domingo, 18 de novembro de 2012

CLÁSSICO ETERNO


CLÁSSICO ETERNO

Alberto Félix, de São Paulo

Camaradas Corais do Pina, Brasília Cordeiro e arredores, alcoolistas e tabagistas.
Meninas e meninos Corais.
Emergindo do período sabático só para falar de uma partida de futebol no distante Bálcãs, na explosiva Belgrado.
Os Bálcãs, terra de povos exacerbadamente nacionalistas e revolucionários.
Foi em Sarajevo, que ditos anarquistas acederam o estopim para a primeira guerra mundial com o assassinato do arquiduque do império austro-húngaro Francisco Fernando e sua esposa Sofia.
Isto posto, voltemos as quatro linhas.
O Clássico Eterno.
Estrela Vermelha e Partizan.
Em minha adolescência e juventude no Recife, eu ouvia falar ou lia na revista O Cruzeiro, sobre o Estrela Vermelha, time pelo qual acabei tendo simpatia.
Penso que germinava em mim a semente esquerdista.
Certa feita, eu já morando aqui em Osasco, eu mais uns camaradas, pensamos em organizar o “Estrela Vermelha de Quitaúna”.
Um camarada com mais sanidade que nós concluiu que isto seria como cutucar onça com vara curta e findamos por ficar no plano das ideias.
O jogo foi 3x2 de virada, com vitoria do Estrela Vermelha, teve gol contra e o escambau!
No Brasil o sérvio mais popular é sem duvida Dejan Petkovic, meio-campista bom que só, nascido nas categorias de base do Estrela Vermelha, passou pelo Real Madrid e veio dar com os quartos na terra brasilis.
Onde sua estrela brilhou mesmo foi no Flamengo do Rio de Janeiro, pense em um batedor de faltas, escanteios e lançamentos cirúrgicos, pronto, ele era o cara.
Eu fico imaginando se houvesse um campeonato (pode ser até que exista) nos moldes da UEFA, só com times balcânicos?
Pense numa partida Kosovo e Servia!
Pura Nitroglicerina.
Melhor não.
Saudações Corais a todos.

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