz confirmou a renovação contratual do volante Marcílio, atleta das divisões de base do clube. O novo vínculo seria ampliado até 2017. Após a divulgação, porém, veio uma notícia que pegou de surpresa até o próprio clube. De última hora, o empresário do jogador, Eduardo Maluf, convenceu Marcílio a não assinar o contrato. Maluf ficou descontente com os valores apresentados pelo Santa na renovação. Ainda no calor da notícia, Jomar Rocha foi taxativo. “Não negocio mais com esse empresário”, cravou, de forma inflexível. O assunto passou aos cuidados do presidente coral, Alírio Moraes, e do vice-presidente, Constantino Júnior.
Para piorar, o empresário é o dono dos direitos federativos de Luisinho. Apesar de Ytalo Pontes ter iniciado a negociação, a palavra final é de Maluf. “As coisas estavam caminhando bem, mas depois desse desentendimento entre ele e o Santa Cruz, dificilmente acredito que o Luisinho continue em 2016. Ele é praticamente carta fora do baralho”, declarou Pontes.

RANIEL

O histórico de problemas entre Eduardo Maluf e Santa Cruz é antigo. Em setembro deste ano, o empresário aconselhou outro atleta seu, Raniel, a entrar na Justiça com uma ação trabalhista para tentar a rescisão contratual com o Tricolor. A diretoria coral fez duas críticas a Maluf na época, mas no final conseguiu demover o jogador da ideia.

Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 11/12/2015

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Sem muitos gastos


SEM MUITOS GASTOS

Yuri de Lira

A diretoria do Santa Cruz promete, a partir desta segunda-feira, intensificar o processo de renovação com os seus jogadores que se destacaram na Série B e também cair de vez no mercado de contratações. Esta montagem de elenco para o primeiro semestre de 2016 não deverá ser nada fácil para o Tricolor. A própria cúpula do clube reconhece que vai deparar com enormes dificuldades para a manutenção dos seus principais atletas - agora com salários e “luvas” (valor pago para assinatura de contrato) inflacionados. Com pouco dinheiro em caixa, os primeiros reforços também não poderão ser muito caros.
Em 2016, é fato, o orçamento do Santa Cruz vai ser substancialmente maior do que teve neste ano e tende a girar em torno de R$ 50 milhões. Só para ter uma ideia, os valores relativos às cotas pela transmissão dos jogos na televisão ganharão um aumento de, pelo menos, 75%. O Tricolor ganhava R$ 3 milhões disputando a Segundona. Agora, expectativa do presidente Alírio Moraes é que receba agora algo em torno de R$ 20 milhões.
Mas, apesar das perspectivas mais otimistas na temporada seguinte, o Santa segue sem ter como fazer grandes investimentos no momento. Outros fatores que envolvem receita também estão indefinidos. O clube também não conta ainda um novo patrocinador master, tampouco tem os royalties do fornecedor (que pode, inclusive, mudar) definidos.
“Seríamos muito irresponsáveis se fôssemos contratando indiscriminadamente do goleiro ao ataque, pagando valores altos. Como eu iria pagar folha depois? Íamos entrar naquele círculo vicioso de atraso e tudo aquilo que a gente está tentando abolir de vez do Santa Cruz”, alertou Alírio. “A torcida fica muito ansiosa por novidades, é natural. Eu também ficaria. Mas temos que dar passos com muita segurança”, emenda.
A lógica é a mesma para as renovações de peças importantes. “Os jogadores, o elenco como um todo, sofreram uma natural valorização. Com essa valorização, todo mundo espera ganhar mais, muito mais, seja o jogador ou os seus empresários. A gente ganhou o direito ao acesso, mas a Série A não chegou ainda ao Santa Cruz. Vai ser preciso muita cautela nesses processos.”
Fonte: Diario de PE, Recife, 07/12/2015

João Paulo renova o contrato


JOÃO PAULO RENOVA O CONTRATO

Nesta segunda (7), o Santa Cruz confirmou a renovação com o meia João Paulo até o final de 2017. O jogador, que tinha sondagens e propostas oficiais de clubes da Série A e da Europa, optou por permanecer no Tricolor para a sequência da temporada, visando as disputas do Campeonato Pernambucano e da Copa do Nordeste, no primeiro semestre, e do Brasileirão, na segunda metade de 2016.
João Paulo vestiu a camisa do Santa Cruz em 45 oportunidades, sendo 34 delas pela Série B e 11 no Pernambucano. No Estadual, o atleta balançou as redes contra Sport e Central e no torneio nacional marcou um gol na partida diante do CRB, no Arruda.

Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 07/12/2015

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O desejo de voltar


O DESEJO DE VOLTAR

Yuri de Lira

Emprestado ao Boa Esporte para disputar a última Série B, Everton Sena está de volta ao Recife e não esconde a vontade de jogar uma inédita Série A pelo Santa Cruz, onde tem contrato firmado até dezembro de 2016. De férias na capital pernambucana desde o começo do mês passado, o prata da casa admite a sua parcela de contribuição no soerguimento do Tricolor e espera ser aproveitado na próxima temporada.
“Sempre tive muito apoio no Santa Cruz, sempre tive a confiança da diretoria. Quero agora, sim, ter mais uma oportunidade, jogar as competições do primeiro semestre e depois uma Primeira Divisão”, declarou o zagueiro.
Mesmo vivendo em Varginha, interior de Minas Gerais, Everton Sena diz que não deixou de acompanhar o time coral quando estava longe. “Eu torci muito nessa volta à Série A. Tenho muitos amigos no Santa Cruz, um carinho enorme pelo clube e foi onde eu fui revelado para o futebol. Lá em Minas (Gerais), sempre via os jogos”, pontuou.
Ele sente, inclusive, que faz parte de alguma forma deste retorno à elite. “Sei que tenho uma participação no acesso. Passei pelos piores momentos da história do clube”, emendou o jogador, que chegou ao Arruda em 2010, com a equipe coral afundada numa Quarta Divisão.
O empréstimo ao Boa, onde participou de 30 jogos (sendo 29 como titular), não acabou sendo tão proveitoso, segundo o próprio Sena. Lembra do rebaixamento sofrido para a Série C, porém, tenta extrair o que teve de positivo em sua primeira temporada num clube que não fosse o Santa Cruz. “Não foi como eu esperava. Fomos rebaixado e fizemos uma péssima campanha. Mas, pela experiência, foi bom. Passei o meu primeiro ano fora e volto agora mais maduro, mais experiente.”

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 02/12/2015

Os escanteados


Pedro Castro

OS ESCANTEADOS

William Tavares


Muito provavelmente o torcedor do Santa Cruz decorou do começo ao fim o nome dos titulares, e de alguns reservas importantes, que formaram o elenco do time na temporada 2015. Mas será que ele se lembra de todos os atletas que estavam na campanha do acesso à Série A? Alguém tinha recordação da presença, por exemplo, do lateral-direito João Carlos? Ou de que o técnico Marcelo Martelotte tinha à disposição no elenco os meias Emerson Santos e Pedro Castro? E Diogo Campos? O atacante chegou em agosto desse ano e…pouco apareceu. Assim como todo clube, o Tricolor também teve sua lista de “escanteados”. Confira seis jogadores que pouco atuaram na fase decisiva da Série B, mas que, ainda assim, vão ostentar no currículo a promoção à Primeira Divisão.

João Carlos
Contratado junto ao Serra Talhada, o lateral-direito João Carlos atuou apenas em duas partidas pelo Santa Cruz. Ambas contra o ABC. No primeiro turno, ainda sob o comando do técnico Ricardinho, o atleta começou entre os titulares na partida que o Tricolor saiu derrotado por 1×0, no Arruda. No duelo da volta, no Frasqueirão, João entrou no decorrer do segundo tempo. O jogo terminou empatado em 3×3. Tirando essas aparições, ele foi mero figurante. O titular Vítor não deu brecha e, quando ficou lesionado, foi substituído por Bileu, improvisado no setor.

Lúcio
Após um bom Pernambucano pelo Salgueiro, Lúcio chegou ao Santa Cruz para assumir a posição de lateral-esquerdo. A estreia do jogador foi contra o América/MG, na goleada por 4×1 sofrida pelos pernambucanos. O atleta foi titular ainda contra o ABC, Paysandu, Luverdense, Boa Esporte, Ceará, Sampaio Corrêa, Bahia e Mogi Mirim, todos no primeiro turno. No segundo turno, entrou como titular apenas contra o Paysandu. Nas demais partidas, assistiu a Marlon e depois Allan Vieira assumirem a posição.

Emerson Santos
Além de ter atuado pouco na Série B (foram apenas quatro jogos, sendo todos entrando no segundo tempo), Emerson Santos não foi pé quente para o Tricolor. Nas partidas que esteve em campo, o Santa só saiu vitorioso em uma – no 4×1 para o Paraná. Nas demais, empate em 0×0 com o Boa Esporte e derrotas por 4×1 para o América/MG e 1×0 para o ABC. Detalhe: o meia não disputou um jogo sequer com Marcelo Martelotte.

Pedro Castro
Desde o dia 29 de agosto, na derrota coral por 3×2 para o Paraná, no início do segundo turno, o meia Pedro Castro não sabe o que é disputar um jogo. Ele foi titular apenas contra Macaé, Paraná (1º turno) e América/MG. Depois, ficou como opção no meio-campo e, em seguida, virou nome fora de cogitação para o setor. Até mesmo Vinícius Reche, que passou um longo tempo lesionado, teve chance na reta final da Série B.

Nathan
Nathan teve até um número razóavel de jogos com a camisa coral na Série B – 12, sendo titular em seis. Marcou gols contra Paraná e Luverdense. Peça constantemente utilizada por Martelotte no início de sua trajetória no clube, o “Cachorrão” perdeu espaço com o crescimento de Luisinho e Bruno Moraes. Passou a ter seu nome pouco lembrado até ser deixado de lado pelo treinador. Sua última partida foi em setembro, na vitória coral por 2×1 contra o Ceará, no Arruda.

Diogo Campos
Um dos últimos contratados para a Série B, o atacante Diogo Campos encarou uma forte concorrência no setor. Teve duas partidas como titular para agradar Martelotte, contra Paysandu e Luverdense. Não deu certo. Chegou a entrar no decorrer de mais três jogos, mas sem destaque. Sua participação no Santa durou do início de setembro até a primeira semana de outubro. Após isso, acompanhou de longe a arrancada coral na competição.

Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 03/12/2015

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

E a minha cobra subiu...


E A MINHA COBRA SUBIU...

Clóvis Campêlo

Amigos corais, nesses dez anos em que o nosso querido Santinha caiu nas profundezas das águas turvas do nosso futebol, até o seu retorno à elite do futebol brasileiro, superação foi a palavra-chave. Entre os três grandes do futebol pernambucano, o chamado trio de ferro, apenas nós, tricolores, experimentamos o dissabor de disputar a Série D do futebol brasileiro.
Pagamos caro por anos de administrações catastróficas e amadorísticas. Até que um dia chegou ao Arruda o senador Fernando Bezerra Coelho. Mesmo dentro de um projeto eleitoreiro, e contando com as benesses do cargo político que então ocupava, fez uma reformulação administrativa geral nas Repúblicas Independentes do Arruda. O seu grande mérito, na verdade, foi afastar os oportunistas que então ocupavam espaços vitais dentro do nosso clube e abrir caminho para uma reestruturação que pode nos permitir a conquistas de novos e importantes títulos e o retorno gradativo à nata do futebol brasileiro, de onde nunca deveríamos ter saído.
Um clube como o Santa Cruz, dono de uma torcida fiel e poderosa, um dos maiores clubes de massa do futebol brasileiro, não poderia nunca ter experimentado os dissabores pelos quais passamos. Chegamos a disputar uma competição quase sem nenhuma estrutura profissional, com a famigerada Série D, competindo com clubes sem a nossa tradição e sem a nossa envergadura, expondo-nos a situações vexatórias onde só tínhamos a perder.
E, se com Fernando Bezerra Coelho não chegamos a ganhar títulos e recuperar o prestígio perdido, o seu trabalho abriu caminhos para conquistas importantes e gloriosas, sob a batuta de Antônio Luiz Neto e Alírio Moraes. De 2011 para cá, conquistamos o título de campeões brasileiros da Série C e quatro títulos estaduais, dos cinco disputados. E ainda nos demos ao luxo de perder, dentro do Arruda, a disputa pelo título da Série D, em 2011, para o pequeníssimo Tupi, de Minas Gerais. Aquela perda do que significaria a conquista do nosso primeiro título nacional, foi marcante mas educativa. Permitiu-nos maiores correções no nosso rumo de volta à Primeira Divisão nacional. E esse redirecionamento deu certo.
Para o ano, estaremos na Série A ao lado dos grandes clubes do futebol brasileiro, retornando à posição de destaque que ocupávamos nos anos 70, quando montamos grandes equipes e impressionamos o Brasil com vitórias significativas, dentro e fora de casa.
Embora ainda existam situações incômodas a serem corrigidas dentro do clube, como o atraso salarial dos funcionários da parte administrativa, confiamos na perspicácia do nosso presidente, que, no começo da sua gestão, chegou a ser chamado de Delírio Moraes, por conta dos seus projetos aparentemente mirabolantes.
Na prática, porém, ele nos mostrou que pensava grande, do tamanho do nosso clube, e que, com os pés no chão, todos os projetos poderiam ser viáveis.
No ano que vem, teremos novos desafios a serem vencidos. Com a convicção do nosso potencial atual, sigamos em frente em busca de outras vitórias.
Afinal, superação continua a ser a nossa palavra-chave.

Recife, dezembro 2015

Questão de salário


QUESTÃO DE SALÁRIO

Thaís Lima

Considerado um dos destaques da campanha tricolor nesta Série B, o atacante Lusinho não esconde a satisfação por ter ajudado a colocar o Santa Cruz de volta à elite do futebol brasileiro. Ter conseguido o primeiro acesso da sua carreira pelo clube coral é, inclusive, um dos motivos que fazem com que o atleta queira permanecer no Arruda. A renovação do seu contrato, contudo, passa pela questão salarial.
“A gente dá prioridade ao Santa Cruz pelo fato do clube ter me dado essa oportunidade maravilhosa e da equipe ter feito um bom trabalho. Mas não depende só da minha vontade. Depende do planejamento deles. A gente sabe que essa questão salarial é muito importante, pelo fato de eu ter que sustentar a minha família. Tem também o fato de o Santa Cruz estar na primeira divisão. É visibilidade. Estar em um clube em que eu atuei um ano e conseguiu o acesso. Isso marca. Seria muito importante para a minha carreira. É tempo de sentar e resolver”, afirmou Lusinho.
O jovem atacante também aproveitou o momento de euforia após a vitória por 3 a 1 diante do Vitória para alfinetar um dos dirigentes do seu ex-clube, o Atlético-GO. Relembrando a época em que trabalhou com o técnico Marcelo Martelotte no clube goiano,o jogador reclamou que não tinha espaço no time, mas não por causa do treinador, e sim pelo fato de o dirigente não gostar dele.
“Quando o Marcelo (Martelotte) veio, facilitou as coisas. Quero deixar bem claro que ele nunca me afastou (no Atlético-GO). Quem não gostava de mim lá e não queria me deixar jogar era o Adisson, o diretor, e eu até agradeço a ele por não ter gostado de mim. Eu vim para cá e subi, mas o Atlético continua na segunda divisão. Então, obrigado Adisson, sou muito grato a ti”, disparou o atacante tricolor.

Fonte: Diario de PE, Recife, 28/11/2015

Contratar, emprestar, dispensar...


CONTRATAR, EMPRESTAR, DISPENSAR...

William Tavares

Contratar, emprestar, dispensar…esses serão os verbos da moda daqui até o final do ano no futebol brasileiro. Período em que o telefone dos dirigentes de clubes e dos empresários de atletas não terá sossego. Férias para os jogadores, mas serviço redobrado para aqueles que trabalham fora das quatro linhas. No Santa Cruz, a meta é tentar manter a base que garantiu o acesso à Série A em 2015 e fazer “contratações pontuais”, afirmam os dirigentes. É hora de planejar a temporada 2016.
Para começar, o Santa já inicia o mês de dezembro com apenas dois atletas do time titular garantidos para a temporada seguinte, o atacante Grafite e o volante Wellington Cézar. O camisa 23 tem contrato até julho do próximo e o marcador de 21 anos tem vínculo até o fim de 2017. Os demais já encerraram contrato após o término da Série B do Campeonato Brasileiro. Dos reservas, apenas o lateral-direito João Carlos e os jogadores da base possuem contrato, entre eles Raniel e Renatinho.
Antes de tratar da renovação dos jogadores, porém, o Tricolor espera definir o mais rápido possível a permanência do técnico Marcelo Martelotte. “O clube vai conversar com o meu empresário (Joca Sloccowick) para tratar sobre a minha continuidade. Não recebi propostas de nenhum time nesse final de Série B. No máximo houve uma sondagem do Goiás, mas no meio do campeonato”, afirmou o treinador. “O Santa terá um 2016 bem diferente do que foi o 2015, com mais competições e disputando a Série A. Preciso ver o planejamento do clube para decidir algo”, completou.
Além de manter o mesmo comandante que recolocou o clube na elite do futebol brasileiro após quase uma década, o Santa luta para segurar a base titular do time. Os dirigentes preferem não traçar prioridades, mas sabe-se que nomes como Tiago Cardoso e João Paulo estão entre os que receberão mais atenção por parte do clube. O primeiro está no Tricolor desde o calvário da Série D, em 2011, tendo sido fundamental nos três acessos da Cobra Coral, além de ter no currículo quatro títulos estaduais e um da Série C. Esse ano, o goleiro só voltou aos gramados na metade do primeiro turno da Segundona, após se recuperar de uma lesão no joelho direito.
No caso de João Paulo, o Santa por pouco não perdeu o camisa 10 no final de outubro, quando o vínculo de empréstimo do jogador com o clube expirou. Foi preciso convencer o Internacional, dono dos direitos federativos do atleta, a renovar com o meia para que, assim, os pernambucanos conseguissem um aditivo no contrato, fazendo com que João Paulo disputasse a reta final da competição.

RETORNO

Com o final da Série B, o zagueiro Everton Sena retornará ao Santa Cruz. O jogador estava emprestado ao Boa Esporte e atuou em 23 jogos pelo clube mineiro. Sena é formado nas categorias de base do Santa e conquistou três títulos estaduais (2011, 2012 e 2013), além da Série C 2013.

Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 01/12/2015

domingo, 29 de novembro de 2015

O valor do vice-campeonato


O VALOR DO VICE-CAMPEONATO

Após o triunfo por 3×1 do Santa Cruz sobre o Vitória – resultado que garantiu o vice-campeonato da Série B para o Tricolor -, o técnico Marcelo Martelotte elogiou o comprometimento dos atletas em atuarem em alto nível em uma partida que teoricamente não valia nada. Sobre a renovação de contrato para 2016, porém, o comandante preferiu despistar.

Confira os principais trechos da entrevista coletiva:

Reta final

A força do grupo, a força do elenco foi o principal. A consciência de que tínhamos capacidade. Se não fizessem isso, estaríamos perdendo uma oportunidade levar o Santa para a Série A. Nesta reta final, os jogadores tiveram essa consciência. Colocaram em campo, não só nos últimos jogos, todo o empenho para conquistarmos a sequencia de vitórias. Este resultado veio para coroar a campanha. Estão todos de parabéns pela dedicação.

Planejamento

Vamos descansar. Acho que todos merecem um descanso, para recarregar a bateria e para que possamos pensar em 2016. Vivemos um momento de definições, acaba uma competição e outras coisas já se iniciam. É interessante pensarmos no ano que vem, mas até agora não temos nada. Só temos o interesse de ambas as partes, até agora. Não iniciamos nada em relação a renovação. Isso eu acho até prudente fazer pós-campeonato. Devemos iniciar a partir desta semana e espero que acabe tudo bem.

Propostas de outras clubes

Não existiram nada de propostas. Lógico que sou profissional, para mim é gratificante, mas não existe proposta. Tive um a sondagem do Goiás durante a Série B, mas foi em outro momento. As coisas vão começar a acontecer a partir da próxima semana, quando a acaba a Série A. Vou conversar primeiro com o Santa Cruz.

Festa

Já vimos vários jogos de festa se transformarem em resultados ruins. Hoje, o time jogou mais soltou, mas muito comprometido. O jogo valia o titulo de vice-campeão da Série B. Se precisássemos do resultado, conseguiríamos jogar nesse nível. É difícil manter o grupo comprometido com o objetivo já alcançado. Mas eles mostraram o caráter e o comprometimento.

Série A

Sabemos das dificuldades de uma Primeira Divisão, principalmente para os times que sobem. Vamos encarar a dificuldade de frente. Vai ser um ano mais difícil, mas temos que nos preparar. O torcedor tem que encarar com prazer.

Renovações dos jogadores

Essas definições não passam apenas pelo meu interesse ou do clube. As renovações são situações individuais. Alguns jogadores se valorizaram, deverão receber propostas de outros clubes. Depende também da vontade dos atletas, do próprio mercado. São coisas para serem definidas mais para frente. Temos uma base interessante para iniciar 2016 com força. Vamos em busca dos títulos do Pernambucano e da Copa do Nordeste, por termos essa base interessante.

Dificuldades na Série B

Na verdade, toda campanha tem momentos difíceis. O que define o sucesso no final é a forma que você encara os momentos complicados. Raramente perdemos dois jogos seguidos, por exemplo. Sempre recuperávamos na rodada seguinte. Demos respostas em cima de resultados ruins. Nossa campanha foi fundamental como mandante.

Sul-americana

O vice-campeonato vale mais que a participação na Sul-Americana. Muitos clubes abrem mão, pela Copa do Brasil. Não acho que seja o principal para o planejamento do clube.


Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 28/11/2015

Santa Cruz 3 x 1 Vitória-BA


SANTA CRUZ 3 x 1 VITÓRIA-BA

Não poderia ter desfecho melhor para o Santa Cruz. Sem o peso de um confronto decisivo, o Tricolor pernambucano e Vitória fizeram, na tarde deste sábado (28), no Arruda, uma partida bem aberta, bem jogada e com boas oportunidades de gols para os dois times. Apesar das muitas chances desperdiçadas – sobretudo no primeiro tempo – a Cobra Coral bateu o Leão baiano por 3 a 1, com gols de Allan Vieira, Daniel Costa e Bruno Moraes. O tento do Leão foi marcado por Vander.

O JOGO

Atuando dentro de casa e com o apoio maciço das arquibancadas, O Tricolor pernambucano cansou de perder gols no primeiro tempo. Logo aos sete minutos, após boa troca de passes, Lelê recebeu na área, mas pegou mal na bola e mandou longe da meta do Rubro-negro baiano. O lateral Diego Renan era o mais perigoso do Vitória. Em uma de suas jogadas, ele tocou para Vander – livre de marcação – bater em cima de Tiago Cardoso. Grafite desperdiçou duas boas chances de abrir o placar. Na primeira, o atacante recebeu de Lelê, driblou o goleiro Fernando Miguel, mas bateu fraco na bola e Ramon tirou em cima da linha. Na segunda, ele bateu em cima do arqueiro baiano.
A blitz exercida pela Cobra Coral deu resultado aos 38 minutos. Após cobrança de escanteio, Allan Vieira cabeceou para o fundo das redes. O Arruda explodiu em alegria. O gol animou o time. Após confusão na área, Luisinho bateu na trave e desperdiçou a oportunidade de ampliar o marcador antes do intervalo.
As chances perdidas na primeira etapa não fizeram falta. Logo no início do segundo tempo, Daniel Costa cobrou escanteio com veneno, a bola desviou na zaga do Vitória e matou o goleiro Fernando Miguel. Os minutos que sucederam o segundo tento tricolor, foram de festa para a torcida. Dentro de campo, contudo, o ritmo caiu consideravelmente, nada que tirasse a alegria e a empolgação do público presente. Aos 37, Vander tratou de inflamar o jogo. Ele recebeu, driblou e acertou um belo chute, sem nenhuma chance de defesa para Tiago Cardoso. Dois minutos depois, porém, Raniel escapou pela esquerda, invadiu a área e foi derrubado. Bruno Moraes, o general do Arruda, cobrou com perfeição e fechou o placar.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vitor, Alemão, Danny Morais e Allan Vieira; Wellington Cézar, Daniel Costa (Renatinho), João Paulo, Lelê (Raniel) e Luisinho; Grafite (Bruno Moraes). Técnico: Marcelo Martelotte.

VITÓRIA-BA: Fernando Miguel; Diogo Mateus, Ramon, Guilherme Mattis e Diego Renan; Amaral, Marcelo, Flávio (Gabriel), Yan (Rafaelson) e Nickson; Vander. Técnico: Vágner Mancini.

Local: Arruda (Recife-PE). Árbitro: José Cláudio Rocha Filho (SP). Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Ubiratan Bruno Viana (SP). Cartões amarelos: Amaral (Vitória); Bruno Moraes (Santa Cruz). Gols: Allan Vieira (38’ 1ºT) Daniel Costa (5’ 2ºT) Bruno Moraes (39’2ºT); Vander (37’2ºT). Público: 36.622. Renda: R$ 983.770,00.

Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 28/11/2015

sábado, 28 de novembro de 2015

A força do nosso ataque


A FORÇA DO NOSSO ATAQUE

Yuri de Lira

Não bastasse o retorno à elite, o Santa Cruz pode fechar o ano também como um dos ataques mais positivos em todas as séries do Brasileiro. Apenas o campeão da Primeira Divisão (o Corinthians) e o atual vice (o Atlético-MG) balançaram mais as redes do que o Tricolor. Às 16h30 de hoje, no Arruda, o time se despede da Segundona enfrentando o Vitória. Para fechar a temporada com chave de ouro e terminar na vice-liderança, a torcida conta com os muitos gols que se acostumou nesta reta final do campeonato.
O ataque coral já desfrutava de números regulares, mas a sua média gols nos últimos cinco jogos - em que o time manteve um aproveitamento de 100% e se alçou a elite - acabou dobrando. Agora, está a apenas dois gols de ser o segundo time a mais vazar os adversários nos campeonatos brasileiros de 2015. Para tanto, precisaria ultrapassar o Galo, que tem um a mais, porém, mais duas rodadas a disputar.
Adversário tricolor, o Vitória vem de Salvador para brigar pela vice-liderança (e pelo consequente aumento de chances de participação na próxima Copa Sul-Americana) com um ataque também bastante produtivo. No entanto, o setor vai ser quase todo poupado numa partida que acabou ganhando mais contornos de celebração para ambas as equipes.

DEMOCRÁTICO E SOLIDÁRIO

Duas peças titulares do sistema ofensivo, Lelê e Grafite retornam de suspensão no Santa Cruz. Mesmo se não pudessem voltar, os reservas certamente dariam conta do trabalho. Foi assim durante toda a competição. O ataque efetivo tricolor tem sido “democrático”. Dezenove jogadores diferentes já fizerem gols. É também solidário. Com dez assistências, Luisinho é o atleta que mais serviu os colegas na Segundona - atrás só de Marcelo Toscano, do América-MG, com uma a mais. De quebra, o Santa é o quarto time que mais finalizou certo em todas as séries. Segundo dados do site Footstats, 193 - atrás apenas de Corinthians (201), Palmeiras (200) e Atlético-MG (199).

TIME

O Santa Cruz joga completo em seu último jogo na Série B. É certa a presença do meia-atacante Luisinho, que havia ficado de fora de dois treinos da semana por desgaste muscular depois da partida contra o Mogi Mirim, em Itu. Ontem, o jogador voltou normalmente aos trabalhos, foi confirmado pelo técnico Marcelo Martelotte e Raniel, portanto, continua na reserva do time.

OS MELHORES ATAQUES DOS CAMPEONATOS BRASILEIROS DE 2015

1º Corinthians, 70 gols, 1,9 de média; 2º Atlético-MG, 61 gols, 1,7 de média; 3º SANTA CRUZ, 60 gols, 1,6 de média; 3º Botafogo, 60 gols, 1,6 de média; 4º Palmeiras, 58 gols, 1,6 de média; 5º Vitória, 57 gols, 1,54 de média.

Fonte: Diario de PE, Recife, 27/11/2015

Muitos motivos para vencer


MUITOS MOTIVOS PARA VENCER

William Tavares

Nada de jogo amistoso ou partida para cumprir tabela. Embora Santa Cruz e Vitória já tenham garantido matematicamente o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro na rodada passada, o confronto de hoje, no Arruda, pode assegurar outros objetivos nesta e na próxima temporada. Além de conquistar o vice-campeonato da Série B, o vencedor do duelo pode herdar, por conta de uma série de fatores e combinações, uma vaga na Copa Sul-Americana do próximo ano. Depois de festejar o acesso, é hora de “bater o ponto” no último compromisso de 2015.
Para conquistar uma vaga no torneio continental, primeiro o Tricolor precisa vencer os baianos, assumindo a segunda colocação da Série B. Os pernambucanos estão atualmente na terceira posição, com 64 pontos. O Leão é o segundo, com 66. Desde que o novo sistema de classificação para a Sul-Americana foi estabelecido, todos os times que terminaram na vice-liderança da Segundona garantiram uma vaga na Copa.
Um exemplo disso foi a Ponte Preta, vice-campeã da Segundona ano passado. A Macaca acabou herdando uma das vagas da Sul-Americana. Isto aconteceu porque a equipe paulista não se classificou para as oitavas de final da Copa do Brasil e os times previamente qualificados para a competição continental avançaram no torneio nacional, abrindo mão obrigatoriamente das vagas do certame organizado pela Conmebol. Assim como aconteceu com o Sport nos últimos dois anos e com o Náutico, em 2013.
O Santa Cruz entrará com força máxima para o confronto. O meia Lelê e o centroavante Grafite, que cumpriram suspensão automática na rodada passada, voltam ao time titular. O atacante Luisinho, que ficou fora dos primeiros treinos da semana por conta de um cansaço muscular, trabalhou normalmente ontem com o restante do elenco e completará o setor ofensivo. “Contamos com a participação de todos, tirando o Aquino, e a tendência é que seja o mesmo time considerado titular”, afirmou o técnico Marcelo Martelotte.

JOÃO PAULO

Durante a semana, o meia João Paulo teve seu nome ligado a uma possível transferência para o Botafogo. Mas de acordo com o empresário do atleta, Cristian Mânica, a prioridade continua sendo a renovação com o Santa Cruz. “Ele já está bem ambientado no clube e a prioridade é aqui. Falta apenas acertar alguns detalhes”, declarou o empresário. João Paulo tem contrato com o Internacional e veio ao Tricolor por empréstimo no início do ano.

UNIFORME

Os jogadores do Santa Cruz estarão de uniforme novo contra o Vitória. A equipe entrará em campo com uma camisa em referência à última participação do clube na Série A, em 2005. O padrão é predominante preto. As mangas são vermelhas, com detalhes brancos. A camisa estará à venda na segunda, ao preço de R$ 169,90. Ontem, os atletas posaram com o uniforme novo para a foto oficial do acesso.

Fonte:Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 28/11/2015

terça-feira, 24 de novembro de 2015

É Série A!


É SÉRIE A!
Charge de Miguel
Jornal do Commercio, Recife, 24/11/2015

Torcida faz a festa na sede coral





Fotografias de Flávio Japa

TORCIDA FAZ A FESTA NA SEDE CORAL

Os tricolores que não puderam acompanhar o jogo em Itu fizeram a festa aqui mesmo, no Recife. E não há “casa” melhor para eles do que o estádio do Arruda. Milhares se aglomeraram na sede do clube e vibraram após a vitória do Santa Cruz por 3×0, diante do Mogi Mirim, no Novelli Júnior, resultado que garantiu o acesso coral à Série A do Campeonato Brasileiro.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 21/11/2015

Martelotte destaca a conquista


MARTELOTTE DESTACA A CONQUISTA

William Tavares

Campeão Pernambucano como goleiro em 1993. Integrante do elenco que conquistou o acesso à Série A em 1999, também como atleta, e um título Estadual em 2013, já como treinador. Todos pelo Santa Cruz. Foi com esse currículo que o técnico Marcelo Martelotte desembarcou no Tricolor, em 2015. A meta desta temporada era audaciosa: conseguir o acesso à Série A. Após várias rodadas, entre tropeços e vitórias, o treinador recolocou o clube pernambucano na elite do futebol nacional. Um feito que foi maximizado por Martelotte.
“É uma conquista enorme, a maior minha pelo Santa Cruz e a maior da minha carreira”, afirmou o técnico. “Fomos acreditando, lançando novos desafios e o grupo respondendo de maneira positiva. Vimos que estávamos buscando os objetivos. Hoje foi a concretização de um trabalho que evoluiu durante o campeonato. O grupo esta de parabéns.”
Apesar do placar elástico, Martelotte revelou que, novamente, o time sentiu ansiedade no começo da partida contra o Mogi Mirim, vencida por 3×0. “Hoje não foi um futebol brilhante. O fato de ter a responsabilidade do resultado, o gol não saindo, o adversário colocando dificuldades…o emocional pesou. Depois voltamos melhor, pressionando e aí conseguimos o gol. O importante era o resultado e ele veio pela competência dos jogadores”, citou.
Mesmo sem querer destacar apenas um ponto diante de vários momentos cruciais do Santa na Segundona, Martelotte lembrou a sequência de cinco vitórias consecutivas nos últimos jogos, principalmente fora de casa. “O campeonato é longo e tinha a história de não vencer fora de casa…mas agora fomos decisivos justamente nesses confrontos. Estamos entre as cinco melhores equipes visitantes”, frisou.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 21/11/2015