segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O 500º Clássico das Emoções


O 500º CLÁSSICO DAS EMOÇÕES

Clóvis Campêlo

Segundo matéria publicada no Jornal do Commercio de hoje, o jogo da próxima quarta-feira entre Santa Cruz e Náutico será o 500º Clássico das Emoções, disputado entre os dois clubes.
Essa história, segundo o texto da jornalista Luana Ponsoni, começou em 1917, quando o Santinha meteu 3x0 no Timbu e emplacou a primeira vitória.
Ao todo, foram 194 vitórias corais, contra 161 vitórias timbus.
Não sei se a matéria da jornalista se baseou nas estatísticas de Carlos Celso Cordeiro, abnegado torcedor alvirrubro que tive o prazer de conhecer no Arquivo Público Jordão Emerenciano, nos anos 90, quando iniciava as suas pesquisas.
Em função delas, já publicou diversos livros sobre o futebol pernambucano, dando enfase ao chamado Trio de Ferro (Náutico, Santa Cruz e Sport).
O seu trabalho, aliás deu continuidade ao trabalhado pioneiro de Givanildo Alves, jornalista já falecido e que iniciou o resgate da história do nosso futebol com livros importantes e esclarecedores.
Antes deles, a história do futebol pernambucanos limitava-se a crônicas isoladas ou livros pitorescos que abordavam muito mais aspectos folclóricos do que históricos do futebol pernambucano. Era na base do "ouvi dizer".
Aos dois pioneiros, faço as minhas homenagens.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Santa Cruz 3 x 0 Guarany de Sobral


SANTA CRUZ 3 x 0 GURANY DE SOBRAL

Clóvis Campêlo

Caros amigos corais:
Com salários atrasados ou não, ontem, no Estádio do Arruda, vencemos o Guarany de Sobral e vencemos bem: 3 x 0.
Dominamos tática e tecnicamente o adversário que em nenhum momento nos levou perigo. É assim que um grande clube como o Santa Cruz deve sempre jogar. Impondo-se e não deixando espaços para o adversário atuar.
No entanto, apesar da vitória, continuamos perdendo muitos gols e ainda não temos um homem de referência no ataque, dentro da área. Precisamos urgentemente de um bom centro-avante.
Os dois primeiros gols nasceram de jogadas com bolas paradas. Renan Fonseca, de cabeça, no início do jogo, e Panda, de falta, na segunda etapa. O terceiro gol, marcado por Cassiano, foi uma jogada coletivamente bem trabalhada no ataque.
Agora, podemos viajar mais descansados para Sobral, sabendo, no entanto, ue a parada lá não vai ser mole. Mas, temos um melhor time e não podemos vacilar.
Antes, na quarta-feira, enfrentaremos o Timbu precisando nos recuperarmos da derrota inesperada diante do Porto, em Caruaru.
Público de 14.446. O Santinha jogou e venceu com Tiago Cardoso; Oziel, Leandro Souza, Renan Fonseca e Tiago Costa (Panda); Sandro Manoel, Luciano Sorriso, Raul (Natan) e Carlos Alberto (Flávio Caça-Rato); Jeférson Maranhão e Cassiano.
Destaque para o bom retorno de Leandro Souza.
Vamos em frente, Santinha.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Seu Valdir


SEU VALDIR

“Eu já nasci tricolor. É uma paixão que não sei explicar, apenas aconteceu”. A declaração é de Valdir Oliveira Lins, 62 anos, que ao falar do Santa Cruz seus olhos brilham de tanto orgulho que sente pelo clube do coração. Seu Valdir faz parte da nação composta por milhares de tricolores apaixonados. São pessoas que amam o clube incondicionalmente. Sofrem as derrotas do time, mas, sobretudo, são fortes o suficiente para “carregá-lo nas costas”. Hoje, o Santa Cruz comemora 100 anos de glória no futebol nacional. Um século de história contada por crises, derrotas, vitórias e títulos. Uma história que, acima de tudo, sempre foi e sempre será protagonizada pelo maior patrimônio coral, o torcedor.
Seu Valdir é louco pelo Santa. Tem uma coleção com mais de 80 camisas nas cores vermelho, preto e branco. Não sabe e não quer usar outro tipo de vestimenta. “A exceção é quando vou a um velório ou enterro, aí visto uma camisa preta”, contou o torcedor, que reúne outros itens corais como bandeiras, sandálias e até cuecas. Morador de Rio Doce, em Olinda, seu Valdir é proprietário do Bar Tricolor, um estabelecimento todo pintado com as cores do Santa Cruz. Por conta da excentricidade, o local chama a atenção e atrai a clientela da vizinhança. “As pessoas vêm para conversar sobre futebol, discutir sobre o Santinha. Adoram o ambiente e eu faço de tudo para mantê-lo bonito. Todo ano faço uma decoração diferente, mas sempre com as mesmas cores”, contou.
Como todo torcedor que se preze, seu Valdir não perde um jogo no Arruda. Frequentador assíduo do estádio José do Rego Maciel, ele já presenciou muitos momentos históricos do clube: a construção do Arruda, o pentacampeonato de 1973 e os acessos à Série A em 1999 e 2005. “Isso porque eu estou puxando passado. Tenho muitos outros fatos para contar”, pontuou. Das tantas histórias guardadas na lembrança, seu Valdir confessa que jamais esquecerá o futebol de Ramon, artilheiro do Santa Cruz em 1973. “Quando ele entrava em campo não tinha pra ninguém. Era um espetáculo jogando”, observou o comerciante sobre o ídolo do passado.

Publicado no Jornal do Commercio, Recife, 03/02/2014

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Porto 1 x 0 Santa Cruz


PORTO 1 x 0 SANTA CRUZ

Campeonato: Campeonato Pernambucano / 2º Turno / 1ª Fase
Data: 12/02/2014
Hora: 21:15
Local: Caruaru/PE
Estádio: Lacerdão
Árbitro: Gleydson Ferreira Leite (PE)
Auxiliares: Clovis Amaral da Silva (PE) e Albino de Andrade Albert Junior (PE)

PORTO: Emanuel, Felipe Almeida, Wallace, Geninho e Jackson; Cosme (Luiz Alberto), Evandro, Caio e Thaciano (Jeffinho); Kiros e Guego. Técnico: Elenilson Santos. Gol: Kiros. Cartão Amarelo: Geninho.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso, Nininho, Renan, Éverton Sena e Tiago Costa; Sandro Manoel, Memo, Raul; Renatinho (Jefferson Maranhão), Cassiano e Caça-Rato (Netto). Técnico: Vica. Cartão Amarelo: Éverton Sena.

Fonte: Coralnet

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Santa Cruz 4 x 2 Central


SANTA CRUZ 4 x 2 CENTRAL

Clóvis Campêlo

Segundo Renato Boca-de-Caçapa, o filósofo coral, para sermos tetra temos que vencer três bichos de pena (patativa, gavião e carcará) e dois bichos de pelo (timbu e leão). Não nos parece muito difícil. Ontem, no Arruda, despachamos o primeiro bicho de pena, a patativa. Que venho logo o resto.
Apesar da vitória por 4x2. voltamos a jogar mal no primeiro tempo, repetindo a lentidão do meio-de-campo dos jogos anteriores.
No segundo tempo, porém, com as substituições e a expulsão de um jogador do Central, encontramos espaços para o toque de bola e a velocidade.
Uma outra questão importante, é que o nosso ataque funcionou bem pela primeira vez na temporada, com Leo Gamalho (2), Cassiano e Pingo fazendo gols.
Nos dois gols centralinos, porém, a nossa defesa mostrou-se falha quando parte para dar o primeiro combate, coisa que deve ser feita pelos cabeças de área.
No mais, tudo em paz. A vitória sempre tranquliza e nos deixa com a vontade de querer mais.
Público fraco de pouco mais de 8 mil pessoas. Além da chuva, a dúvida quanto a realização do jogo, haja vista a ação do Náutico suspendendo a rodada, espantou a torcida. A televisão também ajudou, coma transmissão ao vivo do jogo.
Precisamos continuar vencendo. Nunca o caminho para o tetra, que não conquistamos desde 1972, nos pareceu tão curto. É só domar os bichos de pelo.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Vitória da Conquista 0 x 1 Santa Cruz


VITÓRIA DA CONQUISTA 0 x 1 SANTA CRUZ

Clóvis Campêlo

Amigos corais, ontem, na Boa Terra, Nossa Senhora do Centenário nos ajudou mais uma vez. Ganhamos por 1x0 e superamos o Bahia na tábua de classificação. Vamos para a 2ª fase provavelmente enfrentar o Guarani cearense.
Jogamos muito mal e levamos um sufoco do time reserva do Vi´ria da Conquista. O nosso meio-campo continua paquidermicamente lento e o ataque inoperante. Mais uma vez, ganhamos com o gol de um zagueiro, Renan Fonseca.
Aliás, até agora o time tem se mostrado sem atitude e sem determinação. Mas o importante é que ganhamos e continuamos na luta pela conquista da Copa do Nordeste 2014. Isso pode nos valer R$ 1.500 mil e uma vaga na Copa Sul-Americana, é bom lembrar.
Mais uma vez Tiago Cardoso justificou o nome de Paredão e fez defesas importantes. Já se disse que quando um goleiro se destaca numa partida é porque o adversário foi melhor em campo. E isso aconteceu mesmo.
Precisamos melhorar a disposição tática da equipe, aumentar a velocidade na saída de bola da defesa para o ataque e escalar atacantes que façam gols.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Prévia do bloco MINHA COBRA








MINHA COBRA - Prévia 2014
Presença de muitos torcedores, alguns já conhecidos, como Valdemagno Torres, o Elvis Coral, Jesus, Bráulio de Castro, Walmir Chagas, Alan Sales, Leonardo Dantas Silva e outros.
Portanto, o bloco já está na rua para o carnaval de 2014.

Um campeão centenário


UM CAMPEÃO CENTENÁRIO

Clóvis Campêlo

Assim como eu, O Santa Cruz nasceu no bairro da Boa Vista, no centro do Recife. O ano? 1914, quando a cidade ainda era um arremedo do que é hoje.
Não nasceu no seio da burguesia pernambucana ou da aristocracia açucareira e mercantil que mandava os filhos da pátria mãe gentil estudar na Europa e adquirir hábitos bizarros e diferenciados. Foi assim, na bagagem dos que regressavam, que o futebol chegou por estas plagas. Foi assim que ele aportou na cidade maurícia e terminou por seduzir os meninos da classe média que antes só se atreviam o olhá-lo de longe. Para eles, a bola ainda era um mundo a ser conquistado.
Pois bem, assim o foi. Onze desse meninos filhos da classe média, premeditando o sucesso, fundaram o Santinha na noite do dia 3 de fevereiro daquele ano longínquo.
De lá para cá, muita água rolou nesses cem anos que se completam na próxima segunda feira, dia 3 de fevereiro de 2014. Período de glórias e êxtases e períodos de insucessos comprometedores nem sempre explicáveis.
Do Pátio da Santa Cruz ao Arruda, o Santinha perambulou por vários locais e bairros, construindo parte da sua história. Mas foi no Arruda, a partir dos anos 40, onde se firmou e afirmou. De início, o terreno pertencente ao comendador Arthur Lundgreen foi alugado. Depois, comprado com a ajuda do prefeito José do Rego Maciel, que posteriormente teve o estádio inaugurado no início dos anos 70, mais precisamente em 1972, batizado com o seu nome.
A construção do estádio foi importantíssima para a nossa consolidação enquanto clube de futebol e na conquista dos títulos mais significativos. Em 1969, com ele ainda em construção, quebramos a sequência do hexa timbu e desbancamos o time da Ilha do Retiro, dando início a uma sequência vitoriosa que nos levaria ao pentacampeonato estadual.
Os anos 70, aliás, foram por demais significativos. Montamos grandes equipes e conquistamos grandes vitórias contra equipes campeãs nacionalmente. Elevamos o nome do Santa Cruz no cenário futebolístico nacional, tornado-o respeitável e digno de menção. Não foi a toa que encerramos a década com uma grande excursão pelo Oriente Médio e Europa, retornando dela invicto e ganhando da Confederação Brasileira de Futebol o título de Fita Azul do Futebol Brasileiro, em reconhecimento a essa bela campanha.
Hoje, depois de uma fase em queda no futebol brasileiro, onde chegamos a alcançar os mais baixos patamares, como uma fênix estamos renascendo e ascendendo novamente, caminhando para retornar ao lugar de destaque que sempre merecemos no futebol brasileiro.
A força da nossa torcida, presente na vida do clube mesmo nos piores momentos por nós vividos, serviu para mostrar ao mundo inteiro por que somos considerados o clube Mais Querido do futebol pernambucano.
Isso tudo deve ser lembrado com orgulho na próxima segunda-feira, dia 3 de fevereiro de 2014, quando estaremos comemorando o nosso centenário.

Recife, 2014