quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Santa interna Papeira e King com febre tifo



O Santa Cruz entra em campo, em Belém

SANTA INTERNA PAPEIRA E KING COM FEBRE TIFO

Givanildo Alves

Deixando Manaus rumo a Belém, onde a delegação tomaria um navio do Lóide com destino ao Recife, King e Papeira pioraram no percurso. A médica de bordo cuidou dos enfermos com muita dedicação. Alimentação especial aos mesmos. No terceiro dia de viagem (o "gaiola" parava de 6 em 6 horas nos pequenos portos para se abastecer de lenha, carregada nas costas pelos nativos), papeira e King pioravam sensivelmente. A médica de bordo informou que os dois jogadores estavam com "tersã maligna", moléstia característica do Amazonas, da mesma família do tifo.
Quando o navio acostou no ancoradouro de Belém, a presidência da embaixada tratou de hospitalizar os dois enfermos na Beneficência Portuguesa, como pensionistas. O Lóide Brasileiro tinha reservadas dezoito passagens de primeira classe. A delegação pediu preferência no primeiro paquete que demandasse ao Sul e tocasse no porto do Recife. Durante a estada em Belém, sem contrato de jogos, todas as despesas seriam por conta do Santa Cruz. Éramos então quinze pessoas, porque Omar, Pelado e Sidinho, que estavam de contrato encerrado, decidiram vestir a camisa de um clube amazonense. Como presidente da delegação, Aristófanes Trindade entrou em contato com a diretoria do clube do Remo, que pôs a à disposição sua garagem náutica, a fim de que a delegação pudesse ficar alojada até o dia do embarque. Durante essa estada, o Santa Cruz realizaria jogos amistosos à base de 50% da renda líquida, o que se constituía um grande negócio para os locais.
A presidência da embaixada, dirigindo toda a equipe, com a ajuda de Palmeira, que lutava também para que nada faltasse aos jogadores (salários, refeições, alojamento), teve um problema a enfrentar. Pedrinho havia sido preso. Telegrama de Manaus, ao chefe de Polícia de Belém, dava conta de que o zagueiro havia "feito mal" a uma moça de 17 anos, e rumo a Belém, para levar o jogador preso, chegaria o diretor de um dos grandes clubes amazonenses.
Aristófanes entrou em contato com o sr. Gueiros, chefe de Polícia, pernambucano, descendente de uma das mais tradicionais famílias de Garanhuns, que prometeu libertar o jogador se o mesmo assumisse a responsabilidade de se casar com a moça ofendida. Pedrinho iria jogar no dia seguinte contra um dos grandes clubes locais. Na prisão, Pedrinho negou o fato que lhe era imputado. Queriam que ele ficasse em Manaus com Pelado, Sidinho e Omar, e o único meio de prendê-lo era aquele. "Aconselhei-o - disse Aristófanes - a "prometer" se casar". Pedrinho disse que tiraria cem anos de cadeia, mas não ria confessar um crime que não cometera, pois nem sequer tivera namorada durante a estada em Manaus. "Confesse, diga que vai casar, porque casamento não vai haver. Não pergunte como, mas tudo sairá bem se fizer isto", explicou o chefe da delegação.
Estávamos no sábado, dia do jogo, e Pedrinho foi à Central de Polícia, por ordem do sr. Gueiros, acompanhado do presidente da delegação e declarou que estava disposto a casar com a menor. Foi imediatamente posto em liberdade, tendo o presidente da embaixada, Aristófanes, se responsabiliado em levá-lo de volta, na terça-feira, às 15h. O zagueiro deveria comparecer à Central de Polícia, a fim de viajar a Manaus, em companhia de um agente. Antes e depois do jogo, Pedrinho conversou tranquilamente com Aristófanes. Ao jogador foi dado o nome da jovem, idade, filiação e demais características fornecidas pela polícia amazonense para prender o sedutor da menor. Na terça-feira, precisamente às 15 h, o chefe da delegação compareceu à Central de Polícia sem Pedrinho, mas em companhia de Palmeira. Lá estava o diretor do clube amazonense. Dr. Gueiros perguntou de súbito: "E o rapaz?". "Está aqui", respondeu Aristófanes, ao mesmo tempo em que entregava uma procuração autorizando Pelado a se casar com a menor fulana de tal, em face da lei tal, em seu nome. O diretor do clube amazonense quis ficar brabo, mas o chefe de Polícia declarou que estava tudo certo. O casamento por procuração substituía a presença de um dos nubentes. A esse tempo Pedrinho assinava carta dirigida a Pelado, pedindo-lhe que comparecesse ao cartório para ultimar a cerimônia. O fato é que a jovem ofendida não apareceu até hoje.

Fonte: História do Futebol em Pernambuco, Diário de Pernambuco, Recife, quinta-feira, 24/8/1995.


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Santa dispara e vence três campeonatos seguidos



SANTA DISPARA E VENCE TRÊS CAMPEONATOS SEGUIDOS


Givanildo Alves

Depois de perseguir o título durante 15 anos, ao longo dos quais foi várias vezes vice-campeão, o Santa Cruz conseguiu, finalmente, em 1931 conquistar um campeonato. Aliás, o primeiro de uma sequência de três consecutivos (1931-1932-1933), enchendo de alegria sua enorme torcida, já cansada de tanto esperar.
No ano do tri (1933), quatorze clubes foram inscritos para disputar o certame: América, Encruzilhada, Flamengo, Torre, Náutico, Santa Cruz, Varzeano, Sport, Íris, Israelita, Fluminense, Tuiuti, Great Western e Ateniense. A exemplo do que ocorrera no ano anterior, foi adotado o sistema de dividir os clubes em séries e seus vencedores decidiram, na forma "Melhor de Três", o título máximo da temporada. As equipes tecnicamente mais fortes ficaram na Série Azul: Santa Cruz, Náutico, Sport, Flamengo, Torre, Íris, América e Encruzilhada.
O aproveitamento na Primeira Divisão de clubes como o Varzeano, Great Western, Ateniense, Encruzilhada, Íris e Fluminense, foi uma maneira hábil encontrada pelo presidente da Federação Pernambucana de Desportos (FPD), para ter de volta, aos campos da Federação, o grande público que estava sendo atraído para os subúrbios, levado pelo movimentado certame promovido pela Associação Suburbana de Desportos Terrestres.
Decidindo o título de campeão da Série Azul, Santa Cruz e Sport jogaram na Avenida Malaquias, a 10 de novembro de 1933. Os tricolores estavam com 22 pontos ganhos, enquanto os rubro-negros tinham 23. Um simples empate daria o título da série ao Sport, e, consequentemente, do campeonato, pois ninguém acreditava que rubro-negros ou tricolores perdessem para o vencedor do outro grupo. A decisão do campeonato estava, pois, praticamente, nesse jogo.
O Santa Cruz havia começado a sua arrancada logo pela manhã, quando sua equipe juvenil derrotou a do América por 2x1, conquistando o título da categoria. À tarde, na preliminar, os tricolores ganharam também o campeonato dos 2ºs quadros, derrotando o Sport por 5x2. Restava a partida principal. O campo estava cheio e com a presença ilustre do Interventor Federal, coronel Jurandir Mamede. A torcida tricolor, gozando à do Sport, dizia que seu clube já feito "barba" e "bigode", faltando apenas o "cabelo".
Além de entrar em campo com a vantagem de jogar pelo empate, o Sport fez um gol de frente, através de Alemão. Mas, antes que acabasse o primeiro tempo, o Santa Cruz empatou com um golaço de Limoeiro. Na fase final o jogo cresceu muito de entusiasmo e Tará desempatou para, logo depois fazer mais outro tento. Com 3x1 a seu favor, o Santa tranquilizou-se. Porém, uma brincadeira de Zezé Fernandes quase estraga a festa tricolor. Ao receber um passe, Zezé parou a bola e sentou em cima dela, debochando dos jogadores do Sport. O árbitro Harry Leça puniu o tricolor com uma falta, que terminou redundando no 2º gol rubro-negro. Imediatamente, os jogadores do Sport correram com a bola para o centro, colocando-a no local para nova saída. Assim que Tará empurrou a bola para Limoeiro, o jogo acabou e a festa do tri começou. Santa Cruz: Diógenes; Sherlock e João Martins; Marcionilo (Julinho), Sebastião, Zezé (Ernane); Walfrido, Limoeiro, Tará, Lauro e Carlos Benning. Sport: Muniz; Alderito e Fernando; Bivar, Paulo e Brivaldo; Alemão, Gayoso (Seixas), Julinho, Marcílio e Rodolfo.Participaram da campanha do tricampeonato, os seguintes jogadores: Diógenes, Sherlock, João Martins, Marcionilo, Sebastiãi, Zezé Fernandes, Walfrido, Limoeiro, Tará, Lauro Monteiro, Carlos Benning, Dadá, Fernando Melo, Ernane, Zolocovick, Júlio Fernandes, Estevão Pequeno e Artur Danzi.
A Federação só proclamou o Santa Cruz campeão de 1933 em março de 1934, quando os tricolores venceram duas vezes, por 5x2, na "Melhor de Três", a equipe do Varzeano, campeão da Série Branca.

Fonte: História do Futebol em Pernambuco, Capítulo 30, Diário de Pernambuco, Recife, terça-feira, 1 de agosto de 1995, pag. B-5.


sábado, 17 de dezembro de 2011

Santa inaugura seu campo junto à sede em Afogados



SANTA INAUGURA SEU CAMPO JUNTO Á SEDE EM AFOGADOS

Givanildo Alves

O Santa Cruz, depois de esforços e sacrifícios, consegue finalmente concretizar um velho sonho de seus associados e torcedores: ter o seu próprio campo para realizar treinos e jogos oficiais.
O local era ao lado da sua sede social, na rua São Miguel, em Afogados, que a diretoria tricolor pensava em transformar na melhor praça de esportes do Recife, superando o estádio da avenida Malaquias, de propriedade do Sport Club do Recife, que se orgulhavada sua arquibancada de madeira adquirida ao Fluminense do Rio de Janeiro.
A inauguração do reduto tricolor foi marcada para o sábado, dia 8 de dezembro de 1928, após muitas reuniões da diretoria, pois era intenção do presidente do Santa, Carlos Rios, promover uma festa de arromba. Apesar da difícil situação financeira que atravessava o clube, investiu-se no evento, contratando-se os serviços da casa Gallo Preto para ornamentação da área que circundava o campo, bem como a instalação de um palanque para os discursos e um coreto para a banda de música.Todas as figuras importantes do clube foram convocadas para colaborar no programa a ser preparado para a grande festa do Santa que, apesar de haver se desenvolvido em outras atividades, como no remo, por exemplo, fazia pouco tempo, ainda não tinha feito as pazes com o título, que perseguia desde a fundação da Liga, em 1915. Eram, portanto, 13 anos em que o campeonato não saia das mãos do Sport e do América e, nas duas oportunidades em que escapou dos dois poderosos clubes, uma vez ficou com o Flamengo (campeão em 1915), e outra com o Torre, em 1926. A torcida não aceitava esse jejum de um clube que conseguira se infiltrar na alma do povão recifense, mas não lhe dera ainda uma explosão de alegria. O campo era, pois, uma necessidade.Várias comissões foram formadas para garantir o êxito da inauguração. Recepção: Fragoso Selva, Lessa de Andrade, Ramos Leal, João de Souza Leão; Polícia: Carlos Afonso, Jayme Rosas e Jorge Moura; De Jogos: Manfredo Cunha, José Luiz de Barros e Lindolfo Silva; Assistência aos Jogadores: Luiz Barbalho, José Luiz Vieira, Guilherme Rodrigues e Daniel Pernambucano.
Para surpresa da Liga, a diretoria tricolor não incluiu na sua festa nenhum clube que disputava os jogos oficiais da entidade. Preferiu-se organizar um torneio com a participação somente das agremiações que faziam parte do certame suburbano, cuja tabela foi a seguinte: Belga x Varzeano; Iris x Great Western; Afogadense x Ateniense; Auto Esporte x Tuyuty; Concórdia x A A. do Arruda e Mocidade.
Os jornais abriram espaços para o acontecimento tricolor em Afogados, ao qual compareceu um público numeroso, tomando todos os locais das proximidades do campo. A Pernambuco Tramways nesse dia fez circular grande número de carros até no campo. Foram estabelecidos os seguintes preços para entrada: Cavalheiro, 1$100; Crianças, $500; Automóveis, incluindo os ocupantes, 10$000. Mulher não pagou.
O grande evento foi encerrado com uma partida em que os jogadores do Santa Cruz atuaram com a camisa do Fortaleza ( um time suburbano) contra o Marvelo, que nada mais era do que o quadro do Flamengo, pertencente à Liga. Quem dirigiu o encontro foi o presidente do Santa Cruz, Carlos Rios, que era considerado um competente "referee". O Fortaleza, ou melhor, o Santa Cruz, ganhou de 2x1.
A semente jogada em Afogados não germinou. O Santa, que nascera na Boa Vista, haveria ainda de peregrinar por outros caminhos até encontrar o Arruda, sua Canaã, onde se instalou a partir de 1943.

Fonte: História do Futebol em Pernambuco, Capítulo 26, Diário de Pernambuco, Recife, sexta-feira, 28 de julho de 1995, pag. B-5.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Diretor do Jurídico esclarece


O presidente coral, Antônio Luiz Neto

DIRETOR DO JURÍDICO ESCLARECE

Ontem publicamos um artigo sobre a peleja entre o Santa Cruz e o Internacional. No texto falamos a respeito da decisão judicial que liberou o valor a ser pago pelo clube gaúcho ao nosso Santa Cruz.
Sobre a tal decisão do Judiciário, o Diretor Jurídico do Santa Cruz, Eduardo Lopes, postou comentário aqui no Blog explicando sobre o valor correto do preço de Gilberto.
Publicamos abaixo o comentário postado e consideramos justa a queixa que faz o advogado coral nos últimos parágrafos do seu texto. Aproveitamos para agradecer os esclarecimentos prestados, o que, aliás, reflete uma postura completamente diferente daquela adotada no clube durante anos a fio.
Seguem as explicações:
"Caros,
Na condição de Diretor Jurídico do Santa Cruz,venho prestar as informações necessárias sobre o equívoco cometido na matéria ONDE ESTÁ O DINHEIRO ?, o fazendo na forma abaixo:
O valor da dívida do Santa Cruz com o Banco Central, é que era há época da decisão abaixo, no montante de R$ 3.692.677,02 (três milhões, seiscentos e noventa e dois mil, seiscentos e setenta e sete reais e dois centavos, e não o valor da venda de Gilberto, cuja importância foi de R$ 2.000,000,00.
Quando um juiz determina uma penhora, ele o faz indicando o valor total do débito,e em razão disto, consta no Mandado de Penhora, que esta seja realizada até o montante total do débito, cabendo a quem recebe o Mandado indicar se o valor que tem a pagar é igual, maior ou menor do que aquele determinado pelo juiz.
Quem prestou a informação(incorreta), deveria ter tido o cuidado de verificar o processo, pois o mesmo é público e qualquer pessoa, mesmo que não seja advogado(a) pode ter acesso, e veria que não há por parte do Santa Cruz qualquer sonegação e ou falta de transparência nos contratos realizados e informações repassadas.
Transcrevendo o despacho(correto) que consta no processo,o qual diz o seguinte:
PENHORAR o crédito a ser recebido pelo executado(Santa Cruz), no que se refere a negociação do jogador de futebol Gilberto Oliveira Souza Júnior, no limite do valor da dívida de R$ 3.692.677,02, e não da negociação do jogador.
Aliás, gostaria de fato que isto acontecesse, afim de que não reste a menor dúvida sobre o assunto.
Por que ninguém entrou em contato com a diretoria do clube para ter a correta informação sobre o assunto?
É correto, que sem todos os dados, posto que o processo sequer foi visto, se jogue uma suspeita infundada desta monta ?
Ou por desconhecimento, ou por outro motivo qualquer, foi passada uma informação errada, a qual merece ser retificada, motivo pelo qual, renovo o pedido de que quem postou ou qualquer outra pessoa tenha acesso aos autos, para se certificar, e depois informar corretamente aos torcedores que o valor de R$ 3.692.677,02 é o valor da dívida, e não o da venda de Gilberto.
Agradeço, de logo.
Eduardo Lopes"

Fonte: Blog do Santinha


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Onde está o dinheiro?



ONDE ESTÁ O DINHEIRO

Nesses últimos dias, além de especulações a respeito de contratações, renovações e dispensas, o assunto falado é sobre o restante do dinheiro que o Internacional ainda não pagou ao Santa Cruz. A grana referente à venda do atacante Gilberto no começo do ano.
Do lado de cá, todos afirmam categoricamente que o clube gaúcho não honrou o compromisso e que está dando um calote de 650 mil reais no nosso Santa Cruz.
Segundo algumas notícias, o Santa Cruz já entrou na Justiça e fala em acionar a FIFA para ver se recebe o dinheiro.
Do lado de lá, surgiram duas versões. Uma que eles já haviam pago e que tinham os comprovantes de pagamento. Já na outra, o presidente do Internacional, Giovanni Luiggi, diz que a dívida não foi paga pelo fato de haver uma proibição por parte da Justiça, em virtude do Santa Cruz ter débitos com a União. Segundo um site, o tal Giovanni afirma que recebeu cartas avisando que não deveria pagar o restante da dívida.
Não entendemos o motivo do presidente do clube colorado não mostrar tais documentos, nem as cartas recebidas.
Sobre esta história de cartas, o Blog do Santinha pede ajuda aos universitários e advogados, pois nunca ouvimos falar que o Poder Judiciário manda carta para alguém avisando que não pague suas dívidas.
Fomos atrás de pesquisar sobre este assunto da negociação de Gilberto e nos deparamos com outra novidade. Lembram que o Santa Cruz havia entrado na Justiça solicitando que o valor referente à venda do nosso ex-atacante não ficasse penhorado?
Pois bem, o Agravo de Instrumento (AGTR118849-PE) que o Santa Cruz interpôs contra a decisão que determinou a penhora do valor referente à transação do jogador Gilberto diz que o preço do jogador foi três milhões, seiscentos e noventa e dois mil, seiscentos e setenta e sete reais e dois centavos.
Nas suas primeiras linhas, o Agravo diz assim:
Trata-se de agravo de instrumento interposto por SANTA CRUZ FUTEBOL CLUBE contra decisão exarada pelo juízo da 11ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco, nos autos da execução fiscal nº 0023028-45.2003.4.05.8300, pela qual determinou, a título de reforço de penhora, a constrição do valor de R$ 3.692.677,02 (três milhões, seiscentos e noventa e dois mil, seiscentos e setenta e sete reais e dois centavos) a ser pago pelo Sport Club Internacional referente à negociação do jogador de futebol conhecido por ‘Gilberto’.
Pois é, de acordo com o tal Agravo, Gilberto não foi vendido por dois milhões, mas por três milhões, seiscentos e noventa e dois mil, seiscentos e setenta e sete reais e dois centavos.
Enfim, amigos! Como diria o matuto, pense numa confusão da gota.
As informações são as mais variadas possíveis. O Santa Cruz diz que Gilberto foi vendido por dois milhões e que o Internacional não cumpriu com o pagamento, por sua vez o Inter fala que recebeu cartas da Justiça proibindo a quitação do resto da dívida, e pra complementar o roteiro da novela, tem essa peça judicial dizendo que o valor da negociação do nosso ex-artilheiro foi de três milhões e tanto.
Só nos resta torcer que tudo seja devidamente esclarecido e que o nosso querido Santa Cruz não seja lesado.

Fonte: Blog do Santinha


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Para sempre em nossos corações



PARA SEMPRE EM NOSSOS CORAÇÕES

Alberto Felix, de São Paulo

O domingo, amanheceu encoberto, geralmente dias assim são desagradáveis, dias assim só servem para trazer notícia ruim.
E não deu outra.
O Doutor, foi convocado para compor o meio de campo da seleção celestial.
Naturalmente não o conheci pessoalmente, era tão brasileiro, que tinha brasileiro até no nome, Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira.
O Doutor foi embora fora do combinado.
Punho cerrado na comemoração do gol, como um pantera negra.
Nada de dancinhas e requebros febris, tão comuns hoje.
Punho cerrado no palanque.
Diretas quando? Já!
Doutor, tua bandeira cobriu sampa de norte a sul, de leste a oeste.
O jogo não foi lá essas coisas, o Timão jogando no regulamento e o Palmeiras jogando daquele jeito, o que der deu.
Foi uma festa, uma festa nem alegre nem triste, contida.
Diria que uma poesia triste.
Pois é Doutor, fostes um corintiano de copo e alma.
A nação Coral Pernambucana te deseja boa viagem, vai com Deus.
“O que é bom dura pra sempre, fica guardado na memoria”

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Um grupo campeão



UM GRUPO CAMPEÃO

Uma das formações do Santa Cruz em 1995, quando fomos campeões pernambucanos de futebol profissional.
Em pé: Amarildo, Da Silva, Missinho, Marco Aurélio, Paulo Ricardo e Quinho.
Agachados: Luís Carlos, Zé do Carmo, Hércules, André Jacaré e Serginho.
O treinador era Fito Neves.


domingo, 4 de dezembro de 2011

Santa Cruz vence Botafogo e leva torcida às lágrimas



SANTA CRUZ VENCE BOTAFOGO E LEVA TORCIDA ÀS LÁGRIMAS


Givanildo Alves

Pernambuco esportivo jamais havia assistido a um espetáculo tão grandioso, tão imponente, e que passasse às raias do delírio, como aconteceu na partida em que o Santa Cruz derrotou o Botafogo do Rio de Janeiro, cuja grande atração foi o zagueiro Osni Werner pela maneira inusitada de jogar: óculos na cara e uma toalha enrolada no pescoço. A vitória do clube tricolor representou o primeiro triunfo de um clube do Nordeste sobre um do Sul.
Formado por jogadores da "terra", na sua maioria jovens ainda, o Santa Cruz derrotou o quadro carioca (30/01/1919), por 3x2, numa partida dramática, cheia de emoções, levando no final muitas torcedoras às lágrimas. O extraordinário feito foi considerado, não somente do Santa Cruz, mas de Pernambuco, do futebol do Nordeste, enfim. Por este motivo, Recife fez um festão noite adentro. Os jornais exaltaram o acontecimento, abrindo grandes manchetes. O Jornal Pequeno disse: "A brilhantíssima vitória do glorioso Santa Cruz". E acrescentou num subtítulo: "O Botafogo Futebol Clube é derrotado pelos "meninos" cá de casa pelo escore de 3x2". Formou o Santa Cruz com Ilo Just; Jorge e Bebé, Zé de Castro, Teófilo e Manoel Pedro; Nequinho, Miranda, Tiano, Pitota e Eurico. Botafogo - Abreu; Monti e Osni, Burlamarqui, Vadinho e Police; Celso, Petiot, Santinho, Candiota e Neco. O juiz foi Carlos Sterling que, segundo a imprensa, ajudou ao Botafogo.

Fonte: História do Futebol em Pernambuco, Diário de Pernambuco, Recife, terça-feira, 18/7/1995.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Prenatal



PRENATAL

Alberto Felix, de São Paulo

Não é o pré-natal clássico que fizeram nossa(s) parceira(s) quando algo não deu muito certo (que deu certo deu, ah, isso deu!).
Estou falando do pré-natal para o figado, dar uns dias para o velho camarada.
Dezembrão, musica chata de Simone no ar.
O camarada figueiredo tem que está nos cascos, mais afoito que Fio Maravilha,
“ Tabelou, driblou dois zagueiros, deu um toque driblou o goleiro”
Ano indo embora, e o futebol?
Menino, vazamos da, tu bem sabes qual, nem pelos pentelhos da virgem mais virgem dos quatro-cantos, nunca vi vitorias tão duidas como as nossas! Santa Cruz, faz assim comigo não.
Vitorias mais duidas que espremer um panariço debaixo do sovaco do tamanho duma ximbra?
E chegar um feladaputa e dizer: Isso ai tem que rasgar!
Vai rasgar o boga da mãe! Seu fela!
Foi pau para comer sabão! Vôte!
Escapamos, isto é o que importa.
Jogo bom de ver foi Santos e Flamengo 5x4, e aquele jogo do Bahia e São Paulo? 4X3! Este jogo foi para comer água até altas horas! Se foi!
O jogo do jogo, o jogo tampa, não foi na “Oropa França e Bahia” não foi um “superbowl” dos gringos, não foi uma final de rugby entre Springbok e All Black.
Se quer compara-se a luta do seculo vinte entre Muhammad Ali e George Foreman (que hoje vende uma bugiganga de assar carne) lá em Kinshasa no Zaire (acho que mudou de nome o país) terra do grotesco Mobutu Sese Seko
Foi entre nós e o bicolor da “Fantasy Island”.
Vai ser hexa no quinto dos infernos!
Rasteja verme!
É como se diz aqui em Sampa “nada como um dia depois do outro e uma noite no meio”.
A barbi aflita foi brincar com seu hexa toda contentinha, fofa!
Que Zé Teodoro, seja o Alex Ferguson da Republica Coral!
E para o careca do ABC, eu mais a mundiça coral estamos contigo companheiro!
Até a vitoria!
Bom, vou cuidar de meu figueiredo, até para o ano.


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Perdendo de 5x1, Santa vira jogo e ganha de 7x5


Pitota

PERDENDO DE 5x1, SANTA VIRA JOGO E GANHA DE 7x5

Givanildo Alves

Ganhar de virada no futebol é coisa até natural. No entanto, num curto espaço der 15 minutos, um time tirar uma diferença de 4 gols, e ainda fazer mais 2, para vencer de 7x5, é um fato que não se tem notícia em toda a história do futebol pernambucano.
Este inédito acontecimento, esta virada tão sensacional, ocorreu no jogo Santa Cruz x América, no campo dos Aflitos, válido pelo campeonato de 1917, exatamente no dia 15 de abril. A partida chegou a ser ameaçada de não se realizar, em virtude do falecimento, na véspera, do influente sócio John Krause, um "americano" que estava sempre disposto a ajudar o América no que o clube precisasse. Pesaroso com a morte do prestimoso desportista, os jogadores fizeram um movimento para não irem a campo. A muito custo o clube conseguiu demovê-los da idéia, todavia fez publicar pelo jornal "A Província", a seguinte nota oficial:
"A diretoria faz ciente que não podendo adiar o match com o Santa Cruz, anunciado para hoje, devido a não prejudicar interesses de terceiros, e especialmente à Liga Sportiva Pernambucana, reprime o sentimento de pesar que a enluta pelo falecimento do seu distinto amigo e prestimoso consócio John Krause e, assim, dá as necessárias desculpas apresentadas pelos seus jogadores, parentes e amigos do ilustre consócio falecido. Ainda recomenda aos seus admiradores de evitarem aclamações que porventura venha a merecer, respeitando o sincero pesar do América Futebol Clube, que apenas satisfará um compromisso assumido".
Apesar da nota, a torcida do América se fez presente ao campo para ver o jovem Zetasso, que começara a despontar como uma das glórias do nosso futebol. os alviverdes iniciaram o jogo desenvolvendo um ritmo veloz e insinuante, mas quem terminou abrindo o escore foi o Santa Cruz. O América logo reagiu, empatou, botou mais um gol e em seguida mais dois, transformando o escore adverso de 1x0, numa vitória parcial de 4x1, resultado com que terminou o primeiro tempo.
Mal começou o segundo, o Santa Cruz sofreu mais outro tento. Ninguém tinha mais dúvidas do triunfo do América, e por uma elevada contagem. Alberto campos, que gostava de dar palpite no time, embora não fosse o "capitão", mandou Pitota trocar de posição com o ponta-direira Anísio. A modificação surtiu efeito e, como num passe de mágica, tudo começou a dar certo para os tricolores. Dois gols foram marcados num abrir e fechar de olhos. Em duas jogadas pessoais, Pitota consegue assinalar mais dois gols, alcançando desta maneira o incrível empate. O América se descontrolou e disso se aproveitou o Santa para assinalar mais dois tentos, ganhando o jogo de 7x5. O campo foi invadido e os jogadores do Santa Cruz carregados em triunfo pelos seus torcedores.
"A vitória", disse o Jornal Pequeno, no outro dia, "em si nada encerra de admirável, porém da forma pela qual ela foi obtida é um fato sem exemplo em nosso meio esportivo". O time do Santa Cruz, desse resultado sui generis, foi este: Ilo Just; Mangabeira e J. Silva; Zé de Castro, Teófilo e Manoel Pedro; Anísio, Pitota, Tiano, Alberto Campos e Américo. América: Jorge Tasso; Manta e Monteath; Cleofas, Rómulo e Zé Fernandes; Araújo, Percy, Zetasso, Karl e Arnaldo.
Sobre esse jogo há um fato curioso narrado ao autor deste livro pelo goleiro Ilo Just, do Santa Cruz. Contou-me ele que, quando estava se aproximando do final da partida, seu colega Zé de Castro virou-se para um torcedortricolor que estava atrás da barra do Santa e perguntou-lhe quantos minutos faltavam. O torcedor respondeu: "15 minutos". Nisso, Manta, zagueiro do América, gritou para Zé de Castro: "Essa nem Deus dá jeito, negro safado..." Quando acabou a partida, os jogadores do Santa Cruz correram para cima de Manta: "OLha aí... Deus deu jeito..."

Fonte: História do Futebol em Pernambuco - Capítulo 15, Diário de Pernambuco, Recife, segunda-feira, 17/7/1995.


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O último round



O ÚLTIMO ROUND

Alberto Felix, de São Paulo

No último domingo, entramos no ringue coral com uma goga arretada, mais parecíamos um falastrão Muhammed Ali, sapateando tal qual um passista defronte ao Joe Frazier.
Não deu outra, levamos uma daqui, uma dali e lona.
Calcule um ataque fuleiro? Pronto, foi o nosso.
Porém, e há sempre um porém.
Disse Lenine, “O que fazer?”
Eu digo o que fazer.
Garnizé das alterosas, tem volta viu! Aguarde.
Sim, claro sentimos o sabor biliar de beijar a lona, mas não fomos a nocaute.
Não quero (ou melhor, não queremos) entrar na terceira levando “jabs” e “uppercuts” e sendo jogados nas cordas a cada round.
O ano novo se acerca de nós, dois mil e doze está a caminho, será um novo tempo, tempo de purificar, expurgar toda imperfeição, impureza, sublimar os nossos sentimentos pelo querido Santa Cruz.
E por falar do Gigante, é falar de paixão, uma paixão visceral, torcemos com o figado e todas vísceras.
Para mim, existe uma santíssima trindade que é, cerveja, mulher (a minha que é palmeirense desde de guria) e o futebol.
Naturalmente, existem itens que aprecio muito.
Dia desses assisti um jogo entre Liverpool e Man United, eu como já disse antes adotei os “reds devils” mas a torcida do Liverpool é um arraso.

Veja em: http://youtu.be/T00x5sRbZrc

A nota triste destes últimos dias foi a morte de Joe Frazier, um peso pesado, nocauteado no figado pelo maldito câncer, foi para o grande ginásio celestial juntar-se a outros grandes lutadores.
Não sou um grande conhecedor do boxe, mas assisti a algumas lutas memoráveis, a luta do nosso Galinho de Ouro com Masashiko Harada, Miguel de Oliveira e tantos outros.
A canibalesca luta de Mike Tyson e Evander Holyfield.
Vai negão que a Virgem Mãe te receba com festa no grande ginásio celestial.


sábado, 26 de novembro de 2011

Em busca do equilíbrio



EM BUSCA DO EQUILÍBRIO

Clóvis Campêlo

Pois é, amigos corais, confesso que ainda ando ressabiado com aquela lapada que levamos do índio mineiro dentro de casa. Perdemos um título inédito para um time que nunca ganhara nem campeonato de botão. Sei que é chato e cansativo ainda estar falando nisso. Mas confesso que ainda estou perturbado, em busca do meu equilíbrio. Para mim, o que faltou naquele jogo foi testosterona, macheza, raça e um pouco de vergonha na cara. Mas, isso é assunto do passado e águas passadas não movem moinho. Deixemos definitivamente o passado para lá e nos preocupemos com o futuro que se desenha à nossa frente.
Se tivéssemos sido campeões, logo após as comemorações poderíamos ter lançado uma campanha vitoriosa de sócios. Embora as sociais do Estádio do Arruda sempre estejam cheias em dias de jogo importantes, parece-me que o clube ainda tem um quadro de associados diminuto e onde nem todos estão em dia.
Por isso o chamamento do presidente Antônio Luiz Neto, hoje, na imprensa escrita pernambucana, para que a torcida chegue mais junto, associando-se ao clube os que ainda não o fizeram e antecipando o pagamento anual os que já são sócios. A preocupação procede. Hoje, entre os grandes do futebol pernambucano, somos os primos pobres e precisamos nos superar caminhando com as próprias pernas. Anos de administrações desastrosas e mal intencionadas nos jogaram nesse purgatório. Mas, isso tudo é passado e, na nossa grandeza, somos maiores do que todos esses empecilhos.
Para uma torcida que, ao longo dos anos, já ajudou o clube com tijolos, cimento, tinta e muito amor, isso não há de ser nada.
Em janeiro, como sempre faço todos os anos, mais uma vez anteciparei a minha anuidade de sócio patrimonial. Essa é a minha parte. Espero que o restante da torcida coral, comprovadamente a maior de Pernambuco, também faça o mesmo.
Só não perguntem o que é que aqueles quatro camaradas lá em cima estavam fazendo no Arruda domingo passado, esperando uma vitória que não veio.
Paciência!


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

É cada pesquisa publicada...


Bacalhau de Garanhuns, o maior torcedor do mundo

É CADA PESQUISA PUBLICADA...

Leonardo Fink

O Grande problema que eu vejo das pesquisas, é ela desvendar o que é "torcedor" e o que é "simpatizante". No dia que conceituarem isso, boa parte das dúvidas acabarão.
Particularmente vejo o torcedor, aquele indivíduo que vai a campo assistir aos jogos, não necessariamente todos os jogos, mas que vá ao campo, que seja sócio do clube, que assista os noticiários sobre o dia a dia do clube, que saiba o nome dos jogadores do seu time, que saiba a diferença de sociais, aquibancada e gerais, que saiba ao menos as posições que cada um joga. Isso sim é um torcedor! Mesmo que não tenha dinheiro pra ser sócio, mas que vá aos jogos assistir, e assim, colaborar de alguma forma com o seu time de coração.
“Simpatizante” é aquele que tá na mesa de um bar e quando você chega, para afogar as mágoas ou comemorar a vitória, ele pergunta; - Quanto foi o jogo? E pela fisionomia que ele fizer depois da resposta, você sabe para que time ele simpatiza. Ele não sabe o nome dos jogadores, ele não vai ao campo, ele só assiste o jogo na televisão, num bar, se acompanhado de amigos, porque assistir sozinho "É um saco". Nunca foi a campo, ou não lembra quando foi, quando perguntado, ele diz: - Foi num jogo do (simpatizado) contra (????????), lembro não!"
Ele em nenhuma hipótese será sócio um dia, e quando perguntado diz: - Eu vou dar dinheiro para aqueles caras! Quando o time simpatizado perde, jamais utilizará a camisa do clube no outro dia, paticamente não tem sentimento nenhum pelo acontecido, o que vale é não dizer que "torce" pelo perdedor, Ah! se é que ele tem a camisa! Se você solicitar que ele escale o time simpatizado, ele não saberá fazê-lo.
Bem, poderia escrever muitas e muitas diferenças. Pergunto: Podemos incluir numa pesquisa pessoas com comportamentos tão diferentes e conceituá-los como TORCEDORES?
Já dizia um grande matemático amigo meu: " Estatística é a tortura que você faz a um número até ele dizer o que você deseja de resposta".Faça as perguntas certas, ou faça o numero de perguntas suficientes para você obter a resposta que você deseja.
Falando em pequisas, foi publicada recentemente uma pesquisa realizada na FAFIRE, que mostrou o resultado no mínimo conflitante; foram pesquisados 600 estudantes que após responderem para que time torciam, responderam qual torcida era mais apaixonada, e os três grupos de "torcedores" alve rubros, rubro negros e tricolores, convergiram para uma resposta, que o Santa Cruz tem a torcida mais apaixonada. Fica a pergunta: Será que o que foi visto como sendo a mais apaixonada não seja na prática o TORCEDOR ou TORCIDA no sentido da palavra? Será que os demais não são os "simpatizantes"?
Bem! Apenas pra refletir!

http://globoesporte.globo.com/platb/teoria-dos-jogos/2011/09/21/a-pesquisa-da-vez-pernambuco/comment-page-8/#comment-2421
Localidade: Estado de Pernambuco
Instituto: Plural Pesquisas
Amostra: 1200 entrevistados, entre 02 e 06 de abril de 2011
Margem de erro: 2,8 p.p.


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Galeria de imagens














GALERIA DE IMAGENS
Recife, 2011

Segunda-feira ingrata



SEGUNDA-FEIRA INGRATA

Clóvis Campêlo

Meus caros amigos corais, não existe nada mais difícil do que escrever uma crônica sobre o time que a gente ama numa ressaca moral igual a essa em que me encontro. Oh, segunda-feira ingrata. Levar de 2x0 do Tupi dentro de casa, diante de um público espetacular daqueles foi uma tremenda porrada. E pau na cabeça, companheiros, quando não endoida faz a gente pensar.
Todos nós sabíamos da incompetência e inapetência do nosso ataque. Por conta disso, sabíamos que reverter a vantagem adquirida pelo time mineiro no primeiro jogo seria difícil. Juro, porém, que não esperava a derrota. Para mim, ontem, fomos um time de frouxos e deixamos escapar de forma bisonha uma conquista inédita.
Discordo dos que dizem que o título da Série D não acrescentaria nada ao nosso currículo. Acrescentaria, sim! O título da Série D este ano seria tão importante quanto teriam sido os títulos da Série B em 1999 e 2005. Sinceramente, camaradas, para mim, muito pior do que ser campeão da Série D e ter sido vice-campeão. Mais uma vez pisamos na bola e o presidente Antônio Luiz Neto, pela primeira vez, mancha de forma negativa a sua gestão. O seu discurso conformado após o jogo, deixou-me até com a impressão de que a equipe poderia ter jogado propositalmente para perder.
Uma outra questão indefinida até agora e que também nos deixa apreensivos é a novela em que vem se transformando a renovação do contrato do treinador Zé Teodoro. Há quinze dias atrás, dizia-se que ele estaria com um pé no Atlético Mineiro. Agora, correm rumores de que ele está indo para o Sport. Afinal, Zé Teodoro fica ou não? Seria inadmissível sabermos agora que a notícia tenha sido adiada para não arrefecer a empolgação da torcida coral para o jogo final contra o Galo Carijó mineiro. Esse artifício não seria nunca necessário. Somos a maior e mais fiel torcida de Pernambuco. Isso já foi provado em diversos momentos – até mesmo nos piores - da vida do clube, e estaremos sempre com o clube onde o clube estiver.
No entanto, independentemente da permanência ou não de Zé Teodoro, sabemos que o elenco coral vai precisar de uma grande reformulação em 2012, mesmo na Série C. O próprio Zé teodoro já falou que precisaremos montar um time melhor e mais qualificado tecnicamente para continuarmos evoluindo no cenário desportivo brasileiro e pensarmos no bicampeonato estadual. E ele está coberto de razão. Penso que fomos longe demais com o plantel atual. Não sei é se teremos dinheiro suficiente para isso.
Ontem, no Arruda, diante de um público de 54.815 pessoas, que proporcionaram uma renda de R$ 754.760, comandados por Zé Teodoro, perdemos de forma vergonhosa para o Tupi mineiro jogando com Tiago Cardoso; Eduardo Arroz, Leandro Souza, André Oliveira e Dutra (Kiros); Memo, Wesley, Renatinho e Bismarck (Washington); Fernando Gaúcho (Ludemar) e Tiago Cunha.
Oh, segunda-feira ingrata!


domingo, 20 de novembro de 2011

Ensinando o ABC


Café Filho, o presidente tricolor

ENSINANDO O ABC

Clóvis Campêlo

Em novembro de 1916, o Santa Cruz tornou-se a primeira equipe de futebol a sair de Pernambuco para jogar noutro Estado. A notícia do jogo, acertado por um jovem riograndense que estudava no Recife, agitou a cidade. A viagem foi feita de trem e a delegação tricolor partiu da Estação de Cinco Pontas no dia 13 de novembro.
No dia 15, aniversário da Proclamação da República, o Santa Cruz foi a campo e deu uma goleada de 4x1 no ABC, depois do time potiguar ter aberto a contagem.
Na volta, o time foi acolhido com uma recepção festiva, com banda de música e desfile em um bonde ornamentado. A comitiva foi acompanhada até a sede tricolor, na época, na Rua da Glória, pela ala feminina do clube e pela torcida.
Segundo o jornalista Lenivaldo Aragão, o divertido da história é que o rapaz que acertara o jogo e acompanhara orgulhosamente a delegação coral até a sua terra natal não pode assistir a partida. Na capital potiguar, proibido pelo pai, que detestava o chamado esporte bretão, o jovem João Café Filho não pode ir à campo ver a goleada coral.
Mais tarde, o jovem potiguar terminaria fazendo parte da diretoria do Santa Cruz, como secretário. O mais curioso ainda, é que, em 1954, Café Filho assumiria a presidência da República do Brasil em substituição a Getúlio Vargas, que se suicidara. Segundo os jornais da época, o Santa Cruz venceu esse jogo histórico com a seguinte formação: Ilo Just; Mangabeira e Nélson Valença; Arsênio, Theophilo e Professor; Zé de Castro, Pitota, Tiano, Fausto e Doria, além dos reservas Duque e Mário Rosas.


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Quando tem de acontecer



QUANDO TEM DE ACONTECER

Clóvis Campêlo

Às cinco horas da manhã, o telefone toca. Levanto assustado e atendo. Era Renato Boca-de-Caçapa, o filósofo do povo, eufórico: “Meu irmão, te prepara que vamos ser campeões. Sonhei que o Santinha vai meter 2x0 nesse índio mineiro, com Fernando Gaúcho deixando a sua marca nas redes. Se segura, que tu vai ver o Arrudão explodir. Essa cobra é teimosa”. Desligou e me deixou pensativo, pois quando se trata do Clube das Multidões, não costuma errar.
Já disse um poeta que as coisas têm uma força muita grande quando devem acontecer. Isso se aplica com muita propriedade ao momento que o Santa Cruz está vivendo.
Começamos o Campeonato Pernambucanos desacreditados, correndo por fora, na base do que vier é lucro, depois de cinco anos de campanhas medíocres e desanimadoras. O resultado todo mundo já sabe: fomos campeões e evitamos o hexa do Sport. Ou seja, um título duplamente satisfatório.
Depois, na Copa do Brasil, enfrentamos o São Paulo na segunda rodada, depois de despacharmos, com um único jogo, o Corínthias potiguar. Vencemos em casa por 1x0 e perdemos a segunda partida por 2x0, em Barueri. Fomos eliminados pelo time paulista, é verdade, mas mostramos a todo o Brasil o nosso espírito de luta e a força da nossa grande torcida. O Santinha voltava a ser respeitado novamente.
E lá vem a Série D, onde penávamos desde 2009. O trauma das duas más campanhas anteriores ainda assustava muita gente, dentro e fora de campo. Com atuações nem sempre convincentes, mas com um espírito de luta renovado e redobrado, fomos superando os obstáculos, um a um, e avançando rumo à classificação à Série C, o que mais nos interessava de início. Conquistada a classificação com todos os méritos, resta-nos agora o título inédito e precioso da Série D.
Perdemos o primeiro jogo em Juiz de Fora, também é verdade, mas, mais uma vez, estará na nossa capacidade de superação reverter a vantagem do Tupi, guardar a taça na nossa sala de troféus e fazer mais uma festa nas Repúblicas Independentes do Arruda.


A alegria é curta para ser pequena (fique de olho no apito)



A ALEGRIA É CURTA PARA SER PEQUENA,
(fique de olho no apito)

Alberto Felix, de São Paulo

Avante colares! O jogo é domingo! É raça e mundiça! Quem nunca viu vem ver caldeirão sem tampa frever!
Que coisa maluca esse final da serie A, está tudo certo e nada resolvido, diziam que era favas contadas a queda do América mineiro, mas não é que, o coelho suspira sob a batuta de Givanildo, menino nascido na Vila Popular, em Olinda, criado e crescido no ninho da cobra.
E neste final de semana tem jogo bom de se ver do estrangeiro a terra brasilês.
O Man United joga com o Swansea.
Bahia e Palmeiras, esse vai ser bom, gavião e galo, esse jogo vai ser para ver estrelas, Adriano, Liedson, Júlio César, time com dois imperadores, o goleiro dos gaviões está parecendo gato de tão ligeiro, o fela está pegando até pensamento, vôte! Tá com a peste!
Agora é nós.
Não leio cartas, nem interpreto búzios, mas um guizadinho de carijó vai bem em um domingo de praia, sol e cerveja nas bandas do arruda.
Eu quero pedir uma coisa, por todos os santos e pela Virgem da Conceição (sua benção minha santinha) em hipótese alguma convidem Mick Jagger e Bill Clinton (o fodão da casa branca) para o jogo de domingo, pense em dois camaradas “zicados” (como se diz aqui em sampa) esses dois não prestam nem para velório, joga sal grosso no rastro deles, vai ser pé frio assim na era do gelo.
Uma singela e modestíssima homenagem ao “Camisa de Vênus”
“Se você correu tantas vezes atrás de fantasmas
que de tão covardes não souberam nem ao menos lhe assustar
se já correu encurralado no meio de tanta chuva, e nenhuma gota foi capaz de lhe molhar!
Então bota pra fudê, Santa Cruz!”
Até a vitoria camaradas corais!


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Sem o direito de errar



SEM O DIREITO DE ERRAR

Clóvis Campêlo

Domingo próximo passado, em Juiz de Fora, a Cobra Coral levou uma bicada firme do Galo Carijó. O resultado de 1x0 pra o Tupi, por si só, não diria nada se não estivesse sendo disputado o primeiro jogo da final da Série D do Campeonato Brasileiro de 2011. Agora, no próximo dia 20, no Estádio do Arruda, o Santinha terá a obrigação de construir uma vitória com uma diferença de dois gols para não ter que disputar o título nos pênaltis.
E é justamente isso o que nos preocupa: a incapacidade do nosso ataque de transformar em gols as situações ofensivas criadas. Ao longo do torneio, em 17 jogos, contra equipes sem muita tradição no cenário esportivo brasileiro, só em duas partidas marcamos três gols. Em que pese o nosso domínio e bom desempenho em várias contendas, como aconteceu no próprio jogo contra a equipe mineira, os nossos atacantes não conseguiram vazar a meta adversária e dar à sua grande torcida a segurança necessária para uma decisão.
Apesar de toda a tranqüilidade demonstrada por Zé Teodoro e pelo elenco, isso me preocupa. Por conta do nosso histórico de ineficiência no ataque, não sei se será tão fácil reverter essa situação.
Mas, afinal quem é esse Galo Carijó que ameaça a Cobra Coral?
O Tupi foi fundado no dia 26/5/1912 e apesar de ter completado este ano 99 anos de existência tem um currículo fraquíssimo quando se trata de títulos conquistados. Em 2001, ganhou o Módulo II do Campeonato Mineiro (que equivaleria à 2ª Divisão Estadual). Em 2008, a Taça Minas Gerais. Tem duas participações na Copa do Brasil, em 2004 e 2009, terminando o torneio, respectivamente, em 30º e 36º lugar. Nunca disputou os Campeonatos Brasileiros das Séries A e B. Na Série C, a melhor posição ocupada foi o 4º lugar em 1997. Esse é o time que ameaça o nosso primeiro título nacional.
Se ao longo da Série D o Santinha soube superar as suas limitações e avançar, não deve ser agora que a equipe coral vacile e deixe escapar pelas mãos a possibilidade de ganhar o torneio. Se isso ocorrer, amigos corais, será um grande vexame.
Domingo passado, em Juiz de Fora, jogamos e perdemos por 1x0 para o Tupi das Alterosas com Tiago Cardoso; Leandro Souza, André Oliveira e Jeovânio (Renatinho); Eduardo Arroz, Memo, Chicão, Weslwy e Dutra; Flávio Recife (Ludemar) e Fernando Gaúcho (Kiros). Treinador, Zé Teodoro. Público de 14.726 pessoas para uma renda R$ 131.160.


domingo, 13 de novembro de 2011

Mais uma chance



MAIS UMA CHANCE

A partir do próximo domingo, o Santa Cruz inicia, fora de casa, a disputa para conquistar o seu primeiro título brasileiro, da Série D. Esta será a quarta vez que os tricolores ficam próximos de uma conquista nacional. As outras três aconteceram por divisões superiores. Uma pela Série A e duas pela B.
A primeira grande campanha coral em nacionais aconteceu em 1975 (chamado na na época de Copa Brasil), o timaço comandado por Givanildo Oliveira, Mazinho, Ramon e Fumanchu assombrou o futebol brasileiro ao chegar à semifinal. Foi a melhor campanha de um clube do Norte e Nordeste na competição até então, desde que a CBF instituiu o Brasileirão, em 1971.
Dono de melhor campanha, o Santa ganhou o direito de disputar o jogo único da semifinal, contra o Cruzeiro, pelo empate e no Arruda. E a vaga inédita na decisão estava garantida até os 45 minutos do segundo tempo, quando Palhinha, para muitos impedido, fez o gol da vitória mineira por 3x2.
O Santa perdia assim a chance de se classificar pela primeira vez para a Libertadores, em uma época em que a competição continental era vista de maneira bem diferente da atual. "Todos falam que a Libertadores é um torneio deficitário, mas eu e todos aqui queríamos participar", disse o zagueiro e hoje técnico Levir Culpi, à época, ao JC.
O tricolor só voltaria a ficar próximo de uma conquista nacional 24 anos depois. Pela Série B de 1999, após uma primeira fase cambaleante e uma classificação surpreendente sobre o favorito São Caetano nos playoffs semifinais, o o Santa foi para o quadrangular final ao lado de Goiás, Viloa Nova-GO e Bahia. Com uma campanha 100% no Arruda, o Santa chegou à última rodada, contra o Goiás, no Serra Dourada, precisando de uma vitória para conquistar o título. Ao mesmo tempo, um empate garantia o acesso tricolor e dava a taça para os goianos. Os corais não quiseram arriscar: 0x0 insosso e bom para ambos.
Seis anos depois veio talvez a chance mais clara de um título brasileiro. Dono de uma campanha quase irretocável durante quase toda a Série B, o Santa chegou à última rodada do quandrangular final precisando de uma vitória sobre a Portuguesa, no Arruda, e um tropeço do Grêmio diante do Náutico, nos Aflitos, para ficar coma taça. O papel do Santa foi feito. Vitória de virada por 2x1. No entanto, ninguém contava com a famosa Batalha dos Aflitos. Título heróico do Grêmio e volta olímpica frustada no Arruda. "Espero que o Santa não perca mais essa oportunidade. Mesmo sendo da Série D é para se orgulhar", disse Carlinhos Bala, ídolo coral em 2005.

AS CAMPANHAS DO SANTA

1975 - SEMIFINALISTA SÉRIE A
A campanha: 30 jogos, 14 vitórias, 10 empates, 6 derrotas, 42 gols marcados e 27 gols sofridos.
Time base: Jair; Carlos Alberto Barbosa, Lula, Levir Culpi e Pedrinho; Givanildo Oliveira, Carlos Alberto Rodrigues e Mazinho; Fumanchu, Ramon e Pio. Técnico: Paulo Emílio.

1999 - VICE-CAMPEÂO DA SÉRIE B
A campanha: 30 jogos, 14 vitórias, 4 empates, 12 derrotas, 33 gols marcados e 38 gols sofridos.
Time base: Nílson; Arley, Tinho, Janduir e Marquinhos; Hélder, Marcílio, Marcelinho e Márcio Allan; Valdomiro e Cláudio Millar. Técnico: Nereu Pinheiro.

2005 - VICE-CAMPEÃO DA SÉRIE B
A campanha: 33 jogos, 19 vitórias, 7 empates, 7 derrotas, 52 gols marcados e 34 gols sofridos.
Time base: Cléber; Osmar, Carlinhos Paulista, Valença e Xavier; Júnior Maranhão, Andrade, Lecheva e Rosembrick; Carlinhos Bala e Reinaldo. Técnico: Givanildo Oliveira.

Publicado no Jornal do Commercio, Recife, em 06/11/2011


sábado, 12 de novembro de 2011

As duas faces da moeda - Diretoria de futebol dentro e fora das quatro linhas



AS DUAS FACES DA MOEDA – DIRETORIA DE FUTEBOL DENTRO E FORA DAS QUATRO LINHAS

Leonardo Fink

É extremamente gratificante vislumbrar a evolução do Santinha, não apenas relacionada aos resultados nas quatro linhas, mas também no que diz respeito a estrutura organizacional que vem sendo montada em tão pouco tempo de gestão das diretorias.
Estive na última ASSEMBLÉIA DO CONSELHO DELIBERATIVO, terça feira dia 08/11/2011, e pude conversar com vários pares a respeito do assunto.
Ficou nítido pra mim, que pessoas envolvidas diretamente nessas transformações, merecem nosso reconhecimento, mesmo sabendo que elas não estão trabalhando em busca de reconhecimentos, e sim, por um Santa Cruz melhor para todos.
Nós, na maioria torcedores “COMUNS”, pouco sabemos do que vem sendo feito nas entranhas do COLOSSO, e eu tive acesso à informações que retratam “metamorfoses”impressionantes.
São muitas transformações, mas gostaria de ater quase que exclusivamente à DIRETORIA DE FUTEBOL.
O Mais'querido adquiriu recentemente uma academia completa, de última geração, importada dos EUA. Em Recife hoje, pode existir academia maior, mas a melhor, estará no COLOSSO. Além do maquinário (metade pago antecipadamente e a outra metade na entrega), o ambiente é climatizado e espelhado, tudo isso no vestiário dos jogadores. FANTÁSTICO!
Foram construídos/reformados, também, 12 apartamentos estilo Hotel * * * * *, a maioria com 2 camas BOX, TV à Cabo, Banda larga, banheiros individualizados (água quente etc etc...) Os apartamentos nº 1 e 12 são maiores e possuem 4 camas BOX. Estamos oferecendo hoje o que existe de melhor para os nossos jogadores, tudo de 1º MUNDO!
Venho acompanhando ALBERTINO DOS ANJOS a alguns anos, desde o movimento FORA EDSON NOGUEIRA, do qual participamos efetivamente. Participamos também do planejamento do Projeto de Gestão e da CHAPA do então Candidato a Presidência do SANTA CRUZ - JOAQUIM BEZERRA, atual Vice Presidente na Gestão ALN (após união de chapas) principal personalidade nos bastidores do Clube, gerindo o administrativo e o financeiro de forma brilhante.
Vejo que muitas ações, como a academia e os apartamentos, foram efetivadas partindo de um planejamento IDEALIZADOS E EXECUTADOS por ALBERTINO DOS ANJOS, que foi aplaudido na última assembléia.
Nas últimas semanas, na WEB, artigos foram escritos, abordando supostas exigências feitas por ZÉ à A DIRETORIA DE FUTEBOL. Tive a oportunidade de ler algumas delas, e percebi o quanto a mídia se preocupa em “enfeitar” os acontecimentos para vender notícia, com intenção ou sem intenção, de desestabilizar o clima organizacional favorável ao qual nosso time vem desfrutando.
No início dessa semana nos deparamos com a manchete: DIRETORIA DE FUTEBOL SEDE AS EXIGÊNCIAS DE ZÉ TEODORO, mencionando a ACADEMIA como sendo um cumprimento de uma delas. Sabemos que isso não é verdade, a Academia e os apartamentos, foram planejados antes de Zé Teodoro ser técnico do SANTINHA, e sua conclusão estava sendo esperada desde o fim do PERNAMBUCANO. Não devemos acreditar nos primeiros textos que lemos e tão pouco em tudo o que é escrito.
Como dentro de campo, numa equipe gestora, o que importa é o entrosamento, comprometimento e a atitude de seus integrantes. Desacordos e desavenças, fazem parte do processo, problemas sempre vão existir, o que faz a diferença de uma equipe vencedora para uma perdedora, é a forma e a velocidade que se superam os problemas os desacordos e desavenças.
Gostaria de parabenizar O PRESIDENTE - ANTONIO LUIS NETO, que após acordo com a Diretoria de Futebol, assumido no início do ano, honrou com todos os salários, bichos, prêmios, tudo absolutamente pago em dia aos atletas e administrativo, o VICE mais atuante na História do Santinha, o Professor JOAQUIM BEZERRA, o coração do Santinha - O Diretor das Categorias de Base OSMUNDO BEZERRA que cuida do nosso maior patrimônio, os futuros atletas e que cada vez mais vem colaborando com o Dept. de Futebol profissional, aos Diretor de Futebol CONSTANTINO JUNIOR, e especialmente ao nosso Diretor de Futebol, o Professor ALBERTINO DOS ANJOS, por colaborar com seu perfil empreendedor, visionário e operacional. Não podemos esquecer, obviamente, o ZÉ!
Nós da NAÇÃO CORAL, acreditamos que ninguém é insubstituível, jogadores, dirigentes, técnicos, estes irão passar e outros virão, a única coisa ETERNA nesse contexto, é o nosso GLORIOSO E Mais'Querido SANTA CRUZ F. C. Por isso, esquecer as vaidades pessoais é a formula do sucesso, e trabalhar para o ETERNO SANTINHA é fazer do trabalho e humildade o combustível para GLÓRIA!
Saudações Corais!


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Nem Freud explica


NEM FREUD EXPLICA

Clóvis Campêlo

Estranha explicação arranjou a revista Veja, na sua edição do dia 26 de outubro próximo passado, para o fenômeno de público apresentado pelo Santa Cruz na Série D do Campeonato Brasileiro deste ano.
Só para se ter uma ideia, até aquela data, a Série A tinha uma média de público de 13.219 pessoas, enquanto na Série B essa média baixava para 5.610. Na Série D, onde a torcida coral desfilava a sua paixão pelo clube, a média era de 2.286 espectadores por jogo. Muito acima disso, o clube pernambucano ostentava uma média de 38.836 apaixonados torcedores, catorze vezes acima da média da sua série. Um fenômeno que passou a merecer uma atenção especial não só da imprensa esportiva brasileira como da imprensa esportiva mundial. Incompreensível para a revista, portanto, que um clube como o Santinha, perdido nos “grotões” do Nordeste pudesse ter mais público em seus jogos do que o Cotinthias, em São Paulo, ou o Flamengo, no Rio de Janeiro.
Segundo a revista, é sociologuês barato querem atribuir às origens populares do clube a paixão exacerbada da sua torcida, já que hoje existem em suas fileiras torcedores de todas as camadas sociais. Segundo ela, é preferível beber da sociologia em busca de uma melhor explicação para o fenômeno. Valeu-se, para isso, das explicações do psicólogo mineiro Jacques Akerman, um estudioso do comportamento de torcidas de futebol. Segundo o psicólogo mineiro, uai, trata-se de um caso claro de masoquismo, que, afirma, tanto do ponto de vista individual como coletivo, seria uma forma de prazer. Afirma ainda, na sua condição de discípulo de Freud, que o apego da torcida a um clube, mesmo em seus piores momentos, encaixa-se na categoria psicológica do pertencismo, ostentando o discreto charme do eterno derrotado benquisto.
Considerando que de 2005 a 2010, o Santa Cruz só fez despencar no cenário desportivo brasileiro, a matéria faz até um paralelo entre a torcida coral e a torcida do Corinthias, que durante 23 anos, de 1954 a 1977, não viu o clube conquistar um título importante e se autodenominava sofredora.
Pertencismo ou não, masoquismo ou não, a teoria não chegou a abalar a paixão de Renato Boca-de-Caçapa, cachaceiro, filósofo e torcedor convicto da Cobra Coral. Ao tomar conhecimento da insólita teoria, em plena segunda-feira, na orla de Brasília Teimosa, entre um gole e outro daquela loura suada que desce suave e redonda, argumentou com desdém: “Pergunta a esse psicólogo de merda por que é que o Íbis, o pior time do mundo, e que até hoje não ganhou nem um campeonato de porrinha, não tem uma grande torcida. Ele e Freud que me desculpem, mas se essa teoria estivesse correta, o Mais Querido e o Clube das Multidões seria o Pássaro Preto de Santo Amaro, o clube da TSAP, e não o Santinha. Manda ele se lascar que eu vou é tomar mais uma”.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A minha história



A MINHA HISTÓRIA

Cleyton Melo

Meu amor pelo Santinha se fortaleceu no ano de 1993, quando fui ao Arruda, em um caminhão lotado, para assistir a final do campeonato pernambucano, entre Santa Cruz e Náutico.
O Náutico jogava pelo empate e tendo o Santinha levado um gol, praticamente a partida estava definida para o time alvirrubro.
Quando faltava mais ou menos 10 minutos pra o jogo acabar, o bendito caminhão deixou o estádio e voltou para o bairro de Campo Grande, de onde ele tinha saído.
Eu fiquei e disse pra eles que o jogo só acaba aos 45 do segundo tempo. Não deu outra, pois o Santinha nos minutos finais da partida deu uma virada espetacular em cima do Náutico e fomos campeões pernambucanos naquele ano.
Já perto de casa, no meio do caminho, o caminhão retornou para ver a festa da vitória do SANTA CRUZ.
Foi uma noite inesquecível!


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Porque hoje é sábado



PORQUE HOJE É SABADO
(comendo água)

Alberto Felix, de São Paulo

Fim de semana xoxo, Santa Cruz só vai jogar semana que vem, um interregno para o coração, porque como diria Roberto Carlos “são tantas emoções”, tem jogo bom lá no estrangeiro, o Man United comemora as bodas de prata de seu eterno técnico, Sir Alex Ferguson, uma festa muito bonita.
Escrevo após o jogo Bahia e São Paulo, não sou futurólogo para cravar resultado antes do jogo. Eu heim!
O jogo estava uma baba para o São Paulo, veio para o segundo tempo ganhando de 2X1, é um resultado muito cabuloso.
Eu e meu amigo Noelcio, torcedor do esquadrão de aço virado na gota serena, estávamos comendo água no bar, ele se arretou com o Bahia e foi para casa lamber mais uma ferida.
Rapaz, não sei se foi feitiço ou catimbó muito do bem feito, só sei que o Bahia, voltou para o segundo tempo virado no cão. Voltou com a macaca!
Bateu uma leseira daquelas no São Paulo, que até gol contra saiu!
Olhe, a arrogância são-paulina, ficou a rés do chão em um delicioso Bahia 4 São Paulo 3.
Vamos, avante, esquadrão!
Meu amigo Noelcio, depois do jogo voltou para bar, e já chegou cantando:
“Somos da Turma Tricolor,
Somos a voz do campeão,
Somos do povo o clamor,
Ninguém nos vence em vibração!”
Bahêa! Bahêa! Bahêa!
Em tempo:
No sitio (http://www.baheaminhavida.com.br/) está disponível o trailer do documentário acerca do Bahia, espero em Deus que dia desses um cineasta pernambucano faça um trabalho destes acerca do Santa Cruz.

domingo, 6 de novembro de 2011

Em busca de um santo (I)



EM BUSCA DE UM SANTO (I)

Alberto Felix, de São Paulo

No alvorecer do século vinte, meninos batiam bola a sombra da igreja de Santa Cruz, lá na Boa Vista, igreja construída no século dezoito.
Esporte Bretão, recém trazido por Charles Miller.
Foi nesses bate-bola que nasceu o Santa Cruz, o terror do nordeste, o querido do povo!
Eu prefiro chamá-lo de o time da mundiça, da poeira.
Miguel Arraes. Nobre torcedor coral deu uma pisa na “udn” com o voto da poeira, até hoje o arde o espinhaço dos ex-udn, arena, pds, pfl e hoje o moribundo dem.
Bráulio de Castro, mais Clóvis Campelo, baseados em um negócio que eu escrevi acerca de santos e padreiros, sugeriram que o padroeiro do Santa Cruz, fossem dois santos e não um, São Cosme e Damião.
Já pensou? Damião na ala esquerda e Cosme na direita? Seria pura arte.
Ai tem pro e contra, já digo.
Pro, todo dia 26 de setembro faríamos uma grande festa no Arruda para toda gurizada coral e simpatizantes, seria massa.
Contra, meu medo é esses meninos fazer alguma traquinagem conosco, por exemplo, não gostar da festa, achar que a festa foi fuleira, que não tinha bastante bolo com guaraná.
E tem outra quem dorme com criança amanhece mijado.
Eu proponho o seguinte, fazer uma plenária ampliada lá no céu, com todos os santos, beatos, anjos e arcanjos, beatos, anjos arcanjos votam mas não podem ser candidato.
Cada santo defende sua tese e plataforma para ser padroeiro do Santa Cruz.
Desta plenária, sairá o indicativo para o referendo popular, digo celestial.
Só tem um agravante, quem vai botar o sino no pescoço do gato?
Quero dizer, quem vai lá no céu convocar e organizar a plenária?
Porque, quem for, tem que ir e voltar trazendo o resultado do referendo.
Eu tô fora.

sábado, 5 de novembro de 2011

O Santa Cruz e a estrela de cobre



O SANTA CRUZ E A ESTRELA DE COBRE

Cássio Zirpóli

Um breve relato sobre a história do Santa Cruz em finais nacionais:
Em sua melhor campanha, passou muito perto em 1975.
Diante de 38 mil torcedores, num Arruda bem diferente – ainda sem o anel superior -, o Santa Cruz disputou a semifinal do Campeonato Brasileiro.
Da Série A, é bom lembrar. Contra o timaço do Cruzeiro, o Tricolor jogava pelo empate para chegar à decisão da competição.
O jogo seguia 2 x 2 até os 45 minutos do segundo tempo, quando Palhinha, em posição duvidosa, fez o gol da vitória mineira.
Não veio a classificação à finalíssima do Brasileirão e nem a vaga à Libertadores de 1976. Depois daquele dia fatídico na história coral, o clube ainda teve mais duas oportunidades claras de conquistar uma estrela.
Em vez do ouro, um metal menos nobre, a prata. Primeiro, em 1999.
No estádio Serra Dourada, o Santa Cruz jogava pelo empate com o Goiás para conseguir o acesso. Uma vitória, no entanto, daria o título da Série B.
Não foi uma final de direito, mas quase isso, de fato. Porém, naquela última rodada do campeonato, o empate sem gols não foi sequer ameaçado.
Portanto, Goiás campeão e Santa vice.
Depois, novamente ma Segundona, o título ficou ainda mais perto.
Na verdade, o título chegou a ser comemorado durante 15 minutos, após a vitória pro 2 x 1 sobre a Portuguesa, diante de 65 mil pessoas no Mundão.
A derrota do Náutico diante do Grêmio, aos 60 minutos (isso mesmo) do 2º tempo, brecou a volta olímpica tricolor, então com uma taça improvisada.
Veio, então, a derrocada que todos estão cansados de saber.
Mas o primeiro passo para a reconstrução de um gigante adormecido – como o próprio povão faz questão de dizer – está acontecendo.
Neste primeiro passo, a pioneira estreia numa decisão nacional. Neste domingo, o time treinado por Zé Teodoro venceu o Cuiabá/MT por 2 x 1, de virada e fora de casa.
Na Série D, a última divisão do país?! Pouco importa, hoje. Só por hoje.
Infelizmente, o Santa Cruz teve que disputá-la (três vezes). Está fazendo o seu papel e agora está a duas partidas de superar essa fase em sua história com uma conquista.
Pela lógica, seria uma estrela de cobre, “cor” instituída pela Conmebol nesta temporada. Valeria a pena bordar? A expectativa da torcida tricolor é a resposta.

Publicado no Diário de Pernambuco, Recife, 03/11/2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A mais apaixonada


Foto: Elessandra Lemos/2005

PESQUISA APONTA TORCEDORES DO SANTA COMO OS MAIS APAIXONADOS PELO CLUBE
Segundo estudo da Fafire torcedores do Santa e dos rivais Náutico e Sport apontaram os tricolores como os que possuem maior paixão pelo time no Estado

João de Andrade Neto

Na arquibancada inferior do Arruda, na parte central, está escrito: a torcida mais apaixonada do Brasil. Agora essa frase ganha respaldo em uma pesquisa elaborada pela Faculdade Frassineti do Recife (Fafire), que apontou os tricolores, se não os mais apaixonados do Brasil, ao menos de Pernambuco. Inclusive com o reconhecimento dos rivais rubro-negros e alvirrubros.
A consulta foi realizada entre os dias 8 e 17 de agosto, e ouviu 693 pessoas (368 homens e 325 mulheres), a partir de 16 anos, no Recife e em outras oito cidades da região metropolitana.
A pesquisa trabalhou duas perspectivas. Na primeira perguntou aos torcedores qual o nível de “paixão” com os seus respectivos clubes. E os torcedores do Santa Cruz foram o que mais afirmaram ter um envolvimento “elevado” com o time com 50,54%, contra 34,26% dos rubro-negros e 21,25% dos alvirrubros.
Ao mesmo tempo, os tricolores foram os que menos afirmaram ter um nível de paixão “baixo” com o clube, apenas 4,84%, contra 8,34 dos leoninos e 8,75% dos aficionados pelo Náutico.
No entanto, o dado mais curioso veio quando se perguntou aos entrevistados qual a torcida mais apaixonada do Estado. Ai, a fidelidade coral superou as rivalidades clubísticas. Na opinião de 65,5% dos alvirrubros, os tricolores são os mais apaixonados. Apenas 18,99% consideram que eles mesmos são os que mais amam o time e os outros 15,19% apontaram o Sport.
Para os torcedores rubro-negros as opiniões foram mais equilibradas: 49,17% apontaram os corais com os mais apaixonados, enquanto 48,75% disseram que são eles mesmos os mais devotos. Só 2,08% votaram no Náutico.
Quando a mesma pergunta foi feita para os simpatizantes do Santa veio a maior diferença: 90,61% votaram em si mesmos. Apenas 9,39% escolheram o Sport e ninguém apontou os alvirrubros. A pesquisa não revelou qual a margem de erro.

Publicado no Jornal do Commercio, Recife, em 02/11/2011

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Em busca de um santo



EM BUSCA DE UM SANTO

Alberto Félix, de São Paulo

É o seguinte estive corujando ai pela rede mundial e vi que tudo quanto é profissão e organização tem um santo padroeiro.
Quem é o santo protetor ou padroeiro do Santa Cruz? Alias nem sei se tem.
Bom, dia desses, fui assistir uma missa em uma igreja grandona aqui em sampa, tinha santo de todo jeito, preto, branco, galego, santo pra, espinhela caída, desemprego, mal olhado, pra trazer mulher de volta, enfim santo pra tudo.
Os santos.
São Francisco de Assis, gente boa, mas é ecologista demais, como iriamos atirar o pau na gata?
São Judas Tadeu, esse é complicado, está sempre atolado de serviço e pedidos urgentes.
Santo Agostinho, fundamentalista demais, não vai dar certo, provavelmente iria teorizar demais pra entrar aos trinta do segundo tempo, deixa ele no canto dele que é melhor.
São Jorge, é bronca, faz tempo que anda enrolado com o Flamengo e Corinthians.
Dia desses quando Corinthians estava numa draga arretada e foram fazer um procissão lá no parque S. Jorge.
Menino! não é que São Jorge despencou do andor e espatifou-se no chão!
Mas que péssimo presságio!
Devagar com o andor moçada! Que o santo é de barro!
Diz o dito popular.
Santo Expedito, nem pensar, o birô dele é atolado de pedidos urgente urgentíssimo, e os pedidos vem carimbado, “é pra hoje”.
E as santas.
Eu tenho uma santa de devoção que é Santa Rita de Cássia, ela aqui em casa, é da família,
ela é assim como uma tia gente fina, que está sempre ali para ajudar quando a situação aperta.
Penso que é mais seguro deixá-la em casa mesmo, sabe como é que é, santo de casa é novela.
Santa Barbara, ih! Ela é comprometida com raios, trovões e tempestades.
Quando desabava uma tempestade daquelas, minha avó corria e acendia uma vela pra Santa Barbara, cobria os espelhos, e escondia as tesouras.
Lá no norte do Parana diz assim: Santa Barbara, São Jeronimo, quem não tem barba não é homem.
Santa Tereza D´ávila, é intelectual demais e com ela não tem boquinha não, tudo é ali, no pé da cajarana.
De vera mesmo, eu espero que dos céus venha, não milagres, mas, inspiração aos nossos guerreiros corais nesta cruzada na serie C.
“Hasta la victoria siempre!”