sábado, 31 de janeiro de 2009

O nosso campo em Afogados

SANTA INAUGURA SEU CAMPO JUNTO Á SEDE EM AFOGADOS

Givanildo Alves

O Santa Cruz, depois de esforços e sacrifícios, consegue finalmente concretizar um velho sonho de seus associados e torcedores: ter o seu próprio campo para realizar treinos e jogos oficiais.
O local era ao lado da sua sede social, na rua São Miguel, em Afogados, que a diretoria tricolor pensava em transformar na melhor praça de esportes do Recife, superando o estádio da avenida Malaquias, de propriedade do Sport Club do Recife, que se orgulhavada sua arquibancada de madeira adquirida ao Fluminense do Rio de Janeiro.
A inauguração do reduto tricolor foi marcada para o sábado, dia 8 de dezembro de 1928, após muitas reuniões da diretoria, pois era intenção do presidente do Santa, Carlos Rios, promover uma festa de arromba. Apesar da difícil situação financeira que atravessava o clube, investiu-se no evento, contratando-se os serviços da casa Gallo Preto para ornamentação da área que circundava o campo, bem como a instalação de um palanque para os discursos e um coreto para a banda de música.Todas as figuras importantes do clube foram convocadas para colaborar no programa a ser preparado para a grande festa do Santa que, apesar de haver se desenvolvido em outras atividades, como no remo, por exemplo, fazia pouco tempo, ainda não tinha feito as pazes com o título, que perseguia desde a fundação da Liga, em 1915. Eram, portanto, 13 anos em que o campeonato não saia das mãos do Sport e do América e, nas duas oportunidades em que escapou dos dois poderosos clubes, uma vez ficou com o Flamengo (campeão em 1915), e outra com o Torre, em 1926. A torcida não aceitava esse jejum de um clube que conseguira se infiltrar na alma do povão recifense, mas não lhe dera ainda uma explosão de alegria. O campo era, pois, uma necessidade.Várias comissões foram formadas para garantir o êxito da inauguração. Recepção: Fragoso Selva, Lessa de Andrade, Ramos Leal, João de Souza Leão; Polícia: Carlos Afonso, Jayme Rosas e Jorge Moura; De Jogos: Manfredo Cunha, José Luiz de Barros e Lindolfo Silva; Assistência aos Jogadores: Luiz Barbalho, José Luiz Vieira, Guilherme Rodrigues e Daniel Pernambucano.
Para surpresa da Liga, a diretoria tricolor não incluiu na sua festa nenhum clube que disputava os jogos oficiais da entidade. Preferiu-se organizar um torneio com a participação somente das agremiações que faziam parte do certame suburbano, cuja tabela foi a seguinte: Belga x Varzeano; Iris x Great Western; Afogadense x Ateniense; Auto Esporte x Tuyuty; Concórdia x A A. do Arruda e Mocidade.
Os jornais abriram espaços para o acontecimento tricolor em Afogados, ao qual compareceu um público numeroso, tomando todos os locais das proximidades do campo. A Pernambuco Tramways nesse dia fez circular grande número de carros até no campo. Foram estabelecidos os seguintes preços para entrada: Cavalheiro, 1$100; Crianças, $500; Automóveis, incluindo os ocupantes, 10$000. Mulher não pagou.
O grande evento foi encerrado com uma partida em que os jogadores do Santa Cruz atuaram com a camisa do Fortaleza ( um time suburbano) contra o Marvelo, que nada mais era do que o quadro do Flamengo, pertencente à Liga. Quem dirigiu o encontro foi o presidente do Santa Cruz, Carlos Rios, que era considerado um competente "referee". O Fortaleza, ou melhor, o Santa Cruz, ganhou de 2x1.
A semente jogada em Afogados não germinou. O Santa, que nascera na Boa Vista, haveria ainda de peregrinar por outros caminhos até encontrar o Arruda, sua Canaã, onde se instalou a partir de 1943.

Fonte: História do Futebol em Pernambuco, Capítulo 26, Diário de Pernambuco, Recife, sexta-feira, 28 de julho de 1995, pag. B-5.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Cabense 0 x 1 Santa Cruz


Jornal do Commercio/Recife

VITÓRIA APERTADA DÁ VICE-LIDERANÇA
Publicado no Jornal do Commercio, Recife, em 29.01.2009
Santa Cruz joga mal, porém o suficiente para bater a Cabense. Time festeja 4º triunfo seguido.

Carlyle Paes Barreto
carlyle@jc.com.br

CABO DE SANTO AGOSTINHO – Mesmo sem apresentar um futebol técnico, o Santa Cruz fez o suficiente para bater a Cabense por 1x0, ontem à noite, no Estádio Gileno de Carli, conseguindo sua quarta vitória seguida no Campeonato Pernambucano. E com o resultado, o tricolor assume a vice-liderança isolada do primeiro turno, agora com 15 pontos, dois a mais que o Porto, terceiro colocado. O Sport lidera com 18.
Já o time do Cabo de Santo Agostinho, que perdeu com gol contra do volante Leo Gama, permanece com dez pontos, na quinta colocação.
Embora vindo de bons resultados, as duas equipes entraram em campo bem retrancadas. O Santa Cruz com três zagueiros e dois volantes. A Cabense com apenas um atacante. Resultado: jogo truncado, com muitos erros de passes e chutões.
Sem técnica apurada, o mérito dos dois times foi a marcação. Melhor para o tricolor, que esteve bem seguro neste fundamento, com os zagueiros Sandro, Tiago Matias e Leandro Camilo sem dar chances aos adversários, protegidos também pela voluntariedade de Bilica e Vágner.
Para se ter ideia da falta de criatividade dos times, houve apenas dois chutes a gol no primeiro tempo. E ambos da Cabense. Um com Aílton, que assustou André Zuba, aos 19 minutos. E outro numa bomba de Curinga, em cobrança de falta bem defendida pelo arqueiro coral.
Do lado tricolor, somente uma cabeçada por cima da trave, sem perigo, do atacante Márcio, que mais uma vez mostrou-se um guerreiro em campo. Mas sem poder ofensivo.
O Santa ainda teve um pênalti não marcado pelo árbitro Wilson Souza, quando Evanílson puxou William pela camisa, na entrada da área. Mas nem o meia reclamou.
Na segunda etapa, o técnico Márcio Bittencourt fechou mais ainda sua equipe, que já não tinha criatividade, tirando o meia William e colocando o volante Anderson. O Santa ficava com três zagueiros, quatro volantes e um dos atacantes que só fazia marcar. Mas aí a sorte apareceu. Num cruzamento de Parral, logo aos três minutos, Marcelo Ramos trombou com o meio-campista Leo Gama, que cabeceou para seu próprio gol: 1x0.
O artilheiro, no entanto, esteve apagado. Sem ser municiado pelo time excessivamente defensivo, não teve chances de marcar. Pior: não fez uma única finalização, bem diferente do jogo de domingo, quando marcou os três gols da vitória sobre o Ypiranga.
E com a vantagem, os corais se fecharam mais ainda e abriram mão dos contra-ataques, voltando a apostar nos chutões. A situação piorou quando Marcelo Ramos foi substituído por outro volante, Hudson. Tanto é que o segundo lance de perigo do time da capital só veio aos 42 minutos, numa jogada individual do lateral-esquerdo Adílson, que fez um bom primeiro tempo e uma segunda etapa regular.
Antes, a Cabense havia tido duas chances de empatar. Uma com Leo Batista chutando cruzado, para fora. E outra com Alexandre pegando rebote na entrada da área. Também para fora.
“Jogamos no limite. O jogo não pedia técnica. Pedia a vitória”, justificou o zagueiro Sandro, capitão da equipe. “Foi uma grande vitória”, exagerou Leandro Camilo.
O Santa Cruz volta a jogar domingo, no clássico contra o Náutico, nos Aflitos. A Cabense recebe o Central.

FICHA TÉCNICA
Jogo: Cabense 0x1 Santa Cruz. Local: Estádio Gileno de Carli, no Cabo de Santo Agostinho. Juiz: Wilson Souza. Auxiliares: Erich Bandeira e Alcides Lira. Gol: Leo gama, contra, para o Santa Cruz. Cabense: Ibson; Damião (Cléber), Neto, Alexandre e Aílton; Leo Gama, Márcio Machado (Leo Batista), Evanilson e Fabinho Vitória; Fabinho Recife (Fábio Buda) e Curinga. Técnico: Rogério Zimerman. Santa Cruz: André Zuba; Leandro Camilo, Sandro e Tiago Matias; Parral, Bilica (Juca), Vágner, William (Anderson) e Adilson; Márcio e Marcelo Ramos (Hudson). Técnico: Márcio Bittencourt. Cartão amarelo: Bilica, do Santa Cruz. Renda: R$ 4.780. Público total: 4.302. Juniores: Cabense 0x8 Santa Cruz.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Santa Cruz 3 x 1 Ypiranga

Jornal do Commercio, Recife.

RAMOS COMANDA VIRADA E IDA DO SANTA AO 3º LUGAR
Publicado no Jornal do Commercio, Recife, em 26.01.2009
Atacante tricolor faz os três gols da vitória sobre o Ypiranga, por 3x1, e já é o vice-artilheiro do Estadual, com quatro

Carlyle Paes Barreto
carlyle@jc.com.br

Bastaram 45 minutos de inspiração do atacante Marcelo Ramos para o Santa Cruz virar o jogo para cima do Ypiranga e deixar o Arruda com a terceira vitória seguida no primeiro turno do Campeonato Pernambucano. Os três belos gols do artilheiro, na vitória de ontem à tarde por 3x1, deixaram o tricolor na terceira colocação. E com chances de brigar pelo título.
Com o resultado, o Santa passou a somar 12 pontos, atrás apenas do líder Sport e do Porto, que só está na frente pelo saldo de gols (11x1). Já o Ypiranga se mantém em sexto, com seis pontos.
Incentivado pelos quase 25 mil torcedores que estiveram presentes no Arruda, o Santa começou o jogo pressionando um acuado Ypiranga. Foi assim até os oito minutos, com pelos menos duas chances pelo lado direito e diversos cruzamentos na área.
Mas aí surgiu um baixinho que por pouco não estraga a festa coral. O atacante Lulinha esteve perto de abrir o placar, aos nove, quando aproveitou erro na saída de bola de André Zuba e quase marca. Cinco minutos depois, ele sofreu falta na entrada da área, pela lateral. Ele mesmo cobrou e Santiago desviou de cabeça: 1x0.
Aos 21, Lulinha, em impedimento, entrou livre na área, mas não teve tranquilidade para superar o arqueiro tricolor.
O Santa sentiu o baque. Até tinha mais posse de bola, mas não a criatividade suficiente para municiar seus atacantes. Marcelo Ramos estava anulado, enquanto Márcio só fazia trombar com a linha de três zagueiros do adversário.
Aos 37, Júlio César ainda mandou uma bola na trave. Foi quando o zagueiro Luís Eduardo cometeu falta dura e boba no meio-de-campo. Já tinha cartão amarelo e foi expulso.
Na segunda etapa, com um homem a mais, o técnico Márcio Bittencourt ousou. Tirou o zagueiro Sandro e colocou o atacante estreante Pedro Henrique, fazendo com que o volante Bilica recuasse. E já no segundo minuto, Marcelo Ramos deixava tudo igual, ao pegar rebote de escanteio e tocar para o gol. O assistente Roberto Oliveira ainda anulou o lance, mas retrocedeu e confirmou o 1x1.
Com a mudança tática e com o gol, o Santa cresceu. Passou a dominar a partida. Teve chances com Pedro Henrique, mas foi Marcelo Ramos quem voltou a brilhar, acertando um bomba no ângulo, aos 18: 2x0.
O meia Gobatto, que fazia partida regular, no entanto, foi expulso aos 19. Aí o Ypiranga reagiu e voltou a pressionar.
Mas o artilheiro do dia voltou a mostrar sua classe. Após trombada de Márcio com o zagueiro Santiago, Marcelo Ramos pegou a sobra, invadiu a área e tocou suavemente, por cima do goleiro Geday, fechando o placar. No final, o atacante foi o último homem a descer para o vestiário. E a torcida o esperou, aplaudindo o artilheiro do Estadual 2008 e esperando mais festa daqui por diante.

FICHA TÉCNICA

Jogo: Santa Cruz 3x1 Ypiranga. Local: Estádio do Arruda, no Recife. Juiz: Ricardo Távares. Auxiliares: Jossemar Diniz e Roberto Oliveira. Gols: Marcelo Ramos (3), para o Santa Cruz, e Santiago, para o Ypiranga. Santa Cruz: André Zuba; Parral, Sandro (Pedro Henrique), Tiago Matias e Adílson; Wagner, Bilica, Elder (Anderson) e Leandro Gobatto; Márcio e Marcelo Ramos. Técnico: Márcio Bittencourt. Ypiranga: Geday; Fágner, Santiago, Welton, Luís Eduardo e Bruno; Júlio César e Assis (Romarinho); Lulinha e Rodrigão. Técnico: Pedro Manta. Cartões amarelos: Márcio, do Santa Cruz, e Fágner e Júlio César, do Ypiranga. Expulsões: Luís Eduardo, do Ypiranga, e Leandro Gobatto, do Santa Cruz. Renda: R$ 134.690. Público: 24.993. Juniores: Santa Cruz 4x1 Ypiranga.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Um fenômeno que atendia por Tará


UM FENÔMENO QUE ATENDIA POR TARÁ

Nos anos 30 e 40, o torcedor pernambucano acostumou-se a aplaudir um baixinho que ainda hoje é considerado um dos maiores craques que já passaram pelos gramados do Estado. Ele defendeu o Santa Cruz e o Náutico, mas foi ao Tricolor que se ligou, até hoje, sentimental e definitivamente. Trata-se do coronel reformado da Polícia Militar de Pernambuco, Humberto de Azevedo Viana, o ainda festejado Tará, por coincidência, nascido no mesmo ano de fundação do seu clube de coração, em 1914.
Embora fosse baixinho, o centroavante Tará tinha uma grande impulsão, fazendo muitos gols de cabeça. Várias vezes integrante da equipe pernambucana no antigo Campeonato Brasileiro de Seleções, comandou o ataque alvi-azulino no dia 22 de outubro de 1944, quando Pernambuco goleou a Bahia por 9 x 1, na Ilha do Retiro.
Naquela tarde, os orixás certamente estavam de folga e esqueceram seus craques, pois nem bem o jogo começou, os pernambucanos fizeram seu primeiro gol, através justamente de Tará, numa jogada assim descrita pelo jornalista Givanildo Alves no seu "História do Futebol em Pernambuco": "A abertura da contagem começou logo no primeiro minuto de jogo. Siduca cobrou um escanteio. A bola veio caindo bem dentro da área baiana. Tará subiu e cabeceou com sucesso."
O centroavante balançaria mais duas vezes a rede baiana, marcando três gols, mesmo número dos que foram assinalados por seu irmão Orlando, o Pingo de Ouro, que defendia o Náutico e se consagraria mais tarde jogando pelo Fluminense, Santos e outros clubes, chegando à Seleção Brasileira. Os demais goleadores daquela partida histórica foram Siduca, Pitota e Edgar (Pernambuco) e Isaltino (Bahia). Naquele jogo inesquecível, os pernambucanos alinharam: Manoelzinho; Chicão e Guaberinha; Pedrinho, Capuco e Gilberto; Pitota, Orlando, Tará, Edgar e Siduca.
O nome de Tará também está inscrito na primeira conquista do título de campeão pernambucano pelo Santa Cruz, em 1931. Os heróis daquele feito tão ansiosamente esperado pelos tricolores, foram: Dadá, Sherlock, Fernando, Dóia, Julinho, Zezé, Aloísio, Neves, Tará, Lauro e Estevão.
O Santa Cruz repetiria a façanha nos dois anos seguintes, obtendo assim seu primeiro tricampeonato, sempre com Tará comandando o ataque. Os corais levantaram ainda os campeonatos de 1935 e 1940, e a camisa 9 não tinha outro dono a não ser Tará.

RECORDISTA - Em 1943, um aborrecimento com um dirigente tricolor levou Tará, que era amador, a mudar de ares. Foi defender o Náutico, onde brilhava seu irmão Orlando. Interessante é que em dado momento houve uma autêntica invasão da família Viana, nos Aflitos, com cinco irmãos militando no clube ao mesmo tempo: Isaac, Orlando, Tará, Gerson e Roldan.
Foi defendendo o Náutico que Tará assinalou um recorde que só seria igualado em 1976 por Dario (Sport), contra o Santo Amaro. A 1º de julho de 1943, quando o Náutico derrotou o extinto Flamengo pela incrível contagem de 21 a 3, Tará marcou dez gols.
Depois de levar Orlando, o Fluminense insistiu para contratar Tará, que já oficial da Polícia Militar de Pernambuco, não quis arriscar, preferindo continuar por aqui. Encerrou a carreira no Santa Cruz, com o qual fez as pazes e hoje acompanha a distância os sucessos e as agruras do time que continua sendo sua paixão.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 1999.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Acertando o Carcará



SANTA CRUZ EMBALA E VENCE A SEGUNDA
Publicado no Jornal do Commercio, Recife, em 22.01.2009

João de Andrade Neto
SALGUEIRO - Com direito ao primeiro gol do atacante Marcelo Ramos após seu retorno ao Arruda, o Santa Cruz conseguiu sua segunda vitória consecutiva no Pernambucano ao bater ontem à noite o Salgueiro por 2x1, no Cornélio de Barros. O outro tento coral foi anotado pelo raçudo atacante Márcio Barros. O zagueiro Henrique (ex-Náutico) diminuiu para o Carcará. Com o resultado, o tricolor sobe para a 4ª colocação, com 9 pontos, 3 a menos que os líderes Porto e Sport. O Salgueiro cai para a 7ª posição, com 4. Domingo, o Santa joga no Arruda contra o Ypiranga. O Carcará visita a Acadêmica Vitória.
"Sabíamos que seria um jogo complicado. Essa vitória foi importante para dar moral ao grupo. Além disso estamos evoluindo na parte física e no entrosamento. Voltar a marcar pelo Santa Cruz é muito bom", destacou Marcelo Ramos.
Tocando bem a bola e sem afobação, o tricolor por alguns momentos chegou a envolver a boa equipe do Salgueiro. Aos quatro minutos, Márcio Barros obrigou o goleiro Luciano a fazer uma ótima defesa, após um chute forte, de fora da área. Aos oito, em boa movimentação do ataque, William cruzou rasteiro para o artilheiro Marcelo Ramos se reencontrar com as redes, escorando para a meta do Salgueiro.
Porém, quando se imaginava que a vantagem no placar pudesse dar ainda mais tranquilidade ao Santa, ocorreu o contrário. Notando que estava perdendo a disputa no meio-de-campo, o técnico do Carcará, Neco, adiantou a marcação da sua equipe. Com isso, o Santa, que estava bem no toque de bola, passou a fazer ligação direta entre a defesa e o ataque, facilitando a vida dos sertanejos. Por sua vez, aproveitando um dos maiores calos do atual time tricolor, as laterais, o Salgueiro cresceu.
O gol de empate saiu aos 20 minutos, após uma falha da defesa coral. Depois de cobrar o escanteio e do corte da zaga tricolor, o lateral-esquerdo Marcos Mendes recebeu a bola e teve tempo para cruzar novamente na área. O zagueiro Henrique subiu mais alto e cabeceou para a rede: 1x1.
O tricolor só voltou a assustar aos 44 minutos, graças a uma falta cobrada com violência pelo zagueiro Sandro, que parou na defesa segura de Luciano. O primeiro tempo acabou sob escuridão devido a uma queda de energia.
No segundo tempo , o cenário em campo mudou. Para recuperar o domínio no meio-de-campo, o técnico Márcio Bittencourt promoveu a estreia do meia Leandro Gobatto. O Santa melhorou, porém não tanto. Ainda sem ritmo e desentrosado, o jogador pouco criou. Porém ajudou a ajustar o posicionamento coral. Tanto que durante toda a etapa o Salgueiro pouco voltou a ameaçar a meta de André Zuba.
O Santa chegava com mais facilidade à meta do Salgueiro. O gol da vitória veio aos 16 minutos, após outra boa jogada de linha de fundo de William, que cruzou na área para Márcio Barros. Como um legítimo matador, o atacante girou sobre o marcador e fuzilou Luciano.
O Santa soube aproveitar a vantagem no placar. O volante Anderson, que substituiu William, ainda teve tempo de mandar um petardo de fora da área, no travessão de Luciano.
FICHA TÉCNICA
Jogo: Salgueiro 1x2 Santa Cruz. Local: Estádio Cornélio de Barros, em Salgueiro. Juiz: Erick Batista (PB). Assistentes: Erick Bandeira e Pedro Vanderlei. Gols: Marcelo Ramos e Márcio Barros, para o Santa Cruz, e Henrique, para o Salgueiro. Santa Cruz: André Zuba; Parral, Tiago Matias, Sandro e Adílson; Bilica, William (Anderson), Elder (Leandro Gobatto) e Wagner; Marcelo Ramos (Memo) e Márcio Barros. Técnico: Márcio Bittencourt. Salgueiro: Luciano; Rogério, Alisson, Henrique e Marcos Mendes; Wendel, Vitor Caicó, Renato Frota (Tiago) e Leonardo (Rodrigo); Patrick e Inho Baiano (Oliveira). Técnico: Neco. Cartões amarelos: Renato Frota, Marcos Mendes, Alisson, Wendel, Patrick e Tiago, do Salgueiro, e André Zuba, Adilson e William, do Santa Cruz. Renda: R$ 6.567. Público total: 4.735. Juniores: Salgueiro 0x1 Santa Cruz.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A festa do povo











































































Na reinauguração do Arruda, a festa foi do povo. E não faltaram os torcedores símbolos: Bacalhau, Mazinho da Buzina, Luís Cobrinha, Biu da Cobra, Super Santa, todos estiveram presentes demonstrando a sua alegria entre a grande massa anônima.
Nada como estarmos de volta à nossa casa e em dia de grande festa.
Antes do jogo, comandado pelo maestro Spock, o show com a apresentação de grandes artistas torcedores do Santa Cruz: Nando Cordel, Valmir Chagas, Getúlio Cavalcanti, Canibal, Edy Carlos, maestro Édson Rodrigues, Fábio Trummer e muitos outros. Muita emoção entre os presentes.
Antes do jogo, ainda, o espetáculo pirotécnico. Não resta a menor dúvida: foi uma festa em grande estilo.
Destoando da grande festa, só o time dentro de campo, que mesmo vencendo o jogo, nos deixou com a impressão de que ainda falta muito para termos a equipe sonhada.
O time é fraco e débil, tanto técnica quanto taticamente e venceu apertado ao limitado time do Central.
O importante, porém, foi a festa de reabertura do estádio com a presença do povão em estado de alegria.

Santa Cruz 2 x 1 Central



SANTA CRUZ NA MAIOR FELICIDADE
Publicado no Jornal do Commercio, Recife, em 19.01.2009

Torcida tricolor compareceu para conferir a nova cara do estádio, assistiu a shows e, melhor ainda, viu o time vencer o Central por 2x1, passando a 5º lugar na classificação. Um dia em que tudo deu certo

Rafael Carvalheira
rvieira@jc.com.br

Não foi o futebol dos sonhos dos torcedores do Santa Cruz. Mas também não precisava. O espetáculo já havia sido oferecido antes do apito inicial, com roda de samba, orquestra de frevo, homenagens, apresentação de artistas tricolores das mais variadas tendências musicais e show pirotécnico. Reverências justas oferecidas ao Estádio do Arruda, o Mundão, o Colosso. Um dos maiores orgulhos da torcida coral estava reaberto por completo após três meses de reformas amplas. A exigência era somente pela vitória. Podia vir do jeito que fosse. E ela veio apertada. Um dramático 2x1 em cima do Central.
O desfecho perfeito para os adoradores do Santa Cruz, em um dos dias mais festejados da história recente do clube, valeu também mais três pontos para a equipe na classificação do primeiro turno do Pernambucano. Os heróis da vitória na data histórica foram o atacante Márcio e o meio-campista William, ainda no primeiro tempo do confronto, válido pela terceira rodada da fase. O meia Djalma, já no segundo tempo, descontou para os visitantes.
O Santa saiu da oitava colocação e agora está em quinto, com seis pontos. Os corais perdem uma posição para o Ypiranga por conta do saldo de gols. São dois gols negativos para o time da capital, enquanto o representante de Santa Cruz do Capibaribe acumula dois gols positivos. Quem assumiu o oitavo posto foi o Central, com três pontos. Na quarta-feira, os comandados de Márcio Bittencourt saem para enfrentar o Salgueiro, no Cornélio de Barros. A Patativa faz o clássico de Caruaru contra o Porto, no Luiz Lacerda.
O que se seguiu após o show montado pela direção para receber novamente os torcedores parece ter sido combinado também com os jogadores, como se estivesse previsto na programação. Palco desmontado, times em campo, e, com menos de dois minutos, a massa já dava vazão ao grito de gol. A explosão de alegria veio após uma boa jogada de Bilica pela esquerda. O volante cruzou para a área e encontrou o atacante Márcio livre para marcar de cabeça.
Quando o Central tomou conta do meio-de-campo e começou a ameaçar o gol dos donos da festa, veio mais o indício de que a história do jogo só pode ter sido escrita por um fanático coral, daqueles capazes de dedicar versos para o clube. Quem sabe Capiba, animado no céu com os acordes da Spok Frevo Orquestra antes do jogo. Eram 33 minutos, William pegou um daqueles chutes de primeira que o torcedor fala: “Nunca mais acerta outro”. Da entrada da área, de bate-pronto, o meia soltou um “canhão” para eletrizar ainda mais a nação tricolor.
O segundo tempo se desenrolou com muitos sustos. O maior deles veio aos 12 minutos, com o meia Djalma descontando de falta. O Central seguiu melhor o tempo inteiro. O Santa Cruz cansou e permitiu ao adversário atuar trocando passes na frente. Os contra-golpes também não funcionavam. Depois de tanto “frevo”, parecia que ninguém tinha mais pernas. O goleiro André Zuba tratou de segurar o placar defendendo a bola do jogo, aos 23 minutos. Após o apito final, entretanto, o Arruda virou Olinda novamente para o carnaval de cerca de 30 mil tricolores.
FICHA TÈCNICA
Jogo: Santa Cruz 2x1 Central. Local: Estádio do Arruda, no Recife. Juiz: Cláudio Mercante. Auxiliares: Erich Bandeira e Jossemar Diniz. Gols: Márcio e William, para o Santa Cruz, e Djalma, para o Central. Santa Cruz: André Zuba; Parral (Juca), Sandro, Tiago Matias e Adílson; Bilica, Wagner, William (Anderson) e Elder (Miller); Márcio e Marcelo Ramos. Técnico: Márcio Bittencourt. Central: Davi; Sidney, César Baiano e Bebeto; Russo, Márcio, Djalma, Danilo (Careca) e Marquinhos Caruaru (Adeíldo); Fábio Silva (Ailton) e Cláudio. Técnico: Lourival Santos. Cartões amarelos: William e Sandro, do Santa Cruz, e César Baiano, Sidney, Bebeto, Ailton e Cláudio, do Central. Expulsão: Fábio Silva, do Central. Renda: R$ 197.870. Público: 30.086. Juniores: Santa Cruz 9x0 Central.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Vexame em Caruaru

Foto: Folha de Pernambuco


VEXAME EM CARUARU

Clóvis Campêlo

Para um time de massa como o Santa Cruz, não basta ter um passado de glórias. É preciso um presente de sucessos e um futuro promissor. Só assim se mantém a tradição das conquistas célebres e a chama da torcida acesa.
A derrota de ontem contra o Porto, em Caruaru, serviu para consolidar na torcida a desconfiança, surgida diante do Sete de Setembro, em Garanhuns, de que com essa equipe não iremos muito longe.
Com duas atuações medíocres, quando marcamos apenas um gol e tomamos quatro, a torcida já colocou as barbas de molho.
É preciso que se diga a Fernando Bezerra Coelho, o nosso presidente, que de boas intenções o inferno anda cheio.
É preciso que se diga ao técnico Márcio Bittencourt que a imensa torcida coral já não terá paciência de suportar mais uma campanha medíocre e abaixo das possibilidades do clube.
Se hoje temos afastados do clube os dirigentes-empresários que o levaram a essa quase falência, uma verdadeira praga do futebol brasileiro atual, também não se pode entregar de mão beijada a qualquer outra pessoas o direito de contratar jogadores sem qualificação técnica para defender o nosso time.
O Santa Cruz hoje precisa vencer, vencer e vencer. Não pode mais se dar ao direito de acumular derrotas absurdas. Tivemos tempo e dinheiro para montar uma boa equipe e tudo indica que não o fizemos. Porém, ainda é tempo de se consertar o erro e reorientar a rota do clube no campeonato pernambucano.

FICHA TÈCNICA
Jogo: Porto 4x0 Santa Cruz. Local: Estádio Luiz Lacerda, em Caruaru. Juiz: Emerson Sobral. Auxiliares: Albert Júnior e Júlio César Bezerra. Gols: Guego (2), Kyros e Val. Cartões amarelos: Memo e Vágner, do Santa Cruz, e Rodolfo e Guego, do Porto. Porto: Danilo; Baiano (Val), Gonçalves, Stanley e Aírton; Rodolfo, Cosme, Guego e Tiago Laranjeiras; Marlos e Kyros (Neilson). Técnico: Adelmo Soares. Santa Cruz: André Zuba; Parral, Sandro (Anderson), Memo e Adílson; Vágner, Bilica, Willian (Juan Felipe) e Élder (Húdson); Márcio e Marcelo Ramos. Técnico: Márcio Bittencourt. Público: 5.745. Renda: 30.630.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

A festa da torcida em Garanhuns















































Fotos: Clóvis Campêlo/2009

A vitória foi sofrida, suada. O time, um tanto quanto apático. O estádio, acanhado, sem condições mínimas de conforto. Mas vencemos e a vitória serviu de estímulo à grande torcida coral.
Na realidade, mais uma vez, a torcida foi a dona da festa em Garanhuns. Primeiro, na casa de Bacalhau, onde um carro de som, na rua, executava frevos pernambucanos tradicionais e onde foi servida uma deliciosa feijoada, cortesia do dono da casa. Depois, no estádio, onde marcamos presença de forma inquestionável.
A torcida do Santa já provou que estará com o time onde o time estiver.

Sete de Setembro 0x1 Santa Cruz

O Jornal do Commercio deu destaque à vitória tricolor



PRIMEIRO TRIUNFO DO SANTA
Publicado no Jornal do Commercio, Recife, em 12.01.2009

Tricolores fazem as pazes com a alegria ao bater o Sete na estreia do Estadual. Há quase seis meses, torcida não festejava uma vitória


Rafael Carvalheira
rvieira@jc.com.br


Os cerca de 2 mil tricolores que compareceram ao Estádio Gigante do Agreste, ontem à tarde, viram justamente o que previu o técnico Márcio Bittencourt. Muitas dificuldades táticas e técnicas, mas uma dedicação incansável da equipe. Desta forma, os corais escreveram o desfecho mais feliz possível para o primeiro jogo oficial da Era Fernando Bezerra Coelho. Com um gol de Elder no meio do segundo tempo, conseguiram os três primeiros pontos no Campeonato Pernambucano ao bater o Sete de Setembro por 1x0.
O resultado significou também o reencontro do Santa com as vitórias. Os tricolores haviam vencido pela última vez no dia 20 de julho do ano passado, quando bateram o Potiguar de Mossoró (2x0), pela Série C do Campeonato Brasileiro. Fora de casa, não superavam um adversário desde o hexagonal da morte do Estadual da temporada passada.
O próximo compromisso do Santa será quarta-feira, diante do Porto, em Caruaru, no Lacerdão. No mesmo dia, o Sete de Setembro sai para pegar o Vitória, no Carneirão, em Vitória de Santo Antão. Os corais estão na quinta colocação. Perdem nos critérios de desempate. Os setembrinos ocupam a nona colocação, duas acima da zona de rebaixamento à Série A2 do Pernambucano. No ano passado, o time lutou o tempo inteiro contra a queda.
Os jogadores mais importantes no confronto do Gigante do Agreste foram o goleiro André Zuba, autor de uma série de defesas importantes, principalmente quando o jogo estava 0x0, o volante Elder, que atuou improvisado na meia de ligação e marcou o gol da vitória, e o atacante Marcelo Ramos, que tocou pouco na bola, mas foi decisivo: colocou uma no travessão, no primeiro tempo, e deu o passe de cabeça para o gol da vitória, após escanteio cobrado da direita pelo lateral-direito Parral.
Cauteloso, o Santa Cruz preferiu iniciar fechado para evitar surpresas. O Sete de Setembro fez o mesmo. Com o passar do tempo, os donos da casa resolveram tomar a iniciativa do jogo, enquanto o Santa arriscava nos contra-ataques. O goleiro André Zuba teve várias bolas chutadas contra o seu gol, mas sem sustos. Já os tricolores conseguiram colocar uma bola no travessão, aos 38 minutos, com o atacante Marcelo Ramos.
Para o segundo tempo, o técnico do Sete Lourival Silva resolveu soltar o time, fazendo duas substituições e liberando um pouco mais os alas. O Santa conseguiu sair mais do campo de defesa e chegou ao seu gol aos 20 minutos, após ganhar um escanteio pela direita. Parral cobrou. Marcelo Ramos, bem colocado, cabeceou em direção à barra, mas Elder, no meio do caminho, desviou para a rede do Sete para delírio coral.


FICHA TÉCNICA
Jogo: Sete de Setembro 0x1 Santa Cruz. Local: Estádio Gigante do Agreste, em Garanhuns. Juiz: Wilson Souza. Auxiliares: Ubirajara Ferraz e Alcides Lira. Gol: Elder, aos 20 minutos do segundo tempo. Sete de Setembro: Mondragon; Israel, Jacó, Oliveira e Josa (Renatinho); Nei Carioca (Robson), Vinícius (Marcelo Capanema), Zaqueu e Nando; Nêgo Pai e Delani. Técnico: Lourival. Santa Cruz: André Zuba; Parral, Sandro, Memo e Adíslon; Wagner, Bilica, William (Tiago) e Elder (Tiago Matias); Márcio e Marcelo Ramos. Técnico: Márcio Bittencourt. Cartões amarelos: William e Márcio, do Santa Cruz. Público: 7.531. Renda: R$ 54.170. Preliminar: Sete de Setembro 1x2 Santa Cruz.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Santa Cruz 13 x 0 Íbis



Acima, na fotografia do Jornal do Commercio, Betinho disputa a bola com a defesa ibiense.
Abaixo, na fotografia do Diário de Pernambuco, Joãozinho ganha contra um jogador do Pássaro Preto.
SANTA CRUZ 13 x 0 ÍBIS

Clóvis Campêlo

Segundo os pesquisadores do futebol pernambucano, a maior goleada sofrida pelo Íbis na sua honrosa vida de pior time do mundo aconteceu no dia 11 de outubro de 1978, um dia de quarta-feira, à noite, no Estádio do Arruda, contra o Santa Cruz. Segundo os jornais da época, 13xo não refletiu a superioridade do time coral que poderia ter vencido por um placar bem mais elástico.
Os gols foram marcados por Wôlnei (4), Betinho (3), Neinha (2), Paranhos, Jadir, Joãozinho e Deínha.
O jogo histórico foi apitado pelo juiz Edson da Hora e o Santa Cruz ainda se deu ao luxo de desperdiçar duas penalidades máximas, através de Neinha e Wôlnei.
O Santa Cruz, comandado pelo técnico Evaristo de Macedo, venceu com Joel Mendes; Carlos Alberto Barbosa (Fraga), Paranhos, Alfredo Santos e Pedrinho; Givanildo (Deínha) e Betinho; Jadir, Wôlnei, Neinha e Joãozinho.
O Íbis perdeu com Eudes; Levir, Bira, Canuto e Chibata; Silva e Adílio (Carlinhos); Bau, Júnior, Pedrinho e Omar (Dino).
A goleada foi assistida por apenas 1.603 torcedores, sendo 991 pagantes e 612 grátis. Segundo o Jornal do Commercio, o jogo foi tão desinteressante que nem o presidente do clube coral, Mariano Mattos, ousou sair do seu confortável apartamento, na praia de Piedade, para ver o vexame ibiense.
Vale salientar que uma semana antes, o Náutico havia goleado o Pássaro Preto por 10x0 e a grande expectativa da torcida presente ao Arruda, naquela noite, era ver a superação dessa marca, que, afinal, foi conseguida.
O fato mais curioso do jogo, porém, foi a revolta do goleiro reserva Negola, do Íbis. Ainda no primeiro tempo do jogo, Negola assinara a súmula para substituir Eudes que já havia levado quatro gols suspeitosos. Eudes, no entanto, se reabilita e defende dois penaltis, sendo mantido no time pelo técnico Pedrinho. Revoltado, Negola abandona o banco de reservas e vai embora. O Íbis, que já não tinha um médico na sua delegação, terminou o jogo também sem o goleiro reserva.