
FOI DE FAZER CHORAR...
Clóvis Campêlo
Amigos tricolores do Arruda, foi de fazer chorar a estréia de Sérgio China como treinador no nosso estádio. Mais uma vez, saímos de lá com a impressão de que regredimos e de que, com essa equipe, não vamos chegar a lugar nenhum.
Tá certo, a Série D não será nenhum primor de técnica e evolução tática. Logo de começo, estrearemos contra um time, o CSA de Alagoas, que hoje nem mesmo faz mais parte da elite futebolística do seu Estado. É um time caindo aos pedaços e que só chegou à Série D depois de várias desistências. Se não conseguirmos um bom resultado contra esse time em queda livre, melhor será desistirmos também.
Cá com os meus botões, fico pensando na paixão resignada dos 9.355 torcedores que se dignaram a ir ao Estádio José do Rêgo Maciel para presenciar aquele espetáculo triste e deprimente. Não foi o Treze que nos desrespeitou abandonando o campo aos 23 minutos do segundo tempo. Foi o próprio time do Santa Cruz ao apresentar um futebol de tamanha mediocridade e se deixar golear por uma equipe que estava atuando com dois jogadores a menos. Quem nos desrespeitou, enquanto maior torcida de Pernambuco e do Nordeste, foi a própria direção coral ao não abrir as bilheterias em número suficiente para que o torcedor entrasse em campo com calma e dignidade. Quem nos desrespeitou foram os cambistas, que se aproveitando da falta de profissionalismo da nossa diretoria, venderam ingressos ao preço de R$ 10,00 (dez reais), portanto com 100% (cem por cento) de aumento no seu valor real, contrariando todos os itens do Estatuto do Torcedor e lesando o bolso do torcedor comum que se aventurou a ir prestigiar o seu time.
Sei não! Dizem que prejuízo pouco é bobagem, mas voltei para casa com a impressão de que mais uma vez estou sendo enganado. Com esse time, não acredito que cheguemos a lugar nenhum. Com esse nível de organização, também não.
Somos um clube de massa, com uma enorme torcida sedenta para demonstrar o seu amor ao clube. Em troca, temos recebido muito pouco de volta, tanto dentro quanto fora de campo.
Sei não!






