quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Santa Cruz 2 x 2 Oeste


SANTA CRUZ 2 x 2 OESTE

Paulo Henrique Tavares

Era uma partida para garantir os três pontos. Quem quer passar ileso ao rebaixamento, ao final das 38 rodadas da Série B do Campeonato Brasileiro, não pode desperdiçar uma partida como a de ontem, no estádio do Arruda. Por todo o segundo tempo, os corais tiveram um jogador a mais, em relação ao Oeste. E, mesmo assim, apenas um ponto foi acumulado. Poderia ter sido pior, afinal os adversários paulistas chegaram a ter a vitória nas mãos, nas duas oportunidades em que teve a frente do placar. Com o empate em 2x2, os tricolores chegaram os 30 pontos e permanecem na 18ª colocação.
A necessidade pela vitória, para que a luta contra o rebaixamento permaneça possível, fez o Santa Cruz praticamente alugar o campo de defesa do Oeste, no início do jogo. Os corais terminaram o primeiro tempo com 62% de posse de bola, e 12 chutes em direção ao gol – sendo três na meta do goleiro Rodolfo. A presença ofensiva, no entanto, surtiu pouco efeito. Pior: foram os adversários paulistas que conseguiram abrir o marcador no Arruda. Fato que pesou negativamente até no desempenho tricolor, que entrou em parafuso após a desvantagem no placar.
As melhores oportunidades do Santa Cruz no jogo aconteceram em uma cobrança de falta de Anderson Salles, aos nove minutos, e aos 12, quando a zaga do Oeste falhou e a bola ficou viva na marca do pênalti. Grafite acabou caindo na disputa com Fabrício. Torcida e jogadores pediram pênalti, mas árbitro Elmo Alves Resende entendeu como lance normal. Pouco antes do gol paulista, os tricolores chegaram a balançar as redes. Aos 25 minutos, após cruzamento da direita, Grafite subiu com o braço e acertou a bola. Na sequência, Bueno concluiu para o gol, mas o jogo já estava parado.
Até que em um dos poucos ataques do Oeste no jogo, um pênalti foi marcado. William Cordeiro foi derrubado na área por João Paulo. Com frieza, o artilheiro da Série B, Mazinho, deslocou o goleiro Júlio César e só rolou para as redes. Aos 30 minutos, 1x0.
Logo na volta para o segundo tempo, uma luz apareceu para abrir o caminho do Santa Cruz em busca da vitória. Aos seis minutos, William Cordeiro segurou Bruno Paulo pela camisa e foi advertido com o cartão amarelo. Como já estava pendurado, levou o vermelho na sequência. Não demorou muito para o empate. Após ser derrubado na área, por Joilson, e a arbitragem marcar pênalti, Grafite foi para a cobrança e deu o empate ao Santa Cruz. Com a superioridade numérica, além de um ímpeto aflorado pelo gol conseguido, naturalmente a equipe se mandaria ao ataque. E ela não decepcionou.
O jogo parecia que ia se encaminhar para um ataque contra defesa, diante de tal cenário. Que nada! Aos 16 minutos, Mazinho avançou pela esquerda e, do bico da grande área, bateu firme, de curva, no cantinho esquerdo de Júlio César. Muito mais na base da força, que pela qualidade em campo, os corais conseguiram um empate salvador. Aos 34 minutos, após confusão na área, João Paulo dá de bico, com força, e coloca no cantinho esquerdo de Rodolfo. 2x2 e fim de papo no Arruda.

FICHA DE JOGO

SANTA CRUZ: Julio Cesar; Nininho, Guilherme Mattis, Salles e Yuri; Derley (André Luís), Wellington Cezar, João Paulo e Thiago Primão (Bruno Paulo); Grafite (Halef Pitbull) e Ricardo Bueno. Técnico: Marcelo Martelotte.

OESTE: Rodolfo; Daniel Borges (Guilherme Romão), Joilson, André Vinícius e William Cordeiro; W. Matias (Daniel Gigante), Fabrício, Mazinho; Raphael Luz, Gabriel Vasconcellos e Robert. Técnico: Roberto Cavalo

Local: Estádio do Arruda (Recife/PE). Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO).
Assistentes: Edson Antonio de Sousa e Hugo Savio Xavier Correa (ambos de GO). Gols: Mazinho (aos 30 do 1ºT e aos 16 do 2ºT); Grafite (aos 10 do 2ºT), João Paulo (aos 34 do 2ºT). Cartões amarelos: Thiago Primão, Bruno Paulo (Santa Cruz); William Cordeiro, Daniel Borges (Oeste). Cartão vermelho: William Cordeiro (Oeste). Público e renda: Não divulgados.


Fonte: Folha de PE, Recife, 17/10/2017

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Figueirense 2 x 1 Santa Cruz


FIGUEIRENSE 2 x 1 SANTA CRUZ


Daniel Lima

Mais do mesmo no confronto direto contra a queda. A cada rodada disputada a situação piora. Desta vez, o Santa Cruz foi derrotado pelo Figueirense por 2x1, neste sábado (14), no estádio Orlando Scarpelli, em Santa Catarina, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Com a nova derrota – a terceira seguida –, os tricolores chegaram ao quinto jogo sem vencer e seguem estacionados na 18ª colocação, com 29 pontos, cinco de diferença para o primeiro time fora do Z4. A nove jogos do fim da competição,o próximo compromisso será contra o Oeste/SP, na terça-feira (17), no estádio do Arruda.
Susto para a defesa coral antes do primeiro minuto da partida e milagre de Júlio César, que salvou o time com uma excelente defesa após desvio do atacante Zé Love, livre de marcação na pequena área. No rebote, Jorge Henrique jogou a bola para fora. Pressionados pela vitória, as equipes buscavam o ataque, mas tinham uma postura precavida e cautela na tomada de decisão. Aos 17 minutos, Grafite perdeu uma grande chance. O camisa 23 aproveitou o chutão de Anderson Salles, entrou na área em velocidade e tentou driblar o goleiro Saulo, que cresceu e tirou a bola dos pés do atacante. Força de vontade sobrava dentro de campo. Apesar da disposição, os times encontravam dificuldades para armar jogadas efetivas.
Mesmo sem tanto ímpeto ofensivo, o Figueirense explorava a bola parada do meia Marco Antônio. E tirou proveito aos 28 minutos da etapa inicial. No terceiro escanteio seguido, Zé Love pegou a sobra da disputa de bola dentro de área e só teve o trabalho de fuzilar as redes do camisa 1 tricolor, abrindo o marcador. Em desvantagem, a Cobra Coral sentiu o golpe e sequer esboçou reação. Se a situação estava ruim, piorou aos 37 minutos quando o adversário aumentou. Após erro do Santa no meio de campo, Zé Love roubou a bola, tocou para Jorge Henrique, que cruzou rasteiro e com qualidade para Renan Mota ampliar antes do fim dos primeiros 45 minutos: 2x0.
Insatisfeito com a baixa produtividade do time, o técnico Marcelo Martelotte promoveu uma mudança no intervalo. Acionou Ricardo Bueno no lugar de André Luís. Assim como no primeiro tempo, os catarinenses tomaram a iniciativa e por pouco não chegaram ao terceiro. Aos cinco minutos da etapa complementar, Zé Love deu um toque na bola sem pretensão e acabou acertando o travessão de Julio Cesar. Impaciente, o treinador coral tirou Thiago Primão e apostou em Natan. Apesar de ter uma posse de bola maior, o Santa Cruz não conseguia agredir os donos da casa, que estavam bem postados defensivamente e querendo encaixar um contra-ataque mortal para sacramentar a vitória.
O Figueira travou os pernambucanos, mas a bola parada de Anderson Salles acendeu as esperanças aos 34 minutos. O zagueiro cobrou uma falta direto para a área, a bola passou por todo mundo e foi parar direto nas redes de Saulo. O gol animou os corais, que aparentemente estavam mais inteiros para os dez minutos finais. Com o fim da partida dramático e cheio de tensão, os tricolores partiram para o abafa em busca do empate. Sufocou os alvinegros, mas descontou tarde demais e amargou mais um tropeço fora de casa, acumulando um jejum de mais de quatro meses sem ganhar como visitante.

FICHA DO JOGO


Figueirense: Saulo; Dudu (Dudu Vieira), Leandro Almeida, Henrique Trevisan e João Lucas; Zé Antônio e Pereira; Renan Mota (Joãozinho), Marco Antônio (Patrick) e Jorge Henrique; Zé Love. Técnico: Milton Cruz.

Santa Cruz: Julio Cesar; Nininho, Guilherme Mattis, Anderson Salles e Yuri; Wellington Cézar, Derley e Thiago Primão (Natan); André Luís (Ricardo Bueno), Grafite (Bruno Paulo) e João Paulo. Técnico: Marcelo Martelotte.

Local: Orlando Scarpelli (Santa Catarina/SC). Horário: 16h30. Árbitro: Savio Pereira Sampaio (DF). Assistentes: Luciano Benevides de Sousa e Leila Naiara Moreira da Cruz (ambos do DF). Gols: Zé Love (aos 28min do 1T) e Renan Mota (aos 37min do 1T); Anderson Sales (aos 34min do 2T). Cartões amarelos: Yuri, Wellington Cézar, João Paulo e Derley (Santa Cruz); Jorge Henrique, Leandro Almeida e Zé Antônio (Figueirense). Público e Renda: não divulgado.


Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 14/10/2017

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Dureza pela frente


DUREZA PELA FRENTE

Daniel Lima

Os dez últimos suspiros no Campeonato Brasileiro da Série B. A disputa afunilou e promete ser no limite. Talvez, a briga contra o rebaixamento chegue até a rodada final da competição. Pelo menos é que o se desenha até aqui. Afundado no Z4, o Santa Cruz perdeu a segunda partida seguida – desta vez para o América/MG por 1x0, no Arruda – e ficou mais distante do Luverdense/MT, 16º lugar e primeiro time fora da degola, com cinco pontos a mais em relação a Cobra Coral, que está estacionada na 18ª posição. Dos males, o maior é que a tabela é dura.
Levando em consideração a classificação momentânea, o Santa tem quatro confrontos diretos (Figueirense/SC, Luverdense/MT, Náutico e Paysandu/PA), quatro duelos contra equipes que lutam pelo acesso (Oeste/SP, Vila Nova/GO, Paraná/PR e Juventude/SC) e dois embates diante de times que figuram no meio da tabela (Brasil de Pelotas/RS e Boa Esporte/MG). No entanto, o atual panorama pode mudar com a sequência das rodadas.
Diante de uma pressão gigantesca, Martelotte evita fazer cálculos para escapar da queda à Série C. Seu pensamento é conquistar os resultados jogo a jogo, deixando de lado a matemática. “Sempre tem um número mínimo (de pontos) que garante a permanência, mas entendo que o momento não é de fazer contas. É hora de buscar os resultados e somar pontos. Precisamos vencer nossas partidas”, minimizou.
Restam 30 pontos. São cinco jogos no Arruda e o restante fora de casa. Tomando como base as estatísticas das edições recentes da Segundona, o Tricolor precisaria somar mais 16 pontos (cinco vitórias e um empate) para atingir a média de segurança. Ou seja, um pouco mais da metade da pontuação em disputa. É necessário vencer todas as partidas como mandante e buscar um empate longe do Recife para garantir matematicamente a permanência.
O próximo compromisso dos corais será contra o Figueirense/SC, que ocupa a 17ª posição, com 32 pontos, três a mais em comparação aos pernambucanos. A partida está marcada para o sábado (14), no estádio Orlando Scarpelli, em Santa Catarina, pela 29ª rodada.

Os dez jogos restantes do Santa Cruz na Série B 2017

29ª rodada – Figueirense/SC x Santa Cruz, dia 14 de outubro;
30ª rodada – Santa Cruz x Oeste/SP, dia 17 de outubro;
31ª rodada – Brasil de Pelotas/RS x Santa Cruz, dia 21 de outubro;
32ª rodada – Santa Cruz x Luverdense/MT, dia 28 de outubro;
33ª rodada – Santa Cruz x Náutico, dia 4 de novembro;
34ª rodada – Vila Nova/GO x Santa Cruz, dia 7 de novembro;
35ª rodada – Boa Esporte/MG x Santa Cruz, dia 11 de novembro;
36ª rodada – Santa Cruz x Paraná/PR, dia 14 de novembro;
37ª rodada – Paysandu/PA x Santa Cruz, 18 de novembro;
38ª rodada – Santa Cruz x Juventude/RS, dia 25 de novembro.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 09/10/2017

domingo, 8 de outubro de 2017

Santa Cruz 0 x 1 América MG


Fotografia de Anderson Stevens / Folha de PE 

SANTA CRUZ 0 x 1 AMÉRICA MG

Daniel Lima

Novo tropeço e situação desesperadora. O Santa Cruz voltou a perder no Campeonato Brasileiro da Série B e completou quatro jogos sem vencer (duas derrotas seguidas e dois empates). Desta vez foi derrotado para o América/MG, que venceu por 1x0, neste sábado (7), no estádio do Arruda, e retomou o posto de vice-líder. Com o revés sofrido, a Cobra Coral segue na 18ª colocação, com 29 pontos, mas a cinco de distância para o Luverdense/MT, primeiro time fora de zona de rebaixamento. O próximo compromisso será um confronto direto contra o Figueirense/SC (17º lugar), no dia 14 de outubro, no estádio Orlando Scarpelli, em Santa Catarina.
Velocidade e pressão coral nos primeiros dez minutos. Sufocou os mineiros com duas boas chegadas, a primeira delas com João Paulo, que aproveitou um passe primoroso de Grafite e finalizou bem com a perna esquerda, mas parou na defesa do goleiro João Ricardo. Em seguida, Yuri jogou a bola na área e Grafite deu uma cabeçada de centroavante por cima do gol. As ações foram equilibradas pelos visitantes. Reagiram e chegaram ao ataque duas vezes: Luan chutou de longe e mandou para fora e logo depois, em novo contra-ataque, Luan recebeu um cruzamento de Noberto e cabeceou a bola nas mãos de Julio César, bem posicionado no meio do gol.
Com dificuldades para atacar, o Santa era neutralizado pela marcação adversária, porém conseguia ser mais veloz, diferentemente dos mineiros, que apostaram nos contragolpes e adotaram uma postura mais cautelosa. Para vencer a impaciência e a cobrança da torcida, o meio de campo coral tentava acelerar o jogo, mas errava no último passe. As equipes desceram para o intervalo com o placar de 0x0.
O América/MG começou a etapa complementar assustando. Logo no primeiro minuto, a zaga coral se atrapalhou e a bola sobrou para Bill. O atacante bateu rasteiro e Júlio César apareceu bem para evitar o que seria o gol. A equipe comandada por Enderson Moreira tomou a iniciativa, no entanto não conseguiu manter o ritmo mais acelerado. Sem ímpeto ofensivo, Martelotte promoveu duas mudanças: os atacantes Bruno Paulo e Ricardo Bueno entram nas vagas de André Luís e Grafite, respectivamente.
As alterações fizeram o Santa Cruz melhorar no confronto. Tanto é que aos 25 minutos Thiago Primão cobrou uma falta e Anderson Salles cabeceou para as redes, mas o gol foi invalidado de forma equivocada. Sete minutos depois, um duro golpe no Arruda. Matheusinho tabelou com Renan Oliveira e acertou um lindo chute de fora da área, sem chances para o goleiro Júlio César.
Os corais sentiram o gol, assim como a torcida, e não conseguiram sequer esboçar uma reação para pelo menos empatar a partida. Sem sofrer perigos e bem postado defensivamente, o Coelho administrou o resultado e saiu com a vitória pelo placar de 1x0.
FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Júlio César; Nininho, Guilherme Mattis, Anderson Salles e Yuri; Wellington Cézar (Natan), Derley e Thiago Primão; André Luís (Bruno Paulo) Grafite (Ricardo Bueno) e João Paulo. Técnico: Marcelo Martelotte.

AMÉRICA MG: João Ricardo; Noberto (Ceará), Messias, Rafael Lima e Pará, Juninho, Ernandes, Ruy (Renan Oliveira) Matheusinho (Zé Ricardo); Bill e Luan. Técnico: Enderson Moreira.

Local: Estádio do Arruda, no Recife. Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP). Assistentes: Alberto Poletto Masseira e Evandro de Melo Lima (ambos de SP). Gol: Matheusinho (aos 32min 2T). Cartões amarelos: Derley (Santa Cruz); Noberto, Matheusinho e Pará (América/MG). Público: 9.803. Renda: R$ 54.775,00.

Fonte: Folha de PE, Recife, 07/10/2017

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

"O Santa Cruz não vai cair!"


"O SANTA CRUZ NÃO VAI CAIR!"

Daniel Leal

Indo para a segunda partida consecutiva como titular, o lateral-esquerdo Yuri está encarnando para valer o espírito tricolor que almeja evitar mais uma queda à Série C. Ocupando a 18ª posição, o Tricolor terá pela frente, no próximo sábado, no Arruda, um importante confronto contra o América-MG - equipe que está no G4, mas vem de duas derrotas consecutivas e almeja a recuperação fora de casa. Ciente do contorno de decisão que tem a partida, Yuri espera um jogo aberto e, confiante, garantiu que ao fim da Série B o Santa Cruz estará salvo.
“Contra o América-MG, pela forma como eles estão no campeonato, o jogo vai ser bom. Vai ficar legal porque a pressão não vem só para a gente. Vai ser um jogo totalmente aberto com as duas equipes querendo vencer. O professor falou hoje, a pressão não é só para a gente. A gente ia entrar como se fosse uma final, mas agora é final para os dois. Vai ser um jogo bom de jogar, afirmou o lateral-esquerdo coral.
Até o final do Brasileiro, o Santa Cruz terá seis jogos como mandante. Vencer todas as partias em casa, então, seria garantir o “fico” na Série B por mais uma temporada. “Se a gente vencer os seis que temos em casa, a gente escapa dessa situação. A gente também está buscando fora, estamos conseguindo empate aqui e ali. Esses seis entrar para vencer todos e fora jogar como está jogando para tentar conseguir a vitória também”, pontuou Yuri.
De acordo com o lateral-esquerdo, o elenco tricolor está focado para tirar o time da zona de rebaixamento. Em conversas nos vestiários, ele afirmou que não há entre os jogadores o pensamento negativo. “O grupo é bom, temos total confiança que vamos sair dessa situação. No vestiário, não passa pela nossa cabeça que o Santa Cruz vai cair e temos certeza que o Santa Cruz vai sair dessa situação”, disse.
 
Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 04/10/2017

Entre e sai

Fotografia de Arthur Mota / Folha de PE




ENTRA E SAI

Daniel Lima

A disputa é acirrada no Campeonato Brasileiro da Série B. A briga contra o rebaixamento promete ser dura até a última rodada. A tabela embolada prova que a luta é árdua. A distância do Santa Cruz, 18º colocado, com 29 pontos, para o Guarani, que figura na 12ª posição, é de apenas cinco pontos. A classificação apertada traz otimismo para a Cobra Coral, que não vence há três jogos e está na degola.
“Está tudo muito embolado na Série B. Estamos preparados para sair dessa situação. E agora vamos enfrentar o América/MG e precisamos voltar a vencer”, declarou o meia João Paulo. Só dois pontos separam o Santa do Goiás, primeiro time fora do Z4, com 31 pontos, mesma pontuação do Luverdense/MT, 17º lugar.
O returno dos corais na Série B é marcado por idas e vindas. São quatro rodadas fora (20ª, 24ª, 25ª e 26ª) e a outra metade dentro da zona de rebaixamento (21ª, 22ª, 23ª e 27ª). Faltam apenas 11 jogos para o término da competição, sendo seis deles no Arruda.
Levando em consideração as dez últimas edições do Brasileirão, 45 é a pontuação para se livrar matematicamente da queda. Hoje, o Santa Cruz tem 29 pontos e figura na 18ª colocação. Precisaria vencer cinco jogos e empatar um para atingir a margem de segurança. Se ganhar todas em casa, garante automaticamente a permanência.

Posições do Santa Cruz no returno da Série B:  
20ª rodada, 16º colocado (fora do Z4);
21ª rodada, 17º colocado (no Z4);
22ª rodada, 18º colocado (no Z4);
23ª rodada, 18º colocado (no Z4);
24ª rodada, 15º colocado (fora do Z4);
25ª rodada, 16º colocado (fora do Z4);
26ª rodada, 16º colocado (fora do Z4).

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 04/10/2017

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Vencer para ficar





É preciso reinventar a mística do Time de Guerreiros!


VENCER PARA FICAR

Alexandre Barbosa

A ida do Santa Cruz para a zona de rebaixamento naturalmente causa preocupação. O clube, porém, não está em desespero. A saída do Z4 segue ao alcance. No próximo sábado, o Tricolor enfrenta o América-MG, em jogo chave para o seu futuro. Vai atuar no Arruda e tem no seu estádio uma arma que pode ser decisiva para a permanência na Série B. Até o fim do campeonato, os corais terão mais jogos em casa do que fora. Dos 11 confrontos finais, seis serão com o mando de campo. Teoricamente, se vencer todos eles, o time ficará livre da queda para a Série C. 
Se o início do campeonato foi marcado pela briga pelo G4, com o passar da competição a briga do Santa Cruz mudou. Hoje, a realidade coral é a luta contra o rebaixamento. E é nisso que os tricolores se concentram nesse momento. Sabem da importância que o Arruda tem. Contam com o apoio da torcida para vencer o América-MG e dar início a uma arrancada de recuperação. “São 11 rodadas, 11 decisões, principalmente os jogos em casa. É matar ou morrer. Ainda dependemos de nós, temos confrontos diretos e temos que fazer o dever de casa. O próximo jogo vai ser fundamental, um divisor de águas”, alertou o zagueiro Guilherme Mattis.
O Santa Cruz tem uma campanha apenas regular em casa nesta Série B. O início de campeonato foi muito bom. Até a 16ª rodada, o Tricolor tinha quatro vitórias, três empates e somente uma derrota em oito jogos realizados no Arruda. Depois disso, se complicou. Sofreu três derrotas seguidas, para Paysandu, Criciúma e CRB até se recuperar com o triunfo por 3 a 0 sobre o Goiás. No último confronto em casa, empate em 0 a 0 num embate franco com o Ceará. 
Se vencer os seis jogos restantes que terá em casa nesta Série B, o Santa Cruz estará livre do rebaixamento, mesmo que não conquiste nenhum ponto fora. Atualmente com 29 pontos, o Tricolor chegaria aos 47, o que, segundo o site especializado em projeções futebolísticas Chance de Gol, indica 99,9% de chance de permanência na divisão. A importância das partidas em casa é reconhecida pelos jogadores. “Jogando em casa, com a torcida a favor, temos que transferir o nervosismo para o adversário. Tem que pressionar o tempo todo. Estamos num momento decisivo do campeonato e não podemos bobear. A margem de erro é zero”, afirmou Guilherme Mattis.

A sequência do Santa Cruz no Arruda
América-MG (07/10)
Oeste (16/10)
Luverdense (23/10)
Náutico (02/11)
Paraná (13/11)
Juventude (24/11)
 
Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 03/10/2017
 

Hora de apelar à paixão da torcida para evitar nova queda


HORA DE APELAR À PAIXÃO DA TORCIDA PARA EVITAR NOVA QUEDA

Daniel Lima

Uma nação é muito maior do que qualquer diretoria. O apoio do torcedor é valioso e fundamental no futebol. E o que resta para a torcida do Santa Cruz é abraçar os jogadores e apoiar o time para tentar escapar da queda à Série C. Diante de tantos erros de gestão, os tricolores podem salvar a temporada do clube, que está na zona de rebaixamento do Brasileiro após acumular três fracassos no ano: eliminações nas semifinais da Copa do Nordeste e no Campeonato Pernambucano e nas oitavas de final da Copa do Brasil.
Depois de manchar o primeiro semestre, o objetivo era conquistar o acesso à elite nacional, mas a briga é totalmente contrária da qual se imaginava. Um novo descenso, um ano depois de ter caído para a Segunda Divisão é iminente, porém ainda há tempo para evitar outro desastre em 2017.
O comparecimento maciço da torcida pode ajudar a Cobra Coral a fugir da degola. Para encher o estádio do Arruda na reta final da Série B, a diretoria estuda fazer uma promoção de ingressos. Nos últimos jogos, por exemplo, entradas custando um preço único - R$ 10 - foram colocadas à disposição.
A prova de amor e de inteligência da torcida do São Paulo no Campeonato Brasileiro da Série A serve de modelo para o Santa, que tem torcedores apaixonados e que costumam incentivar nos momentos mais complicados. No entanto, os corais devem em presença de público na temporada. A média na Série B é apenas 7.703 torcedores por partida. No total, 100.139 pessoas se fizeram presentes nos 13 jogos como mandante, sendo oito no Arruda e cinco na Arena de Pernambuco.

Gestão

De volta ao Z4, o Tricolor segue sufocado e pressionado. Nesta temporada, o clube continua pagando caro pelas escolhas equivocadas. Falhas na montagem do elenco, trocas constantes no comando, salários atrasados e crise financeira, além de outros problemas internos, refletem diretamente no desempenho da equipe. Se dentro de campo a situação é delicada, fora dele é ainda mais conturbada. Com tantas dificuldades, a diretoria tenta administrar o extracampo para evitar novos transtornos.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 03/10/2017

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Mesmo com derrota, Martelotte elogia postura do time





Fotografia de Anderson Stevens / Folha de PE


MESMO COM DERROTA, MARTELOTTE ELOGIA POSTURA DO TIME

William Tavares

Com um discurso tranquilo, o técnico Marcelo Martelotte deu a sensação de que, nas contas do Santa Cruz, uma derrota para o Internacional era algo esperado por conta da qualidade técnica do adversário. Mesmo com o tropeço por 2x0 e o retorno à zona de rebaixamento da Série B, o treinador preferiu destacar o empenho dos atletas.
"Essa é uma derrota mais fácil de digerir. Inter tem um campeonato à parte com relação a todos os outros adversários. Os outros 19 times também terão a dificuldade que tivemos aqui. O resultado entristece porque tivemos uma atuação correta, mas saímos aqui entendendo que podemos voltar a vencer e somar pontos para sair dessa situação", afirmou o treinador.
Ainda segundo Martelotte, a equipe pode levar lições importantes do jogo para seu próximo desafio na Série B, sábado (7), no Orlando Scarpelli, contra o Figueirense."Gostei da postura da equipe. A gente teve personalidade para jogar, com tranquilidade na saída de bola e construindo o jogo. Tem aspectos positivos que podemos levar para a sequência do Campeonato. Achamos uma formação que conseguiu equilibrar uma partida difícil. Demos um sinal de que, com essa postura, podemos conseguir bons resultados.


Fonte: Folha de PE, Recife, 01/10/2017

domingo, 1 de outubro de 2017

Internacional RS 2 x 0 Santa Cruz


INTERNACIONAL 2 x 0 SANTA CRUZ

Mário Fontes

Mais uma derrota na conta do Santa Cruz. O time coral perdeu para o Internacional por 2x0 na tarde deste sábado (30), pela 27ª rodada da Série B. Quem brilhou foi o argentino D’Alessandro, que marcou dois e deixou os tricolores na zona de rebaixamento, com 29 pontos.
Em uma partida equilibrada, um pênalti na primeira etapa e um gol em momento de crescimento coral na segunda frearam qualquer esperança do Santa.
O Internacional exerceu seu poder de mandante e pressionou nos minutos iniciais. Um dos mais ativos no ataque era o centroavante Leandro Damião, que incomodava a dupla de zaga estreante no Santa. .
Aos 9 minutos, o time gaúcho teve um pênalti marcado a seu favor. William Pottker recebeu bola na área, cortou o estreante Guilherme Mattis, que acabou tocando com a mão na bola após escorregar. D’Alessandro foi para a cobrança e fez, abrindo o marcador no Beira-Rio.
Após o tento colorado, o jogo ficou morno. Os goleiros não foram tão exigidos, e o Santa Cruz tentava administrar a maior posse de bola. A melhor chance tricolor na primeira etapa veio apenas com André Luís, com chute de fora da área que passou ao lado do gol de Danilo Fernandes, aos 33 minutos. Com isso, a primeira etapa terminou em 1x0 para o Inter.
A segunda etapa começou novamente morna, mas o Inter tentava definir as coisas. O Santa não demonstrava a reação do primeiro período, e não engatava boas jogadas no ataque.
Os donos da casa tentavam chegar, enquanto o goleiro Julio Cesar evitava que o placar fosse ampliado. A insistência valeu a pena. Aos 26 minutos, quando o Santa crescia na partida, D’Alessandro recebeu passe de Camilo, cortou Anderson Salles e bateu de pé direito para o gol, sem chances para Julio Cesar.
A partir daí, o Colorado administrou a vantagem, que também o consolidava na liderança da Série B. Ao apito final, 2x0 e festa do time da casa no Beira-Rio.
O próximo compromisso do Inter será no dia 3 de outubro, fora de casa contra o Paraná, pela 28ª rodada. Enquanto isso, o Santa Cruz recebe, no sábado (07), o América-MG.

Ficha do Jogo
IINTERNACIONAL: Danilo Fernandes; Alemão, Ernando, Víctor Cuesta e Carlinhos (Iago); Rodrigo Dourado, Edenílson e D'Alessandro (Felipe Gutiérrez); William Pottker, Leandro Damião e Eduardo Sasha (Camilo). Técnico: Guto Ferreira.

SANTA CRUZ: Julio Cesar; Nininho, Guilherme Mattis, Anderson Salles e Yuri; Wellington Cézar, João Paulo e Thiago Primão; André Luís, Grafite (Natan) e Bruno Paulo (Ricardo Bueno). Técnico: Marcelo Martelotte.

Local: Beira-Rio, em Porto Alegre/RS. Horário: 16h30. Árbitro: Alisson Sidnei Furtado (TO). Assistentes: Fabio Pereira e Cipriano da Silva Souza (ambos de TO). Cartões amarelos: Alemão, Carlinhos, William Pottker, Victor Cuesta (Internacional) / Guilherme Mattis (Santa Cruz). Gols: D’Alessandro (Internacional, 10’ e 26’ST). Público e renda não divulgados.

Fonte: Folha de PE, Recife, 30/9/2017

sábado, 30 de setembro de 2017

Treino e visita


TREINO E VISITA

Daniel Lima

Os jogadores do Santa Cruz finalizaram os preparativos para a partida contra o Internacional. Na manhã desta sexta-feira (29), às vésperas do jogo, o técnico Marcelo Martelotte comandou um treino leve e observou o recreativo no campo do CT do Grêmio. A escalação segue indefinida e guardada a sete chaves. A tendência é que o time titular só seja revelado momentos antes de a bola rolar.
Durante o último treino antes do duelo, o lateral direito Léo Moura, que jogou no Santa no ano passado, e outros atletas do Grêmio, além de membros da comissão, apareceram no CT e conversaram descontraidamente com a delegação coral. O encontro foi justamente para dar força e desejar boa sorte aos tricolores, que enfrentam o líder da Série B neste sábado (30), às 16h30, no estádio Beira-Rio, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.
Apesar do mistério sobre a formação, a tendência é que Martelotte mantenha a base do time que atuou nos últimos jogos. Sendo assim, o Santa Cruz deve entrar em campo com Julio César; Nininho, Anderson Salles, Sandro e Tiago Costa; Wellington Cézar, João Ananias e Thiago Primão; André Luís, Grafite e João Paulo.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 29/9/2017

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Titular absoluto, Julio Cesar é exaltado no Santa Cruz


Fotografia de Rodrigo Baltar
 
TITULAR ABSOLUTO, JULIO CESAR É EXALTADO NO SANTA CRUZ
 
Daniel Lima
 
Criticado por parte da torcida nas redes sociais, Julio Cesar foi o destaque do Santa Cruz no empate sem gols com o Ceará, no estádio do Arruda. O goleiro salvou o time com duas grandes defesas e evitou o que poderia ser uma derrota dentro de casa. Sempre sereno, ele é um dos líderes do elenco coral, mas acabou perdendo a braçadeira de capitão para o atacante Grafite.
O técnico Marcelo Martelotte elogiou a performance do camisa 1 após a partida. “Julio (Cesar) teve uma ótima atuação. Foi muito feliz no fim do jogo, quando defendeu uma bola em um lance cara a cara com o jogador. Fico satisfeito pelo crescimento dele, principalmente numa posição ingrata como a de goleiro”, comentou.
Titular absoluto e contratado este ano, Júlio César jogou 47 partidas pelo Santa na temporada. Seu substituto imediato é o jovem Jacsson, que foi emprestado pelo Internacional e teve poucas chances desde que chegou. Apesar da titularidade, o goleiro tem sofrido há um bom tempo queixas dos torcedores. 

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 27/9/2017

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Santa Cruz 0 x 0 Ceará


SANTA CRUZ 0 x 0 CEARÁ

O Santa Cruz chegou a quatro jogos consecutivos sem perder. No entanto, não foi da melhor maneira que o time alcançou essa sequência. O Tricolor não saiu de um 0x0 com o Ceará, nesta noite, no Arruda, pela 26ª rodada da Série B, em jogo marcado pela pontaria risível dos atletas em campo. O resultado deixou a Cobra Coral ainda em situação de risco, na 16ª posição, com 29 pontos. A equipe volta a campo no próximo sábado (30), em um duelo duríssimo: vai encarar o Internacional, líder da competição, no Beira-Rio, em Porto Alegre.
Embora o placar tenha sido nulo, não se pode dizer que faltou emoção na partida. Tanto Santa Cruz quanto Ceará entraram em campo com postura ofensiva, buscando a vitória e deixando espaços para contragolpes. O problema foi o festival de gols perdidos. Logo aos dois minutos de jogo, Thiago Primão perdeu duas grandes chances de abrir o marcador. O Vozão respondia sempre com perigo. Em um lance, Lima deu grande arrancada, entrou na área e finalizou para fora. Enquanto isso, nas arquibancadas, torcedores visitantes entravam em confronto com a polícia.
Os problemas externos não interferiram na dinâmica do confronto. As equipes continuaram atacando a todo o momento, mas esbarravam na própria incompetência na hora de finalizar. O segundo tempo foi quase um espelho do primeiro. A diferença é que mais chances de gol foram criadas. Com três minutos de bola rolando, Lima chegou perto novamente, mas Júlio César salvou o Tricolor. Depois se iniciou uma pressão alvinegra no confronto. Lima chutou, Júlio César deu rebote e Romário mandou para fora, perdendo outra grande oportunidade.
Lima, de novo ele, por pouco não marcou. O meia bateu de fora da área, a bola explodiu na trave, bateu nas costas de Júlio César e saiu. O Santa retrucou em contra-ataque, com Bruno Paulo. Éverson salvou. O jogo voltou a ficar emocionante nos minutos finais. Richardson aproveitou falha de Tiago Costa e levou perigo. Após recuperar a bola, foi a vez de os corais perderem chance incrível, graças a Bruno Paulo. O mesmo Bruno Paulo teve outra boa bola, mas parou em Éverson. No último lance, Arthur partiu livre em direção ao gol e Júlio César evitou o pior.

Ficha técnica:

SANTA CRUZ: Júlio César; Nininho, Sandro, Anderson Salles,e Tiago Costa; Wellington Cézar, Derley e Thiago Primão (William Barbio); André Luís (Bruno Paulo), Grafite (Ricardo Bueno) e João Paulo. Técnico: Marcelo Martelotte.

CEARÁ: Éverson; Tiago Cametá (Pio), Rafael Pereira, Luiz Otávio e Romário; Richardson, Pedro Ken, Ricardinho (Felipe Menezes), Lima e Leandro Carvalho; Elton (Arthur). Técnico: Marcelo Chamusca.

Local: Estádio do Arruda, no Recife. Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro (RJ). Assistentes: João Luiz Coelho de Albuquerque e Carlos Henrique de Lima Filho (ambos do RJ). Cartões amarelos: Tiago Cametá, Pio, Elton (C); Derley (SC). Público: 9.317. Renda: R$ 58.330,00.


Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 26/9/2017

Mirobaldo no Santa Cruz


MIROBALDO NO SANTA CRUZ

Paulo Moraes

Tará, Lacraia, Luciano, Veloso, Ramon, Aldemar, Lauro, Nunes, Detinho, Gilberto, Aníbal, Fernando Santana, Gena, Pedrinho Nepomuceno, Givanildo, Rudimar, Zequinha, Lanzoninho, Zé do Carmo, Zito, Mazinho, exemplos de ídolos entre tantos outros do Santa Cruz aclamados depois de defesas, de marcações, de gols. Mas pelo que sei, nenhum deles, antes de vestir a amada camisa tricolor. Agora, teve um que foi ídolo antes de pisar no gramado sagrado do Estádio do Arruda. Ele, Mirobaldo, como relato agora numa coluna recuperada da Revista Clássico.Com., publicada em 2012. Por favor, leia, ficarei feliz:
"Uma simples brincadeira na redação virou manchete no Jornal do Commercio para anunciar a contratação do atacante sergipano Mirobaldo. Foi no ano de 1969, quando o tricolor, depois de nove anos sem pegar na taça de campeão, conquistou o título estadual e iniciou a caminhada do Penta. Não lembro bem quem foi o autor da frase, sei que a manchete ganhou às ruas no boca a boca dos torcedores. Em qualquer bar, esquina, no Recife inteiro, nos dias quem antecederam a chegada do jogador não se falava em outra coisa: Mirobaldo vem aí.
No desembarque de Mirobaldo, no Aeroporto dos Guararapes, uma multidão foi recepcionar o novo atacante do Santa. Ele chegava bem recomendado pela história de dois jogadores que passaram pelo Arruda antes. O atacante Nílson e o meia Debinha, que se não foram brilhantes, não decepcionaram.
Miró, como passou a ser chamado pelos tricolores, veio com fama pelo chute forte, pelas cabeçadas, pelos gols que emocionaram os sergipanos. No primeiro ano que vestiu a camisa coral, ele, se não foi titular em todos os jogos, participou de muitos deles. Fez 13 jogos e marcou nove gols, mas bem menos que o artilheiro do campeonato, o eterno ídolo do Santa, Fernando Santana, que balançou a rede 23 vezes.
Mirobaldo foi ídolo antes mesmo de pisar no gramado do Arruda, fato raro no futebol, mas n ano seguinte, foi perdendo espaço no ataque tricolor, por uma das novas revelações do time, Ramon, outro inesquecível ídolo da massa coral. Só entrou de frente na equipe por três vezes, substituído numa delas. Ganhou chances no decorrer de outros três jogos. Daí em diante, já não se gritava mais com força o nome do atacante que ainda disputou alguns minutos de um jogo do campeonato de 1971, na vitória sobre o Ferroviário , por dois a zero, quando ocupou o lugar de Ramon., Depois seguiu carreira no futebol de Portugal. Lá defendeu quatro clubes: Farense, Vitória de Setúbal, Portimonense e Olhanense. Marcou perto de 100 gols por lá
Mirobaldo perdeu a condição de ídolo, mas quem acompanhou futebol nos anos sessenta, não há de esquecer a criatividade e o golpe de sorte do Jornal do Commercio ao anunciar que "Mirobaldo vem Aí", frase inesquecível pra divulgar um reforço de fama para o nosso Estado. Como repórter do JC e da Radio Jornal, convivi com Mirobaldo Bastos Correia. Era boa , era boa praça, eu gostava dele. Casou-se com uma portuguesa e se tornou em cidadão luso.
Saudade, saudade do personagem Mirobaldo que agitou por pelo menos uma semana, a fanática torcida tricolor. Saudade também , claro, claro,da manchete "Mirobaldo vem Aí".
abraços....

Fonte: Globo Esporte

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Londrina 1 x 1 Santa Cruz


LONDRINA 1 x 1 SANTA CRUZ

Mário Fontes

Já fora do Z4, o Santa Cruz tinha um foco bem definido: se afastar de vez dele. A missão quase foi cumprida. O time tricolor ficou no empate por 1x1 sobre o Londrina fora de casa, na noite desta sexta-feira, pode voltar à zona da degola ainda esta rodada.
A partida começou aberta, com o time da casa tendo mais posse de bola. O Santa, por sua vez, buscava o contra-ataque, principalmente do lado esquerdo, com Bruno Paulo.
Os goleiros praticamente não trabalharam até os 35 minutos, quando veio o primeiro grande momento tricolor no jogo. Thiago Primão driblou dois em contra-ataque e arriscou de fora da área, obrigando o goleiro Cesar a praticar grande defesa.
O armador do Santa era o melhor da equipe em campo. Com bons passes, tentava achar os pontas ou até Grafite, em um momento de descuido da defesa. Entretanto, os esforços pernambucanos não foram suficientes para mexer no marcador. O primeiro tempo terminou sem gols no Estádio do Café. Com o time coral demonstrando um bom futebol, a expectativa era de um resultado positivo no Paraná.
Na segunda etapa, a equipe da casa tentou ir para cima, fazendo duas alterações ofensivas. Com maior posse de bola, o Tubarão era também pouco eficiente no ataque. Melhor para os visitantes, que ainda tentavam um gol no contra-golpe. Aos 11, uma boa chance para os corais. Primão, o melhor do Santa no jogo, fez boa jogada e deixou Grafite na cara do gol. O artilheiro do Arruda errou o tempo de bola e não conseguiu abrir o placar. 

Oito minutos depois, em outra falha da zaga do Londrina, o Santa Cruz aproveitou a chance marcou. Nininho tocou na frente, Quaresma cortou errado e Wellington Cezar, na entrada da área, chutou rasteiro no canto esquerdo do goleiro Cesar, sem chances. Foi o primeiro da carreira do volante com a camisa do clube coral.
A resposta dos donos da casa veio na bola parada. Após cobrança de escanteio que passou por toda a zaga do Santa, a bola bateu em Ricardinho, empatando o jogo. Com a entrada de Natan e de Barbio, o ataque ganhou gás e pressionou o Londrina.
Entretanto, os esforços do Tricolor e do Tubarão foram em vão, e a partida terminou em 1x1. Resultado nada bom para as duas equipes.
Na próxima rodada, o Santa Cruz receberá o Ceará, na terça-feira (26) no Estádio do Arruda. Já o Londrina viaja até São Paulo para encarar o Oeste, no mesmo dia, na Arena Barueri.

FICHA DE JOGO

LONDRINA: Cesar; Reginaldo, Dirceu, Edson Silva e Quaresma (Ayrton); Germano, Jardel, Safira e Celsinho (Ricardinho); Artur e Carlos Henrique (Wilian Henrique). Técnico: Claudio Tencati.

SANTA CRUZ: Júlio César; Nininho, Anderson Salles, Sandro e Tiago Costa; Wellington Cézar, João Ananias e Thiago Primão (Natan); André Luís (William Barbio), Grafite (Ricardo Bueno) e Bruno Paulo. Técnico: Marcelo Martelotte.

Local: Estádio do Café, em Londrina/PR. Horário: 21h30. Árbitro: Thiago Duarte Peixoto (SP). Assistentes: Herman Brumel Vani e Vitor Carmona Metestaine (ambos de SP). Cartões amarelos: Germano, Ricardinho (Londrina). Cartões vermelhos: Gols: Wellington Cezar (Santa Cruz, 19’ST), Ricardinho (29’ST).


Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 22/9/2017