quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Santa interna Papeira e King com febre tifo



O Santa Cruz entra em campo, em Belém

SANTA INTERNA PAPEIRA E KING COM FEBRE TIFO

Givanildo Alves

Deixando Manaus rumo a Belém, onde a delegação tomaria um navio do Lóide com destino ao Recife, King e Papeira pioraram no percurso. A médica de bordo cuidou dos enfermos com muita dedicação. Alimentação especial aos mesmos. No terceiro dia de viagem (o "gaiola" parava de 6 em 6 horas nos pequenos portos para se abastecer de lenha, carregada nas costas pelos nativos), papeira e King pioravam sensivelmente. A médica de bordo informou que os dois jogadores estavam com "tersã maligna", moléstia característica do Amazonas, da mesma família do tifo.
Quando o navio acostou no ancoradouro de Belém, a presidência da embaixada tratou de hospitalizar os dois enfermos na Beneficência Portuguesa, como pensionistas. O Lóide Brasileiro tinha reservadas dezoito passagens de primeira classe. A delegação pediu preferência no primeiro paquete que demandasse ao Sul e tocasse no porto do Recife. Durante a estada em Belém, sem contrato de jogos, todas as despesas seriam por conta do Santa Cruz. Éramos então quinze pessoas, porque Omar, Pelado e Sidinho, que estavam de contrato encerrado, decidiram vestir a camisa de um clube amazonense. Como presidente da delegação, Aristófanes Trindade entrou em contato com a diretoria do clube do Remo, que pôs a à disposição sua garagem náutica, a fim de que a delegação pudesse ficar alojada até o dia do embarque. Durante essa estada, o Santa Cruz realizaria jogos amistosos à base de 50% da renda líquida, o que se constituía um grande negócio para os locais.
A presidência da embaixada, dirigindo toda a equipe, com a ajuda de Palmeira, que lutava também para que nada faltasse aos jogadores (salários, refeições, alojamento), teve um problema a enfrentar. Pedrinho havia sido preso. Telegrama de Manaus, ao chefe de Polícia de Belém, dava conta de que o zagueiro havia "feito mal" a uma moça de 17 anos, e rumo a Belém, para levar o jogador preso, chegaria o diretor de um dos grandes clubes amazonenses.
Aristófanes entrou em contato com o sr. Gueiros, chefe de Polícia, pernambucano, descendente de uma das mais tradicionais famílias de Garanhuns, que prometeu libertar o jogador se o mesmo assumisse a responsabilidade de se casar com a moça ofendida. Pedrinho iria jogar no dia seguinte contra um dos grandes clubes locais. Na prisão, Pedrinho negou o fato que lhe era imputado. Queriam que ele ficasse em Manaus com Pelado, Sidinho e Omar, e o único meio de prendê-lo era aquele. "Aconselhei-o - disse Aristófanes - a "prometer" se casar". Pedrinho disse que tiraria cem anos de cadeia, mas não ria confessar um crime que não cometera, pois nem sequer tivera namorada durante a estada em Manaus. "Confesse, diga que vai casar, porque casamento não vai haver. Não pergunte como, mas tudo sairá bem se fizer isto", explicou o chefe da delegação.
Estávamos no sábado, dia do jogo, e Pedrinho foi à Central de Polícia, por ordem do sr. Gueiros, acompanhado do presidente da delegação e declarou que estava disposto a casar com a menor. Foi imediatamente posto em liberdade, tendo o presidente da embaixada, Aristófanes, se responsabiliado em levá-lo de volta, na terça-feira, às 15h. O zagueiro deveria comparecer à Central de Polícia, a fim de viajar a Manaus, em companhia de um agente. Antes e depois do jogo, Pedrinho conversou tranquilamente com Aristófanes. Ao jogador foi dado o nome da jovem, idade, filiação e demais características fornecidas pela polícia amazonense para prender o sedutor da menor. Na terça-feira, precisamente às 15 h, o chefe da delegação compareceu à Central de Polícia sem Pedrinho, mas em companhia de Palmeira. Lá estava o diretor do clube amazonense. Dr. Gueiros perguntou de súbito: "E o rapaz?". "Está aqui", respondeu Aristófanes, ao mesmo tempo em que entregava uma procuração autorizando Pelado a se casar com a menor fulana de tal, em face da lei tal, em seu nome. O diretor do clube amazonense quis ficar brabo, mas o chefe de Polícia declarou que estava tudo certo. O casamento por procuração substituía a presença de um dos nubentes. A esse tempo Pedrinho assinava carta dirigida a Pelado, pedindo-lhe que comparecesse ao cartório para ultimar a cerimônia. O fato é que a jovem ofendida não apareceu até hoje.

Fonte: História do Futebol em Pernambuco, Diário de Pernambuco, Recife, quinta-feira, 24/8/1995.


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Santa dispara e vence três campeonatos seguidos



SANTA DISPARA E VENCE TRÊS CAMPEONATOS SEGUIDOS


Givanildo Alves

Depois de perseguir o título durante 15 anos, ao longo dos quais foi várias vezes vice-campeão, o Santa Cruz conseguiu, finalmente, em 1931 conquistar um campeonato. Aliás, o primeiro de uma sequência de três consecutivos (1931-1932-1933), enchendo de alegria sua enorme torcida, já cansada de tanto esperar.
No ano do tri (1933), quatorze clubes foram inscritos para disputar o certame: América, Encruzilhada, Flamengo, Torre, Náutico, Santa Cruz, Varzeano, Sport, Íris, Israelita, Fluminense, Tuiuti, Great Western e Ateniense. A exemplo do que ocorrera no ano anterior, foi adotado o sistema de dividir os clubes em séries e seus vencedores decidiram, na forma "Melhor de Três", o título máximo da temporada. As equipes tecnicamente mais fortes ficaram na Série Azul: Santa Cruz, Náutico, Sport, Flamengo, Torre, Íris, América e Encruzilhada.
O aproveitamento na Primeira Divisão de clubes como o Varzeano, Great Western, Ateniense, Encruzilhada, Íris e Fluminense, foi uma maneira hábil encontrada pelo presidente da Federação Pernambucana de Desportos (FPD), para ter de volta, aos campos da Federação, o grande público que estava sendo atraído para os subúrbios, levado pelo movimentado certame promovido pela Associação Suburbana de Desportos Terrestres.
Decidindo o título de campeão da Série Azul, Santa Cruz e Sport jogaram na Avenida Malaquias, a 10 de novembro de 1933. Os tricolores estavam com 22 pontos ganhos, enquanto os rubro-negros tinham 23. Um simples empate daria o título da série ao Sport, e, consequentemente, do campeonato, pois ninguém acreditava que rubro-negros ou tricolores perdessem para o vencedor do outro grupo. A decisão do campeonato estava, pois, praticamente, nesse jogo.
O Santa Cruz havia começado a sua arrancada logo pela manhã, quando sua equipe juvenil derrotou a do América por 2x1, conquistando o título da categoria. À tarde, na preliminar, os tricolores ganharam também o campeonato dos 2ºs quadros, derrotando o Sport por 5x2. Restava a partida principal. O campo estava cheio e com a presença ilustre do Interventor Federal, coronel Jurandir Mamede. A torcida tricolor, gozando à do Sport, dizia que seu clube já feito "barba" e "bigode", faltando apenas o "cabelo".
Além de entrar em campo com a vantagem de jogar pelo empate, o Sport fez um gol de frente, através de Alemão. Mas, antes que acabasse o primeiro tempo, o Santa Cruz empatou com um golaço de Limoeiro. Na fase final o jogo cresceu muito de entusiasmo e Tará desempatou para, logo depois fazer mais outro tento. Com 3x1 a seu favor, o Santa tranquilizou-se. Porém, uma brincadeira de Zezé Fernandes quase estraga a festa tricolor. Ao receber um passe, Zezé parou a bola e sentou em cima dela, debochando dos jogadores do Sport. O árbitro Harry Leça puniu o tricolor com uma falta, que terminou redundando no 2º gol rubro-negro. Imediatamente, os jogadores do Sport correram com a bola para o centro, colocando-a no local para nova saída. Assim que Tará empurrou a bola para Limoeiro, o jogo acabou e a festa do tri começou. Santa Cruz: Diógenes; Sherlock e João Martins; Marcionilo (Julinho), Sebastião, Zezé (Ernane); Walfrido, Limoeiro, Tará, Lauro e Carlos Benning. Sport: Muniz; Alderito e Fernando; Bivar, Paulo e Brivaldo; Alemão, Gayoso (Seixas), Julinho, Marcílio e Rodolfo.Participaram da campanha do tricampeonato, os seguintes jogadores: Diógenes, Sherlock, João Martins, Marcionilo, Sebastiãi, Zezé Fernandes, Walfrido, Limoeiro, Tará, Lauro Monteiro, Carlos Benning, Dadá, Fernando Melo, Ernane, Zolocovick, Júlio Fernandes, Estevão Pequeno e Artur Danzi.
A Federação só proclamou o Santa Cruz campeão de 1933 em março de 1934, quando os tricolores venceram duas vezes, por 5x2, na "Melhor de Três", a equipe do Varzeano, campeão da Série Branca.

Fonte: História do Futebol em Pernambuco, Capítulo 30, Diário de Pernambuco, Recife, terça-feira, 1 de agosto de 1995, pag. B-5.


sábado, 17 de dezembro de 2011

Santa inaugura seu campo junto à sede em Afogados



SANTA INAUGURA SEU CAMPO JUNTO Á SEDE EM AFOGADOS

Givanildo Alves

O Santa Cruz, depois de esforços e sacrifícios, consegue finalmente concretizar um velho sonho de seus associados e torcedores: ter o seu próprio campo para realizar treinos e jogos oficiais.
O local era ao lado da sua sede social, na rua São Miguel, em Afogados, que a diretoria tricolor pensava em transformar na melhor praça de esportes do Recife, superando o estádio da avenida Malaquias, de propriedade do Sport Club do Recife, que se orgulhavada sua arquibancada de madeira adquirida ao Fluminense do Rio de Janeiro.
A inauguração do reduto tricolor foi marcada para o sábado, dia 8 de dezembro de 1928, após muitas reuniões da diretoria, pois era intenção do presidente do Santa, Carlos Rios, promover uma festa de arromba. Apesar da difícil situação financeira que atravessava o clube, investiu-se no evento, contratando-se os serviços da casa Gallo Preto para ornamentação da área que circundava o campo, bem como a instalação de um palanque para os discursos e um coreto para a banda de música.Todas as figuras importantes do clube foram convocadas para colaborar no programa a ser preparado para a grande festa do Santa que, apesar de haver se desenvolvido em outras atividades, como no remo, por exemplo, fazia pouco tempo, ainda não tinha feito as pazes com o título, que perseguia desde a fundação da Liga, em 1915. Eram, portanto, 13 anos em que o campeonato não saia das mãos do Sport e do América e, nas duas oportunidades em que escapou dos dois poderosos clubes, uma vez ficou com o Flamengo (campeão em 1915), e outra com o Torre, em 1926. A torcida não aceitava esse jejum de um clube que conseguira se infiltrar na alma do povão recifense, mas não lhe dera ainda uma explosão de alegria. O campo era, pois, uma necessidade.Várias comissões foram formadas para garantir o êxito da inauguração. Recepção: Fragoso Selva, Lessa de Andrade, Ramos Leal, João de Souza Leão; Polícia: Carlos Afonso, Jayme Rosas e Jorge Moura; De Jogos: Manfredo Cunha, José Luiz de Barros e Lindolfo Silva; Assistência aos Jogadores: Luiz Barbalho, José Luiz Vieira, Guilherme Rodrigues e Daniel Pernambucano.
Para surpresa da Liga, a diretoria tricolor não incluiu na sua festa nenhum clube que disputava os jogos oficiais da entidade. Preferiu-se organizar um torneio com a participação somente das agremiações que faziam parte do certame suburbano, cuja tabela foi a seguinte: Belga x Varzeano; Iris x Great Western; Afogadense x Ateniense; Auto Esporte x Tuyuty; Concórdia x A A. do Arruda e Mocidade.
Os jornais abriram espaços para o acontecimento tricolor em Afogados, ao qual compareceu um público numeroso, tomando todos os locais das proximidades do campo. A Pernambuco Tramways nesse dia fez circular grande número de carros até no campo. Foram estabelecidos os seguintes preços para entrada: Cavalheiro, 1$100; Crianças, $500; Automóveis, incluindo os ocupantes, 10$000. Mulher não pagou.
O grande evento foi encerrado com uma partida em que os jogadores do Santa Cruz atuaram com a camisa do Fortaleza ( um time suburbano) contra o Marvelo, que nada mais era do que o quadro do Flamengo, pertencente à Liga. Quem dirigiu o encontro foi o presidente do Santa Cruz, Carlos Rios, que era considerado um competente "referee". O Fortaleza, ou melhor, o Santa Cruz, ganhou de 2x1.
A semente jogada em Afogados não germinou. O Santa, que nascera na Boa Vista, haveria ainda de peregrinar por outros caminhos até encontrar o Arruda, sua Canaã, onde se instalou a partir de 1943.

Fonte: História do Futebol em Pernambuco, Capítulo 26, Diário de Pernambuco, Recife, sexta-feira, 28 de julho de 1995, pag. B-5.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Diretor do Jurídico esclarece


O presidente coral, Antônio Luiz Neto

DIRETOR DO JURÍDICO ESCLARECE

Ontem publicamos um artigo sobre a peleja entre o Santa Cruz e o Internacional. No texto falamos a respeito da decisão judicial que liberou o valor a ser pago pelo clube gaúcho ao nosso Santa Cruz.
Sobre a tal decisão do Judiciário, o Diretor Jurídico do Santa Cruz, Eduardo Lopes, postou comentário aqui no Blog explicando sobre o valor correto do preço de Gilberto.
Publicamos abaixo o comentário postado e consideramos justa a queixa que faz o advogado coral nos últimos parágrafos do seu texto. Aproveitamos para agradecer os esclarecimentos prestados, o que, aliás, reflete uma postura completamente diferente daquela adotada no clube durante anos a fio.
Seguem as explicações:
"Caros,
Na condição de Diretor Jurídico do Santa Cruz,venho prestar as informações necessárias sobre o equívoco cometido na matéria ONDE ESTÁ O DINHEIRO ?, o fazendo na forma abaixo:
O valor da dívida do Santa Cruz com o Banco Central, é que era há época da decisão abaixo, no montante de R$ 3.692.677,02 (três milhões, seiscentos e noventa e dois mil, seiscentos e setenta e sete reais e dois centavos, e não o valor da venda de Gilberto, cuja importância foi de R$ 2.000,000,00.
Quando um juiz determina uma penhora, ele o faz indicando o valor total do débito,e em razão disto, consta no Mandado de Penhora, que esta seja realizada até o montante total do débito, cabendo a quem recebe o Mandado indicar se o valor que tem a pagar é igual, maior ou menor do que aquele determinado pelo juiz.
Quem prestou a informação(incorreta), deveria ter tido o cuidado de verificar o processo, pois o mesmo é público e qualquer pessoa, mesmo que não seja advogado(a) pode ter acesso, e veria que não há por parte do Santa Cruz qualquer sonegação e ou falta de transparência nos contratos realizados e informações repassadas.
Transcrevendo o despacho(correto) que consta no processo,o qual diz o seguinte:
PENHORAR o crédito a ser recebido pelo executado(Santa Cruz), no que se refere a negociação do jogador de futebol Gilberto Oliveira Souza Júnior, no limite do valor da dívida de R$ 3.692.677,02, e não da negociação do jogador.
Aliás, gostaria de fato que isto acontecesse, afim de que não reste a menor dúvida sobre o assunto.
Por que ninguém entrou em contato com a diretoria do clube para ter a correta informação sobre o assunto?
É correto, que sem todos os dados, posto que o processo sequer foi visto, se jogue uma suspeita infundada desta monta ?
Ou por desconhecimento, ou por outro motivo qualquer, foi passada uma informação errada, a qual merece ser retificada, motivo pelo qual, renovo o pedido de que quem postou ou qualquer outra pessoa tenha acesso aos autos, para se certificar, e depois informar corretamente aos torcedores que o valor de R$ 3.692.677,02 é o valor da dívida, e não o da venda de Gilberto.
Agradeço, de logo.
Eduardo Lopes"

Fonte: Blog do Santinha


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Onde está o dinheiro?



ONDE ESTÁ O DINHEIRO

Nesses últimos dias, além de especulações a respeito de contratações, renovações e dispensas, o assunto falado é sobre o restante do dinheiro que o Internacional ainda não pagou ao Santa Cruz. A grana referente à venda do atacante Gilberto no começo do ano.
Do lado de cá, todos afirmam categoricamente que o clube gaúcho não honrou o compromisso e que está dando um calote de 650 mil reais no nosso Santa Cruz.
Segundo algumas notícias, o Santa Cruz já entrou na Justiça e fala em acionar a FIFA para ver se recebe o dinheiro.
Do lado de lá, surgiram duas versões. Uma que eles já haviam pago e que tinham os comprovantes de pagamento. Já na outra, o presidente do Internacional, Giovanni Luiggi, diz que a dívida não foi paga pelo fato de haver uma proibição por parte da Justiça, em virtude do Santa Cruz ter débitos com a União. Segundo um site, o tal Giovanni afirma que recebeu cartas avisando que não deveria pagar o restante da dívida.
Não entendemos o motivo do presidente do clube colorado não mostrar tais documentos, nem as cartas recebidas.
Sobre esta história de cartas, o Blog do Santinha pede ajuda aos universitários e advogados, pois nunca ouvimos falar que o Poder Judiciário manda carta para alguém avisando que não pague suas dívidas.
Fomos atrás de pesquisar sobre este assunto da negociação de Gilberto e nos deparamos com outra novidade. Lembram que o Santa Cruz havia entrado na Justiça solicitando que o valor referente à venda do nosso ex-atacante não ficasse penhorado?
Pois bem, o Agravo de Instrumento (AGTR118849-PE) que o Santa Cruz interpôs contra a decisão que determinou a penhora do valor referente à transação do jogador Gilberto diz que o preço do jogador foi três milhões, seiscentos e noventa e dois mil, seiscentos e setenta e sete reais e dois centavos.
Nas suas primeiras linhas, o Agravo diz assim:
Trata-se de agravo de instrumento interposto por SANTA CRUZ FUTEBOL CLUBE contra decisão exarada pelo juízo da 11ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco, nos autos da execução fiscal nº 0023028-45.2003.4.05.8300, pela qual determinou, a título de reforço de penhora, a constrição do valor de R$ 3.692.677,02 (três milhões, seiscentos e noventa e dois mil, seiscentos e setenta e sete reais e dois centavos) a ser pago pelo Sport Club Internacional referente à negociação do jogador de futebol conhecido por ‘Gilberto’.
Pois é, de acordo com o tal Agravo, Gilberto não foi vendido por dois milhões, mas por três milhões, seiscentos e noventa e dois mil, seiscentos e setenta e sete reais e dois centavos.
Enfim, amigos! Como diria o matuto, pense numa confusão da gota.
As informações são as mais variadas possíveis. O Santa Cruz diz que Gilberto foi vendido por dois milhões e que o Internacional não cumpriu com o pagamento, por sua vez o Inter fala que recebeu cartas da Justiça proibindo a quitação do resto da dívida, e pra complementar o roteiro da novela, tem essa peça judicial dizendo que o valor da negociação do nosso ex-artilheiro foi de três milhões e tanto.
Só nos resta torcer que tudo seja devidamente esclarecido e que o nosso querido Santa Cruz não seja lesado.

Fonte: Blog do Santinha


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Para sempre em nossos corações



PARA SEMPRE EM NOSSOS CORAÇÕES

Alberto Felix, de São Paulo

O domingo, amanheceu encoberto, geralmente dias assim são desagradáveis, dias assim só servem para trazer notícia ruim.
E não deu outra.
O Doutor, foi convocado para compor o meio de campo da seleção celestial.
Naturalmente não o conheci pessoalmente, era tão brasileiro, que tinha brasileiro até no nome, Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira.
O Doutor foi embora fora do combinado.
Punho cerrado na comemoração do gol, como um pantera negra.
Nada de dancinhas e requebros febris, tão comuns hoje.
Punho cerrado no palanque.
Diretas quando? Já!
Doutor, tua bandeira cobriu sampa de norte a sul, de leste a oeste.
O jogo não foi lá essas coisas, o Timão jogando no regulamento e o Palmeiras jogando daquele jeito, o que der deu.
Foi uma festa, uma festa nem alegre nem triste, contida.
Diria que uma poesia triste.
Pois é Doutor, fostes um corintiano de copo e alma.
A nação Coral Pernambucana te deseja boa viagem, vai com Deus.
“O que é bom dura pra sempre, fica guardado na memoria”

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Um grupo campeão



UM GRUPO CAMPEÃO

Uma das formações do Santa Cruz em 1995, quando fomos campeões pernambucanos de futebol profissional.
Em pé: Amarildo, Da Silva, Missinho, Marco Aurélio, Paulo Ricardo e Quinho.
Agachados: Luís Carlos, Zé do Carmo, Hércules, André Jacaré e Serginho.
O treinador era Fito Neves.


domingo, 4 de dezembro de 2011

Santa Cruz vence Botafogo e leva torcida às lágrimas



SANTA CRUZ VENCE BOTAFOGO E LEVA TORCIDA ÀS LÁGRIMAS


Givanildo Alves

Pernambuco esportivo jamais havia assistido a um espetáculo tão grandioso, tão imponente, e que passasse às raias do delírio, como aconteceu na partida em que o Santa Cruz derrotou o Botafogo do Rio de Janeiro, cuja grande atração foi o zagueiro Osni Werner pela maneira inusitada de jogar: óculos na cara e uma toalha enrolada no pescoço. A vitória do clube tricolor representou o primeiro triunfo de um clube do Nordeste sobre um do Sul.
Formado por jogadores da "terra", na sua maioria jovens ainda, o Santa Cruz derrotou o quadro carioca (30/01/1919), por 3x2, numa partida dramática, cheia de emoções, levando no final muitas torcedoras às lágrimas. O extraordinário feito foi considerado, não somente do Santa Cruz, mas de Pernambuco, do futebol do Nordeste, enfim. Por este motivo, Recife fez um festão noite adentro. Os jornais exaltaram o acontecimento, abrindo grandes manchetes. O Jornal Pequeno disse: "A brilhantíssima vitória do glorioso Santa Cruz". E acrescentou num subtítulo: "O Botafogo Futebol Clube é derrotado pelos "meninos" cá de casa pelo escore de 3x2". Formou o Santa Cruz com Ilo Just; Jorge e Bebé, Zé de Castro, Teófilo e Manoel Pedro; Nequinho, Miranda, Tiano, Pitota e Eurico. Botafogo - Abreu; Monti e Osni, Burlamarqui, Vadinho e Police; Celso, Petiot, Santinho, Candiota e Neco. O juiz foi Carlos Sterling que, segundo a imprensa, ajudou ao Botafogo.

Fonte: História do Futebol em Pernambuco, Diário de Pernambuco, Recife, terça-feira, 18/7/1995.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Prenatal



PRENATAL

Alberto Felix, de São Paulo

Não é o pré-natal clássico que fizeram nossa(s) parceira(s) quando algo não deu muito certo (que deu certo deu, ah, isso deu!).
Estou falando do pré-natal para o figado, dar uns dias para o velho camarada.
Dezembrão, musica chata de Simone no ar.
O camarada figueiredo tem que está nos cascos, mais afoito que Fio Maravilha,
“ Tabelou, driblou dois zagueiros, deu um toque driblou o goleiro”
Ano indo embora, e o futebol?
Menino, vazamos da, tu bem sabes qual, nem pelos pentelhos da virgem mais virgem dos quatro-cantos, nunca vi vitorias tão duidas como as nossas! Santa Cruz, faz assim comigo não.
Vitorias mais duidas que espremer um panariço debaixo do sovaco do tamanho duma ximbra?
E chegar um feladaputa e dizer: Isso ai tem que rasgar!
Vai rasgar o boga da mãe! Seu fela!
Foi pau para comer sabão! Vôte!
Escapamos, isto é o que importa.
Jogo bom de ver foi Santos e Flamengo 5x4, e aquele jogo do Bahia e São Paulo? 4X3! Este jogo foi para comer água até altas horas! Se foi!
O jogo do jogo, o jogo tampa, não foi na “Oropa França e Bahia” não foi um “superbowl” dos gringos, não foi uma final de rugby entre Springbok e All Black.
Se quer compara-se a luta do seculo vinte entre Muhammad Ali e George Foreman (que hoje vende uma bugiganga de assar carne) lá em Kinshasa no Zaire (acho que mudou de nome o país) terra do grotesco Mobutu Sese Seko
Foi entre nós e o bicolor da “Fantasy Island”.
Vai ser hexa no quinto dos infernos!
Rasteja verme!
É como se diz aqui em Sampa “nada como um dia depois do outro e uma noite no meio”.
A barbi aflita foi brincar com seu hexa toda contentinha, fofa!
Que Zé Teodoro, seja o Alex Ferguson da Republica Coral!
E para o careca do ABC, eu mais a mundiça coral estamos contigo companheiro!
Até a vitoria!
Bom, vou cuidar de meu figueiredo, até para o ano.