terça-feira, 29 de maio de 2012

Navegar é preciso...


NAVEGAR É PRECISO

Clóvis Campêlo

Nada melhor para passar o tempo e matar o ócio do que navegar pela grande rede e pelas lembranças do passado.
Somos um clube forjado pela força e persistência da sua torcida e dos grandes dirigentes que por aqui passaram.
Como diria o poeta, o Santa Cruz é do povo como o céu é dos aviões.
Por absoluta falta de tempo para me deslocar ao Arquivo Público Jordão Emerenciano e pesquisar sobre os anos  do penta campeonato, fui obrigado a suspender momentaneamente a pesquisa que fazia sobre esse título que muito nos emociona.
Ainda cheguei a levantar os dois primeiros meses de 1969, janeiro e fevereiro, cujos textos estão aqui mesmo, em algum lugar desse blog mantido com tantas dificuldades.
O projeto não está descartado, mas apenas aguarda em banho-maria condições mais favoráveis.
É claro que junto à pesquisa no Arquivo também fazia e faço a pesquisa na internet, no google, o novo pai dos burros, esse grande acervo de informações e imagens que existe hoje a democraticamente disposição de todos.
A fotografia acima foi encontrada assim. Uma das formações do Santinha em 1969, grande equipe, formada basicamente por jogadores pratas-da-casa e por valores contratados na região nordestina.
Em pé, da esquerda para a direita: Pedrinho, Noberto, Zé Júlio, Zito, Birunga e Ary. Agachados, Fernando Santana, Facó, Mirobaldo, Luciano Veloso e Nivaldo.
Enquanto não começa a Série C do Campeonato Brasileiro 2012, vale a pena ver de novo!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Entre reis e carreatas


ENTRE REIS E CARREATAS

Clóvis Campêlo

Sempre vai aparecer alguém querendo fazer comparações entre Pelé e algum outro jogador que quebre alguma marca. Principalmente, com jogadores argentinos.
Quando ainda estava na ativa, Pelé era o Rei e o atacante Ivair, que jogava na Portuguesa de Desportos, era o princípe do futebol brasileiro, Hoje, ninguém mais fala em Ivair, enquanto Pelé ainda reina absoluto no reino das estatísticas.
Um outro jogador que gostavam de comparar com Pelé, era Eusébio. Nascido em Moçambique, na época colônia de Portugal, Eusébio defendeu a seleção portuguesa por muito tempo e tinha uma apurada qualidade técnica, sem que, no entanto, se equiparasse ao nível técnico de Pelé.
Depois apareceu Maradona, um craque dentro de campo e uma pessoa complicada fora dele. Para delírio dos hermanos, tentaram sem êxito fazer dele o sucessor do Negão.
Agora, tentam levar Messi a essa condição, comparando o seu desempenho na atual temporada com os números obtidos por Pelé em 1958, quando ainda era um adolescente de 17 anos surgindo no Santos e na Seleção Brasileira.
Eu, particularmente, acho que Messi, que já tem 24 anos de idade, ainda deve crescer e aparecer.
Como diz Bráulio de Castro, melhor do que Pelé e Garrincha, só Tará, ídolo do Santinha nos anos 30 e 40.
Ontem, camaradas corais, foi o dia da nossa carreata em comemoração à conquista do bi estadual. O nosso trem das três cores invadiu o Recife e deu um colorido diferente ao último domingo do mês de maio. O povão esteve nas ruas sorrindo a toa, mostrando os dentes de felicidade.
Agora é esperar que acabe logo essa palhaçada da suspensão das Séries C e D do Brasileirão para que possamos ver a Cobrinha entrando no gramado novamente.

Conversa fiada



CONVERSA FIADA

Alberto Félix

Camaradas corais do Pina, Brasília, Cordeiro e arredores.
Mas rapaz,que rebuceteio é esse na serie C e D!
Meia duzia de times lepreus foram bater nos umbrais da toda poderosa FIFA.
A FIFA, está cagando e andando para o futebol, sobretudo para o do Brasil.
Esta velha senhora e seus capos gostam mesmo é de uma boa sacanagem e muito dinheiro no bolso.
Quem leu “Jogo Sujo” de Andrew Jennings, jornalista investigativo inglês, sabe do que estou falando.
Andrew Jennings, tornou-se inimigo numero um da FIFA, de Joseph Blatter, Ricardo Teixeira e seus terratenentes.
Casa que falta pão, todo mundo grita e ninguém tem razão.
O negocio é esperar para ver como fica essa merda toda.
De minha parte estou em compasso de espera.
Outono em sampa, o sol é que nem luz de geladeira, ilumina mas não aquece.
E na TV?
De futebol, teve jogo bom de se ver, a final da liga dos campeões foi muito legal, os jogos da libertadores está muito bom de ver.
Além das grotescas lutas de UFC (antigo vale-tudo) que, em uma porrada bem dada, pode levar um jovem ao mundo vegetal.
Fraulein Dilma, comissaria geral, vetou parte do código florestal.
Os ruralistas babaram ódio e rangeram dentes.
Os ecologista, convulsionaram.
No mais, é só água parada, cerveja, conversa de botequim e a faixa de bicampeão.
Meu coração bate por tri Santa Cruz.

domingo, 27 de maio de 2012

A Enciclopédia do Futebol Brasileiro


A ENCICLOPÉDIA DO FUTEBOL BRASILEIRO

Clóvis Campêlo

Vejo no noticiário esportivo que o ex-jogador Nílton Santos passa por dificuldades, aos 87 anos, com problemas sérios de saúde e sem uma aposentadoria adequada.
Nilton Santos nasceu no Rio de Janeiro, em 1925, e defendeu o Botafogo de 1948 a 1964, quando parou de jogar, numa época em que o clube carioca era repleto de craques e de títulos. Pela seleção brasileira de futebol, participou das Copas do Mundo de 1950, 1954, 1958, quando foi campeão, na Suécia, e 1962, quando foi bicampeão, no Chile.
Por sua extrema qualidade técnica, foi chamado de "enciclopédia do futebol" e eleito pela crônica esportiva mundial para integrar a seleção sulamericana de todos os tempos, ao lado de Carlos Alberto Torres, Rivelino, Didi, Garrincha e Pelé.
No Santinha, essa semana, foi apresentado o mais novo reforço, o goleiro Fred, com 28 anos e 1,84 metros, vindo do futebol mineiro. Com essa contratação, especula-se que o paredão Tiago Cardoso vai precisar se submeter a uma cirurgia por conta da contusão no joelho direito. O departamente médico coral, no entanto, nega essa possibilidade.
Quanto ao zagueirão Leandro Souza, o DM confirma a operação no ombro esquerdo, o que o deixará fora dos gramados por cerca de três a quatro meses.
Outro que também acertou com o clube coral foi o lateral esquerdo Jeferson, que defendeu o Náutico durante o Estadual 2012. São jogadores que vem para somar.
E enquanto a Série C do Brasileiro 2012 não se livra das pendengas judiciais que sobre si recaem, só nos resta aguardar jogando conversa fora...

sábado, 26 de maio de 2012

A primeira bronca


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A PRIMEIRA BRONCA
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Clóvis Campêlo
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Nessa sopinha de letras em que se transformou o Campeonato Brasileiro de Futebol, a primeira bronca: por decisão judicial, suspensas as Séries C e D.
A decisão foi ruim para nós, tricolores do Arruda, que vínhamos embalados com a conquista do BI estadual.
Mas, por outro lado, serviu para esvaziarmos o Departamento Médico, entupido com jogadores contundidos, e fazer com que os novos reforços se enturmem mais com o restante do elenco coral.
Pra mim, particularmente, foi bom. Acometido de uma artrite no tornozelo direito, dificilmente estaria no Arruda amanhã para ver o jogo contra o Guarani de Sobral.
Entre os jogadores que tiveram a sua permanência garantida, está Dênis Marques, o matador ressuscitado. Isso foi muito bom, já que Dênis estabeleu uma sintonia positiva com a torcida e o clube e é uma das nossas maiores esperanças para um bom desempenho na Série C e a garantia de um novo acesso ao final do torneio.
Entre os que se vão, Carlinhos Bala. Jogador formado no clube, ídolo da torcida nas campanhas do Estadual e Brasileiro de 2005, Bala se vai de forma melancólica, sem, em nenhum momento, lembrar o jogador brioso que já foi um dia.
Mas, como se diz no jargão futebolístico, tudo isso faz parte da rotina de um clube de futebol. De qualquer forma, Carlinhos Bala já tem o seu nome gravado na história do Santinha, tanto pelos feitos realizados dentro de campo como fora dele.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Pro dia nascer feliz


PRO DIA NASCER FELIZ
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Alberto Félix, de São Paulo
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Camaradas Corais do Pina, Brasília, Cordeiro e arredores!
Moreninhas, nada como ser bi vice.
Agora quem dá bola é o Santa.
O corvo Edgard, secador profissional com PHD e o escambau, amigo pessoal de Xico Sá, posou na ilha de lost, não deu outra o boi deitou.
Ernest Hemingway, escreveu “Paris é uma festa” eu digo Recife é uma festa.
Nossa vitoria deixa claro, que ninguém nunca mais duvide dos guerreiros corais.
Meu domingo.
Fui a missa (sem a camisa do Santinha, dá um azar arretado) desde um fatídico domingo de ramos de tempos atrás.
Marchei para o estadio municipal de Osasco, o GEO (Grêmio Esportivo Osasco) jogava com o Rio Branco de Americana, só para cumprir tabela.
E meu coração no Arruda.
O outono, afiou suas laminas de ventos gelados e chegou com gosto de gás aqui em Sampa.
Outonal domingo, frio e molhado, foi difícil tomar uma breja, mas, não roí a corda, eu, um corintiano e um baiano torcedor do mengo, fomos pra de cima de meia duzia de breja e três lapadas após o jogo do GEO, que terminou empatado em zero a zero.
Rapaz, tinha uma bandeirinha galega com umas lapa de coxa que só tu vendo!
Dia das Mães, a chefia aqui de casa foi para casa da mãe dela, eu tinha dado um plantão de doze horas e estava cheio de sono, plantão noturno é lasca.
E meu coração no Arruda.
Passei no mercadinho aqui defronte de casa comprei um galeto e cerveja por segurança porque depois fecha tudo, ai é foda para tomar uma.
Chego em casa, ligo o computador boto na radio jornal.
Ouvi o gol de Branquinho
O sofá me abraçou.
Acordei altas horas, com os meninos aqui de casa gritando.
É bicampeão!

Retumbante vitória


RETUMBANTE VITÓRIA

Walter da Silva

LÍDERES da agitação cultural pernambucana: depois dessa retumbante vitória SANTACRUZENSE (porque fluminense também é tricolor), ainda estou sob o efeito da arrancada libatória. Foi um litro de CUTTY 12 (comprado há uns 2 anos em Portugal) consumido com meu amigo SÓCRATES e as mulheres que ficaram nostand by mode  conduzir as viaturas.
Depois de uma dessas, vou passar uns 90 dias sem ingerir o malte.
Mas valeu, meu! não fomos a campo mas bem que poderíamos.
Life is only one, que nem diz os pessoal de Ibimirim.
Em 2014, no centenário, espero ardentemente, atingirmos a "A" que é
aonde todo timinho brasileiro quer chegar. O que não é o caso do SANTINHA.

* mas aquele gol da COISA, na ilha da COISA e no aniversário da COISA, não tava no script, não.
(acho que foi uns 40seg depois do gol de abertura do Branquinho.)

Dever cumprido


DEVER CUMPRIDO

Clóvis Campêlo


Nada melhor do que a sensação do dever cumprido no day after da conquista do bi. Não só pela conquista em si, como pela manutenção da quebra da hegemonia que o clube da Ilha mantinha ao longo dos últimos anos. Senão vejamos: de 2004, ano em que o Náutico conquistou o seu último título estadual, para cá, foram cinco títulos conquistados pelo Sport (2006, 2007, 2008, 2009 e 2010), contra três do Santa Cruz (2005, 2011 e 2012) e apenas um do Náutico (2004). Ou seja, uma ampla supremacia do time rubro-negro, apoiada num orçamanto milionário e na sua participação na máfia do Clube dos 13.
Some-se a isso, as administrações desastradas do Santinha, aliadas aos diretores empresários que durante anos ganharam dinheiro com as contratações caras de jogadores de qualidade duvidosa, deixando sempre o ônus e as indenizações trabalhistas para o clube do Arruda pagar.
A chegada de Fernando Bezzera Coelho à presidência coral, em 2008, se dentro de campo não se manifestou de forma positiva na conquista de títulos ou grandes vitória, serviu para organizar o clube na parte administrativa e patrimonial, deixando para Antônio Luiz Neto, seu sucessor, um bom legado e uma estrutura adequada para as transformações no Departamento de Futebol e seus desdobramentos dentro das quatro linhas do gramado.
Hoje, nessa guerra do tostão contra o milhão, somos bi campeões estaduais de futebol profissional. Essa conquista atrevida e competente deu uma nova dimensão ao futebol pernambucano, que se via estagnado sob a ditadura econômica do clube rubro-negro da Ilha do Retiro.
Um outro aspecto altamente positivo e característico do Santa Cruz e das Repúblicas Independentes do Arruda, e que serviu para nos projetar internacionalmente na mídia esportiva, foi a força e a fidelidade da tocida coral. Definitivamente, estamos no rol dos grandes clubes de massa do futebol brasileiro e mundial.
Portanto, camaradas tricolores do Recife, Olinda e adjacências, somos bi e temos nas mãos a oportunidade de manter o clube coral numa rota ascendente em busca do lugar que merece e que ainda não reconquistou no cenário futebolístico brasileiro.
Se há dois anos atrás estavámos no limbo do futebol pernambucano, hoje, graças a um trabalho de equipe e de soerguimento, mostramos uma nova e competente forma de se administrar um clube de futebol: com pouco dinheiro, apostando na recuperação de jogadores já experiente, com uma comissão técnica de valor, com Zé Teodoro à frente, comandando tudo com vigor e profissionalismo, e, principalmente, com uma torcida que ama e alavanca o seu clube com força e coerência.
Portanto, a vitória por 3x2, domingo passado, na Ilha do Retiro, revertendo a vantagem mantida pelo Sport até o jogo final, foi o reflexo de todo esse trabalho árduo, constante e renovador.


segunda-feira, 7 de maio de 2012

E meu coração no Arruda

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E MEU CORAÇÃO NO ARRUDA
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Alberto Félix, de São Paulo
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Camaradas Corais do Pina, Brasília, Cordeiro e arredores.
Tá aí, eu e a chefia, devidamente paramentada com sua camisa retrô do Palestra, e eu com o sagrado manto coral, no estádio Pref. José Liberatti em Osasco.
Outono em Sampa, nem frio nem quente, nem assim, nem assado.
Dia feiinho.
Fomos assistir GEO (Grêmio Esportivo Osasco) e Juventus, o moleque travesso de Sampa.
Na entrada do estádio fomos logo levando um baculejo da policia, tomaram meu isqueiro.
Alias isqueiro é letal dentro do estádio.
Jogo bom de assistir, tinha mulher buchuda, velhos, meninos e família muita família em um outonal domingo paulistano.
Sem a nefasta presença de “organizadas” fica tudo mais esportivo.
Os dois times disputando a subida (detesto acesso) para a serie A2 do paulista.
O jogo foi 3x1.
Osasco começou perdendo, um pênalti cabuloso (sempre é) ainda no primeiro tempo Osasco empatou.
O GEO acabou ganhando de virada.
Bom, o GEO subiu e o Juventus também, por conta do empate entre Guaçuano e Marília.
Um belo domingo como há muito não havia.
E meu coração no Arruda.
Espia tu camarada coral o que é o imponderável.
Não escutei nosso jogo, temos aqui em casa um computador espetado na internet, só que o Windows é democratizado, pirata mesmo, acabei por perder os plugins para sintonizar a Radio Jornal.
Fiquei sem resenha, sem lenço e documento.
Eu soube que o boi passou a maior dor de barriga conosco.
Tem nada não domingo que vem o boi deita.

domingo, 6 de maio de 2012

Pra cima deles, Santinha!


Gabriel Campelo

Esse domingão, é dia de decisão;
O time de guerreiros, entrará em ação;
Pra buscar mais uma vitória, no lotado Arrudão.
São noventa minutos, de garra e dedicação;
Pra cima deles santinha, reverte a situação.
Não vai ter boi e nem leão;
Vai dá cobra coral, no embalo da multidão.

Força Santa Cruz, acreditamos em vocês.
Lutem sempre!

sábado, 5 de maio de 2012

Em busca do bicampeonato

Santa Cruz, campeão pernambucano de 2011. Foto: Ricardo Fernandes/Diario de Pernambuco
Gabriel Campelo

Nesse domingo (06/05) o Santa Cruz entra em campo para decidir o campeonato pernambucano de futebol 2012. Mais uma vez, o seu adversário da final será o intolerável Sport.
A partida será no estádio do Arruda, a nossa casa. Sem dúvida alguma, a decisão será com casa cheia e o mais querido vai partir pra cima deles em busca do bicampeonato.
Chegou à hora da verdade, o Santa Cruz tem que se impor em seus domínios e mostrar a mesma garra do jogo contra o Salgueiro. Dessa forma, sairá de campo com uma grande vitória e terá a vantagem do empate no jogo de volta.
Torcedor coral, vamos encher o Arruda e apoiar o Santa Cruz em busca do Bicampeonato.


TRI, TRICOLOR;
TRI TRI TRI, TRICOLOR.

Tudo penso e nada falo


TUDO PENSO E NADA FALO

Alberto Félix, de São Paulo

Camaradas Corais de Pina, Brasília, Cordeiro e arredores.
É bronca escrever antes do jogo.
Também é mole escrever depois do jogo.
Ganhando ou perdendo.
As cartas estão embaralhadas, corta que eu quero ver.
Domingo, após a missa vou assistir Grêmio Osasco x Juventus, no estadio do Rochdale aqui em Osasco, o jogo será por volta de dez hora da manhã, o Grêmio luta para subir para a segunda divisão do paulista.
Eu e a chefia aqui de casa, a Palestrina Maria Eunice vamos lá prestigiar o Grêmio Osasco.
Bem, de qualquer forma como disse Júlio César ao tomar a decisão de cruzar com suas legiões o rio Rubicão.
'Alea jacta est'
A sorte está lançada!
Até a vitoria camaradas!

terça-feira, 1 de maio de 2012

O cerco do Arruda


O CERCO DO ARRUDA

Alberto Félix, de São Paulo

Camaradas Corais do Pina, Brasília, Cordeiro e arredores.
Estamos por um triz para o dia nascer feliz, cantou Cazuza, que se vivo fosse teria feito cinquenta anos o mês passado.
Rapaz, o Barcelona desandou, o Real lascou-se nos pênaltis e eu que imaginava uma final play-station.
Meu time de adoção lá da terra da rainha o Man United perdeu o clássico para os azuis o Man city.
E o Santos?
Time que já teve Pelé e hoje tem um Neymar, está em estado de graça.
Curiosidade.
O Internacional que ganhou o clássico Grenal tem Gilberto que dispensa apresentação, foi revelado ao Brasil pelo Santinha.
O América mineiro, o Coelho, que despachou o Cruzeiro, cujo treinador é nada mais, nada menos que Givanildo José de Oliveira, menino da Vila Popular de Olinda, bicampeão pelo Santinha em 78/79.
Os Santos guerreiros contra os cagacebo do sertão.
Os goradores de plantão tomaram no papeiro.
Até o corvo Edgar de Xico Sá, que gora de jogo de onça a porrinha (gorador com PhD e a porra) tomou no olho da goiaba.
Era um tal de sujeito falar que o Salgueiro seria o Chelsea do sertão, que nosso Santinha ficaria pelo caminho e o escambau.
Pois é.
Os cagacebo do Salgueiro pegaram a BR-232 e deram com os quartos no sagrado solo coral, chegaram de cara feia, botando marra e cuspindo no chão e batendo pose de Chelsea.
Rá, deram de cara com a volante coral do Tenente Zé Teodoro, que só disse assim: “Acunha! Acunha que o serviço é serio e está valendo o bicampeonato!”
Amanhã eu vou na feira aqui perto de casa, não exibir cabeças, mas me exibir com a camisa do Santinha.
Sou doido por uma pega de boi.

Premeditando o óbvio


PREMEDITANDO O ÓBVIO

Clóvis Campêlo

Se existe uma coisa que eu detesto na vida é assistir a jogo de futebol pela televisão, principalmente quando se trata de jogo do Santa Cruz. Na telinha, a imagem em movimento não me seduz. Além disso, a narração televisiva torna o jogo chato, sem alma, maçante. Não gosto de ficar na frente da televisão, com a boca cheia de dentes, esperando o jogo começar.
Além do mais, sair de casa e ir a campo exige toda um ritual que serve como aquecimento para a adrenalina e a energia que emana de um estádio de futebol: os engarrafamentos, os buzinaços, as provocações sadias, as brincadeiras servem como aquecimento para o jogo.
Sendo assim, ontem, preparei-me para ir ao estádio do Arruda e participar com prazer de um crime ecológico premeditado: a morte do Carcará.
E foi o que eu fiz, ao lado dos amigos Dal e Nem, ambos matutos de Cumaru, devidamente urbanizados e catequizados para torcer pela Cobra Coral.
Primeiro problema: descobrir um lugar para estacionar o carro. As imediações e o entorno do Arruda estavam devidamente ocupadas por milhares de automóveis, motos e bicicletas. Como é que ali dentro só havia pouco mais de 36 mil pessoas? Sei não, mas sonegar público já se tornou uma tradição no futebol brasileiro. É assim que os clubes se livram dos oficiais de justiças que sequestram rendas para saldar processos trabalhistas de jogadores e funcionários dos clubes. Acredito que com o Santinha não seja diferente.
Resolvido esse problema crucial, vamos comprar os ingressos. Sou sócio patrimonial do Santa Cruz e minhas mensalidades estão pagas antecipadamente até o mês de agosto, mas o clube não me oferece vantagem nenhuma por conta disso. Enfrento filas do mesmo jeito e termino entrando no estádio com o jogo já em andamento.
Não faz mal. Descubro um lugar viável e me preparo para o óbvio: ganhar o jogo. O time está arisco, a torcida mais ainda e o Salgueiro procura se colocar também em pé de igualdade, o que, diga-se de passagem, não é fácil para um time do interior sem torcida e tradição em decisões estaduais.
O primeiro termina 1x1, com um gol de Natan, para o Santa, com uma ligeira supremacia coral. Vem a segunda etapa e nós marcamos de pênalti com Dênis Marques, logo no início. O Salgueiro tem um jogador expulso e sente na pele as dificuldades de enfrentar um time aguerrido e uma torcida forte. Dênis Marques, o grande artilheiro ressuscitado nas Repúblicas Independentes do Arruda, marca mais um, em grande estilo e define o placar 3x1. O Carcará foi eliminado (pega, mata e come!). Resta agora o Leão. O bi está na alça de mira.