sábado, 31 de março de 2012

Estatísticas do blog em março de 2012


ESTATÍSTICAS DO BLOG EM MARÇO DE 2012

De 1º de março ao dia de hoje, o blog Santa Cruz, a história e a glória foi visitado por 2.805 pessoas, estabelecendo uma média diária em torno de 90 visitantes.
As cinco postagens mais procuradas, nesse período, foram:
1. Débora Oliveira, com 356 visualizações;

2. Suzany Maia, com 68 visualizações;
3. Canto de Louvor ao Santa Cruz Futebol Clube, de Walter da Silva, com 49 visualizações;
4. Paul McCartney no Arruda, com 31 visualizações;
5. O Santa Cruz e a estrela de cobre, de Cássio Zirpóli, com 21 visualizações.


quinta-feira, 29 de março de 2012

Depois do Penarol, um rol de penas


DEPOIS DO PENAROL, UM ROL DE PENAS

Clóvis Campêlo

Houve uma época recente em que subir a Serra das Russas era um perigo para o Santa Cruz. Parecia que o semi-árido não nos fazia bem, enfraquecia-nos e sempre terminávamos voltando de Caruaru com uma derrota na bagagem, indiferentemente de que o nosso adversário fosse Porto ou Central.
Mas, as águas de março trouxeram mudanças, mesmo com a lembrança ainda amarga do Penarol. Aliás, quer nos parecer que aquela derrota foi um divisor de águas para nós. Nada como uma dia atrás do outro e uns acochos por parte da torcida no meio pra que as coisas mudassem. E hoje, em vez do Penarol, temos é um rol de penas: penas de Patativa e de Gavião. Um saco cheio. Os bípedes emplumados nativos terminaram por nos pagar o pato da zebra alienígena. Este ano, Caruaru ainda não nos meteu medo e a Cobra Coral, lá, reinou suprema.
Ontem foi a vez do Porto levar a sua lapada regeneradora. 3x1 foi um placar ameno para a boa partida realizada pelo Santinha, mesmo sem alguns titulares. Como disse Zé Teodoro após a peleja, o importante é ter um elenco de bom nível, onde os reservas possam entrar na equipe sem alterar-lhe o ritmo. E o resultado consolidou antecipadamente a nossa presença no famigerado G4.
Gostaria de aqui abrir um parêntese para falar de Natan, o garoto bom de bola e que apesar de estar entrando no time no decorre dos jogos, tem deixado a marca da sua competência e qualidade técnica refinada. Foi assim contra o Araripina, no sábado passado, e foi assim contra o Porto, ontem. Com ele em campo, melhora a qualidade do sistema de armação coral e a bola chega com mais frequência e eficiência ao ataque. Precisa apenas adquirir uma melhor condição física e muscular para se firmar de vez como um dos grandes nomes do futebol pernambucano atual.
Com a vitória de ontem, chegamos à sexta vitória consecutiva no Estadual 2012, deixando de lado as oscilações do começo e estabelecendo uma regularidade impressionante. Foram 18 pontos conquistados e que nos projetaram de forma definitiva de volta ao grupo de elite da competição. Resta saber agora como o time vai se comportar no próximo domingo, contra o Náutico, no Arruda, já que ainda não ganhamos nenhum dos clássicos disputados. Como o Náutico precisará da vitória para se garantir no G4, tudo indica que teremos espaços para jogar abertamente. O jogo promete.
Ontem, em Caruaru, contra o Porto, perante um público de 5.635 pessoas, e com gols de Dênis Marques, Chicão e Flávio Recife, jogamos e vencemos com Tiago Cardoso; Vágner, William Alves e André Oliveira; Diogo, Sandro Manoel, Chicão, Luciano Henrique (Natan) e Renatinho; Geílson (Flávio Recife) e Dênis Marques (Branquinho).

domingo, 25 de março de 2012

A família Teodoro


A FAMÍLIA TEODORO

Clóvis Campêlo

Amigos corais, não foi fácil mas vencemos. Ontem à noite, no Arruda, o Arararipína foi um osso duríssimo e nos vendeu muito caro a derrota por 3x2. Mas, arrancamos os três pontos e chegamos, mesmo que temporariamente, ao segundo lugar na tabela de classificação.
Dentro de campo, o Santinha alternou alguns momentos de letargia e desatenção, mas, no cômputo geral, superou-se da maneira como a torcida gosta e sempre quer ver o time fazer.
Antes do jogo, veio a tona o embróglio que envolve o treinador Zé Teodoto e o volante Léo. Zé abriu o verbo e tentou justificar a barração do jogador, um dos mais defendidos pela torcida coral.
Ao mesmo tempo, as colocações feitas pelo dirigente Constantino Júnior trouxeram à tona, mais uma vez, a compreensão de que ele e Zé Teodoro nem sempre falam a mesma língua.
Como treinador do time, Zé Teodoro tem todo o direito de escalar quem ele bem quiser e entender, devendo ter, no entanto, o discernimento o sentimento de justiça necessários para que não perca e respeito diante do elenco.
Eu, particularmente, confesso que não gostei da atuação de Léo como meia, diante do Salgueiro.  Pareceu-me lento, desinteressado e sem vontade de jogar. A sua substituição, no segundo tempo, trouxe resultados positivos, com o time atuando melhor.
Zé Teodoro deve ter as suas razões. Também entendo que Constantino Júnior, no seu papel de dirigente, defenda o jogador como um patrimônio do clube e que, afirmando-se como titular e jogando um grande futebol, possa despertar interesses de outras equipes e trazer os dividendos necessários para a agremiação. Talvez tenha faltado aos dois um pouco de parcimônia ao externar as suas visões. Por isso, confesso que temi pelo desempenho do time ontem.
No final, apesar do susto que o Bode nos deu, conseguimos superar tudo isso e vencer.
Se no ano passado o elenco nos parecia mais coesa nas suas relações entre si e com o treinador, dentro e fora de campo, este ano ficamos coma impressão de que o clima já não é o mesmo e de que algumas arestas precisam ser aparadas já. Precisamos ressuscitar a Família teodoro dentro de campo. Fora dele, a direção coral precisa mostrar a mesma coesão de antes. Isso tranquilizará a todos nós que sonhamos e desejamos o sucesso coral.
Ontem, diante de um público de mais de 21 mil torcedores, com gols de Dênis Marques, William Alves e Carlinhos Bala, vencemos com Tiago Cardoso; Diogo (Sandro Manoel), William Alves, Évertron Sena e Renatinho; Memo, Anderson Pedra, Wesley (Natan) e Luciano Henrique; Geílson (Carlinhos Bala) e Dênis Marques.
Para mim, foi comovente a declaração do jogador Rosembrik, do Arararipina, após o jogo, afirmando que sonha em dia poder voltar a jogar no Santinha e poder dar grandes alegrias a sua torcida.
Rosembrik, que é indiscutivelmente um grande jogador de futebol, foi um dos destaques corais nas campanhas de 2005, tanto no Estadual como no Brasileiro da Série B.

sábado, 24 de março de 2012

Com mais de 30


COM MAIS DE 30

Clóvis Campêlo

A vitória quarta-feira passada, em Belo Jardim, contra o time homônimo, com dois golaços de Luciano Henrique e mais um de Dênis Marques, nos impulsionou para junto das outras três equipes que comandaram o Estadual até o presente momento: Náutico, Salgueiro e Sport. Entramos no seleto grupo de equipes com mais de 30 pontos marcados. Certamente que aqui é o nosso lugar. Alguém duvida disso?
Hoje, no aconchego da nossa casa, o Estádio José do Rego Maciel, enfrentaremos o time do Araripina, o Bode do Sertão, seriamente ameaçado de rebaixamento.
A receita é a mesma: vitória, vitória e vitória. A conquista de mais três pontos, hoje à noite, nos deixara numa situação muito mais cômoda e estável, quiçá até suplantando alguns dos times da ponta que marquem bobeira e não pontuem. Afinal, temos, amanhã, o Clássico das Multidões, entre Náutico e Sport, e, com certeza, alguns pontos serão perdidos por um ou outro.
Mas, antes de tudo, temos a obrigação de fazer o dever de casa e derrotar o Ararapina, que no certame do ano passado nos pregou uma peça, derrotando-nos por 1x0, em pleno Arruda.
Portanto, vamos amarrar o Bode com firmeza e torcer pelo tropeço dos times da frente.
O G4 é o que nos interessa. Chegando lá, poderemos exercer a nossa competência com plenitude e garantir a rapadura do BI.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Deus acocha, mas não sufoca


DEUS ACOCHA, MAS NÃO SUFOCA

Para Bráulio de Castro

Alberto Felix, de São Paulo

O tempo todo eu li e ouvi, que o time do polígono da canábis era os pés da besta.
Um besta disse que o time do polígono, era o Barça do sertão, quiça um Real.
Tu acreditas nisso?
Olhe venha cá e fique lá mesmo! Que régua e compasso estão usando para fazer essa medida?
Agora a onda é essa, qualquer time lepreu ganha duas ou três, já vem logo nego dizendo que o time joga que nem o Barcelona.
Aqui em sampa, depois da brilhante campanha da Portuguesa na serie B, espalharam que era o Barceluza.
Menino! A luza hoje está apanhando mais que noiado no Cais de Sta Rita.
Meu camarada, cobra coral mordeu é queda na hora!
Estamos no g-4, isso é muito bom.
Estamos passando calor e levando bola nas costas da arbitragem, fazer o que? Joga o jogo.
Deus aperta mas não sufoca!
Mas eu acho pouco e quero mais.
O problema de time se meter a tampa é que vira time para ser batido, qualquer bostinha quer tirar uma lasca!
E isso não queremos.
Queremos o BI, e pronto!
Como eu já disse, papa quente é pelas beira que se come.
Tem mais jogo para frente.
Sob o sol dos trópicos os santos guerreiro avançam!

Paul McCartney no Arruda

terça-feira, 20 de março de 2012

Descendo a serra, subindo no Estadual



DESCENDO A SERRA, SUBINDO NO ESTADUAL

Clóvis Campêlo

Nada como uma boa vitória para acalmar os ânimos e dissipar as angústias. E foi isso o que se deu. Subimos a Serra das Russas no domingo e, contrariando as últimas estatísticas, de lá voltamos com um resultado positivo. Fazia tempo que o Santinha não derrotava o Central em Caruaru. Luciano Henrique e Dênis Marques se encarregaram de quebrar esse tabu. E com a vitória, mantivemo-nos no G4. Basta agora derrotar o Belo Jardim amanhã, no Mendonção, para encostarmos nos líderes da competição. Afinal, vale a pena sempre lembrar, é no quandrangular final que o campeonato se decidirá.
Quem viu a vibração de Zé Teodoro pelos jornais quando da marcação do nosso segundo tento, pode bem avaliar o nível de tensão que reinava no Arruda. Os conflitos ocorridos nos treinos da semana, entre o elenco, torcedores e seguranças do clube demonstraram que não havia mais lugar para erros e falhas. A vitória serviu para amenizar esse clima reinante e para retransmitir à torcida um sentimento de confiança e de recuperação. Não podemos é entregar o ouro ao bandido, amanhã. A situação ainda existente não nos dá esse direito.
Boa parte da crônica esportiva pernambucana que cobriu o jogo, em Caruaru, elegeu Memo como o craque do jogo. Não só por sua atuação como terceiro zagueiro, mas também pelas subidas eficientes ao ataque.
Um outro jogador que teve boa participação na peleja foi o meia Luciano Henrique. Além do gol do empate, criou boas jogadas e esqueceu a apatia que vinha marcando as suas atuações.
Renatinho também deu conta do recado como ala esquerda, e Dênis Marques, depois de se envolver na jogada confusa que resultou no gol centralino, marcou o tento da vitória, chegando ao seu sexto gol e encostando nos principais artilheiros do Estadual.
Portanto, no domingo próximo passado, no Estádio Luiz Lacerda, em Caruaru, com gols de Luciano Henrique e Dênis Marques e perante um público de 9.418 torcedores, derrotamos o Central com a seguinte escalação: Tiago Cardoso; Memo, Éverton Sena e William Alves; Diogo, Anderson Pedra, Memo, Chicão (Luciano Henrique), Wesley (Carlinhos Bala) e Renatinho; Geílson (Flávio Recife) e Dênis Marques.
Agora, resta-nos dar sequência ao trabalho de manutenção do time no G4. Nesse sentido, uma vitória amanhã, em Belo Jardim, é imprescindível. Vamos esperar que mais uma vez a equipe encarne o espírito guerreiro que toda a torcida quer ver e traga os três pontos necessários. Afinal, temos mais time, mais tradição, mais torcida e mais história.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Vira a página


VIRA A PÁGINA

 Alberto Félix, de São Paulo

Caros camaradas corais. Ganhar ou perder todos sabemos que faz parte do jogo. O Mancity o Manunited (que são times fuderosos!) foram eliminados precocemente das disputas europeias, UEFA, Liga dos Campeões etc. Provavelmente será uma final play-station. Real & Barcelona. O boi-color do pesque e pague ano passado foi defenestrado pelo Trem do Amapá. Faz parte do jogo. A merda é entrar em campo como favorito. Não perdemos apenas o jogo, perdemos uma grana que iria nos ajudar e muito, perdemos a vitrine nacional, perdeu o time, o clube, os atletas, perdeu o técnico. E ao cabo e ao fim, nós torcida. Nós com nossa louca paixão, uma crônica de um louco amor, de perto, de longe, no sofá ou no cimento da geral, colocamos nosso mais querido na mídia nacional e internacional. E nossa paga? Fomos mandados as calandras em pleno solo sagrado! Caro camarada coral. Essa quarta-feira ingrata, tinha que ser uma quarta que agora é cinzas e nada mais! Olhe camarada coral, isso tudo que eu disse é como: Se um dia tu tivesse a teu lado a mulher mais bonita de Recife. E na hora, da hora, da hora. Tu tens uma ejaculação precoce! Parei.

Charge de Miguel


CHARGE DE MIGUEL

quinta-feira, 15 de março de 2012

Complexo de minhoca


COMPLEXO DE MINHOCA

Clóvis Campêlo

Diz o dito popular que quem morre de véspera é o peru. Essa é a mais pura verdade.
Embora durante toda a semana, tanto a torcida quanto a imprensa futebolística pernambucana tenham tratado o Penarol com o devido “respeito”, todos nós acreditávamos que o Santinha enfiaria uma sonora goleada no time amazonense. Depois, seria só empacotá-lo e mandá-lo de volta para Itacoatiara com o balaio cheio de gols. Mas, amigos, dentro de campo são onze contra onze e o andar da carruagem foi diferente. Perdemos. O placar de 3x2 para o time do Amazonas, garantiu-lhe o direito de prosseguir na Copa do Brasil e significou para nós a nossa eliminação. Mais uma vez, morremos na primeira fase da competição sem direito a choro e a vela. Ainda não será dessa vez que almejaremos a conquista de um título nacional. O sonho acabou em pesadelo e não foi bom de ser sonhado. O rio Amazonas invadiu o canal do Arruda e levou para longe essa pretensão.
Ficam algumas perguntas: diante de tantos fracassos nossos na Copa do Brasil, um dia teremos cacife para isso? O nosso complexo de minhoca desnutrida e nordestinada poderá um dia ser superado para nos situarmos no patamar dos grandes campeões? O que é que realmente nos falta para essa afirmação?
Uma outra questão que me vem à cabeça, nesse momento de desassossego, é a questão do projeto tão propalado em relação ao futuro do futebol coral. Se do ponto de vista administrativo e patrimonial temos evoluído de forma satisfatória, futebolísticamente temos alternado momentos tão díspares que tememos até pelo desempenho no certame estadual e no Brasileiro da Série C. Sim, porque ainda queremos o BI e a B. Mas, para isso se concretizar, precisamos ver o time corresponder com competência e personalidade dentro de campo. Isso, camaradas corais, com certeza, não vem acontecendo, transformando em angústias as nossas esperanças que já não são infinitas. Acima de tudo, futebol se faz com resultados conquistados dentro de campo e a grandeza de um clube se mede sobretudo pela grandeza dos seus títulos conquistados. E este ano, mais uma vez, em relação à Copa do Brasil, ficamos com um gosto amargo na boca. Quem sabe para o ano...
Ontem, no Arruda, perante 11.677 abnegados torcedores, jogamos e perdemos com Tiago Cardoso; Eduardo Arroz, Leandro Souza, William Alves e Dutra; Memo, Léo (Sandro Manoel), Wesley (Luciano Henrique) e Carlinhos Bala; Geílson (Renatinho) e Dênis Marques.
No próximo domingo, pelo Campeonato Pernambucano, enfrentaremos o Central, em Caruaru. Queira Deus que o time encarne um espírito vencedor e se imponha diante da Patativa, mantendo-se no G4. Uma nova derrota seria desastrosa para nós.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Desbancando o Carcará



DESBANCANDO O CARCARÁ

Clóvis Campêlo

Juro que não me ligo muito nessas histórias de “sinais”. Quem gosta disso, é o meu amigo coral Alberto Felix, que mora em São Paulo, mas não tira o Santinha do coração.
Ontem, porém, foi diferente. Antes de ir ao Arruda assistir ao jogo contra o Salgueiro, fui a um restaurante com minha mulher e alguns outros parentes comemorar o nosso aniversário de casamento. Findo o repasto, saiu do restaurante e vejo, na casa em frente, um carcará pousado na antena da televisão, provavelmente o mesmo que matou Brasão, o meu papa-capim de estimação. Jurei vingança, não só pela derrota do Santinha para o Salgueiro, no primeiro turno do Estadual, como pela morte de Brasão, meu papa-capim de estimação. Ele me olhou sem acreditar na minha ameaça e praticou um vôo largo de retirada e desdém. Ali, a sorte do carcará sanguinolento ficou decidida.
À tarde, no Arruda, não deu outra: vencemos e vencemos com competência. O Salgueiro não é nenhum time bobo e não foi à toa que permaneceu oito rodadas na liderança do Estadual. A vitória também consolidou a nossa permanência no G4. Afinal, somos grande, temos história, torcida e tradição. Ali, sem dúvida alguma, é o nosso lugar.
O jogo, em si, teve dois momentos distintos. Mesmo não jogando bem na primeira etapa, o Santinha marcou dois belos tentos, através de Léo e Dutra, ambos com a participação decisiva de Dênis Marques. No segundo tempo, demos um nó técnico e tático no time do Salgueiro, o carcará do sertão, e poderíamos até mesmo ter construído um placar mais elevado. Foram muitos os tentos por nós perdidos, através de Renatinho, Natan, Geílson e Dênis Marques. Mas, o placar de 2x0 foi suficiente para nós e para a minha vingança. Carcará nenhum que se preze passa pelo Arruda incólume.
A torcida também marcou presença de forma positiva. Foram 28.304 torcedores que se fizeram presente e vibraram com convicção. E mesmo diante de uma escalação inicial que levantou suspeitas de um defensivismo exacerbado e inútil, vimos o time praticar um futebol de obdiência tática e eficiência.
Atuamos e vencemos com Tiago Cardoso; Eduardo Arroz, Leandro Souza, William e Dutra; Sandro Manoel, Chicão, Léo (Natan) e Wesley (Renatinho); Dênis Marques e Geílson (Carlinhos Bala).
É impressionante o carinho que a torcida tem por jogadores com Renatinho (muito aplaudido quando entrou no jogo) e Natan, pratas da casa. Do mesmo modo que vibrou quando o treinador chamou Carlinhos Bala para o lugar de Geílson. Bala já está devidamente perdoado e identificado com a causa coral.
Quarta-feira, em casa, enfretaremos o Penarol amazonense, no jogo da volta pela Copa do Brasil. Temos tudo para ratificar a classificação na competição e para, mais uma vez, fazer a festa dessa torcida fiel.


quinta-feira, 8 de março de 2012

Uma nova tentativa



UMA NOVA TENTATIVA

Clóvis Campêlo

Ontem à noite, em Manaus, o Santinha iniciou mais uma campanha na Copa do Brasil, e, ao mesmo tempo, em busca do que poderá vir a ser o seu primeiro título nacional.
Enfrentamos e derrotamos o Penarol de Itacoatiara, município com mais de 80.000 habitantes, situado a 176 quilômetros de Manaus.
O Penarol Atlético Clube foi fundado em 8 de agosto de 1947 e apesar de ter participado de várias versões do Campeonato Amazonense de Futebol Profissional, só em 2010 veio a ganhar o seu primeiro título, repetindo a dose e conquistando o bicampeonato em 2011.
Segundo os historiadores, em 1947 o Peñarol do Uruguai fez uma excursão pela Região Norte do Brasil, parando em Itacoatiara para realizar um treino e levando os desportistas da cidade a fundarem um clube que herdou o nome do visitante e as cores (azul e branco) do Nacional de Manaus.
A conquista do título estadual em 2010, deu ao Penarol de Itacoatiara o direito de disputar a Copa do Brasil em 2011 e a Série D, onde terminou na 13ª colocação. Este ano, portanto, participa da Copa do Brasil pela segunda vez.
Portanto, foi essa equipe que ascendeu no futebol amazonense recentemente, que o Santinha derrotou, ontem, com dois gols de Geílson.
Segundo a crônica especializada, o time coral teve um bom primeiro tempo, onde marcou os dois tentos da vitória e teve chances de fazer mais, realizando, porém, uma segunda etapa de baixo nível, deixando que o time amazonense não só marcasse o tento que o livrou da desclassificação precoce, como pressionasse de forma perigosa em busca do gol de empate. A partida de volta será realizada na próxima quarta-feira, dia 14, no Arruda, onde o Santinha poderá até ser derrotado por 1x0 e garantir a classificação.
Foi um bom começo para uma equipe que sempre teve fôlego curto na Copa do Brasil, sem conseguir ir muito longe.
Diante de um público diminuto de apenas 1.834 pessoas e sob o comando de Zé Teodoro, vencemos com Tiago Cardoso; Diogo, Leandro Souza, William e Dutra; Anderson Pedra, Memo, Weslwy (Natan) e Renatinho (Luciano Henrique); Geílson (Flávio Recife) e Dênis Marques.
No próximo domingo, no Arruda, diante do líder Salgueiro, mais um jogo importantíssimo pelo certame estadual. Uma vitória poderá consolidar definitivamente o Santa Cruz no ambicionado G4, onde realmente será decidido o Pernambucano 2012. Com certeza, será um jogo de casa cheia e com mais uma demonstração de força da imensa torcida coral.
Aproveitamos ainda, hoje, Dia Internacional da Mulher, para felicitar todas as desportistas pernambucanas, principalmente, o coletivo de mulheres que amam o Santa Cruz Futebol Clube.


segunda-feira, 5 de março de 2012

Onde os fracos não tem vez



ONDE OS FRACOS NÃO TEM VEZ

Alberto Felix, de São Paulo

No jogo com as costureiras e nós, eu fiquei uma semana assim feito quem partiu ou morreu, o que fez me sentir como um personagem de uma novela de Gloria Magadan, quiçá um corno de um bolero de Agustin Lara.
Traído pela arbitragem, pelos bandeiras e pela escalação.
É traição demais para um coração coral!
Assim é de lascar!
Maestro Agulha! Botaí Bievenido Granda! Solta Júlio Jaramillo! Com seu dramático bolero “nosso juramento”.
Bota uma com limão para amaciar essa paixão! Só assim!
O campeonato não acabou! E a vida continua!
Estamos no G4.
Agora caro coral, é Copa do Brasil também.


Festa, desconforto e vitória



FESTA, DESCONFORTO E VITÓRIA

Clóvis Campêlo

Penso que os sócios em dia do Santa Cruz deveriam receber um tratamento vip do clube: uma sala climatizada, com cafezinho e água gelada e umas meninas bonitas para nos receber e entregar de maneira mais agradável e confortável os ingressos para os jogos realizados no Arruda. Mas não é assim que acontece e o sócio em dia termina sendo penalizado para adquirir o seu ingresso. Ontem , enfrentei uma fila imensa e demorada, no sol quente, com poucas bilheterias abertas na Rua das Moças. Enquanto isso, nas mãos dos cambistas, a preços majorados mas sem nenhuma dificuldade, sobravam ingressos para as sociais do estádio José do Rêgo Maciel. Uma coisa extremamente desagradável para quem quer ajudar o clube fazendo tudo certo.
Mas, no dia anterior, no sábado, a imensa Nação Coral festejou o lançamento da pedra fundamental do Centro de Treinamentos Ninho das Cobras Rodolfo Aguiar, em Paulista. O evento contou com a participação do jornalista paulista Mílton Neves e de craques do passado, como Gena, que foi figura de destaque na conquista do pentacampeonato pernambucano, nos anos 60 e 70. Segundo a imprensa, o CT contará com três campos de futebol em medidas oficiais, além de um minicampo, alojamento para os atletas, refeitório, academia, piscina, salão de eventos e um prédio para a administração. Um novo marco no futebol profissional do Santinha e que foi comemorado com muito frevo.
Para completar o final de semana feliz, dentro de campo, derrotamos o Serra Talhada por 2x0, gols de Dênis Marques e de Geílson. Vencer sempre é bom. Ainda mais quando a vitória nos levou de volta ao G4. Mais uma vez tivemos desfalques de última hora, mas jogamos com a eficiência necessária para garantir a vitória. É claro que o time ainda se ressente de um lateral direito de melhor qualidade. Ressentiu-se, também, da falta de Wesley, já que Renatinho não jogou bem e Luciano Henrique ainda não apresentou um futebol capaz de empolgar a torcida. Agora, com bem falou o treinador Zé Teodoro ao final da partida, é tentar manter a regularidade e firmar-se no G4 para garantir a vaga no quadrangular final.
Diante de um público de 16.292 pessoas, jogamos e ganhamos com Tiago Cardoso; Eduardo Arroz, Leandro Souza, William Alves e Dutra; Anderson Pedra, Memo (Chicão), Luciano Henrique (Natan) e Renatinho; Dênis Marques e Geílson (Branquinho).
Na próxima quarta-feira, em Manaus, pela Copa do Brasil, enfrentaremos o Peñarol amazonense. No domingo, voltamos a atuar no Arruda, pelo Campeonato Pernambucano, enfrentando o Salgueiro, atual líder, em um jogo da maior importância.


quinta-feira, 1 de março de 2012

Um novo vexame



UM NOVO VEXAME

Clóvis Campêlo

Não tem jeito mesmo. A nau catarineta da Cobra Coral navegou, navegou e terminou naufragando nas águas aparentemente tranquilas de Santa Cruz do Capibaribe, a cidade agrestina do jeans. A derrota sofrida ontem, contra o Ypiranga, por 1x0, deixa-nos com a seguinte interrogação: qual é o verdadeiro Santa Cruz: o que goleou o Petrolina, no sábado, com uma bela exibição, ou o que apresentou o futebol medíocre de ontem?
E ontem o time jogou do jeito que a torcida quer: Léo na cabeça de área, Renatinho na meia esquerda e Carlinhos Bala no ataque. O que está faltando então? Qual é o mistério dessa inconstância futebolística? Estamos retornando à era do sofrimento longo, contínuo e constante? Conseguiremos, ainda, voltar ao G4 e disputar o título deste ano? Dúvidas, dúvidas, dúvidas...
Consideremos ainda que o Petrolina fez a sua parte, perdendo para o Serra Talhada. Bastaria um simples empate e teríamos voltado ao G4.
É certo que a arbitragem nos surrupiou um gol legítimo, mas isso é muito pouco para justificar a derrota e, principalmente, justificar o mau futebol apresentado.
Para nós, que acompanhamos o clube à distância, dá para perceber que alguma coisa mudou nos bastidores das Repúblicas Independentes do Arruda, e que isso vem se refletindo no elenco e dentro de campo. E, o que é pior, podendo comprometer o projeto de conquistarmos outros títulos estaduais e voltarmos à Série A em 2014, ano do nosso centenário.
É certo também, que mesmo jogando com a escalação que a torcida quer, o time jogou recuado, temendo se abrir e impor um futebol mais agressivo e de melhor qualidade. Acredito mesmo que hoje falte no elenco coral um jogador com espírito de liderança para mudar os rumos do jogo e até mesmo peitar o treinador nos momentos em que a desobdiência tática se fizer necessária, pois qualidades individuais nós sabemos que temos.
Acredito que hoje a luz vermelha de advertência já esteja definitivamente acesa no Arruda. Se persistirem as oscilações técnicas do time, corremos o risco de ficar de fora do G4 e da decisão do campeonato. Sinceramente, não sei como a torcida coral encararia uma situação dessas. Seria lastimável diante de todo o trabalho de recuperação do clube feito nos últimos anos.
Não se trata, portanto, de apenas mais uma derrota ocorrida. Estão em jogo questões muito mais sérias do que pode parecer.
Como a esperança é sempre a última que morre, no próximo domingo vamos invadir o Arruda e empurrar o time para a vitória, contra o Serra Talhada. Por enquanto, só nos resta lutar e acreditar.
Ontem, na cidade de Santa Cruz do Capibaribe, diante de um público de 4.802 espectadores, atuamos e perdemos com Diego Lima; Diogo (Luciano Henrique), Leandro Souza, William Alves e Dutra (Geílson); Memo, Léo, Wesley e Renatinho; Carlinhos Bala (Flávio Recife) e Dênis Marques.