sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Mazinho: "O Deus de Ébano"


Dario e Mazinho marcaram época no futebol pernambucano
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MAZINHO: "O DEUS DE ÉBANO"

Kauê Diniz

Ele jogou no Santos de Pelé e Clodoaldo, antes de vir para o Santa Cruz, onde ganhou o apelido de "O Deus de Ébano". Para alguns torcedores, sobretudo do Santa Cruz, Mazinho está no hall dos melhores jogadores que já passaram pelo futebol pernambucano. Atacante de extrema habilidade, o ex-jogador fez parte daquele time da década de 70, apelidado de o "Terror do Nordeste". Longe dos holofotes, Mazinho, atualmente, vive em Araraquara/SP, onde é vizinho do ex-ponta-esquerda coral Pio, e espera um convite para dar continuidade à carreira de técnico de futebol.
Em seu primeiro ano no Arruda, Mazinho já contribuiu para levar o clube a melhor campanha da sua história no Brasileiro, quando o Santa terminou na quarta posição. Marcou sete gols, três deles em cima do Náutico. Outros deram a vitória ao Tricolor, como no 1x0 contra o Cruzeiro e o Corinthians. O "Deus de Ébano" só ficou atrás de Ramón e Fumanchu (ambos com oito), na artilharia coral daquele Nacional. "Foi a melhor época da história do Santa Cruz. Lembro de quase todos os jogos daquela época", conta o ex-atacante.Coincidentemente, a partida que mais marcou Mazinho foi uma na qual ele teve uma grande alegria e uma enorme decepção. O jogo foi no dia 3 de dezembro de 1975, no Maracanã, e o Santa Cruz derrotou o Flamengo por 3x1, com dois gols de Ramón e um de Volnei. Zico descontou para os rubro-negros. "Quando chegamos no aeroporto do Rio, tinha vários torcedores do Flamengo nos chamando de cabeças-chata e Paraíba, por sermos nordestinos. Diziam que iam nos golear, mas ganhamos do Flamengo de Zico e Paulo César Caju", diz orgulhoso Mazinho, que não pôde comemorar a vitória na ocasião."O zagueiro Luis Carlos, do Flamengo, pisou na minha perna, e rompeu todos os ligamentos do meu joelho. Tive que ser operado e não pude jogar a partida (semifinais do Brasileiro) contra o Cruzeiro. Isso aconteceu na minha melhor fase, quando era cotado para ir à Seleção Brasileira, como aconteceu com meus companheiros Givanildo, Nunes e Ramón. Fiquei muito triste, porque depois dessa contusão, não consegui voltar a jogar do mesmo jeito. Terminei encerrando minha a carreira cedo", lamenta.
Até hoje, alguns tricolores argumentam que se Mazinho tivesse em campo contra o Cruzeiro, o time teria vencido o jogo e disputado a final contra o Inter. "O pessoal fala até hoje isso! Fico feliz. Eu realmente estava bem encaixado no esquema tático do técnico Paulo Emílio. Mas o Cruzeiro era um time forte também", diz o ex-jogador, lembrando de onde surgiu o apelido. "Foi um jornalista tricolor chamado Júlio José. O Santa procurava um ídolo desde a saída de Luciano. Como eu fazia umas jogadas bonitas, ele começou a me chamar de Deus de Ébano. O apelido terminou pegando".

PERFIL
Nome: Alvimar Eustáquio de Oliveira
Apelido: Mazinho
Data de nascimento: 20/02/48
Onde nasceu: Belo Horizonte/MG
Trajetória no futebol: Rio Preto/SP (1967), Guarani (1968), Paulista (1969), Santos (1970-71), Grêmio (1972-74), Fluminense (1974), Santa Cruz (1975-77), Bahia (1978) e Ferroviária/SP (1979-80).


Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 19.11.2006.

Um comentário:

elias farias da silva disse...

Mazinho,

sentimos muito a sua falta na quele jogo contra o cruzeiro, demais é só lembranças muitas lembranças... desejo a voçê e seus familiares saúde, paz e muitas felicidades...

elias faria
torcedor do santa cruz
recife-pe.

em 1975 eu tinha apenas 15 anos que epocA maravilhosa...

abraços