terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sai do chão!



SAI DO CHÃO!


Alberto Felix, de São Paulo

Nossa defesa precisa urgente de uma cirurgia derivativa gástrica, é a aquela cirurgia que reduz o estomago que fica do tamanho de uma xícara de café pequeno e arranca metade das tripas, sobra só o olho da goiaba.
Uma defesa pesada! Te mexe porra!
Sai do chão! Sai do chão! Refrão do axé baiano, vamos adotar esse refrão para nossa defesa.
Camarada coral, pense em um sábado desajeitado, a chuva parou aqui em sampa e eu estou mais liso que o sovaco de São Sebastião, vi-me impelido a dispor do cartão de credito e garantir a breja do sábado (e domingo).
Quase onze da manhã começa o jogo Man United e Liverpool, um desastre, no final do jogo o Man leva um gol e está fora da copa da Inglaterra.
De nada adiantou o passe de Rafael para Park fazer o gol.
Que desmantelo!
Um péssimo pressagio do que estava por vir.
O que aconteceu, já sabemos, não carece de falar de coisa desagradável.
Nessa longa estrada para o bi, que, não é uma reta, ela é cheia de curvas, estamos expostos a chuva, neblina e derrapagens, o escambau, um perigo.
Logo, logo pegaremos uma reta e bora embora, até porque tem mais jogo para frente.
Olha, quarta-feira tem jogo com a patativa.
E esse porra do Carlinhos Bala? Joga ou não joga?
Até agora só vimos muita goga e ensaio de rabo.


domingo, 29 de janeiro de 2012

A marrada do Bode



A MARRADA DO BODE

Clóvis Campêlo

Meus caros amigos, corais, juro que pensei em escrever este artigo com o título de "Amarrando o Bode". Para isso, porém, teria sido necessária a vitória do Santa Cruz contra o Araripina, ontem. Como perdemos, o título, com muita justiça, mudou. Não que o Santinha tenha jogado mal. Apenas perdeu gols em momentos essenciais e, o que é pior, através de Wesley, perdeu o segundo penâlti consecutivo em dois jogos.
Mas, o Bode do Sertão ganhou com justiça. Foi mais equilibrado dentro de campo, teve mais alma e mais competência para fazer os gols que precisava nas horas certas.
Mais uma vez, resta-nos o consolo de sabermos que esse não é o time principal do Santa Cruz. Acreditamos que os jogadores que ainda não estrearam farão a diferença.
No entanto, como já dissemos antes, o Campeonato Pernambucano é curto e não permite muitos vacilos sob o risco de a vaca (ou a Cobra) ir para o brejo.
Algumas interrogações nos incomodam e, é claro, nos momentos de derrota afloram com mais força. A primeira dúvida: por que Leo não tem uma vaga garantida nesse time, já que sempre corresponde em campo, inclusive, nos dois jogos anteriores, marcando gols importantes? A segunda: por que sacar Renatinho do time, que vinha jogando bem e fazendo a diferença e fazendo gols, e colocar Dutra, parado há quinze dias e visivelmente sem ritmo de jogo?
Não duvidamos da capacidade de Zé Teodoro, embora em determinados momentos ele se mostre turrão e sem querer ver o que toda a torcida coral percebe e quer.
Mas nada está perdido ainda. Na próxima quarta feira, em casa, enfrentaremos o Central. Quem sabe a Patativa não pague o pato?

FICHA TÉCNICA
JOGO: Araripina 2x0 Santa Cruz. DATA: 28/01/2012 (sábado). LOCAL: Estádio Chapadão do Araripe, em Araripina. JUIZ: Sebastião Rufino Filho. AUXILIARES: Ubirajara Ferraz e Paulo Stefanello. Equipes: ARARIPINA: Leo; Jamerson, Serginho, Éverton e Aílton; Gideon, Marcelo Pitbull (Fabinho Vitória), Vassoura e Mizael (Nílson); Cristovão e Vanderlei (Marcelo paraíba). Técnico: Mirandinha. SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Eduardo Arroz, Leandro Souza, André Oliveira e Dutra (Renatinho); Anderson Pedra (Carlinhos Bala), Memo, Wesley e Natan (Luciano Henrique); Flávio Recife e Branquinho. GOLS: Vanderlei e Cistovão. CARTÕES AMARELOS: Marcelo Pitbull, Leo, Éverton, Fabinho Vitória e Gideon, do Araripina, e Anderson Pedra, do Santa Cruz. PÚBLICO: 5.460. RENDA: R$ 35.840.


sábado, 28 de janeiro de 2012

Papa quente se come pelas beiras



PAPA QUENTE SE COME PELAS BEIRAS


Alberto Felix, de São Paulo

Mas rapaz, não é que a viola tá afinando! Vi (quero dizer ouvi) de quarta-feira mexe daqui, bole dali e é nós no “DVD”!
Tá certo, temos que garantir pontuação, pontos que podem fazer falta lá na frente, nada de grandes arroubos, goleadas homéricas e arrasadoras, nada de muita goga, papa quente se come pelas beiras.
Não podemos passar dor de barriga com time lepreu que só serve para azedar o sarapatel dos outros.
Menino, a arbitragem tá pior que beliscão de tabua lachada!
Peço licença para citar um rival (alias um e meio)
Que merda foi aquela no jogo da Barbi e o América?
O técnico da barbi disse que dever-se-ia condenar por quatro gerações passadas e quatro gerações futuras, do lateral (Maneco) do América.
Vardemar parecia um Tomás de Torquemada.
Não sei se foi na covardia ou na bola, mas diz que Maneco torou o atacante encarnado e branco (Rogério) na emenda.
Vardemar, arrendonda meu irmão, tu ganhou o jogo! Todo mundo sabe que Rogério é um anjo de candura.
A bola é redonda e o jogo tem noventa minutos, o resto, o malfeito deve ser levado as barras dos tribunais.
Quero falar disso.
Meu pai, que foi americano até o fim da vida, nunca roeu a corda, ele acendeu em mim o gosto pelo futebol, ele levou-me a partidas no campo do Pina (meu primeiro deslumbramento).
Pai, teu América, teu América.
Tô saudoso.
Bença Pai.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Submarino alemão tenta afundar navio do Santa



SUBMARINO ALEMÃO TENTA AFUNDAR NAVIO DO SANTA

Givanildo Alves

Estava o Santa às vésperas de outro jogo, quando a presidência da delegação foi informada pelo comandante do navio, que o mesmo seguiria naquela madrugada rumo ao Sul. Às 22 horas, todos estavam a bordo. O barco saiu rumo a Fortaleza integrando um comboio, protegido por navios da Armada. Deixou o porto de São Luís, presumivelmente às 23 horas.
No dia seguinte ao alvorecer, desabou tremendo temporal. De imediato, sentiu-se que o navio estava voltando, ziguezagueando em pleno mar. Ouviam-se os silvos estridentes dos navios do comboio, sob intenso nevoeiro. Às 9 horas, o navio entrava novamente no porto de São Luís, quando se teve a notícia: o radar acusara a presença de submarino.
A notícia deixou todos em pânico e nervosos. A vontade de voltar para casa apertava dia-a-dia, mas o pavor de morrer em pleno oceano deixava todos atemorizados. Por isso, assim que o barco ancorou em São Luís, os jogadores pediram para deixar o navio. Somente regressariam por terra. Nunca se saberia quando se poderia sair dali, com problema do comboio e submarino. Perderam-se as passagens. A embaixada alojou-se num hotal por 24 horas, a fim de viajar para Terezina, de trem, o que terminou acontecendo.
De São Luís a Terezina, a viagem foi cansativa e cheia de incidentes. O trem descarrilou duas vezes, porém sem graves consequências para os passageiros. Um dia inteiro de viagem, sob calor intenso. Anteriormente, Aristófanes, presidente da embaixada suicida, como ficou sendo conhecida por onde passava, havia telegrafado ao presidente da Federação Piauiense, pleiteando a realização de um ou três jogos. A recepção em Terezina foi excepcional. Grande acolhida do povo, o que motivou uma boa renda, dividida irmamente.
De Terezina, a delegação seguiu de ônibus para Fortaleza. A essa altura todos os clubes faziam questão de jogar com os tricolores pernambucanos. O sofrimento nosso era atração para eles. Capuco havia se restabelecido e Edesio voltava a ter condições de jogo. Apesar dos pesares, todos estavam satisfeitos porque o salário estava em dia e os bichos eram pagos na hora. Os jogos em Fortaleza marcaram a última etapa da atribulada excursão, que já se prolongava por quatro meses, a mais longa de toda a história esportiva de Pernambuco.
Ainda viajando de ônibus, a delegação rumou para o Recife. A chegada em casa foi emocionante. A direção do Santa Cruz recebeu seus atletas em sessão informal e solene a um só tempo, tomando conhecimento do relatório apresentado pelo presidente da embaixada. Todas as luvas atrasadas, inclusive a dos jogadores que não viajaram, havia sido pagas, e os atletas que se agregaram à embaixada foram pagos. O Santa Cruz não deixava dívidas de quaisquer espécie, a não ser as de gratidão aos paraenses. "Aquela rapaziada deixou seu nome na história, pelo espírito de unidade, honra, coragem, amor próprio e dignidade, concluiu Aristófanes Trindade, presidente da embaixada suicida.
Em depoimento ao autor a este autor, Guaberinha disse ter havido um fato que todos os jogadores consideraram muito importante. Foi quando o Santa Cruz chegou a São Luís, procedente de Belém e de regresso ao Recife. A mala com os pertences do goleiro King, seus colegas a traziam com o máximo de cuidado para entregá-la à família do falecido goleiro. Quando desciam pela escadaria do navio, aconteceu de a mala de King escapulir das mãos de um jogador e cair no mar, sendo levada pela correnteza no sentido de volta a Belém, onde King falecera.

Fonte: História do Futebol em Pernambuco - Capítulo 55. Givanildo Alves. Diário de Pernambuco, Recife, sábado, 26/8/1995


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Desmontando a Máquina de Costura



DESMONTANDO A MÁQUINA DE COSTURA

Clóvis Campêlo

Não foi tão difícil desmontar a Máquina de Costura. Difícil foi transformar em gols as oportunidades criadas. Aliás, nesse dois últimos jogos o time do Santa Cruz tem demonstrado um aprovietamento fantástico nos chutes de fora da área. Domingo passado, contra o Serra Talhada foi assim e ontem repetimos a dose.
Uma outra verdade inquestionável: com as recentes contratações, alguns jogadores de menor habilidade técnica, como Memo, Chicão e Eduardo Arroz, estão com os dias contados na equipe coral. Com Anderson Pedra, Leo e Luciano Henrique armando as jogadas e com o deslocamento de Wesley para a lateral direita, o meio de campo coral mostrou uma qualidade fantástica no toque de bola e na armação para as jogadas de ataque, onde Flávio Recife e Branquinho, em que pese as melhoras, ainda estão devendo atuações convicentes. Eles, por sinal, deverão ser sacados nos próximos jogos para a entrada de Geílson, Carlinhos Bala e Dênis Marques. Diferentemente do ano passado, o Santinha começa a demonstrar que está formando uma equipe de qualidade técnica bem melhor.
O Ypiranga veio esquematizado para não tomar goleada. Pouco criou do meio campo para a frente, formando duas linhas de marcação no seu campo e congestionando aquele setor. Para furar esse bloqueio o Santinha usou e abusou das jogadas pelas laterais em alta velocidade e da habilidade de Natan, Renatinho, Luciano Henrique e Wesley. Se tívessemos aproveitado todas as chances criadas, poderíamos ter saído de campo com uma goleada expressiva.
Mas, o placar de 2x0 foi de bom tamanho e satisfez a torcida, que mais uma vez, como já é de praxe, compareceu ao Arruda em bom número – mais de 24 mil pessoas – provavelmente estabelecendo novamente o maior público da rodada.
A impressão que fica é a de que estamos com a casa cada vez mais arrumada, dentro e fora de campo. A torcida sente-se reconfortada com isso. Foram anos de angústia e desilusões que esperamos não se repitam tão cedo. Mesmo sabendo de que ainda é cedo para fazer prognósticos muito otimistas, e reconhecendo a força e a tradição dos nossos principais adversários e rivais, com os novos reforços dentro de campo, dá para pensarmos na possibilidade do bicampeonato.
Como a atual fórmula de disputa do Campeonato Pernambucano é curta e não admite muitos tropeços, resta-nos o cuidado de administrar a caminhada com cautela mas também com a convicção das nossas reais possibilidades.

Ontem, no Arruda, sob o comando de Zé Teodoro, atuamos e vencemos com Tiago Cardoso; Memo (Luciano Henrique), Leandro Souza e André Oliveira; Eduardo Arroz (Léo), Anderson Pedra, Wesley, Natan (Jeferson Maranhão) e Renatinho; Flávio Recife e Branquinho.

O nome dele era Mirobaldo







Fotos 1 e 2: Primeiro treino de Mirobaldo no Arruda. Foto 3: Mirobaldo atuando contra o santo Amaro. Foto 4: Luciano Veloso e Rivaldo comemoram gol contra o Ferroviário. Foto 5: Uriel em ação contra o Íbis (Fonte: Diário da Noite)

O NOME DELE ERA MIROBALDO

Clóvis Campêlo

Quando da reforma do gramado do Estádio do Arruda, em 2008, a mídia esportiva nacional se admirou com a presença de mil torcedores nas arquibancadas para ver a implantação do novo piso.
Pois bem, no dia 2 de fevereiro de 1969, pela manhã, duas mil pessoas compareceram nas Repúblicas Independentes do Arruda para ver o primeiro treino do atacante Mirobaldo, recém-contratado ao Confiança de Aracaju. Ainda desabientado e sem ritmo, Mirobaldo fez um treino apenas razoável. A grande sensação foi Rubens Salim que comandou o ataque no time reserva na vitória por 5x1 sobre os titulares. Após o treinamento, Mirobaldo assinou contrato com o Santa, com salários mensais de Ncr$ 700,00.
No dia seguinte, o Santa Cruz completaria 55 anos de existência, comemorados com um coquetel, na sede social, e com a promessa da nova diretoria de fazer o clube, que não ganhava um título estadual desde 1959, retornar aos seus dias de glória.
Mas a torcida coral queria ver Mirobaldo, seu novo xodó, em campo, vestindo a camisa tricolor. Assim, na noite do dia 6, no Arruda, o atacante estreia no amistoso contra o Santo Amaro, mais conhecido na época como Vovozinhas, por conta do patrocínio do radialista Alcides Teixeira, que na época mantinha um programa radiofônico asistencialista com o nome de Programa das Vovozinhas. O Santa vence por 7x1, com gols de Nivaldo (2), Alberi (2), Luciano Veloso, Fernando Santana e Mirobaldo, que marca o seu primeiro tento com a camisa coral e é poupado na segunda etapa do jogo. O Santa venceu com Pedrinho (Lula Vasquez); Noberto, Adevaldo (Edson), Rivaldo e Valdir; Zito e Luciano Veloso (Inaldo); Cuíca (Fernando Santana), Uriel (Alberi), Mirobaldo (Erandi) e Nivaldo. Renda de Ncr$ 3.484,00.
No Campeonato Pernambucano, o Santa Cruz estrearia no dia 9, no Estádio do Arruda, ainda em construção, vencendo por 2x1, gols de Luciano Veloso, num jogo duro e disputadíssimo. Mesmo com Mirobaldo não jogando (sua transferência ainda não havia sido enviada pela CBD) a torcida prestigiou, propiciando a maior renda da rodada: Ncr$ 8.829,00. Vnecemos com Pedrinho; Noberto, Birunga, Rivaldo e Valdir; Zito e Luciano Veloso; Joel, Uriel, Erandi e Nivaldo (Fernando Santana).
Com a paralisação do certame estadual por conta do Carnaval, o Santinha enfrentaria o Treze de Campina Grande no dia 12, no Arruda, vencendo por 3x0, gols de Fernando Santana, Luciano veloso e de Mirobaldo, que já caíra definitivamente nos gosto da torcida.
No dia 23, após a pausa carnavalesca, voltamos a campo para golear o América por 5x0, depois de um primeiro tempo em 0x0. Jagunço, que também fez história no futebol pernambucano jogando pelo Íbis, fechara o gol, na primeira etapa, deixando a torcida apreensiva. No segundo tempo, porém, com a entrada de Uriel no lugar de Erandi, a Cobrinha deslanchou e enfiou cinco tentos no Periquito. Uriel, Jaminho (contra), Zito, Luciano Veloso e Mirobaldo foram os goleadores. Renda de Ncr$ 14.435,00. O Santa jogou com Pedrinho; Noberto, Birunga, Rivaldo e Valdir; Zito e Luciano Veloso; Joel, Erandi (Uriel), Mirobaldo e Fernando Santana. A vitória propiciou um bicho de Ncr$ 50,00 para cada jogador.
Fechamos o mês de Momo enfrentando e derrotando o Íbis por 2x0. Grande atuação de Omar, goleiro do Pássaro Preto, impedindo que o seu time tomasse uma goleada. Os gols foram de Luciano Veloso, o meia artilheiro, e Rubens Salim. Segundo o Diário da Noite, o Santa Cruz começou jogando com Pedrinho; Noberto, Birunga, Rivaldo e Valdir; Zito e Luciano Veloso; Joel, Uriel, Mirobaldo e Fernando Santana. Na preliminar, pelo campeonato de juniores, Santa Cruz 6x0, com destaque para um atacante moreno e magrinho, vindo da Usina Trapiche e que começava a se destacar na categoria como goleador. Seu nome: Ramon.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Vira dois acaba quatro



VIRA DOIS ACABA QUATRO


Alberto Felix, de São Paulo

O jogo agora é pra valer, vamos levantar as bandeiras corais e botar pra arrombar, quem tem uma torcida como a nossa não carece de fazer marquetingue com os peitos de seu ninguém.
Ganhamos uma, perdemos outra, faz parte do jogo, vamos afinar a viola, queremos o bicampeonato, detesto o termo “foco” quem não pode perder o foco são os fotógrafos e registrar nossas lindas jogadas.
Hoje é domingo e o santinha joga lá no sertão com o Serra Talhada (terra de Virgulino Ferreira, eu soube que ele era coral) diz que esse time é a coqueluche do torneio.
Domingo, dia de missa, fui na missa as sete da matina (sem a camisa coral, da um azar arretado) e pedi inspiração para nosso escrete.
Liguei para Clóvis mais aperreado que apreensivo porque é destes amarelinhos puxado para o laranja que eu tenho medo.
Aflições de um desterrado que está a tempo muito tempo longe de casa.
Carlinhos Bala, estreia no próximo jogo, a cronica diz que ele é um traíra, que é isso que é aquilo e não sei o que, eu penso o seguinte, esse menino comedor de cuscuz lá de San Martim, tem seu “DNA” no ninho da cobra, portanto bota ele pra jogar e bora embora.
Zé Teodoro, olho nele, porque esse cara é novela.
Pra terminar, ganhamos o jogo e mostramos que o Gigante está vivíssimo e acordado, o carnaval está ai batendo na porta e já se ouve pelos quatro cantos os clarins de momo.


domingo, 22 de janeiro de 2012

E o jogo não foi 1x1...



E O JOGO NÃO FOI 1x1...

Clóvis Campêlo

Dez horas da manhã desse domingo chuvoso no Recife, toca o telefone. Era o meu amigo Alberto Félix que, de São Paulo, tricolor e saudoso, me pergunta:
- E o Santinha hoje?
Respondo que o Santinha não perde duas partidas seguidas, mesmo que seja contra o líder e surpresa do campeonato.
- Esse jogo tá com cara de empate...
- Passei a noite toda sonhando com Jackson do Pandeiro e com aquela música dele: "Esse jogo não é 1x1..."
- Podes crer, camarada, perder não perdemos!
O dia foi longo, invernoso em pleno mês de janeiro.
Chega 4 horas e o Santa entra em campo e na tela da Rede Globo. Monopólio? Não quero nem saber! Isso tudo está me cheirando à alegria.
Dez minutos de jogo e Serra Talhada 2x0. A nossa defesa não sai do chão, parece ter os pés de chumbo. Em Serra Talhada não chove, mas a tarde torna-se ainda mais nublada.
"Vamos ser goleados?", pergunta um tricolor de pouca fé.
Vejo o nosso Cristo nas arquibancadas e respondo: "É claro que não!"
Dito e feito. 2x2 é o placar do primeiro tempo.
No segundo, deslanchamos, botamos o Cangaceiro na roda e viramos o jogo: 4x2.
Espantamos o fantasma do campeonato. Descascamos a Laranja Mecânica do Sertão! A Cobra continua venenosa!
Toca o telefone novamente. Era Dal, tricolor de Surubim, vibrando com a virada. Marcamos que quarta-feita é dia de irmos ao Arruda para ver a estreia de Carlinhos Bala e Luciano Henrique. Concordamos que Anderson Pedra foi o nome do jogo. Tchau!


O telefone toca novamente. Era Renato Boca-de-Caçapa, completamente embriagado pela virada. Depois de dois arrotos e dois "pelo Santa tudo!", desliga.
Fico só e feliz. Vencemos com uma grande atuação. Quarta-feira, o Arrudão vai explodir!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Preferência nacional



PREFERÊNCIA NACIONAL

Clóvis Campêlo

Segundo Renato Boca-de-Caçapa, o filósofo do lumpen-proletariado, se existem duas coisas que mexem com o imaginário do brasileiro são a bunda e o futebol.
Diferentemente dos americanos, que preferem um peito suculento e exagerado, a bunda é tão querida por nós que até o circunspecto poeta Carlos Drumond de Andrade dedicou-lhe um poema rotundo. Na Bahia, o filósofo e escritor Antônio Risério dedicou-lhe uma monografia repleta de citações científicas e levando em conta todas as regras da ABNT. Ou seja, coisa séria! E não poderia ser diferente, diante dessa magnífica região corpórea onde a nossa imaginação pagã vagueia sem lenço e sem documento. A bunda hiponotiza o brasileiro.
Quanto ao futebol, ele representou o início da nossa redenção, enquanto povo moreno e terceiromundista. Segundo o escritor Nélson Rodrigues, foi o futebol que, nos distantes anos 50 e 60 do século passado, nas conquistas do bicampeonato mundial, na Suécia e no Chile, nos livrou da pecha de vira-latas .
O futebol, também, em que pese toda a conotação de mercadoria valiosa por ele adquirida hoje em dia, devolve-nos o sentimento de coletividade que, de certo modo, perdemos diante do individualismo desenfreado da vida moderna. Coisa boa é irmos aos estádios e nos identificarmos com a torcida do nosso time querido, abraçar quem nunca vimos, gritarmos gritos de guerra e cantarmos em uníssono os nossos hinos. Para mim, o futebol é a demonstração viva de que o homem é um ser coletivo, de que a individualidade é uma coisa forjada em nós pelo sistema. Bom é estar ali, no meio do povo, a cantar, a dançar, a sorrir, a vibrar, independentemente de tudo. Bom, naquele momento, é sermos aquela família.
Mas, chega de pronomes demonstrativos e de digressões. É hora de cairmos na real e comentarmos sobre essa guerra de bichos em que se transformou o campeonato pernambucano. É jumento, calango, periquito, patativa, leão, timbu, gavião e cobra coral. Uma verdadeira arca de Noé. Em se tratando de mascotes diferentes, só temos a máquina de costura e o cangaceiro. E é justamente esse último que vem predominando e surpreendendo nessa duas rodadas iniciais do estadual. Com duas sonoras goledas, o time do Serra Talhada lidera o torneio e terá sua prova de fogo no próximo domingo, em casa, contra o Santa Cruz, que repetiu a mediocridade do primeiro jogo e levou uma porrada do Salgueiro. Segundo a crônica especializada, o placar de 2x0 foi até injusto para o time do sertão.
Penso que é hora do Santinha acordar, deixar de lado o discurso idiota de que o que nos interessa de fato é a ascensão à Série B do Campeonato Brasileiro e honrar o título de campeão pernambucano de futebol que hora defende.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Bala amiga?


Ele está voltando!

BALA AMIGA?

Clóvis Campêlo

O meu amigo Renato Boca-de-Caçapa, filósofo do povo e torcedor fanático do Santinha, costuma dizer que jogador de futebol é feito mulher sem-vergonha: vai atrás de quem oferecer mais dinheiro! E contextualiza: “Bastou aparecer mais dinheiro na jogada para que Leandro Souza resolvesse ficar no Arruda”.
É claro que não concordo muito com essa visão emotiva e pessimista do grande pensador. Prefiro interpretar essa falta de compromisso com a palavra assumida (no caso de Leandro Souza, com o pré-contrato assinado) como uma decorrência natural do futebol nos dias de hoje. Afinal, o jogador de futebol tem uma vida profissional curta e tem que correr atrás das oportunidades surgidas. Além do mais, o ídolo de hoje, pode ser o renegado de amanhã. Tanto a torcida quanto o clube também alimentam as suas leviandades. Mas, para a felicidade geral da nação coral, o negão vai ficar e reforçar a nossa zaga, que ontem claudicou diante do Belo Jardim.
Um outro assunto polêmico é o retorno de Carlinhos Bala para as Repúblicas Independentes do Arruda. Cria da casa, polêmico, Carlinhos Bala até hoje desperta amor e ódio entre os corais. Se dentro da direção do clube existe uma divisão quanto à sua contratação, já definida, no seio da torcida as mágoas e ressentimentos são maiores. Ninguém perdoa a sua debandada para o clube da Ilha. Mas, penso também que bastará que ele corresponda dentro de campo para novamente cair nas graças da galera. A minha dúvida, compartilhada por Renato Boca-de-Caçapa, é justamente essa: o grande artilheiro ainda terá pernas para isso? Sabemos que ele nunca foi craque e que tinha na velocidade a sua grande arma. Aos 34 anos, ainda terá todo esse pique?
Mudando de pato para ganso, ontem, no Arruda, foi o dia da nossa estreia no Pernambucano 2012. Quem pensou que teríamos um jogo fácil, enganou-se. O Belo Jardim foi um osso duro de roer e vendeu caro a derrota. No final, com dois gols de Wesley, de penalti, consolidamos o placar de 2x1. Bonita mesmo, mais uma vez, foi a presença da torcida mais apaixonada do Brasil (esse sloglan vale ouro!). Mais de 28 mil torcedores e um colorido especial. Se essa não foi a vitória que queríamos, aquele time que jogou também não é o que queremos. Falta ataque e uma melhor qualidade no meio de campo, que oscila em função das atuações de Wesley e Renatinho, que ontem não estiveram bem. A defesa também precisa de uma melhor consistência e qualidade.
Como em terra de cego quem tem um olho é rei, a volta de Leandro Souza, o retorno de Carlinhos Bala e a estreia dos atacantes que se encontram no estaleiro, pode fazer a diferença.
Além do mais, já nos acostumamos a enfrentar e superar obstáculos. O bicampeonato vale a pena. Todos nós sabemos disso.


sábado, 14 de janeiro de 2012

Eu tô voltando



Larissa Riquelme no Recife

EU TÔ VOLTANDO

Alberto Félix, de São Paulo

Bota a cerveja pra gelar, que o jogo é domingo.
E vista o manto Coral.
No próximo domingo o esquadrão Coral enfrenta o poderoso Belo Jardim.
Eu acho muito cabuloso jogar com time pequeno, para acontecer uma presepada, é como vai ali já vem, portanto acho bom entrar em campo com gosto de gás.
Eu queria dizer o seguinte, ouvir jogo do Santinha via internet é de lascar, conexão peba, o jogo vindo aos pedaços.
Outra coisa, a imprensa da pauliceia é realmente uma desvairada e destabocada, não sei se por intolerância ou sei lá o que, pegou FBC para acochar em praça publica que nem um judas.
Já, já, vão dizer que parte dessa bufunfa não sei quanto foi para o Santa Cruz.
Eu acho que os peitos de Larissa Riquelme são tão naturais e verdadeiros como uísque paraguaio.
Bora embora que o jogo agora é de vera.
Para pegar esse caneco será pau pra comer sabão.
Avante Nação Coral!
O pernambucano 2012 há que ser nosso!


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Morte de King e Papeira consterna time tricolor



Uma das poucas fotografias conhecidas da excursão suicida

MORTE DE KING E PAPEIRA CONSTERNA TIME TRICOLOR

Givanildo Alves

Solucionado o problema Pedrinho, havia os de King e Papeira. As rendas excassas davam apenas para as diárias de alimentação da embaixada e respectivos salários. As despesas do tratamento também pesavam na balança. Os jogadores prontificaram-se a colaborar e abriram mãos dos bichos, querim receber apenas os salários e a diária das refeições. Sabiam dos grandes problemas que todos estavam enfrentando, sem poder sair de Belém, King e Papeira pioravam dia a dia. Na tarde de 3 de março, o Santa Cruz jogava com o Remo, em revanche e saiu de campo com uma sensacional vitória de 4x2. No dia seguinte King morria no hospital da Beneficência Portuguesa. Seu corpo ficou em câmera ardente no salão nobre da Federação Paraense e teve enterro de luxo. Mais de 50 carros formaram o cortejo.
No dia 10 de março, a revanche com o campeão, o Paissandu. O jogo terminou empatado em 1x1, tento de Guaberinha para o Santa Cruz. Papeira, exatamente às 16h30 era cadáver e a essa hora o quadro estava jogando. Não poderia haver outra alternativa. O time não poderia viajar, por falta de autorização das autoridades navais. Teria de sustentar a si mesmo e somente poderia fazê-lo jogando. E, sem contrato de jogos, tinha de se submeter às propostas que lhe eram feitas.
Finalmente, nos últimos dias de março, o Lóide Brasileiro tinha um navio para o Sul. Os jogadores reuniram-se com o presidente da embaixada e propuseram passagens de terceira classe, ao invés de primeira. A diferença ficaria em seu favor. Aceita a proposta, os resultados foram positivos. A delegação regressaria de terceira classe. Palmeira e Aristófanes ficaram solidários com os atletas. Quando partiu de Belém, integrando um comboio de três navios, rumo a São Luís, nada menos de 18 ladrões haviam sido deportados pela polícia paraense. O comissário de bordo preveniu a delegeção e nada menos de 15 taças conquistadas nos campos do Extremo Norte foram cuidadosamente guardadas pelo comandante do barco. Dormia-se lado a lado com os ladrões deportados, que levavam uma vantagem: não estavam armados, ao contrário dos pernambucanos. Tendo deixado Pelado, Omar e Sidinho, o Santa Cruz trouxe Carapanã, moço de uma família muito boa, que vinha tentar o profissionalismo no Recife. Era um bom meia-esquerda, dono de excelente poder de penetração. O Santa Cruz deixou a capital paraense, rumo a São Luís, com apenas 12 jogadores, incluindo Carapanã, como se vê: Eutímio, Pedrinho, Sidinho II, Zé Maria, Capuco, Amaro, Guabeirinha, Edesio, Limoeiro, França, Pinhegas e Carapanã.
Em São Luís, nova demora do navio, que somente deixaria o ancoradouro em comboio. Os navios não atracavam. Ficavam lá fora do cais. Vinha-se à terra de lancha. Aristófanes foi à cidade e deixou um amigo, diretor da entidade maranhense, encarregado de conseguir amistosos durante nossa estada ali na base de 50%. Tudo que se arrecadasse seria dos jogadores, reservando-se um percentual para as despesas eventuais. Num desses jogos, Capuco e Edesio se machucaram, ficando a equipe reduzida a dez jogadores. No prélio contra o Moto Clube, o cozinheiro do navio, que quando menino jogara no juvenil do Vasco da Gama, entrou em lugar de Capuco. Estava totalmente fora de forma, mas deu certo. Era o que se pode chamar de caceteiro. Jogo tumultuadíssimo, com duas tentativas de invasão de campo. O time pernambucano, a despeito de ter um centro-médio que desconhecia, era um quadro homogêneo, lutador, raçudo. Felizmente, tudo ficou em paz.

Fonte: História do Futebol em Pernambuco - Capítulo 54, Diário de Pernambuco, Recife, sexta-feira, 25/8/1995


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O início de um novo tempo






Fotos: 1. Birunga em ação; 2. Gradim comandando treinamento; 3. Cuíca em ação; 4. Luciano Veloso é carregado pela torcida após a conquista do Torneio Início; 5. Mirobaldo conversa com Erandi (Fonte: Diário da Noite do Recife)

O INÌCIO DE UM NOVO TEMPO

Clóvis Campêlo

No final do ano de 1968, além ter visto o Clube Náutico Capibaribe conquistar o título de hexacampeão pernambucano de futebol, o Santa Cruz ainda precisaria contornar uma greve dos seus jogadores por conta de salários atrasados. Além do mais, o Mais Querido não conquistava um campeonato pernambucano desde o ano de 1959. Era preciso mudar. A mudança começaria com a eleição de Aristófanes de Andrade, que então comandava a Comissão Patrimonial, para a presidência do clube. O presidente eleito, à frente da nova diretoria, manteve o treinador Gradim, escolhido por boa parte da imprensa desportiva pernambucana como o melhor treinador do ano anterior, no comando do elenco coral. Para a torcida tricolor, era um bom sinal.
Mas a reorganização do clube não ficaria por aí. O treinador Palmeira foi contratado para exercer o cargo de gerente administrativo, traçando as novas metas para o Departamento de Futebol e trabalhando em sintonia com o treinador Gradim.
Assim, além de começar a traçar estratégias para quebrar o longo jejum de títulos estaduais, a nova diretoria não podia arrefecer do árduo trabalho de conclusão das obras do Estádio José do Rego Maciel, o Arrudão, um longo e acalentado sonho da grande família tricolor.
No mês de janeiro, antes de conquistar o Tornei Início do Campeonato Pernambucano de Futebol, mais um bom sinal de que as coisas estavam mudando no Arruda, apesar de não contar com alguns dos maiores nomes do seu elenco, como Erandi, Uriel, Rubens Salim e Fernando Santana, entregues ao Departamento Médico coral, o Santinha realizaria alguns amistosos contra equipes da região, como o Botafogo da Paraíba, o Leônico da Bahia e o Ceará Sporting, do Ceará.
No dia 26 de janeiro, no Estádio da Ilha do Retiro, depois de eliminar as equipes do Ferroviário e do Central de Caruaru, derrotaríamos o Sport por 1x0, no jogo final, gol do garoto Luciano Veloso, prata da casa que começava a despontar como craque. Para alegria da nossa galera nas arquibancadas, com essa vitória, conquistávamos o Torneio Início daquele ano de 1969, uma promoção da Federação Pernambucana de Futebol que era sempre prestigiada pela torcida pernambucana.
Dois dias depois, ainda no ânimo da conquista, o Santa Cruz anunciava a contratação de Mirobaldo, atacante sergipano que se revelara no Confiança de Aracaju e que viria escrever com letras maiúsculas o seu nome na conquista do pentacampeonato e na história do clube coral.
No dia 30, no ainda inacabado Estádio do Arruda, em novo amistoso contra o Botafogo da Paraíba, Mirobaldo era apresentado à torcida tricolor. Assistiria a nossa vitória contra o clube paraibano sentado no banco, ao lado do treinador Gradim.
Nesses jogos e no Torneio Início, a equipe base do Santinha seria: Pedrinho (Naércio); Adevaldo (Noberto), Birunga, Rivaldo e Valdir; Noberto (Zito) e Luciano Veloso; Cuíca, Joel (Mário), Paulo Veloso (Inaldo) e Nivaldo.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Canto de louvor ao Santa Cruz Futebol Clube



CANTO DE LOUVOR AO SANTA CRUZ FUTEBOL CLUBE
(aos Santacruzenses em geral e aos algozes em particular)


Walter da Silva

Sim. É preciso lutar firme
mesmo que se caia às vezes
e urge se buscar alto
durante anos e meses.

Encarar os vãos tropeços
com espírito esportivo
sem mágoa, dor ou inveja
de cabeça/pé, altivo

Quantos ganham, tantos perdem
sem lhes afetar o vigor
aprendendo com tais erros
com a mesma sanha de amor.

É um time, uma equipe
feita de invidualidade
e é preciso sinergia
pra se buscar qualidade.

De fato, caimos nessa
tantos cairam também
e o nosso estro de luta
vai muito mais, mais além.

É se levantar com orgulho
deixando derrota detrás
da porta da aprendizagem
e não errar nunca mais.

Um time de futebol
na vitória e na derrota
amealha tantos no rol
melhorando sua rota.

É se levantar como Fênix
mesmo que assim jaz ferido
renasça depois das cinzas
para não se ver vencido.

Já dizia um grande vulto
que jamais pensou a esmo
em meio a tantas batalhas
há que se vencer a si mesmo.

Por isso, platéia algoz
vamos adiante vencer
ainda que bem abaixo
(mas poderia ser você).

Sem culpa, remorso ou ai
sem contudo, mas ou porém
o Santa Cruz Futebol Clube
só pôde dar o que tem.

E tanto erro cometido
que sirva de lição agora
invertendo logo este quadro
que é somente ruim por hora.

Terminando esta cantiga
Direi a todos e a ninguém:
No dos outros é refresco
e a gente só dá o que tem.

Camaragibe, 23/11/2007


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Um tempo de novos desafios



UM TEMPO DE NOVOS DESAFIOS

Clóvis Campêlo

Discordo dos que dizem – entre eles o treinador Zé Teodoro – que a prioridade do Santa Cruz, em 2012, seria a ascensão à Série B do Campeonato Brasileiro. Não resta a menor dúvida de que essa é uma meta importantíssima para ser alcançada, mas não deve ser a única. A conquista do bicampeonato pernambucano de futebol deve ser considerada tão prioritária quanto à primeira.
Em 2011, depois de passarmos vários anos de frustações, conseguimos sair do limbo e ganharmos o título estadual, correndo por fora, com um time sofrível e desbancado os primos ricos do nosso futebol. Fomos uma equipe que superou as suas deficiências técnicas com uma impressionante aplicação tática. Surpreendemos.
Esses ano, com certeza, será diferente. Todos estarão de olho no Santinha, que entrará em campo no próximo dia 15, contra o Belo Jardim, ostentando e defendendo o título de campeão pernambucano de futebol. Por conta disso, mais do que nunca, teremos que ter espírito de equipe e novamente humildade para a execução de um trabalho coletivo, no campo tático. Nada de estrelismos. Além do mais, o campeonato pernambucano é muito importante para nós, porque foi no âmbito estadual que conquistamos a quase totalidade dos nossos títulos.
É verdade que deixamos escapar a conquista do título da Série D, no ano passado, ao perdermos para o Tupi mineiro, no Estádio do Arruda, perante uma torcida de 56 mil fieis. Seria este o nosso primeiro título nacional. Para mim, a derrota e a perda macularam um ano que poderia ter sido especialíssimo para todos os tricolores pernambucanos.
No entanto, se isso ainda incomoda a alguns, como eu, já faz parte do passado e nem mesmo deve mais interferir nos fatos presentes. O importante é que remodelamos a equipe com a contratação de jogadores de melhor qualidade, dessa feita sob o comando direto de Zé Teodoro, um treinador que conhece do riscado e que sabe se impor ao elenco.
À torcida coral, mais uma vez, caberá o papel de incentivar o time e mostrar ao Brasil e ao mundo as cores da nossa paixão. Um grande clube como o Santa Cruz, com uma torcida tão devotada e fiel, merece retomar o seu caminho e construir um futuro de glórias e de histórias de sucesso.
Hoje, somos um clube que entendeu a sua real situação e que dentro dessa realidade e das suas limitações luta para superar-se com retidão e parcimônia.
Se em algum momento do tempo passado recente chegamos ao fundo do poço, hoje, repletos de uma nova energia estamos emergindo novamente em busca do nosso lugar ao sol. Com todo o merecimento, chegaremos lá. Vamos construir em 2012 mais um capítulo de glória da nossa história.
Avante, corais!


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O Santa Cruz é do povo para sempre


Fotografia de Elessandra Lemos/2005

O SANTA CRUZ É DO POVO PARA SEMPRE

Alberto Oliveira

No Arruda eu moro e sou serpente
Tricolor venenosa eu sou coral
No universo fui sempre maioral
Meu “Mundão” é maior que continente
Sou do povo, da massa e dessa gente
Para dar alegria ao torcedor
Sempre tri pela vida eu sei que sou
E a volta por cima tenho dado
À torcida eu digo obrigado
Santa Cruz pelo tempo vencedor!

A vitória chegou para nação
Das três cores que cobrem esse Estado
Com a bola correndo no gramado
Não preciso vencer em tapetão
Santa Cruz alegrando esse povão
No passado e presente um lutador
O futuro virá bem promissor
Essa luta a cobrinha vai ganhar
A torcida virá para apoiar
Santa Cruz pelo tempo um vencedor!