
sábado, 23 de maio de 2009
O jogo da seleção brasileira

sexta-feira, 22 de maio de 2009
Para que serve a Série D?

PARA QUE SERVE A SÉRIE D?
Clóvis Campêlo
Para que serve a Série D? Por que a CBF discrimina uma competição por ela mesma programada e organizada?
Pelo visto nem a própria CBF e nem os clubes menos tradicionais do futebol brasileiro fazem fé nessa competição medíocre chamada Série D do Campeonato Brasileiro de Futebol.
É vergonhoso que um clube com a tradição, o patrimônio e a torcida que o Santa Cruz tem seja obrigado a disputar um torneio insignificante e desprestigiado como esse.
A própria Confederação Brasileira de Futebol não lhe dá o devido valor ao discriminar e entregar à própria sorte os clubes que o disputarão pela primeira vez.
Para nós, tricolores do Arruda, a única justificativa plausível para nos arricarmos e disputarmos esse torneio medíocre é a tentativa de voltarmos à Série C e viabilizarmos o nosso retorno à elite do futebol brasileiro. Nada mais do que isso. Cá estamos por conta da nossa própria incapacidade e não vamos ser beneficiados por nenhuma outra virada de mesa como já o foram outros grandes clubes do futebol brasileiro.
Injustiça? Talvez não se considerarmos os nossos insucessos nos anos recentes, as nossas administrações catastróficas, as equipes infelizes e ruins que montamos.
Injustiça? Talvez sim se nos compararmos com outras grandes equipes do futebol brasileiro que cumpriram semelhante sina e que foram alçadas de volta por tramóias de bastidores. Talvez nos falte força política para isso.
Um clube como o Santa Cruz, que tem o futebol como carro chefe, não pode se descuidar dele sob o risco de enfraquecer e perder espaços nobres e de difícil recuperação.
Por outro lado, precisamos entender que um grande clube não se faz apenas com uma boa equipe dentro de campo, mas também com a conservação e a ampliação do seu patrimônio material.
A nossa realidade hoje é essa: estamos num patamar ridículo para um clube de tradição como o nosso, disputando espaço com equipe insignificantes e sem nenhuma tradição no futebol brasileiro, participando de um torneio idiota onde a própria entidade que o promove não o valoriza.
Que mais uma vez os deuses nos ajudem e que com a força da nossa torcida possamos fazer esse longo caminho de volta
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domingo, 10 de maio de 2009
Retrato do Torcedor

terça-feira, 5 de maio de 2009
Que venha Sérgio China!
QUE VENHA SÉRGIO CHINA!
Clóvis Campêlo
Segundo o Jornal do Commercio, Márcio Bittencourt comandou o time do Santa Cruz por 24 jogos, conquistando 13 vitórias, sofrendo 7 derrotas e empatando 4 partidas. Ou seja, pouco mais de 50% de aproveitamento. Muito pouco, considerando que a maior parte dessas partidas foi disputada pelo Campeonato Pernambucano 2009, na maioria das vezes contra equipes pequenas e intermediárias, sem muita tradição no nosso futebol.
Disputou apenas 3 partidas interestaduais: o amistoso contra o Vasco da Gama, no último domingo, na sua despedida, e nos 2 jogos contra o Americano, pela Copa do Brasil. Perdemos os três. Ou seja, sua passagem pelo comando técnico do Santa Cruz não deve ser lembrada com muita saudade.
Além do mais, apesar de toda a liberdade que teve para contratar jogadores, montou um time capenga, técnica e taticamente limitado, com uma visão de jogo excessivamente defensiva e pouco ousada. Como se não bastasse, ainda preteriu vários jogadores prata da casa privilegiando os jogadores por ele indicados. Por tudo isso e muito mais, vai em paz, Márcio, em busca de outras plagas onde possas receber os salários altos que aqui ganhavas em vão.
Que venha Sérgio China! Que no Santa Cruz possa exercitar uma política de revelar jovens valores e que tenha em mente as dificuldades que enfrentará na Série D, uma competição iniciante, cheia de incógnitas e com equipes pouco conhecidas no cenário futebolístico nacional.
Precisaremos de juventude, garra e determinação para trilharmos o caminho de retorno à elite do futebol brasileiro, lugar de onde o Santa Cruz nunca deveria ter saído. Temos um grande estádio, uma belíssima torcida e um patrimônio material considerável.
O que nos faltou, nos últimos anos, foram dirigentes competentes e com uma visão moderna e honesta do que pode ser o futebol profissional hoje.
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