domingo, 31 de julho de 2011

No Almeidão





NO ALMEIDÃO

Fotografias feitas no Estádio Almeidão, em João Pessoa, no dia 17 de julho, após o jogo Santa Cruz 3x1 Alecrim (Clóvis Campêlo, Gabriel Campêlo e Jorge Lima).

sábado, 30 de julho de 2011

O Santinha na mídia nacional



O SANTINHA NA MÍDIA NACIONAL

Clóvis Campêlo

A revista Placar do próximo mês de agosto traz pequenas matérias com Flávio Recife (ou será Flávio Caça-rato?) e Dutra.
O primeiro fala da sua infância na Campina do Barreto, bairro pobre da zona norte do Recife, e do surgimento do apelido, do qual diz não gostar, embora admita que já esteja por ele marcado. Explica que o apelido surgiu na infância, quando de bodoque na mão, andava pelas ruas do bairro caçando os roedores. Pelo Santa Cruz, aliás, em épocas distintas, passaram jogadore de nomes inusitados ou estranhos. Nos anos 50 do século passado, para não irmos muito longe, tivemos Arrupiado, Mergulho e Popó. Nos anos 60, eles proliferaram: Birunga, Birungueta, Mirobaldo, Facó, Ruíter, Cuíca. Nos anos 70: Sapatão e Botinha. Nos anos 80, Malhado. O próprio Tará, que jogou no Santinha nos anos 30 e 40, ao lado de Sherlock, Sebastião da Virada e outros, considerado por muitos como o maior jogador que já apareceu no futebol pernambucano em todos os tempos, e que foi treinador da equipe nos anos 50, também não fugiria a essa regra. Flávio Recife (ou Caça-rato?) não deveria se preocupar com isso. Basta entrar em campo com a determinação que a torcida coral espera e poderá escrever o seu nome na galeria dos nossos grandes jogadores.
O lateral Dutra fala da sua dispensa inesperada do time da Ilha do Retiro, a primeira da sua vida exemplar de atleta, e da disposição em disputar a Série D do Campeonato Brasileiro pelo Santa Cruz. Com a saúde e a experiência que tem, Dutra poderá ser de muita utilidade e colaborar de forma efetiva na nossa campanha rumo à Série C. Isso acontecendo, com certeza, colocará definitivamente o seu nome entre os grandes craques da galeria coral. A torcida bota fé nisso.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Havia uma pedra no caminho...




HAVIA UMA PEDRA NO CAMINHO...

Clóvis Campêlo

Penso que mais uma vez a luzinha vermelha deve ter piscado no Arruda. O empate, em casa, não foi um bom resultado. Havia uma pedra no caminho, amigos, e era maior do que pensávamos.
No primeiro tempo, a equipe foi displicente, achando que venceria o jogo a qualquer momento. Zé Teodoro percebeu isso e fez modificações na segunda etapa que vieram a melhorar o nosso desempenho. Mas, mesmo assim, não conseguimos vencer. Acho que o dedo do treinador, a escalação e a mexida na equipe, dessa vez, não foi tão eficiente como em outras ocasiões. Numa competição desse nível, curta, não se podemos vacilar muito, sob o risco de pagarmos caro.
Espetáculo mesmo, mais uma vez, foi dado pela torcida coral. Mais de 42 mil pessoas lotaram o estádio José do Rego Maciel, as Repúblicas Independentes do Arruda, e fizeram uma festa colorida, apesar do empate.
Dentro de campo, as limitações da equipe, mais uma vez, ficaram evidentes. Tanto é assim que o treinador já botou a boca no trombone, pedindo reforços que venham para resolver os problemas e não para simplesmente aumentar o tamanho do elenco. Contratar com competência e com a aprovação do treinador, esse deve ser o lema da diretoria coral.
Pelo terceiro ano consecutivo, estreamos em casa, pela Série D do Campeonato Brasileiro, sem conseguirmos vencer, frustando a nossa torcida fiel. Em 2009, empate de 2x2 com o Central; em 2010, derrota por 1x0 para o CSA, e, em 2011, empate de 0x0 com o Guarany de Juazeiro do Norte.
No próximo domingo, enfrentaremos o Porto, em Belo Jardim, numa boa oportunidade para se recuperar os pontos perdidos ontem. Com certeza, a torcida coral invadirá a cidade e empurrará o time em busca de um melhor resultado. O tempo urge.
O Santinha empatou com Tiago Cardoso; Memo, Leandro Souza, Thiago Matias e Dutra; Jeovânio (Jeferson Maranhão), Chicão (Têti), Weslley e Renatinho; Rodrigo Gral (Flávio Recife) e Tiago Cunha. Público de 42.584, para uma renda de R$ 474.491,00.
Um grande clube, com uma grande torcida e que precisa se afirmar definitivamente dentro de campo.

sábado, 23 de julho de 2011

Natan, 50 jogos



NATAN, 50 jogos

O meia Natan, um dos Ouros da Casa, completou 50 jogos com a camisa coral no jogo de domingo passado em João Pessoa pela série D contra o Alecrim.
Aqui vai uma pequena mas justa homenagem a esse garoto de ouro!

- Transcrito do blog da torcida organizada Coral Jampa (http://coraljampa.wordpress.com)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Um bom começo



Fotografia de Clóvis Campêlo/2011

UM BOM COMEÇO

Clóvis Campêlo

“Ah, tô numa boa / Eu tô invadindo João Pessoa”.

Começamos bem a Série D do Brasileiro 2011. Vencemos o Alecrim por 3x1, superando a chuva, a lama, o péssimo estado do gramado e a iluminação ruim. E mais uma vez, contamos com a ajuda sempre importante da imensa torcida coral. Dezesseis mil pessoas invadiram o Almeidão e coloriram a BR- 101 e a cidade de vermelho, preto e branco.
O estádio é uma lástima de abandono, apesar da sua boa estrutura. Se a intenção do Alecrim era faturar dinheiro com o jogo, como aconteceu, teria sido muito mais óbvio chamá-lo para o Arruda (não sei se as normas permitem) ou para qualquer outro estádio do Recife (Ilha do Retiro ou Aflitos), ou mesmo para Caruaru (como sugeriu o treinador Zé Teodoro, depois do jogo).
Quem reclama dos nosso estádios, aqui na capital pernambucana, precisa conhecer o Almeidão e perguntar-se como um estádio naquela situação, contrariando todas as condições impostas pelo Estatuto do Torcedor, continua funcionando e servindo de palco para jogos de futebol.
O refrão acima foi cantado pela torcida coral na caminhada de ida, mostrando a sua disposição. Já pela manhã, enfrentamos o nível alto das águas do rio Goiana, que invadia os prédios ribeirinhos da cidade de mesmo nome e ameaçava a ponte na BR-101. A volta foi muito pior, com a interdição da passagem pela cidade (as águas do rio já estavam encobrindo a ponte), obrigando a todos a fazerem um percurso mais longo por outras cidades do Estado de Pernambuco.
Mas, tudo foi superação e força de vontade. E, com base nesses dois itens importantes, demos um primeiro passo de um longo caminho em busca da nossa reabilitação no cenário futebolístico nacional.
O Santa Cruz atuou e venceu com Tiago Cardoso; Johnatan (Natan), Thiago Mathias, Leandro Souza e Dutra; Memo, Jeovânio, Wesley e Têti (Chicão); Rodrigo Gral (Flávio recife) e Tiago Cunha. Os gols corais foram marcados por Thiago Mathias (2) e Wesley. Público de 16.022 pessoas, que garantiu uma renda de R$ 265.370,00 em favor do Alecrim. A renda, segundo a imprensa esportiva, assegurará ao clube potiguar o cumprimento da sua folha salarial por vários meses.
No próximo domingo, enfrentaremos o Guarany de Juazeiro do Norte, no Arruda, dando prosseguimento à tabela de jogos e esperando avançar na luta pela ascensão à Série C, em 2012.
O clube cearense foi fundado no dia 10 de abril de 1941 e disputa uma competição nacional pela primeira vez. Ostenta no seu uniforme as cores preta e vermelha e tem como mascote um leão, o Leão do Mercado, em alusão aos comerciantes que o fundaram.
É o atual vice-campeão cearense, posição que o habilitou a disputar a Série D do campeonato Brasileiro.
Esse é o nosso próximo adversário. Essa é a próxima pedra no nosso caminho.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Medo é manha!


Thiago Matias batendo o penalti e marcando o nosso gol, ontem

MEDO É MANHA!

Clóvis Campêlo

Tudo bem, foi apenas um jogo-treino, mas perder por 2x1 para o time B do Salgueiro não estava nos planos de ninguém. Se a luz vermelha não acendeu no Arruda, ao menos, deve ter piscado. As limitações do time se apresentaram claramente.
Pra falar a verdade, d

epois do primeiro amistoso contra o América potiguar, quando ganhamos por 3x0, a equipe coral não mais repetiu a boa atuação daquele jogo. Empatamos em Goianinha, por 1x1, contra o mesmo América potiguar, jogando mal, e, ontem, perdemos para os reservas do time sertanejo. Confesso que fiquei preocupado e perdi um pouco do tesão pelo jogo de estréia.
Mas, como diz Renato Boca-de-Caçapa, o filósofo do povo, medo é manha e cara feia é safadeza. Vamos para João Pessoa, no próximo domingo, enfrentar o Alecrim e tentarmos iniciar com o pé direito a nossa campanha na Série D do Campeonato Brasileiro.
A derrota de ontem, aliás, também serviu para nos lembrar os tropeços do time durante o Estadual 2011. Eles (os tropeços) não nos impediram de sermos campeões. No somatório geral ganhamos com folga e competência. Que na Série D também seja assim.
Para finalizar, parabenizo os 1.638 torcedores que foram ao estádio, ontem, ver o time perder. Isso se chama amor à camisa coral.

sábado, 9 de julho de 2011

O dia em que o Santa vestiu a Seleção do Irã



O DIA EM QUE O SANTA VESTIU A SELEÇÃO DO IRÃ


Marcos Velloso

No início da década de 1970, a construção do Estádio José do Rego Maciel, o Arruda, caminhava a passos lentos, dependendo dos próprios recursos do Santa Cruz e doações dos torcedores. Com capacidade para 25.000 pessoas, a casa da cobra-coral não oferecia a sua torcida, reconhecida, sem quaisquer polêmicas, como a maior do Estado na época, o conforto e a grandeza condizentes. Então, um torneio entre seleções realizado no País impulsiona a construção do futuro Mundão do Arruda.
Oficialmente, o Brasil tornou-se independente de Portugal em 1822. 150 anos depois, em 1972, a CBD (Confederação Brasileira de Desportos) resolveu comemorar o Sesquicentenário brasileiro criando a Taça Independência, mais conhecida por Minicopa. O torneio, que contava com a participação de 20 seleções, servia para demonstrar a capacidade de organização da CBD, comandada por João Havelange, então candidato à presidência da FIFA.
Para não correr o risco de ver o Estado de Pernambuco ficar de fora da Taça Independência, pois os estádios do Sport e Náutico não atendiam às exigências da entidade máxima do futebol brasileiro, o Governo Estadual precisou intervir, principalmente depois do alerta da imprensa. À época, o governador Eraldo Gueiros serviu como avalista, através do Bandepe (Banco de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco), para o empréstimo de 4,6 milhões de cruzeiros do Grupo Financeiro Campina Grande ao Santa Cruz.
Curiosamente, o rei Pelé, maior jogador de futebol de todos os tempos, participou indiretamente das negociações para a conclusão das obras do Arruda. Ele era dirigente da entidade financeira, uma espécie de Relações Públicas, e esteve presente com o governador e a diretoria coral na sede da Federação Pernambucana de Futebol para firmar o acordo. "Há muito o Recife merecia um grande estádio, mas esta ocasião é bastante oportuna, uma vez que deste estádio estava dependendo a realização aqui dos jogos da Minicopa", disse o rei ao Diário de Pernambuco às vésperas do batismo do Mundão.
Obras concluídas, capacidade estimada em 64 mil espectadores – embora, há registros de que na inauguração, contra o Flamengo (0x0), mais de 80.000 pessoas compareceram à partida -, gramado perfeito, várias bilheterias, amplo estacionamento e vestiários bem aparelhados. Enfim, um estádio à altura da realização dos jogos da Minicopa e da grandeza da torcida do Santa Cruz.
Três grupos, cada um com cinco seleções, compunham a fase preliminar, de onde apenas os campeões das chaves se juntavam aos países já classificados, entre eles o Brasil, à fase semifinal, dividida em dois grupos com quatro seleções. Recife e Natal receberiam o Chile, Equador, Portugal, Irlanda do Sul e Irã pelo grupo 2 da etapa classificatória.
Logo na primeira rodada, em 11 de junho de 1972, as seleções irlandesa e iraniana se enfrentavam no Arruda, porém, como as duas usavam camisas verdes, houve confusão. A solução para o impasse dos uniformes acabou popularizando um dos times entre os torcedores. O Irã vestiria o uniforme do Santa Cruz e ganharia a simpatia dos tricolores. 9.648 pessoas compareceram ao estádio e viram duas equipes tecnicamente fracas, na vitória suada da Irlanda por 2x1.
Mas o Arruda não sediou apenas esse confronto. Dos dez jogos do grupo 2, os pernambucanos assistiram a sete. No segundo embate, o Irã, uma seleção amadora, perdeu, por 3x0, para o bom time de Portugal, do craque Eusébio. Na verdade, a Minicopa servia como uma preparação aos iranianos para as Olimpíadas de Munique, em 72. Inclusive, na Alemanha, os asiáticos venceram, por 1x0, o Brasil, eliminado na primeira fase dos Jogos Olímpicos.
Ainda no Arruda, Portugal goleou o Chile (4x1), que por sua vez derrubou a Irlanda (2x1), enquanto o Irã, sempre vestindo o manto coral, conseguiu seu único pontinho ao empatar (1x1) com o Equador. Na despedida, quando foi registrado o maior público na capital pernambucana – 18.230 -, Portugal confirmou o primeiro lugar vencendo a Irlanda por 2x1, em jogo que Eusébio foi vaiado pela torcida. Na preliminar, o Irã, vestindo a camisa do Santa pela última vez, lutou bastante, mas não resistiu a melhor qualidade dos chilenos e perdeu por 2x1.
Portugal terminou na primeira posição do grupo, com oito pontos e classificado para a fase seguinte, Chile, em segundo com seis, em seguida a Irlanda, com quatro, e dividindo o último lugar Irã e Equador, um ponto cada. No final, o Brasil conquistou o título da Minicopa batendo Portugal, 1x0, com um gol de Jairzinho, aos 44 minutos do segundo tempo, no Maracanã.


segunda-feira, 4 de julho de 2011

O que nos reservará o futuro?


Fernando Bezerra Coelho e Bacalhau

O QUE NOS RESERVARÁ O FUTURO?


Clóvis Campêlo

Nada mais desinteressante para a torcida tricolor, no momento, do que a anunciada eleição para a presidência do clube. Os dois candidatos que se apresentam no momento, um deles apoiado pela direção atual, ainda não disseram a que vieram. Os pouquíssimos sócios em dia e em condições de voltar, estão mais perdidos do que cego em tiroteio.
Nada mais melancólico, aliás, do que o final de mandato do presidente Fernando Bezerra Coelho: salários atrasados, jogadores deixando o clube por conta dos encargos sociais devidos ou por conta de contratos mal elaborados e prejudiciais ao clube, e uma sensação de que muito foi dito e pouco foi feito em termos de futebol profissional. Pouco restou daquela sensação ufanista inicial que tomou conta da grande e sofrida família tricolor quando da sua eleição, em 2008.
Todos nós sabíamos que a ida de FBC para o Santa Cruz estava atrelada ao seu projeto político de ser senador da República. O que não esperávamos jamais era que esse projeto abortado, por conta das costuras e alianças partidárias, viesse a afetar de forma direta os destinos e o equilíbrio interno do clube.
Hoje, às vésperas de mais um campeonato pernambucano, onde ainda precisaremos garantir uma boa classificação para sermos incluídos na Série D do Campeonato Brasileiro de 2011, estamos na estaca zero. E o que é pior, sem nenhum entusiasmo visível. Do resumido elenco, só nesta semana, perdemos mais dois jogadores jovens e que poderiam nos render alguns dividendos no futuro.
Vivemos hoje do nosso passado e da nossa tradição. Na década atual, conquistamos apenas o Estadual de 2005, num lance de sorte. Lembro que naquele ano, pouco antes do início do certame, ainda não tínhamos um time montado, enquanto o nosso adversário principal se fortalecia para conquistar o título do seu centenário. Em pouco tempo, amadoristicamente, montamos um time com jogadores jovens e baratos e conseguímos desbancar o primo rico. Essa derrota, até hoje eles tem atravessada na garganta.
Mas, isso também já faz parte do passado. Futebol profissional hoje, para ser feito com seriedade, necessita de planejamento, estratégias e força política nos bastidores. E isso, com certeza, até o momento, não temos observado no Arruda.
Para onde irá o Santa Cruz em 2011? Seremos mais uma vez modestos participantes do Estadual, disputando com os times intermediários a vaga para a Série D do Brasileiro? Essas são perguntas que tenho feito a mim mesmo sem encontrar respostas seguras e tranquilizantes.


Obs.: Crônica escrita no dia 25.10.2010, poucos dias antes da eleição de Antônio Luiz Neto para a presidência do Santa Cruz.

domingo, 3 de julho de 2011

Orgulho de ser tricolor




ORGULHO DE SER TRICOLOR
Renato Rodrigues é técnico em refrigeração, mora em Brasília Teimosa e torce pelo Santa Cruz.