terça-feira, 23 de agosto de 2016

Sul-Americana pode ajudar na Série A


Fotografia de Ricardo Fernandes

SUL-AMERICANA PODE AJUDAR NA SÉRIE A

Yuri de Lira

Reforços, mudança de esquema tático, troca de treinador… Por enquanto, nenhuma dessas tentativas ainda deu certo para o Santa Cruz melhorar na Série A. Segundo Léo Moura, a retomada no Tricolor no Brasileiro pode vir justamente a partir da Copa Sul-Americana, que se inicia para o time com o clássico contra o Sport nesta quarta-feira, na Arena de Pernambuco. O veterano acredita que bons resultados na competição continental são capazes de servir como “combustível” rumo a uma arrancada para fora da zona de rebaixamento no nacional.
“Primeiramente, temos que voltar a vencer. O nosso principal objetivo é retomar as vitórias, independentemente da competição que estamos disputando. Então, contra o nosso maior rival, acho uma vitória vai nos dar confiança para seguirmos no Campeonato Brasileiro”, declarou o lateral direito. “Apareceu Sul-Americana e vamos tentar passar a cada fase porque isso dá mais confiança ao grupo”, emendou.
Apesar de declarar maior importância à Sula em detrimento da Série A, Léo Moura não deixa de destacar a sua ambição pelo torneio continental. “O peso da Sul-Americana é grande. É uma competição internacional. Já disputei algumas vezes, sei da importância que é. Já que apareceu, é o que está na nossa frente e vamos pegar.”

Bem fisicamente para a Sula-Americana
Com dez jogos seguidos entre os titulares e sem ser substituído sequer, o lateral de 37 anos pode ser poupado contra o Sport. Léo Moura, no entanto, se diz bem fisicamente e diz que, embora esteja exercendo uma o que exige bastante fisicamente, está pronto para seguir entre os titulares da equipe tricolor.
“Essa posição já não é mais segredo. Vim com (o técnico) Marcelo Martelotte para jogar no meio-campo, mas depois com Milton voltei à lateral. Estou com uma sequência na posição e tenho me sentido muito bem. Toda a minha carreira foi na lateral, vou procurar fazer o meu melhor para continuar ajudando o Santa Cruz", contou. "O cansaço não bateu de maneira nenhuma. Tenho me preparado para isso. Gosto de jogar os 90 minutos, não gosto de ficar fora", acrescentou.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 22/8/2016

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Dias ingratos


DIAS INGRATOS

Clóvis Campêlo

Caros amigos corais, os dias atuais nos têm sido ingratos. Principalmente os dias posteriores aos jogos do Santinha. Assim, hoje é mais uma segunda-feira ingrata. Perdemos mais uma e continuamos sem convencer. Acho difícil que Doriva consiga mudar esse panorama em tempo útil. Parece que a coisa (sem nenhum trocadilho) vem de fora do campo.
Ontem, contra o Fluminense, no Arruda, continuamos a demonstrar a nossa ineficiência. Sem ataque, sem esquema tático convincente, com os jogadores visivelmente desanimados desde o começo do jogo. Fomos um time apático e sem forças para a superação. Penso que dificilmente conseguiremos evitar o retorno para a Série B.
Na estreia do novo treinador o plantel não demonstrou motivação suficiente para ganhar o jogo. Continuamos abusando dos passes laterais infrutíferos, da falta de triangulação na entrada da área adversária, com precisão e velocidade, para abris espaços aos atacantes. Fomos um time ruim, desarticulado, jogando em um gramado péssimo. Se a bola já nos atrapalha, imaginem com o gramado esburacado...
Acho que a vaca já está indo para o brejo. E a Cobra Coral também. Mas, o que mais me preocupou foi ver a cara triste e desanimada dos jogadores desde o início da partida. O que poderá estar havendo com o elenco?
Milton Mendes, o desagregador, já se foi. Doriva, o estimulador, já chegou. Vamos ganhar, gente! Colocar o coração no bico da chuteira. Voltar a ser um time de guerreiros. Só assim ainda poderemos ter alguma chance real de nos mantermos na Série A em 2017.

Santa Cruz 0 x 1 Fluminense


Fotografia de Rafael Martins

SANTA CRUZ 0 x 1 FLUMINENSE

Yuri de Lira

A estreia de Doriva pelo Santa Cruz foi completamente diferente do que ele planejava. A mudança de comando e o técnico como “fato novo” no grupo não foram suficientes para fazer o Santa Cruz voltar a vencer na Série A. Neste domingo, o Fluminense gannhou 1 a 0 em uma partida que tudo saiu como o treinador estreante não queria. O Tricolor Pernambucano não conseguiu propor o jogo quando deveria, não teve poder de reação e não tomou o Arruda como aliado. A equipe coral agora acumula seis rodadas sem vitórias, sete derrotas em casa em 11 jogos e continua imerso na zona de rebaixamento.
No esquema 4-2-3-1, Doriva confirmou a mudança que havia sinalizado durante a semana ao escalar Pisano no time no lugar de Arthur. O argentino cumpriu uma função mais centralizada no meio-campo, enquanto o volante Derley foi encarregado de ocupou a ponta direita. Com essa formação, o Santa conseguiu até algumas boas triangulações no ataque. O time, no entanto, não foi capaz de adotar a postura que o novo técnico disse que gostaria de ver, a de manutenção de posse de bola e de proposição das ações quando o placar estava zerado.
O gol dos visitantes poderia ter sido evitado. Aos 29 da etapa inicial, Tiago Cardoso saiu errado após escanteio e trombou com Luan Peres. A bola sobrou para Henrique Dourado, que teve somente o trabalho de encostá-la para o fundo das redes: 1 a 0. Keno, que seguiu sendo o principal peça da equipe para escapatória ao ataque, não conseguiu que o seu individualismo se sobressaísse. Insistiu, então, em chutes à longa e média distância. Todos sem sucesso. Com os cariocas fechados desde o começo a partida, Uillian Correia e Derley tentaram também fazer gols dessa forma nos primeiros 48 minutos do duelo.
Doriva pareceu que ia deixar o Santa mais agressivo ofensivamente com as entradas de Lelê e Arthur no lugar de Derley e Grafite, respectivamente. Mas o time recifense não apresentou o poder de reação mostrado na rodada passada, no 2 a 2 que conseguiu contra o Vitória, no Barradão - ainda sob o comando do interino Adriano Teixeira. O meio-campo era lento nas transições.
Pisano, atleta de melhor rendimento do setor, cansou, ficou mais recuado em campo e o desgaste dele refletiu diretamente na atuação do resto dos seus colegas. Os mandantes, apesar de terem um ilusório domínio no segundo tempo, tinham dificuldades para criar qualquer tipo de jogada. A torcida foi perdendo a paciência. Muitos torcedores voltaram-se contra a equipe, inclusive. O apito final deu a sensação que, mesmo depois da troca de Milton Mendes por Doriva, o Santa Cruz continua o mesmo.

Ficha do jogo

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Léo Moura, Luan Peres, Danny Morais e Tiago Costa (Allan Vieira); Derley (Lelê), Uillian Correia, João Paulo, Pisano e Keno; Grafite (Arthur). Técnico: Doriva.

FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Wellington Silva (Igor Julião), Gum, Henrique e William Matheus; Douglas, Edson (Pierre) e Gustavo Scarpa; Danilinho, Wellington e Henrique Dourado (Samuel). Técnico: Levir Culpi.

Local: Arruda (Recife-PE). Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (Fifa-SP). Assistentes: Tatiane Sacilotti Camargo (Fifa-SP) e Miguel Ribeiro da Costa (SP). Gol: Dourado (29’ do 1T, Fluminense). Cartões amarelos: Igor Julião e Edson (Fluminense).Público: 8.279. Renda: R$ 120.780,00.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 21/8/2016

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Lacraia, o poeta do Santa Cruz


Lacraia, no destaque

LACRAIA, O POETA DO SANTA CRUZ

Leonardo Dantas Silva

Cabeleira negra e farta, pele morena escura, altura acima dos seus companheiros, Teófilo Batista de Carvalho logo se destacou, entre os meninos que em 1914 fundaram na Boa Vista o Santa Cruz, como o mais dotado dos rapazes, dentro e fora dos campos daquela época.
Filho de uma família de classe média do bairro da Boa Vista (seu pai era médico), acompanhou os meninos que se reuniam na calçada da Igreja da Santa Cruz nos primeiros momentos daquele início de século. Por motivos outros, não assinou a ata de fundação do seu clube, não se registrando a sua presença na reunião ocorrida na casa do despachante Adolpho Silva, situada no nº 5 da Rua da Mangueira (hoje, Leão Coroado), esquina com a Rua da Alegria, naquela noite de 3 de fevereiro de 1914.
Atendia pelo simpático apelido de Lacraia, ocupava a posição centromédio, logo se transformando em um dos mais renomados artilheiros e, ao mesmo tempo, em capitão e técnico daquele time de iniciantes, que comparecia aos jogos da campina do Derby envergando as cores preta e branca.
Foi o jogador mais popular de sua época, sendo dele o projeto do escudo do Santa Cruz, inspirado na “âncora branca da esperança”, trazendo as cores encarnado, preto e branco, cujo primeiro exemplar fora confeccionado nos Estados Unidos, por encomenda do livreiro Ramiro Costa, e que se mantém, em sua forma primitiva, até os nossos dias.
Segundo o blog do Santa Cruz, “a idéia do escudo nasceu numa ocasião em que um amigo do pai de Lacraia, o livreiro Ramiro Costa, proprietário da secular livraria, que levava seu nome, perguntou ao centromédio, se ele não estava interessado em mandar confeccionar alguns escudos em metal para o Santa Cruz.
Sentindo que o clube precisava de um distintivo que identificasse seus diretores e simpatizantes, não hesitou em responder favoravelmente. Ele mesmo elaborou o desenho, e a encomenda seguiu para os Estados Unidos, pois naquele tempo, tanto no Rio como em São Paulo não haveria facilidades para fazê-los. Pois, no Recife, nem se fala”.
Quando algum tempo depois, Lacraia foi informado da chegada dos escudos, a notícia estava acompanhada da conta, cinco contos de reis. Apenas para tomar o real como parâmetro, digamos, cinco mil reais. Àquela altura, o presidente era Álvaro Ramos Leal, mais tarde médico, pai do também médico e dirigente do clube em meados do século passado, Nilson Ramos Leal. Álvaro seria também avô do ponta-direita Carlinhos (Ramos Leal), de vitoriosa passagem pelo Santa – ainda defendeu o América e o Sport.
Quando foi cientificado do compromisso que teria que ser saldado com Ramiro Costa, Álvaro deixou seu companheiro assustado ao dizer que o assunto seria levado à apreciação da diretoria. Se esta não aprovasse, nada feito. Lacraia que pagasse do seu bolso, uma vez que o clube nada tinha encomendado.
Sem dinheiro para saldar um débito tão alto, o centromédio ficou apreensivo. Porém, para sua tranqüilidade, os demais diretores acharam lindos os escudos, que podiam ser usados no chapéu – um dos costumes da época – com os menores sendo presos à lapela e à gravata. E o Santa pagou a conta.
Mas o nosso Lacraia, com a sua simpatia peculiar, soube brilhar fora de campo, não só como projetista do escudo do Santa Cruz, que os tricolores daquela época usavam, com orgulho, nos chapéus, broches de gravata e lapela, muitos deles confeccionados em ouro cravejado com brilhantes, mas como autor dos versos que apresentavam os jogadores daqueles idos de 1914 a 1917.
Nas ruas a rapaziada já desfilava cantando, atraindo a presença do público feminino, depois de cada conquista no campo do Derby ou no campo do Tramways (na Avenida Malaquias).

Ai meu Deus, que barulho!
Quantas palmas, que horror!
Torcedoras estão contentes,
A vibrar com o tricolor!

Naqueles primeiros anos Teófilo Batista de Carvalho, o nosso Lacraia, descrevia em versos o perfil de cada um dos jogadores do tricolor:

Minha gente não se iluda
Nosso goal-kepper é Ilo Just
Seu apelido é Bicuda.
Atenção Bicuda! Olho na bola!
Cuidado, o inimigo atola!
E não sabeis por onde entrou.
Teu talismã foi perdido,
O teu dente foi partido,
De uma bola que levou

E seguia descrevendo cada um dos jogadores de então, terminando por ele próprio:

Do ingrato Americano
O lugar está ocupando
O rebolo do Tiano [Martiniano Fernandes]
Ai Tiano, center-ford ardiloso
Japonês perigoso,
O primeiro da posição
És um center de primeira
Faz o goal e quantos queira
Assim tenha ocasião

………………………………………….

Eis aqui o tricolor
Que acabo de descrever
Jogador por jogador
Ai que time,
Todos eles desdentados
Uns gorduchos outros cortados
Na metade da altura
Tem também uma Lacraia
Quem pisar em sua raia
A ferrada está segura

E assim o Santa Cruz, que tivera suas cores alvinegras no primeiro ano, transformando-se depois no tricolor com a inclusão do encarnado, passou a ser “o Clube das Multidões dos nossos dias…”
Confessa Givanildo Alves, em seu livro História do Futebol em Pernambuco (1978), que “o Santa continuou sendo amado por pretos e brancos, ricos e pobres, até os dias de hoje. O moreno quase negro Lacraia abrasileirou o futebol pernambucano, até então praticado somente pela elite recifense misturada aos galegos de olhos azuis das companhias inglesas aqui instaladas. O Santa Cruz pôs um ponto final no anglicismo futebolístico reinante e iniciou o estilo de jogo nacional da ginga de corpo, do banho-de-cuia, da bola de efeito, do gol de letra, do drible e da picardia. Um futebol enfim narcisista como o espírito brasileiro. Era a ruptura do velho e a instalação do novo”.
Fonte: Jornal da Besta Fubana

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A boa estreia de Pisano


A BOA ESTREIA DE PISANO

Yuri de Lira

Matías Pisano só não teve uma estreia perfeita pelo Santa Cruz porque o time coral não conseguiu ganhar. O argentino, que foi acionado pelo técnico interino Adriano Teixeira aos 20 minutos do segundo tempo, acabou sendo o autor do gol de empate em 2 a 2 contra o Vitória, no Barradão, e teve um rendimento convincente. O meia, portanto, dá uma boa impressão ao recém-chegado treinador Doriva, que assistiu a tudo das tribunas do estádio.
O meio-campista tem apenas 1,66 metro de altura. Entre os jogadores do elenco tricolor, é mais alto apenas que Renatinho, com sete centímetros a menos. Ainda assim, fez, de cabeça, o gol em sua estreia. Não que essa seja a sua especialidade. Longe disso. Nem ele próprio imaginava que seria dessa maneira que balançaria as redes adversárias pela primeira vez no Santa Cruz No entanto, feliz com o seu desempenho, tal detalhe pouco importou. “De cabeça não (esperava), mas de todo jeito serve”, falou, aos risos.
A atuação do meio-campista não pode ser restrita ao gol. Mesmo em campo por apenas 27 minutos, Matías Pisano foi capaz de melhorar o rendimento do setor de criação da equipe coral na partida e teve chance até de fazer o seu segundo gol para decretar um triunfo histórico no Barradão (já que o Santa nunca venceu o Vitória em Salvador).
Ele entrou no lugar de Arthur. A depender da atuação do concorrente e da dele, Doriva pode ter atestado que a vaga no time titular é mesmo do argentino. Isso se continuar no esquema 4-2-3-1 que Adriano Teixeira adotou neste jogo. Já se o novo técnico retomar o 4-4-2, Pisano disputaria a posição com João Paulo ou Uillian Correia para atuar como um meia mais centralizado.
Após o jogo no Barradão, o jogador avaliou positivamente a sua participação no duelo com o Rubro-negro. “Gostei (da estreia). Fui bem. Viu-se tudo: a luta da gente e a gente competindo para conseguir os objetivos”, afirmou. “Pude fazer um gol importante para nós e para seguirmos na briga (contra o rebaixamento)”, complementou.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 14/8/2016

Vitória-BA 2 x 2 Santa Cruz


Fotografia de Raul Spinassé

VITÓRIA-BA 2 x 2 SANTA CRUZ

Yuri de Lira
O técnico Doriva vai ter ainda trabalho para corrigir os defeitos do time do Santa Cruz e tornar possível a fuga da zona de rebaixamento da Série A. Mas, das tribunas do Barradão, teve uma boa impressão neste domingo da atuação time coral, comandado pelo interino Adriano Teixeira. O 2 a 2 contra o Vitória mantém a escrita de o Tricolor nunca ter vencido o adversário em Salvador, em contrapartida dá esperança de tempos melhores para o clube na competição. Ainda mais depois da estreia de Pisano, que entrou no segundo tempo, melhorou a equipe e fez o gol de empate.
Antes do jogo, Adriano disse que o seu método de trabalho era diferente ao do ex-técnico coral Milton Mendes e que, consequentemente, faria “algumas mudanças” na escalação. Não se furtou em tirar Danilo Pires, promovendo o retorno do titular Uillian Correia. Derley, porém, continuou na equipe. O auxiliar também devolveu o atacante Arthur ao time ao sacar o volante Jadson. Dessa maneira, o Santa voltou a jogar no 4-3-2-1 após ter sido formado no 4-4-2 nas duas rodadas passadas. A última alteração foi circunstancial: Neris, machucado por um mês na coxa direita, cedeu vaga a Luan Peres.
A mudança tática pouco adiantou. A equipe não jogou na etapa inicial com “alegria” que Adriano disse que gostaria ao ser questionado sobre a estratégia coral para a partida em Salvador. Com o Santa descompactado na marcação, o Vitória não demorou para criar as suas jogadas. Aos cinco minutos, depois de trocar passes na intermediária coral, o Rubro-negro abriu o placar com Diego Renan, ao infiltrar pelo lado esquerdo e chutar sem chances para Tiago Cardoso.
O sistema defensivo pernambucano era falho individualmente. Luan Peres quase “dá” um gol para Kieza ao recuar uma bola de cabeça. Coletivamente, seguiu permitindo o adversário ter mais posse de bola e o controle total do jogo. O Rubro-negro ainda acertaria uma bola no travessão. O setor ofensivo do Santa também não funcionava. Rifar a bola para frente parecia ser a única solução para construir uma jogada.
O gol de empate acabou saindo de um lance mais fortuito que elaborado. Tiago Costa resolveu chutar de longe, a tentativa deu certo e o lateral conseguiu igualar a contagem no Barradão com um golaço. A última vez que o Santa havia buscado um empate, por sinal, foi ainda na segunda rodada do Brasileiro, contra o Fluminense. Poder de reação que se estendeu para a etapa final.

Doriva nos vestiários
Doriva desceu das cabines do estádio e falou com Adriano Teixeira na hora do intervalo para que os erros mostrados fosse corrigidos. Mal deu tempo para os jogadores tricolores colocarem em prática e que foi conversado no vestiários. Já aos dois minutos, o Vitória voltou à vantagem no placar. Foi a vez de Willian Farias fazer um gol tão bonito quanto o de Tiago Costa.
O Santa começou a ser mais agressivo aos 20 do segundo tempo, quando o Matías Pisano estreou ao entrar no lugar de Arthur. O meia argentino logo fez com que a criação do Santa crescesse de produção. Mostrando velocidade e visão de jogo apurada, também foi participativo e chegou mais à frente para ajudar os colegas de ataque. Numa dessas investidas, com seus 1,66 metro, recebeu cruzamento de Wallyson (também acionado do banco de reservas) e fez um gol de cabeça, aos 37. O estrangeiro ainda teve a chance da virada.

Ficha do jogo
VITÓRIA-BA: Fernando Miguel; Diogo Mateus (José Welison), Ramon, Kanu e Diego Renan; Willian Farias, Flávio (Marcelo) e Sherman Cárdenas; Marinho, Kieza e Vander (Dagoberto). Técnico: Vágner Mancini.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Léo Moura, Luan Peres, Danny Morais e Tiago Costa; Derley (Danilo Pires), Uillian Correia, João Paulo (Wallyson), Arthur (Pisano) e Keno; Grafite. Técnico: Adriano Teixeira (interino).

Estádio: Barradão (Salvador-BA). Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (MG). Assistentes: Luiz Antônio Barbosa (MG) e Marconi Helbert Vieira (MG). Gols: Diego Renan (Vitória, 5’ do 1T); Tiago Costa (Santa, 37’ do 1T), Willian Farias (Vitória, 2’ do 2T) e Pisano (Santa, 38’ do 2T). Cartões amarelos: Kieza (Vitória); Luan Peres, Danny Morais (Santa Cruz).Público: 6.797. Renda: R$ 91.803,00.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 14/8/2016

domingo, 14 de agosto de 2016

A hora da virada


Fotografia de Paulo Paiva

A HORA DA VIRADA

Yuri de Lira

Sob às vistas do recém-contratado técnico Doriva, o Santa Cruz dá largada neste domingo no segundo turno da Série A. Às 16h, no Barradão, visita o Vitória. A primeira parte do campeonato é página virada. Embora sem o novo treinador à beira do gramado, o Tricolor tem desde já a obrigação de iniciar uma reação para se livrar do rebaixamento. Nesta última metade da competição, a tarefa é conquistar quase metade dos pontos a serem disputados. E os primeiros deles, mesmo ainda comandado pelo interino Adriano Teixeira, devem ser conquistados em Salvador.
Na era dos pontos corridos, nenhuma equipe caiu para a Série B com 46 pontos. Portanto, dos 57 pontos restantes em disputa neste Brasileirão, o Santa Cruz, segundo as projeções, precisaria abocanhar 28 para não cair de divisão. Se alcançar essa margem, chegará um aproveitamento de 49% nesta última metade do campeonato. Rendimento semelhante ao que Atlético-PR (52,6%) e Ponte Preta (47,4%) tiveram no primeiro turno, em que acabaram em sétimo e oitavo lugar, respectivamente. De quebra, o time coral seria o sétimo clube na história a se livrar da queda depois de terminar o primeiro turno com 18 pontos (atual pontuação coral) ou menos.
Esse tipo de missão não foi fácil para o Santa Cruz nem quando o clube jogava a Série B do Brasileiro no atual sistema de disputa, em vigor desde 2006. Até o ano passado, a pontuação máxima do Tricolor nos segundos turnos da Segundona foi de apenas 25 pontos. Só em 2015, entretanto, que o time coral quebrou esse “gelo” nos pontos corridos, conquistando 39 pontos que se traduziram no acesso à elite.
Hoje, uma reabilitação é igualmente necessária. O novo técnico estará nas tribunas do Barradão já para tentar compreender quais as necessidades da equipe e diagnosticar erros que devem ser corrigidos na sequência da competição. Algumas falhas, caso repetidas, já poderão ser vistas facilmente, a exemplo da instabilidade do sistema defensivo (que deve ser tornar ainda mais vulnerável a partir da ausência de Neris, machucado na coxa direita por um mês) e da inoperância de um setor de criação que tem custado para criar as jogadas para Keno e Grafite.
Pouco tempo depois do acerto da diretoria com Doriva, o interino Adriano Teixeira conversou por telefone com o recém-contratado comandante. Preferiu que o colega tirasse as suas próprias conclusões da equipe e deixou-o à vontade para começar um trabalho e implantar a sua filosofia no elenco. “Disse que ele viesse com a cabeça tranquila e com muita vontade de trabalhar. O treinador que estiver feliz, vai deixar o clima muito bom”, falou Teixeira. Neste domingo, porém, a missão é novamente do auxiliar. Os três pontos, um desejo para que possa repassar o cargo a Doriva com o Santa um pouco mais tranquilo na tabela. “A minha proposta é fazer um bom jogo, se doar dentro de campo e trazer um resultado positivo.”

Time
Para encarar o Vitória, o interino confirmou que vai manter a base da equipe de Milton Mendes. Mas prometeu "algumas mudanças", sem revelar quais, tampouco quantificá-las. Adriano Teixeira disse que tem a sua metodologia de trabalho e, consequentemente, sinalizou que trocas de peças e estratégia podem serão feitas. "A minha forma de trabalhar é diferente da dele, mas não se pode mudar muita coisa", declarou o interino. "Não é momento de invenção", completou. Certo é que é machucado Neris não joga. Luan Peres e Wellington são os cotados para a vaga na zaga. Após melhorar de dores no pé, Uillian Correia pode também retornar à titularidade e devolver Derley à reserva.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 14/8/2016

A chegada de Doriva


Fotografia de Yuri de Lira

A CHEGADA DE DORIVA

Daniel Leal

Ainda com reforços para estrear (como o meia Matías Pisano, recém-regularizado) e prevendo um processo normal para conhecer mais o elenco, o novo técnico do Santa Cruz evitou em falar na necessidade de reforços. Doriva preferiu a cautela. E pediu tempo para trabalhar, detectar possíveis carências e, então, falar em buscar novos atletas para tentar tirar o clube do mau momento na Série A.
"Ainda não falamos (em reforços), mas vamos avaliar se há carências e aí sim comunicar à diretoria o pensamento, uma vez que tiver trabalhando, depois de uma semana, para ter mais noção", afirmou Doriva, no seu desembarque à capital pernambucana, na noite desta sexta-feira.
Técnico do Bahia até julho, Doriva enfrentou o Santa Cruz na semifinal da Copa do Nordeste - foi eliminado pelo Tricolor, que acabou campeão. E demonstrou conhecer bem o elenco que agora terá em mãos.
"Com alguns já trabalhei, outros enfrentei. Mas obviamente não é igual trabalhar o dia a dia... Vamos levar alguns dias para conhecer a maioria. Mas conheço alguns e isso vai ajudar no início. Conheço o Marcinho, Keno, João Paulo, Uillian Corrêa, o Danilo, que estava comigo no Bahia. E alguns dispensam cometários, como Léo Moura e Grafite. São jogadores que têm qualidade e capacidade e com certeza levantando a moral, estimulando, fazendo eles acreditarem que podem render em nível alto, vamos conseguir vitórias", pontuou.
O treinador ainda não estará à frente do time na rodada deste domingo, contra o Vitória, em Salvador. Doriva, porém, afirmou que pretende dar sua colaboração "com conversa". Na segunda-feira, começa a trabalhar para valer com o grupo. O treinador, então, deve fazer a estreia à frente do Tricolor, no dia 21, quando o Santa Cruz receberá o Fluminense, no Arruda, pela 21ª rodada da Série A.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 13/8/2016

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

A saída de Milton Mendes


Fotografia de Ricardo Fernandes / DP

A SAÍDA DE MILTON MENDES

Yuri de Lira

Todos os dirigentes do Santa Cruz estiveram na sala de imprensa na tarde desta terça-feira para comunicar oficialmente o desligamento de Milton Mendes. O treinador e a cúpula coral se derreteram em elogios uns aos outros no dia de despedida. Rebateram o ambiente pesado nos vestiários do Arruda sob o comando do técnico e expuseram que promessas não cumpridas foram fundamentais para o fim da relação com o treinador.
Com a cota de televisão, a principal fonte de renda do clube, retida na Justiça do Trabalho desde o mês passado, a diretoria revelou que não conseguiu atender os anseios de reforços de Milton Mendes como o comandante gostaria. "Não conseguimos cumprir os nossos compromissos com ele porque tivemos que fazer uma readequação financeira" disse o presidente do Santa Cruz, Alírio Moraes. "Coloquei que a gente tinha que adiar projetos. Hoje, chegamos à concordância que seria melhor paralisar o trabalho dele e criar uma outra lógica sobre o futuro do futebol", emendou.
O mandatário assumiu que, sem dinheiro em caixa, problemas estruturais questionados por Mendes (como a reforma do gramado do Arruda e o início da construção do CT) também não puderam ser solucionados. "A retenção da cota de TV limita investimentos. Num momento de sonho no início da gestão, falei que íamos fazer o CT. Mas não conseguimos recursos para sentar com a Comissão Patrimonial para esboçar o projeto", falou. Chegou até a ser mais duro nas palavras. "Estamos na elite do futebol brasileiro, mas não temos estrutura de clube de elite", pontuou.
Problemas à parte, o presidente se rasgou em elogios ao técnico. "Posso assegurar que, na minha experiência de um ano e meio no futebol, ele é o treinador mais qualificado que esteve à frente do Santa. O profissional que eu mais me identifiquei. Aprendi sobre futebol, táticas, jogadores. Sinto-me lisonjeado em ter recebido o professor. Tinha certeza que ele ficaria até dezembro de 2017, no fim do seu contrato e do nosso mandato." 
Mendes, por sua vez, retribuiu as palavras. Não só a Alirio, como também ao restante da direção, toda presente na coletiva no Arruda (estavam os diretores Jomar Rocha, Ataíde Macedo e Hélder Moura, além do vice presdiente Constantino Júnior). "Era mais do que natural que tivéssemos rumos diferentes. Mas os homens que estão aqui são os que mais lutam pelo clube. Três desses profissionais põem dinheiro no clube. Tentaram de tudo. Infelizmente, as coisas não aconteceram", disse.
"Tininho (Constantino) chora pelo clube. É um ser-humano que se dedica e não recebe um tostão. Sem contar Ataíde, um dos caras que mais admiro e tenho amizade. O Jomar.. o Hélder aprendi a respeitar. Conseguiu para a gente um ônibus leito de Fortaleza para não haver desgaste nas viagens. Só tenho a dizer coisas boas deles, nada de ruim. Uma vez disse que só não saí deste clube por causa deles. Aqui fica uma boa relação e isso não é fácil no futebol", complementou o treinador.
Milton, que passou por momentos de excesso de cobranças com o elenco também não esqueceu de lembrar dos atletas. "Só tenho que bater palmas para eles." Mostrou-se ainda otimista com a saída do time da zona do rebaixamento sem ele no comando. "Quero dizer a todos os jogadores e funcionários que, enquanto o coração bate, temos que ter esperança."

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 09/8/2016

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Santa Cruz 1 x 2 São Paulo


SANTA CRUZ 1 x 2 SÃO PAULO

Yuri de Lira

Que o Santa Cruz tenha tirado lições do primeiro turno da Série A, encerrada para os corais na tarde deste domingo com uma derrota por 2 a 1 para o São Paulo, em casa. O Tricolor Pernambucano novamente não fez prevalecer o Arruda. Perdeu a sexta de dez partidas em casa e acumula quatro jogos sem ganhar no campeonato. O resultado não permitiu que os comandados do técnico Milton Mendes deixassem a zona de rebaixamento para iniciar a segunda etapa da competição sem este fardo que carrega agora há três rodadas.
Milton Mendes havia acenado para a manutenção do esquema 4-4-2, mas queria um Santa mais ofensivo que nos dois últimos jogos no esquema. Com a formação mantida, os seus jogadores, no entanto, encontraram dificuldades para terem mais vocação ao ataque. A transição era defeituosa. Os três volantes e João Paulo não conseguiam levar a bola à frente. Os laterais pouco ajudavam nessa tarefa.
Pela frente, o Santa tinha um São Paulo em mau momento e sem o técnico Edgardo Bauza (que foi treinar a seleção argentina), porém com talentos individuais que foram suficientes para atrapalhar os planos táticos do time pernambucano. O Tricolor Paulista, aliás, não se acuava. Acabou sendo superior na etapa inicial. Teve mais posse de bola, mais finalizações e mais passes certos. Explorou no primeiro tempo, sobretudo, espaços deixados na parte direita do campo do time recifense e teve chances de abrir o placar. A melhor oportunidade são-paulina foi justamente por esse lado, quando João Paulo recuou errado e Chávez por pouco não inaugura a contagem.
Não era difícil prever que os mandantes seriam penalizados por causa da sua marcação desajustada. Depois de Jadson perder uma bola no meio-campo, o São Paulo atacou pela mesma direita coral e Cueva cruzou para Chávez fazer 1 a 0, aos 38. A partir daí, a cada momento que tocava na bola, o volante do Santa, que também já não conseguia fazer a cobertura de Léo Moura, era vaiado pela torcida. Protesto que se estendeu ao resto do time no apito para o intervalo.

Segundo tempo

Mendes voltou para o segundo tempo sem Jadson. Trocou-o pelo atacante Arthur. Sob a necessidade de buscar o resultado, devolveu o Santa Cruz a um 4-2-3-1 que varia para o 4-3-3 nos momentos de posse de bola. O time cresceu ofensivamente e Derley teve tudo para empatar já aos dez minutos. Contudo, os “buracos” na direita do campo permaneceram. Num novo mal posicionamento da defesa pernambucana, Cueva serviu Chávez: 2 a 0.
A segunda cartada de Milton Mendes para virar o jogo foi a entrada de Renatinho, que fez a sua estreia numa Série A. Enfrentou seu amigo da época de velhos tempos no Santa, Gilberto, acionado no São Paulo sob vaias (o atacante tinha recebido proposta da diretoria coral para retornar ao Arruda antes de fechar com a equipe paulista).
Num lance pontual, quando já tinha Bruno Moraes em campo para tentar uma reação, o Tricolor Pernambucano conseguiu um pênalti, defendido pelo goleiro Dênis após cobrança de Grafite, aos 36. Um gol que fez muito falta. Keno diminuiu dois minutos depois com um chute colocado e o time cresceu no jogo na busca pelo empate. Faltou tempo e um pouco mais de qualidade, que será imprescindível no segundo turno do Brasileirão.

Ficha do jogo


Santa Cruz: Tiago Cardoso; Léo Moura (Renatinho), Neris, Danny Morais e Tiago Costa; Derley, Danilo Pires (Bruno Moraes), Jadson (Arthur) e João Paulo; Keno e Grafite. Técnico: Milton Mendes.

São Paulo: Denis; Buffarini, Lyanco, Maicon e Mena; João Schmidt, Thiago Mendes (Wesley), Hudson, Kelvin e Cueva (Luiz Araújo); Chávez (Gilberto).Técnico: André Jardine (interino).

Estádio: Arruda (Recife-PE). Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ). Assistentes: Rodrigo Henrique Corrêa (Fifa-RJ) e Thiago Corrêa Farinha (RJ). Gols: Chávez (38’ do 1T e 19’ do 2T, São Paulo); Keno (38’ do 2T, Santa Cruz). Cartões amarelos: Derley (Santa Cruz); João Schmidt, Mena e Luiz Araújo (São Paulo). Público: 12.552. Renda: R$ 205.870,00.

Fonte: Dario de Pernambuco, Recife, 07/8/2016

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Grêmio 0 x 0 Santa Cruz


GRÊMIO 0 x 0 SANTA CRUZ

Yuri de Lira

O Santa Cruz teve uma atuação alentadora após derrotas nas duas últimas rodadas da Série A. Na noite desta quinta-feira, em Porto Alegre, não se intimidou com o Grêmio, enfrentou o adversário de igual para igual e teve chances de sair vitorioso em uma partida equilibrada. Mas o 0 a 0 persistiu no placar até o apito final. A uma rodada do término do primeiro turno do Brasileirão, apesar de ainda incrustado na zona de rebaixamento, o desempenho do Tricolor Pernambucano diante do time gaúcho lhe abre um horizonte mais promissor para sequência do campeonato.
Ao contrário do jogo contra o Atlético-MG, na rodada passada, o esquema 4-4-2 funcionou defensivamente no início da partida. Com um meio-campo mais povoado em relação à antiga formação no 4-2-3-1, o Santa Cruz mostrou consistência na marcação. Conforme pediu o técnico Milton Mendes durante a semana, o time foi menos retraído no ataque. Bem postado, até os primeiros 15 minutos, manteve até maior posse de bola e trocava passes no ataque mais do que o Grêmio. Tinha, no entanto, dificuldades para chutar em gol.
A equipe gaúcha logo achou espaços e começou a envolver o Santa. Muitas brechas eram deixadas na entrada da área e os comandados do técnico Roger Machado resolveram arriscar chutes à longa distância. Sem êxito. Mas um sinal que o combate dos pernambucanos precisavam melhorar. Se baixou a guarda na defesa, a equipe visitante acabou sendo efetiva ofensivamente no fim do primeiro tempo ao encaixar contra-ataques. Grafite e Jadson poderiam ter inaugurado a contagem. Antes, a única finalização recifense havia sido de uma falta cobrada perto da meia-lua por Tiago Costa, ainda aos quatro minutos.
Equipe coral repetiu a formação da última rodada, no 4-4-2, com quatro homens atentos à marcação no meio de campo e fazendo uma partida equilibrada contra o Grêmio.

Segundo tempo
O Grêmio poderia ter feito 1 a 0 já aos oito do segundo tempo, quando Bolaños acertou uma bola na trave do Santa. No rebote, Negueba cabeceou, de peixinho, para fora e com a barra aberta. Milton Mendes mexeu no time. Mudou o esquema. Arthur entrou e devolvia, por vezes, o Santa ao 4-2-3-1. Os corais seguiram taticamente aplicados. A partir daí, foi uma bola na trave para cada lado. Douglas cabeceou na de Tiago Cardoso. De falta, João Paulo acertou o travessão de Marcelo Grohe.
Marcado pelo equilíbrio, o confronto seguiu em aberto até o fim. Keno e Grafite, que estiveram em sintonia durante a partida, tiveram chances claras de fazer o gol da vitória coral. O zagueiro gremista Wallace Reis também teve logo na sequência. Prevaleceu a justiça e o empate, que era o mínimo que o Tricolor Pernambucano buscava na Arena do Grêmio, soou quase como uma vitória.
Ficha do jogo
Grêmio: Marcelo Grohe; Wallace Oliveira, Pedro Geromel, Wallace Reis e Marcelo Oliveira; Jaílson, Maicon, Negueba (Henrique Almeida), Douglas (Lincoln) e Pedro Rocha (Guilherme); Miller Bolaños. Técnico: Roger Machado.

Santa Cruz: Tiago Cardoso; Léo Moura, Neris, Danny Morais e Tiago Costa (Roberto); Derley, Jadson (Arthur), Danilo Pires e João Paulo; Keno e Grafite (Fernando Gabriel). Técnico: Milton Mendes.

Estádio: Arena do Grêmio (Porto Alegre-RS). Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (Fifa-SP). Assistentes: Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (Fifa-SP) e Alex Ang Ribeiro (SP). Cartões amarelos: Geromel (Grêmio); Danilo Pires, Jadson e Roberto (Santa Cruz). Público: 17.883. Renda: R$ 464.475,00.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 04/8/2016

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Contrato encerrado


CONTRATO ENCERRADO

Caio Wallerstein

Ídolo e artilheiro do Santa Cruz na Série A, Grafite já tranquilizou a torcida coral em várias oportunidades e confirmou que vai mesmo ficar no Tricolor até o final de 2017. No entanto, seu antigo contrato com o clube, que ia até 31 de julho, chegou ao fim sem que o novo fosse publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF. Até que isso aconteça, ele fica sem vínculo com clube algum. A diretoria coral, portanto, precisará agilizar a sua regularização até as 19h da próxima quarta-feira para evitar que o camisa 23 perca a partida contra o Grêmio, que acontece na quinta, no Rio Grande do Sul.
No entanto, o vice-presidente do Tricolor, Constantino Júnior, tratou de tranquilizar a torcida quanto à publicação do contrato. "Já foi assinado. Acredito que será publicado até amanhã", sintetizou o dirigente em contato com o Superesportes. Conforme já havia sido noticiado, ele garantiu que o novo vínculo vai até o final do próximo ano.
Para ficar no Tricolor, Grafite abriu mão de diversas propostas de outros clubes do Brasil. Pesou na decisão a vontade de seguir no Recife e o carinho pela torcida e pelo clube coral. O novo contrato pode ser, inclusive, o último do atleta de 37 anos como profissional, já que ele também manifestou desejo de se aposentar no Santa.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 01/8/2016