domingo, 26 de fevereiro de 2012

Lamento sertanejo



LAMENTO SERTANEJO

Clóvis Campêlo

Foi um vareio de bola, um passeio tranquilo nas águas do rio São Francisco. A Cobra Coral fumou e a Fera Sertaneja amansou. Dessa vez, João Bocão não ousou aparecer com o seu disco caquético.
Pela primeira vez no certame estadual, Zé Teodoro escalou a equipe do jeito que a torcida coral sempre quis e tudo saiu a contento: a defesa defendeu, o meio de campo armou e o ataque sempre esteve presente na área adversária.
Logo depois do jogo recebi o telefone já esperado de Renato Boca-de-Caçapa: "Tá vendo que a torcida entende do riscado. Teodoro estava bancando o cabeça dura, querendo se impor diante da gente. Espero que ele tenha aprendido a lição. Foi só o time dos sonhos jogar e acabou o nosso pesadelo".
De uma coisa, eu, ele e toda nação coral tem certeza: Renatinho é imprescindível nesse time, não só pela velocidade que impõe às jogadas do meio de campo e ataque, como também pela qualidade do passe e juventude. Com ele em campo, o time joga diferente, com mais eficiência. Wesley também reapareceu bem, inclusive marcando um golaço.
Importantíssima, também, a atuação de Carlinhos Bala, jogando coletivamente e com espírito de equipe, abrindo espaços, inclusive, para que um companheiro mais bem colocado concluísse a jogada, como fez com Dênis Marques, no nosso segundo gol.
E a defesa, com Éverton Sena e William, além da eficiência na marcação, ainda se permitiu ir a frente e criar situações de ataque, como no primeiro tento, com William, que também colocou uma bola na trave.
Enfim, parece que o espírito de 2011 ressuscitou e fez a felicidade geral da nação oral. Ontem, foi o nosso dia e o Petrolina pagou todos os patos. Parabéns para todos nós. Para eles, restou o lamento sertanejo.
Para quem gosta de estatísticas, o público de ontem, de pouco mais de 10 mil pessoas, mesmo diminuto, ainda ficou acima da média geral do Estadual, em torno de 8 mil torcedores.
Outra coisa interessante: até ontem, a equipe do Petrolina havia tomado apenas sete tentos. Os seis tentos que marcamos, deu-nos a marca da maior goleada aplicada no campeonato até o momento.
Ontem, no Estádio do Arruda, com gols de William, Dênis Marques, Wesley, Renatinho, Memo e Flávio Recife, e sob a batuta de Zé Teodoro, goleamos com Diego Lima; Diogo, Éverton Sena, William e Dutra; Memo, Léo (Luciano Henrique), Wesley (Flávio Recife) e Renatinho (Anderson Pedra); Carlinhos Bala e Dênis Marquês.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A peitica de João Bocão



A PEITICA DE JOÃO BOCÃO

Clóvis Campêlo

João Bocão é meu vizinho de apartamento. Gente fina, da melhor qualidade, mas tem um grande problema: torce pelo time da Ilha e consegue ser tão chato como todos os rubro-negros o são. Desde ontem à noite que ele me enche o saco com o refrão da música de Jorge de Altinho: “Eu gosto de Juazeiro, / mas adoro Petrolina”. Nossos apartamento são contíguos e não tem como não escutar a chateação.
A verdade, é que o Santinha foi ao Sertão e perdeu mais uma. 2x1 pra o Petrolina, foi o placar. E ainda não foi dessa vez que Zé Teodoro escalou o time que a torcida quer e sonha como o ideal. Léo entrou na cabeça da área e Carlinhos Bala foi para o ataque ao lado de Dênis Marques, mas Renatinho ficou de fora e o meio de campo, mais uma vez, capengou, já que Wesley faz falta e Luciano Henrique ainda não engrenou. Este último, terminou sendo substituído por Geílson, que também ainda não mostrou um futebol convicente.
A derrota nos deixou ainda mais distante do G4, onde realmente tudo vai acontecer. Mesmo ganhando no próximo sábado, no jogo de volta, no Estádio do Arruda, ainda não retornaremos à elite. Penso que é tempo de acender a luz vermelha nas Repúblicas Independentes do Arruda e dar um freio de arrumação, antes que seja tarde demais.
Mas, afinal, o que é que está faltando ao time coral para engrenar de vez e voltar a ganhar a confiança da torcida? Talvez, nas entrevistas dadas no Aeroporto Internacional dos Guararapes, antes da viagem, o próprio treinador Zé Teodoro tenha nos dado a resposta. Disse ele que está faltando pegada, que o time não está jogando com a mesma raça e concentração do ano passado. Dessa vez, acho que ele tem razão. E isso preocupa porque pode ser resultado de uma fissura qualquer no elenco ou na estrutura do clube, ou até mesmo no relacionamento da diretoria entre si ou com o plantel. Alguma coisa deve estar acontecendo, já que, de início, toda a torcida e a crônica especializada sinalizavam satisfatoriamente às contratações corais. Então, por que dentro de campo a equipe não vem correspondendo?
Mas, mesmo encerrada a primeira fase do certame, nem tudo está perdido. No returno, ainda teremos onze jogos, com 33 pontos a serem disputados e, restaurado o velho espírito de luta do ano passado, voltarmos a ocupar o nosso lugar no G4, onde o campeonato realmente se decide. Afinal, a esperança é a última que morre.
Ontem, em Petrolina, contra o time homônimo e diante de um público de 4.785 pessoas, perdemos por 2x1 com Diego Lima; Diogo, Leandro Souza, André Oliveira e Dutra (Jeferson Maranhão); Memo, Leo (Renatinho), Anderson Pedra e Luciano Henrique (Geílson); Carlinhos Bala e Dênis Marques.


domingo, 19 de fevereiro de 2012

Tem dia que de noite é fogo



TEM DIA QUE DE NOITE É FOGO


Alberto Felix, de São Paulo

Do céu ao inferno, lugarzinho comum danado!
Inferno só se for coral!
Caro camarada coral, venha cá e fique lá mesmo.
Isso cheira a boicote, sabotagem e patifaria!
Perder para o boi-color desta maneira?
No terreiro lá de casa!
Parei.
O leite do dedo do cão cegou meus olhos e selou meus ouvidos!
Amanheci mais enfezado que soldado da “RP” dando baculejo em noiado no Cais de Sta Rita!
Perdemos e ponto.
O resto é choro de viúva.
O departamento médico barrou Tiago Cardoso e outros.
Bobagem, perdeu, perdeu.
Estás aborrecido camarada coral?
Eu também.
Mas, bora embora que o campeonato não acabou!
Tem mais jogo!
Tem volta, mas se tem!
Isso foi só um cruzado de direita (esse boi-color só pode se de direita mesmo!).
Essas mal traçadas linhas é só pra dizer que:
Na alegria, na tristeza, na doença e saúde.
Eu sou Santa Cruz de copo e alma.


Retrato do Torcedor




Fernando é carroceiro no Recife e torcedor do Santa Cruz Futebol Clube

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A cobra encabulada



A COBRA ENCABULADA

Clóvis Campêlo

Não existe nada pior para o torcedor coral do que ver o Santinha ser derrotado pelo time da Ilha. Até porque, mais uma vez segundo as estatísticas de Carlos Celso Cordeiro publicadas no Jornal do Commercio do Recife, ao longo do tempo, é grande a vantagem do Leão sobre a Cobra Coral.
Se no ano passado, com um plantel de menor qualidade técnica, conseguimos domá-lo e acabar com o sonho do hexa, este ano, quando tudo parecia que iria nos ser mais uma vez favorável, levamos uma trauletada dentro de casa pra torcedor de bom senso nenhum botar defeito.
Muitos estão atribuindo a culpa da derrota ao treinador Zé Teodoro, havendo alguns, inclusive, como o meu amigo Renato Boca-de-Caçapa, que insistem na tese de que Zé perdeu o tesão pelo Arruda. Mas Boca-de-Caçapa é um passional, como deve ser todo torcedor que se preza, e apela para tudo na hora da derrota.
Uma coisa, porém, não podemos negar: com a sua cabeça dura, Zé Teodoro contribuiu de forma direta para o nosso insucesso, ao escalar o time de forma equivocada e ao mexer na equipe de forma também equivocada durante o jogo.
Tudo bem que foi apenas uma derrota. Mas, incomodou pra burro pela inferioridade por nós demonstrada antes, durante e depois do jogo. Incomodou, também, por ter aumentado as estatísticas a nós desfavoráveis. Incomodou ainda mais por ter nos tirado do famigerado G4. Se é no quandragular final onde tudo vai realmente ser resolvido, não podemos correr o risco de ficar de fora e morer de véspera feito peru.
É claro que ainda temos muito chão pela frente, mas é preciso que o Santa Cruz comece a se impor aos adversários e a exercitar a auto-confiança. Um título estadual tão disputado como o pernambucano, só se ganha na superação. A covardia nunca deu faixa à ninguém.

Não questiono o placar de 3x1 a favor do Sport. Acho que foi justo. Questiono, porém, os erros táticos e técnicos da nossa equipe, que terminaram nos colocando dentro de campo numa situação de inferiodade diante de um rival tão tradicional.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Em nome do pai



Alberto Lopes da Silva (1925-2002)*

EM NOME DO PAI

Alberto Felix, de São Paulo

Bença pai.
Grande esmeraldino!
Pois é pai, teu América que tanto amaste e nunca esqueceste, jamais trocaste de camisa, se teu América viesse a jogar com o que está ai hoje, o de hoje levaria um vareio de bola.
O América de hoje não é nem um esboço de teu time tantas vezes campeão.
O América de hoje carece dos peitos de uma bugra paraguaia para se amostrar (alias belos peitos).
O senhor acredita nisso pai!
Teu América que revelou Dequinha, que junto com Rubens e Pavão formaram um trio extraordinário de atacantes no Flamengo do Rio de Janeiro.
Algo como Zico, Adílio e Adão.
Imortalizados no samba de Wilson Batista, “Samba rubro-negro”.
“O mais querido tem Rubens Dequinha e Pavão...”
Teu América está numa draga.
América e Santa Cruz 12/02/2012.
Em um jogo o Santa nos leva a mais louca alegria, em outro a alegria vem como em um parto a fórceps.
É lasca!
Próxima quinta-feira será Santa Cruz e o Ruminante bicolor.
Vamos afiar a peia no esmeril! E Vamos pra cima com gosto de gás!
Pai, recebe esse modesto texto como uma oração.
Bença pai.

*Esta foto é de 1942, feita em Boa Viagem, infelizmente não sei qual time que papai jogava lá.
Sei que papai foi um “full back”. Tempo que Boa Viagem só tinha pé de cajueiro e sonolentas mangueiras e bosta de vaca.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Uma vitória apertada



UMA VITÓRIA APERTADA

Clóvis Campêlo

Considerando as estatísticas do pesquisador Carlos Celso Cordeiro, publicadas no Jornal do Commercio deste domingo, o jogo entre América e Santa Cruz, ontem, em Paulista, foi a 240ª edição do chamado Clássico da Amizade. Ao longo do tempo, segundo o pesquisador, foram computadas 162 vitórias do Santinha, incluindo o jogo de ontem, 41 vitórias do América e 37 empates. O Santa Cruz marcou 636 gols e sofreu 264. Como se vê, uma ampla vantagem coral.
O jogo foi realizado no Estádio Ademir Cunha, construído pelo prefeito homônimo, nos anos 80, quando as gestões governamentais populista assim o recomendavam. Consta que na época, 2/3 do orçamento da cidade chegou a ser comprometido para a construção da praça esportiva, que depois ficou abandonada durante anos, com o encerramento da atividades do Paulistano, clube que representava a cidade. Este ano, com o seu retorno à elite do futebol pernambucano, o América passou a chamar os seus jogos para aquele local, retomando as atividades esportivas no município.
Pois bem, respaldado pelas estatísticas favoráveis, o Santinha foi a Paulista com a pecha de favorito, mas não encontrou moleza em campo. O América, que vem apresentando uma campanha lastimável no Campeonato Pernambucano, ocupando a laterna com apenas um ponto ganho e correndo o risco de novo rebaixamento, superou-se e jogou em pé de igualdade com a Cobra Coral. Vencemos com um gol atípico de Dutra, em jogada individual, já na segunda etapa do jogo.
Quem conhece a história do futebol pernambucano, lamenta a atual situação do América. Campeão estadual em seis oportunidades, no passado, participa de forma heróica do certame. Sem nenhuma estrutura adequada para a prática do futebol profissional, nem de longe lembra a velha equipe de outrora. Sua última grande proeza foi o vive campeonato estadual conquistado em 1950, depois de uma disputa com o Náutico. Segundo o filósofo coral Renato Boca-de-Caçapa, até agora, a única coisa positiva mostrada pelo América foi a vinda da beldade Larissa Riquelme ao Recife para o lançamento dos novos uniformes esmeraldinos. E mais nada.
Mesmo assim, o Santinha penou para marcar o gol da vitória e garantir a sua permanência no G4. Segundo Renato Boca-de-Caçapa, o filósofo do povo, em mais uma das suas tiradas geniais, ainda não foi dessa vez que chamamos o Periquito de meu louro.
Na vitória suada, perante um público de 8.849 pessoas, sob a batuta de Zé Teodoro, atuamos com Tiago Cardoso; Eduardo Arroz (Diogo), Leandro Souza, André Oliveira e Dutra; Anderson Pedra, Memo, Leo (Renatinho) e Luciano Henrique; Flávio Recife (Branquinho) e Dênis Marques.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Meu iaiá, meu ioiô



MEU IAIÁ, MEU IOIÔ


Alberto Félix, de São Paulo

Veja você, o que é a natureza, diria Zé Trindade, nada como um dia depois do outro e uma noite no meio.
“A hard day´s night” dias e noites difíceis, cantaram os quatro fabulosos de Liverpool.
Raio, estrela e luar, sob o céu do Arruda e esparramou a mais pura coisa cristalina.
Um cara sozinho fazer três gols em uma partida! Isso é encantamento.
Imaginar que esse menino Denis Marques ficou mais de ano no estaleiro!
A viola de seu zé está quase-quase afinada, falta uma peinha de nada.
Parou, parou, a viola de seu zé, uma pinoia!
A viola goiana do Sr. José Teodoro Bonfim Queiroz.
Respeito é bom e nós gostamos.
Te adoro, Teodoro.
Mas rapaz, Wando foi embora.
Deve de ter traçado muita gente, ah se traçou!
Confesso que nós na boemia do Pina, cheios de cervejas e embalados pela tua musica, também traçamos muita gente.
Meu nego, que a Virgem Mãe Santíssima te abrigue em seu doce coração.
Vai com Deus.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ex-zagueiro coral precisa de ajuda



EX-ZAGUEIRO CORAL PRECISA DE AJUDA

O ex-zagueiro Dudu, que defendeu o Santa Cruz em 2007, vem travando uma dura batalha pela vida. Desde 2011, o ex-atleta de 40 anos foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, que age de forma progressiva, atrofiando os nervos do portador. Dudu está internado há 33 dias na UTI do Hospital Rio Branco, no Acre. Nos últimos dias, sofreu duas paradas cardíacas. Extremamente debilitado, o ex-jogador conta com a ajuda de amigos para custear o seu tratamento e os remédios que podem retardar os efeitos da doença. Quem quiser fazer doações deverá depositar na conta da esposa de Dudu, Iluzia Lima, no Banco do Brasil, agência 0951-2, conta nº 37198-X.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, quinta-feira, 09/02/2012


Quando a cobrinha entra no gramado...



QUANDO A COBRINHA ENTRA NO GRAMADO...

Clóvis Campêlo

Na verdade, camaradas, a Cobrinha só entrou no gramado no segundo tempo do jogo de ontem. Na primeira etapa, sonolenta, limitou-se a ver o voo do Gavião.
E, mais uma vez, uma defesa de boa estatura como a nossa tomou um gol de bola área, de um cruzamento despretencioso. Essa é uma deficiente demonstrada e sentida ao longo dos jogos, que o treinador Zé Teodoro ainda não conseguiu corrigir. Resultado: empate de 1x1 na primeira etapa do jogo, com Dênis Marques, com muito oportunismo, marcando o seu primeiro tento com a camisa coral.
No segundo tempo, feitas as devidas alterações na equipe, o panorama do jogo mudou e passamos a jogar com velocidade e inteligência, envolvendo a defesa adversária e virando o placar adverso da primeira etapa.
Enfim, uma vitória que nos anima, mas que ainda nos deixa com a impressão de que a equipe pode melhorar e muito.
Mais uma vez a torcida coral marcou presença no Arruda, com mais de 22 mil torcedores se fazendo presente e superando com folga o público de qualquer dos outros jogos da rodada.
Difícil mesmo para nós, torcedores, é enfrentar o trânsito caótico e lento do Recife, na hora do rush, e chegar no estádio às 7h30. Pela segunda vez neste campeonato estadual, nesse horário, ficamos presos no trânsito e nos engarrafamentos da cidade, só conseguindo chegar no Arruda e entrar no estádio com o jogo já rolando. Mas, o sacrifício valeu. Não só pela boa estreia de Dênis Marques, marcando os três tentos do Santinha, como pela vitória em si, que nos recoloca no G4 e em condições de brigarmos por uma vaga no quandrangular final, onde realmente a coisa é pra valer.
O Santinha venceu por 3x1 jogando com Tiago Cardoso; Diogo, Leandro Souza, Éverton Sena e Dutra; Memo, Leo (Jeferson Maranhão), Wesley (Sandro Manoel) e Luciano Henrique; Branquinho e Dênis Marques (Renatinho).
Quando entrou no gramado, a Cobrinha deu conta do recado. Coitado do Gavião.


No começo é assim (imagina o final)



NO COMEÇO É ASSIM (IMAGINA O FINAL)


Alberto Félix, de São Paulo

Final da NFL, o Super Bowl, New York Giants X New England Patriots.
Coisa de gringo.
Um jogo maluco, jogado com uma bola (bola?) em forma de quibe, não manjo patavinas desse jogo, acho que Adriano ficaria no banco, os camaradas pesam no minimo três dígitos.
Um evento e tanto, os gringos aproveitam e fazem uma patriotada que só por Deus!
No intervalo tem o show da tia Madonna.
Madonna dublando Madonna, naturalmente.
O melhor do show foi quando acabou.
No New England Patriots joga o macho de Gisele Bundchem um tal de Tom Brady diz que ele é o tampa de crush nesse esporte, perderam o jogo por 21x17.
Que doideira foi uma da arbitragem entre nós e o time da Rosa e Silva?
Penso que os árbitros são pessoas que tem família, mulher, filhos, amigos e mãe.
Porra cara! Preserva pelo menos a mãe!
Dar um pênalti cabuloso e muito duvidoso aos 49 minutos do segundo tempo?
Como diz José Trajano. Parei!
Ouvi o Fórum Esportivo com Maciel Júnior.
Estava todo mundo lá, (uma pureza franciscana que só vendo) mais para blindar a arbitragem.
Falar da merda feita? Necas.
Pareciam os ministros de Dilma pegos com as calças na mão.
É interpretação! É a visão de jogo, o escambau! Errar é humano, sei.
Quem que vai pagar por esta merda toda? O Santa Cruz só toma no olho da goiaba com essas lambanças da arbitragem.
Tem essa não nego! Errou vai para as calandras! Vai para as trevas onde só há choro e ranger de dentes! Para ver se se emenda.
Vamos ver o próximo jogo nós e o time empresa de Caruaru.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Santa é suspenso e fica afastado do título de 48



SANTA É SUSPENSO E FICA AFASTADO DO TÍTULO DE 48


Givanildo Alves

Campeonato de 1948. O América tinha ganho o 1º turno, enquanto Santa Cruz e Náutico brigavam pela conquista do 2º. Nos Aflitos, no dia 15 de agosto, tricolores e alvirrubros se defrontavam numa partida de vida ou morte. Jogo quente. Rubinho, centro médio tricolor, pulou para cortar de cabeça um ataque do Náutico. Com ele, subiu Zezinho, que meteu o cotovelo na cara do jogador do Santa. O filete de sangue começa a escorrer pelo rosto de Rubinho, que cai, desacordado. termina o 1º tempo. Nas vestiárias tricolores, os dirigentes corais pedem pelo amor de Deus a Rubinho que não revidasse. "Deixa isso pra lá", aconselharam apreensivos.
Todos temiam uma reação de Rubinho. "Rubem Pezão", como era conhecido por causa do tamanho do seu pé. Ele calçava 44 bico largo. Investigador de polícia, jamais dispensava, além do revólver, uma faca-peixeira de 14 polegadas na cinta, e lá no clube Banhistas, no Pina, onde morava, estava acostumado a dar na cara de quem se metesse a besta. Era preciso, pois, acalmar a fera...
Rubinho jogou todo o 2º tempo sem tocar em Zezinho, indo só na bola. Entrava de leve, como jogo de moça. Zezinho, por sua vez, sentia que alguma coisa estava para acontecer e, por isso, mantinha uma prudente distância do valente centromédio tricolor. Foi o juiz encerrando o encontro (vitória do Náutico por 3x2) e Zezinho dando o maior pique para junto de Osvaldo Salsa, presidente da Federação, que assistia ao jogo em companhia de Eudes Costa, chefe de Polícia. Mas antes de chegar perto das autoridades, Zezinho foi alcançado por Rubinho. Foi um tabefe só. O jogador do Náutico caiu com a cara no chão. Osvaldo Salsa, que além de presidente da entidade era também alvirrubro, ficou revoltado. "Ele nem sequer respeitou seu superior hierárquico", dizia, referindo-se à presença, ali pertinho dele, do Chefe de Polícia da Capital. "Vou puní-lo severamente amanhã", disse Salsa aos dirigentes do Santa, que tentavam abafar o incidente.
Rubinho foi punido com 180 dias de suspensão. O Santa Cruz ficou em pé de guerra contra a Federação. "Ele só fez isso porque é do Náutico, comentavam os torcedores tricolores. Uma reunião foi imediatamente convocada para uma tomada de posição pela cúpula do Santa, que deu um ultimato à Federação: ou retira a suspensão, ou o clube se afasta do campeonato. O Sport ficou solidário com os tricolores e o caldo engrossou, mas Osvaldo Salsa não recuou. O campeonato entrava assim em mais outro colapso.
No dia 20 de agosto, os dirigentes se reúnem no Palácio das Princesas, com a presença do Chefe do Executivo, dr. Barbosa Lima Sobrinho, para, numa mesa redonda, tentarem a pacificação nos esportes pernambucanos. Ficou decidido que o presidente da Federação suspenderia o campeonato, durante 15 dias, tempo considerado razoável para o santa reorganizar sua equipe, já que sem Rubinho e Pereira, o primeiro suspenso e o último doente, o clube tricolor não teria mais condições de brigar pelo título. O próximo jogo do Santa Cruz, que seria contra o Íbis, ficava assim fixado para o dia 5 de setembro, conforme fora acordado.
Assentada a poeira levantada pela confusão, Salsa, que estava meio adoentado, pediu licença da entidade e foi repousar em João Pessoa. Assumiu o vice, Cardoso da Silva, conceituado médico frecifense e que não escondia de ninguém sua condição de tricolor. Foi ele assumindo o cargo e logo sendo pressionado para baixar um ato transferindo o reaparecimento tricolor do dia 5 para 12 de setembro. O ato foi baixado.
Quando Salsa tomou conhecimento, veio às pressas de João Pessoa e reassumiu a presidência. À imprensa divulgou nota oficial repudiando a medida tomada pelo seu vice e tornando o ato sem efeito. O Santa Cruz não só deixou de ir à campo como também mandou um desaforado ofício à Federação considerando-se licenciado enquanto Salsa fosse presidente.
A Confederação Brasileira de Desportos (CBD) apoiou a decisão de sua filiada, suspendendo o Santa Cruz por 60 dias, exatamente o período que faltava para Salsa deixar a FPD.

Fonte: História do Futebol em Pernambuco - Capítulo 60. Givanildo Alves, Diário de Pernambuco, Recife, quinta-feira, 31/8/1995.


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Um empate com gosto ruim



UM EMPATE COM GOSTO RUIM

Clóvis Campêlo

Se considerarmos tratar-se de um Clássico das Emoções jogado na casa do adversário, o empate pode até ser tachado de bom.
No entanto, se levarmos em conta a situação na tabela de classificação do Campeonato Pernambucano, o empate foi ruim. Ainda mais por ter sido conseguido no final de jogo e através de um penalti duvidoso. Aliás, o juiz Emerson Sobral conseguiu a proeza de desagradar a todos. A sua falta de competência para dirigir o clássico, foi gritante. No final do jogo foi ironicamente aplaudido pelo time coral.
Independentemente do juiz, porém, acho que o Santinha ainda ficou devendo uma exibição convincente, de gala, para a torcida coral. O time oscila muito durante o jogo e ainda tem demonstrado uma postura de primeiro se defender para depois atacar. Isso tem irritado sobremaneira o nosso torcedor.
Porém, como essa primeira fase do campeonato serve apenas como etapa classificatória para o quandrangular final, resta-nos aprimorar o foco e garantir a vaga na etapa seguinte, quando então a disputa será pra valer.
Para nós, o jogo de ontem valeu pela disposição de alguns jogadores - Carlinhos Bala, Flávio Recife e outros - em demonstrar espírito de luta. Como equipe, porém, ainda estamos a desejar. Toda a torcida coral esperava com ansiedade a estreia de Denis Marques, o que terminou não acontecendo por conta das circunstâncias do jogo.
Na próxima quarta-feira, no Arruda, enfrentaremos o Porto com desfalques provocados pelo excesso de cartões amarelos distribuidos pelo árbitro: Eduardo Arroz, André Oliveira e Flávio Recife.
Diante de um público de apenas 15.072 torcedores, o Santinha jogou e empatou com Tiago Cardoso; Eduardo Arroz, Leandro Souza, André Oliveira (Éverton Sena)e Dutra; Anderson Pedra (Luciano Henrique), Memo, Léo e Natan (Sandro Manoel); Carlinhos Bala e Flávio Recife.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Do povo, com o povo, para o povo



DO POVO, COM O POVO, PARA O POVO

Clóvis Campêlo

É notório nas entrelinhas dos textos dos nossos historiadores que o futebol chegou no Recife no bojo da República e do positivismo. Coisa de Primeiro Mundo.
O Náutico, que sempre foi Capibaribe, surgiu em 1901 como um desdobramento do Recreio Fluvial, clube criado para comemorar o massacre de Canudos. Isso não foi dito por mim. Está inserido nos grande textos sobre as origens do nosso futebol.
O Sport nasceu no seio da burguesia mercantil recifense, cujos rapazes saudáveis e felizes tiveram a sorte de ir estudar na Inglaterra e se interessar pelo esporte bretão. Nada mais simbólico de que tenha sido criado nos fundos de uma loja de modas, na Rua da Imperatriz.
Quando o Santa Cruz veio à luz, em 1914, o novo brinquedo da elite recifense já havia se popularizado e seduzido a classe média. Os meninos que o fundaram eram alunos do Colégio Salesiano do Sagrado Coração e que moravam nas imediações da Igreja da Santa Cruz, no bairro da Boa Vista. Ou seja, já nascemos no seio do povo, criados pelo e para o povo. O Santa Cruz já nasceu mais querido. Nada mais democrático.
Mas, além dessa contravenção social, o Santinha também foi o primeiro clube a aceitar nas suas fileiras o negro Teófilo de Carvalho, o Lacraia. O futebol se amorenava, criava manhas, esquecia os ingleses e a nossa vergonha de sermos o que de fato éramos.
Mas Lacraia também não foi apenas o primeiro jogador negro a iluminar os campos do Recife com a sua arte de jogar o futebol bem jogado. O negro Lacraia, inserido no seu lugar de direito, foi quem concebeu o escudo do Santinha: uma âncora devidamente cravada no coração do povo. A paixão tornava-se irreversível.
Hoje, quando completamos 98 anos de uma vida feita de lutas e superações constantes tudo isso nos parece muito simbólico. E o povo tricolor do Recife, uma cidade que sempre foi agente das suas próprias (r)evoluções, mostrou que o futuro se constrói na perseverança do presente e na base sólida do passado.
O projeto coral para o ano do nosso centenário, em 1914, é mais um desafio a ser conquistado com o ferro e o fogo das certezas que se eternizam em realizações concretas e definitivas.
Parabéns, Santa Cruz!
Parabéns , torcida coral!


Salve as Repúblicas Independentes do Arruda!

Aos olhos da multidão



AOS OLHOS DA MULTIDÃO


Alberto Felix, de São Paulo

1914, Anno Domini, nasce sob o sol de Recife e a sombra da Igreja de Santa Cruz, o Santa Cruz Futebol Clube.
Nasce o Santa Cruz, formado por negros, brancos, cafuzos, sararas, mamelucos e severinos.
A mundiça, o proletariado de Recife no então adolescente seculo XX.
Olha aí é meu guri, cantou um trovador brasileiro de raízes pernambucanas.
Noventa e oito anos! E estamos em uma draga que só por Deus!
Minha Virgem da Conceição (sua benção minha santinha) nos acuda nesse vale de lágrimas!
Em nossa jornada fomos (somos) vitimas de direções canalhas, patifes, oportunistas e mau caratistas como diria Odorico Paraguaçu.
Falar do Santa Cruz é paixão! É comer terra! Pela paixão.
É falar dos severinos.
“Meu nome é Severino,
não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias”.
Salve! Salve! Mestre João Cabral!
Grande coral!
Salve! Salve Francisco de Assis França, Chico Science, foi embora fora do combinado em 02/02/97, no dia três nosso Santinha, faria oitenta e três anos, que merda cara!
É melhor parar com essa merda de lugar comum.
Um grande beijo Querido Santa Cruz!