domingo, 29 de julho de 2012

Oh glória!


OH GLÓRIA!

Alberto Félix, de São Paulo

Camaradas corais, do Pina, Brasília, Cordeiro e arredores.
Olimpíadas, só na tela crente.
Estamos livres do Galvão Pacheco Bueno e de seu famigerado ufanismo global.
E dai?
Escapamos do fedorento e caímos no colo do coisa ruim.
Bom, como Deus e seu filho unigênito dão plantão na casa da moeda universal e curam gaia, unha encravada, espinhela caída e infecção generalizada, não custa fazer uma marcha pelo ouro olímpico.
Força nas orações!
Tirando da fita, pachecos e beatos.
É nós na fita, alcoolistas e tabagistas.
Brasil e Egito, o que parecia que seria um vareio de bola, foi dor de barriga.
O Egito tem bola e joga muito.
Não atoa que o Egito conquistou sete vezes a Copa Africana de Nações e deu cartão vermelho para o grotesco ditador Hosni Mubarak.
A Praça Tahrir é do povo como o céu é do condor.
Domingo, a selemano joga no Teatro dos Sonhos o Estádio Old Trafford, lar do Man United.
Pisa nesse chão com força.
Brasil e Bielorrússia uma ex-republica soviética.
E nós?
Jogar em Cuiabá quatro horas da tarde!
Um lugar que parece que sol nunca mais vai se por.
Com sol, com chuva é nós no G-4.

sábado, 28 de julho de 2012

Amanhã será outro dia?



AMANHÃ SERÁ OUTRO DIA?

Clóvis Campêlo

Para mim, o dia 29 de julho é especialíssimo. É o dia do aniversário do meu pai, que se vivo fosse estaria fazendo 92 anos. Diante de tão significativa data, espero que o Santinha vença com competência o jogo contra o Operário, em Cuiabá, e que eu possa oferecer essa vitória a seu Clóvis.
A vitória também será necessária para quebrar o estigma que já se estabelece de que a Cobra Coral é o time da coluna do meio e não consegue ganhar fora de casa. Uma vitória na casa do adversário, que não vem bem das pernas e ocupa a vice lanterna, jogará por terra essas duas assertivas e nos colocará na rota da ascensão dentro do grupo A da Série C do Campeonato Brasileiro 2012.
Sabemos que o nosso time ainda se apresenta com grandes limitações técnicas e táticas. Mas, sabemos também que tem sido sempre assim desde a chegada de Zé Teodoro ao Arruda. Mais uma vez, é tempo de superação.
No nossa equipe atual, predominam os "estrangeiros", são pouquíssimos os chamados "prata da casa", como Renatinho e Memo, que ilustram a matéria com a fotografia acima.
Embora, acredite que essa não seja uma política cem por cento correta na formação da nossa equipe, também entendo que nas circunstâncias atuais não dá para perder tempo amadurecendo promessas ou projetos para o futuro. Estamos no presente e precisamos nos afirmar aqui.
Sabemos que Zé Teodoro é o tipo do treinador que gosta de ter à sua disposição jogadores prontos para resolver as necessidades das equipes que dirige. No entanto, em um mercado altamente inflacionado, como o futebol brasileiro, não é fácil sempre seguir essa receita, pois custa caro, caríssimo, e dinheiro sobrando é das deficiências atuais do Santinha. Portanto, necessário é que se encontra um ponto de equilíbrio entre essa duas situações para que resolvam-se os nossos problemas no presente e se riem condições adequadas para vitórias e conquistas no futuro.
Foi assim que conquistamos o penta estadual, nos anos 70 e firmamos o nosso nome nos cenários esportivos regional e nacional. Essa é uma referência que ainda hoje, passado tanto tempo, não podemos esquecer.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Chamas


CHAMAS

Alberto Félix, São Paulo

Camaradas Corais do Pina, Brasília, Cordeiro e arredores.
Sampa, está assim assado, mais assado que assim, os ônibus estão em chamas.
Uma doidice.
O governador que tem cara de beato da “Opus Dei” vai na televisão e diz.
Seremos firmes com estes facínoras!
E o açoite estrala no espinhaço!
Um conselho, se num acaso, numa noite fria de sampa, cruzares a guarda do governador, pare, pare porque eles não brincam não, eles te sapecam mesmo.
E as olimpíadas estão a porta.
Ainda bem que estas olimpíadas não está com o fuso horário tão maluco (mais quatro horas) porque é de lascar fuso horário australiano.
Após o período sabático de quarenta dias sem jogar, estamos de volta.
Perderam o jeito de jogar foi?
Não estamos lá essas coisas, quatro jogos, uma vitoria, três empates e somamos uma merreca de seis pontos.
Não podemos ficar passando a maior dor de barriga com escanteio do adversário.
Tem nego por ai jogando totó melhor que nós no campo.
Tá certo, tá certo jogando feio ou bonito o negocio é sair da “C”.
Mas também não carece de jogar tão feio assim.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O que falta ao Santinha?



O QUE FALTA AO SANTINHA?

Clóvis Campêlo

Para mim, o que falta ao Santa Cruz é qualidade técnica dentro de campo. Quando a isso se junta uma postura tática equivocada, instala-se o caos. Sexta-feira passada, no Arruda, contra Payssandu, foi isso o que vimos: uma defesa pesada jogando em linha e adiantada, cabeças de área que nem marcam e nem criam ofensivamente e dois meias que não se encontraram no jogo, deixando o ataque a ver navios.
Salvaram-se apenas os atacantes Dênis Marques e Fabrício Ceará, que, com jogadas individuais e na base do esforço pessoal, conseguiram marcar três tentos e empatar um jogo que parecia perdido.
Assim, em três jogos realizados no Arruda e onde poderia ter conquistado 12 pontos, O Santa Cruz empatou dois, venceu apenas um a duras penas, contra o Treze, conquistando 6 pontos, apenas 50% dos pontos possíveis.
É muito pouco para uma equipe que se dizia preparada para a competição e que tem a obrigação de chegar entre  os quatro primeiros para passar à fase seguinte. Ocupamos hoje a quinta posição na tabela de classificação, com três jogos realizados em casa e apenas um fora, em Salgueiro, contra o time de mesmo nome. Muito pouco, mesmo, pricipalmente se levarmos em conta que ainda não saímos do Estado para enfrentar jogos mais difíceis.
Mas, as deficiências técnicas podem ser supridas em parte por uma boa disposição tática dentro de campo e isso não vem acontecendo. O Santinha ainda não tem um padrão de jogo definido, dependendo muito mais da capacidade individual dos seus atacantes para resolver as carências do time. Faltam jogadas ensaiadas e concatenadas que encham de alegria os olhos da torcida e de gols as redes adversárias.
Caberia aqui mais uma pergunta: de que adiantaram os mais de quarenta dias de treinamento se dentro de campo a equipe se mostra caótica e despreparada?
Uma outra pergunta: quando da renovação do seu contrato com o Santinha, Zé Teodoro colocou como uma das condições pricipais a continuidade de um trabalho de renovação (?) que até hoje não conseguimos vislumbra. Continua a política de contratação de jogadores nem sempre a altura do Santa Cruz, embora saibamos que falta dinheiro para uma melhor qualificação do elenco. Mas, cadê o trabalho de revelação de valores, de valorização de atletas formados nas bases do clube e que possam, inclusive, trazer divisas necessárias mais na frente?
Estamos cabaleantes na Série C. Precisamos voltar a ter os passos firmes de antes. Precisamos voltar a confiar na equipe e na sua capacidade de superação. Isso é condição sine qua non para o sucesso.
Para não dizer que não falamos das flores e de coisas positivas, cantamos mais uma loa a essa incrível torcida que não abandona o clube e que, cada vez mais, dá mostras da suas força. Dela é que não se pode cobrar nada. Cumpre o seu papel de ir aos estádios e de apoiar a equipe, além de fornecer através das rendas parte dos recursos financeiros necessários para o sucesso da nossa difícil empreitada.

domingo, 15 de julho de 2012

Santa Cruz passa sufoco, mas bate o Treze no Arruda

Tricolor abre 2 a 0, tem várias oportunidades de ampliar o placar, mas cai de rendimento na segunda etapa e sofre para vencer os paraibanos

Os 20.342 espectadores que compareceram ao Arruda viram um jogo que parecia de um time só até a metade do segundo tempo. Diante da sua torcida, o Santa Cruz foi implacável no ínicio da partida, abriu 2 a 0, teve várias chances de construir um resultado ainda mais confortável, mas acabou cedendo espaços ao Treze, que diminuiu e placar e esteve muito próximo de chegar ao empate. No final, vitória tricolor por 2 a 1, a primeira nesta Série C. William Alves e Dênis Marquês (no primeiro tempo) marcaram para o Santa Cruz, e Brasão descontou para o Galo da Borborema, que segue sem marcar pontos na competição.

Com o resultado, o Tricolor chega aos cinco pontos na classificação e aguarda o complemento da rodada, neste domingo, para saber se continua entre os quatro mais bem-classificados no Grupo A. Com três derrotas em três jogos, o Treze amarga a lanterna da competição.

Na próxima rodada, o Santa Cruz recebe o Paysandu, na sexta-feira, às 19h (de Brasília). No sábado, o Treze enfrenta o Cuiabá, em Campina Grande.

Primeiro tempo: facilidade para o Santa

Em busca da primeira vitória na Série C, o Santa Cruz foi para cima do Treze desde o início da partida. Com um esquema de jogo bastante ofensivo (com Luciano Henrique e Weslley, no meio-campo, e Fabrício Ceará e Dênis Marques, no ataque), o Tricolor não dava espaços ao adversário e não custou a encontrar o caminho das redes. Aos 14 minutos, Luciano Henrique bateu escanteio, e o zagueiro William Alves subiu bonito para testar pro gol de Carlos Luna: 1 a 0, Santa.

William Alves sobe para marcar o primeiro do Santa Cruz sobre o Treze (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)William Alves sobe para marcar o primeiro do Santa Cruz sobre o Treze
(Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
O gol facilitou a vida do Santa Cruz. Dois minutos depois, Diogo chutou e Carlos Luna fez bela defesa. Perdido em campo, o Treze se defendia de forma desorganizada e não conseguia encaixar a saída para o ataque. Aos 21 minutos, os Santa Cruz reclamou pênalti de Carlos Luna em Fabrício Ceará, mas o árbitro sergipano Rogério Lima da Rocha mandou o jogo seguir. Os pernambucanos eram donos absolutos do jogo e só não chegaram ao segundo gol aos 28 minutos porque o goleiro Carlos Luna fez grande defesa no chute de Dênis Marques, e no rebote, Renatinho desperdiçou grande oportunidade.

A partir dos 30 minutos, o Treze conseguiu passar a ter a posse da bola e equilibrar o jogo, mas sem conseguir entrar na área do Santa. Leomir tentou de longe, mas mandou sem perigo para o goleiro Fred. O troco tricolor veio aos 41: Luciano Henrique deixou Diogo livre dentro da área, o lateral chutou forte, mas mandou para fora.

Mas aos 46 não teve jeito. Dênis Marques recebeu na intermediária e mandou um balaço no canto direito do goleiro do Treze: golaço. Santa Cruz 2 a 0.

Quem não faz...

O Santa Cruz voltou com a mesma força ofensiva do primeiro tempo e não demorou a ter oportunidades para aumentar o placar. Aos nove, Dênis Marques tentou, e Carlos Luna voltou a aparecer muito bem. No minuto seguinte, Luciano Henrique acertou a trave do goleiro trezeano. O Treze parecia entregue no jogo e, tamanha era facilidade, que os jogadores do Santa passaram a abusar do preciosismos em alguns lances - o que irritou o técnico Zé Teodoro. Renatinho, Dênis Marques e William Alves perderam boas oportunidades cada.

Na tentativa de dar um 'choque' na equipe, o técnico Marcelo Vilar promoveu duas mudanças aos 24 minutos: saíram Jamesson e Gilsinho para as entradas de Rodrigo Pardal e Manu. Assim, o Galo agora passou a atuar com quatro atacantes e as alterações surtiram efeito de forma imediata. Três minutos depois, Memo deu bobeira e o estreante Brasão recebeu na entrada da área para encher o pé no canto esquerdo de Fred. A bola ainda ticou na trave antes de entrar: 2 a 1. Na comemoração, o ex-atacante do Santa Cruz fez um gesto em homenagem à torcida uniformizada do Tricolor.
Santa Cruz e Treze fizeram um bom jogo no Arruda (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)Santa Cruz e Treze fizeram um bom jogo no Arruda (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)

O gol acordou o Treze e adormeceu o Santa Cruz. Aos 36, Vágner Rosa, outro estreante da tarde, mandou uma bomba de muito longe, o goleiro Fred bateu roupa e Brasão, em impedimento, não conseguiu aproveitar o rebote. No lance seguinte, Aderlan curzou para a cabeçada de Vavá, mas o goleiro do Santa Cruz operou um milagre no Arruda.

O Treze seguiu em cima do Santa, mas não conseguiu chegar ao gol do empate. Os torcedores corais, apesar do susto, deixaram o Arruda comemorando bastante a primeira vitória e os alvinegros de Campina Grande ficaram com uma impressão da equipe belo bom futebol apresentado no segundo tempo.


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Fred agradece por chance de defender o "gol de uma nação"


FRED AGRADECE POR CHANCE DE DEFENDER O 'GOL DE UMA NAÇÃO'

Com a lesão de Tiago Cardoso e as recentes falhas de Diego Lima, caiu nas mãos do até então terceiro goleiro do Santa Cruz a missão de defender o gol coral na partida deste sábado diante do Treze. Um dos últimos a chegar ao elenco para a temporada 2012, Fred demonstrou segurança nos amistosos e jogos-treino realizados antes do início da Série C e se diz pronto para fazer sua estreia em jogos oficiais.
- Estou sentindo uma alegria muito grande por receber a oportunidade de defender o gol de uma nação. Estava me preparando bastante para este momento e sabia que a minha chance iria aparecer. Lógico que bate aquela ansiedade antes de entrar em campo, mas estou tranquilo e bem treinado para fazer uma boa partida contra o Treze.
Fred, que passou os últimos cinco anos da carreira atuando no futebol do interior de Minas Gerais, se disse animado com a possibilidade de jogar com uma grande torcida a seu favor.
- Agradeço a Deus por poder estar realizando os meus sonhos no futebol. Tinha a vontade de jogar em uma equipe de expressão, com bastante torcida e agora estou vivendo isso aqui no Santa Cruz. Estou consciente de que a partida contra o Treze não será fácil, mas vou procurar estar concentrado o tempo inteiro, para corresponder às expectativas.
Fred também fez questão de ressaltar o bom relacionamento que existe entre ele, Diego Lima e Cley, os demais goleiros do Santa Cruz.
- Mesmo tendo chegado depois dos outros, fui muito bem recebido por todos e procurei encontrar o meu espaço sempre com bastante respeito. Agora estou tendo a minha chance e, com certeza, não só os outros goleiros, como todo mundo está torcendo para que eu faça um grande jogo. O diferencial do grupo do Santa Cruz é a união. Aqui não existe vaidade.

Fonte: Terror da Beberibe

Mais uma vez contra o Treze


MAIS UMA VEZ CONTRA O TREZE

Clóvis Campêlo

Camaradas corais, mais uma vez, amanhã, no Estádio do Arruda, estaremos enfrentando o Treze de Campina Grande em outra partida oficial pela Série C do Campeonato Brasileiro de 2012.
Para nós, não interessa que o Treze tenha entrando na competição pela janela, depois de ter sido eliminado por nós mesmos, dentro de campo. A partida é oficial e o que nos interessa é uma vitória convincente. O time paraibano já perdeu duas fora de casa, contra o Salgueiro e contra o Icasa. Levou cinco tentos e não marcou nenhum. Ou seja: apresenta as condições ideais para a nossa reabilitação.
Falo em reabilitação porque, até o momento, o Santinha não demonstrou dentro de campo a superioridade que acreditamos ter. O empate contra o Guarany de Sobral, na estreia, foi frustante, não só pelo resultado em si como também pelo fraco futebol apresentado. Contra o Salgueiro, no segundo jogo, estivemos irreconhecíveis, no primeiro tempo, só melhorandna segunda etapa com a entrada de Luciano Henrique, conquistando um empate heróico.
Amanhá, é de extrema necessidade a conquista da vitória. Com certeza, teremos um grande público a exigir isso. Não podemos mais correr o risco de sermos citados como o time da coluna do meio.
Ainda em relação ao jogo de amanhã, vejo no Jornal do Commercio a bronca de Zé Teodoro com o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho. Ao oferecer o bicho de R$ 10.000,00 ao elenco tricolor, o presidente da FPF trocou os pés pelas mãos ne confundiu o seu papel de mandatário com o de um mecenas passional. Zé Teodoro está certíssimo. os papeis não podem ser confundidos e corremos o risco de interpretações e interpelações erradas e maliciosas. Futebol se ganha dentro de campo, jogando bem e fazendo os gols necessários para vitória. É disso que o Santa Cruz precisa.
No mesmo jornal, tomamos conhecimento do falecimento de Reginaldo Esteves, que era membro vitalício da Comissão Patrimonial do Santa Cruz e que foi um dos responsáveis diretos da criação do estádio do Arruda (foto acima) e todo o complexo que o cerca. Aos 82 anos de idade, Reginaldo teve falência múltipla dos órgãos e foi sepultado, ontem, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista.
À sua família e a toda a grande Nação Coral o nosso pesar pela perda.
Esperamos que amanhã, contra o Treze da Paraíba, possamos lhe oferecer uma grande vitória.

domingo, 8 de julho de 2012

A eterna briga entre o Carcará e a Cobra Coral


A ETERNA BRIGA ENTRE O CARCARA E A COBRA CORAL

Clóvis Campêlo

Uma coisa ninguém pode negar: neste ano de 2012, ano do nosso bicampeonato estadual, os jogos entre Santa Cruz e Salgueiro estiveram marcados por um grande equilíbrio. Foram cinco partidas realizadas, com duas vitória do time sertanejo, duas vitórias corais e o empate de ontem. A grande diferença para nós, tricolores do Arruda, é que perdemos quando podíamos perder e vencemos quando precisávamos. Esse fato terminou por nos levar às finais do campeonato e à grande conquista do bi.
Mas, apesar de ser um bicho alado e de pena, o Carcará é tinhoso e tem nos dado muito trabalho nos últimos tempos. Dentro de campo, em terra firme, onde a Cobra se sente à vontade e se impõe tem nos causado surpresas desagradáveis.
Ontem, mesmo, lá no Sertão, fez um estrago danado no primeiro tempo do jogo, impondo o placar de 2x0 diante de um Santa Cruz atônito e confuso. Afinal, perguntamos todos nós torcedores corais, de que adiantou mais de um mês de treinamentos, em face da suspensão judicial da Série C, se dentro de campo não demonstramos disposição para vencer ou mesmo um padrão de jogo técnica e taticamente bem definido? O que está faltando ao Santinha?
Ora, sabemos que o grande trunfo coral está nos meias, seja Natan, Wesley, Luciano Henrique ou Victor Hugo. Quando não conseguem se impor, como ocorreu no primeiro tempo do jogo de ontem, e municiar o ataque com qualidade, o time s eperde e fica insistindo nas ligações diretas dos zagueiros ou cabeças de área para o ataque. Na segunda etapa, com a entrada de Luciano Henrique no lugar de Victor Hugo, conseguimos restabelecer essa qualidade e empatar o jogo. Luciano henrique, inclusive, foi quem marcou o nosso primeiro gol, cabendo a Dênis Marques, o predador, a marcação do gol de empate.
No próximo sábado, em casa, mesmo sem saber quem será o nosso adversário, ainda por conta da guerra das liminares, jogaremos novamente. Teremos a obrigação de vencer e vencer bem. Ontem, o Treze levou de 3x0 do Icasa, em Juazeiro, computando a sua segunda derrota. Mesmo ficando nós aqui com o direito de indagarmos o por que do treze insistir tanto em participar da Série C sem estar qualificado dentro e fora de campo para isso, teremos a obrigação e a necessidade de vencermos o outro bicho de pena que é o Galo (Garnizé, para alguns) da Borborema.
Se, por conta das guerras das liminares, o adversário for o Rio Branco, azar o deles. Vamos nos impor e garantir os três pontos que precisamos na tabela de classificação.
Afinal, será mais uma vez a Cobrinha entrando no gramado diante da sua fiel e apaixonada torcida.

sábado, 7 de julho de 2012

Dizem que sou louco


Gilmar, Zé Maria, Domingos da Guia, Gamarra, Rincón, Wladimir, Oswaldo Brandão (técnico), Marcelinho Carioca, Sócrates, Ronaldo, Neto e Tevez.


DIZEM QUE SOU LOUCO
(para Glauco e Pedro)

Alberto Félix, de São Paulo

Camaradas corais do Pina, Brasília, Cordeiro e arredores.
Peço “licencia” como dizia minha avó, para pisar neste sagrado solo das letras corais e falar de um outro time.
O Corinthians Paulista, até porque tenho dois corintianos aqui em casa, o mais velho deve ter sido contaminado ainda na maternidade (infecção hospitalar) o mais novo por influência de sua avó materna, em que pese ter a mãe palmeirense e o pai Coral, dois corintianos mais fuleiros que conheço, (fuleiros, mas fieis) é aquele negocio tem torcedor de todo jeito.
A manhã do quatro de julho em sampa, amanheceu assim, um “vai coríntia” infinito, no ar um borbulhar de medo e certeza.
A manhã do “ID” corintiano.
Naturalmente, sem falar nas centenas de línguas malignas.
Era tanta língua maligna, que eu pensei, vai dar Corinthians.
O jogo.
Na abóboda celeste a lua de São Jorge alumia o Pacaembu. (eita! agora forcei a amizade).
O Boca Juniors, conhecidos em mi Buenos Aires querida como “Los xeneizes” ou “bosteros”, chegaram “mui guapo” vestindo seu manto com as cores do uniforme dos correios e o peso de seis libertadores no espinhaço, e com ganas de querer ser o rei de copas.
O Corinthians, tão sofrido, de tantos calos e cicatrizes, o time da piada pronta, dessa vez não teve gogó foi tudo pescoço.
A conquista, começou a ser construída no segundo tempo.
Com um passe celestial de calcanhar de Danilo para Émerson Sheik a bola foi para o fundo filó.
Creio que, o Doutor Sócrates lá do céu assoprou no ouvido de Danilo.
De calcanhar!
Sheik roubou uma bola no meio de campo e disparou, escoltado por um zagueiro portenho xeneize.
Sem pentear a bola Sheik deu um tirambaço que a bichinha foi dormir no fundo filó.
Sacramentando a vitória do Timão.
Menino, me deu uma vontade tão danada de vestir uma camisa do Timão e sair por ai.
Mas meu coração é só do Santa Cruz e minha alegria é o Santa Cruz.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Zé Teodoro


ZÉ TEODORO

José Teodoro Bonfim Queiróz, mais conhecido como Zé Teodoro, nascido na cidade goiana de Anápolis, em 22 de novembro de 1963, foi um futebolista brasileiro, que atuava como lateral-direito. Atualmente é treinador do Santa Cruz.
Zé Teodoro começou a carreira de jogador no Goiás, onde atuou de 1981 a 1985 e em 1995. Jogou também no Guarani, em 1992, no Fluminese, em 1993, no Criciúma, em 1995 e 1996. Participu de duas conquistas de campeonatos brasileiros pelo Tricolor do Morumbi, em 1986 e 1991. Com a camisa são-paulina, como informa o Almanaque do São Paulo, de Alexandre Costa, Zé Teodoro fez 262 partidas (116 vitórias, 98 empates e 48 derrotas) e marcou sete gols.
Como treinador do Santa Cruz, ostenta o título de bicampeão pernambucano (2011-2012), além de ter promovido, este ano, a ascensão do clube coral à Série C do Campeonato Brasileiro.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

O preço de uma paixão


O PREÇO DE UMA PAIXÃO

Clóvis Campêlo

Tá certo, somos a torcida mais apaixonada do mundo. Mas, do mesmo jeito que, no dizer do poeta, o perdão cansa de perdoar, a paixão não pode se esgotar em si mesma. Ela procura reciprocidade, combustível para manter aceso o seu fogo, feitos notáveis, para não correr o risco de se volatizar.
Não falo difícil, apenas penso, racionalizo a minha paixão para que ela não se esgote. O fogo não é eterno. Também precisa de lenha e oxigênio para arder, queimar. Ainda mais debaixo da água, da chuva, que quem nela entra é pra se molhar.
Ninguém duvida da competência de Zé Teodoro, mas ele, às vezes, chove no molhado. E, sem nenhum trocadilho, isso aconteceu no domingo. Em um time de futebol, o ataque é para atacar, o mei-campo para armar e a defesa para defender-se. Esse é o óbvio ululante, mas funciona.
Depois dessa longa e penosa espera pelo começo da Série C, precisávamos de uma bela vitória e ela não veio. É muita urucubaca. Frusta. Cansa. Irrita.
Mas, somos a torcida mais apaixonda do mundo e esperaremos, ardendo no fogo da nossa paixão, que no próximo domingo, em Salgueiro, o Carcará pague a conta e nosso time não entre novamente por uma perna de pinto e saia por uma perna de pato.
O caminho é longo e sinuoso. Por isso é preciso redobrar a atenção. Dois tropeços já podem significar uma preocupação e mais uma vez nós é que temos de prover que somos um dos maiores.
Precisamos vencer, vencer e vencer. Só assim, em 2014, ano do nosso centenário, seremos tetra estaduais e estaremos na Série A.

Força estranha




FORÇA ESTRANHA

Alberto Félix de São Paulo

Camaradas Corais do Pina, Brasília, Cordeiro e arredores.
Inverno em Sampa, noites geladas.
Eu soube que, parece que desencantou jogaremos domingo que vem.
Deu no Blog do Santinha!
Diz que o jogo será contra o guaraná de Sobral.
Meu irmão, eu não estava aguentando mais gozar com o troço dos outros!
Olhe, nestes trinta e tantos dias de água parada, vi de tudo!
De Maria Sharapova a NBA de Lebron James, animadíssimos depoimentos na CPI do Cachoeira.
E a Eurocopa?
A Fúria espanhola mandou os heróis do mar as galés, iram remar até 2016 para chegar a França.
Me diga lá meu camarada, que força estranha move o Corinthians?
Ajeitaram um menino que tem nome de ídolo do futebol e cara de cantor de MPB.
O menino chama Romário e tem cara e cabelo de Djavan.
Calar a bomboneira no final do segundo tempo!
É mole ou tu queres mais?
Aquele que conhece o jogo.
“Eu vi um menino correndo
Eu vi o tempo
Brincando ao redor
Do caminho daquele menino... “
Estou morto de inveja”!
Viva eu! Viva tu!
Viva o Santa Cruz!
Temos um jogo!