quarta-feira, 25 de abril de 2012

Pedala, Santinha!



PEDALA, SANTINHA!

Alberto Félix, de São Paulo

Camaradas Corais de Brasília, Pina, Cordeiro e arredores.
Este último final de semana foi daqueles para ser jogado na lata de lixo da historia como diria Leon Trotsky.
No sábado, dérbi no Camp Nou, solo sagrado do Barcelona, dito e tido como o melhor time do mundo e o é.
Barcelona e os Merengues, segunda derrota do Barcelona.
Veja bem, dois time grandão de Sampa estão fora da final do campeonato paulista, o Palmeiras do Filipão e o centenário Timão.
Aqui em casa a chefa é uma oriundi palmeirense de não abrir mão do alvi-verde imponente e os meninos são corintianos.
Estão em uma lamuria de dar dó.
A bronca toda ficou entre Guarani (o bugre) e a Ponte Preta (a macaca), Santos (o peixe) e o São Paulo (os não me toque do Morumbi).
Domingo dia de missa, após ouvir a palavra, passei no mercado comprei cerveja para molhar a palavra, oito e pouco da manhã tem Man United e o Everton, time que tem nome de jogador do Santinha.
O jogo foi lá e lô, e terminou empatada em 4x4.
E nós Corais?
Saímos de Recife, pegamos a trilha do cangaço e levamos uma lapada deles.
Bom, os cangaceiros foi decapitados no histórico cerco de Angico.
Aguarde o cerco do Arruda!
Pedala Santinha, Pedala!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O vacilo da Cobra Coral



O VACILO DA COBRA CORAL

Clóvis Campêlo

Ontem, em Salgueiro, contra o time homônimo, perdemos a nossa segunda partida seguida no Campeonato Estadual. E a derrota nos custou a perda da vantagem que ostentávamos em relação ao clube sertanejo. No próximo final de semana, no Arruda, teremos a obrigação de vencer para manter viável a possibilidade do bicampeonato.
Não sei como Zé Teodoro vai se virar para montar o ataque, com Carlinhos Bala e Dênis Marques machucados e Geílson suspenso, após a expulsão de ontem aos 38 minutos do segundo tempo. Restariam Branquinho, que, por sinal, ontem jogou bem e marcou o nosso gol, Flávio Recife e Jéferson Maranhão. Convenhamos, é pouco ataque para muita necessidade.
Uma outra questão séria e, a essa altura do campeonato, sem grandes possibilidades de correção são as saídas mais que imperfeitas do gol do paredão Tiago Cardoso. Bolas alçadas em diagonal sobre a área coral são sempre motivo de preocupações e falhas. Além da deficiência técnica demonstrada por Tiago Cardoso nessa bolas, e que deveria ter sido corrigida em treinamentos especializados ao longo do certame e desde o ano passado, temos um zagueiro de boa estatura, como Leandro Souza, mas que não ter boa impulsão. Resultado: nesse item, tomamos gols com muita facilidade para um time que cobiça o bi.
Apesar de todas as adversidades, basta-nos uma vitória simples para liquidarmos a fatura. O Salgueiro é uma equipe perigosa e que vai se precaver o necessário para manter a vantagem adquirida ontem. Mas, dentro de casa, nós é que devemos ditar as regras do jogo e assumir uma postura mais ofensiva e decidida. Time por time, acho que somos melhores em valores individuais e em disposição tática. Resta-nos comprovar isso dentro de campo derrotando o Salgueiro no próximo final de semana e partir para a decisão, não importa que o adversário seja o Náutico ou o Sport.
Talvez o acaso ou a incompetência dos outros, como já disse alguém, decida o Pernambucano atual. Pode ser. Mas essa é parte que não cabe administrar. O que temos de saber utilizar é a nossa capacidade de superação e de imposição dos nossa diretrizes. A nossa eficiência pode fazer a diferença e ser a prova dos nove, garantindo-nos o sucesso e a comemoração final.

Escrito após o jogo Salgueiro 2x1 Santa Cruz, em 22/4/2012.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Quando os números não nos favorecem


QUANDO OS NÚMEROS NÃO NOS FAVORECEM

Clóvis Campêlo

No futebol, a derrota sempre é uma coisa ruim. Ainda mais quando acontece contra um adversário ferrenho e tradicional.
Assim, a derrota do Santa Cruz, ontem, na Ilha do Retiro, contra o Sport, se não significou muita coisa em termos de decisão do Estadual 2012, serviu para aumentar ainda mais a larga vantagem que o clube rubro-negro mantém nas estatísticas sobre Náutico e Santa.
Além do mais, quebrou a magnífica sequência de oito vitórias que o Santinha vinha sustentando ao longo dessa fase e que serviu para catapultar a sua ascensão na tabela de classificação.
Mas, assim como a derrota vergonhosa na Copa do Brasil, para o Penarol amazonense nos serviu de motivo para a reabilitação, esperamos que a derrota de ontem por 2x1 para o time da Ilha, quando jogamos desfalcados, sirva de alerta e para uma postura mais aguerrida e eficiente nossa no quadrangular final.
E se alguém pensa que o Salgueiro, o terceiro colocado que disputará as semifinais contra nós, será um time fácil, está enganado. Pelas estatísticas, o time sertanejo disputou 18 pontos contra o chamado trio de ferro do futebol pernambucano, na fase inicial do certame, e ganhou 13, com um aproveitamento altissímo de 72,2%. Por sinal, nessa fase, a única derrota salgueirense ocorreu justamente contra o Santa Cruz, no Estádio do Arruda. No mais, venceu o Náutico duas vezes, dentro e fora de casa, e derrotou o Sport em casa para empatar no jogo da volta, na Ilha do Retiro. É uma equipe perigosa e coesa, faltando-lhe, porém, tradição e torcida.
Mais modesto nas suas estatísticas contra os grandes, o Santinha disputou os mesmos 18 pontos, ganhando apenas sete, com aproveitamento de apenas 38,9%. Foram duas vitórias (Salgueiro e Náutico), um empate (Náutico) e três derrotas (Sport, duas vezes, e Salgueiro). Pelas estatísticas, portanto, devemos nos preocupar.
Por seu lado, dos dezoito pontos disputados contra os finalistas, o Sport ganhou 11, com aproveitamento de 61,1%, com o segundo melhor desempenho. Por seu lado, o Náutico, com apenas dois empates e quatro derrotas, arrebatou apenas dois pontos dos 18 disputados contra os outros finalistas, com um desempenho fraquíssimo de apenas 11,1%, contando ainda com o agravante da queda de produção nas rodadas finais da fase inicial.
Pelos números apurados, portanto, disponta um favoritismo para o Salgueiro e o Sport. Mas, como quem morre de véspera é o peru e os números servem apenas como um retrato de momentos vividos e já consolidados, será dentro de campo, onze contra onze, que as decisões ocorrerão.
E nesse momento, o que valerá será a capacidade de cada um se impor com competência, seriedade e, acima de tudo, espírito de luta.

PS.: Escrito após o jogo Sport 2x1 Santa Cruz, em 15/4/2012, na Ilha do Retiro.

sábado, 14 de abril de 2012

André e Paloma


André Wolney e Paloma Couto são casados, moram em Jardim Brasil, Olinda, e são torcedores do Santa Cruz Futebol Clube.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Galeria de imagens











GALERIA DE IMAGENS

Fotografias feitas em 2011, no Estádio do Arruda, durante o Campeonato Brasileiro da Série D.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Divino maravilhoso


DIVINO MARAVILHOSO

Alberto Félix, de São Paulo

Quem diria, lá nos idos sessenta que um beatle cantaria no solo sagrado do Arruda?
Nem a mais afoita das mais afoitas cartomantes leria em suas cartas naqueles idos que tal fato ocorreria.
Por falar em beatle, Inglaterra etc; os diabos vermelhos (Man United) disparou no campeonato inglês, abriu oito pontos de vantagem sobre o rival Man City, está liderando o campeonato inglês.
Camaradas, não deixem de assistir o filme Heleno, conta a historia de Heleno de Freitas, o melhor atacante que já vestiu a camisa da estrela solitária, o Botafogo, pense em um camarada encrenqueiro, tão ou mais encrenqueiro que Almir Pernambucano.
A critica diz que o filme só focou a decadência de Heleno de Freitas e sua dependência química.
De qualquer forma o filme é bom, preto e branco, como o Botafogo, Rodrigo Santoro (que é vascaíno) está perfeito no papel de Heleno.
E nós?
Eita! Oito sem tirar!
Tenho escutado e lido a crônica futeboleira de Recife, diz que o mais querido é isso, é aquilo, só não nos chamam de arroz-doce e venha cá meu nego.
Dizem que o bom é o boi tantã.
Portanto, camaradas corais.
É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer o boi.

Uma semana repleta de felicidades


UMA SEMANA REPLETA DE FELICIDADES

Clóvis Campêlo

A semana começou muito bem para nós, tricolores do Arruda. No Domingo de Ramos, no recesso da nossa casa, o Estádio José do Rego Maciel, capital das Repúblicas Independentes do Arruda, aplicamos uma sonora goleada de 5x0 no combalido e já desclassificado América, com direito e três gols de Dênis Marques, o artilheiro ressuscitado.
A vitória significou para nós a manutenção da segunda colocação na classificação geral do Estadual, além de ter nos garantido o melhor ataque e a elevação de Dênis para o posto de um dos artilheiros da competição, com 12 tentos marcados.
O jogo também ratificou para nós a condição de maior torcida de Pernambuco, pois em um domingo antecedido por um feriadão, quando quase todo o Recife bateu em retirada para as praias ou para as cidades do agreste, colocamos nas arquibancadas do Arruda o quantitativo de 18.690 torcedores, testemunhas oculares da depenação do Periquito e de uma grande atuação coral.
O América vem se despedindo da elite do futebol pernambucano de forma melancólica. Como diz Renato Boca-de-Caçapa, o grande filósofo coral, a única coisa positiva apresentada pelo clube esmeraldino da Estrada do Arraial ao longo deste ano foi a vinda ao Recife de Larissa Riquelme, a musa paraguaia que apresentou os novos uniformes do clube. Depois desse evento que teve repercussão mundial, foi lapada de todo jeito e o Periquito naufragou nas águas das suas próprias limitações e incompetência.
Além dos três golaços de Dênis Marques, também marcaram Geílson e Luciano Henrique, jogadores que não começaram bem a sua trajetória na equipe coral, mas que aos poucos foram recuperando a condição de grandes jogadores. Assim, goleamos com Tiago Cardoso; Diogo, Vágner, William Silva e Maisena (Jéferson Maranhão); Chicão (Léo), Memo, Luciano Henrique e Carlinhos Bala; Dênis Marques e Geílson (Natan).
No próximo domingo, enfrentaremos o time da Ilha lá, em seu reduto, onde sempre nos damos bem e onde, ontem, pela Copa do Brasil, o Paissandu fez a festa, vencendo por 4x1 e elimando o boi bicolor da competição.
Além da rivalidade existente entre Santa Cruz e Sport, o jogo de domingo que vem pode representar a liderança da fase e uma boa vitória coral pode achapar ainda mais a moral já tão combalida dos rubro-negros.
Antes do domingo, porém, no sábado à noite, estaremos no Arruda para curtir o show inédito de Paul McCartney, o grande beatle, que pela primeira vez estará no Recife brindando nosso povo com um super espetáculo. Paul McCartney quem diria, estará no Arruda, vestindo a camisa do Santinha e se apresentando em grande estilo. Desde Liverpol, Paul sempre foi tricolor.

Santa Cruz


SANTA CRUZ


Herculano Alencar

Relâmpagos, trovões... naquele dia
o mundo parecia desabar!
Como se de repente o céu e o mar
tentassem expressar o que eu sentia.

Meu coração (jazigo da poesia)
chorão por natureza; entretanto,
se demorou a derramar o pranto,
que no meu peito, em lágrimas, caía.

Final de tarde, o Angelus descia...
Eu enxuguei o pranto de Maria
na flâmula erguida por Jesus.

Maria e Jesus, dois bons amigos,
naquele dia estavam lá, comigo,
a celebrar um gol do Santa Cruz.


sexta-feira, 6 de abril de 2012

Domingo de Ramos (sete sem tirar!)


DOMINGO DE RAMOS (SETE SEM TIRAR!)

Alberto Féliz, de São Paulo

“Somos da turma tricolor, somos do povo o clamor!”
Com a devida licença do Baêa.
Lembro de um triste domingo de ramos em que perdemos para o boicolor.
Ironicamente nosso melhor jogador da época era Marcelo Ramos.
(só tínhamos ele e o resto todo era um comboio de pernas de pau)
Deixa isso no passado que tristeza não paga conta.
O jogo com o alvirosa foi feio, foi, mas e dai?
Eu prefiro jogar feio e ganhar que jogar bonito e perder.
Não devemos esquecer nossa seleção de oitenta e dois que jogava por assovio.
Onde chegou?
Agora é esperar domingo e esfolar o louro José.
Mas rapaz, e o jogo Barcelona e Milan?
A tropa de elite de Guardiola (que tem cara de playboy árabe) parou o caveirão de Berlusconi.
Naturalmente com a providencial lambança da arbitragem, dois pênaltis cabulosos.
E o tal do Messi? Parece uma pulga! Alias ele é conhecido como “La pulga”.
Vai jogar assim lá longe.
Parar o Barcelona só com tiro de doze.
Chama o capitão Nascimento.

terça-feira, 3 de abril de 2012

A síndrome da bunda na parede


A SÍNDROME DA BUNDA NA PAREDE

Clóvis Campêlo

Domingo passado, no Estádio do Arruda, vencemos o Náutico por 1x0 e assumimos a vice-liderança do Estadual. Foi a sétima vitória consecutiva do Santinha no certame, acumulando 21 pontos e firmando-se definitivamente no G4.
Eu, particularmente, gostei da vitória mas não gostei do jogo. Mais uma vez nos assolou a síndrome da bunda na parede. Jogamos, acima de tudo, para não perder. E, se no primeiro tempo marcamos com competência na nossa intermediária, dando ao Náutico um volume de jogo maior e infrutífero, na segunda etapa não tivemos a mesma eficiência na marcação e, por muito pouco, não cedemos o empate. Além do mais, na etapa final, não demos sequer um chute a gol. A pressão alvirrubra foi total.
Mas, apesar da bunda encostada na parede, a vitória aconteceu e turbinou a nossa campanha na reta final do turno, relembrando aos mais atentos e saudosistas a campanha do supercampeonato, em 1983. Naquele ano, Sport e Náutico haviam vencido os dois primeiros turnos. Restava ao Santa Cruz vencer o terceiro para levar a decisão para o supercampeonato. Para isso, o time coral teria de vencer sete jogos seguidos. Venceu, foi para a decisão e tornou-se supercampeão estadual pela terceira vez.
Pois bem, agora, com as sete vitórias seguidas, garantimos a nossa presença no G4 e na fase final da competição. Resta ratificar a boa fase vencendo os dois jogos que ainda nos restam nessa fase, contra o América e o Sport.
No quadrangular final, tudo começa do zero, cabendo aos dois melhores classificados a vantagem de jogar por dois empates ou dois resultados iguais.
Assim sendo, domingo, perante um público bom de 27.078 pessoas, derrotamos o Timbu por 1x0, gol de Renatinho, ainda no primeiro tempo. A equipe jogou com Tiago Cardoso; Éverton Sena, Leandro Souza e Memo; Diogo, Anderson Pedra, Chicão, Luciano Henrique (Natan) e Renatinho; Geílson (Vágner) e Dênis Marques (Flávio Recife).