segunda-feira, 30 de março de 2009

Ainda nos resta a Série D


ALVIRRUBRO SEGUE NA COLA DO LÍDER
Publicado no Jornal do Commercio, Recife, em 30.03.2009
Com dois gols de Miolo e um de Gilmar, o Náutico venceu o Santa e segue a um ponto de diferença do Leão

Rafael Carvalheira
rvieira@jc.com.br
Elias Roma Neto
eroma@jc.com.br

Assim como no primeiro turno do Campeonato Pernambucano, Santa Cruz e Náutico fizeram um jogo de quatro gols. Mas, ontem, no Arruda, pela sétima rodada do segundo turno, houve vencedor. Os tricolores pressionaram, criaram até mais chances. Os alvirrubros, por outro lado, foram eficientes nas finalizações, sobretudo nas bolas paradas. Com dois gols de falta do lateral-esquerdo Édson Miolo e mais um do atacante Gilmar, os visitantes venceram por 3x1 e seguem a um ponto de diferença do líder Sport.
Foi a primeira vitória do Náutico em clássicos este ano. O Santa Cruz ainda não venceu contra os principais rivais. Tanto um quanto o outro pegam os rubro-negros pelo menos mais uma vez na competição. Com os três pontos de ontem, o Timbu contabiliza 18 e só depende de si para conquistar a vaga na decisão do Estadual. A Cobra Coral estacionou nos 13 e tornou o sonho do título uma missão quase impossível. O tricolor volta a jogar quarta-feira, contra o Serrano, em Serra Talhada. O alvirrubro entra em campo quinta-feira, diante da Acadêmica Vitória, nos Aflitos.
Os olhos de todos os torcedores estavam direcionados principalmente para os atacantes Marcelo Ramos e Gilmar, candidatos a artilheiro da competição. A atenção dos treinadores também. Impuseram marcação cerrada nos goleadores. Sobrou para jogadores “periféricos” chamarem a responsabilidade. Sem a mesma qualidade dos “fora de série”, o confronto tornou-se enfadonho, com poucas chances. Sorte do Náutico que tem Miolo. Aos 22, ele cobrou uma falta por cima da barreira e fez o único gol do primeiro tempo.
Atrás no marcador, o Santa Cruz resolveu sair para o jogo no segundo tempo. Passou a mandar no meio de campo e chegar com volume. Uma alteração foi essencial para a melhora: a entrada do lateral-direito Marcos Tamandaré no lugar do esquerdo Adílson. Apesar de preocupados com mais homens adversários em seu campo de defesa, os alvirrubros cederam espaço para Marcelo Ramos. E ele provou que não vacila. Aos 7, recebeu na entrada da área e bateu sem chances para Eduardo: 1x1.
Ontem, porém, quem tinha Miolo tinha tudo. Até vacilou na marcação, permitindo jogadas perigosas de Parral pela faixa lateral do gramado. O Santa Cruz, aliás, esteve a ponto de virar, com Alexandre Oliveira acertando o travessão. Mas o lateral-esquerdo timbu estava iluminado. A segunda falta que teve para cobrar próximo à área foi aos 17 minutos. Garantiu os 100% de aproveitamento no fundamento, colocando como se fosse com a mão no ângulo direito do goleiro André Zuba.
Depois, o Santa voltou a pressionar e acertar uma das traves de Eduardo. Mas também voltou a tomar um gol. Aos 46, com um homem a menos, o Náutico puxou contra-ataque com Gilmar. O atacante errou ao tentar o passe para Daniel “Chucky” Gonzáles. Consertou ao pegar a sobra e, cara a cara com o goleiro, dar números finais ao clássico.
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quinta-feira, 26 de março de 2009

Ainda nos resta uma esperança


PERTO DA SÉRIE D, SANTA VÊ GOLEADOR MARCAR
Publicado no Jornal do Commercio, Recife, em 26.03.2009
Tricolor goleia Cabense, de virada, e Ramos volta ao topo da artilharia

Uma vitória é o que separa o Santa Cruz da classificação matemática à primeira edição da Série D do Campeonato Brasileiro, após a vitória por 4x1 sobre a Cabense, ontem à noite, no Estádio do Arruda, pela sexta rodada do segundo turno do Campeonato Pernambucano. E a confirmação pode vir em um jogo especial para a competição, o Clássico das Emoções do próximo domingo, no José do Rego Maciel. Os alvirrubros fecham a rodada hoje, contra o Sete de Setembro, no Aflitos.
Por conta da goleada em cima do representante do Cabo de Santo Agostinho, os corais chegaram aos 37 pontos na classificação geral. Estão inclusive na frente do Náutico, que tem 34. Na corrida pelas duas vagas na Quarta Divisão, o mais próximo é o Porto, com 25 pontos. O Central é o terceiro, com 23. Com cinco rodadas para o término da competição, a Patativa do Agreste pode alcançar no máximo os 38 pontos.
Uma vitória sobre o Náutico também é importante para manter acesa a chance do Santa Cruz de ainda conquistar o segundo turno da competição local e disputar a final contra o Sport, vencedor do primeiro turno. Na etapa, os tricolores estão com 13 pontos, um na frente do Timbu – que tem um jogo a menos – e três a menos do que o Leão.
Uma virose braba quase compromete o desempenho do time ontem à noite. Debilitado, Thiago Matias foi vetado pelo Departamento Médico. No começo da noite, até o técnico Márcio Bittencourt teve de ficar em casa. Foi para o hospital com suspeita de dengue. Mas tratava-se apenas de uma gripe forte. No banco, ficou o seu irmão e assistente técnico Nenê Bittencourt. Na defesa, entrou Sandro.
Por incrível que pareça, o primeiro tempo do confronto foi uma aula de futebol da Cabense, sobretudo dos dois volantes: Fabinho Vitória e Cléber. Anularam completamente o meio de campo do Santa Cruz e ainda iniciaram uma série de contra-ataques. Mas, com a incompetência dos meias e atacantes dos visitantes, foi preciso que um deles chegasse nas proximidades da área para fazer o gol.
Aos 23 minutos, após uma jogada enrolada do atacante Coringa, a bola sobrou para Cléber. Com espaço, próximo à meia-lua, ele arrumou e mandou no canto esquerdo do goleiro André Zuba.
O segundo tempo começou com duas chances desperdiçadas pela Cabense, aos três e quatro minutos. O Santa, por outro lado, mesmo desorganizado, não vacilou. Aos sete minutos, o volante Alexandre Oliveira, de retorno ao Arruda, balançou a rede cobrando falta.
O empate acendeu a vontade de vencer dos anfitriões. Sem muita qualidade ou consciência tática, partiram para o desespero e contaram com o peso da camisa ao lado. Com medo, a Cabense se encolheu e permitiu que o jogo, até certo ponto controlado, se transformasse em goleada.
Apareceu a capacidade de finalização dos dois matadores do Arruda. O primeiro a dar sinal de vida foi Márcio Barros. Aos dez minutos, mandou uma bomba no travessão. Na segunda oportunidade que apareceu, aos 33, ele não errou e virou o placar em favor dos donos da casa.
O melhor, entretanto, estava guardado para o final. E não poderia ser com outro. Aos 39, Marcelo Ramos recebeu uma bela assistência do lateral-direito Parral e emendou de primeira para ampliar. Ele fechou a contagem, aos 45, e voltou ao topo da artilharia do Estadual, agora com 12 gols.
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segunda-feira, 23 de março de 2009

Uma excursão vitoriosa e histórica

Da esquerda para a direita: Carlos Alberto Barbosa, Givanildo, Joel Mendes, Pedrinho, Alfredo Santos e Paranhos.
Agachados: Jadir, Betinho, Neinha, Carlos Roberto e Joãozinho.



UMA EXCURSÃO VITORIOSA E HISTÓRICA

Clóvis Campêlo

Em 1979, sob o comando do técnico Evaristo Macedo, o Santa Cruz realizou uma excursão ao Oriente Médio e à Europa. Em doze jogos, colheu dez vitórias e dois empates. O ataque tricolor marcou 40 tentos, tendo a sua defese sofrido apenas 10. Os principais artilheiros foram Neinha e Volnei, com 10 gols marcados, cada, e Betinho, com 8 tentos. A excursão foi organizada pelo empresário Elias Zacour e teve como chefe da comitiva José Nivaldo de Castro. O presidente do clube era Rodolfo Aguiar.
A delegação coral, com um grupo de 28 pessoas, saiu do Recife no dia 26 de fevereiro, uma segunda-feira de carnaval, fazendo escala em Paris, após dez horas de vôo.

ENFRENTANDO O ORIENTE MÉDIO
No dia 3 de março, a equipe tricolor fez a primeira partida da sua história em canchas internacionais, enfrentando e vencendo a seleção do Kuwait, que tinha em seu comando o técnico Carlos Alberto Parreira, com gols de Neinha (2), Betinho (2) e Givanildo. O Santa Cruz jogou com Joel Mendes; Carlos Alberto Barbosa, Paranhos, Alfredo Santos e Pedrinho; Givanildo, Betinho e Carlos Roberto; Jadir, Neinha (Volnei) e Joãozinho. Após o jogo, Parreira visitou a delegação coral no Miscilah Beach Hotel, fazendo grandes elogios ao futebol do meia Betinho.
Três dias depois, em 6 de março, no mesmo estádio, o Qadisyya Sporting Club, com capacidade para 25 mil pessoas, a equipe coral voltou a enfrentar o Kuwait, empatando em 1x1, com mais um gol de Betinho. O Santa Cruz atuou com Joel Mendes; Carlos Alberto Barbosa, Paranhos, Alfredo Santos e Pedrinho, Givanildo, Betinho e Carlos Roberto; Jadir (Gonçalves), Neinha (Volnei) e Joãozinho (Zé Roberto).
No dia 8 de março, em seu terceiro jogo, sem contar com o lateral Pedrinho, machucado, o Santa Cruz derrotou por 3x0 a seleção da cidade de Bahrein, no Estádio Ysaqial. Nesse jogo, a maior dificuldade enfrentada pelo time coral foram os fortes ventos que assolavam o estádio, dificultando o domínio da bola. Os gols foram marcados por Betinho, Volnei e Neinha e o santinha venceu com Joel Mendes; Carlos Alberto Barbosa, Paranhos, Lula e Alfredo Santos; Givanildo, Deinha e Betinho (Jadir); Gonçalves (Neinha), Volnei e Joãozinho.
No dia 11, o time pernambucano enfrentou o selecionado da cidade de Doha, capital do Katar, vencendo por 4x0, com gols de Betinho (2), Jadir e Neinha. A equipe coral atuou com Joel Mendes (Cláudio); Carlos Alberto Barbosa (Vassil), Paranhos, Lula e Alfredo Santos; Givanildo (Deinha), Carlos Roberto e Betinho (Gonçalves); Jadir, Neinha (Volnei) e Joãozinho (Zé Roberto). No dia 13, contra a seleção do Katar, o santa voltou a vencer. Impôs o placar de 4x1, com gols de Neinha (3) e Volnei. Atuou com a seguinte formação: Joel Mendes; Carlos Alberto Barbosa, Paranhos, Lula e Alfredo Santos; Givanildo, Betinho e Carlos Roberto (Volnei); Jadir, Neinha e Joãozinho.
No dia seguinte, dia 14, com uma equipe mista, contra o selecionado de Sargas, cidade a dez quilômetros de Dubai, o time tricolor voltou a vencer por 2x1, com gols marcados por Volnei. Consta que o jogo foi assistido por um público superior a dez mil pessoas e o santinha jogou com Joel Mendes (Cláudio); Vassil (Carlos Alberto Barbosa), Paranhos, Lula e Alfredo Santos; Givanildo (Carlos Roberto), Betinho (Neinha) e Deinha; Gonçalves, Volnei e Zé Roberto.
No dia 17 de março, na cidade de Abu Dabi, a 170 quilômetros de Dubai, na Arábia Saudita, o mais querido pernambucano enfrentou a seleção da União dos Emirados Árabes. O Santa Cruz venceu o jogol facilmente, com gols de Givanildo, Lula e Joãozinho. Formou com Joel Mendes; Carlos Alberto Barbosa (Vassil), Paranhos, Lula e Alfredo Santos (Deinha); Givanildo, Betinho e Carlos Roberto; Jadir, Neinha e Joãozinho.
No dia 18, mais uma vez sem o tempo necessário para se recuperar, a equipe coral voltou a atuar, dessa feita na cidade de Riad, contra o selecionado de Al Halim, colhendo uma vitória de 3x0, sem a necessidade de utilizar todos os jogadores titulares.
No dia 20, ainda em Riad, mais uma grande atuação na goleada de 6x2 sobre o Nasser, com gols de Joãzinho, Givanildo, Jadir, Neinha, Volnei e Paranhos. Nessa goleada histórica, atuamos com Joel Mendes; Carlos Alberto Barbosa, Paranhos, Lula e Alfredo Santos; Givanildo (Deinha), Betinho e Carlos Roberto (Volnei); Jadir (Gonçalves), Neinha e Joãozinho (Zé Roberto).
No dia 22, a equipe coral entrou em campo, ainda na Arábia Saudita, para enfrentar o El Helal, dirigido pelo treinador Zagalo e contando em seu elenco com o jogador Rivelino, tricampeão mundial.
Para decepção dos pernambucanos, Rivelino não jogou. O Santa, com uma atuação impecável, ganhou pelo placar de 3x0, gols de Carlos Alberto Barbosa, Betinho e Alfredo Santos, todo marcados no primeiro tempo de jogo. Ganhamos com Joel Mendes; Carlos Alberto Barbosa (Vassil), Paranhos, Alfredo Santos e Pedrinho; Givanildo, Carlos Roberto (Volnei) e Betinho; Jadir, Neinha e Joãozinho.
Ao término do jogo, Zagalo elogiou o futebol apresentado pelo lateral Carlos Alberto Barbosa, afirmando tratar-se de um jogador de alto nível, com bom toque de bola, perfeito nos lançamentos, atacando com precisão. Elogiou, também, o ponta esquerda Joãozinho pela habilidade mostrada com a bola nos pés.
Apesar de não jogar, Rivelino chegou cedo ao estádio e esteve nos vestiários do Santa Cruz, abraçando os jogadores.
Antes, pela manhã, foi ao hotel onde o Santinha estava hospedado, conversando muito com o técnico Evaristo Macedo e com os jogadores Pedrinho, seu antigo companheiro no Corinthias, e Givanildo.
Atendendo a um convite de Rivelino, Evaristo Macedo, Pedrinho, Givanildo, Joel Mendes e Zé Roberto, deslocaram-se até a residência do jogador paulista, uma mansão próxima ao centro da cidade, onde almoçaram. Na ocasião, Rivelino e Givanildo relembraram a passagem que tiveram juntos na selação brasileira, sob o comando de Osvaldo Brandão, quando disputaram e venceram a Taça do Bicentenário, nos Estados Unidos.

RUMO À EUROPA
Com um saldo de nove vitórias e um empate, no dia 27 de março, a equipe coral chegava a Bucarest, para enfrentar a seleção da Romênia, destacando-se pela boa campanha no Oriente Médio.
Entre os jogadores, os mais procurados pela imprensa romena eram Givanildo, Neinha, Joãozinho e Betinho, o artilheiro do time na excursão, até aquele momento, com sete tentos marcados.
Antes do jogo, a imprensa romena destacou a campanha do Santa Cruz no Oriente Médio, assim como a grande vitória acontecida contra seleção da Checoslováquia, ainda no Recife, no dia 7 de fevereiro.
No dia 30, o Santa Cruz entrava em campo, sob um frio intenso, para enfrentar e vencer, no Republic Estadium, a seleção romena pelo placar de 4x2, com gols de Joãozinho (2), Neinha e Volnei, em um jogo onde o destaque pernambucano foi o zagueiro Paranhos. Andorren e Bruc, cobrando uma penalidade máxima, marcaram para a Romênia. O santa Cruz conquistou essa vitória histórica atuando com Joel Mendes; Carlos Alberto Barbosa, Paranhos, Alfredo Santos e Pedrinho (Lula); Givanildo, Betinho e Carlos Roberto; Jadir, Neinha (Volnei) e Joãozinho. A Romênia perdeu com Bucanam; Iudorc, Muritan, Borges e Savals; Coran, Bruc e Ildes (Adrian); Han Torres, Ionesc e Andorren.
Partindo de Bucarest, o Santinha chegou a Paris após fazer escala em Zurique, na Suíça. Na chegada ao Aeroporto Charles De Gaulle, Givanildo foi o jogador mais procurado pela imprensa francesa.
No dia 1º de abril, o Santa Cruz entrava em campo, no Estádio Saint Quen, para jogar contra o Paris Saint Germain. Além de um frio muito grande, a equipe pernambucana enfrentou um campo enlameado. O primeiro tempo terminou com o placar em 0x0. Na segunda etapa, a equipe coral chegou a fazer 2x0, com dois gols de Volnei, aos 3 e 22 minutos. A equipe francesa reagiu e chegou ao empate, com tentos marcados por Lavorri e Darre, aos 25 e 28 minutos, ficando em 2x2 o placar final. O jogo foi apitado pelo juiz Jean Clair.
O Santa Cruz atuou com Joel Mendes; Carlos Alberto Barbosa, Paranhos, Alfredo Santos e Pedrinho; Givanildo, Carlos Roberto e Betinho; Jadir (Volnei, e depois Gonçalves), Neinha e Joãozinho. O Paris Saint Germain, com Paredeli; Von, Jan, Renoir e Lavorri; Diank I, Dotenar e Legori; Diank II, Bireaux e Darre.
Após o jogo, a delegação coral deixou a cidade no vôo 0091, da Air France, chegando ao Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, às cinco horas da manhã do dia 2 de abril. Às 8 horas, pelo vôo 504 da Transbrasil, saiu do Rio de Janeiro com destino ao Recife, onde chegou por volta do meio-dia.

FESTA NO RECIFE
Na capital pernambucana, a comitiva tricolor foi surpreendida pela presença de cerca de duas mil pessoas no Aeroporto dos Guararapes.
Entre a multidão, o Jornal do Commercio registrou a presença de Severino José do Nascimento, conhecido como Cão, que, segundo o dirigente Valdomiro Silva, foi o primeiro roupeiro da história do Santa Cruz. Presentes também estiveram Humberto, contínuo do Sindicato dos Arrumadores, conhecido como o Homem da Sombrinha e o Homem do Charuto, por suas perfoarmances nas arquibancadas durante os jogos do Santa Cruz, e Manoel Mota, primo de Capiba, vindo diretamente de Surubim para recpcionar o Mais Querido.
O poeta-repórter José Soares, uma das maiores expressões da literatura de cordel em Pernambuco, na época, também esteve presente, vendendo ao preço de Cr$ 5,00 (cinco cruzeiros) o folheto Chegou o Santa, a máquina de fazer gols.
Para conter a euforia da torcida e garantir a segurança de todos, a Polícia Militar de Pernambuco destacou um efetivo de 155 soldados, dos quais 35 da Rádio Patrulha, comandados por quatro oficiais do 7º Batalhão de cavalaria, além de 36 militares do BPTRAN.
Entre os jogadores, Neinha e Volnei, artilheiros da excursão, eram os mais festejados pela torcida e pela imprensa esportiva local.
Com a invencibilidade obtida e os grandes resultados alcançados no exterior, o Santa Cruz tornou-se o novo Fita Azul do futebol brasileiro, tomando o título da Portuguesa de Desportos que anteriormente, em 1952, conseguira fazer onze jogos seguidos fora do país, sem perder.
Conselheiro do Clube Náutico Capibaribe e desportista reconhecido, o prefeito Gustavo Krause envou o seguinte telegrama à direção coral: "Congratulo-me diretoria, atletas, técnicos e funcionários do Santa Cruz pelo sucesso alcançado recente em excursão ao Exterior que constitui mais um motivo de orgulho da sua imensa torcida e da satisfação para a cidade do Recife."
Do governador Marco Maciel, que já fora secretário de Conselho Deliberativo e representante do Santa Cruz junto ao Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Pernambucana de Futebol, a equipe coral recebeu a seguinte mensagem: "Minhas efusivas congratulações pela brilhante campanha e invicta jornada em campos europeus e do Oriente Médio à valorosa equipe do Santa Cruz, reafirmando valor e força do futebol nordestino, representando à altura o prestígio do futebol brasileiro".
Embalado pela excursão vitoriosa e pelo calor da sua imensa torcida, o Santa Cruz partiria para a disputa do Campeonato Pernambucano e para a conquista do título de bicampeão estadual.

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sexta-feira, 20 de março de 2009

A seleção de todos os tempos


Givanildo, um cabeça de área inesquecível


A SELEÇÃO DE TODOS OS TEMPOS

Clóvis Campêlo

Um amigo meu, autêntico tricolor do Arruda, sugeriu-me escalar a seleção dos melhores jogadores que já passaram pelo Santa Cruz.
Apesar das dificuldades inerentes à empreitada, aceitei. Esclareço, porém, que vali-me apenas dos grandes atletas que tive a oportunidade de ver atuando com a camisa coral.
Lamento, por exemplo, não ter sido contemporâneo de Tará, Sidinho, Siduca, Sebastião da Virada, Barbosa, Paraíba e tantos outros que escreveram o seu nome na galeria dos grandes craques do Santinha.
Esse levantamento, inclusive, é deveras importante hoje, quando o clube tenta se reerguer e voltar a ocupar o lugar de destaque que merece.
Comecei a frequentar os campos de futebol do Recife em 1962, aos 11 anos de idade, levado pelos meus tios maternos Luís e Maurício. Acontece que ambos eram torcedores do Naútico e cumpri uma verdadeira maratona em jogos da equipe alvirrubra até ter a oportunidade de ver o Santa Cruz jogando um Clássico das Emoções e fazer a minha opção definitiva pelo Mais Querido. Mas essa é outra história para ser contada posteriormente. Voltemos, pois, ao foco da narrativa em busca dos grandes atletas que marcaram presença no clube coral.
O Santa Cruz sempre contou com grandes goleiros ao longo da sua história. Desde Ilo Just, o grande pioneiro, passando por Diógenes, Dadá, Barbosa, Gilberto, Luiz Neto, Naércio, Birigui e tantos outros. Dos que vi atuar, porém, nenhum me impressionou tanto quanto Detinho. Apesar da pequena estatura, tinha grande impulsão e flexibilidade. Foi um jogador de fundamental importância na campanha do pentacampeonato estadual (1969/1973). Para o gol, ele é o meu escolhido.
Na lateral direita, mesmo dividido entre Gena e Carlos Alberto Barbosa, fico com o segundo. Iniciou a sua carreira nas divisões de base do clube, numa época em que grandes jogadores ali foram revelados. Era um craque na verdadeira acepção da palavra, um lateral moderno e versátil.
Na zaga, fico com uma dupla, para mim, imbatível: Paranhos e Ricardo Rocha. Esse último começou como lateral direito, no Santo Amaro. No Santa Cruz, foi deslocado para o miolo da zaga, onde firmou-se como um dos maiores zagueiros que já passaram pelo futebol brasileiro. O alagoano Paranhos veio do São Paulo. No Santa Cruz, em 1979, participou da famosa excursão ao Oriente Médio e Europa, onde disputamos 12 jogos, voltando invictos e com o título de Fita Azul do Futebol Brasileiro.
Na lateral esquerda, mais uma vez, fico dividido entre Pedrinho Nepomuceno e Lotti. O primeiro, um lateral de bom porte atlético, jogou no Bangu e no Corinthias, ao lado de Rivelino, antes de chegar ao Santa Cruz. O segundo, oriundo do Goiás, era mais técnico. No desempate, fico o Lotti, um jogador que foi muito querido pela torcida coral.
No meio de campo, sem nenhum medo de errar ou cometer injustiças, escalaria Givanildo, Mazinho e Luciano Veloso. O primeiro e o último, formados no próprio clube, de onde emergiram rapidamente para a fama e para a glória. Givanildo, inclusive, teve várias passagens pela Seleção Brasileira, dirigida, na época, por Osvaldo Brandão. Mazinho, o Deus de Ébano, veio do Santos, onde jogou ao lado de Pelé, e marcou época no futebol pernambucano por sua grande categoria e elegância com a bola nos pés.
Para finalizar, no ataque escalaria Luiz Fumanchu, Nunes e Ramon, jogadores aguerridos, incrivelmente velozes e com uma fantástica capacidade de finalização. Um ataque pra torcedor nenhum botar defeito.
O treinador dessa equipe fabulosa, com certeza, seria Evaristo de Macedo, que comandou o Santa com méritos na excursão de 1979.
Olhando para esse time, dá uma saudade danada...
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quinta-feira, 19 de março de 2009

Dos males, o menor!



SANTA JOGA MAL, MAS VENCE E RESPIRA NO RETURNO
Publicado no Jornal do Commercio, Recife, em 19.03.2009
Tricolor bate Ypiranga, por 1x0, com gol de Márcio e segue vivo. Vaga na Série D fica mais perto.
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Foi uma atuação típica do Santa Cruz versão 2009. Faltou qualidade técnica, entrosamento e muitas vezes eficiência no mais básico dos fundamentos. Sobrou correria e destemor. Um golzinho do guerreiro Márcio Barros, aos 31 minutos do segundo tempo, bastou para garantir a vitória tricolor em cima do Ypiranga, ontem à noite, no Estádio Otávio Limeira Alves, em Santa Cruz do Capibaribe, pela quinta rodada do segundo turno do Campeonato Pernambucano. Somente um desastre, daqueles que até mesmo no imprevisível futebol é difícil de se ver, tira a classificação da equipe comandada por Márcio Bittencourt à primeira edição da Série D do Campeonato Brasileiro.
Não é somente isso. Os três pontos de ontem à noite mantêm o Santa Cruz respirando na briga pelo título do segundo turno do Estadual. Os corais diminuíram para dois pontos a diferença em relação a alvirrubros e rubro-negros, líderes e vice-líderes, respectivamente. A distância agora é de 12 para dez pontos. No próximo domingo, no complemento da quinta rodada, a Cobra Coral vai ficar “secando” o Timbu diante do Central, no Estádio Luiz Lacerda, em Caruaru, e o Leão contra o Porto, no Estádio da Ilha do Retiro.
Curiosamente, Porto e Central são justamente os dois adversários mais próximos – apesar da distância na pontuação – na luta pelas vagas na Quarta Divisão. Na classificação geral, os tricolores chegaram aos 34 pontos contabilizados. Com uma partida a mais, são 12 pontos de diferença para o Gavião do Agreste e 14 à frente da Patativa. Após o fechamento da rodada, ficarão faltando 18 pontos a serem disputados pelos 12 participantes.
A distância imposta para os clubes intermediários na classificação, entretanto, não vem sendo traduzida em diferença técnica nos jogos. Ontem foi mais uma prova disso. Com sérias dificuldades de trocar passes ou ficar com a bola mais tempo que o adversário, o Santa Cruz correu risco de levar gol o tempo inteiro, até mesmo quando já vencia por 1x0. O goleiro André Zuba trabalhou bastante e ainda viu uma bola estourar no seu travessão no segundo tempo.
O equilíbrio deu o tom do primeiro tempo no número de chances criadas. Descansado, porém, o experiente e conhecido volante Wilson Surubim fez a diferença no meio de campo. Ele mesmo, que já passou pelo próprio Santa Cruz, pelo Náutico e pelo Sport. Mas é justamente na Máquina de Costura, onde surgiu bem, que parece mais à vontade para desempenhar o seu futebol. Armou o time o tempo inteiro, chamou a responsabilidade para si e “entrou” nos volantes corais. Ainda perdeu uma oportunidade clara de gol aos 44, chutando nas mãos de Zuba.
No segundo tempo, dois estreantes jogaram. O lateral-direito Marcos Tamandaré entrou no lugar do companheiro Parral. O volante Alexandre Oliveira substituiu o atacante Roger. Foi com os dois em campo, aliás, com as três substituições tricolores já realizadas, e novamente com a maior posse de bola nos pés do Ypiranga, que o Santa Cruz chegou ao gol da vitória. Nas partidas à disposição, foi a primeira vez que Márcio Barros iniciou apenas “torcendo”, no banco de reservas. O “iluminado” entrou no lugar do zagueiro Sandro e não demorou para balançar as redes. Aos 31 minutos, soltou a bomba da meia-lua da grande área. A bola ainda desviou em um defensor antes de entrar. Antes do apito, poderia ter marcado o segundo, aos 44.
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quarta-feira, 18 de março de 2009

TELESCOPIO DIVULGA SANTA CRUZ

nosso site telescopio divulgará informes so bre o SANTA CRUZ,com imensa satisafação!!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Tire o seu sorriso do caminho que eu quero passar com a minha dor


Jornal do Commercio, Recife
TIRE O SEU SORRISO DO CAMINHO QUE EU QUERO PASSAR COM A MINHA DOR

Clóvis Campêlo

Pois é, amigos, o samba de Guilherme de Brito e Nelson Cavaquinho parece feito sob medida para a torcida coral.
O empate de ontem por 0x0, contra o Salgueiro, no Arruda, foi decepcionante e praticamente jogou por terra as chances que ainda tínhamos de conquistar o segundo turno do Campeonato Pernambucano 2009.
Penso que agora, o Santa Cruz deve centrar esforços para garantir a presença do time na Série D do Brasileiro. Ficar de fora seria mais uma catástrofe e inviabilizaria, de vez, os projetos de soerguimento do clube.
Mais uma vez, no entanto, a fiel torcida tricolor prestigiou o time. Disso, ninguém pode reclamar. Ontem, novamente, com 15.249 pessoas, tivemos o maior público da rodada. Com isso, o Santinha manteve a maior média de público por partida, superando o Sport e com quase o dobro da média de público conseguida pelo Náutico. Para mim, não há a menor dúvida: somos a maior torcida, mesmo com um time que não vale muita coisa. Segundo a imprensa pernambucana, aliás, a média de público do Pernambucano 2009 é bem superior à média de público do Brasileiro da Série A do ano passado. Esse é um marco histórico e consolida o Santa Cruz como o clube de maior torcida no Nordeste.
A campanha irregular do Santa Cruz no segundo turno do Estadual confirma o que já dissemos anteriormente: as contratações não foram tão criteriosas assim. E como perguntar não ofende, indagamos o por que de alguns jogadores prata-da-casa, como Miller, não estarem sendo aproveitados. O nosso meio-campo precisa de criatividade e nele, no momento, temos apenas um número excessivo de cabeças-de-área trombadores.
Enfim, mais uma vez, tudo indica que vamos ficar na janela olhando o tempo e a banda passarem. Sem tocar.
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FICHA TÉCNICA
Jogo: Santa Cruz 0x0 Salgueiro. Local: Estádio José do Rego Maciel (Arruda), no Recife. Juiz: Antõnio Hora Filho. Auxiliares: Pedro Wanderley e Marcelino Castro. Santa Cruz: André Zuba; Thiago Matias (Daniel Horst), Sandro (Leandro Gobatto) e Leandro Camilo; Parral, Wagner, Anderson, Roger Thompson e Adílson (Pedro Henrique); Márcio e Marcelo Ramos. Técnico: Márcio Bittencourt. Salgueiro: Luciano; Rogério, Alisson, Henrique e Marcos Mendes; Vítor Caicó, Thiago, Renato Frota e Élvis; Paulo Rangel (Marivaldo) e Rosivaldo(Gilson Costa). Técnico: Neco. Cartões Amarelos: Leandro Camilo e Pedro Henrique, do Santa Cruz. Público: 15.249. Renda: R$ 22.185.

domingo, 15 de março de 2009

1943 - Excursão suicida (parte I)



EXCURSÃO SUICIDA DO SANTA AO NORTE DO PAÍS

Givanildo Alves

As excursões em fins de campeonatos, no futebol pernambucano, eram uma constante nos anos 40, década de consolidação do profissionalismo. Além da natural experiência que davam aos jogadores, funcionavam como fonte de renda para os clubes poderem manter seus profissionais, no período entre o término de um campeonato e o início de outro. Clubes havia, como o Santa Cruz, em 1943, em que a excursão se impunha como única solução para sair da crise em que estava atolado.
Em 1941, uma fora feita com muito sucesso, porém nesta de 1943 metade da delegação quase perdia a vida, vítima de febre tifo, contraída no Amazonas. Morreram dois jogadores, Ericson Viana (King) e Mário Braga (Papeira), como poderia ter morrido o time todo. Esta dramática e emocionante viagem, que se constituiu numa verdadeira odisséia, vai aqui contada por Aristófanes da Trindade, que foi o presidente da "embaixada suicida".
Parasilado o campeonato oficial, vivendo apenas das mensalidades de pouco mais de três centenas de associados e das rendas auferidas nos campos suburbanos, o clube do Arruda teria de excursionar para poder sobreviver. A guerra havia irrompido na Europa e o Brasil se definira em favor dos Aliados tendo rompido relações diplomáticas com o eixo Berlim-Roma, declarando guerra a seguir. O país vivia em "blackóut" ante a possibilidade de incursões aéreas de um poderoso inimigo. Foi nesse climaque a direção do Santa Cruz contratou uma temporada com o Tranviário, de Belém, por 25 contos de réis, na base de 5 contos por jogo. China e Siduca declararam, de antemão, que não podiam seguir com a delegação.- Sem Vicente, Tará, China e Siduca, o tricolor contratou para a excursão Zé Maria, Pinhegas, King e Omar, que estavam sem contrato. O problema do centro-avante foi solucionado com uma correspondência para o dianteiro França, do Fortaleza, que se incorporaria à embaixada quando de sua passagem pela capital cearense. Treinada a equipe, organizou-se a delegação, que seria composta de 16 jogadores: um presidente (Aristófanes da Trindade), que acumularia as funções de técnico e tesoureiro; um juiz oficial da FPD, José Mariano Carneiro Pessoa (Palmeira) e os seguintes atletas: King e Eutímio, goleiros; Sidinho II, Pedrinho e Zé Maria, zagueiros; Omar, Pelado, Capuco, Amaro e Guabeirinha, médios; Edésio, Limoeirinho, Sidinho I, Pinhegas, Papeira e França.
Recebida a ordem de passagem de ida e volta pelos navios do Lóide Brasileiro, a delegação viajou pelo vapor "Pará", às 2 horas do dia 2 de janeiro de 1943. No cais das Docas, apenas os diretores Alcides Lima, Gonçalo de Melo, José Pimentel e Antônio Pugliesi. O "Pará" deixou o ancoradouro interno com todos os seus aparelhos de transmissão lacrados, comboiado por dois navios da Armada. Chegamos em Natal às 7 horas do dia 4 e, uma hora depois, o time realizava seu "batismo de fogo" na excursão, pisando o gramado do "Juvenal Lamartine". Os jogadores saíram de bordo uniformizados. Tempo da partida normal. Campo literalmente cheio dada à publicidade da imprensa potiguar, exaltando a coragem dos pernambucanos em viajar com o País em guerra, pois, cinco ou seis dias antes, o "Araranguá", da Costeira, havia sido posto a pique nas costas de Sergipe, por um submarino alemão. Por incrível que pareça, nesse encontro a torcida foi quase toda do clube pernambucano, embora o adversário tenha sido o próprio selecionado do Rio Grande do Norte. Vitória tranquila do Santa por 6x0, tendo a equipe alinhado: King; Sidinho II e Pedrinho; Omar, Capuco (Pelado) e Amaro; Edésio (Guaberinha), Limoeiro, Papeira, Sidinho I e Pinhegas. Terminado o jogo, a delegação voltou imediatamente para bordo, atendendo a determinação do comando do navio. Toda a viagem em "black-out". Ninguém dormia nos camarotes, com medo. Todos no convés, e de um modo geral armados de facas e foices, além de salva-vidas. Era a guerra. No Ceará, França e seu violão incorporaram-se à delegação. O "diabo-louro", moço de esmerada educação, tinha grande repertório de anedotas familiares e era uma alegria constante.

Fonte: História do Futebol em Pernambnuco, Capítulo 51, Diário de Pernambuco, Recife, terça-feira, 22.08.1995, pag. B-5.

quinta-feira, 12 de março de 2009

E a cobra coral foi para o brejo...


E A COBRA CORAL FOI PARA O BREJO...
Clóvis Campêlo
Sinceramente, amigos, depois da derrota de ontem para o Central, em Caruaru, acho difícil que o Santa Cruz ainda consiga conquistar o segundo turno do Campeonato Pernambucano 2009.
Parece que a altitude de Caruaru não nos faz bem: é sempre lá que a cobra se perde e vai para o brejo.
Num campeonato curto como esse, não se permitem muitas falhas e o Santinha tem falhado sempre nos momentos mais inoportunos.
Aliás, depois da eliminação de forma melancólica da Copa do Brasil, parece que começamos a perder o rumo e o prumo.
Para um time de massas como o Santa Cruz, vencer é fundamental.
É dentro de campo que se reconquista os espaços perdidos e o respeito dilacerado.
É lá, dentro das quatros linhas, que todos os esforços devem ser concentrados para o sucesso.
O fracasso sempre extrapola o quadrilátero e deixa transparecer que nem tudo está como imaginávamos que estivesse.

quarta-feira, 11 de março de 2009

1943 - A excursão suicida (parte II)

FEBRE TIFO ATACA EQUIPE TRICOLOR. COMEÇA O DRAMA.

Givanildo Alves

A recepção em Belém, segundo Aristófanes, foi um espetáculo impressionante. Cais superlotado. Todos queriam ver a "embaixada suicida".
A temporada na capital paranaense foi iniciada a 10 de janeiro contra o Tranviário, com vitória do Santa Cruz por 7x2. No dia 14, o tricolor enfrentava a Tuna Luso Comercial e obtinha outro triunfo, por 3x1. O terceiro jogo foi como Clube do Remo e sofremos nossa primeira derrota, por 5x3. O primeiro tempo terminara empatado em 2x2. Na segunda fase desabou um temporal e o time do Santa Cruz nadou em campo... O quarto jogo, contra o selecionado paraense, terminou empatado em 2x2, graças a auma penalidade máxima inexistente marcada nos minutos finais. Finalmente, a despedida contra o Paissandu, o campeão. Empate de 4x4. Até os últimos instantes os pernambucanos venciam de 4x3. A arbitragem do juiz paraense prejudicou impiedosamente a equipe visitante que formou assim: King; Zé Maria e Pedrinho; Omar, Capuco e Sidinho II, Guaberinha, Limoeiro, França, Sidinho I e Pinhegas.
Nessa temporada de cinco jogos, o Santa Cruz obteve dois triunfos, dois empates e sofreu uma derrota. Marcou 21 tentos e sofreu 12, tendo um saldo favorável de 9 tentos.
Terminado o compromisso em Belém, o Santa Cruz saiu para outra temporada, desta vez no Amazonas, a convite do Olímpico. A delegação viajou num "gaiola". Foram seis dias de viagem pelo rio Amazonas. A chegada do primeiro clube que visitou a Amazônia foi, por assim dizer, "feriado nacional". Governo e povo tributaram ao clube pernambucano as maiores homenagens. As equipes de Manaus eram tão boas quanto às de Belém do Pará. Profissionalismo no duro. Muito dinheiro correndo na capital amazonense, em pleno ciclo da borracha. Os cinemas abriam pela manhã e as sessões eram ininterruptas até a noite. Vida noturna intensa.
Na partida de estréia, o Santa Cruz enfrentou o Olimpíco, sob um intenso temporal, tendo sido derrotado por 3x1. O time tinha chegado na véspera do jogo e tentou-se por todos os meios adiar a partida, mas os diretores do Olímpico não concordaram. O time ainda estava meio trôpego e por cima de tudo pegou um campo meio encharcado. Veio o segundo encontro, quando obtivemos um estrondoso triunfo de 6x1, diante do Nacional, que era bicampeão amazonense. Na despedida, outra vitória, desta vez sobre o Rio Negro por 5x4.
Após o segundo jogo em Manaus, nada menos de seis integrantes da embaixada adoeceram com um princípio de desinteria. O presidente da embaixada, Aristófanes da Trindade, Pinhegas, França, King, Edésio e Papeira. Convenientemente medicados, todos se submeteram a um regime determinado pelo médico que atendeu à delegação. Uma das suas recomendações era com referência à alimentação: água somente mineral, nada de bebidas alcoólicas. Frutas e verduras: nada de ovos e crustáceos. Todos ficaram bons.King, que era um "prato" excelente, após um jogo entrou como quis no jantar, fugindo à determinação médica. Papeira, que estava no banco de reservas, exultando com a impressionante vitória do clube, "encheu a cara". No dia seguinte, estavam acamados, com febre alta. Médico à cabeceira. Foram bem clinicados. Nada de grave. Podiam viajar.

Fonte: História do Futebol em Pernambuco, Capítulo 52, Diário de Pernambuco, Recife, quarta-feira, 23.08.1995, pag. B-5.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Santa Cruz 2 x 0 Porto


VITÓRIA RECUPERA O ÂNIMO TRICOLOR
Publicado na Folha de Pernambuco, Recife, 09.03.2009.
Santa Cruz faz 2x0 no Porto e mantém a boa campanha no Campeonato Pernambucano. Grande nome da partida, Thiago Mattias assinalou os gols corais, ontem à tarde

Gustavo Paes

O Santa Cruz, aparentemente, já deixou o peso da eliminação da Copa do Brasil para trás. A vitória de ontem, diante do Porto, por 2x0, no Arruda, se não foi brilhante, mostrou aos torcedores corais que o time deve continuar realizando uma campanha sólida no Campeonato Pernambucano. O destaque da tarde foi o zagueiro Thiago Mattias, que marcou os dois tentos do Mais Querido. O Tricolor ocupa atualmente a terceira colocação, com a mesma pontuação dos rivais Náutico e Sport, mas levando desvantagem nos critérios de desempate. Na quarta-feira, a equipe do técnico Márcio Bittencourt viaja até Caruaru, para enfrentar o Central.
Nos minutos iniciais, a pressão do Porto fez surgir as lembranças do confronto no primeiro turno, quando o Gavião venceu por 4x0, em Caruaru. O goleiro André Zuba tentou sair com os pés e acabou entregando a bola para o atacante Rogério, que ficou em ótimas condições de marcar, mas foi interceptado por Sandro. Depois do susto, o Tricolor controlou as ações, e foi preciso pouco tempo para a equipe abrir o placar. Aos seis minutos, o volante Anderson, que atuou improvisado como meia de ligação, fez uma bela assistência para Thiago Mattias, que, com categoria, passou pelos defensores e bateu na saída do goleiro Danilo.
Apesar de atuar, pelo menos nos nomes, com três zagueiros e três volantes, a equipe coral conseguiu uma boa consistência ofensiva. Além do bom papel desempenhado por Anderson e Vágner, os zagueiros conseguiam chegar ao ataque, sempre de forma organizada. Em outro lance perigoso do primeiro tempo, a aproximação foi de Sandro, que deixou o atacante Márcio livre na entrada da área, para bater no travessão de Danilo. Porém, na metade final da primeira etapa, os defeitos do sistema tático começaram a aparecer, com o time abusando das ligações diretas para tentar chegar ao ataque, sempre sem sucesso.
No início do segundo tempo, Thiago Mattias mostrou que estava rondando a área adversária, perdendo grande chance logo aos seis minutos. A vida do Tricolor ficou mais fácil quando, aos 11 minutos, o zagueiro Léo, do Porto, cometeu falta em Márcio, sem bola, e foi expulso de forma justa. A equipe coral fechou o cerco e ampliou a diferença no lance mais bonito do jogo. Parral passou e, de primeira, deixou a bola na medida para Thiago Mattias, que balançou as redes em um preciso chute cruzado.
A comemoração do zagueiro foi um show à parte. Primeiro ele sofreu com a euforia dos colegas, que não tiveram pena ao pular em cima dele. Depois, abraçou carinhosamente o técnico Márcio Bittencourt - em uma clara demonstração de apoio ao comandante coral, que teve uma semana conturbada -, e pediu para que a torcida aplaudisse o treinador. Mattias teve seu nome gritado em coro pela massa.
Com um jogador a menos, a equipe do Porto nem esboçou uma reação. Vendo que os três pontos estavam conquistados, Bittencourt decidiu dar espaço ao meia Élder, ao atacante Thomas Anderson, além de promover, enfim, a estreia do zagueiro Daniel Horst. Satisfeito com o resultado, o Santa Cruz tocou a bola de lado até o apito final do árbitro Cláudio Mercante.

FICHA TÉCNICA:
Jogo: Santa Cruz 2x0 Porto. Local: Estádio do Arruda, no Recife. Juiz: Cláudio Mercante. Auxiliares: Júlio César Bezerra e Ubirajara Ferraz. Gols: Tiago Matias (2), para o Santa Cruz. Santa Cruz: André Zuba;Thiago Matias, Sandro e Leandro Camilo (Daniel Horst); Parral, Bilica, Vágner, Anderson (Élder) e Adílson; Pedro Henrique (Thomas Anderson) e Márcio. Técnico: Márcio Bittencourt. Porto: Danilo; Baiano, Gonçalves, Léo, Romero e Aírton; Rodolfo, Vágner Rosa e Guego (Neílson), Tiago Laranjeiras (Anderson) e Rogério (Marlos). Técnico: Peu Santos. Cartões amarelos: Leandro Camillo e Anderson, do Santa Cruz, e Gonçalves, Romero e Thiago Laranjeiras, do Porto. Cartão vermelho: Léo, do Porto. Público: 14.738. Renda: R$ 19.725.

sexta-feira, 6 de março de 2009

A dor de uma paixão

Que a torcida coral ainda possa voltar a dançar de alegria, como no quadro de Bajado



A DOR DE UMA PAIXÃO

Clóvis Campêlo

Mais uma vez o Santa Cruz frusta as expectativas da sua grande torcida e é eliminado da Copa do Brasil ainda na primeira fase.
Sabiamos que a tarefa de vencer o Americano e garantir a classificação para a fase seguinte seria dificílima. Ontem, no entanto, os ventos pareciam soprar para o nosso lado. Ainda no primeiro tempo, fizemos 2xo e precisávamos apenas de mais um gol para garantir a diferença de três tentos e a classificação.
Não contávamos, porém, com a desatenção da equipe, sofrendo mais um gol bobo e evitável. Não contávamos, também, com o destempero do técnico Márcio Bittencourt, logo ele que deveria ser o ponto de equilíbrio emocional da equipe, envolvendo-se numa confusão com o árbitro reserva Patrício Souza e desestabilizando o frágil equilíbrio emocional do time.
Após o gol e a confusão, o time desmoronou dentro de campo e deu espaços para o Americano virar o jogo e nos eliminar de forma melancólica.
Mais uma vez repito: de boas intenções o inferno anda cheio. Não basta ao Santa Cruz querer vencer. É preciso entrar em campo com todas as condições favoráveis para isso, e ontem nos pareceu que ainda estamos longe de alcançarmos esse equilíbrio e determinação.
Ficamos com a impressão de que existe alguma fissura na maneira como o clube está sendo comandado, deixando margem para o erro, a falta de empenho e, principalmente, o desequilíbrio emotivo dos jogadores e da comissão técnica.
Só nos resta agora o Campeonato Pernambucano, onde ainda temos a possibilidade de conquistar o segundo turno e irmos às finais.
Vamos torcer para que tudo se encaixe no seu devido lugar e que não hajam motivos para outros desastres como o de ontem.

Santa Cruz 2 x 4 Americano


COBRA SE ENGASGA COM O AMERICANO
Publicado na Folha de Pernambuco, Recife, 06.03.2009
Santa Cruz dá vexame no Arruda, perde por 4x2, e está eliminado da Copa do Brasil
Fluminenses foram para o intervalo perdendo por 2x0, mas, na etapa final, fizeram a festa em cima dos tricolores

GUSTAVO PAES
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O céu e o inferno, o dia e a noite. A assustadora antítese entre dois tempos presenciada pelos torcedores do Santa Cruz no duelo contra o Americano de Campos, realizado ontem. No primeiro tempo, vitória por 2x0 (placar que levava a disputa para os pênaltis), bom futebol e festa. Depois do intervalo, um espetáculo deprimente, com jogadores nervosos, estimulados, inclusive, pelo técnico Márcio Bittencourt, que, após o primeiro gol dos fluminenses, perdeu o controle e acabou sendo expulso após se envolver em uma polêmica com o quarto árbitro da partida, Patrício Souza. Depois disso, a equipe tricolor perdeu o rumo e sofreu uma virada dolorida, que quase se transforma em goleada nos minutos finais. Placar final: 4x2. A tristeza visitou novamente o Arruda, após alguns meses afastada do revigorado campo coral. Pela terceira vez consecutiva, o Mais Querido é eliminado na primeira fase da Copa do Brasil.
A torcida ainda chegava ao estádio (o público cresceu bastante durante o primeiro tempo) quando o Santa Cruz abriu o marcador. O atacante Márcio, que retornou ao time após cumprir suspensão na última rodada do Campeonato Pernambucano, mostrou que tem presença de área, e que pode substituir bem o ídolo Marcelo Ramos no papel de matador. Depois de uma cobrança de falta do lateral-esquerdo Adílson pelo lado direito, a bola desviou no meio do caminho e assustou o goleiro Jefferson, do Americano. Ele soltou a bola nos pés do centroavante coral, que empurrou com facilidade para as redes. Aos 34, o atacante ampliou, dominando a bola na área e, em completa liberdade, tocou no canto do goleiro Jefferson.
No segundo tempo, um chute perigoso de Adílson logo nos segundos iniciais, dava a entender que o Santa Cruz conseguiria ampliar a vantagem e conquistar a vaga no tempo normal. Porém, um lance, aos 17 minutos da etapa final, mudou os rumos da partida. Em posição duvidosa, Rondinelli deu passe para Ernani, que diminuiu a vantagem coral. O técnico Márcio Bittencourt ficou revoltado, dizendo que o jogador do Americano estava impedido. Depois de uma demorada confusão, o treinador foi expulso, e a equipe tricolor perdeu o equilíbrio. Na busca pelos dois gols que dariam a classificação para a próxima fase, o Tricolor abriu espaço para os contra-ataques. E o Americano não desperdiçou as chances, virando o placar para 4x2, com três gols de Kiesa. Para completar o sofrimento, Márcio Barros ainda perdeu uma penalidade, nos acréscimos.
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FICHA TÉCNICA
Jogo: Santa Cruz 2x4 Americano. Santa Cruz: André Zuba; Parral (Thomas Anderson), Leandro Camillo, Thiago Matias e Adílson; Vágner, Bilica, Élder (Fágner) e Leandro Gobatto; Pedro Henrique e Roger Thompson (William). Técnico: Márcio Bittencourt. Americano: Jefferson; Anderson, Carlão e Nerley (Cabloco); Paulo Henrique, Renan, Kim (Djair), Diego e Ernani; Eberson (Rondinelli) e Kieza. Técnico: Toninho Andrade. Local: Estádio do Arruda, no Recife. Juiz: João Alberto Gomes Duarte (RN). Auxiliares: Eduardo Lincon Neves (RN) e José da Silva Sobrinho (RN). Gols: Márcio (2), para o Santa Cruz, e Ernani e Kiesa (3), para o Americano. Cartões amarelos: Thiago Mattias e Vágner, do Santa Cruz, e Ernani, Paulo Henrique e Kim, do Americao. Público e Renda: não divulgados.

terça-feira, 3 de março de 2009

Santa Cruz 1 x 0 Sete de Setembro


GOL SOLITÁRIO DÁ VITÓRIA AO TRICOLOR
Publicado na Folha de Pernambuco, Recife, 03.03.2009
Santa Cruz não teve uma boa atuação, mas fez 1x0 no Sete de Setembro, ontem. Triunfo coral foi garantido por Roger Thompson, que assinalou seu primeiro gol vestindo a camisa do clube

GUSTAVO PAES
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Com um gol solitário, marcado por Roger Thompson, no início do jogo, o Santa Cruz venceu o Sete de Setembro, ontem, no Arruda, e conquistou importantes três pontos na largada do segundo turno do Campeonato Pernambucano. O Mais Querido ocupa a quinta colocação, empatado em número de pontos com os líderes, mas levando desvantagem em dois critérios: saldo de gols e gols pró. O jogo, apesar das dificuldades, serviu também para que o técnico Márcio Bittencourt fizesse os ajustes finais para o importante duelo de quinta-feira, quando o Tricolor recebe o Americano de Campos, para tentar reverter a vantagem do time fluminense, que venceu por 2x0 na partida de ida.
O primeiro tempo foi bastante agitado, mas faltou apuro técnico aos dois times em vários momentos. O gramado do Arruda acabou sendo o grande destaque, mantendo-se impecável mesmo após ser castigado pelas chuvas. Com a nova formação tática - Bittencourt adotou o 4-4-2 -, o time coral acabou aproveitando o novo posicionamento de alguns atletas para abrir o placar logo aos três minutos. O volante Vágner abriu bem pelo lado direito e cruzou na área. A bola desviou na zaga setembrina e acabou sobrando nos pés de Roger Thompson, que, de canhota, marcou seu primeiro gol pelo Tricolor.
O Sete de Setembro não acusou o golpe e conseguiu manter a posse de bola durante boa parte da primeira etapa. O atacante Marcelo Paraíba, destaque alviverde no jogo, criou boas oportunidades. Aos 14 minutos assustou ao bater forte de fora da área. Alguns instantes depois, ele recebeu um belo cruzamento de Israel e, entre os dois zagueiros corais, subiu para cabecear na direção do goleiro André Zuba, que espalmou para escanteio. Depois do susto, o Tricolor acordou. Roger Thompson recebeu um bom lançamento do eficiente Élder, e bateu cruzado na trave. O atacante coral teve outra grande oportunidade. Ele conseguiu driblar dois zagueiros do Sete de Setembro, mas, na hora da finalização, faltou objetividade.
No retorno para a segunda etapa, os tricolores tentaram surpreender novamente. Após uma rápida troca de passes, Leandro Gobatto ficou em ótima condição para finalizar, mas falhou no arremate. O Santa Cruz continuou superior no restante do duelo, mas pecava bastante nas finalizações. O atacante Pedro Henrique, que acabou sendo a grande decepção da noite, não conseguiu encaixar as suas arrancadas características, sendo substituído pelo jovem Thomas Anderson. O prata da casa causou problemas aos alviverdes. Ele foi um dos responsáveis pela pressão da equipe coral nos últimos 15 minutos de jogo. Aos 43, Thomas balançou as redes, mas a arbitragem anulou, acusando impedimento. Na última grande chance, o atacante passou por dois zagueiros, mas não foi preciso na finalização, para desespero de Bittencourt e da torcida, que, irritada, vaiou o time, apesar da conquista dos três pontos.
FICHA TÉCNICA
Jogo: Santa Cruz 1x0 Sete de Setembro. Santa Cruz: André Zuba; Parral, Leandro Camillo, Thiago Matias e Adílson; Vágner, Bilica, Élder (William) e Leandro Gobatto (Anderson); Pedro Henrique (Thomas Anderson) e Roger Thompson. Técnico: Márcio Bittencourt. Sete de Setembro: Mondragón; Israel, Nei Carioca, Oliveira, Rivaldo e Nando (Rodrigão); Zaqueu, Willams e Marcelo Capanema; Nego Pai e Marcelo Paraíba (Jaílton). Técnico: Lourival Santos. Local: Estádio do Arruda, no Recife. Juiz: Adriano Siebra. Auxiliares: Jossemmar Diniz e Albert Júnior. Gol: Roger Thompson, para o Santa Cruz. Cartões amarelos: Leandro Gobatto, do Santa Cruz, e Israel e Nando, do Sete de Setembro. Público: 12.101. Renda: R$ 20.105. Preliminar: Partida adiada por causa da chuva.
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